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Entrevista com Cezar Wagner Pinto
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NotíciasTranscrição
00:00Começa agora, começa agora, na Pan News, Vitória, Valores, com Edu Copernic.
00:07Olá, seja bem-vindo ao programa Valores, um espaço de discussão sobre o desenvolvimento do Espírito Santo,
00:14sobre como pensam os principais agentes que movem a nossa economia.
00:19Hoje a gente fala do segmento que mais contribuiu com o pagamento de ICMS no Estado,
00:25R$ 5,25 bilhões em 2023, e esse número foi 15,3% maior em relação a 2022.
00:35Esse valor nada mais é do que 29,5% de todo o ICMS arrecadado no Espírito Santo,
00:44um terço de todo o ICMS que foi arrecadado no Espírito Santo.
00:48A gente está falando do setor atacadista, responsável por mais de 3 mil empresas formalmente instaladas
00:55no Estado, que empregam 40.500 trabalhadores formais, mais ou menos, é um número aproximado.
01:01O Sindicato do Comércio Atacadista e Distribuidor do Estado do Espírito Santo
01:06está em 98% dos municípios capixabas e representa mais de 30 segmentos.
01:12Como o Sincades vê o desenvolvimento econômico do Estado?
01:16Quais são as oportunidades, possibilidades e desafios para o setor atacadista e de distribuição?
01:23É sobre isso que a gente conversa hoje com o César Wagner Pinto, superintendente do Sincades.
01:30Tudo bom, César? Seja bem-vindo ao Valores.
01:32Olá, muito obrigado. Obrigado pelo convite. Obrigado por estar aqui.
01:35Legal. Bom, César, o que leva um empresário a investir no setor atacadista e de distribuição no Espírito Santo?
01:43Bom, o Espírito Santo é um estado pujante para esse setor, tendo em vista um fator principal, que é a
01:49localização geográfica dele.
01:51Nós temos hoje a possibilidade de atender a todo o Brasil, num raio de 1.200 quilômetros, partindo daqui,
02:00em torno de 60% da população consumidora do Brasil, nesse caso.
02:05É, que não é pouca coisa.
02:07Que não é pouca coisa. Então, de uma certa forma, além dessa localização geográfica,
02:11a gente também foi incentivado há alguns anos pelo governo do Estado, através de um incentivo do ICMS.
02:18Esse incentivo fiscal permitiu que as empresas viessem para cá, além das empresas de outros estados terem vindo para cá,
02:25também fortalecer as empresas capixabas, genuinamente capixabas, que cresceram e, obviamente,
02:31atendem ao mercado local e também atendem ao Brasil inteiro.
02:36O que leva, respondendo a sua pergunta, o que leva, efetivamente, as empresas a investirem no setor atacadista e distribuidor
02:43é justamente por conta de que, hoje, um Brasil, com todas essas questões tributárias bastante relevantes,
02:50que impactam diretamente do negócio, seja ele na indústria, seja ele no comércio, seja atacadista, seja no comércio varejista,
02:56a gente terem esse incentivo dado pelo governo do Estado há alguns anos, que foi uma política de Estado,
03:03não uma política de governo. Nós estamos falando dos últimos 20 anos que o setor tem se destacado
03:08e tem crescido por conta dessa política de incentivo do ICMS.
03:12Independente de quem está no governo, independente de quem é o governador, qual a corrente ideológica.
03:17Exatamente. A política que foi criada pelos últimos governos foi uma política, realmente, de desenvolvimento do Estado
03:24e permitiu que esses números que você comentou estão sendo refletidos, inclusive refletidos até mesmo para a própria população,
03:32que tem estado positivamente com boas infraestruturas, com investimento do governo em várias áreas
03:42e isso permitiu, essa evolução permitiu com que o governo pudesse fazer esses investimentos.
03:50Legal. E como é que é o ambiente aqui no Espírito Santo? Como é que funciona esse incentivo?
03:56É o do Compete que a gente está falando, né?
03:57É, o incentivo fiscal começou aproximadamente, foi em 99 que começou as primeiras discussões de incentivo,
04:06mas ele evoluiu a partir de 2003 e o modelo atual, que é o modelo de Compete, foi implantado em
04:142007.
04:16Só para ter uma noção, naquela oportunidade, quando foi implantado, em torno de 100 empresas aderiram a esse Compete.
04:26E hoje, com os números que você colocou, em torno de 2 mil empresas estão participando desse contrato
04:33e por isso que houve esse aumento da arrecadação e, obviamente, da geração de emprego aqui no Estado.
04:39Falando de números, eu citei números antigos para você, porque você tem números fresquinhos desse ano.
04:45Passa para a gente aí, que números são esses?
04:47Na realidade, em recente conversa com o secretário da Fazenda, o auditor Benício Costa,
04:54ele informou que esses três primeiros meses do ano, o setor atacadista arrecadou 1,2 bilhões de reais.
05:05E isso equivale a aproximadamente 25% da arrecadação de CMS do Estado.
05:11Fizemos uma comparação no mesmo período de 2023, esse número estava na casa de 600, 700 milhões.
05:18Um dobro, né?
05:18Assim, nós estamos falando de quase o dobro, ou o dobro especificamente.
05:23E esses números são números novos, que inclusive vão ser lançados através de uma atualização
05:27que nós estamos fazendo dos números de 2023, mas são números que o secretário da Fazenda nos passou,
05:32e eu estou trazendo aqui para você com uma certa, na realidade com exclusividade, que esses números não foram divulgados.
05:39A gente fica muito feliz com isso, com certeza.
05:41Isso significa o quê?
05:42Isso significa que num horizonte a gente pode ter mais recorde de arrecadação,
05:47isso significa que está dando certo, que o setor está indo em frente.
05:51Como é que você faz essa leitura desses números que você recebeu lá?
05:54É uma leitura que se você fizer uma análise da quantidade de empresas que cada vez vêm para o Espírito
06:01Santo,
06:02para utilizar o Espírito Santo como um hub de venda para o Brasil,
06:07há tendência que esses números realmente a gente bata o recorde que foi colocado no ano anterior
06:14de percentual na arrecadação de CMS.
06:17Então, assim, é uma tendência.
06:19A gente tem ainda, os números que eu passei agora são de três meses,
06:23a gente tem uma sazonalidade ainda, nós temos alguns fatores que podem influenciar o aumento da venda
06:32ou por consequência a maior arrecadação durante esse ano, nós temos ainda...
06:38Esses números são de três meses, janeiro, fevereiro e março.
06:41E, de uma certa forma, são meses que não tem uma pujança tanto de venda,
06:46não são meses como o Natal, por exemplo.
06:48Tradicionalmente de um pouco mais...
06:51De um mercado um pouco mais tímido, né?
06:54Exatamente.
06:55Você tem um carnaval nesse meio.
06:57No meio do caminho.
06:57Mas aí nós temos daqui a pouco, em maio, o Dia das Mães,
07:00aí nós temos o Dia dos Pais, nós temos o Dia das Crianças,
07:03nós temos, obviamente, o Natal.
07:06Então, assim, nós temos uma...
07:07Se a gente for copilar o ano inteiro, a gente acredita que a tendência é que esses números sejam melhores
07:14que do ano passado.
07:15Legal.
07:15Muita gente cita o setor de logística como um dos mais promissores aqui do Espírito Santo.
07:21Como é que o segmento de distribuição e o segmento atacadista vê as oportunidades nesse setor de logística
07:27para aproveitar essa vocação do Espírito Santo?
07:30A gente está falando tanto do Espírito Santo localizado de forma centralizada,
07:34podendo alcançar a maior parte da população do Brasil inteiro.
07:37Como é que o setor vê uma forma de aproveitar essa vocação logística também,
07:43esse crescimento da logística no Espírito Santo?
07:46A própria palavra logística, ela já fala em si que tudo aquilo que o atacado distribuidor precisa
07:54para fazer chegar a mercadoria ao ponto de venda e, por consequência, ao consumidor final,
08:00no ponto de venda que a gente fala ao varejo, as logísticas são fundamentais e elas andam junto com o
08:07setor atacadista.
08:09Nós temos atacadistas que fazem suas próprias logísticas, têm os seus próprios galpões,
08:15têm as suas próprias estruturas de funcionários,
08:20mas também cresceu nos últimos anos o que a gente chama de operador logístico.
08:26O Estado, ele proporcionou, através de uma legislação também, já prevendo algo futuro,
08:32que é a existência de um operador logístico.
08:35E o operador logístico não é uma transportadora, o operador logístico não é um armazém geral,
08:41efetivamente, o operador logístico não é um depósito fechado,
08:44e sim é um operador que recebe N empresas dentro dele e fazem as operações em conjunto,
08:51a guarda dessas mercadorias ou separações dessas mercadorias de várias empresas na mesma estrutura.
08:58E aí, se você for fazer uma análise, o município da Serra hoje tem grandes galpões estruturados,
09:05nós estamos vendo aí Viana partindo também para essa estrutura,
09:10Vila Velha já tem os seus nichos de galpões,
09:12Cariacica, na região do contorno, tem estado também em destaque,
09:16e esses galpões são alguns, principalmente investidores capixaba,
09:20são empresários capixabas que acreditaram, que acreditam nessa pujança do setor atacadista
09:28e criam galpões para receber esses atacados de fora,
09:32obviamente, para alugar esses galpões ou fazer efetivamente a operação logística.
09:37Você pega um exemplo notório é o próprio Teams,
09:41que é uma área empresarial de mais de 2 milhões de metros quadrados
09:46cujos empresários daquele empreendimento têm feito várias ações
09:52e construído vários galpões para atender essa demanda do setor atacadista.
09:56Legal. César, o que o Espírito Santo tem para se destacar em relação a outros estados?
10:02Como é que a gente ganha dos outros estados, além dessa posição geográfica privilegiada?
10:08É importante, obviamente, além da posição geográfica,
10:11a questão do próprio incentivo fiscal.
10:13Isso não tem a dúvida, porque esse incentivo convalidado, consolidado,
10:18valendo até 2032, permite que as empresas venham para cá,
10:21obviamente, fazendo uma conta pelo produto que ela vende,
10:26tendo um incentivo para compensar a questão da distância logística dos grandes polos,
10:32dos grandes centros aos quais ele vende.
10:34Por exemplo, a empresa paulista sai de São Paulo,
10:37vem para o Espírito Santo para atender os clientes dele lá em São Paulo.
10:41Mas por que isso? Por mais que a distância e a questão logística de transporte, de frete,
10:49o incentivo fiscal fez com que essas empresas pudessem vir para cá.
10:54Mas tem algo importante também que o Espírito Santo se destaca,
11:00essa segurança administrativa, jurídica, que o governo do Estado, nos últimos anos,
11:08dá para as empresas, porque as empresas vêm para cá e sabem que não vai perder o incentivo fiscal,
11:14não vai haver uma canetada para que esse incentivo fiscal deixe de existir.
11:18Nós tivemos um exemplo recentemente, mas ele não foi do governo do Estado,
11:21foi a nível federal, com a diminuição do FUNDAP,
11:26que fez com que afetasse diretamente a arrecadação de semestre,
11:31e aí, por consequência, a arrecadação de semestre dos municípios.
11:34E a gente entende que a diminuição do FUNDAP lá em 2002,
11:40e o crescimento do setor atacadista, fez uma compensação dessa perda.
11:45Então, além dessa questão administrativa, nós temos também uma malha que está se aprimorando,
11:52uma malha logística de uma estrutura de portos, o aeroporto privatizado,
11:59o porto agora é recentemente privatizado,
12:03o porto pronto para ser inaugurado nos próximos anos, que seria lá em Aracruz.
12:13E também a gente tem aprimorado muito a questão da qualidade da mão de obra.
12:20O Espírito Santo tem uma qualidade boa de mão de obra,
12:25a gente tem, estou falando em termos de aprimoramento técnico, vamos colocar assim,
12:32mas a gente, depois podemos até falar, mas a gente está com a dificuldade de mão de obra, realmente.
12:37Você sabe que todo mundo que vem aqui é o Valores, fala disso, dessa dificuldade na mão de obra,
12:41mas daqui a pouco a gente fala, porque agora é hora do quadro Dica de Valor.
12:50César, na sua opinião, qual investimento tende a dar o melhor retorno no Estado?
12:57Hoje é a infraestrutura.
12:59Nós acreditamos que a infraestrutura bem posicionada, a gente sabe que isso também tem a ver com o próprio governo,
13:06algumas infraestruturas têm a ver com o poder público,
13:11mas a iniciativa privada também fazendo infraestrutura com o próprio galpões, como nós colocamos,
13:18e também aí talvez as privatizações, como aconteceu com o porto,
13:22a própria infraestrutura ampliada do aeroporto também, isso pode ser bastante interessante para o crescimento do Espírito Santo.
13:30César, você falou da mão de obra aí, você acha que é uma das coisas que faltam para o setor
13:36crescer ainda mais,
13:38qualificar melhor a mão de obra?
13:40Todo mundo que vem aqui no Valores fala que o problema é um apagão de mão de obra que a
13:43gente tem.
13:44Isso em todos os níveis, a gente fala de comércio, a gente fala de comércio internacional,
13:49a gente fala de todos os níveis, todo mundo reclama que está faltando mão de obra.
13:54Operadores de turismo, por exemplo, reclamam muito da falta de mão de obra.
13:58Você acha que a mão de obra é um dos fatores que atrapalham o crescimento ainda maior desse setor atacadista?
14:06Na realidade, se a gente for fazer uma análise, como você mesmo colocou,
14:09a mão de obra está atrapalhando efetivamente não só o setor atacadista,
14:12ela está atrapalhando o varejo, a indústria.
14:15E aí nós temos que avaliar a qualificação da mão de obra versus a quantidade de disponibilidade da mão de
14:25obra.
14:26Porque uma situação é você fazer a qualificação,
14:30e aí a gente tem a felicidade de participar, como se encade lá na Federação do Comércio,
14:35onde a Federação do Comércio também congrega o SESC, o SENAC,
14:39principalmente o SENAC, que é a entidade que faz essa qualificação,
14:44temos estimulado muito a população, o jovem também a se qualificar,
14:51para estar disponível para o mercado de trabalho.
14:53Só que, nos últimos anos, a disponibilidade de outras formas de trabalho,
15:01como, por exemplo, o Uber, como, por exemplo, o trabalho que, fora de carteira assinada,
15:09que seria uma terceirização, o MEI, as pessoas estão partindo para serem MEI,
15:15para trabalhar por conta própria.
15:17E aí, paralelo a isso, nós temos uma boa quantidade de gente que prefere não ser contratado
15:24para continuar tendo o Bolsa Família.
15:27Então, esses fatores tiram da disponibilidade de contratação.
15:36Então, as pessoas preferem estar no Uber, estar recebendo o Bolsa Família,
15:40do que estar dentro de uma empresa, do que estar trabalhando numa empresa,
15:44com carteira assinada, tendo todos os seus direitos trabalhistas que se tem.
15:49Mas, efetivamente, eles preferem ficar fora nesse processo.
15:54É um desafio.
15:55É um desafio enorme.
15:56E como é que você vê o movimento para resolver isso?
16:00Bom, o movimento para resolver isso é tentar qualificar mais ainda as pessoas,
16:06é trabalhar o jovem, é trabalhar para que o jovem se qualifique e identifique-se
16:13dentro da cadeia onde ele quer trabalhar, que seja no atacado, seja na indústria,
16:18seja no varejo, é criar essa qualificação para estimular o jovem a não estar dependendo
16:25de um Bolsa Família e, tampouco, dependendo de um trabalho como um Uber ou outro assim.
16:32E você vê um movimento e tem esse contato do Sincades com os agentes públicos
16:38para qualificar, para resolver esse problema?
16:41Como é que é essa relação?
16:42A relação, o Sincades sempre vai ter essa relação apontada com, através do sistema
16:50Fé Comércio, essa relação com o Senac de estímulo, por exemplo, a essa qualificação.
16:56O próprio Senac tem feito muitas parcerias com o governo do Estado, Secretaria de Ciência
17:01e Tecnologia, Secretaria das Mulheres, até mesmo a Secretaria de Justiça para a qualificação
17:07dos apenados, inclusive. Então, assim, a gente vai estar sempre estimulando, efetivamente,
17:13o Senac a estar qualificando essas pessoas para que a gente possa também trazer para dentro.
17:20E, além disso, aí o Sincades está fazendo o quê?
17:23Fazendo uma série de ações com estímulo em banco de currículo, com estímulo em troca de informações.
17:29Nós temos um grupo dentro do Sincades, que é um grupo específico de RH,
17:33que são os RH das empresas associadas, que trocam informações, a gente os qualifica
17:38para que possa estimular os treinamentos dentro do próprio Sincades, paralelo, obviamente,
17:46àquilo que o Senac tem oferecido.
17:48O setor precisa de dinheiro? Tem acesso ao financiamento? Como é que é isso?
17:53Nós temos dois casos específicos. Nós temos aquele setor já previamente consolidado,
18:00são empresários já consolidados, principalmente aqueles que vêm de fora,
18:03que utilizam o Espírito Santo como seu hub, mas também nós temos aqueles que querem crescer
18:09e querem crescer mais ainda. E aí nós temos vários estímulos.
18:13Precisa de dinheiro para crescer.
18:14Exatamente. E o setor, como é um setor de mercância, vamos colocar assim,
18:18um setor que faz comércio, o que ele precisa é o quê?
18:22É comprar para vender, comprar para vender, comprar para vender e fazer o giro.
18:26E esse giro, você tem que ter o capital de giro. E muitas vezes você paga um prazo menor
18:33para o fornecedor, mas dá um prazo maior para o varejista pagar.
18:38Então você tem um gap aí onde funciona um trabalho de apoio.
18:43Aí nós temos o próprio Banco do Movimento do Band, nós temos o próprio Banestes,
18:49que tem feito algumas ações e, obviamente, o Cicobi e, obviamente,
18:53alguns bancos privados que fazem individualizado.
18:56Mas todo mundo precisa de um apoio, não só para...
19:00É sempre bem-vindo.
19:01É sempre bem-vindo.
19:01É verdade.
19:02Vamos para o próximo quadro do programa Valores, é o quadro Valores Inegociáveis.
19:10Valores Inegociáveis.
19:12Ô César, na sua opinião, quais são os valores que o executivo precisa sustentar,
19:17independente do momento?
19:22Vamos colocar, além dos executivos, a gente coloca o nome executivo de uma maneira um
19:27pouco mais ampla, né?
19:28E aí esse nome executivo, nós estamos falando dos proprietários, dos diretores e até mesmo
19:32dos executivos que são contratados para administrar as empresas ou as entidades.
19:37São aquelas pessoas que lidam com decisões, tem que decidir todo dia, né?
19:41Primeira coisa é decidir com ética.
19:43Você tem que ter ética nos seus negócios.
19:46Você tem que ter um posicionamento para que você cresça de acordo com a sua condição
19:53de crescimento no tocante A e estar se desenvolvendo, não passando por cima de outras empresas ou
20:00de outras entidades.
20:02Então, a partir do momento que você tem uma ética, que você tem uma forma de conduzir,
20:05onde o seu cliente te compra, você pode vender até o mesmo produto, mas o seu cliente
20:11te compra pela sua prestação de serviço, pela forma como você conduz e como, e eticamente
20:17perante até os seus concorrentes, essa é a melhor forma.
20:22César, por que o Sincades é tão importante para o empresário e para a geração de negócios
20:27nessa área atacadista e de distribuição aqui no Espírito Santo?
20:31Mas isso foi uma construção.
20:33É uma construção criada aproximadamente, o Sincades é oriundo de uma entidade chamada
20:39a Cades, foi criada lá em 97 e em 2007 foi criado o Sincades, que incorporou a Cades.
20:46Então, nesses últimos 27 anos, vai para 27 anos, a gente tem se destacado para quê?
20:56Para que seja o legítimo representante do setor atacadista e distribuidor no Espírito
21:01Santo.
21:01Nós não vamos abrir mão de um tripé que foi colocado desde a sua criação.
21:08Nós trabalhamos para as empresas atacadistas e distribuidoras, nós trabalhamos para os
21:12seus funcionários, porque um funcionário desenvolvido dentro das empresas faz com que as empresas
21:18cresçam e também para a sociedade capixaba.
21:21se nós focarmos nesses três eixos que o Sincades trabalha, há um desenvolvimento da entidade
21:29por consequência do desenvolvimento do seu associado e, obviamente, das empresas atacadistas
21:34aqui no Estado.
21:35Legal.
21:35E como é que é a relação e também a interlocução do Sincades com o governo do Estado, com o
21:41governo
21:41de uma forma geral?
21:43A gente já citou que é importante ter essa interlocução e construir junto.
21:47E como é que isso acontece hoje?
21:49Você citou também da continuidade das políticas econômicas, que isso favorece muito e é um
21:56fator positivo, é uma vantagem na hora de competir com outros estados.
22:01Como é que é essa interlocução do Sincades com o governo do Estado, governos municipais?
22:06Como é que é isso?
22:06Acho que a palavra que a gente pode estar usando é espetacular.
22:10Nós estamos falando de um relacionamento com o governo do Estado ímpar, onde o governo
22:15do Estado efetivamente não deixa de estar presente nas decisões do setor atacadista.
22:20Nós também não deixamos de estar presente em conjunto com essas decisões.
22:25O governo do Estado sempre, através da Secretaria de Desenvolvimento, obviamente partindo do próprio
22:31governador Renato Casagrande, Secretaria de Desenvolvimento, nós temos o nosso vice-governador
22:36Ricardo Ferraz e a Secretaria da Fazenda, não abre mão de estar em conjunto nesse desenvolvimento
22:42e de estar presente conosco e nós estamos presentes com eles.
22:47Isso com o governo do Estado.
22:48Obviamente as prefeituras dentro dos seus processos de desenvolvimento locais, nós temos
22:54a prefeitura da Serra, a prefeitura de Viana, onde estão os principais adicariacica, onde
23:00estão os principais hubs logística e atacadista, formam uma facilitação para desenvolver essas
23:11empresas no tocante à via pública, no tocante à estrutura propriamente dita desse processo.
23:21Além de, obviamente, nós temos uma parceria gigantesca com a Assembleia Legislativa, o nosso
23:29presidente Marcelo Santos tem estimulado, junto com os demais deputados, esse crescimento,
23:37tem estimulado ações que possam mitigar situações contrárias ao desenvolvimento do setor.
23:48recentemente tivemos algumas ações que a Assembleia Legislativa fez muito positivamente.
23:52Então, assim, a interlocução, ela é primordial.
23:57E é primordial por quê?
23:58Porque a diretoria do Sincades, através da liderança do presidente Dalberto, não abre
24:03mão dessa interlocução, não abre mão dessa vocação de estar institucionalmente
24:09participando do desenvolvimento do Estado através das entidades.
24:13O Sincades, você acha que tem algum segmento dentro desse universo atacadista e de distribuição
24:19que pode ser considerada a bola da vez nesse momento?
24:22Aí é uma dica para quem quer investir, né?
24:24Quem está de olho nesse mercado aí vai investir em quê agora?
24:27Se você for fazer uma análise hoje, investimento vai dependendo de qual produto que efetivamente
24:37esse investidor quer atingir.
24:40É esse pulo do gato que a gente quer que você fale.
24:42Na realidade, assim, se você for fazer uma análise, não tem um produto específico.
24:47Por quê?
24:48Porque o setor atacadista, ele cresceu tanto no Estado, em todos os segmentos, que se você
24:53falar assim, eu vou montar uma distribuição de alimentos.
24:57Existem vários distribuidores de alimentos fazendo um excelente trabalho.
25:00A mesma coisa de autopeça, a mesma coisa de cosmético, perfumaria, a mesma coisa de material
25:05de construção.
25:06Então, assim, o setor atacadista, ele, para atender fora do Brasil, as empresas locais
25:12precisam se reestruturar para poder atender através de equipe de vendas, através de caminhões
25:19para entrega e tudo mais.
25:20Então, assim, eu não tenho especificamente aquele produto, mas sim você se estruturar
25:26para atender uma demanda fora do Estado.
25:28Legal, deu uma escorregada aí, mas tudo bem.
25:30A gente continua.
25:32A gente aproveita essa escorregada aí para fazer uma pausa agora no programa Valores.
25:36Vamos para um intervalo breve.
25:37Daqui a pouco a gente volta com o César Wagner Pinto, que é superintendente do Sincard.
25:42Daqui a pouco a gente volta.
25:43Fica por aí.
25:44É rapidinho.
25:46Valores, volta já!
25:47Volta já!
25:52Valores, está de volta!
25:57Estamos de volta com o programa Valores, que hoje recebe aqui o superintendente do Sincard,
26:02que é o César Wagner Pinto.
26:04Já deu uma escorregada no outro bloco lá, mas agora a gente continua.
26:08Porque eu pergunto para você, César, como é que você enxerga as possibilidades para empreender
26:13nessa área de atacado e distribuição no Espírito Santo?
26:19Hoje, necessariamente, os maiores empreendimentos que estão sendo feitos são a questão do próprio
26:25operador logístico ou até mesmo os galpões que estão sendo construídos para que possa
26:30ou ampliar ou vinda de novas empresas aqui para o Espírito Santo.
26:35Então, assim, hoje se você fala alguma coisa de empreendimento, a gente fica até preocupado
26:41quando você fala de empreendimento de construção de um galpão, sendo que o incentivo fiscal
26:45pode estar previsto para terminar lá em 1932.
26:50Então, se você fala assim, não, vou construir um galpão agora, será que esse payback de
26:55retorno desse galpão até 2032 vai valer a pena?
26:59Então, assim, a princípio, sim, porque está sendo construído vários galpões.
27:04O que vai acontecer depois de 1932, aí é uma outra situação.
27:08Se vai haver a manutenção das empresas aqui no Espírito Santo, tendo em vista a perda
27:14do incentivo, ou se esses galpões serão colocados para outros fins.
27:17Mas pelo que você falou e pelo que a gente vê também, me parece que são soluções
27:22muito fechadas e completas, principalmente para o setor atacadista, porque num único galpão
27:29você tem vários serviços sendo prestados e várias possibilidades.
27:34É assim que o setor enxerga?
27:35Sim, de uma certa forma, sim, porque, como eu disse, a gente tem dois tipos, né?
27:41A gente tem aquele galpão, aquele atacadista, que tem a sua própria estrutura, que tem a
27:47sua própria forma de trabalhar na questão logística, e aí tem seus próprios funcionários,
27:54como também tem a estrutura logística, como eu havia dito.
27:57E essa estrutura logística, ela concatena várias empresas na mesma posição.
28:02Claro, são empresas que, de uma certa forma, não se conflitam.
28:07Por exemplo, existe estrutura específica para o setor de medicamento, existe estrutura específica
28:12para o setor de alimento, existe estrutura específica para outros setores que não são
28:16nenhum dos dois.
28:19Então, essa forma de juntar facilita, efetivamente, a questão de custo para essas empresas estarem
28:27aqui no Espírito Santo, mas também facilita a ampliação desse projeto, porque essas empresas,
28:31de uma certa forma, crescem.
28:33E quando elas crescem, elas saem da operadora logística e vão fazer as suas operações próprias.
28:37Legal, César.
28:38Vamos para mais um quadro, o quadro Busca de Valores.
28:42Busca de Valores
28:46César, na sua opinião, o que a dinâmica atual do mercado exige de profissionais bem-sucedidos?
28:56Olha, profissionais bem-sucedidos, ele tem que ter uma situação única que chama-se capacitação.
29:03Qualquer profissional bem-sucedido que possa estar crescendo na empresa ou está indo para
29:10uma empresa, ele precisa se capacitar. E aí, nós estamos falando o profissional executivo,
29:15obviamente, mas também, principalmente, o profissional que vá trabalhar dentro de um
29:19operador, dentro de um atacado distribuidor ou até mesmo dentro de um operador logístico.
29:24Então, a qualificação desse profissional, a capacitação desse profissional é primordial.
29:29O César, a reforma tributária assusta os empresários do setor atacadista e de distribuição?
29:37Pavor.
29:39É simples assim?
29:41A palavra principal é um pavor para o setor atacadista e distribuidor para o espírito
29:46do santo. E aí, eu falo, podendo falar como empresário, eu digo que a reforma tributária
29:51é importante, especificamente para o Brasil, até pela forma da carga tributária, como a
29:58carga tributária é complicada para o empresário. Porém, ela não é, ela é péssima para o
30:05Espírito Santo. A forma como está posta a reforma tributária é o pagamento do imposto
30:10pelo consumo. E hoje, se você fizer uma análise, o Espírito Santo, em comparação aos grandes
30:20centros de consumo, é bem menor. Estamos falando 2,2% do PIB. E aí, efetivamente, como você
30:28vai fazer o pagamento pelo consumo, vai reduzir a carga tributária, a arrecadação de
30:34CMS do Espírito Santo. E, por consequência, o empresário vai estar onde o consumo, onde
30:41é o consumo final. Então, a gente acredita que nós teremos, se caso nós não fizermos
30:46um trabalho que nós já estamos iniciando com o governo do Estado, para manutenção das
30:51empresas aqui, nós teremos uma grande saída de empresas do Espírito Santo por conta da
30:56reforma. A partir de 32.
30:58Além disso, como é que o setor se prepara? Além dessa interlocução, que você já disse
31:03que é uma boa interlocução com o governo do Estado, além disso, como é que o setor
31:06se prepara? A gente citou a respeito dos incentivos, por exemplo, que o setor está se estruturando
31:12para oferecer todas as possibilidades para o empresário que quisesse instalar no Espírito
31:17Santo. Em relação à reforma tributária, o que o setor está se mexendo para fazer e
31:22como é que está se preparando para ela?
31:24Veja bem, a questão da reforma tributária, obviamente, é uma discussão a nível nacional,
31:29né? E se você for fazer uma análise efetiva, a partir de 32, vai acabar os incentivos,
31:40obviamente, o imposto, eles serão cobrados pelo destino, nós vamos chegar e vamos ter uma
31:45certa dificuldade para manutenção das empresas aqui e aí, portanto, as empresas vão embora.
31:53Então, como deixar as empresas aqui? Bom, nós temos que ter uma excelente logística,
32:00aí nós estamos falando logística infraestrutura.
32:02Estamos caminhando para isso, né?
32:03Estamos caminhando, um aeroporto que possa ter uma possibilidade de comércio internacional
32:11mais pujante, até mesmo comércio partindo do Espírito Santo. As estradas, aí a questão
32:19das estradas, provavelmente, a 262, a finalizar a 101, obviamente, os portos, a gente tem visto
32:29que serão bastante atrativos para as empresas ficarem aqui, mas também a qualificação da
32:36mão de obra é importantíssima, porque nós somos com a mão de obra qualificada.
32:41As empresas pensam duas vezes até mesmo de saírem daqui. E a questão até mesmo do
32:46custo da operação interna. O galpão no Espírito Santo, o metro quadrado, ele é inferior ao
32:52metro quadrado de um galpão em São Paulo ou no Rio de Janeiro, em termos de aluguel.
32:58Então, esse custo somado à infraestrutura, somado à qualificação dos funcionários,
33:04pode fazer com que as empresas pensem duas vezes estar naquele local onde está o consumo
33:11e aí começar a atender onde está esse consumo, efetivamente, partindo do Espírito Santo,
33:16como é hoje.
33:17Você acha que tem algum ponto que a gente precisa ter mais atenção à economia do
33:21Estado hoje como um todo? O setor vê algum ponto com uma certa atenção maior?
33:29Você citou o ponto positivo que é essa continuidade de uma política econômica que é benéfica
33:36ao empresariado, principalmente às empresas. Mas você vê algum ponto de inflexão na economia
33:43do Estado? A gente tem que ter um pouco mais de atenção. A gente fala aí, por exemplo,
33:47de dólar subindo, a gente fala de inflação controlada, mas daqui a pouco ela pode subir um
33:55pouco mais. Você vê algum ponto de inflexão nosso que a gente precisa ter mais atenção
33:59no Estado hoje?
34:01A gente tem que avaliar que alguns pontos desses não são da nossa alçada, vamos colocar assim.
34:07O Espírito Santo já tem feito e faz um dever de casa maravilhoso. As políticas públicas,
34:16as políticas fiscais que o governo do Estado tem feito são importantíssimos no desenvolvimento
34:21de Estado. Nós temos aí sempre o próprio governador Renato Casagrande, junto com o secretário
34:26da Fazenda, Benício, tem sempre comentado nas suas discussões. O Espírito Santo é um
34:31dos poucos Estados que tem, na verdade é o único Estado que tem a classificação A do
34:37Tesouro Nacional. É um Estado que faz seu dever de casa, é um Estado que paga suas contas
34:44em dia. É um Estado equilibrado. Então, quando você tem um Estado equilibrado, a gente fica
34:51muito mais tranquilo. Ah, tá, mas aí nós estamos falando de uma política pública, econômica,
34:57nacional que pode afetar. Sim, pode. Aí você tem uma questão da taxa de juros que de repente
35:04não cai e que se mantém o mesmo e isso fica caro para a questão de empréstimos, para investimentos.
35:12você pega a própria taxa do dólar que afeta diretamente as questões de importação,
35:17o Espírito Santo é um pivô de importação, aí você tem vários produtos que utilizam
35:24os portos capixabas, aí obviamente vem do Brasil. Então, assim, a política de recessão
35:30nacional, ela obviamente pode atingir, se caso houver, pode atingir o Espírito Santo.
35:35Mas o Espírito Santo fez o dever de casa, faz o dever de casa dele e a gente confia na
35:41política
35:41que está sendo desenvolvida, já se desenvolve há muitos anos, mas está sendo desenvolvida
35:46agora e obviamente a gente também confia para que essa política se perpetue para frente
35:52aí, até mesmo pela questão do próprio 2032, quando se sentiu os destinos de existir.
35:57Legal. Qual deve ser o comportamento do empresário do setor atacadista em relação a desafios
36:04e oportunidades que o Estado oferece?
36:06Continuar trabalhando.
36:08Continuar trabalhando, fazendo os seus investimentos, seja investimento nos seus funcionários,
36:16seja investimento no seu negócio, propriamente dito, de crescimento.
36:21acreditar que o Brasil possa continuar crescendo, possa ter um crescimento positivo e nós temos
36:30uma população que ainda tem a condição de ter mais consumo e nós estamos diretamente
36:36ligados ao consumo a nível nacional. Então, assim, nós temos um espaço muito grande
36:42para continuar crescendo, mas, obviamente, tem alguns fatores externos que podem nos prejudicar.
36:49De qualquer forma, você acha que está na mão do empresário?
36:52Não necessariamente. O empresário tem que fazer a parte dele. O empresário tem que fazer
36:56a parte dele, tem que acreditar, tem que fazer os investimentos que têm que ser feitos
37:01dentro das suas políticas, fazer sempre a inovação, estar sempre inovando nos produtos
37:09que ele, obviamente, faz chegar, porque o setor atacadista depende muito da indústria.
37:16Então, ele faz chegar uma produção da indústria. Então, essa inovação, essa parceria,
37:23esse elo que a indústria tem que o setor atacar disso tem que ser mantido, mas o empresário
37:29tem que fazer essa parte. Agora, não necessariamente ele tem que fazer, nós temos umas políticas
37:34públicas e tem que ser feitos.
37:35Não dá para fazer tudo sozinho, né?
37:36Absolutamente. Essa é uma política pública, privada, de crescimento, sempre olhando para
37:43o desenvolvimento do Estado, para a população.
37:45Legal. Agora vamos para o quadro Valores do Futuro.
37:49Valores, Valores de Futuro.
37:53Qual é o investimento realizado agora que vai dar resultado real no ambiente de negócios
37:59do Espírito Santo daqui a 25 anos?
38:03Infraestrutura.
38:04A gente roda, roda e sempre para nela, né?
38:07É porque nós estamos falando, efetivamente, do setor atacadista distribuidor.
38:11Isso.
38:12Então, quando você...
38:14O setor atacadista, ele é movido pela infraestrutura, seja a infraestrutura de portos, seja a infraestrutura
38:19de aeroportos e, principalmente, a rodoviária.
38:22Então, assim, se a gente tem uma infraestrutura que facilite a chegar às mercadorias nas quais
38:28a gente vende, obviamente, a gente vai crescer com naturalidade.
38:34Agora, se você for olhar outras, que não é o plano aqui, que aqui é o setor atacadista,
38:39mas, obviamente, a indústria tem que se modernizar, vai se modernizar mais ainda.
38:43É um trabalho que está sendo feito absurdamente pela Federação das Indústrias, da modernização
38:48das Indústrias Capixaba.
38:50Nós temos visto também a prestação de serviço, que tem crescido também.
38:56Nós estamos falando de prestação de serviço em geral, mas, especificamente, é algo que
39:01move, que pode mover o Espírito Santo positivamente ao turismo.
39:05Todo mundo que vem aqui também fala disso.
39:07Nós temos que lembrar que, como eu disse, que a localização geográfica do Espírito Santo
39:11não consegue tirar, nosso turismo, nossos valores turísticos que o Espírito Santo tem,
39:19nossas montanhas, nossas praias, isso precisa ser incentivado.
39:26E o fato de nós estarmos na Federação do Comércio, o Sincate está na Federação do Comércio,
39:30também envolve o turismo.
39:32Envolvendo o turismo, o turismo, a gente sempre comenta que a pessoa vem para cá para turistar
39:38é o dinheiro que vem de fora e fica aqui.
39:39É verdade.
39:40Fica no bar, no restaurante, nos hotéis, no táxi, fica no trade turismo em geral.
39:48Então, se a gente tiver uma política de turismo que incentive ao brasileiro conhecer o Espírito Santo,
39:55todos ganham.
39:56Obviamente, nós que fornecemos para os bares e restaurantes, eles vão vender mais, vão
40:01comprar mais.
40:02Exatamente.
40:02Nós fornecemos para os supermercados, as mercearias, a mesma coisa.
40:06Nós fornecemos para os hotéis, a mesma coisa.
40:09Então, assim, o turismo é algo que precisa todos estarem juntos, e aí é uma política
40:14geral, inclusive os tradings, o comércio e, obviamente, o governo, estarem juntos para
40:20poder incentivar a vinda de pessoas aqui.
40:24Então, respondendo, 25 anos.
40:26Se a gente fizer um bom trabalho, nós podemos trazer muitas, tornar o Estado do Espírito
40:33economicamente destacado e também ser um hub de operação partindo daqui para atender
40:41os outros estados.
40:41Você acha que o Sincades e as empresas que fazem parte desse ecossistema do Sincades estão
40:47preparadas ou estão se preparando para isso?
40:49Para, no futuro, ter essa possibilidade de atender o turismo e crescer junto com o turismo?
40:56Nós temos que, efetivamente, estar trabalhando para que estejamos preparados.
41:03Temos conversado muito isso internamente.
41:07As empresas que estão aqui tomam conta do seu mercado local, mas também vendem e fazem
41:11suas operações interestaduais.
41:13Mas, efetivamente, a gente tem que estar se preparando para isso.
41:18Nós não estamos 100% preparados, até porque o próprio trade turismo está começando
41:23agora, está se organizando para que possa fazê-lo.
41:26Mas, o setor atacadista, as empresas atacadistas distribuidoras vão estar caminhando para esse
41:33crescimento.
41:34Legal, César.
41:35O que tem do César na gestão do Sincades?
41:39É uma participação mínima, uma participação.
41:43A gente está lá desde o início.
41:46Temos contribuído com a diretoria através do presidente Dalberto, também dos outros presidentes
41:54que o antecederam.
41:56E a nossa participação lá é para congregar todo o setor, fazer com que esse tripé que
42:03eu coloquei de associados, seus funcionários e a sociedade capixaba possam estar seguindo
42:10em crescimento.
42:11Como é que você acha que está funcionando isso?
42:13Está funcionando bem?
42:14Nesse caso, especificamente, a gente acredita que sim.
42:16Hoje, o Sincades é uma entidade que tem um destaque, mas um destaque positivo, porque
42:25congrega toda essa cadeia e a gente acredita que a gente, aos poucos, está sempre evoluindo.
42:31A gente nunca está estabilizado, mas está sempre evoluindo em prol do crescimento do
42:35setor atacadista.
42:36E qual a marca que você quer deixar como gestor de uma entidade, como participante da diretoria
42:44de uma entidade tão representativa para a economia do Estado?
42:48Na realidade, a gente acredita que a gente já está deixando, porque nesses quase 27 anos
42:55de Sincades, a gente conseguiu fazer com que a entidade e o setor tivessem essa relevância
43:03a nível estadual.
43:05E também nacional, porque o Sincades é um destaque na Associação Brasileira de Atacadistas
43:11de Segredores.
43:12A gente tem se destacado na CNC, nós temos pessoas dentro do Sincades que se destacaram
43:19na própria Confederação Nacional, através dos programas internos lá.
43:23Então, o que a gente gostaria de dar é continuidade nesse processo de crescimento.
43:29Legal, vamos para o nosso último quadro do programa Valores, quadro Valor Pessoal.
43:36Valor, Valor, Pessoal, Pessoal.
43:40Ô César, que aspecto da sua vida pessoal é essencial para que você tome as melhores decisões
43:47para o futuro?
43:48Resiliência.
43:50O empresário tem que ser resiliente por natureza, né?
43:53Totalmente.
43:53Na realidade, não só o empresário, mas também a própria entidade, ela tem que saber os momentos
43:59que a gente consegue superar aqueles desafios, saber o momento exato para superar esses desafios.
44:08Mas, pessoalmente, a gente coloca muito amor dentro do que a gente faz, uma carga positiva
44:15dentro do que a gente faz.
44:16A gente não aceita situações negativas dentro da entidade e, quando vem, a gente
44:24o transforma positivamente.
44:25Então, sempre a positividade.
44:27Legal.
44:28César Wagner Pinto, superintendente do Sincades.
44:31Muito obrigado pela sua presença aqui no programa Valores.
44:34Valeu.
44:35E que o setor deslanche cada vez mais, porque se o setor deslanchar, a economia do Espírito
44:39Santo também vai deslanchar.
44:40Você ouviu Valores com Edu Copernic.
44:45Até o próximo.