- 19/06/2025
No Visão Crítica, Marco Túlio Delgobbo Freitas, doutor em ciências militares, Paulo Filho, mestre na área, e Major Frederico Salóes, oficial de operações do Comando Militar do Sul, analisam os motivos que levam Israel a manter seu arsenal nuclear em sigilo enquanto atua para impedir que o Irã desenvolva tecnologia atômica. O debate foca nos impactos geopolíticos e militares.
Assista à íntegra: https://youtube.com/live/_RVXaMEjTZk
Baixe o app Panflix: https://www.panflix.com.br/
Inscreva-se no nosso canal:
https://www.youtube.com/c/jovempannews
Siga o canal "Jovem Pan News" no WhatsApp:
https://whatsapp.com/channel/0029VaAxUvrGJP8Fz9QZH93S
Entre no nosso site:
http://jovempan.com.br/
Facebook:
https://www.facebook.com/jovempannews
Siga no Twitter:
https://twitter.com/JovemPanNews
Instagram:
https://www.instagram.com/jovempannews/
TikTok:
https://www.tiktok.com/@jovempannews
Kwai:
https://www.kwai.com/@jovempannews
#JovemPan
Assista à íntegra: https://youtube.com/live/_RVXaMEjTZk
Baixe o app Panflix: https://www.panflix.com.br/
Inscreva-se no nosso canal:
https://www.youtube.com/c/jovempannews
Siga o canal "Jovem Pan News" no WhatsApp:
https://whatsapp.com/channel/0029VaAxUvrGJP8Fz9QZH93S
Entre no nosso site:
http://jovempan.com.br/
Facebook:
https://www.facebook.com/jovempannews
Siga no Twitter:
https://twitter.com/JovemPanNews
Instagram:
https://www.instagram.com/jovempannews/
TikTok:
https://www.tiktok.com/@jovempannews
Kwai:
https://www.kwai.com/@jovempannews
#JovemPan
Categoria
🗞
NotíciasTranscrição
00:00Bem, vamos pegar um outro ponto, passando ao professor Marco Tullio.
00:05Israel tem a bomba atômica, todo mundo sabe.
00:08Israel não reconhece oficialmente, mas todo mundo sabe que tem a bomba atômica.
00:13Não se sabe o número de quantas bombas, varia, alguns falam em 60,
00:17outros falam em centenas de bombas e por aí vai.
00:21A pergunta é, sempre no sentido de provocar a reflexão,
00:25que é o objetivo do Visão Crítica.
00:27Se Israel tem a bomba atômica, e por exemplo, não tão próximo ali,
00:32mas o Paquistão tem bomba atômica, é a bomba muçulmana,
00:36a Índia tem bomba atômica, eles são dois adversários regionais,
00:40não é de hoje, desde o final dos anos 1940,
00:44e a questão da Cachemira é a principal.
00:47A pergunta é, se Israel tem a bomba atômica para o professor Marco Tullio,
00:50por que o Irã não pode ter?
00:52Essa é uma grande pergunta.
00:54Uma excelente pergunta.
00:58Israel é pautada, a política nuclear israelense é pautada numa característica sui gêneris,
01:06é a ambiguidade nuclear.
01:09Israel tem ou não tem a bomba atômica.
01:13Toda vez que você perguntar a um primeiro-ministro israelense,
01:17ele vai possivelmente falar o seguinte,
01:20Talvez, talvez tenhamos, talvez não.
01:27E isso, ele partiu diretamente do protocolo assinado entre Kissinger e o Estado israelense no momento.
01:40Da ajuda do Yankipur, aquele entrevedo todo, do conflito, do fornecimento de armas.
01:50Momentos depois, você teve um protocolo assinado,
01:55protocolo de ajuda,
01:58em que o grande problema foi exatamente esse.
02:01O grande elefante na loja de cristais era exatamente esse.
02:07Porque Israel, desde a sua conversa, da sua aliança com a França,
02:16nutria o desejo de possuir uma bomba atômica.
02:21E os franceses auxiliaram isso, em primeira medida, os israelenses.
02:26Com o acordo norte-americano, Israel teve que pegar esse projeto
02:33e colocar sobre uma característica, que é a ambiguidade.
02:38Porque nesse acordo, estava previsto que os Estados Unidos não toleraria,
02:45de modo algum, um processo, uma corrida nuclear naquela região.
02:51E Israel não poderia, de início, dar o start nessa corrida.
02:57Então, Israel fez o seguinte.
02:59Vou pegar o meu programa e vou colocar sobre a ambiguidade.
03:05Isso é bastante interessante, porque os custos de você anunciar isso ao adversário,
03:13você não tem.
03:16Você não tem.
03:16A dissuasão nuclear, ela ocorre, por causa da ambiguidade, por causa do talvez.
03:23Agora, os custos de você apresentar isso, investir como o Kennedy e os soviéticos tiveram,
03:34o Kennedy teve aquele processo de modernização do arsenal nuclear norte-americano, as pressas.
03:41Os israelenses não têm esse processo.
03:44Eles não precisam disso.
03:45Por quê?
03:46Porque eles falam, olha, eu não tenho.
03:49Eu não tenho.
03:51E, para colocar um número interessante, saiu uma pesquisa recente de um grupo de pesquisa
03:58da Universidade de Nagasaki, que aponta que Israel tem 90 bombas nucleares.
04:07não ditas, não ditas, não ditas, sempre assim, não ditas, as 90 bombas nucleares.
04:16Eu passaria ao coronel Paulo Filho.
04:20A mesma questão.
04:22Israel tem a bomba atômica.
04:24Pode ser que esse número se aproxime quase de uma centena, como destacou o professor Marco
04:30Túlio.
04:31Por que o Irã não pode ter um programa atômico que leve o país a ter uma bomba atômica?
04:35Porque a comunidade internacional, essa é a posição da comunidade internacional, né, professor?
04:44Os países querem fazer o máximo esforço, né?
04:50O sistema internacional faz o máximo esforço para evitar uma proliferação maior de armas
04:56nucleares.
04:57Mas, do ponto de vista dos iranianos, se eu fosse um general do exército iraniano,
05:03certamente eu estaria pensando agora, neste momento, né, que esse ataque israelense não
05:08teria acontecido se eu tivesse a bomba.
05:11Porque ele olha o exemplo do Kim Jong-un na Coreia do Norte, o Kim Jong-un tá lá, gordinho,
05:18feliz da vida, risonho, né?
05:20Ninguém ataca o Kim Jong-un na Coreia do Norte, porque ele tem a bomba atômica, né?
05:23Em compensação, Saddam Hussein, que teve o programa nuclear do Iraque atacado, inclusive
05:31por Israel, morreu.
05:34O Bashar al-Assad também já fugiu.
05:37Então, os ditadores que não chegaram até a bomba atômica, felizmente eles não chegaram,
05:43hoje estão mortos.
05:44O ditador da Coreia do Norte que chegou à bomba atômica tá vivo e tá no seu lugar.
05:49A corrida nuclear, ela acontece por causa dessas rivalidades, é o equilíbrio, né?
05:56É o equilíbrio do terror.
05:57Aliás, o Merchheimer, né, a tragédia da política das grandes potências, ele já diz isso,
06:02o realismo ofensivo, né?
06:03Que os estados estão destinados a competirem entre si e, por causa disso, eles vão buscar
06:09o maior número, os melhores meios militares possíveis, inclusive a bomba atômica.
06:15O Merchheimer, inclusive, alega que o Oriente Médio seria muito mais pacífico se cada potência
06:22dessa aí tivesse uma bomba atômica com ele, que não haveria guerra, haveria um equilíbrio
06:25do terror, né?
06:26Muitos discordam dele porque acham que esse equilíbrio é um equilíbrio perigosíssimo,
06:32né?
06:33Muito bem, mas quando em 1964 a China chegou à bomba atômica, Índia rapidamente pensou
06:43que deveria ter sua bomba também, chegou à bomba em 1974.
06:48Quando a Índia chegou à bomba, o Paquistão achou que tinha que ter a bomba também, chegou
06:51à bomba em 1998.
06:53Então, a política da autoajuda, né, que cada estado tem que se ajudar a si próprio,
07:00ele não pode contar com alianças, leva os países a buscarem a bomba.
07:06Então, a pergunta que o senhor fez, né?
07:10Por que o Irã não pode ter a bomba?
07:12Depende muito do ponto de vista, depende muito de quem faz essa pergunta, professor.
07:18Passou uma hora mesmo a questão, sempre lembrando a quem nos acompanha,
07:22é que nós sempre temos aqui de estimular, fazer, entre aspas, boas provocações e produzindo
07:29essas reflexões tão importantes que vocês estão acompanhando, porque são questões
07:34que se fala entre os especialistas e mesmo na rua, entre as pessoas perguntam, ah, mas
07:38por que isso?
07:39Por que aquilo?
07:40E o papel nosso é pegar uma questão aparentemente simples e colocar para os especialistas
07:44para uma reflexão tão elaborada como vocês estão assistindo.
07:49Major, a mesma questão, Israel tem quase uma centena, estima-se, de bombas atômicas.
07:56Por que o Irã não pode ter algumas, ou uma, ou diversas bombas atômicas?
08:03Acredito, num primeiro momento, a letra fria da lei, que o Irã não pode, primeiro,
08:09porque ele é signatário do Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares, esse é o primeiro ponto.
08:14Ah, outros países também são, aí talvez deveríamos questionar a veracidade desses
08:20fatos, mas o fato é que o Irã é signatário.
08:24O segundo ponto é que, de fato, causaria um desequilíbrio muito grande de poder na
08:30região e, de alguma forma, proliferaria uma corrida armamentista intensa numa região
08:36que, historicamente, já tem uma disputa tribal sociocultural muito grande e de longa
08:43data.
08:44Então, é fato que a vontade iraniana de desenvolver o seu programa nuclear, ela é, ela deve ser
08:53observada, como o senhor bem falou, a ideia é a gente trazer reflexões críticas, ela deve
08:58ser olhada de maneira peculiar, porque o país recebeu, nas últimas décadas e recebe atualmente
09:07uma série de sanções econômicas, necessita de apoio internacional de outros estados para uma série
09:14de atividades da própria aplicação do seu poder perante outros países e, ainda assim, a própria
09:22relação Israel-Irã, de alguma forma, com algumas ações desde o início dos anos 2000, o
09:30Stuxnet, o evento em 2018, quando o Mossad obteve documentação do programa de desenvolvimento
09:37nuclear de urânio lá no Irã, a despeito disso tudo, o Irã veio desenvolvendo esse programa
09:44nuclear.
09:44como o Corão Paulo Filipe falou hoje, os militares iranianos se sentem no direito de
09:52ter o seu armamento nuclear e isso, de alguma forma, procura, acelera uma disputa de poder
10:00e que, de alguma forma, como eu falei, não é um problema só entre israelenses e iranianos.
10:08Há uma disputa de poder entre iranianos e sauditas, em termos de cultura, entre xiitas e sunitas.
10:22Então, esse próprio desenvolvimento, de alguma forma, se olharmos para o Oriente Médio,
10:28para os estados que ali coexistem, isso, de alguma forma, iria propiciar uma corrida armamentista
10:37severa que poderia acabar descambando para intervenções ou ações militares, onde
10:45violações de ações do direito internacional dos conflitos armados ou do direito internacional
10:52dos direitos humanos se tornassem corriqueiras por conta das disputas de poder e das características
10:58daquelas sociedades.
10:59Uma pergunta é inevitável, acho que partindo dessa discussão sobre bomba atômica, em certo
11:06momento, no século passado, no século XX, tanto o Brasil como a Argentina tinham programas
11:12de desenvolvimento de energia nuclear.
11:16Alguns diziam, alguns especialistas, que havia uma espécie de corrida aqui no subcontinente
11:21da América do Sul pela bomba atômica entre esses dois países, Brasil e Argentina, na
11:27rivalidade pelo controle ali do Rio da Prata, que vem lá do período colonial entre Portugal
11:33e Espanha, essa disputa.
11:35Bem, uma questão, acho que certamente inevitável nessa nossa conversa de hoje, e eu passaria
11:42ao professor Marco Tulli, é o seguinte, por que o Brasil não tem bomba atômica?
11:47Ou seja, por que o Brasil abandonou a possibilidade, e em certo momento teve um programa atômico?
11:55Qual a razão, na sua opinião?
11:58Os custos.
12:00Os custos políticos, os custos de manutenção até, você possuir uma bomba atômica são enormes.
12:09Os custos políticos são maiores ainda.
12:11É por isso que o Brasil, de forma bem brilhante, assinou o tratado de não proliferação e resolveu
12:24o seu programa nuclear, fechou o seu programa nuclear.
12:27Apesar de muito se falar que o Estado fica seguro com uma bomba atômica, você tem uns custos
12:39que há uma necessidade sempre de você se colocar de forma estável para a sociedade internacional.
12:51Há sempre um teste de se você pode possuir ou não isso.
12:57Veja o Paquistão.
12:58O Paquistão, ele literalmente, todo problema político que o Paquistão tem,
13:05alguém dos Estados Unidos liga e pergunta, está tudo bem aí?
13:10Porque eles têm uma bomba atômica.
13:14Qualquer organização terrorista ou qualquer organização extremista pode alcançar o poder
13:21e ter acesso a essa bomba.
13:23É o grande pesadelo, inclusive de israelenses,
13:27inclusive de israelenses,
13:28que a bomba atômica paquistanesa cai em mãos de extremistas.
13:33É por isso que eles desenvolveram o sistema aéron 3,
13:37que, de certa forma, tem um alcance para tentar interceptar a bomba atômica paquistanesa.
13:47Está certo?
13:48Então, em relação ao Brasil,
13:52esses custos políticos foram avaliados e eles determinaram,
13:56são maiores do que você partir para outra abordagem,
14:01que é a cooperação que, para mim, foi a mais acertada.
14:04A cooperação, principalmente em relação ao seu antagonista,
14:09e foi por causa disso que nasceu o Mercosul.
14:14Através desse caminho aí de sinergia entre os dois,
14:19entre os seus dois representantes,
14:23principalmente na questão nuclear,
14:25eles falaram assim,
14:26Poxa, por que não podemos ir além de um tratado de não-proliferação?
14:36Por que não podemos partir para uma convergência entre Buenos Aires e Brasília,
14:43em relação à política, economia, etc.?
14:46Foi isso que aconteceu.
14:48Passo a mesma questão ao coronel Paulo Filho,
14:52agregando que no governo Fernando Collor,
14:56foi lá na Serra do Cachimbo, no estado do Pará,
14:59havia uma área destinada à suposta,
15:04uma suposta área para explodir a primeira bomba atômica brasileira.
15:09E, numa cerimônia que teve presente o presidente Fernando Collor,
15:13com o ministro José Gondenberg,
15:16eles selaram lá esse imenso buraco,
15:19vamos chamar assim, eu pergunto ao senhor,
15:22foi um acerto nós não termos uma bomba,
15:25interrompermos um programa nuclear,
15:27foi um erro, qual é a opinião do senhor?
15:31Foi uma decisão tomada pelo estado brasileiro, professor Vila.
15:35A verdade é que a situação geoestratégica,
15:38geopolítica da América do Sul,
15:39é uma situação completamente diferente do restante do mundo.
15:44Aqui nós vivemos um paradoxo,
15:46nós estamos no subcontinente mais pacífico do mundo,
15:52as guerras entre estados aqui já não acontecem há um bom tempo,
15:56a última, que foi aquele conflito do CENEPA,
15:58foi um conflito muito limitado,
16:00e, ao mesmo tempo que nós temos um continente pacífico,
16:04sem guerras entre estados,
16:05nós temos um continente muito violento em relação à segurança pública,
16:11mas esse é um outro assunto.
16:12Essa ausência de uma rivalidade muito clara
16:15diminui bastante a necessidade de armas do tipo de uma bomba atômica.
16:22E a rivalidade histórica a que o senhor se referiu,
16:26entre Brasil e Argentina, lá do século XIX,
16:29entre os países do Rio da Prata,
16:31que levaram a tantos conflitos no século XIX,
16:34ela foi sendo superada ao longo do tempo,
16:37e foram sendo criados vários vínculos,
16:41foi sendo construída uma confiança.
16:43Na década de 80 foi estabelecido um acordo,
16:46um tratado entre o Brasil e a Argentina
16:48para a inspeção mútua das suas instalações nucleares,
16:52foi se estabelecendo uma confiança,
16:54que culminou, como o professor falou,
16:56na criação do Mercosul,
16:59e com esse ato que o senhor se referiu aí,
17:02do presidente Collor,
17:03até que em 97, até 99,
17:06Brasil e Argentina aderiram
17:08ao Tratado de Não Proliferação Nuclear.
17:11Então, os países do continente sul-americano,
17:14na verdade, não possuem rivalidades,
17:17como, por exemplo,
17:18as que nós já conversamos tanto hoje,
17:20lá no Oriente Médio,
17:21nessas desconfianças enormes
17:23entre os países,
17:24entre iranianos e sauditas, por exemplo,
17:26ou na Ásia e outros lugares do mundo.
17:29Isso aqui, felizmente,
17:30nós não temos no nosso subcontinente.
17:33Então, a gente ter uma América do Sul
17:35livre de armas nucleares
17:36é uma questão de...
17:39é um motivo de alegria,
17:41um motivo de satisfação.
17:42Eu não vejo necessidade
17:43de nós termos armas nucleares
17:45na América do Sul, não, professor?
17:47E eu acho que foi um acerto.
17:49Eu passo a mesma questão
17:51ao Major Frederico Salões.
17:53Major,
17:54por que o Brasil não tem bomba atômica?
17:57A interrupção do programa
17:58nuclear brasileiro
18:00foi um acerto
18:01ou foi um erro?
18:03Primeiro,
18:04como eu fiz a própria análise
18:05com relação ao Irã,
18:08o Brasil também é signatário
18:09do Tratado de Não Poliferação
18:11de Armas Nucleares
18:12desde 1988.
18:14De igual maneira,
18:15nós também somos signatários
18:16do Tratado de Tlatelô,
18:19que é...
18:20que positiva
18:22a questão da América do Sul
18:24livre de armamento nuclear.
18:25Então,
18:27isso, de fato,
18:28torna a região
18:28segura,
18:30por incrível que pareça,
18:31em relação a essas ameaças
18:33modernas,
18:35as ameaças contemporâneas,
18:36híbridas,
18:36como a gente tem visto aí.
18:38A nossa região,
18:39ela é extremamente pacífica
18:41no sentido
18:42de uma hecatombe
18:44como nós estamos vendo
18:46entre Rússia e Ucrânia,
18:48entre Israel
18:48e o Irã.
18:51Ademais,
18:51eu faço uma ressalva aqui,
18:53professor,
18:53de fato,
18:54nós temos
18:55um programa nuclear.
18:57Só que o nosso programa nuclear,
18:58ele é destinado
18:59para fins pacíficos.
19:00A Marinha do Brasil
19:01faz um trabalho
19:03esplendoroso
19:04no desenvolvimento
19:05do submarino
19:06à propulsão nuclear
19:07e outras ações
19:09relacionadas
19:10à parte de medicina
19:11e pesquisa científica
19:13que direcionam,
19:15que é direcionado
19:16o programa nuclear brasileiro.
19:18Nós não temos
19:19um programa nuclear
19:20para desenvolvimento
19:21de artefato bélico.
19:23E, corroborando
19:24com o que o
19:26coronel Paulo Filho
19:27e o professor Marco Tulli
19:27falaram,
19:28a decisão
19:29de um artefato nuclear
19:30não é uma decisão
19:31meramente militar,
19:33ela é uma decisão
19:33geopolítica.
19:35E isso implica
19:36uma série
19:37de ações decorrentes
19:38que balançam,
19:41de alguma forma,
19:41o status quo
19:42da região.
19:43Então,
19:44acredito que
19:44a situação atual
19:46do Estado brasileiro
19:47com relação
19:48à manutenção
19:50do tratado
19:51de não proliferação
19:52de armas nucleares,
19:54a própria questão
19:55de nós sermos
19:56uma liderança regional
19:57dentro da zona
19:58de paz e cooperação
19:59do Atlântico Sul,
20:01nos coloca
20:01numa condição
20:02de protagonismo
20:04justamente
20:05pelo fato
20:06de nós podermos
20:07resolver nossos problemas
20:08e pautarmos
20:10a nossa posição
20:11como Estado soberano
20:13sem a necessidade
20:14de termos
20:15um armamento nuclear.
20:16Então,