Pular para o playerIr para o conteúdo principal
Baixe o app Panflix: https://www.panflix.com.br/

Inscreva-se no nosso canal:
https://www.youtube.com/c/jovempannews

Siga o canal "Jovem Pan News" no WhatsApp:
https://whatsapp.com/channel/0029VaAxUvrGJP8Fz9QZH93S

Entre no nosso site:
http://jovempan.com.br/

Facebook:
https://www.facebook.com/jovempannews

Siga no Twitter:
https://twitter.com/JovemPanNews

Instagram:
https://www.instagram.com/jovempannews/

TikTok:
https://www.tiktok.com/@jovempannews

Kwai:
https://www.kwai.com/@jovempannews

#JovemPan
#JovemPanSaúde
Transcrição
00:00Consegue pensar em um refrigerante da cor laranja?
00:04E se eu disser uma companhia aérea que é laranja, qual nome vem na sua mente agora?
00:09Em um banco todo laranja?
00:11Aposto que você já pensou.
00:13Em um plano de saúde laranja?
00:16Calma que esse lugar já tem dona.
00:19Apresento a vocês a ampla saúde.
00:22E agora você já sabe, pensou laranja?
00:25Pensou no seu plano laranja?
00:30Jovem Pan Saúde.
00:34Oferecimento ampla.
00:35Muito mais que um plano, um compromisso com você.
00:39Isso é ampla.
00:43Jovem Pan Saúde.
00:46Olá, seja muito bem-vindo a mais um Jovem Pan Saúde.
00:50Hoje vamos falar sobre um tema que ainda preocupa a saúde das mulheres.
00:54O câncer de colo do útero, que também é conhecido como câncer cervical
00:58e está associado à infecção persistente por subtipos do vírus HPV.
01:03Cerca de 80% das mulheres sexualmente ativas vão adquirir o HPV ao longo da vida.
01:09No Brasil, o câncer do colo do útero é o terceiro tipo de câncer mais incidente entre as mulheres
01:15e a quarta causa de morte por câncer no país.
01:18O INCA estima cerca de 17 mil novos casos deste tipo de câncer agora em 2025.
01:25Para uma conversa sobre a importância dos exames preventivos, tratamentos, sintomas,
01:30recebemos hoje a médica ginecologista Liliane Reis e também o doutor Bruno Aragão Rocha,
01:36que é radiologista e coordenador médico de inovação do grupo Fleury.
01:41Sejam muito bem-vindos.
01:43Eu queria começar essa nossa conversa trazendo mais dados do INCA também,
01:48que agora em 2022 foram registradas quase 7 mil mortes por esse tipo de câncer aqui no país.
01:55Doutora Liliane, o câncer de colo do útero, ele é prevenível, ele é tratável,
02:00quando, claro, detectado bem antes, de forma precoce,
02:05mas por que esses números ainda tão altos e essas mortes de doenças, dessa doença aqui no Brasil?
02:13Olá, Soraya. Primeiramente, muito obrigada pelo convite,
02:16por estar aqui abordando esse assunto que é tão importante, tem um impacto tão grande na saúde.
02:21Essa pergunta é muito importante e, infelizmente, ela reflete uma realidade que a gente tem aqui no Brasil.
02:27Eu justifico essa alta incidência de morte principalmente pela baixa adesão que as pacientes têm ao exame,
02:34porque só através do exame preventivo a gente vai conseguir detectar a lesão ainda precocemente
02:41e dar um tratamento adequado.
02:43E o que a gente vê, na realidade, é que elas já chegam com um diagnóstico mais avançado
02:47e aí, nesses casos, tanto o tratamento como o prognóstico e sobrevida ficam muito prejudicados.
02:54Doutor Bruno, você como médico radiologista, qual que é a importância, o papel da radiologia
02:59nesse diagnóstico, no acompanhamento do câncer do colo do útero e em que momento da jornada da paciente ele é necessário?
03:08Nós costumamos dizer que nós, radiologistas, acompanhamos as mulheres quando a doença já está instalada.
03:14Então, normalmente, as mulheres costumam fazer o exame de Papa Nicolau,
03:18que é a copostologia oncótica, onde se tenta detectar que as lesões precursoras
03:23e uma vez que se detecta uma alteração, as pacientes chegam para a gente para fazer o exame
03:27que chamamos de estadiamento, que é para a gente detectar até onde esse câncer vai,
03:32se ele invade ou não invade estruturas adjacentes, através principalmente de uma ressonância de pelve.
03:37Então, a gente costuma dizer que a ressonância de pelve para estadiar câncer de colo de útero
03:43é um exame que a gente não quer ver mais nos próximos anos.
03:46Agora, doutora Liliane, você falou que as mulheres chegam com um diagnóstico mais avançado,
03:52às vezes acaba até dificultando no tratamento.
03:55O que a gente falha, o país, eu digo, na oferta dos exames, na comunicação com a população?
04:02A gente tem dados de uma pesquisa de uma startup de tecnologia
04:06e que mostra que o número de exames realizados para a detecção do câncer de colo de útero
04:11caiu em 6% isso lá em 2024, passando de 6,96 milhões em 2023 para 6,54 milhões.
04:22Isso, considerando todas as mulheres, a queda é ainda maior, de 7%.
04:27O que está acontecendo?
04:28Eu acredito que a falha ocorre nesses dois pontos, tanto na oferta como na comunicação.
04:35Falta informação para as pacientes da importância e do quanto é significativo para ela ter um diagnóstico precoce.
04:43Muitas pacientes nem sabem muito ao certo o que o exame está pesquisando, o que o exame está prevenindo.
04:49E tem uma burocracia muito grande também no sistema público para conseguir realizar esse exame.
04:55Por mais que ele seja ofertado livremente, o que a gente percebe é que as pacientes têm uma dificuldade
05:00em agendar uma consulta com especialista.
05:03Mesmo assim, colocando também um ponto, ele não é coletado único e exclusivamente pelo ginecologista.
05:08A própria equipe de enfermagem no SUS, ela pode estar capacitada para coletar, mas não é feito uma abordagem mais facilitada para essa paciente.
05:18Às vezes, as pacientes chegando em uma UBS, em um centro de saúde, elas poderiam ser acolhidas, informadas e colher esse exame,
05:28mesmo que de uma forma despretensiosa.
05:30E não é isso que a gente vê.
05:31Doutor, você também avalia nesse ponto de vista, como a doutora Liliane?
05:36Eu concordo.
05:37Eu acho que o acesso e principalmente a conscientização da importância do exame é uma das coisas mais importantes.
05:44Nós que costumamos trabalhar tanto em iniciativa privada quanto no setor público,
05:48a gente consegue ver as diferenças, por exemplo, em exames de ressonância de pelve,
05:51do grau de avanço da doença quando você tem um lugar onde você tem uma população que faz um rastreamento mais eficiente.
06:00A gente costuma ver exames muito mais tranquilos e que doenças iniciais.
06:04E em relação a populações que não fazem esse rastreamento bem feito, onde a gente vê doença muito mais avançada.
06:11Então, eu coloco muito o crédito nessa situação, principalmente a conscientização sobre a importância
06:18e essas barreiras, essas limitações de oferta.
06:21Vamos falar então um pouquinho de tratamento, né?
06:24Porque o exame preventivo, ele é a porta ali de entrada para você, enfim, se prevenir
06:30e também de receber um diagnóstico se isso acontecer.
06:34O exame papanicolau é o que a gente está dizendo como exame preventivo?
06:38É, o exame preventivo é o papanicolau e como o Bruno disse, também conhecido como copocitologia oncótica.
06:44Esse exame, ele é realizado através de uma coleta de material cervical, que é o colo uterino.
06:51E aí, essa coleta é realizada e avaliada alterações celulares, que são ocasionadas pelos vírus HPV.
07:00E através dessas alterações celulares, a gente consegue avaliar, colocar a paciente como que está com mais chance de desenvolver o câncer ou não.
07:09Ela vai sentir algum tipo de sintoma?
07:12Ela vai perceber alguma coisa?
07:14Se já tiver com alguma possibilidade de estar com a doença ou não?
07:19Ele é mais silencioso?
07:21Nas fases iniciais, nos estágios iniciais, é uma doença mais silenciosa e costuma agir assintomática.
07:28A paciente não vai ter nenhum sintoma.
07:29Por isso também a importância do preventivo, justamente porque a paciente, no estágio mais inicial, que é o estágio mais fácil da gente tratar e que tem o melhor prognóstico, a paciente não tem sintomas.
07:42E o diagnóstico vai ser feito, mais precisamente, através do exame.
07:47Conforme a doença vai avançando, começam a aparecer alguns sintomas.
07:51E o sintoma mais comum é um sangramento vaginal anormal, que acontece fora do seu ciclo ali menstrual, muitas vezes após relações sexuais.
07:59Doutor Bonuno, tem uma frequência com que esses pacientes precisam realizar esses exames?
08:06Sim, o exame preventivo de Papa Nicolau, normalmente ele é preconizado para ser feito de forma anual.
08:12E geralmente, depois de dois exames consecutivos, normais, você pode esparçar um pouquinho essa frequência.
08:18Mas eu costumo dizer que a importância, não só do exame, mas o exame também é uma oportunidade de você fazer uma avaliação médica, de passar com o ginecologista ou com o ginecologista.
08:29Então, é muito engraçado porque não tem tanto essa dissociação.
08:35Normalmente, quem está passando e tem uma avaliação contínua com algum médico, algum sistema de médico de família ou algum tipo de acompanhamento, também acaba fazendo esse exame preventivo.
08:49E é de fácil visualização? Com um simples exame, já é possível detectar?
08:54Sim, o exame é super simples. Tem uma escovinha que coleta material, isso é colocado numa lâmina ou num potinho líquido, enviado para um laboratório analisar esse exame.
09:04O exame, ele é de uma coleta muito simples e o resultado dá essa indicação se tem um exame normal, se tem algum tipo de inflamação, se tem uma lesão suspeita de baixo risco ou lesão realmente de alto risco para câncer de colo de útero.
09:18E depois, se tiver esse tipo de alteração, a paciente vai para alguns exames mais invasivos, que a gente fala, para realmente coletar material e ter certeza se aquilo é um câncer ou não.
09:27Antes da gente falar de tratamento, ainda falando de exames, o SUS implementou um novo exame, que é o chamado exame molecular, um teste molecular.
09:40Queria que a doutora Liliane explicasse qual que é a diferença.
09:43É o mesmo procedimento do Papa Nicolau ou é um outro tipo de exame? Qual a complexidade dele?
09:49Essa é a nossa grande esperança em abaixar esses índices de mortalidade, porque ele é um exame também simples, coletado da mesma forma que a gente coleta o Papa Nicolau, porém ele consegue fazer diagnóstico, ele vai investigar a presença do material genético do HPV, mais especificamente do DNA.
10:09E não necessariamente a paciente vai precisar ter alterações celulares, então ele detecta em um estágio anterior ao Papa Nicolau, aumentando assim a nossa vigilância nas determinadas pacientes que vão ter a presença do vírus e um acompanhamento mais rigoroso e individualizado nessas pacientes.
10:28É para detectar de forma mais precoce.
10:30Mais precoce ainda, exatamente.
10:33E é da mesma forma como ele é realizado o Papa Nicolau ou é um outro tipo de...
10:37É da mesma forma como ele é realizado o Papa Nicolau e ele visa identificar os vírus, os subtipos mais oncogênicos, que tem mais risco de desenvolver o câncer de colo de útero.
10:48O Inca, inclusive, diz que o tratamento para o câncer de colo de útero está disponível para as mulheres que tiveram confirmação da doença por meio de um exame de lesão invasiva e tem os tratamentos cirúrgicos ou por meio de rádio e quimioterapias.
11:05Falando, então, de tratamento, quando é diagnosticado o câncer, ali a mulher está com esse câncer do colo de útero.
11:12O que é feito a partir de, então, do diagnóstico, doutor Bruno?
11:16Bom, uma vez que você teve o diagnóstico, a gente tem aquele passo que a gente chama de estadiamento,
11:22que é você dizer o quão avançado ou não está aquela lesão.
11:25Se ela está confinada, a região do colo do útero, se ela invadiu, por exemplo, um pouco mais para cima a região do corpo do útero,
11:32se ela invadiu a região da vagina, se tem linfonosos ao redor.
11:36A depender do tipo e do grau de invasão, existem níveis de quanto essa lesão está mais localizada ou ela se espalhou para outras regiões do corpo.
11:47Existem indicações de tratamentos específicas, desde tratamentos mais simples, de você realmente só fazer uma retirada mais localizada,
11:55inclusive, se for muito inicial, preservando a fertilidade, até tratamentos mais complexos,
12:03onde você pode fazer uma cirurgia removendo toda a parte de útero, ovários e linfonodos, ou mesmo radioterapia.
12:09Ou seja, doutora Liliane, a cirurgia não é a primeira opção de tratamento?
12:15Nos casos menos avançados, a cirurgia acaba sendo a primeira opção de tratamento,
12:19porque a gente consegue remover aquela lesão quando ela ainda está bem limitada ao colo do útero.
12:25E muitas vezes, quando é muito inicial, às vezes a gente nem precisa entrar com químio, rádio.
12:30Isso vai depender muito de uma avaliação mais individualizada,
12:33onde a gente vai ver a extensão da lesão e, como o Bruno falou,
12:36se já está cometendo alguns órgãos mais distantes, em casos mais avançados,
12:42como estruturas adjacentes ao colo do útero, bexiga, parte superior da vagina, paramétrio.
12:48E aí a gente vai avaliar isso para poder colocar um tratamento mais específico.
12:53Mas, normalmente, nos estágios iniciais, a cirurgia é indicada,
12:57porém é uma cirurgia pequena, de baixa complexidade e com alta chance de cura.
13:02E aí ela já pode voltar para a sua rotina normal.
13:08Vai precisar tomar medicamento ou não, depois da cirurgia?
13:12Vai depender do estadiamento que ela está sendo enquadrada
13:16e se vai entrar com um tratamento complementar ou não.
13:19No caso do tratamento complementar, a gente tem a radioterapia, a quimioterapia,
13:24mas, em alguns casos mais iniciais, não é necessário entrar com esse tratamento complementar.
13:29O que vai ser muito importante aí é um segmento pós-tratamento,
13:33onde ela vai ter que ter um acompanhamento rigoroso
13:35para ver se vai desenvolver alguma recidiva da doença.
13:38Porque isso é possível.
13:40Porque isso é possível.
13:40E aí, quanto mais precocemente a gente pega essa recidiva,
13:44melhor o tratamento e melhor o prognóstico.
13:47E a precisão do exame, doutor Bruno, também impacta no tratamento, né?
13:52Sim, com certeza.
13:53O exame hoje de ressonância magnética é um dos exames complementares mais precisos
13:58para a gente fazer o estadiamento.
14:00Infelizmente, a disponibilidade desse exame não é tão fácil de se conseguir fazer em todo o Brasil.
14:08Mas ainda é, hoje ele é o melhor exame para a gente realmente localizar.
14:12Um complementar ao papanicolau.
14:15É, especialmente para o estadiamento.
14:17Quando você sabe que tem um câncer, para você ter certeza de qual é a extensão desse tumor.
14:22Quando você acha uma lesão ali inicial, por exemplo, já se pede uma ressonância.
14:29Atualmente, com o teste molecular, o que está preconizando, a primeira coisa a ser feita vai ser o teste molecular.
14:35A paciente, ela tendo a presença do vírus, aí a gente vai direcionar para os exames reflexos que a gente chama.
14:43Que seria o papanicolau ou, em alguns casos, já diretamente para a colposcopia.
14:47E aí, com esses exames, a gente vai ver se ela tem somente um vírus que está ali em latência,
14:53mas não está desenvolvendo a doença e ela vai continuar seguindo somente com esses exames.
14:58Caso, com os exames complementares, que seriam esses exames reflexos,
15:02identifica a presença da doença, mesmo em estágio inicial,
15:06aí a gente vai partir para o outro ponto, que é o tratamento dessa doença.
15:10E aí, a gente cai na ressonância para poder estadiar de forma adequada e entrar com o tratamento adequado.
15:17Que passa de uma simples cirurgia, que às vezes a gente tira um pedacinho do colo do útero ali,
15:22como pode ser uma cirurgia muito mais complexa, muito mais ampla.
15:24Tira por completo.
15:25Que tira colo, útero, ovário, esvaziamento de linfonodos e tudo isso.
15:31E como a gente falou no começo do programa, né?
15:34Toda mulher sexualmente ativa, em algum momento da vida, ela vai ter contato com o HPV,
15:40mas não necessariamente ele vai se desenvolver para um câncer, é isso?
15:44Exatamente.
15:46Pode responder, doutora Liliane.
15:49A grande maioria das mulheres vai ter esse contato,
15:52mas muitas delas conseguem até eliminar o vírus de forma espontânea.
15:56Não precisa de tratamento.
15:57Não precisa de tratamento, ela só vai precisar desse acompanhamento,
16:00desse controle, para ver se realmente esse vírus vai ser eliminado
16:04ou se ele vai ficar ali numa forma latente.
16:06Ou até mesmo, ele pode ter um alto poder de transformação
16:10e acabar transformando aquelas células em células oncogênicas.
16:15E aí repetir o exame, né?
16:18E aí é repetir o exame.
16:19A cada quanto tempo?
16:20A cada cinco anos, se normal.
16:23Se vier alterado, a gente pede anualmente até ele normalizar
16:27ou vai acompanhando anualmente.
16:29Isso desde que ela faça o exame e o exame complementar,
16:32o exame reflexo, venha normal.
16:35Agora, além do exame, né?
16:37Papá Nicolau, esses exames preventivos,
16:40tem o fato da vacinação também contra o HPV.
16:45É importante em que fase que a mulher precisa tomar essa vacina?
16:49É extremamente importante e não só as mulheres.
16:52Ah, os homens também?
16:53Também.
16:53A vacinação, ela é indicada tanto para homens quanto mulheres
16:57a partir dos nove anos de idade.
16:59E a vacinação, ela complementa tudo isso
17:03e ela vai oferecer uma proteção principalmente
17:05para os subtipos de alto poder oncogênico.
17:11Então, aqueles vírus que têm mais chance de desenvolver o câncer
17:15são os vírus que a vacina vai proteger.
17:17Então, a vacina é extremamente importante,
17:20porém, também é um problema que a gente enfrenta aí
17:22de adesão, de oferta, de comunicação, de conscientização ainda.
17:28Por que você acha isso?
17:29Eu acredito que porque a vacina ainda envolve muitos mitos
17:34e que as pessoas acabam caindo nesses mitos.
17:37Muitas pessoas não sabem que essa vacina está disponível,
17:40inclusive na rede pública.
17:42A grande maioria não sabe que os homens também devem ser vacinados
17:47e, principalmente, quando a gente pega esse nicho masculino,
17:51tem muito aquela coisa ainda de que o HPV é uma doença de mulher.
17:55Então, eu não preciso me preocupar.
17:57E, sim, precisa se preocupar, porque o HPV também atinge homens.
18:01Pode falar, doutor.
18:02Eu gostaria de destacar que essa mesma vacinação,
18:06ela protege, além do câncer de colo de útero,
18:09esses vírus de HPV de alto risco também estão relacionados
18:11a outros tipos de câncer.
18:13Então, principalmente, câncer de cavidade oral,
18:15câncer de pênis e câncer da região anal.
18:18Então, a proteção, tanto para mulheres em relação ao colo de útero,
18:23também vale para outros tipos de câncer e para homens também.
18:28Então, a campanha de vacinação do HPV,
18:31a gente costuma dizer que ela serve para mais de um câncer.
18:35Ela vai diminuir muito também a incidência de câncer de cavidade oral
18:38nos próximos anos.
18:39E a vacina, ela é eficaz?
18:41Mesmo depois da mulher ou, enfim, do homem ter iniciado a atividade sexual,
18:47enfim, a vida, pode tomar depois de que idade ou não?
18:52Que daí ela não vai fazer mais efeito, por exemplo?
18:54Ou não é assim?
18:55Ela pode tomar mesmo.
18:57Quanto antes o paciente tomar a vacina, ela vai ter uma eficácia maior.
19:02Tanto por quanto mais jovem ele ter uma defesa, um sistema imune mais eficiente,
19:07como também por não ter exposição ou menos exposição ao vírus.
19:13Mas mesmo após o início da vida sexual, a vacina ainda continua sendo eficaz,
19:17porque ela vai conseguir ter uma cobertura, uma proteção
19:21contra os vírus que aquela paciente ainda não teve contato.
19:24Vou pedir sua licença aqui para os nossos convidados
19:28para também trazer um alerta importante para a nossa audiência.
19:32Despertadores antes das seis horas, ônibus, metrôs e de repente você abre as redes sociais,
19:38alguém já acordou às quatro da manhã, malhou, fez skin care, trabalhou, nadou
19:42e não são nem oito horas?
19:44Sente frustração?
19:45Alerta laranja.
19:47Você não precisa disso.
19:48Especialistas afirmam que é muito importante ter uma rotina de manhã.
19:52A ordem nas tarefas faz com que o seu cérebro use o atalho mental,
19:57deixando a energia para outras atividades importantes do dia.
20:01A correria produz cortisol extra, aumentando a ansiedade ao longo do dia.
20:05Mas calma, você pode começar arrumando a sua cama.
20:09Só isso já libera a dopamina e te dá a sensação de primeira missão cumprida.
20:14Além de beber água logo pela manhã, segurar a vontade de tomar café antes de tudo
20:19e, claro, evitar as telas e as rotinas perfeitas que aparecem por lá.
20:24A sua realidade é única, não se compare e saiba que a saúde é muito mais ampla que isso.
20:30Agora, sem pressa, me responde.
20:32Eu te vejo no nosso próximo Alerta Laranja, né?
20:34Bom, e depois desse alerta importante também, a gente dá continuidade aqui ao nosso papo também
20:40sobre o câncer de colo do útero.
20:42Bruno, eu queria falar um pouco de inovação de tratamento.
20:44A gente tem falado muito de inteligência artificial também para a saúde, né?
20:50Os dados que a gente tem atualmente mostram que...
20:54Onde estão os maiores vazios quando a gente fala de prevenção?
20:58Eu acho que a inovação tem um campo muito grande ainda para avançar na adesão ao exame.
21:05Existem já algumas iniciativas, de alguns testes, alguns dispositivos de autocoleta
21:10isso em alguns países.
21:12Eu, particularmente, tenho uma opinião que eu acho que os dispositivos de autocoleta
21:15são auxiliares.
21:18Eu acho que eles não substituem a possibilidade de uma avaliação clínica,
21:23de passar com um profissional de saúde, que você consiga conversar.
21:26Mas existem, sim, alguns avanços em métodos onde você tem um dispositivo de autocoleta,
21:34enfim, essa é uma tendência.
21:36E outra inovação que, na verdade, a gente já está vivenciando realmente é a vacinação.
21:42Eu acho que a vacinação talvez seja o personagem mais importante dessa história
21:47para a gente conseguir, nas próximas décadas, não ter ou ter uma incidência muito baixa
21:52de câncer de colo de útero.
21:54Existem alguns países que a vacinação já foi implantada em massa há muito tempo
21:58e, claramente, nos estudos científicos, a gente consegue ver a incidência
22:02desse tipo de câncer reduzindo.
22:05Nós, aqui no Brasil, ainda estamos começando essa guerra para diminuir
22:10a conselha de colo de útero.
22:13É por aí também, doutora, que você pensa?
22:16Com certeza, eu concordo plenamente e, assim, a vacinação é extremamente importante.
22:22A gente consegue ver muitas doenças que praticamente foram erradicadas do Brasil
22:26através da vacinação.
22:27Então, eu acho que é uma junção de fatores.
22:29A gente, aumentando essa oferta, essa adesão à vacinação,
22:34aumentando a conscientização dos pacientes,
22:37a importância tende a diminuir, porque é uma doença altamente prevenível
22:42e com muitos meios para a gente poder evitar chegar nesses estágios avançados.
22:48E a medicina também tem avançado em relação a tratamentos,
22:54aos próprios exames, para tentar, de alguma forma, facilitar, né?
22:58Porque a gente sabe que, ai, estou com preguiça de ir ao médico,
23:01estou com preguiça de fazer exame.
23:02E, ai, a gente vai empurrando com a barriga.
23:05Eu acredito, sim, que a medicina já avançou bastante.
23:09A presença agora do teste, né, do DNA-HPV vai ser um grande aliado nosso,
23:16porque, além dele detectar mais precocemente ainda,
23:19ele consegue ter um intervalo maior.
23:21Então, a paciente, ela não precisa ficar indo anualmente ali,
23:25fazer a coleta, que é uma coisa que muitas reclamam.
23:28Elas acham incômodo, elas têm vergonha, têm medo.
23:30Então, você aumentando esse intervalo, eu acho que a adesão vai ser maior.
23:34E tem já tratamentos mais inovadores, para os casos mais avançados.
23:39A imunoterapia é algo que tem entrado aí muito fortemente
23:42para ajudar os pacientes nos estágios mais avançados.
23:46Certo. E esse exame molecular já é algo que,
23:50no sistema particular, já se faz normalmente.
23:52Já.
23:53Isso é uma novidade para o SUS mesmo.
23:55O SUS, é.
23:55E isso você acredita que vai mudar todo esse contexto
23:59que a gente vem apresentando de dados, de incidência, de mortes.
24:02Eu acredito que sim.
24:03Mas, para isso, é necessário a gente informar e conscientizar muito
24:07a população que tem essa disponibilidade.
24:10Para a gente encerrar aqui o nosso programa,
24:13para cada um de vocês,
24:14se vocês tivessem uma orientação,
24:16uma dica ali de ação imediata
24:18para reduzir esses números de mortes,
24:21enfim, e também de casos.
24:23O que você diria, doutora Liliane?
24:25Investir em mecanismos para potencializar essa adesão à prevenção.
24:30Investir tanto numa facilitação ali da oferta desses meios,
24:35que seria a vacinação e adesão a esses exames preventivos,
24:39como na conscientização e informação.
24:42Porque eu acho que quando você tem informação,
24:45você tem tudo e você vai atrás do que vai ser melhor.
24:48Quem não quer ter saúde?
24:49É uma promoção da saúde.
24:51É tão bom quando a gente pode oferecer uma coisa que é uma prevenção
24:55e não só tratar a doença.
24:57Isso é o que o médico hoje mais quer, né?
24:59E é tão fácil, né?
25:00Depende só da gente.
25:02Só da gente.
25:03E para você, doutor Bruno?
25:04Eu costumo destacar que eu chamo isso de adotar uma postura preventiva.
25:09É.
25:10Porque normalmente as pessoas que falham em não fazer um exame
25:14de Papa Nicolau de rotina,
25:16costumam negligenciar vários aspectos da saúde, não só aquele.
25:21Sim.
25:21Então, por exemplo, se a mulher que não faz exame de Papa Nicolau,
25:24provavelmente vai ser a mulher que não vai fazer mamografia
25:26quando estiver na idade da mamografia.
25:29Se ela tem uma pré-diabetes,
25:31normalmente a mesma mulher que não controla aquela pressão
25:34ou que pode ter um risco cardiovascular aumentado.
25:37Então, essa conscientização,
25:38eu costumo dizer que muitas vezes uma campanha para conscientizar
25:41um aspecto da saúde pode mudar a vida inteira.
25:46Fazer um exame preventivo de Papa Nicolau
25:48pode não só prevenir o colo de outro,
25:50como transformar a relação dessa mulher com a saúde dela.
25:54Sim.
25:54E também tem a diferenciação de região, né?
25:58Tem dificuldades, tem região que apresenta mais dificuldade,
26:01enfim, pelo cenário, enfim, né?
26:05Isso muda de região pelo Brasil que a gente...
26:07Muda muito.
26:09Assim, São Paulo é uma grande capital.
26:12Mesmo em São Paulo, a gente encontra uma certa dificuldade,
26:15mas nem se compara a áreas mais afastadas,
26:18áreas mais rurais,
26:19que muitas vezes não tem um centro de saúde ali perto,
26:23não tem acesso.
26:24E também a questão do custo.
26:25Sim.
26:26Às vezes, essa família, essa mulher,
26:27ela não tem condições até financeiras
26:30para se locomover a longas distâncias
26:32para chegar num centro de saúde.
26:34Então, é o que ele falou.
26:35Eu acho que tinha que potencializar essa questão de campanhas,
26:38de ir atrás mesmo,
26:40buscar, orientar, conscientizar.
26:43E através de uma campanha,
26:45você consegue abranger vários exames preventivos ali
26:49de rastreio para paciente.
26:51E que essas tecnologias, enfim,
26:53toda essa inovação consiga chegar
26:55até essas mulheres também, né?
26:57Exatamente.
26:58Hoje a gente tem um cenário da telesaúde
27:00que já facilita muito.
27:01Verdade.
27:02Então, muitas vezes, você consegue fazer rastreamentos remotos,
27:05se precisar conversar com um especialista,
27:07consegue ter acesso ao especialista remoto.
27:09Então, a tecnologia tem ajudado,
27:12tem facilitado bastante a gente aumentar o acesso à capilaridade.
27:16O sistema público de saúde tem trabalhado bastante com tecnologia.
27:20Muitas vezes a gente acha que não,
27:21mas o sistema de saúde tem várias iniciativas muito interessantes.
27:25mas o desafio é muito grande.
27:28O nosso país é muito grande.
27:30A gente tem populações com falta de acesso à saúde
27:35em regiões realmente de difícil acesso.
27:38Então, eu acho que a gente está num caminho de evolução,
27:42mas o caminho é longo.
27:44Lembrando, então, que o câncer de colo de útero tem tratamento.
27:47Suas chances são de recuperação altas, inclusive.
27:51É um tipo de câncer que deve ser investigado, monitorado.
27:55O exame do Papa Nicolau deve ser realizado da maneira correta
27:58e no tempo necessário.
28:00Eu quero agradecer mais uma vez a doutora Liliane,
28:03também o doutor Bruno, pela participação.
28:05E a você que nos acompanhou.
28:07Se você perdeu algum trecho dessa entrevista,
28:10quer rever outros programas,
28:11o nosso programa fica sempre disponível
28:13no nosso canal do YouTube
28:15ou no aplicativo da Panflix para Android ou iOS.
28:18Se tiver alguma sugestão de tema, alguma dúvida,
28:21mande um e-mail para nós.
28:22É o saúde.jovempan.com.br.
28:25A gente se vê no próximo programa.
28:26Até lá.
28:31Jovem Pan Saúde
28:32Jovem Pan Saúde
28:37Oferecimento Ampla
28:39Muito mais que um plano, um compromisso com você.
28:42Isso é Ampla
28:43A opinião dos nossos comentaristas
28:46não reflete necessariamente
28:48a opinião do Grupo Jovem Pan de Comunicação.
28:55Realização Jovem Pan News
28:57Consegue pensar um refrigerante da cor laranja?
29:03E se eu disser uma companhia aérea que é laranja?
29:06Qual nome vem na sua mente agora?
29:08Em um banco todo laranja?
29:10Aposto que você já pensou.
29:12Em um plano de saúde laranja?
29:15Calma que esse lugar já tem dona.
29:18Apresento a vocês a Ampla Saúde.
29:21E agora você já sabe.
29:23Pensou laranja?
29:24Pensou no seu plano laranja.
29:26E agora você já sabe.
29:27E agora você já sabe.
29:28E agora você já sabe.
29:29E agora você já sabe.
29:29E agora você já sabe.
29:30E agora você já sabe.
29:31E agora você já sabe.
29:31E agora você já sabe.
29:31E agora você já sabe.
29:32E agora você já sabe.
29:33E agora você já sabe.
29:33E agora você já sabe.
29:33E agora você já sabe.
29:34E agora você já sabe.
29:35E agora você já sabe.
29:35E agora você já sabe.
29:35E agora você já sabe.
29:36E agora você já sabe.
29:37E agora você já sabe.
29:38E agora você já sabe.
29:39E agora você já sabe.
29:40E agora você já sabe.
29:41E agora você já sabe.
29:42E agora você já sabe.
29:43E agora você já sabe.
29:44E agora você já sabe.
29:45E agora você já sabe.
Comentários

Recomendado