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Moradores da Favela do Moinho entraram em confronto com a Polícia Militar nesta quarta-feira (14). Os agentes foram acionados para liberar a via, mas foram recebidos com violência. A PM reagiu com gás lacrimogêneo e balas de borracha para dispersar os manifestantes que protestavam contra a remoção da comunidade.

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Transcrição
00:00Muitas notícias no dia de hoje, moradores da favela do Moinho voltaram a entrar em confronto com a polícia militar.
00:07Agentes foram acionados há quase uma hora para liberar a via, mas foram recebidos com violência.
00:13Reagiram com gás lacrimogênio e armas com bala de borracha para dispersar os manifestantes.
00:19Vamos acionar nossa reportagem. Misael Mainete, ao vivo, chega aqui ao programa Espingos nos Is, vai trazer os detalhes pra gente.
00:26Bem-vindo, Misael.
00:30Oi, Caniato. Muito boa noite pra você e pra todo mundo que acompanha a programação da Jovem Pan.
00:35Nesse momento, a Avenida Rio Branco foi aberta, o trânsito foi aberto.
00:39Até então, passou horas fechado com muita, mas muita polícia militar, equipes da Força Tática aqui.
00:46O que aconteceu mais cedo? Houve uma manifestação pacífica.
00:49Moradores da favela do Moinho fecharam a Avenida Rio Branco, que fica bem em cima da comunidade,
00:56com faixas e também fizeram barulho com panelas e outros materiais.
01:01A polícia militar, o BAEP, o choque da PM, eles entraram em confronto e ali começou uma confusão.
01:08A polícia dispersou gás lacrimogênio, atirou com tiros de borracha contra os manifestantes.
01:15Em consequência, também atirou contra quem estava atrás dos manifestantes, ou seja, o trânsito, os motoristas que estavam atrás dessa manifestação.
01:25E aí, houve muita correria, algumas pessoas se machucaram, inclusive um cinegrafista do SBT, um colega nosso de profissão,
01:32foi atingido no braço e aí os moradores correram de volta pra comunidade, pra favela do Moinho.
01:38A nossa entrada não foi permitida hoje na favela do Moinho, diferente de ontem, mas os moradores estão transitando novamente e normalmente.
01:47O que aconteceu hoje que também deixou os moradores indignados?
01:52O governo federal havia enviado já um comunicado dizendo que não passaria mais essa área da favela do Moinho pro governo estadual,
02:02dando a entender, por consequência, então, que a CDHU não retiraria essas moradias do local.
02:07Mas eles amanheceram hoje com equipes da CDHU, que é do governo do estado de São Paulo, ou seja, equipes da gestão Tarcísio de Freitas,
02:15aqui no local pra fazer a derrubada, a demolição dessas moradias.
02:20O que já tinha ficado aí subentendido com esse anúncio do governo federal que não aconteceria.
02:25Por isso, a polícia militar estava aqui junto da CDHU.
02:28Eu me informei pela CDHU oficialmente também com os moradores e só foram destruídas ou demolidas casas ali de moradores que já haviam aceitado os 800 reais mensais.
02:42Então, tudo começou assim no dia de hoje, nessa terça-feira, nessa quarta-feira, com os moradores indignados com a presença da CDHU aqui.
02:49Em seguida, houve esse protesto. A avenida ficou por horas fechada e a polícia militar atirou aí com bombas de borracha e também com o gás contra esses manifestantes que fecharam a avenida.
03:02A avenida ficou interrompida por horas e agora a gente vê o trânsito fluindo normalmente.
03:08Imagens ao vivo aqui na Rio Branco.
03:10Você que nos acompanha pelo rádio também, a gente vê o trânsito finalmente fluindo, mas ainda tem polícia lá embaixo na entrada da favela do Moinho e a gente também percebe a presença da polícia militar por meio de helicópteros e drones.
03:25A gente segue acompanhando toda a situação aqui na favela do Moinho.
03:28Caniato?
03:30Isso.
03:31Misael Maionete trazendo as informações ao vivo da região central de São Paulo, avenida Rio Branco, esquina com a Eduardo Prado.
03:38Ali Campos Elígios, bem ao lado o bairro da Barra Funda.
03:42A gente acompanha esse processo que envolve a favela do Moinho e a retirada de alguns moradores e o enfrentamento também com a polícia militar.
03:51Deixa eu passar para o Dávila, que mora aqui em São Paulo, está acompanhando esse processo.
03:55Dávila, eu queria escutá-lo a respeito naturalmente desse processo de retirada dos moradores e muita gente se pergunta, né?
04:05O que pode explicar?
04:06Que moradores de uma favela acabem resistindo tanto a deixarem esse tipo de moradia para irem para um lugar melhor.
04:16Há muitas sinalizações e há teses que apontam que toda essa resistência seria patrocinada pelo crime organizado.
04:27Uma vez que essa favela é conhecida por ser uma espécie de bunker ali do PCC que inclusive serviria para abastecer a Craculândia com as drogas que são vendidas pela facção criminosa Dávila.
04:43Caniato, primeiramente, as pessoas de bem que moram na favela deveriam se sentir prestigiadas porque estão mudando para moradias melhores, né?
04:55De uma forma ordenada.
04:58Agora, como você disse, tem uma ala que mora na favela do Moinho que é ligada ao crime.
05:03Principalmente aí que é uma favela muito perto dessa região da Craculândia.
05:09E hoje, coincidentemente, com esta ação do governo, a Craculândia amanheceu vazia, ruas desertas, sem ninguém.
05:19Então, existe sim uma correlação entre PCC, crime, tráfico de drogas e esse abastecimento da região da Craculândia.
05:29Tanto que na remoção da favela, o que acontece, praticamente hoje não havia ninguém na Craculândia.
05:36Então, é a ordem fazendo valer, é a dignidade das pessoas que estão sendo transferidas para moradias melhor
05:44e é sim uma questão de segurança pública acabar com um reduto controlado pelo crime organizado que abastece a Craculândia.
05:54Pois é, interessante, inclusive, essa reflexão que o Dávila fez, porque quem não é de São Paulo se pergunta
06:02poxa, mas talvez eles gostem ali da favela, será que eles têm para onde ir?
06:07Tem, é justamente essa a questão.
06:11O governo oferece uma habitação, há um programa habitacional, unidades foram fornecidas para os moradores da favela
06:19para que eles deixassem essa localidade, que é uma favela que fica no centro de São Paulo,
06:24é um filete de terreno beirando ali a linha do trem, ali na região de Campos Selíseos, Barra Funda,
06:31e aí a Secretaria Estadual de Desenvolvimento Urbano e Habitação nos fornece uma informação,
06:39um dado que é crucial para esse debate e essa análise.
06:42No total, 752 famílias já aderiram ao reassentamento, 88% do total.
06:52Então, a esmagadora maioria das pessoas que moravam na favela já toparam, já aceitaram deixar aquela comunidade,
07:02mas tem um pequeno percentual que não quer, e aí as pessoas começam a questionar por quê?
07:08Não querem deixar a localidade, ir para um apartamento, um local muito melhor,
07:13e aí muitos entendem que há uma ação do crime organizado para que essas pessoas permaneçam ali,
07:20e outros moradores de rua invadam aquelas casas que foram deixadas pelos moradores
07:25que foram para habitações populares fornecidas pelo governo.
07:30Mota, esse é um problema de São Paulo, mas situações parecidas e similares já vimos em outras cidades, né?
07:36Sem dúvida.
07:38Esse é talvez um dos desafios mais difíceis para os nossos políticos, nossos administradores públicos,
07:47que é cuidar da ocupação do solo.
07:51É um assunto geralmente desprezado, que é sujeito a todo tipo de influências políticas,
07:58mas que é essencial para a formação de um ambiente urbano seguro e sadio.
08:05Essas operações de remoção de pessoas, de realocação, são sempre complicadas.
08:14Algumas pessoas preferem uma habitação que tem um padrão inferior,
08:20mas que está próximo do trabalho, que está próximo da escola,
08:25de coisas que são a conveniência das pessoas.
08:28Isso é perfeitamente compreensível.
08:29Agora, não há como negar que muitos desses grupos são manipulados ou até coagidos pelas facções criminosas.
08:40Eles servem de fachada para ajudar esses grupos criminosos nas suas operações no Rio de Janeiro.
08:48Isso acontece com muita frequência.
08:50O crime organizado às facções usa grupos de moradores para atrapalhar o trabalho da polícia,
08:56para fazer manifestações contra a polícia.
08:59Isso é um fenômeno que ocorre no Brasil inteiro.
09:02Certo. A gente acompanha e está em contato permanente com a nossa reportagem,
09:08que faz essa cobertura especial, Operação na Favela do Moinho,
09:12pelo terceiro dia consecutivo, salvo engano,
09:15e daqui a pouco a gente traz outras atualizações aqui na programação.
09:18O que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é
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