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O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, ampliou os gastos com isenções fiscais neste ano, contrariando sua promessa de reduzir esses benefícios em quinze por cento. Diferente do que tem defendido ao longo de todo o mandato, a Lei de Diretrizes Orçamentárias enviada por Tarcísio de Freitas à ALESP mostra que no próximo ano o governo paulista vai gastar mais com isenções fiscais.

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Transcrição
00:00Vocês também que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, ampliou os gastos com isenções fiscais neste ano,
00:05contrariando uma de suas promessas de reduzir esses benefícios em 15%.
00:09Diferentemente do que tem defendido ao longo de todo o mandato, a lei de diretrizes orçamentárias enviada por Tarcísio de Freitas, a LESP,
00:17mostra que no próximo ano o governo paulista vai gastar mais com isenções fiscais.
00:22Valéria Luizete, explica isso pra gente. Bem-vinda.
00:24Boa tarde, Evandro, a todos que nos acompanham.
00:29Pois é, pretendo gastar bem mais, pelo menos 8 bilhões a mais do que havia sido projetado no ano passado.
00:36De acordo com a lei de diretrizes orçamentárias, então, que foi encaminhada pelo governador de São Paulo, a LESP,
00:41a projeção do Estado é que ele gaste pelo menos 78 bilhões e 500 milhões de reais no próximo ano com impostos.
00:49Ou seja, como eu mencionei, 8 bilhões de reais a mais do que o que havia sido projetado até o final do ano passado.
00:58Mesmo assim, a LDO ainda prevê uma queda de 0,5% na receita total do Estado em 2026.
01:05Como você disse, Evandro, isso vai diferente, né?
01:08Na contramão do que Tarcísio andou pregando desde o início do mandato dele, né?
01:13Que seria esse corte no incentivo dos impostos.
01:16Em 2024, o governo, então, havia prometido reduzir 15% das isenções fiscais e cortar cerca aí de 10 bilhões e 300 milhões em renúncias.
01:29Houve, sim, uma revisão de pelo menos 263 benefícios, mas pelo menos 68% deles foram mantidos na íntegra.
01:38Inclusive, na época, houve uma questão com alguns setores, como de bares e restaurantes, né?
01:44Que o ICMS ia de 3,2% para 12%, fez com que o governador, então, desse um passo atrás.
01:52E, diante de tudo isso, essas isenções foram mantidas e, ao que tudo indica, deverão ser ainda maiores no próximo ano.
02:01Os setores que vão ter maior aumento da renúncia serão o agropecuário, que vai subir de 403 milhões para 1 bilhão e 100 milhões de reais, uma alta de 182%.
02:13E, seguido aí, por comércio e reparação de veículos, que vai ter um salto de 29 bilhões e 200 milhões de reais para 42 bilhões de reais.
02:24Ou seja, Evandro, um crescimento de 13 bilhões de reais.
02:27Para quem está nos acompanhando ter uma noção, isso equivale a seis vezes o valor total investido em educação no Estado apenas neste ano.
02:36Outros setores, em compensação, haverá uma queda, né? Como o de comunicação, uma queda de 96%, seguido por atividades financeiras e administrativas.
02:47O governo continua afirmando que nenhum benefício foi ampliado e que, sem essa revisão feita no final de 2024, essa renúncia poderia chegar a 88 bilhões de reais.
03:00Mais do que os 78 que a gente acabou de anunciar.
03:03Ainda assim, com os ajustes, a previsão atual representa pelo menos 30% de toda a arrecadação estadual no próximo ano, Evandro.
03:12Muito obrigado pelas informações, viu?
03:14Valéria, um abraço para você.
03:16Fala, Piperno, eu acredito que ali alguns números sejam milhões e não bilhões, né?
03:19Sim, sim, sim.
03:21Mas o que...
03:22Mas, veja, eu acho que o fundamental disso é mostrar que,
03:26quando a gente fala em cortes dos benefícios fiscais que acabam, de certa forma, isentando vários setores da economia,
03:36eu não quero apontar somente para o governo federal, não.
03:40Estados e municípios também concedem benefícios crescentes.
03:45Eu vi os cálculos nesses últimos dias e essa conta, ela cresce num ritmo galopante.
03:51Então, será que a sociedade está sendo bem informada sobre isso?
03:56Porque são cada vez mais setores se beneficiando e cada vez mais a carga tributária sangra
04:04em relação à sociedade, ao assalariado, e aí fica muito difícil fechar as contas.
04:08Inclusive, enquanto a Valéria estava trazendo os números aqui para a gente,
04:12a assessoria do governo do estado entrou em contato aqui com a nossa redação
04:15e já mandou uma resposta ali imediatamente.
04:17O interessante é isso que a gente já vai construindo a notícia ao vivo, né?
04:19Que a reportagem, os números trazidos ali pela Valéria e a Luizete,
04:24não levaram em consideração as projeções anuais de benefícios,
04:28que são, o que no caso significa que no ano passado,
04:33a Fazenda, segundo o governo do estado, fez uma revisão dos benefícios
04:36e essa revisão levou uma economia de quase 10 milhões.
04:41Ou seja, você... São 10 milhões mesmo, gente?
04:45Seria maior o número.
04:4610 bilhões, né?
04:47É, 10 bilhões, né?
04:48Só confirma para mim esse número aí, pessoal.
04:51Eu sei que a resposta veio meio rapidamente ali, a assessoria mandou,
04:54mas eu acho que o número aqui seriam 10 bilhões,
04:57e não 10 milhões com os benefícios, né?
05:00Só a assessoria, se estiver nos acompanhando, então, já manda essa confirmação,
05:03porque na mensagem encaminhada aqui está 10 milhões,
05:07e eu quero saber se seriam 10 bilhões.
05:09Ou seja, não haveria um aumento, mas com os ajustes feitos,
05:14haveria, neste caso, um equilíbrio, segundo o governo do estado.
05:17Gani?
05:17Pois é, né?
05:18O correto aí é ter um equilíbrio.
05:20Eu sou amplamente a favor de redução tributária, Evandro.
05:25Agora, a redução tributária, ela deve ser igual.
05:28Ela não deve privilegiar um setor em detrimento de outro setor,
05:33porque isso causa uma série de distorções.
05:36A primeira é que os outros setores acabam pagando mais tributos
05:41por aquele setor que acabou tendo benefício, aquele que foi isentado.
05:46E um outro ponto é que, uma vez que você coloca o benefício,
05:50é muito difícil depois você tirar.
05:53E o terceiro ponto é que os demais setores, é claro, com razão,
05:56vão ficar com ciúmes também e vão pedir o seu benefício.
06:00Então, eu sou amplamente a favor de uma redução tributária,
06:04mas que ela ocorra de maneira equilibrada e valha para todos os setores.
06:08Mas, para isso ocorrer, é claro que o governo precisa cortar os seus gastos.
06:13Por isso que eu sou amplamente a favor do enxugamento do estado.
06:17Menos dinheiro para o governo, mais dinheiro para empresas e para a população.
06:22Fala, Secretário.
06:23O ano passado, 2024, a previsão de arrecadação do governo do estado de São Paulo
06:27era R$ 219 bilhões.
06:29Arrecadaram R$ 275 bilhões.
06:31Teve um crescimento de R$ 8,8 sobre a inflação.
06:34Isso permite uma tranquilidade mais determinante em termos dos números.
06:40Quando você tem superávit, você consegue fazer esse tipo de coisa
06:44sem resignar a necessidade de gasto público.
06:47Renúncia fiscal é que o governo não está pagando.
06:51Está resignando a arrecadação.
06:53Vou dar um exemplo concreto.
06:54O governo do estado de São Paulo permitiu insensões para carros híbridos
06:59nos primeiros dois anos, se não estou mal informado, do IPVA.
07:04E por que fez isso?
07:05Porque traz indústrias automobilísticas para montadoras no estado
07:10que fabricam esse tipo de carros.
07:12Então, está gerando um ingresso de investimentos, um aumento da quantidade de empregos,
07:18resignando, nesse caso, a arrecadação.
07:21Isso não tem nenhum problema.
07:24O governo do federal poderia fazer a mesma coisa se as contas fechassem.
07:29É o que está acontecendo no estado de São Paulo.
07:31Quando você consegue diminuir insensão fiscal, não necessariamente é renúncia.
07:35Pode ser diminuição de tributos.
07:37E essa diminuição de tributos possibilita que tenha aumento no emprego.
07:42O estado de Santa Catarina é um bom exemplo disso.
07:45Fala, seu Zé Maria Trindade.
07:48A dificuldade fiscal é geral mesmo.
07:52O Alan acertou quando ele disse que...
07:55E foi muito honesto intelectualmente quando ele afirma de uma maneira que nos mostra
07:59que qualquer que seja o próximo presidente da República, ele terá dificuldades extremas
08:05para, eu diria, administrar o que está aí colocado.
08:10Não é nem pensar em investimento, construção de...
08:13Só para equilibrar, ou seja, administrar folha de pagamento, previdência, dívida,
08:18ele terá dificuldades.
08:19Eu acho que é a hora de senhores de bom senso, se é que existe isso na política,
08:24fazer uma reforma que possa, uma reforma de base que possa dar sustentação para depois
08:30de 2027, sem saber quem será o próximo presidente da República.
08:35E isso vai nos estados.
08:38Alan, a célula da nossa sociedade é o município, né?
08:42É o jargão que se usa, as pessoas moram no município, consomem serviços no município,
08:47mas é a realidade.
08:48E os municípios estão numa dificuldade muito grande.
08:53Existem municípios aí que estão com o orçamento todo em folha de pagamento,
08:57já ultrapassando a lei de responsabilidade fiscal,
09:00exatamente por falta de um controle dos gastos públicos.
09:04Há uma cultura por aqui de que o dinheiro público vem até,
09:08vem de um... fica depositado na nuvem.
09:12Não, o dinheiro vem do trabalhador.
09:14E ele é finito também.
09:16E ficam as dívidas.
09:18E o estado de São Paulo, a locomotiva do Brasil,
09:21está com o orçamento relativamente organizado.
09:26Eu pude ver isso na renegociação das dívidas estaduais.
09:30É uma grande dívida, mas não sufoca.
09:33O estado, como sufocou Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.
09:37Então, São Paulo, o Tarsígio está com as contas reguladas.
09:42Mas é preciso, sim, tomar cuidado, porque senão cai num buraco
09:46e aí o buraco de São Paulo é muito maior.
09:48Tudo em São Paulo é muito grande.
09:49O orçamento de São Paulo é o orçamento do país.
09:53Bom, eu estou aguardando então aqui só a confirmação da resposta do governo do estado
09:56sobre o fato de ser 10 mil, o que eu acredito que seja 10 bi, né?
10:01Já que há necessidade de correção que mande a correção da maneira como deve ser.
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