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  • há 10 minutos
Entrevista com Fábio Dalvi

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Transcrição
00:00Começa agora, na Pan News, Vitória, Valores, com Edu Copernic.
00:08Olá, seja muito bem-vindo ao programa Valores, um espaço de discussão sobre o desenvolvimento do Espírito Santo,
00:15sobre como pensam os principais agentes que movem a nossa economia.
00:19E um dos setores mais sensíveis da nossa economia é o varejo.
00:23Se a economia vai bem, o movimento do varejo vai bem, automaticamente, é imediato.
00:28Agora, se a economia vai mal, o reflexo também é imediato.
00:33E sabe quem mais sente esse movimento? O setor supermercadista, que parece ter um momento atual muito bom.
00:40Mas é preciso estar vigilante e ter gestões de excelência.
00:44Afinal, a responsabilidade é enorme. O setor emprega mais de 120 mil trabalhadores no Estado.
00:51As mais de 1.700 lojas faturam cifras acima dos 22 bilhões de reais a cada ano.
00:59Foi assim em 2023.
01:01E quem encaminha esses movimentos de gestão é a Associação Capixaba de Supermercados,
01:07que há 51 anos representa desde a pequena mercearia até as grandes redes.
01:12E para falar de como o setor supermercadista percebe a nossa economia,
01:17a gente conversa agora com o presidente da Capix. Seja muito bem-vindo, Fábio Dalvi.
01:22Tudo bom, Fábio?
01:23Tudo bom, Edu?
01:24Legal? Pronto para o nosso papo aqui no Valores?
01:27Vamos ver se a gente dá conta de responder as suas perguntas.
01:30Vamos lá, vamos embora.
01:31O Fábio Dalvi é cabeça à frente da rede Canguru de Supermercados, com atuação principalmente na Serra.
01:37Mas o varejista também atende seus clientes pela internet.
01:42Bom, Fábio, por que o setor supermercadista é tão sensível à economia?
01:48Olha, a gente atende toda a população, né?
01:53De A a Z, todas as classes sociais.
01:55Mas em volume de pessoas, por exemplo, a gente atende a baixa renda e atende muito volume, né?
02:04Então isso faz com que a gente, todo tipo de mudança caia no supermercado.
02:12encheu no Rio Grande do Sul, vai faltar arroz, vai para o supermercado, pandemia, vai aumentar imposto, dá entre safra
02:23de carne, entre safra de tomate e assim vai.
02:26Vai tudo parar no supermercado.
02:27Isso vai tudo parar porque é muito sensível, né?
02:29Isso, isso, as pessoas sentem isso muito no bolso.
02:33Aham. E você acha que essa sensibilidade toda tem um pouco a ver também com essa característica do supermercado, que
02:39é o relacionamento com as pessoas?
02:41Como é que isso é importante para tocar um negócio?
02:44É, eu digo assim, que o relacionamento é o ponto principal do nosso negócio.
02:49É, a gente, a gente só anda se tiver relacionamento.
02:56Você veja que as lojas, elas têm a equipe de vendas, né, a equipe de atendimento e tem um número
03:02de clientes que entra e sai diariamente.
03:04Então, é dessas relações que o negócio acontece.
03:08Fora os fornecedores, prestadores de serviço, então, na linguagem moderna, né?
03:14Cada loja de supermercado é um hub de relacionamentos infindáveis, assim.
03:20O cliente entra, se relaciona com o operador de caixa, com o embalador, com o abastecedor de prateleira, com o
03:27açougueiro, com o padeiro, com o restaurante.
03:30E aí ele traz problemas, às vezes ele conversa sobre a vida pessoal, ele não se agrada com o serviço,
03:37reclama e a gente atende e assim vai, né?
03:41Mas você acha que isso é bom para o setor? Isso é bom para o negócio?
03:44Como é que você encara isso?
03:45Eu acho que isso é excelente para o negócio.
03:48Eu, inclusive, particularmente digo assim, que é uma história assim, tudo é bom para quem tem vocação para aquilo e
03:58gosta daquilo, né?
04:00Então, no ramo de supermercado, o relacionamento, eu acho que é algo fundamental, assim,
04:06Quem vai trabalhar com o supermercado, tanto ter um supermercado, como atender um supermercado, como trabalhar para um supermercado, ele
04:15tem que ter em mente que ele precisa gostar de relacionamento.
04:19Isso é um ponto, eu vejo assim como um diferencial.
04:23E aí, eu vejo isso como muito positivo.
04:27Então, eu olho para as nossas lojas, por exemplo, e imagino que elas precisam ser locais onde o cliente gosta
04:35de estar, em primeiro lugar.
04:38Se ele gostar de estar ali, dali para frente a gente começa a pensar em fazer negócio.
04:43Legal. E qual é o papel do empresário desse setor no desenvolvimento da economia do nosso Estado?
04:51Eu vejo assim, que a nossa função, e aí tem uma oportunidade e um grande desafio.
04:58A nossa função é acompanhar tanto o crescimento como a movimentação demográfica.
05:06Esse é o nosso, a nossa oportunidade e o nosso desafio.
05:09O que significa isso?
05:10O que significa isso?
05:12Você, às vezes, está instalado numa região, por exemplo, que essa região está perdendo população.
05:20Então, essa loja ou essas lojas que estão instaladas ali naquela região, elas precisam ir se reinventando, se readequando.
05:28E, às vezes, tem casos extremos até de fechar, mas de diminuir, por exemplo, é muito comum de acontecer.
05:34E, por outro lado, tem as regiões que estão em crescimento, como aqui no Estado, por exemplo, nós temos uma...
05:42A nossa massa de consumo é crescente, tá?
05:45Então, a gente tem um crescimento no negócio de varejo alimentar no Espírito Santo.
05:51Crescimento considerável, acima da inflação.
05:54Esse movimento de saber...
05:56Mas nem todas as regiões estão na mesma proporção de crescimento.
06:00E, quando o movimento mira para algum lugar de crescimento populacional, nós, né, porque o mercado é livre, livre concorrência,
06:09a gente acha que é isso mesmo, nós, setor, vamos nos movimentando naquele sentido.
06:15Então, por exemplo, se aumenta lá tantos mil habitantes em tal região, bairro ou cidade, precisa de tantos metros quadrados
06:26de loja para atender essa população.
06:27Então, se a gente abrir mais metros quadrados do que está precisando, vai dar super oferta e aí há uma
06:37concorrência maior do que o normal, que a gente acaba vendo isso no Espírito Santo, justamente porque o Espírito Santo
06:44tem crescido, né, ele tem feito vários deveres de casa positivos aí, tem crescido.
06:50Então, há um olhar para esse setor que acompanha o crescimento.
06:54Às vezes, ele até se antecipa um pouco de abrir mais do que deveria.
06:57Então, esse é o desafio, assim, a gente enxergar o lugar que vai precisar da gente e ter o cuidado
07:04de não...
07:07Chegar no ponto, não ir nem a mais, nem a mais.
07:10É, porque às vezes, quando a gente vai a mais, por exemplo, as lojas demoram um pouco para poder virar,
07:15que a gente chama, né, atingir o equilíbrio.
07:17E você acha que a falta, você falou aí de problema que pode acontecer, você acha que a falta de
07:24mão de obra pode ser um problema, é um problema para o supermercadista hoje?
07:27É uma pedra no sapato do supermercadista?
07:32Edu, alguém que diz para você, por exemplo, que valoriza relacionamento, que cuida disso, jamais pode fazer uma afirmativa nessa,
07:40né, que a mão de obra é uma pedra no sapato.
07:43Então, só questão de jeito de falar, né, mas assim, a gente vive um desafio e aí não é só
07:51o setor de supermercadista.
07:52A gente vive um desafio de mão de obra que a gente atua na área agrícola também, começa lá na
08:00área agrícola, né, setor primário, secundário, terciário.
08:06Isso é algo assim, eu não sei te explicar o motivo disso, que aí já vai para a antropologia na
08:12minha área.
08:13Mas assim, que existe esse desafio, existe, aí tem alguns indícios aí, né, de pós-pandemia, aí uns falam que
08:24é bolsa.
08:25No norte do estado, por exemplo, tem lá o problema da Samarco, indenizando, às vezes as pessoas estão recebendo indenizações
08:32até indevidas.
08:33E aí não precisam trabalhar por causa disso?
08:35Não precisam trabalhar por causa disso, aí a gente tem, assim, o custo do empregador, né, muitos, muitos reflexos sobre
08:46o salário,
08:47leva às vezes a pessoa ao mercado aí paralelo, por exemplo.
08:52Então, hoje, a gente é muito próximo, né, da população, assim, no nosso setor.
08:56Então, a gente vê muito caso, assim, às vezes o indivíduo tem lá, por exemplo, numa família, dois, três benefícios
09:06sociais
09:08e mais dois, três bico, que a gente chama, né, trabalha freelancer aí de garçom, no final de semana e
09:14tal.
09:16E essas pessoas, por exemplo, não se disponibilizam para o mercado formal, que a gente chama.
09:22Por quê? Formalizou, ele perde o benefício.
09:26Também ele vai ter dificuldade de, às vezes, fazer um bico, sabe?
09:30Isso é uma coisa, assim, até tem uma temática capixaba aqui na parte de interior
09:38e há umas conversas entre nós aí, a nível nacional, de sugerir, por exemplo, que o governo flexibilize
09:47para a gente trazer essas pessoas que estão no benefício social para o emprego formal
09:54e dê um delay ali, tipo...
09:58Um tempo de adaptação para perder o benefício ali.
10:01É, um tempo de adaptação como se fosse uma rampa, né?
10:04Ó, eu vou te permitir que você fique aqui seis meses ou um ano continuando no seu benefício,
10:10que ele não quer perder, e você vai trabalhar lá no supermercado.
10:13Quem sabe lá você começa e você vai seguir uma carreira lá dentro
10:17e você vai perceber que você tem vocação para aquilo, por exemplo, e que pode crescer ali dentro, né?
10:23Quais são os... como é que a Capes identifica desafios e oportunidades para o setor aqui no Espírito Santo?
10:31Não entendi a pergunta.
10:32Como é que a Capes identifica quais são os principais desafios e oportunidades
10:36para o setor supermercadista aqui no Espírito Santo?
10:40Da parte da Capes, por exemplo, a gente trabalha em três frentes, assim, principais, né?
10:46A gente assiste ao associado, nós temos uma equipe técnica de advogado, contador,
10:54todo tipo de técnico lá que assiste ao associado.
10:56O cara tem uma dúvida, eu ligar para a Capes.
10:58A gente trabalha na formação do setor como um todo, né?
11:04Formação de açougueiro, padeiro, embalador, técnico de tudo quanto é árvore.
11:11Nós temos um comitê de RH, agora nós temos a Capes Jovem, por exemplo,
11:15que inclusive está trabalhando a formação de herdeiros e sucessores, né?
11:19E trabalhamos institucionalmente defendendo o setor e levando as nossas demandas para a legislação, né?
11:28Para essa parte aí.
11:30Então, os desafios acabam acontecendo por essas vias.
11:33Eu acho que eu entendi a sua pegada aí.
11:36Exemplo, nós estamos lá.
11:38Nós temos, dentro da Capes, por exemplo, nós temos um escritório que...
11:41Vou dar um exemplo, né?
11:42É que ele é um radar jurídico.
11:45Aí, tem um projeto de lei em andamento que afeta o setor.
11:49Esse escritório, entra no radar desse escritório, ele traz para a gente e a gente vai discutir aqui.
11:54Tem um projeto de lei que está exigindo, por exemplo, que o preço seja colocado em braile.
12:00Lá no...
12:00Na etiqueta ou na embalagem.
12:02Na etiqueta de prateleira, né?
12:03Aí, a gente olha para aquilo e fala, meu Deus, como que um camarada deficiente visual vai ficar passando a
12:10mão na prateleira de copo e tal, tal, tal.
12:12Aí, a gente procura.
12:13E aí, assim, aquela coisa, assim, muito humildemente, né?
12:16A gente procura a Assembleia, procura o deputado, provoca uma reunião.
12:22Somos muito bem atendidos, tá?
12:24Deixar um elogio público aqui em todos os setores, assim.
12:27E a gente acha que isso é um caminho bacana.
12:29A gente está nesse caminho e a gente vê que o setor público também está.
12:32Eles estão abertos a discutir até o próprio governador se a causa é...
12:38Se ela tem uma importância, por exemplo, como teve na pandemia, a gente leva e eles atendem a gente a
12:44tempo e a hora, porque são causas importantes.
12:46E aí, lá, a gente discute.
12:48Isso aqui pode acontecer assim, assado, e, às vezes, ali, evolui a lei e ela vai de uma maneira que
12:54atenda ao cliente, ao eleitor e ao cidadão, que, no fundo, são a mesma pessoa.
13:02Legal, vamos ao primeiro quadro do programa, quadro Dica de Valor.
13:06Dica de Valor
13:11Ô, Fábio, qual ativo do Estado tende a dar um bom retorno?
13:17Misericórdia.
13:19Essa área eu não domino.
13:21Está perguntando ativo financeiro mesmo, né?
13:22Pode ser um ativo que for, gente também é ativo, negócios também são ativos.
13:26Rapaz, aí você falou...
13:28Aí é com você.
13:29É, eu acho que não só do Estado, né?
13:33Esse ativo relacionamento, eu acho que é um ativo que vai...
13:39Tende a dar um bom retorno.
13:41Eu acho que tende a dar um bom retorno.
13:42Por quê?
13:45Porque, assim, o mundo tem crescido muito, a população mundial, né?
13:50E a gente vê que, à medida que a população aumenta e se concentra, a gente precisa de se organizar,
13:58né?
13:59Antigamente, a estrada não tinha...
14:00Eu peguei estrada lá em Ares, que não tinha mão e contramão.
14:04Ia para a fazenda, você tinha...
14:05Quando o carro vinha de lá, você tinha que saber onde era.
14:08Aqui, onde tem esse monte de carro, foi estacionar ali agora, você tem que estar do lado de cá, do
14:11lado de lá, tem sinal, tem etc e tal.
14:13E isso é regrado por leis, né?
14:17Mas, assim, dentro de um supermercado, por exemplo, a gente...
14:22Isso é uma grande oportunidade, porque você imagina, se você tem uma equipe que não sabe se relacionar, o cliente
14:28não vai voltar lá.
14:30E se você tem uma equipe que sabe se relacionar, ela vai atrair clientes para lá.
14:33Então, isso, de certa forma, é um ativo intangível, né?
14:37Legal.
14:37Como é que é a ação da CAPES para alinhar as medidas que favoreçam o desenvolvimento empresarial do Estado?
14:43Você já citou algumas coisas aqui.
14:45Quando tem alguma lei que, de certa forma, vai ser difícil de ser cumprida, ou, de certa forma, é inviável,
14:53tem uma conversa aí com os deputados, o setor público, de uma forma geral.
14:58E como é que a CAPES age institucionalmente em relação a isso?
15:01Tem gente da CAPES dedicada a esse relacionamento com políticos, com deputados, com o governo do Estado?
15:08Como é que funciona isso?
15:10Tem.
15:10Nós temos, assim, nós temos uma equipe alinhada com todos esses aspectos que dizem respeito ao supermercado.
15:20E, de certa forma, toda a nossa estratégia já guia isso, né?
15:25Então, você pega, assim, ao longo do ano, nós temos na nossa agenda de trabalho já encontros que privilegiam essa
15:34parte aqui de relacionamentos institucionais.
15:37Nós temos uma série de cursos ao longo do ano que levam para a parte de desenvolvimento.
15:45Nós temos uma equipe de plantão lá trabalhando isso aí.
15:48E nós temos a feira, que vai acontecer agora em setembro, né?
15:5310, 11, 12 de setembro, que a gente chama assim, a feira é o capitalizador disso tudo.
16:01Edu, ao contrário do que a gente imaginava, pós-pandemia, tudo foi para o online, com possibilidade de ser online.
16:09A gente pensava assim, bom, agora, muito daquilo que se viu não vai acontecer mais,
16:15porque pode fazer online, porque ele vai lá.
16:18O que a gente está vendo é o contrário.
16:20As pessoas entenderam que o relacionamento, aquele network que acontece ali é muito importante, já era, né?
16:29E estão dando muito valor a isso.
16:30Então, a nossa feira, por exemplo, ela aumentou depois da pandemia.
16:36E aí, o que acontece lá dentro da feira, nesses três pilares, é uma capitalização.
16:42Então, muitos treinamentos que acontecem, muitas visitas nós temos lá, muitas dúvidas, tira tudo isso.
16:47Tira bem da feira, sabe?
16:49Então, assim, isso é bem bacana da gente ver, né?
16:53Legal. Aproveitando que você falou da feira, como é que você avalia o ponto atual em que a Capes está
16:58em relação ao começo da instituição?
17:01E eu pergunto da feira pelo seguinte, a feira já foi desse tamanzinho, né?
17:04E agora está gigantesca, né?
17:06Já. A feira, eu acompanho a Capes desde 1990.
17:13Então, são, nós estamos em 24, 34 anos, né?
17:17A Capes tem 52, deixa eu te ajudar aí, que ela já fez aniversário.
17:20É isso aí, isso aí.
17:21Ela é de 72, então, ela tinha 19 anos, eu consegui ver muito disso aí acontecendo.
17:30E assim, o espírito inicial que começou lá atrás, né?
17:34Que era de assistir, apoiar o setor, ele tinha muito network.
17:37Que a feira, ela já foi, por exemplo, em Guarapari, lá no Sesc, era algo menor.
17:43E ela foi crescendo aí, tinha, assim, um pouco mais de elementos festivos e tal.
17:51Ela foi crescendo e se profissionalizando ao longo do tempo.
17:54E hoje, ela, assim, eu digo pra você, de cadeira, assim, tem três anos que eu estou aí, né?
18:01No quarto ano agora, rodei feiras pelo Brasil inteiro, todas as maiores.
18:05A nossa feira, modéstia à parte, não deve nada ao que a gente tem por aí,
18:10em termos de organização, profissionalização, conteúdo, nada disso.
18:14E do ponto de vista de instituição, como é que você avalia a Capes hoje, com 52 anos,
18:20do que ela foi lá em 1990, quando você, desde quando você tem atuação, até de antes?
18:27Como é que você avalia esse crescimento?
18:32Olha, hoje, assim, nós somos uma instituição muito madura, muito madura, assim,
18:37uma instituição que já tem os valores próprios, tem as... a gente já tem...
18:43Eu acho que a população, o nosso associado e todos os entes, assim, os órgãos que a gente atua,
18:51eles já nos respeitam por uma história, assim, não tem muito aquela coisa, assim,
18:56eu sempre falo isso, né, que eu agradeço muito aos ex-presidentes que estão lá, né,
19:01que eu estou lá como presidente agora, e a gente, na verdade, leva aquilo que já vem acontecendo, né?
19:09Então, continua aquilo que já vem acontecendo.
19:11Então, eu vejo que é uma instituição sólida, esses pilares estão muito consolidados,
19:17e para futuro, o que eu vejo é que a gente precisa escrever um pouco mais detalhadamente
19:25toda essa evolução que já teve, para que isso continue para frente,
19:29e seguindo e acompanhando as melhorias do que tem aí, né?
19:32Como é que é o ambiente de negócios hoje no Espírito Santo para o setor supermercadista?
19:38Falamos de um bom ambiente de negócios, promissor, com possibilidades,
19:43um ambiente retraído, como é que você vê o ambiente hoje?
19:47Eu acho que o ambiente é bom, certo?
19:50A nível de Estado, mas, assim, se eu extrapolar um pouco a nível nacional, por exemplo,
19:56nós temos alguns riscos aí, rondando a gente, né?
20:00Esses dias agora, a gente teve...
20:02O ambiente de negócio, de maneira geral, a nível Brasil,
20:06vou tirar um pouco do Estado, porque o Estado, a nível Brasil, ele está muito bem, né?
20:10Está muito bem, assim, muito bem organizado o Estado, a gente vê...
20:14A gente tem uns desafios logísticos aí, mas acaba que isso também,
20:19grande parte dele não é local, é nível nacional,
20:23mas a parte da carga tributária que incide sobre tudo, né?
20:29Isso incide sobre a gente também, eu vejo que isso é um desafio a ser superado.
20:33É o quanto antes a gente conseguir caminhar nesse sentido,
20:39já temos consciência que a gente não consegue virar esse jogo, assim, rapidamente, né?
20:44O que nós temos conseguido fazer é evitar que piore,
20:47porque nós tivemos agora uma assombração aí,
20:51quase que a reforma tributária do jeito que veio,
20:54se a gente não luta fortemente com a nossa instituição nacional lá,
20:59não sei o que que ia ser, porque a proposta inicial era tributar em 27% tudo no supermercado.
21:04Você vai pegar FLV, frutas, legumes, verduras, açougue, por exemplo,
21:10a maioria desses produtos são isentos, ou de pão, e vai tributar em 27%.
21:14Você já imaginou o que é isso?
21:15Você ir lá no bolso de um consumidor, que já não está tendo...
21:20Poder de compra.
21:21Poder de compra.
21:22E tirar ainda 27% do que ele ia comprar, que é basicamente isso, né?
21:27O cara tem R$100 no bolso, você tributa 27%, só sobrou...
21:3327%, 73%, né?
21:34É, 73%.
21:35Só vai sobrar 73%.
21:36Então, o que ia sobrar para a gente...
21:39O bom de conta aqui é o dono do supermercado.
21:42...negociar, o que ia sobrar para a gente negociar e para o consumidor comprar
21:45era 73% dos 100% que ele tem hoje.
21:47Mas, assim, graças a Deus a gente...
21:50E é muito trabalho que o Espírito Santo está lá ajudando nisso.
21:54Reforma tributária.
21:55A gente conseguiu, na semana passada, a votação...
21:57Já conseguiu há um tempo atrás aí a votação da sexta básica isenta, né?
22:02Teve uma discussão grande.
22:03Enorme.
22:04A gente fez a entrada da carne.
22:06Enorme, enorme, enorme.
22:07O nosso presidente praticamente está vivendo em Brasília,
22:11levando esse tema, assim como nós falamos aqui agora,
22:14e levando esse tema a nível nacional.
22:17E aí, acho que sensibilizamos uma massa grande lá e conseguimos essa semana.
22:25Foi quarta-feira agora.
22:26Que incluiu a proteína na sexta básica isenta, né?
22:31Ainda falta o Senado voltar.
22:33É, ainda tem muita discussão pela frente.
22:36Tem discussão, mas isso não pode passar.
22:37Porque a gente já está perdendo.
22:40A gente já perde para o mundo.
22:41A gente já tem essas entradas aí de produtos que vêm de fora isentos.
22:47Já tem, infelizmente, né?
22:50Tem um subterfúgio aí no mercado também.
22:55E isso tudo é gerado pela oportunidade que tem na alta carga.
22:58Isso é claro isso para a gente.
23:01Legal, Fábio.
23:01Vamos ao próximo quadro do programa.
23:04Vamos ao quadro Valores Inegociáveis.
23:10Valores Inegociáveis.
23:12Ô, Fábio, quais são os valores que um executivo precisa ter e sustentar, independente do momento?
23:20Bom, aí eu vou puxar da empresa, né?
23:24Lá na empresa nós temos três valores inegociáveis.
23:29Respeito, honestidade e comprometimento.
23:31E aí eu extrapolaria isso para a vida de qualquer empresário.
23:36Eu acho que com esses três valores aí, sem esses três valores a gente não tem como avançar.
23:42Depois tem mais uma série, né?
23:44Mas esses três aí são principais.
23:46A gente já citou aqui um pouco das relações da Capes com o poder público,
23:51mas como é que é a relação direta da Capes com os governos?
23:55Como é que a Capes...
23:57A Capes é uma entidade, não deixa de ser uma entidade política,
24:00mas como é que a Capes se envolve com política?
24:03Ou não se envolve com política?
24:05Com a política a gente não se envolve.
24:08Nós não temos envolvimento político, partido, A, B, C, esquerda, direita.
24:13Nós estamos fora dessa discussão.
24:14A gente se envolve com a parte que diz respeito a nós, né?
24:20E assim, nós temos aquela bandeira que todo empresário tem,
24:25porque a gente vive isso e sofre disso, que é simplificação e neutralização.
24:31É muito ruim um ambiente, por exemplo, que ele é complexo
24:35e ele não tem todo mundo jogando com as mesmas armas, né?
24:40Com as mesmas regras, digamos assim, né?
24:42E esse é o ambiente que a gente busca, né?
24:45E isso, assim, aí quando você perguntou, nível estadual,
24:49existem algumas coisas aqui que a gente até atua nisso também
24:52e a gente é bem ouvido, né?
24:54Teve vários temas aí dessa parte tributária, por exemplo,
24:58com receita estadual, aí a gente tem, assim, um respeito muito grande
25:04por parte do Estado, da própria receita, de até trazer, né?
25:08Porque o Estado tem uma organização bacana para isso, aberta, né?
25:12Existe uma reunião de empresários com a receita estadual,
25:17que aí lá se debate em causa.
25:19Então, quando a causa, quando o tema tem relação com a associação,
25:23nós temos representantes lá também, isso é trazido para cá
25:26e a gente debate, somos ouvidos, sabe?
25:30Então, é bacana isso.
25:31Mas precisamos deixar essa ideia, assim, de simplificação e neutralidade.
25:36Às vezes o ambiente não é neutro e sempre ele não é simples.
25:40Nós precisamos que esse ambiente fique mais simples
25:43para a gente gastar menos energia com aquilo que não deveria, né?
25:47Legal. Vamos a um pequeno intervalo agora.
25:49Vamos fazer uma pausa no programa Valores,
25:52mas daqui a pouquinho a gente volta, não sai daí.
26:06Estamos de volta com o programa Valores
26:08e hoje recebemos o presidente da Capes, o Fábio Dalvi.
26:12Ô, Fábio, o que o Espírito Santo oferece de oportunidades
26:16para o setor e no setor supermercadista?
26:23Eu estou na dúvida sobre a pergunta.
26:26Oportunidade que o Estado oferece para o setor ou o que o setor oferece?
26:30Não. O que o Estado hoje...
26:32O setor supermercadista está aqui no Espírito Santo.
26:36Aí eu tenho uma pessoa querendo entrar no setor supermercadista.
26:40Vou para o Espírito Santo por quê?
26:42O que o Espírito Santo tem de oportunidade?
26:44Para qual área?
26:46Estamos falando aí de um ticket maior,
26:49um mercado classe A, B,
26:52ou a gente pode explorar um mercado C.
26:54A gente tem inúmeras oportunidades.
26:57Quais são as oportunidades que o Estado oferece
26:59para o setor supermercadista?
27:01Olha, eu acho que...
27:03É uma pergunta capriciosa essa sua,
27:05mas eu acho assim que...
27:09O crescimento do Estado em si é a oportunidade.
27:14Esse é o ponto, assim.
27:15Então, todo o Estado está crescendo, por exemplo,
27:18se está aumentando a população,
27:20se está aumentando a renda, por exemplo,
27:22e a organização, é oportunidade para a gente.
27:25Mas aí, pela característica do Espírito Santo,
27:27somos um Estado pequeno,
27:28temos uma pungência econômica,
27:32é um Estado desenvolvido que se desenvolve,
27:35é um Estado que tem índices de educação, por exemplo,
27:38que são cada vez maiores a cada ano,
27:41tem investimentos.
27:42A gente tem possibilidade de alcançar
27:44a universalização do saneamento básico
27:48muito antes do prazo,
27:49que o prazo dado pelo Marco Legal é 2033.
27:53O Estado promete até 2027,
27:55de repente, a gente alcançar a universalização.
27:58Então, a gente tem alguns cenários no Espírito Santo.
28:01Quando a gente fala de setor supermercadista,
28:03como é que o setor pode aproveitar esses cenários
28:06e para que área que pode ir?
28:07Não, aí eu acho o seguinte.
28:09Por exemplo, nas periferias, onde a população cresce,
28:15a gente vai, eu falo setor, né?
28:17A gente vai construindo lojas para atender essa população.
28:21Aí, nos miolos aí no centro,
28:24onde a população tem renda per capita mais alta,
28:29a gente evolui lojas.
28:30Então, as lojas passam a ter serviços adicionais,
28:34produtos diferenciados,
28:36e isso a gente vê, assim, acho que eu entendi a sua pergunta aí.
28:39Eu acho que isso, a melhoria do Estado, de maneira geral,
28:42é uma oportunidade.
28:44E assim, de novo, né?
28:46Falei disso já uma vez,
28:47e o Espírito Santo é pequeno, mas é metido,
28:50porque a gente, no bom sentido falando, né?
28:53A gente tem muita coisa boa aqui,
28:57inclusive as lojas de supermercado,
29:00nada contra os nossos colegas de fora que estão aqui,
29:05mas as lojas nossas,
29:07cada uma no seu patamar,
29:09a gente não deve nada a ninguém por aí afora, não.
29:11Então, por que as grandes lojas, as grandes redes,
29:13não têm uma atuação tão destacada aqui no Espírito Santo?
29:16A gente tem como característica redes muito regionais,
29:20muito locais.
29:22Aí você me apertou, né?
29:25Eu tenho que falar que a gente trabalha muito bem, né?
29:31Mas, assim, não sei, pode ser que seja...
29:35Porque, assim, a gente tem que entender o lugar da gente também, né?
29:39Você imagina, por exemplo, que você falou aí...
29:42Isso são dados públicos, né?
29:45Você falou aí do nosso faturamento,
29:48E se você pegar a primeira empresa do ranking nacional, por exemplo,
29:53ela sozinha fatura quase cinco vezes o Espírito Santo.
29:57Impressionante, né?
29:58Então, assim, talvez, assim, por um porte, assim,
30:02e a gente precisa ser humilde nisso, né?
30:04A gente não é um Estado tão grande em termos de PIB,
30:08então isso talvez, mas isso é uma realidade com vírgulas, né?
30:13Nós hoje estamos aí com praticamente os dois...
30:19Os primeiros do ranking estão todos aqui no Estado.
30:22Mas chegaram há pouco tempo.
30:24Nem tão pouco.
30:25O primeiro do ranking está aqui há uma vida já.
30:27Está operando aí, né?
30:28O grupo Carrefour é o primeiro do ranking.
30:31Mas vem, volta, sai, fecha a loja, passa a loja, devolve a loja.
30:33Então, talvez, assim, humildemente vou te dizer que eu não sei informar o porquê.
30:39Mas, assim, o indício...
30:41Não tem um protecionismo aqui, não?
30:42De maneira nenhuma.
30:44O empresário não é fechado para essas coisas, não?
30:46Não, não, muito pelo contrário, nem a Capes.
30:48Vou te dar um exemplo disso.
30:50Eu acho, assim, voltando à sua pergunta aí.
30:53Pode ser pelo tamanho do bolo, que não seja tão grande, né?
30:59E aí, o camarada vem com a operação para cá, por exemplo,
31:01ele tem que vir com a estrutura pesada.
31:04Pode ser também pela atuação local.
31:07E aí, vou puxar a sardinha um pouco para o lado da Capes agora, né?
31:11É um trabalho forte que a gente faz de formação.
31:13E as lojas são boas, Edu.
31:15Se você roda fora do Espírito Santo, experimenta entrar em supermercado e comparar, assim,
31:21cada um na sua classe, né?
31:23Você compara lá quem atende hortifruti, atacarei.
31:27Compara os do Espírito Santo com aonde você for, você vai entender o que eu estou te falando.
31:31É realidade isso.
31:32A gente tem um carinho bem grande aí pelo cliente, né?
31:39As lojas são boas.
31:41Então, eu falei do tamanho...
31:43Ah, sim.
31:44Aconteceu um caso curioso, por exemplo,
31:46que a gente tinha uma legislação num determinado município aqui do Estado
31:50e o Carrefour, posso citar o nome aqui,
31:55eles estavam tendo, assim,
31:58eles estavam discordando dessa legislação,
32:00que era uma pauta nossa também.
32:02Então, a gente foi procurado
32:04e a gente encampou a causa deles,
32:06que era uma causa do setor,
32:07era um ponto de melhoria para o consumidor,
32:11aquela evolução daquela legislação.
32:14Levamos para o setor público local
32:16o tema deles
32:18e a legislação evoluiu
32:20e ficou bom para todo mundo.
32:21Era uma questão que era bom para o consumidor.
32:24Então, assim, eles participam da Capes, né?
32:26Para demonstrar, assim,
32:29que a associação não é protecionista em momento algum.
32:32O ano passado nós tivemos
32:35no nosso fórum lá,
32:37painel com açaí,
32:39que estava chegando aqui.
32:40Nós somos colegas aí a nível nacional,
32:43estamos sempre juntos nas reis lá.
32:45E a Capes atende a eles
32:47desde que precisa.
32:49Eles são associados, tá?
32:51Todos são associados da Capes também.
32:54O ano passado, quando eu estava chegando aqui,
32:57o BH, nós recebemos o Pedrinho lá
32:59na nossa feira.
33:03Enfim, não tem isso.
33:05Nós estamos tudo junto
33:06e estamos a nível nacional também.
33:07O setor é bacana nesse sentido, tá?
33:09Não tem, assim...
33:12A gente sofre um com o outro.
33:14É natural, às vezes...
33:16Eu recebi lá,
33:17do nosso lado,
33:18uma loja enorme
33:19de um colega local da gente aqui.
33:21E tudo certo.
33:23Vou fazer o quê?
33:24Vou brigar com o camarada?
33:25Não tem jeito.
33:25Vamos aprender com ele,
33:27copiar um pouquinho
33:28do que ele faz melhor do que a gente,
33:29correr um pouquinho atrás ali
33:30e vão ajeitando.
33:32É assim que funciona.
33:33Legal.
33:33Vamos ao próximo...
33:34Legal.
33:35Vamos ao próximo quadro do programa.
33:37Vamos ao quadro
33:38Busca de Valores.
33:40Busca de Valores.
33:45Ô, Fábio, na sua opinião,
33:47o que a dinâmica atual do mercado
33:50exige de profissionais bem-sucedidos?
33:57Energia e vontade.
34:01Por quê e como?
34:02Esse é o ponto.
34:03Por quê e como?
34:05É, eu acho assim...
34:08Eu vejo isso como...
34:09O que eu vou te falar aqui
34:11é algo que me prende
34:12na própria afirmação
34:14que eu vou fazer.
34:15Porque exige da gente
34:16cumprir isso.
34:17Mas, assim,
34:19primeiro a gente precisa procurar
34:20fazer o que gosta.
34:23Decidir o que você gosta fazer,
34:26você tem que botar energia
34:28e vontade naquilo.
34:29E aí,
34:30o caminho abre e vai embora.
34:32Eu acho que profissionalmente é isso.
34:34Não tem muita coisa a...
34:36Não existe...
34:37Como dizia o ex-diretor
34:40lá do Abílio Diniz,
34:41não é a NASA,
34:43não é o Vale do Silício.
34:45É coisa simples.
34:47É isso.
34:48Por exemplo,
34:49se for no supermercado,
34:51você tem que olhar
34:52se você gosta de gente,
34:52se você gosta de se relacionar
34:53e entrar com vontade
34:57e energia e fazer.
34:59Vamos embora.
35:00Simples assim.
35:01Você já falou da reforma tributária
35:03aqui,
35:04já teve algumas decisões,
35:05já teve alguns sustos,
35:07mas a gente está só no começo, né?
35:09A gente tem muita coisa
35:10para votar e regulamentar
35:11para frente.
35:12A reforma assusta
35:14o setor supermercadista?
35:17Já assustou mais,
35:18mas ainda nós estamos vigilantes.
35:20Porque, assim,
35:21há uma...
35:23Isso é generalizado, né?
35:26Há um consenso social
35:30que não se pode aumentar imposto.
35:33Pelo contrário,
35:34nós tínhamos que diminuir
35:35a carga tributária
35:36e trabalhar um pouco mais
35:37de eficiência no uso desse recurso.
35:40E no supermercado não é diferente.
35:42Por exemplo,
35:43se essa reforma passa desse jeito,
35:45seria uma tragédia para o setor.
35:47Mas aí você fala que
35:48a gente precisa reduzir imposto.
35:50Você vê que esse movimento
35:52pode ser possível
35:54com o que acontece hoje no país,
35:58criação de novos impostos,
36:01taxação de alguns setores
36:03que não eram taxados antes.
36:06Como é que você vê
36:07esse movimento do governo federal,
36:08principalmente em relação
36:09a impostos?
36:11E como é que a CAPES
36:12e como é que o setor
36:13enxerga isso?
36:15Esse aumento de impostos
36:17em alguns setores,
36:18em alguns pontos?
36:19Isso não é bem-vindo.
36:21A gente trabalha
36:22para convencer
36:25os governantes,
36:26por exemplo,
36:26de que precisa diminuir
36:28e aumentar a base
36:30de cobrança.
36:31Porque às vezes
36:32tem tributo
36:33que ele é tão alto
36:33que acaba
36:37promovendo,
36:37por exemplo,
36:38alguém que
36:40acaba não pagando.
36:47cria oportunidade
36:48para entrar
36:49produtos,
36:50por exemplo,
36:50agora entra produtos
36:51chineses aí.
36:52Então,
36:52essa confusão aí
36:53de se taxa os 50 reais...
36:55A taxa da blusinha,
36:56os 50 dólares.
36:57É,
36:58se taxa os 50 dólares,
36:58então não taxa.
36:59Quer dizer,
37:00o ideal,
37:01por exemplo,
37:01seria que o nosso
37:04industrial interno
37:06tivesse a regra
37:07mais livre
37:09e mais baixa
37:10que tem esse
37:10que está entrando.
37:12Esse seria o ponto ideal,
37:14né?
37:14Mas,
37:15se você taxa
37:16quem está aqui
37:17e permite
37:18que quem vem
37:19de onde não taxa
37:20entre nesse mercado
37:21de igual para igual,
37:22fica uma situação
37:23desequilibrada.
37:24É disso que a gente
37:25está falando.
37:25Você acha que é concorrência
37:26desleal?
37:29Rapaz,
37:29quase que seria
37:30uma concorrência
37:31desleal, né?
37:32Porque,
37:32imagina,
37:32se você abre a...
37:33O seu vizinho
37:34não tem que cumprir
37:36as regras
37:37que você tem que cumprir
37:37e você libera
37:38aquele venda para cá,
37:40como é que faz
37:41essa conta?
37:42Aproveitando que você
37:43citou isso,
37:44você falou que a Capes
37:45já tem um grupo
37:46trabalhando em relação
37:47não só a Capes,
37:48mas a entidade nacional.
37:50A Abras.
37:51A Abras está trabalhando
37:52junto com entidades,
37:54junto com o poder público
37:56a respeito da reforma
37:57tributária.
37:59E você falou
38:00as empresas que
38:01não pagam impostos
38:03fora do país
38:04chegam para concorrer
38:06em pé em desigualdade,
38:07chegam com vantagem
38:08para concorrer.
38:10E o que você pensa
38:11de incentivos fiscais?
38:13Você acha que
38:15o setor, por exemplo,
38:16deveria receber
38:17incentivos fiscais?
38:18O setor supermercadista
38:19deveria receber
38:21incentivos fiscais?
38:24Eu não vou me arvorar
38:26muito nesse tema
38:26porque eu não domino
38:27isso aí.
38:27A minha formação,
38:29por exemplo,
38:29ela preza pela liberdade.
38:31Eu particularmente
38:33acho que não é legal isso.
38:35Eu acho que
38:36a gente precisa
38:37trabalhar a eficiência.
38:39A gente precisa
38:40trabalhar a eficiência.
38:41E você acha
38:42que é suficiente
38:43para criar
38:45uma concorrência
38:46saudável no mercado?
38:48Eficiência?
38:50A eficiência,
38:51mas veja bem.
38:53A eficiência
38:54tributária também, né?
38:56Não só a eficiência
38:57do empresário.
38:57É, eficiência
38:58que eu falo
38:58de maneira geral.
38:59Não é taxar lá
39:02e depois
39:02dar um incentivo aqui.
39:03Porque isso vai
39:04criando distorções.
39:06Infelizmente,
39:09infelizmente,
39:11quando você começa
39:12a criar muita regra, Edu,
39:14muita, muita regra,
39:15cada regra
39:16tem uma forma
39:17de burlar,
39:19tem uma forma
39:19de você fazer diferente
39:20e você começa
39:20a criar um emaranhado
39:21que vai complicando
39:22a coisa, sabe?
39:23precisaria simplificar.
39:24A ideia de simplificação
39:26da reforma é boa.
39:27Só que ela já
39:28não está tão simples.
39:29É um negócio
39:30que já tem mil e uma coisa ali.
39:33Nós teríamos que ter, assim,
39:37uma diminuição da carga
39:39e uma cobrança melhor
39:41do uso desse recurso.
39:43E aí passa muito também
39:44por aquele pilar
39:46que eu te falei
39:46da honestidade, né?
39:48Mas eu acho que isso tudo
39:49está caminhando.
39:49Demora, mas isso está caminhando.
39:51assim, porque quando o recurso
39:53é mal utilizado, por exemplo,
39:55quando ele é desviado,
39:56e aí, aí você, aí bagunça tudo, né?
39:59Você arrecadou o imposto
40:01do carro para fazer uma restrada.
40:02Pegou esse recurso
40:04e usou em outra coisa.
40:05A restrada fica lá sem fazer,
40:06daqui a pouco tem que pagar a pedagem.
40:08É verdade.
40:09Vamos ao próximo quadro
40:11do programa.
40:13Agora vamos ao quadro
40:15Valores do Futuro.
40:17Valores, valores de futuro.
40:21Ô, Fábio, qual o investimento
40:23realizado agora
40:24que vai dar resultado real
40:26daqui a 25 anos?
40:30No Espírito Santo?
40:32É.
40:32Eu acho que logística.
40:34Por quê?
40:36Porque dentro daquilo
40:37que eu te falei
40:38do número de pessoas, né?
40:42O mundo aumentando,
40:43concentrações populacionais,
40:44a gente vê hoje que
40:45a gente chegar de um lugar a outro,
40:48as coisas chegarem de um lugar a outro,
40:49demora demais.
40:51Eu, quando eu mudei para Vitória,
40:52eu gastava uma hora e pouco
40:54para ir a Linhares.
40:56Agora, agora melhorou já.
40:58Contorno do Mestre Aldo
40:59e uma ajudada boa.
41:00Mas eu já cheguei a gastar
41:01três, quatro horas.
41:02Aí eu fico imaginando
41:03quando eu estou na estrada,
41:04que eu vou a Linhares toda semana,
41:06eu fico imaginando os caminhões
41:07que vão lá buscar mamão,
41:09buscar café,
41:10levar mercadoria,
41:12rede de supermercado,
41:13que tem loja lá e aqui.
41:14É uma loucura.
41:15Então, assim,
41:16se gasta muito com isso.
41:18Se gasta muito com logística, né?
41:20E tem coisas simples por aí.
41:23Quando você anda...
41:23Dentro do Brasil mesmo,
41:24você vai...
41:25Você pega Campinas a São Paulo,
41:29por exemplo.
41:30Várias vezes eu vou a São Paulo
41:31por Campinas.
41:32Pega um carro lá,
41:33você sempre sabe que com uma hora
41:35você chega.
41:36Porque tem a pista dupla, né?
41:37Você vai ali
41:38antes de entrar na cidade, né?
41:40E aqui não é assim.
41:41Para ir a Linhares,
41:42que é cento e poucos quilômetros,
41:43eu não tenho...
41:44Eu não consigo saber se...
41:45Eu não consigo marcar um compromisso
41:48rápido em Linhares.
41:48Você fala, não,
41:49vamos três, quatro horas antes,
41:51senão você não chega.
41:52O que tem do Fábio
41:53no comando da Capes?
41:56Ah, boa pergunta.
42:04Talvez esse relacionamento, né?
42:07O cuidado com as pessoas,
42:09assim, a gente tem levado.
42:11O mundo já tinha lá, tá?
42:12A gente só aflora isso aí, né?
42:17E um pouco da parte de gestão
42:20de números, de controles,
42:22assim, a gente tem provocado
42:24um pouco lá.
42:25Talvez três coisas aí, né?
42:27Essa parte de pessoas,
42:29essa parte de gestão em si
42:32e essa questão que eu te falei,
42:33assim, eu tenho provocado lá
42:35a gente escrever,
42:37assim como nós estamos fazendo
42:39na nossa empresa, né?
42:40Essa parte da governança corporativa,
42:43os acordos de sócios,
42:45os protocolos, assim,
42:46que demandam aí da boa gestão,
42:48eu acho que cabe na Capes, sabe?
42:51A gente pegar, assim,
42:52toda essa boa história que tem, né?
42:55Nós temos lá,
42:56até hoje o colega de vocês lá,
43:00eu esqueci o apelido dele,
43:01que a Lu fala,
43:02ele lembrou do Hélio Schneider, né?
43:04Que eu brinco com os nossos
43:05nossos colegas por aí afora,
43:07que só a Capes tem o Hélio Schneider.
43:09Ele era fundador da associação,
43:12estava lá na fundação,
43:13depois ele foi supermercadista
43:15durante muitos anos ali,
43:17e depois se tornou
43:20superintendente,
43:21faz um trabalho exime, né?
43:23Ele é um apaixonado pelo varejo,
43:26que é o nosso tema da feira agora, né?
43:28Então, a gente precisa escrever isso.
43:31Essa história, por exemplo,
43:33tem que ir lá ouvir o Hélio,
43:36o que ele viu ao longo desses
43:38cinquenta e tantos anos que ele está lá,
43:40que precisa para frente, por exemplo.
43:42Aí tem que ouvir os nossos ex-presidentes
43:45que trouxeram a associação até aqui,
43:46a diretoria,
43:48escrever um pouco disso,
43:49porque é como as famílias, né?
43:51Para a gente, para perpetuar,
43:53a gente precisa de fazer esse dever de casa,
43:55estudar o que aconteceu,
43:56o que deu certo,
43:57o que não deu,
43:58para a gente ter, assim,
44:01uns princípios e valores sólidos
44:02e deixar também a abertura para o novo, né?
44:05Não é para engessar e falar,
44:07não, sempre foi assim,
44:08ainda que não pode mudar.
44:09Não é isso.
44:09Nós, inclusive, estamos aí com a CAP Jovem
44:12trazendo essa dinâmica toda.
44:14Então, acho que é isso.
44:16Você acha que a política
44:17pode atrapalhar os negócios?
44:22Acho que pode.
44:23Mas eu acho que cada vez menos
44:26vai acontecer isso.
44:28Por que eu estou falando isso para você?
44:30E isso é uma coisa que até me motiva,
44:33até dentro da própria instituição.
44:35A gente percebe hoje, por exemplo,
44:38que há,
44:38tanto pela parte da política,
44:41uma abertura,
44:42e há pela parte das instituições
44:44uma movimentação
44:46para buscar esse encontro.
44:49Então, acho que isso aí é algo que
44:52não resolve rápido também,
44:53que tudo é muito grande,
44:55está tudo muito desenhado em leis,
44:58a gente tem coisas aí que...
45:02Vou dar um exemplo daqui a pouquinho.
45:04Mas, assim,
45:05esse caminho eu vejo que é um caminho
45:07que vai ter um futuro muito positivo lá na frente.
45:10Esse caminho de diálogo,
45:13de instituições sérias
45:15que levam, por exemplo,
45:17uma pauta embasada,
45:19que não é...
45:20Nós não vamos lá no...
45:22A Capes, por exemplo, né?
45:24Não.
45:26Diversas...
45:26Ah, vai lá no Estado e fala isso,
45:28vai não sei onde e fala aquilo,
45:29acaba...
45:30Isso não funciona.
45:31Não é assim.
45:31Agora, chega um tema, por exemplo,
45:33a gente estuda na nossa base.
45:35Não, isso aqui tem lógica.
45:36Aí você procura o governante
45:40ou o líder de órgão
45:42e diz, olha,
45:43nós olhamos isso aqui,
45:45analisamos isso aqui,
45:47talvez não tem chance
45:49de prosperar dessa forma,
45:50isso precisaria ser corrigido
45:52aqui, aqui e aqui
45:52por causa disso, disso e disso.
45:54Então, assim,
45:54isso as instituições conseguem fazer,
45:56entendeu?
45:57Porque é muito você exigir,
46:00por exemplo,
46:00que um deputado consiga entender,
46:02você imagina,
46:03o tanto de temas
46:05que um deputado vota,
46:06eu ouvi isso de um deputado,
46:08você imagina que ele consiga entender
46:10de tudo aquilo
46:11na profundidade de cada setor.
46:14Ele tem lei para médico,
46:16tem lei para supermercado,
46:18tem lei para o setor agrílico,
46:19ambiental,
46:20ele depende, por exemplo,
46:21de uma instituição séria
46:22que ele olha e fala,
46:23não,
46:24o que está vindo dessa instituição,
46:26seja ela CAPES,
46:27ABRAS,
46:28o que está vindo dessa instituição
46:29é algo que não tem política,
46:31não tem sacanagem,
46:32não tem lobby,
46:34não tem nada.
46:34Mas eles estão trazendo
46:35porque realmente é uma dor,
46:36vamos escutar.
46:37Então eu acho que isso aí
46:38é bacana.
46:39E aí agora,
46:40por exemplo,
46:41nós temos um tema
46:42junto com a reforma tributária,
46:45que foi um tema assim,
46:47muito apoiado pela CAPES
46:48lá na ABRAS,
46:49nós temos um tema
46:50que é o voucher alimentação.
46:52Esse é um tema curioso,
46:54sobre esse aspecto aí.
46:56A gente,
46:58o voucher você conhece,
46:59é um vale.
47:02O vale alimentação,
47:03é o ticket que chama,
47:05que as empresas...
47:06Então,
47:06o que é o PACT,
47:08Programa de Alimentação do Trabalhador?
47:09O que é isso?
47:10É um benefício que o governo criou lá atrás,
47:141900 antigamente,
47:15que diz, por exemplo,
47:16aqui para a TV,
47:18o seguinte,
47:19olha,
47:19o Edu ganha mil,
47:20e eu te dou chance
47:22de dar mais 200 reais para ele,
47:25em nome de alimentação,
47:27sem que tenha encargos,
47:28não vai ter décimo terceiro,
47:30férias,
47:30não vai ter nada.
47:31Isso é uma forma de fazer com que
47:33a empresa consiga dar um benefício
47:36para o funcionário,
47:37sem que ela tenha
47:39um reflexo,
47:40e o funcionário recebe isso,
47:41quer dizer,
47:42perfeito,
47:43a lógica é perfeita.
47:44Só que a mecânica disso lá
47:47criou uma necessidade
47:48de gerenciar isso
47:51através de empresas
47:52que foram formadas
47:54para isso aqui.
47:55Isso tem um custo.
47:57Gerenciar esses 200 reais
47:58tem um custo.
47:59Quem deveria pagar
48:00esse custo,
48:01na nossa visão,
48:02é quem contrata isso,
48:04porque o trabalhador
48:05vai receber.
48:06Você vai ter o benefício,
48:08empresa,
48:08de não ter que pagar
48:09reflexo sobre isso.
48:10Então,
48:11isso aqui tem um custo,
48:12às vezes,
48:12de 3%,
48:135% ali,
48:14e essa empresa
48:16pagar 5%
48:17aonde ela iria pagar 100%,
48:20não é um custo alto,
48:21que ela está contratando
48:23aquilo ali,
48:23tem um benefício.
48:24Porém,
48:25por uma distorção
48:26de mercado,
48:27quem paga
48:28essa conta
48:28dos 5%
48:31é o varejo.
48:33Isso ficou
48:33na conta do varejo.
48:34Eu,
48:34para receber
48:35esses 200%
48:36que você recebeu
48:37da empresa,
48:37lá no meu supermercado,
48:39eu tenho que receber
48:40os 200%,
48:41aí eu pago
48:42para a empresa
48:43que está
48:45fazendo esse agenciamento
48:46aí,
48:475%
48:48e só fico
48:49com 195%.
48:50Isso nós estamos
48:51falando do século XXI,
48:52era do PIX,
48:53transações,
48:54tudo por ali.
48:55Isso é um tema,
48:56assim,
48:57que a gente nunca
48:58concorda com isso,
48:59e não tem como
48:59concordar com um negócio
49:00desse,
49:00porque o nosso negócio,
49:01você sabe aí,
49:02não preciso falar,
49:03se você entrar no Google,
49:04quanto que o supermercado
49:05dá de lucro?
49:06Você vai ver lá,
49:06de 1% a 2%.
49:07Se eu estou pagando 5%,
49:09é óbvio que isso
49:10vai para o custo
49:11e isso vai ser,
49:12ou vai sair
49:13do nosso lucro,
49:15mas que não cabe,
49:16vai sair
49:16da despesa da loja
49:18e a gente não
49:18acha justo isso.
49:20Aí,
49:21esse tema,
49:22a gente discute ele
49:23dentro da CAPES
49:24há uma vida
49:25e nós conseguimos
49:27levar esse tema
49:28para o nível nacional.
49:30Conseguimos chegar
49:31no Ministério da Fazenda,
49:33conseguimos chegar
49:33no Ministério do Trabalho
49:34com esse tema
49:35e nós que defendemos aqui.
49:36Tá lá,
49:38foi amanhã,
49:40amanhã vai ter
49:42uma reunião
49:43do comitê
49:44para falar
49:45sobre o PACT
49:46lá dentro do Ministério.
49:48Todo mundo
49:49já entendeu
49:49que isso é algo
49:51que está
49:53descuadrado
49:54esse negócio aí.
49:55Mas,
49:56devido ao emaranhado
49:58que é a lei do PACT,
49:59não consegue mexer
50:00nisso ainda
50:00e nós estamos
50:01atuando
50:01juntos lá,
50:04porque já entenderam
50:05que isso tem uma distorção,
50:07atuando junto lá
50:08para,
50:09a gente chama assim
50:10de evoluir
50:11esse programa,
50:13atualizar,
50:14modernizar o PACT
50:15de forma
50:16que ele não tenha
50:17essa distorção.
50:18Nós estamos
50:18no século XXI,
50:19pô.
50:20Eu tenho que,
50:21eu vou te dar
50:22R$100
50:23e vou
50:24pagar
50:25para o câmera
50:25aqui
50:26R$5
50:27para pegar
50:28os R$100
50:28e entregar para você.
50:30Não faz sentido
50:30isso, né?
50:32Então,
50:32eu acho que assim,
50:34por isso que eu te falo
50:35que no futuro
50:35eu acho que isso
50:36vai ser melhor
50:36por causa
50:37dessas possibilidades
50:39que estão tendo.
50:40entendeu?
50:41Qual marca
50:42que você quer
50:42deixar
50:43no comando
50:44da CAPES?
50:44Qual vai ser
50:45a marca
50:45do Fábio Dalvi
50:46à frente
50:47da CAPES?
50:51Rapaz,
50:52você é danado,
50:53hein?
50:53Nada.
50:54Eu gostaria
50:55muito
50:55de deixar
50:56uma marca
50:57assim,
50:57de humanização
50:59e perenidade
51:01da instituição
51:01e do setor,
51:03né?
51:04Humanização
51:05e perenidade.
51:06Eu acho
51:06que o nosso
51:08negócio,
51:08como eu te falei,
51:10relacionamento,
51:11relacionamento
51:11é humanização,
51:13é gentileza,
51:15é educação,
51:16é modelo
51:16de se conversar
51:17melhor,
51:18enfim,
51:18é diálogo,
51:19essa coisa toda ali.
51:20E perenização,
51:23nós precisamos
51:24trabalhar
51:24a perenização
51:25do setor
51:26como um todo,
51:27assim.
51:27A gente,
51:29e de novo,
51:30falar de algo
51:31que é,
51:33colocando a gente,
51:33meu pai falava assim,
51:35cuidado se não
51:36se trancar
51:36dentro de casa,
51:37né?
51:37Isso é nessa linha
51:38dele, né?
51:39A gente precisa
51:40defender a pluralidade
51:42do setor, né?
51:43A gente já não é
51:44um setor concentrado
51:45nem no Espírito Santo,
51:47nem a nível Brasil,
51:48tá?
51:49Fora do Brasil aí,
51:50tem lugar que é 80%,
51:51duas, três redes.
51:52Aqui não é assim.
51:55Nós estamos falando
51:55de um setor
51:56de um trilhão
51:59e o maior
52:00do setor
52:01é 100%.
52:02Então é 10%.
52:03Se você pegar aí
52:05os cinco,
52:05seis,
52:05sei lá,
52:06que vai dar 15%,
52:06por aí afora.
52:07Então nós temos
52:08um setor pujante,
52:09quer dizer,
52:10isso é bom.
52:12Essa diversidade
52:13de empresas
52:13dentro de um setor
52:14é bom
52:15para todo mundo,
52:16porque é mais gente
52:18trabalhando,
52:19mais gente melhorando,
52:20é mais gente subindo,
52:21o setor tem uma mobilidade
52:23razoável,
52:24por exemplo,
52:24né?
52:24Existe uma possibilidade
52:26de crescimento interno
52:29bacana.
52:30Então eu acho que assim,
52:31a gente tem que deixar
52:32essa ideia
52:32de crescimento
52:34de futuro.
52:35Legal,
52:35vamos ao último
52:36quadro do programa,
52:37o quadro Valor Pessoal.
52:39Valor,
52:39Valor,
52:40Pessoal,
52:41Pessoal.
52:43Ô Fábio,
52:44que aspecto
52:44da sua vida
52:45pessoal
52:46é essencial
52:47para que você
52:48tome as melhores
52:49decisões
52:50para o futuro?
52:50a paz.
52:54Sem paz,
52:56a gente não consegue
52:57tomar decisão
52:58nenhuma,
52:59nem as melhores
53:00e nem as piores,
53:01porque a gente
53:03quando não tem paz,
53:05as decisões
53:06se tomam sozinhas,
53:08e quando você está
53:08em paz,
53:09você consegue
53:09tomar decisão.
53:10Compreendeu
53:11o que estou falando aí?
53:12Compreendi.
53:12Você,
53:13às vezes a decisão,
53:15a gente pensa assim,
53:16né?
53:16Eu tomei uma má decisão,
53:17e não foi aquilo.
53:19Você não tinha
53:20condição de tomar outra.
53:21Você fez
53:22o que estava
53:23ali na frente
53:24e no fim da história
53:26tudo é uma decisão.
53:28Mesmo quando você
53:28fica indeciso,
53:29você decidiu
53:30ou não decidiu.
53:31E você vai pagar
53:32por aquilo,
53:32porque o dia de amanhã
53:33é isso.
53:34Então,
53:34eu acho que a paz
53:36é aquilo que a gente
53:37precisa buscar.
53:38E aí,
53:39é outro dever
53:40de casa
53:40difícil,
53:41né?
53:42Desafiador.
53:43Fábio Dalvi,
53:44presidente da Capes,
53:45muito obrigado
53:45pela sua presença
53:46aqui no programa Valores.
53:48Eu que agradeço,
53:49Edu.
53:49Agradeço a oportunidade
53:50de falar
53:52do nosso setor,
53:53falar da nossa instituição,
53:56falar, assim,
53:56de valores
53:57que são valores
53:58da minha família,
53:58do nosso negócio.
54:00Agradeço muito a você.
54:01Muito obrigado.
54:01Legal.
54:02E para você que acompanhou
54:03a gente até agora,
54:04muito obrigado pela sua companhia.
54:05Até a próxima.
54:07Tchau.
54:08Você ouviu
54:09Valores
54:10com Edu Copernic.
54:12Até o próximo.

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