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O nacionalista Karol Nawrocki venceu as eleições presidenciais da Polônia com 50,89% dos votos. Mariana Almeida analisou os efeitos da nova direita para a economia global e os impactos na integração europeia. A participação recorde superou 71%.

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Transcrição
00:00O candidato nacionalista da oposição polonesa, Karol Nawrok, venceu o segundo turno das eleições presidenciais do país com 50,89% dos votos, informou a comissão eleitoral na manhã desta segunda-feira.
00:14Seu rival, Rafael Trzaskowski, o prefeito liberal de Varsóvia e aliado do governo liderado por Donald Tusk, obteve 49,11%.
00:24Karol Nawrok, de 42 anos, um historiador eurocético e boxeador amador que dirigia um Instituto Nacional de Memória,
00:33fez campanha prometendo garantir que políticas econômicas e sociais favorecessem os poloneses em detrimento de outras nacionalidades, incluindo refugiados da vizinha Ucrânia.
00:45Embora o parlamento polonês detenha a maior parte do poder, o presidente pode vetar leis e a votação estava sendo observada de perto na Ucrânia, na Rússia, nos Estados Unidos e em toda a União Europeia.
00:59Na plataforma de mídia social X, o atual presidente Andrei Duda, também conservador, agradeceu aos poloneses por terem votado em grande número.
01:10A participação foi de 71,31%, informou a comissão eleitoral, um recorde para o segundo turno de uma eleição presidencial.
01:19Os presidentes da Polônia, um país em rápido crescimento econômico, com 38 milhões de habitantes, têm o poder de vetar leis e são os comandantes em chefe das Forças Armadas.
01:33Maniano Almeida, com essa eleição de mais um líder da direita na Europa, a gente vê uma expansão da direita pelo mundo.
01:43Você tem Javier Milley, que é uma direita mais, vamos dizer assim, agressiva, uma ultradireita na Argentina, você tem o Donald Trump de direita, você tem o Friedrich Merz, que é uma direita mais leve na Alemanha, agora você tem o Polônia, na Romênia também um de direita.
02:02O que essa expansão, esse ganho da direita no mundo pode significar para a economia?
02:08Cláudia, a sua pergunta é muito boa para eu começar a falar sobre a direita, porque você vê que cada vez que você falou direita, você teve que qualificar.
02:16Que direita? A direita, a ultradireita, a direita, mas enfim, você foi lá dando os detalhes, porque um dos pontos importantes é uma dificuldade da gente empacotar essa nova direita como um grande bloco.
02:27E isso talvez traga mais dúvidas em relação ao efeito de fato no mundo. Por que dificuldade de empacotar?
02:32Porque tradicionalmente a direita significava também, do ponto de vista econômico, uma associação com o livre comércio, com o preceito liberal de que a economia seria melhor desenvolvida a partir de uma alocação de recursos privada e focada na livre condução de tomada de decisão dos indivíduos.
02:49Essa não é exatamente a direita que está crescendo de maneira majoritária no mundo.
02:54Então, quando a gente olha para Donald Trump, por exemplo, claramente não é esse perfil do liberalismo econômico que vem puxando as decisões que estão ali no Trump.
03:04Agora na Polônia, quem ganhou também não foi essa direita.
03:06Tem um princípio um pouco mais nacionalista, uma característica da Polônia e que conversa com Donald Trump também e com outros que foram citados aqui agora na reportagem, que é uma direita que defende o próprio país em relação ao resto.
03:21Numa situação onde, frente aos distúrbios e ao não alcance, digamos assim, de uma situação de bem-estar geral no mundo, do liberalismo que não chegou a entregar sua plena integração, já que a integração não é plena e as condições não são iguais, me cabe defender o país, o meu país, de maneira prioritária e meio que a qualquer custo.
03:41Então, inclusive com tons aí de autoritarismo possíveis entrando e permeando essa relação.
03:47Nesse sentido, um crescimento da direita, ele pode bagunçar um pouquinho o tabuleiro do avanço da cooperação internacional.
03:53E essa é uma virada interessante, porque ela é diferente do que a gente vinha acompanhando, como eu disse, na concepção de direita mais tradicional.
04:00Particularmente na Europa, esse ganho da Polônia, ele pode ir colocando pimenta aí no projeto europeu de maior convergência entre os 27 estados europeus
04:10na reação à situação de Donald Trump. Quer dizer, dado que Donald Trump também vai tendo seus apoios internos, isso dificulta uma maior unificação europeia?
04:20Dificulta uma reação? Cria estabilidade? Aumenta o poder dos Estados Unidos? Bom, isso é o que a gente vai ver daqui pra frente.
04:26Cabe, por último, destacar que essa eleição da Polônia é mais um caso em que a eleição acontece, mas de maneira muito acirrada.
04:34Ou seja, não é um ganho gigantesco, tanto que o candidato da oposição quase declarou que tinha tido vitória à frente de uma primeira boca de urna,
04:43porque mostrando o quanto a sociedade está dividida. Isso num cenário onde tem dificuldade de dizer o que a direita realmente vai fazer,
04:49qual que é a história, a esquerda também perdendo suas delimitações tão fortes, é mais difícil até pra população se posicionar.
04:57A dúvida sobre o que realmente se quer parece que segue pairando, as promessas acabam divergindo das aplicações posteriores,
05:04e a gente fica de novo na instabilidade. Parece repetitivo, mas não tem como não dizer, a instabilidade política também reflete uma instabilidade econômica
05:12e a economia também acaba fortalecendo a instabilidade política num ciclo bastante complicado e que gera muita dúvida pra gente entender como vai ser daqui em diante.
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