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O mercado de criptoeconomia no Brasil e no mundo registra uma expansão considerada “brutal” por especialistas do setor. Rodrigo Batista destacou que o crescimento da indústria de criptomoedas supera, em velocidade, o próprio desenvolvimento da internet.

“Minha primeira transação foi a compra de um Bitcoin por 4 dólares. Hoje temos mais de 30 milhões de tokens emitidos, com uma taxa de criação entre 30 e 100 mil novos tokens por dia”, disse.

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Transcrição
00:00Olá, eu sou a Rita Vu e o Cripto Brasil já está no ar.
00:03E no programa de hoje a gente exibe alguns dos melhores momentos
00:06que tivemos no programa em 2025, nosso ano de estreia.
00:10Não custa lembrar que o Cripto Brasil é o primeiro programa da televisão brasileira
00:14dedicado exclusivamente à criptoeconomia.
00:18A gente trouxe muito conteúdo bacana ao longo desses meses no ar
00:22e a gente lembra de alguns desses momentos na próxima meia hora.
00:26Oi Rodrigo, tudo bem?
00:27Você que é um pioneiro quando a gente fala em criptoeconomia,
00:30como que você avalia o crescimento da criptoeconomia
00:33desde quando você entrou nesse mercado até os dias de hoje?
00:37Olá Rita, olá você que nos acompanha.
00:40O crescimento foi brutal, é difícil achar um adjetivo
00:44que consiga descrever como esse mercado cresceu.
00:47Sob diversas métricas ele cresceu e cresce mais rápido
00:52que o próprio mercado da internet.
00:54Falando rapidamente aqui de números, minha primeira transação eu comprei um bitcoin por 4 dólares.
01:00A gente tinha uma única moeda no mercado que era o bitcoin.
01:03Hoje a gente tem mais de 30 milhões de tokens emitidos
01:06e tem uma taxa ali de criação de entre 30 e 100 mil novos tokens por dia.
01:12Então Rita, a gente está falando de uma mudança muito, muito grande mesmo.
01:16Teve outras coisas que aconteceram.
01:17Por exemplo, os bancos naquela época, quando eu comecei,
01:20eles fechavam contas das pessoas que estavam empreendendo
01:23e das próprias empresas e hoje eles são essas empresas.
01:26Então a gente vê bancos, instituições como BlackRock,
01:30instituições locais no Brasil, todas oferecendo criptomoedas.
01:34E eu acho que ali tem uma cerejinha no bolo que é
01:36a família da principal nação do mundo hoje
01:40é completamente imersa dentro do universo de cripto.
01:44Eu estou falando aqui da família Trump, então eu acho que nem o pessoal mais otimista,
01:49como eu sou um desses, pensava que a gente ia chegar nesse ponto tão rápido.
01:53Obrigada, Rodrigo.
01:54Bom, confira agora os outros destaques do programa de hoje.
01:58A gente vai rever uma entrevista sobre um projeto muito bacana,
02:02a criação da moeda social Aratu, baseada em blockchain
02:05e usada na cidade de Indiaroba, no Sergipe.
02:08Você confere também uma matéria sobre tecnologia
02:11que permite reconhecimento biométrico com a palma da mão.
02:14Uma parceria entre o Instituto Plexus e a plataforma eDinheiro
02:18lançou neste ano o projeto piloto da moeda Aratu,
02:22na cidade de Indiaroba, no Sergipe.
02:24Eu e o Rodrigo Batista conversamos com a fundadora do Instituto Plexus
02:28para saber mais sobre essa iniciativa.
02:30Vamos rever essa entrevista.
02:32Camila, seja muito bem-vinda ao Cripto Brasil.
02:35Rita, Rodrigo, muito obrigada pela oportunidade de estar aqui hoje com vocês,
02:39discutindo esse tema que é de ter muito interesse para a gente.
02:41Com certeza. Camila, eu queria que você já contasse para a gente rapidinho
02:44o que é o Instituto Plexus, o que ele faz
02:47e também como funciona esse projeto que vocês estão lançando na prática.
02:52O Instituto Plexus é um instituto de ciência e tecnologia
02:55que tem como propósito democratizar o acesso ao benefício das tecnologias emergentes.
03:00Isso para regenerar a economia, os ecossistemas e a sociedade.
03:04E esse piloto Indiaroba, relativo ao modo social Aratu,
03:09ele exatamente exemplifica esse propósito.
03:12A gente busca testar como fazer a conexão do que a gente chama de back-end
03:19ou que tem por debaixo do capô do e-dinheiro,
03:21que é uma tecnologia tradicional da Web2, com a blockchain, com a tecnologia Web3.
03:27E Camila, por que vocês escolheram essa cidade, Indiaroba?
03:31Eu, particularmente, nunca tinha ouvido falar nela, por exemplo.
03:34Não é novidade que não tenha ouvido falar,
03:36até mesmo porque Indiaroba é um município com mais ou menos 18 mil habitantes,
03:41que fica no Sergipe.
03:43Só que Indiaroba tem particularidades extremamente interessantes.
03:47E uma delas é o motor da economia local.
03:49O motor da economia de Indiaroba é a economia marisqueira,
03:54de um crustáceo chamado Aratu, que vem a dar nome à moeda social.
03:59O motivo pelo qual Indiaroba foi escolhido, ou melhor, os motivos pelos quais,
04:04eles têm basicamente a ver.
04:06Um, com a natureza da economia e quem compõe essa economia.
04:10E dois, com os benefícios que já foram vislumbrados dentro dessa comunidade
04:15por conta da existência da moeda social.
04:18Majoritariamente, a pesca do Aratu é feita por mulheres, mulheres marisqueiras.
04:24E é de uma forma extremamente interessante como essa pesca é realizada,
04:29porque é protetivo da natureza.
04:31É uma forma que não prejudica o ecossistema local,
04:36que traz a relevância desse trabalho, que é um trabalho manual feminino,
04:42e com baixíssimo impacto ambiental, ao largo de um alto impacto social e econômico.
04:48Vocês sabem como é que é feita essa pesca?
04:50Através do assobio.
04:51As mulheres, elas vão ao mangue e elas fazem um assobio, um canto.
04:56A partir disso, o Aratu, esse marisco, ele aparece e elas efetivamente catam.
05:01Em Aratu, essa economia sustentada pelo empreendedorismo feminino
05:07é o que move.
05:08É o que move o comércio, é o que move a educação,
05:10é o que move, por exemplo, o acesso a crédito e empréstimos.
05:13E é por isso que é tão relevante essa temática da moeda social
05:17relacionado ao próprio bioma da localidade.
05:21Que interessante, Camila.
05:23Queria até que você aproveitasse e falasse da moeda Aratu,
05:26porque é uma moeda que já existe, agora vocês estão lançando em blockchain.
05:30Queria que você também falasse para a gente o que são essas moedas sociais
05:34e também da plataforma Edinheiro,
05:36que também é um projeto antigo e que trabalha ali junto com essas moedas sociais.
05:41Essa história, ela tem um começo há quase 30 anos atrás
05:48através do Banco Palmas, que é o precursor desse movimento.
05:52O Brasil, ele é pioneiro na temática de moedas sociais
05:56por conta exatamente desse movimento,
05:59que é um movimento comunitário para acesso a crédito,
06:03para acesso à inclusão financeira.
06:05Existem alguns indicadores ou alguns pontos
06:08que determinam o que é uma moeda social.
06:10E eles são o seguinte.
06:12Primeiro, ela é pareada a moeda fiduciária local.
06:16Então, é um para um com o real brasileiro.
06:19O segundo ponto é que ele depende da existência
06:21de um banco comunitário ou então de um banco municipal.
06:27Ele também é um instrumento de desenvolvimento da economia local,
06:30porque a circulação dessa moeda,
06:33ela fica restrita àquela região.
06:35Exatamente porque ela tem como condão, como objetivo principal,
06:40fazer o desenvolvimento econômico social.
06:42Então, isso é um instrumento da economia solidária,
06:45que impulsiona as compras, as vendas, o comércio local.
06:49Ele impulsiona o acesso a crédito,
06:51a tarifas um pouco mais ou mais baixas,
06:53ou inclusive zeradas,
06:55porque ele é um crédito da comunidade para a comunidade
06:57e possibilita uma série de casos de uso muito interessantes.
07:02Desde você ser remunerado pelo seu trabalho,
07:04até você comprar e vender alguma coisa,
07:07o pão do dia a dia,
07:08ou inclusive o recebimento de benefícios sociais.
07:12E, Camila, eu sou bem obcecado por essa experiência do usuário.
07:15E a gente está falando aqui de uma moeda usada numa região ali,
07:20que imagino eu, com pessoas um pouco mais simples.
07:22Então, eles precisam de uma experiência ali,
07:25usando um aplicativo, usando internet ali,
07:28que seja muito simples.
07:30E o mundo do blockchain,
07:30ele não é necessariamente ali o mundo mais fácil
07:33de você poder usar as ferramentas,
07:36fazer custódia de chaves, esse tipo de coisa.
07:39Como que vocês resolveram isso,
07:41de unir esse mundo Web2 e Web3,
07:43e não complicar mais as coisas para quem está usando.
07:47Da mesma forma que você trouxe questões extremamente complexas
07:51do mundo blockchain para uma linguagem simplificada,
07:53o que a gente procura com esse piloto é
07:56testar quais são os incrementos dentro de uma evolução
08:01para esse sistema do e-dinheiro
08:03para uma lógica que beneficie a população.
08:07Então, quais são os valores?
08:09Qual é o objeto ou então o objetivo
08:13que a gente pretende garantir com esse acesso?
08:17Primeiramente, a transparência,
08:20a gestão e a governança desse sistema.
08:23A gente falou aqui de pontos extremamente importantes,
08:25como, por exemplo, a concessão e o acesso a crédito,
08:28como eventuais taxas desse sistema.
08:31Então, Rodrigo, pensando em todas essas questões,
08:34às vezes limitantes, às vezes possibilitantes da tecnologia,
08:37e o que a gente quer ver, fazer,
08:40que é criar e gerar um impacto,
08:42essa evolução desse sistema.
08:45E por isso a gente começa com o piloto,
08:46e por isso o Indiaroba,
08:48ela vai levar em consideração as possibilidades tecnológicas
08:50e de uma forma que não impacte a vida do usuário final.
08:55Por que esse piloto é importante?
08:57Exatamente porque, Rodrigo,
08:59a gente está fazendo o quê?
09:00Trocando o que está embaixo.
09:02O back-end primeiro.
09:03E a pergunta que a gente se faz,
09:05juntamente com o Indieiro,
09:06que é uma organização da sociedade civil,
09:09que a gente se faz junto com outros players e atores,
09:12é, isso está trazendo benefício?
09:14Eu consigo ver mais transparência e mais gestão?
09:17E a questão do um para um com o real,
09:19as taxas desse sistema,
09:20o acesso a esse crédito,
09:22a gente verifica essa possibilidade?
09:25E verificada essa possibilidade,
09:26verificado esse impacto positivo,
09:28a gente já tem aí um possível plano de expansão
09:30para 170 outras moedas sociais
09:34que já fazem parte do sistema do Dinheiro.
09:36E por que não falar em construir isso,
09:38com mais entes e mais agentes dessa comunidade no Brasil?
09:42E, Camila, conta para a gente,
09:43esse piloto está sendo rodado na cidade de Aroba,
09:47mas queria saber de você se existe uma expectativa
09:49de que esse projeto seja replicado em outras regiões.
09:53É exatamente isso que a gente vislumbra,
09:55porque o instrumento da moeda social,
10:00aliado a uma tecnologia transparente,
10:02ele tem esse poder comprovado de fazer inclusão,
10:07de possibilitar o crescimento.
10:10Então, o sucesso desse piloto,
10:12a verificação dessas condições,
10:15é o que vai possibilitar essa expansão.
10:18É muito importante a gente falar também, Rita,
10:20de por que a gente está discutindo isso agora.
10:23Faz quase 30 anos que o Banco Palmas começou essa iniciativa.
10:29Faz mais de 15 anos que o É Dinheiro começou o desenvolvimento,
10:33inclusive com desenvolvedores da comunidade do Ceará.
10:37Então, isso é um projeto de comunidade,
10:39não é uma empresa,
10:41hoje em dia,
10:42uma organização da sociedade civil com pessoas da localidade,
10:45como desenvolvedores, que são os próprios beneficiados.
10:48Isso já faz mais de 15 anos.
10:50Então, por que esse salto da tecnologia Web3?
10:52Por que a gente está conversando sobre isso agora?
10:54Tem uma série de fatores.
10:56Mas é o fato da economia solidária estar em voga.
10:59É o fato de ter um projeto de lei
11:00que tramita nas casas do Congresso,
11:04que já foi, inclusive, aprovado em uma delas,
11:06que prevê que a moeda social vai ter que ser em blockchain.
11:09Então, uma vez esse projeto aprovado,
11:11a gente tem uma adaptação necessária
11:14e super complexa da gente visualizar,
11:17implementar,
11:17por conta desses tópicos que o Rodrigo trouxe.
11:20Então, passinho a passinho,
11:22a gente está fazendo o que acredita,
11:23que é pregar um projeto social,
11:24que é se unir a um projeto social,
11:27servir a esse benefício e a esse propósito compartilhado,
11:31e aqui, num exercício quase que de comunidade,
11:35porque a Web3 é uma comunidade,
11:37e porque as finanças solidárias e a economia solidária
11:40também dependem de comunidade,
11:42verificar o benefício que essa alteração legislativa
11:45e essas possibilidades vão trazer para a gente.
11:47Camila, muito obrigada pela sua participação.
11:50Acho que é incrível ver a potência que a blockchain tem,
11:54principalmente nesse tipo de projeto.
11:56Então, fica aqui o convite para você voltar
11:58ao nosso programa mais vezes.
12:00Rodrigo, como que você avalia
12:01a importância de projetos como esse da Moeda Aratu?
12:05Então, acredito que o Bitcoin e a tokenização em geral,
12:10eles vão permitir uma inclusão social
12:13que a gente não viu ainda em nenhum momento da história.
12:16A gente pode pegar como paralelo o que aconteceu com o WhatsApp.
12:20Hoje, uma pessoa, mesmo analfabeta,
12:23consegue se comunicar com o mundo inteiro,
12:25utilizando o WhatsApp e mandando mensagens ali,
12:28seja de áudio, seja uma foto.
12:30Isso acontece no mundo inteiro.
12:32Acredito que vai acontecer a mesma coisa
12:34quando a gente fala de tokenização do dinheiro.
12:37e esse projeto é um dos exemplos
12:41do que eu acho que vai tomar uma dimensão global.
12:43Então, a gente está fazendo de um projeto local
12:45aqui no interior do Brasil,
12:47já utilizando blockchain, já utilizando cripto.
12:50E a gente vai ver projetos como esse crescendo
12:53e a gente vai ver projetos como esses
12:56alcançando o mundo inteiro.
12:57Acredito que aí no intervalo entre 10 e 20 anos.
13:00Então, essa democratização do dinheiro
13:03que os criadores do Bitcoin sonharam lá atrás,
13:06eu acho que ela está começando a acontecer
13:08devagarinho, Rita.
13:09Com certeza.
13:10É muito interessante ver esse processo, né, Rodrigo?
13:12Obrigada.
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