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Também vai aumentar o IOF, impactando operações financeiras e previdência privada. As medidas buscam cumprir a meta fiscal de déficit zero e controlar os gastos públicos.
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NotíciasTranscrição
00:00O governo federal anunciou nesta quinta-feira o congelamento de R$ 31,3 bilhões do orçamento de 2025
00:08para cumprir o limite de gastos do arcabouço fiscal e também a meta que foi fixada para este ano.
00:15Além disso, o Planalto revelou que vai aumentar o imposto sobre operações financeiras para reforçar a arrecadação.
00:22Segundo a equipe econômica, esse contingenciamento poderá ser revertido ao longo do ano
00:28caso o governo obtenha novas receitas, mas revelou também que novas medidas poderão ser tomadas.
00:35O congelamento bilionário vai afetar os gastos discricionários,
00:39que incluem despesas de custeio da máquina pública e também investimentos públicos.
00:46Você, Cristiano Beraldo, o congelamento que supera a casa de R$ 30 bilhões e o aumento do IOF.
00:54várias empresas penalizadas com aumento de imposto.
00:57Inclusive, quem precisa comprar moeda em espécie para viajar para o exterior também vai pagar mais imposto, não é, Beraldo?
01:06Pois é, Caniato.
01:07O IOF é o imposto presente em diferentes operações financeiras e ele fica ali servindo desse apoio
01:17para o governo incompetente, não consegue aumentar a arrecadação a partir do aquecimento da economia.
01:23Então, ele vai sempre colocando a mão no bolso dos brasileiros e das empresas que operam no Brasil
01:29utilizando esse subterfúgio.
01:32E está aí o IOF agora sendo usado para tapar buraco da incompetência do governo.
01:35Esse bloqueio de R$ 31 bilhões, que são quase aí, pouco mais de R$ 5 bilhões de dólares,
01:44representa um governo que sai por aí pelo mundo falando que o Brasil é um grande país,
01:52está num momento maravilhoso, que nunca teve tão bem, gerando emprego, gerando renda,
01:58tudo é uma maravilha no Brasil, conforme o discurso oficial dos representantes do país
02:04em viagens que custam centenas de milhões de reais, que nós, o povo brasileiro, paga
02:10para que mentiras sejam proferidas.
02:13Então, como é que agora se sustenta essa conversa?
02:16Eu fico pensando aqui, Caniato, imagina o representante do governo chinês
02:21que vai ao Brasil tratar de colocar o TikTok na linha, imagina quando ele chegar,
02:30depois de ouvir aquelas maravilhas sobre o Brasil, vai chegar em Brasília,
02:35vai começar a se informar ali na Embaixada Chinesa, ler os jornais locais,
02:41aí vai ver, pô, mas está contingenciando R$ 31 bilhões de reais
02:45para tentar pagar as contas de um país que não está entregando nada à sua população,
02:52pois isso não deve ser o mesmo país, ele vai achar que pegou o avião para o lugar errado,
02:56mas não, aí ele vai se dar conta das mentiras que são contadas sobre a realidade brasileira.
03:04Caniato, este tipo de valor, a China investe em um único projeto num país remoto qualquer,
03:10não estou falando nem do próprio país da China,
03:11porque ela vai fazendo investimento em outros países, como quer fazer no Brasil,
03:16para poder se apropriar das infraestruturas estratégicas de outros países.
03:22E nós estamos aqui procurando cada moedinha no bolso de cada brasileiro
03:29para poder tirar absolutamente tudo que cada um tenha para entregar.
03:35Eu olho para o governo brasileiro, Caniato,
03:37e é aquela cena do ladrão que, com uma arma em punho, apontada para a cabeça da vítima,
03:45ele vê o celular, dá o celular, aí quando a pessoa vai pegar o celular, ele vê o relógio,
03:48agora tira o relógio, aí quando vai tirar o relógio, vê que tem aliança,
03:51agora me dá aliança, aí a pessoa se mexe, não, agora me dá o cordão,
03:54agora me dá a bolsa, agora me dá isso, agora me dá aquilo, deixa a pessoa pelada,
03:57porque tudo que ele vê, ele quer, é assim, é o governo brasileiro,
04:00e nós vamos ficar despidos sem absolutamente nada,
04:04e o governo não vai resolver absolutamente nenhum problema que ele precisaria resolver.
04:08Então, essa é a dinâmica que tem.
04:10É o que nos cabe, Caniato, pagar imposto.
04:12Acordem cedo, trabalhem muito para pagar muito imposto
04:16e financiar o governo incompetente que temos hoje no Brasil.
04:19Aumento do IOF vai incrementar a arrecadação
04:23e esse congelamento de mais de 30 bilhões de reais em despesas.
04:28Você, Krigner, suas avaliações e apontamentos
04:31em relação a esse anúncio feito na tarde de hoje.
04:34A conta chega, a conta chega, Caniato.
04:36Não adianta ficar iludindo ou tentando fazer um governo com base em narrativas, né?
04:42A gente vê que esse governo tem se especializado em narrativas
04:47para justificar novos investimentos, novos gastos
04:50e novas empreitadas aí,
04:54mascarando os buracos que o brasileiro consegue ver no seu dia a dia.
04:58Porque a conta já não está fechando para o brasileiro,
05:01que cada vez mais está pagando mais pelos mesmos produtos
05:04e estão podendo comprar menos,
05:06mas, ao mesmo tempo, também não fecha para o Brasil.
05:11Como é que, num momento em que a própria pasta,
05:14e aí a gente precisa fazer essa análise,
05:17o Ministério da Fazenda tem se comprovado completamente incapaz
05:20de negociar com as demais pastas do governo federal
05:23e, em especial, com o Congresso Nacional, com a Câmara dos Deputados.
05:28O Ministério da Fazenda parece que tenta, bate na porta ali,
05:31dizendo, olha, vamos ter que fazer um corte, vamos ter que reduzir,
05:34vamos ter que fazer isso, fazer aquilo.
05:35E ninguém escuta.
05:36Aliás, não só não escutam, mas fazem exatamente o contrário.
05:40A gente já falou dele aqui hoje, né?
05:42Mas vou trazer aqui o ex-ministro Carlos Lupe,
05:44que quando o ministro Haddad bateu na sua porta para dizer
05:48de cortes e redução no seu orçamento,
05:51ele disse, olha, se cortar da minha pasta, eu estou fora.
05:55E o que aconteceu?
05:55Ele permaneceu no cargo e aí nada foi cortado da pasta dele,
06:00ou seja, não atrapalhou os belos destinos aí
06:03que ele tinha para os recursos que ele recebeu.
06:06Essa é a grande preocupação do brasileiro,
06:09que olha para isso e fala, peraí, é só na minha casa
06:12que eu preciso fazer os ajustes?
06:13Ninguém faz ajuste lá em Brasília?
06:15Pelo contrário, só aumentam os gastos?
06:17A gente está vendo votação do aumento agora,
06:21do reajuste do salário de servidores públicos federais.
06:24Servidores públicos federais, que eu não quero fazer aqui
06:26juiz de valor se merecem ou não merecem,
06:28mas fato é que foi dado um aumento em 2023
06:31e não são os servidores menos bem remunerados aí
06:35do nosso país.
06:36Então, já foi feito esse reajuste.
06:38Nós tivemos a votação e aprovação entre os deputados
06:41do aumento do número de novos deputados federais,
06:45mais 11 deputados, totalizando aí 60 milhões por ano
06:49de gastos que vão ser colocados.
06:51Aí o presidente vem a público dizer,
06:53o presidente da Câmara vem a público dizer
06:54que isso não vai onerar ainda mais o cidadão,
06:57porque vão ser feitos ali reajustes,
07:00uma reorganização do orçamento.
07:02Então, quer dizer que nós tínhamos 60 milhões de reais ali
07:06sobrando, que não estavam sendo aplicadas em nada,
07:09em nenhuma outra área interessante,
07:12porque agora ela pode facilmente ser retirada de um balde
07:15e colocado no outro sem problema algum.
07:18Ou seja, tem dinheiro lá dentro de Brasília,
07:20tem dinheiro lá dentro da Câmara dos Deputados
07:21que está sendo usado de uma maneira leviana
07:24e qualquer hora você pode aplicar de um lado para outro.
07:27Então, esse dinheiro poderia ser melhor aplicado.
07:30Nós temos gastos excessivos,
07:32nós temos um desequilíbrio fiscal
07:34e um total descompromisso com o ajuste fiscal.
07:37É isso que tem causado instabilidade para o investidor,
07:39instabilidade para o mercado,
07:42em especial trazido também preocupação para o brasileiro.
07:45E aí a conta chega.
07:46Vai ter que fazer o congelamento,
07:48vai ter que fazer não só o congelamento,
07:50vai ter que fazer também corte.
07:51Não adianta só congelar, contingenciar,
07:54dar os nomes bonitos,
07:55vamos precisar fazer corte.
07:57Agora, será que esse governo vai fazer corte
07:59em ano de eleição?
08:01Eu acho que não.
08:02Essa é a cobrança de muitas pessoas, né?
08:05Por que não diminuir a máquina, né, Mota?
08:07Tornar a esplanada dos ministérios,
08:10talvez, mais enxuta, mais eficiente,
08:14fundir ministérios.
08:16Se alguém já fez isso, não é impossível, né, Mota?
08:18Mas a equipe econômica, no dia de hoje,
08:21disse que essas medidas foram necessárias
08:24em razão do aumento nas despesas
08:26com benefícios previdenciários.
08:29Houve um avanço aí de mais de 16 bilhões de reais, Mota.
08:33Olha, salvo engano,
08:36o orçamento do governo federal
08:37é de 5 trilhões com T.
08:415 trilhões e meio.
08:43Vocês sabem o que significa 31 bilhões?
08:470,5% do orçamento.
08:52Se você, caro espectador, caro ouvinte,
08:55acha que é pouco,
08:57é porque é pouco mesmo, não é nada.
09:01Agora, percebam essa história do IOF como é irônica.
09:07O IOF é um imposto que incide sobre operações financeiras,
09:12como empréstimos, por exemplo.
09:15Então, se você vai pegar um empréstimo agora no Brasil,
09:19você vai pagar juros.
09:21Os juros que o governo paga
09:24são de 14,75% ao ano.
09:29Lógico, quando você vai no banco pegar um empréstimo,
09:32os juros são várias vezes isso.
09:35Eu nem tenho a mínima ideia
09:37quanto é que está os juros de um empréstimo.
09:39Mas é uma fortuna.
09:40O governo vive reclamando dos juros altos
09:43e querendo abaixar,
09:45dizendo que os juros precisam ser reduzidos.
09:48Agora, o governo vai aumentar o imposto
09:51que incide sobre o empréstimo dos juros altos.
09:56Compreenderam, companheiros,
09:58a lógica aqui do governo?
10:00E aí a gente tem que ver o que o ministro diz.
10:03O ministro deu uma declaração
10:05dizendo que o aumento do IOF
10:08e essa contingência aí
10:11vai permitir ainda este ano,
10:13com a ajuda dos matemáticos e dos economistas,
10:17mas principalmente de Deus,
10:20a redução dos juros.
10:22Ora, com o tipo de matemáticos e economistas
10:26que o governo tem,
10:28só mesmo operando um milagre.
10:29Zé, agora tem esse questionamento
10:32feito pelo Kriegner,
10:33que também é amplamente discutido
10:36entre aqueles que defendem
10:37um Estado mais eficiente,
10:39mais enxuto, né, Beraldo?
10:40Que há outros caminhos
10:42para você reduzir despesas
10:45e tentar ajustar o orçamento,
10:47que é cortar na própria carne.
10:49Agora, dificilmente você vê
10:50uma agenda desse tipo
10:52e uma administração progressista.
10:54Você não acha que há um conflito
10:58entre aqueles que tocam o governo
11:01e as dificuldades impostas
11:03pela atual administração?
11:05Porque talvez quem esteja
11:06na cadeira da presidência da República
11:08ainda esteja preso aos anos 2000, né?
11:11Achando que talvez
11:12aquela safra maravilhosa
11:16do agronegócio pudesse impulsionar
11:19aquela administração.
11:20Os tempos mudaram, né?
11:21As coisas funcionam de forma diferente.
11:23Talvez nós tenhamos algumas figuras
11:26mais antenadas e conectadas
11:29com a realidade no Ministério da Fazenda.
11:31Mas, assim, pouco podem fazer, né?
11:33Segue o chefe.
11:35O mundo mudou, Caniato.
11:37Naquela época em que o mundo
11:39passava por um período
11:40de grande prosperidade,
11:42os incompetentes eram perdoados
11:44e se beneficiavam.
11:46O Brasil, ele usufruiu de um momento
11:49em que o mundo perdoou
11:52as suas incompetências.
11:53E ficamos com a sensação arrogante
11:57de que se estava fazendo
11:59tudo certo no Brasil.
12:01Passado o tempo, se descobriu
12:03que naquele período
12:04em que se dizia
12:06que o Brasil estava voando
12:08enquanto havia um tormento,
12:10um tsunami financeiro
12:11em alguns países,
12:13em razão da crise de 2008,
12:15mas a China crescia fortemente,
12:19colocou muito dinheiro no Brasil.
12:21Depois o Brasil foi visto
12:22por um período de turbulência
12:25em mercados mais maduros,
12:26foi visto como uma alternativa
12:28para investimentos,
12:30então recebeu muito dinheiro de fora.
12:32Mas a gente tem que perguntar
12:33o que aconteceu com esses investidores.
12:35quantos desses investidores
12:37de longo prazo
12:38ficaram felizes
12:40com os seus investimentos?
12:42Quantos desses investidores
12:44continuam recomendando
12:46o Brasil
12:47para outros investidores
12:49quando eles têm que lidar
12:50com problemas
12:51do judiciário,
12:53quando eles têm que lidar
12:54com problemas
12:55trabalhistas,
12:56quando eles têm que lidar
12:58com problemas
12:58tributários.
13:00Será que alguém
13:01leva uma boa experiência
13:03de investimento
13:04de longo prazo no Brasil?
13:05Não, não leva.
13:06Isso é um fato concreto.
13:07Não há o que se discutir
13:08sobre isso.
13:10Portanto, agora
13:11que o mundo não passa
13:12por esse momento
13:13de abundância,
13:14de dinheiro à vontade,
13:16o Brasil tem que mostrar
13:17qualidades que ele não tem.
13:20Só que para chegarmos
13:23num ponto de termos
13:24qualidade para mostrar,
13:25Caniato,
13:26não adianta querer corrigir
13:28o que existe hoje,
13:29porque o que existe hoje
13:30existe para garantir
13:32esquemas do tipo
13:34que roubam aposentados
13:36de INSS.
13:38A ineficiência brasileira
13:40ela é propositalmente
13:42programada
13:43para que nesta ineficiência
13:45oportunidades sejam criadas
13:48para os sanguessugas
13:50do sistema
13:51que alimentam aqueles
13:53que garantem
13:54a manutenção
13:55do caos administrativo
13:57no Brasil.
13:58Portanto,
13:59se quisermos realmente
14:01ver o Brasil
14:02corrigir
14:03as suas deficiências
14:04e se preparar
14:05para o futuro,
14:07temos que começar
14:08de novo.
14:09O Estado brasileiro
14:11tem que ser
14:12concebido
14:13a partir do zero.
14:15A forma
14:16de administração
14:17do dinheiro público
14:18tem que ser
14:19redefinida.
14:21O pacto federativo
14:23que tira dinheiro
14:24de São Paulo,
14:26de um Estado
14:27que investe,
14:28que cria um ambiente
14:29favorável
14:30às indústrias,
14:32à prestação de serviço,
14:33investe em sua infraestrutura,
14:36o dinheiro sai
14:37de São Paulo
14:38e vai financiar
14:39Estados
14:39que há décadas
14:41se encontram
14:43nos piores
14:43índices
14:45de desenvolvimento
14:46humano,
14:46de segurança pública,
14:47de educação,
14:48etc.
14:49Eles são premiados
14:50pela incompetência.
14:52Então,
14:53obviamente,
14:53existe um grande
14:54desequilíbrio
14:55na distribuição
14:57do dinheiro público
14:58brasileiro.
14:59E isso precisa
15:00ser corrigido
15:01a partir de uma
15:02revisão do pacto
15:03federativo,
15:04da mesma forma
15:05que precisamos
15:07de uma maneira
15:07fundamental
15:08de uma nova
15:09Constituição.
15:10Claramente,
15:11a Constituição
15:12de 1988
15:13não deu certo,
15:15ela não é suficiente
15:16para que o Brasil
15:18consiga
15:18crescer,
15:19se desenvolver
15:20e ser visto
15:21como um país sério.
15:22Nós somos
15:23o país de faz de conta
15:24e não podemos
15:25continuar assim.
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