Pular para o playerIr para o conteúdo principal
Neste episódio do Marcas Icônicas, mergulhe a fundo na história da Tiffany & Co., símbolo de elegância. Luxo não é somente exclusividade, mas relevância cultural.

🚨Inscreva-se no canal e ative o sininho para receber todo o nosso conteúdo!

Siga o Times Brasil nas redes sociais: @otimesbrasil

📌 ONDE ASSISTIR AO MAIOR CANAL DE NEGÓCIOS DO MUNDO NO BRASIL:

🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais

🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562

🔷 ONLINE: https://timesbrasil.com.br | YouTube

🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, TCL Channels, Pluto TV, Soul TV, Zapping | Novos Streamings

#CNBCNoBrasil
#JornalismoDeNegócios
#TimesBrasil

Categoria

🗞
Notícias
Transcrição
00:00De um pequeno ateliê em Nova Iorque até se tornar o símbolo de sofisticação.
00:05Essa marca não vende apenas joias, ela vende um sonho azul turquesa.
00:10Hoje em Marcas Icônicas, Tiffany & Co.
00:28Seja muito bem-vindo ao Marcas Icônicas.
00:31Mais do que uma joalheria, a Tiffany é um ícone da elegância e da sofisticação que
00:35atravessa gerações.
00:37Atualmente, a Tiffany & Co. faz parte do maior conglomerado de luxo do mundo, o grupo LVMH,
00:43que em 2024 ultrapassou a impressionante marca de 84 bilhões de euros em receita.
00:50Mas o que faz uma marca se tornar eterna?
00:53Como a Tiffany se mantém relevante mesmo após quase dois séculos de história?
00:58É isso que a gente vai descobrir no programa de hoje.
01:01Quando Charles Lewis Tiffany abriu sua loja em Nova Iorque, em 1837, ele não imaginava
01:09que estava criando um ícone.
01:11Na verdade, o que ele queria mesmo era vender artigos de papelaria e presentes.
01:15Mas como acontece com boas histórias, às vezes o destino gosta de dar um upgrade.
01:21E Charles resolveu apostar em joias.
01:24E deu tão certo que ele passou a ser chamado de rei dos diamantes.
01:29Não é pouca coisa.
01:30Aliás, a Tiffany foi pioneira em muita coisa.
01:36Em 1845, lançou o primeiro catálogo de vendas por correspondência dos Estados Unidos, conhecido
01:42como Blue Book.
01:44Já em 1851, foi a primeira joalheria americana a adotar o padrão de pureza da prata 925,
01:52que ficou conhecida como Prata Tiffany, é claro.
01:55Ou seja, ela não só entrou no mercado, ela definiu padrões.
02:00Mas talvez o grande momento da marca tenha vindo com o Tiffany Setting, lançado em 1886.
02:09Um anel de noivado com seis garras que deixava o diamante mais exposto à luz.
02:14E convenhamos, mais difícil de dizer não.
02:18Ao longo do século XX, a marca se tornou um símbolo de desejo.
02:22Muito por conta de Eldre Hepburn e sua icônica cena tomando café da manhã em frente à loja.
02:27Em 2020, a Tiffany foi comprada pelo grupo LVMH, foi a maior aquisição da história do grupo.
02:36E desde então, a Tiffany entrou em uma nova fase, mais jovem, mais ousada e ainda assim
02:43fiel ao luxo clássico.
02:45Em 2023, a marca reabriu sua flagship na 5ª Avenida, agora chamada de The Landmark.
02:52Um templo do luxo com 10 andares, restaurantes, cinema e, claro, muitas joias.
02:58Nós estamos no epicentro da luxúria americana hoje.
03:01Isso é realmente um sonho que está sendo realizado.
03:03E chegamos a 2025 com a Tiffany consolidada como uma das marcas mais desejadas do mundo.
03:10Pensando no tipo de influência que uma marca como a Tiffany traz e realiza junto a pessoas,
03:21ao comportamento, podemos pensar que, ao longo do desenvolvimento e estabelecimento da Tiffany
03:29como marca, como produto, havia, em paralelo, outros grandes movimentos derivados do que?
03:37Da industrialização, do crescimento das grandes cidades e da mudança de alguns paradigmas
03:43sociais.
03:44Por exemplo, a ideia do que é público e a ideia do que é privado.
03:50E é nesse ambiente que a Tiffany se desenvolveu e teve, por isso, que adotar alguns rígidos
03:57padrões para garantir a sua perenidade.
04:01Se, por exemplo, o privado ganhou as ruas, ele não precisava necessariamente ser público.
04:08Perceberam?
04:09Eis aí uma fórmula interessante.
04:11O fato de não estar fechado não significa que seja acessível.
04:17Nesse mundo novo, que foi o século XX, padrões de estímulo de consumo e as suas visibilidades
04:24foram sendo estabelecidas.
04:26A Tiffany entendeu que fazer uso dessas tecnologias não a popularizava, apenas a tornava mais
04:33conhecida e mais desejada.
04:36Ter uma joia Tiffany não era para qualquer um, mas desejar a joia Tiffany, sim.
04:43Esse sonho de valor em um filme, por exemplo, reside no pedido de casamento e que se materializa
04:50com uma aliança de diamantes.
04:52Observem, o valor é ampliado significativamente através da Tiffany, ou seja, ao dar, ao pedir
05:03alguém em casamento, ao ter um compromisso, a joia Tiffany, pelo que ela representa, ressalta
05:11o valor, o valor de quem está dando a joia e também entendendo que quem recebe a joia
05:19tem um valor muito especial.
05:21E isso, a gente sabe, não tem preço.
05:25Agora me conta uma coisa, você já viu alguém receber aquela caixinha azul da Tiffany e
05:30conseguir disfarçar a emoção?
05:33Difícil, né?
05:34Mas por que uma simples embalagem consegue causar tanto impacto?
05:38E mais, de onde veio essa cor que hoje é sinônimo de desejo e exclusividade?
05:45Poucas coisas no mundo provocam tanto expectativa quanto uma caixinha azul Tiffany.
05:50Pequena, elegante, com um laço branco.
05:53Às vezes, o que está dentro é um presente.
05:56Outras vezes, é um pedido.
05:58Mas sempre, sempre é um acontecimento.
06:01E agora minha caixa de festas está pronta.
06:04A história dessa caixinha começa no século XIX.
06:07Em 1837, quando Charles Louis Tiffany fundou a joalheria em Nova York, ele já tinha algo
06:14muito claro.
06:15Luxo também é feito de identidade visual.
06:18Foi por isso que ele escolheu uma embalagem azul, um tom específico que na época era
06:22associado à realeza e à sofisticação.
06:25Era a cor das gemas turquesa, muito populares entre a aristocracia europeia.
06:30Mas o toque de gênio veio mesmo em 1845, quando a Tiffany lançou seu primeiro catálogo,
06:37o famoso Blue Book, que também usava essa mesma tonalidade.
06:40Com o tempo, o azul foi se tornando inseparável da marca, ao ponto de clientes entrarem na
06:48loja não só perguntando por joias, mas pedindo pela Blue Box.
06:54Se você acha que é só um tom de azul qualquer, pense de novo.
06:58A Tiffany levou isso a um outro nível e transformou essa cor em uma verdadeira assinatura.
07:03Em parceria com a Pantone, ela criou uma tonalidade exclusiva, o Pantone 1837, uma homenagem
07:15ao ano da fundação da marca.
07:17Ou seja, nem azul celeste, nem turquesa, nem ciano.
07:21É azul Tiffany, e ponto final.
07:23Aliás, tem mais, essa embalagem é tão simbólica que não está à venda.
07:28Você só recebe uma caixinha azul se comprar uma peça da Tiffany.
07:31Nada de pedir só a embalagem não pra dar aquele truque no presente, a marca sabe o
07:36valor do seu símbolo.
07:37E por que essa caixinha é tão poderosa?
07:43Porque ela representa algo maior do que a própria joia.
07:46É a ideia de que, dentro daquele pequeno quadrado azul, pode estar um momento especial,
07:52uma memória inesquecível, um sim inesperado.
07:56Hoje a Blue Box é reconhecida globalmente como um dos maiores ícones do design.
08:01Uma simples caixinha, uma simples cor, mas que juntas criaram um dos símbolos mais icônicos
08:08do luxo moderno.
08:09Por que a caixinha azul da Tiffany é tão forte como significado?
08:23Depende de consistência, consistência no tempo e no espaço.
08:27Quer dizer, você não pode ficar mudando toda hora não só o significado, como também
08:32o objeto e a circunstância do objeto.
08:34Você tem que ter um contrato que permaneça o mesmo durante muito tempo, senão não
08:39vai conseguir esse valor que a gente está percebendo na caixinha azul da Tiffany.
08:46Agora, isso também ajuda a entender dois tipos de gestão.
08:52Gestão Market Oriented e Brand Oriented.
08:56Market Oriented você se orienta sempre por pesquisa, você faz o que o mercado quer.
09:02Isso faz com que você mude com frequência determinados aspectos da sua marca e do comportamento
09:07dela no mercado.
09:09Se você é Brand Oriented, você tem um propósito, você não vai seguir tanto a pesquisa, você
09:16tem uma identidade, você tem um jeito de criticar o mercado.
09:20Você faz pesquisa, mas você critica o mercado e com isso você mantém uma linha filosófica,
09:26uma visão de mundo, uma visão de negócio, uma visão daquele hábito, daquela cultura
09:31que você está elevando para o mercado.
09:33Porque marca é cultura, marca é um jeito de você fazer as coisas e não é só um
09:37jeito de consumir, é um jeito de produzir, um jeito de transportar, um jeito de você
09:41gerenciar pessoas.
09:43Essa consistência é que acaba dando para a marca essa força de um objeto tão simples
09:52quanto uma caixa azul significar tanta coisa e fazer as pessoas gostarem demais do produto
09:58só porque a caixa é azul.
09:59Nem vira um produto, mas estão comprando a ideia e a beleza daquilo que está dentro
10:05da caixinha.
10:06Olha, se a Tiffany já faz muita gente suspirar por uma caixinha, imagina quando a gente descobre
10:12que agora dá para comer os produtos da marca.
10:15É isso mesmo, a marca foi além das suas joias e criou uma experiência sensorial completa.
10:20A Blue Box da Tiffany é tão icônica que não ficou só nas vitrines.
10:26Ela virou inspiração para um café.
10:28O The Blue Box Café nasceu na flagship da Tiffany na 5ª Avenida, em Nova Iorque.
10:39O espaço é inteiramente decorado nos tons inconfundíveis da marca.
10:43O menu serve versões sofisticadas de clássicos novaiorquinos, com ingredientes sazonais e
10:54um toque exclusivo de luxo.
10:56Ah, e claro, você pode comer a famosa caixinha azul, ou melhor, um bolo no formato dela,
11:04chamado The Blue Box Celebration Cake.
11:10O sucesso foi tanto que depois de Nova Iorque, o café ganhou unidade em Hong Kong e recentemente
11:17chegou ao Brasil, em São Paulo, para uma breve estadia.
11:20A Tiffany prova que luxo não é só o que você veste, é também o que você vive e
11:28até o que você saboreia.
11:30A construção e a sustentação de valores de uma marca é um feito notável quando pensamos
11:38em mercados que são muito competitivos.
11:41A marca Tiffany conseguiu e consegue manter-se como objeto de desejo sem prender seus valores
11:48de marca ao longo de mais de 100 anos.
11:51Um dos seus segredos talvez tenha sido o foco obsessivo nos detalhes, da exclusividade que
11:58uma cor única pode representá-lo, da extrema qualidade e preciosismo de suas peças e coleções
12:06e da compreensão que distinção não é o mesmo que diferenciação.
12:12Com diferenciação entende-se o movimento de gerar a sensação de poder pela posse
12:18de algo valioso que coloca o seu proprietário numa posição superior a algo ou alguém.
12:26Já a distinção é o discreto e elegante movimento de sinalizar valor para quem sabe
12:33primeiro reconhecer o valor e não a necessidade de ostentar.
12:38Em outras palavras, o cliente Tiffany não acena sua mão para todos perceberem a joia,
12:44mas fica feliz quando a joia é percebida, a joia e não o usuário, porque esse usuário
12:51já é disto.
12:54Se você acha que a Tiffany é só sobre anel de noivado e colar de diamantes é porque
12:58ainda não viu o que ela faz com troféus.
13:01A Tiffany é a marca por trás de alguns dos troféus mais icônicos da nossa cultura.
13:06É verdade, Gustavo, desde 1967 a Tiffany é a responsável por confeccionar o troféu
13:14mais cobiçado do futebol americano, o Lombardi Trophy, entregue aos campeões do Super Bowl.
13:21Feito em prata e esterlina 925, o troféu pesa mais de 3 quilos e é inteiramente moldado
13:28à mão.
13:29Mas não para por aí, a Tiffany também assina o troféu da NBA, o lendário Larry
13:34O'Brien Trophy.
13:35É ele que os gigantes do basquete erguem acima da cabeça enquanto a torcida vai à
13:41loucura.
13:42E para fechar com chave de ouro, ou melhor, prata polida, a Tiffany também cria o troféu
13:52do US Open, um dos torneios mais prestigiados do tênis mundial.
13:57Seja nas quadras, no campo ou na arena, quando o assunto é premiar os melhores, a Tiffany
14:03é quem leva a taça.
14:05Porque ganhar já é bom, mas ganhar segurando uma peça feita pela Tiffany, aí é pra entrar
14:10pra história.
14:11Pensando em como a Tiffany hoje continua se reinventando sem perder sua aura num mundo
14:26muito competitivo e carregado de muitas informações.
14:30Então para entender essa força e essa coragem estratégica, mercadológica, vamos pensar
14:36que essa não é a primeira grande movimentação da Tiffany junto a um contexto histórico
14:43e mercadológico.
14:44Ao longo da sua história, a marca soube construir diferentes estratégias que alinhavam a esses
14:52diferentes contextos.
14:54Em 1967, a marca se projetou junto ao mundo esportivo quando desenha o troféu Vince Lombardi
15:03para o primeiro Super Bowl.
15:05Em 2008, junto com a SoftBank Mobile, criou um celular de edição limitada que tinha
15:12cifra de 400 diamantes cravejados e custava por volta de 100 mil dólares.
15:18Em 2019, a marca se torna parte do grupo LVMH.
15:24Com essa estratégia empresarial, fortalece a atuação do conglomerado de luxo no mercado
15:31de loireria nos Estados Unidos, retroalimentando a imagem e a presença da Tiffany no mercado
15:38globalizado e que demanda por ações co-criadas e balizadas por sinergias institucionais e
15:46com maior poder de barganha.
15:48O ambiente digital é um espaço de estar, de vivência de socialidades, com características
15:56e experiências próprias.
15:57Marcas com forte identidade, como a Tiffany, entendem que o uso da tecnologia é vital
16:03e não discordante do seu posicionamento de luxo e de elegância.
16:07A exclusividade não se antagoniza com o discreto luxo.
16:12Afinal, uma marca deve estar onde os seus consumidores estão e onde desejarão estar.
16:20Mesmo consumidores elegantes e mesmo marcas hipônicas.
16:25Tem marcas que fazem parte da cultura pop e tem outras que interferem diretamente na
16:30nossa história.
16:31A Tiffany é ícone de estilo, cinema, música e desejo.
16:36Quer ver só?
16:38Tudo começou com uma cena que entrou para a história.
16:41Audrey Hepburn, de vestido preto, colar de pérolas, café em uma mão e um croissant
16:47na outra.
16:48Parada diante da vitrine da Tiffany na 5ª avenida.
16:52Era 1961 e o mundo assistia à estreia de Breakfast at Tiffany's, ou, como a gente
16:59conhece por aqui, bonequinha de luxo.
17:01A partir dali, a Tiffany não estava mais só nas vitrines.
17:10Estava nas telas, nos corações e no imaginário coletivo.
17:14Mas a relação da Tiffany com o cinema vem antes disso, viu?
17:19Em 1953, Marilyn Monroe já cantava.
17:29No filme, os homens preferem as loiras.
17:31A canção lista Tiffany como uma das joalherias dos sonhos.
17:35Em Docilar, Reese Witherspoon vive um momento que muitos só sonham.
17:54Ser levada à Tiffany em Nova Iorque, com a loja aberta só para ela escolher um anel
17:59de noivado.
18:00Já no glamuroso universo de O Grande Gatsby, a Tiffany foi responsável por todas as joias
18:19que brilharam nas telonas.
18:21O luxo da época ganhou vida com peças exclusivas, criadas pela marca especialmente para o filme.
18:27Mas a Tiffany não brilha só no cinema não.
18:30Ela também é protagonista nos tapetes vermelhos.
18:34Em 2019, Lady Gaga apareceu no Oscar usando o lendário diamante Tiffany amarelo de 128,54
18:43quilates, visto em público pela última vez justamente com Audrey Hepburn.
18:48Um diamante tão raro que só saiu do cofre três vezes na história.
18:53E se você achou que o diamante se aposentou depois disso, pense de novo.
18:58Em 2021, Beyoncé e Jay-Z estrelaram uma campanha da Tiffany que relançou essa joia
19:05histórica.
19:07Foi a primeira vez que o diamante apareceu em uma campanha publicitária e a primeira
19:11vez que Beyoncé usou um diamante Tiffany.
19:14O Tiffany Diamond é um diamante amarelo com 128,54 quilates.
19:27Um dos mais icônicos e maiores diamantes já descobertos no mundo.
19:33Ele foi descoberto em 1877 na África do Sul pelo fundador da Tiffany e logo recebeu o
19:41título de o rei dos diamantes.
19:44Esse diamante representa não só o luxo para a Tiffany, mas ele representa também a maestria
19:51na lapidação e na valorização da beleza natural dessa gema.
19:56O Tiffany Diamond não está à venda.
19:59Ele faz parte do acervo histórico da marca, o que reforça a sua identidade como referência
20:06máxima no universo da alta joalheria.
20:08É, a Tiffany atravessa gerações, como um símbolo de luxo atemporal, reinventando sua
20:15presença cultural sem nunca perder a essência.
20:19Estou procurando um presente para minha namorada, espero que uma dessas caixas azuis faça o
20:23truque.
20:24Deixe-me mostrar o que temos.
20:25A Tiffany tem investido em uma narrativa que vai muito além das joias, né?
20:29Se conectando com o público que busca também experiência e valores.
20:33Essa loja da 5ª Avenida, que é ultra, mega instagramável, é um exemplo disso, né?
20:39Então a comunicação dela ainda enfatiza o patrimônio cultural, a inovação de design
20:44e a relação emocional das joias com os momentos especiais, mas de uma maneira mais
20:49atualizada para os dias de hoje.
20:52Mas como uma liderança no segmento da joalheria e do luxo, a Tiffany precisa ter uma relação
20:57bem transparente e manter bem claro o seu compromisso com a sustentabilidade, que é
21:02um ponto essencial para o consumidor contemporâneo.
21:05A Tiffany fez um trabalho de branding excelente, porque a caixinha azul, no azul Tiffany se
21:12transformou num ícone de elegância e de desejo, e a gente tem a sensação de que
21:16através dela a gente vai viver uma experiência mágica e única.
21:21Então por muitos anos a marca se alimentou da imagem da Audrey Hepburn, do glamour das
21:26estrelas de Hollywood e daquele amor perfeito que era celebrado sempre com o presente Tiffany.
21:33Mas para mim, o momento em que ela mostrou, assim, em que eu senti a percepção bem clara
21:39que ela estava dialogando com o mundo foi em 2015, numa campanha de Dia dos Namorados
21:44em que pela primeira vez ela trouxe um casal gay como parte desses casais, foi fotografada
21:50pelo Peter Lindbergh.
21:52Então, mesmo que com um certo atraso, ela não se engessou e tem tentado se atualizar
21:57para se manter relevante para as novas gerações.
22:00O novo posicionamento da Tiffany, ele teve algumas polêmicas.
22:04Então quando você passa a vida inteira falando com o público mais velho e tradicional e
22:08de repente quer começar a falar com o público mais jovem, não se trata só de trazer celebridades
22:14e marcas que representam essas gerações novas, mas de você entender de fato com profundidade
22:20o comportamento delas.
22:21Então eles fizeram uma campanha de Dia das Mães que não caiu bem para as mulheres mais
22:25velhas e era ainda no momento bem específico que era a pandemia.
22:28A própria campanha com o Jay-Z, com a Beyoncé, que tinha um quadro do Basquiat de fundo,
22:32também gerou controvérsias e essa geração nova também estava começando a questionar
22:38a origem dos diamantes da Tiffany.
22:40Então não é só você agradar com uma campanha mais pop, você precisa entender e conversar
22:47e principalmente ouvir.
22:49E o luxo hoje não é mais só sobre exclusividade, ele é sobre relevância cultural e identificação
22:55de um estilo de vida.
22:56Então é importante uma conversa mais profunda.
22:59Eu acho que é o caminho natural que as marcas de luxo estão fazendo, muitas delas têm
23:03mais de 100 anos de vida e se elas chegaram até aqui depois de duas guerras mundiais,
23:08muitas mudanças comportamentais e políticas, pandemia, um avanço tecnológico sem precedentes,
23:15é porque elas têm conseguido de alguma forma se manter relevantes com as gerações que
23:19vêm chegando.
23:20Então eu acho que é um caminho natural da sobrevivência, mas não pode se esquecer
23:24nem ignorar o público, seu público core, que sempre te apoiou, inclusive financeiramente.
23:31Então acho que é uma dosagem ali de você abraçar o novo sem esquecer o seu legado,
23:39o seu passado.
23:40A Tiffany é uma marca que não é apenas sinônimo de luxo, é uma verdadeira máquina
23:45de valor.
23:46Desde que foi comprada pelo grupo LVMH em 2021, por nada menos de 16 bilhões de dólares,
23:52a Tiffany entrou em uma nova era.
23:54Foi a maior aquisição da história do conglomerado de luxo e os números provam que essa aposta
24:00brilhou.
24:01Em 2024, a Tiffany foi uma das joias mais reluzentes do império LVMH, que encerrou
24:10o ano com uma receita superior a 84 bilhões de euros.
24:15E mesmo num mercado cada vez mais competitivo, a marca segue crescendo e rápido.
24:20A Tiffany sozinha representa uma fatia expressiva do segmento de joalheria do grupo, ao lado
24:25de nomes como Bvlgari e Xiaomi.
24:27E só no primeiro semestre de 2024, suas vendas globais subiram 12%, com destaque para
24:35regiões estratégicas como Ásia e América do Norte.
24:39O segredo?
24:41Uma estratégia afinada de rejuvenescimento da marca, com coleções inovadoras, campanhas
24:47estreladas por Beyoncé e Jay-Z e experiências exclusivas como o Blue Box Café.
24:52Ah, e claro, a reabertura da icônica loja na 5ª avenida, agora batizada de The Landmark,
25:02que virou um ponto turístico de luxo e aumentou, e muito, o fluxo e o faturamento da marca.
25:12Mas a Tiffany não brilha só lá fora não.
25:14Em 2024, a marca fez um movimento importante, e apostou no Brasil com a inauguração da
25:19sua primeira loja conceito na América Latina e São Paulo.
25:22O espaço é um investimento de peso.
25:24Dois andares, 408 metros quadrados, localizados no Shopping Guatemil.
25:30A loja é inspirada na flagship de Nova York, mas com um toque especial, customizada sob
25:36medida para a clientela brasileira.
25:38E a escolha do Brasil não foi aleatória não.
25:41Segundo um estudo da Bannon Company, o mercado de luxo por aqui deve movimentar R$ 133 bilhões
25:47até 2030.
25:48Ou seja, o Brasil virou terreno fértil para marcas que querem crescer com estilo e faturar
25:54alto.
25:55A Tiffany está construindo o futuro no luxo, com inovação, ousadia e muito, mas muito
26:01valor de mercado.
26:02A gente está vivendo uma mudança radical na dinâmica social a partir da tecnologia
26:09de informação e comunicação.
26:11As redes sociais estão dando um poder muito grande para o indivíduo, então as dinâmicas
26:16sociais hoje estão a partir do indivíduo e não das instituições.
26:21Isso significa uma complexidade muito maior, porque as instituições mantêm as coisas
26:26e as pessoas não.
26:27As pessoas são inovadoras, são críticas, procuram novas soluções.
26:31A gente tem os influenciadores também, que são um personagem muito interessante e que
26:37está mudando também a dinâmica de quem diz o que é bom e o que não é na sociedade.
26:42Mas de qualquer forma, indivíduos conectados vão criar comunidades baseadas em interesses
26:49e em crenças compartilhadas.
26:52Isso é um fato, isso já existe, são coletivos informais e as marcas vão ser, vão abastecer
27:00essas comunidades.
27:01Então a marca vai significar uma agenda, que a gente chama de jobs to be done, que
27:09é uma comunidade que tem interesse em determinado assunto e tem coisas a fazer para poder colocar
27:13em prática aquilo que ela está buscando.
27:16E as marcas vão ser fornecedoras disso.
27:18Então a questão do público-alvo continua relevante, mas vai ter que evoluir para uma
27:22comunidade, não uma comunidade estável, não uma comunidade mercadológica, mas uma
27:33comunidade de hábitos e costumes com os quais aquela marca compartilha as crenças, os fundamentos
27:40e um contrato de buscar soluções.
27:43Daí a inovação ser uma coisa permanente, uma busca permanente de reduzir custos, buscar
27:48maior conveniência, novos problemas que devem ser colocados na mesa para poder buscar
27:54novas soluções.
27:56Então o futuro do branding está cada vez mais íntimo das dinâmicas sociais para poder
28:03antecipar e abastecer as comunidades dos seus interesses e dos seus desejos.
28:09É isso aí.
28:10Em 2016, essa marca icônica mostrou que o verdadeiro luxo vai além da beleza.
28:16Envolve também ética e transparência.
28:19Foi naquele ano que a marca se tornou a primeira joalheria de luxo do mundo a divulgar publicamente
28:24a origem dos seus diamantes, garantindo que cada pedra preciosa não vinha de zonas de
28:28conflito.
28:29Vamos entender como essa escolha não só elevou o padrão do setor, como também fortaleceu
28:34ainda mais a reputação da marca no cenário global.
28:39O diamante da Tiffany pode ser considerado único por conta de dois fatores.
28:43O primeiro deles é a origem responsável, ou seja, a Tiffany adquire diamantes de minas
28:50que possuem padrões rigorosos em termos de sustentabilidade e direitos humanos.
28:56Quando o cliente compra um diamante da Tiffany, ele sabe exatamente qual é a procedência
29:01desse diamante.
29:02Além disso, a Tiffany criou uma lapidação especial chamada Tiffany True Cut.
29:09Essa lapidação possui mais facetas do que a lapidação brilhante tradicional.
29:14Além disso, ela possui um formato quadrado mais arredondado nas bordas e tudo isso foi
29:21criado para valorizar tanto o brilho quanto a pureza desse diamante.
29:27Ele, no final das contas, tem um brilho mais sofisticado que combina muito com o design
29:33minimalista daquele tradicional anel de noivado que a Tiffany criou em 1886.
29:40A Tiffany foi pioneira na transparência da cadeia de suprimento de diamantes.
29:45Desde 2019, a empresa oferece informações detalhadas sobre os diamantes para os clientes.
29:52Ou seja, quando você compra um diamante da Tiffany, você sabe qual é a procedência
29:57dessa pedra.
29:59Além disso, a Tiffany possui laboratórios próprios, artesãos próprios que cuidam
30:04da lapidação e do polimento desses diamantes.
30:07Por fim, a Tiffany também investe em questões socioambientais.
30:13Ela investe em atitudes que minimizam esses impactos ambientais e eles também ajudam
30:19a desenvolver as comunidades locais próximas a essas mineradoras.
30:24Esse compromisso com a ética e com a rastreabilidade ajudou a Tiffany a construir uma reputação
30:31de confiança e excelência.
30:33Em um mundo onde tantas marcas passam, mudam, desaparecem, algumas resistem ao tempo, brilham
30:41mais forte e se tornam ícones eternos.
30:44A Tiffany é um grande exemplo disso.
30:46Mesmo com quase dois séculos de tradição, a Tiffany segue se reinventando, se conectando
30:51com novas gerações e provando que o verdadeiro luxo é ser sempre relevante.
30:56Hoje a gente fica por aqui agradecendo pela sua companhia, mas a gente tem um encontro
31:00marcado.
31:01É no próximo Marcas Icônicas.
31:03Te vejo lá!
31:21Legendas pela comunidade Amara.org
Seja a primeira pessoa a comentar
Adicionar seu comentário

Recomendado