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  • há 3 semanas
De forma leve e descontraída, o programa dá dicas e orientações de como sair do sufoco, manter as contas em dia e, quem sabe, até fazer um pé de meia.

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Notícias
Transcrição
00:10E bora sair do perrengue, porque dinheiro na mão é solução.
00:15Seja muito bem-vindo, muito bem-vindo a esse podcast que nasceu
00:18pra tirar você do perrengue ou nunca mais entrar ou não entrar.
00:23E é isso, né, Érico?
00:24O objetivo é não entrar no perrengue pra não passar dor de cabeça
00:28na hora de botar a cabeça no travesseiro, na hora de dormir.
00:31Isso aí. Temos convidado?
00:32E hoje nós temos um super convidado, uma pessoa maravilhosa,
00:35que a gente tá querendo trazer já faz tempo.
00:37Eu não vou nem apresentar, vou deixar ele se apresentar,
00:39só vou falar uma coisa.
00:40É flamenguista doente, nível hard de torcedor do Flamengo,
00:45mas ele vai falar um pouquinho pra gente.
00:48Fernando Fuli, muito obrigado por ter aceito aqui participar do perrengue.
00:51A gente tá muito feliz com a presença.
00:53Uma honra, tudo bem com vocês?
00:55Primeiro que o flamenguista é saudável.
00:56Saudável, não existe flamenguista doente.
00:59Tem alguns torcedores do Vasco que estão aqui nas nossas câmeras,
01:02mas a gente vai falar de economia, de saúde financeira.
01:06Tudo bem, Patrícia?
01:07Tudo bem, Érico?
01:07Tudo bem, é bem-vindo.
01:08É uma alegria estar aqui com vocês.
01:10Vamos aqui, se você tem problemas cardíacos,
01:12cuidado com tudo que vai acontecer aqui.
01:16Então, vamos começar, né?
01:18Conta pra gente como surgiu, como nasceu, né,
01:22o apresentador Fernando Fuli.
01:25É, porque nós somos destinados a estar na represa de doidos, né?
01:28E assim, eu falo que a comunicação pega a gente, escolhe...
01:31Ah, lá, lá, primeiro que eu sou uma mistura do Kiko com o Chaves.
01:34Nós pessoas têm uma memória afetiva quando me veem, entendeu?
01:37Com essa carinha fofa minha.
01:38Mas, na verdade, a minha mãe tem na memória afetiva,
01:40que desde criança, o Fuli é aquele cara que fazia comercial do sabão em pó,
01:46eu era o engraçadinho da turma, queria chamar atenção, meio palco,
01:50e eu sempre falei que queria fazer comunicação social,
01:53queria ser jornalista, apresentador, não me vejo, assim,
01:57nas minhas memórias de outra maneira.
01:59E aí, eu não consegui passar numa federal apertada,
02:03aquele cara do interior, pra comunicação,
02:05era o terceiro curso mais concorrido na época pra comunicação,
02:09aí eu não desisti, falei, ó, vou fazer direito.
02:11Acho que isso foi errado, né?
02:12Porque na minha família eu fui ovelha negra um tempão,
02:15porque eu cheguei a fazer os dez períodos de direito,
02:17nem formei em direito, quer dizer, eu sou acadêmico de direito,
02:20já pulei pro jornalismo, e aí já, aí nesse momento já se contavam aí
02:25uns 15 anos de rádio, e já tô com 32 anos de profissão.
02:28Não parece, parece que eu tenho mais de um pouquinho, 50.
02:32Mas, graças a Deus, foi assim que começou.
02:34No rádio, né, comecei no rádio, eu, Amaro,
02:39o próprio Michel, o Camargão, muita gente,
02:43o Eduardo Santos, que é um baluarte do nosso rádio,
02:45o Dudu, eu lembro de você quando era criancinha,
02:48tá aí, menino pequeno ainda, né, aquele mocinho,
02:50mas o rádio nos trouxe e depois o jornalismo nos complementou profissionalmente.
02:55Foi assim um pouquinho dessa história.
02:56Eu sou lá das Minas Gerais, eu falo que eu sou da região do Caparaó,
03:00do lado de lá, na divisa realmente com o Espírito Santo.
03:02E lá eu fiz rádio, fiz TV, e aí quando eu vim pra cá,
03:06em 2008, eu comecei a trabalhar nas rádios,
03:12de um outro grupo de comunicação, e em 2011 eu fui convidado
03:15pra fazer testes aqui, piloto, inclusive um dos cinegrafistas aqui presentes,
03:20né, um dos presentes, tava no dia e eu fiz aquele mise-en-scene todo
03:23e já estamos chegando a 12 anos de TV Vitória Record TV.
03:27Graças a Deus, com muito carinho, muita felicidade, com muito orgulho.
03:30E muita competência também.
03:32Estamos aprendendo sempre, essa que é a minha frase, aprendendo sempre.
03:35Legal. E a infância? Você falou da sua mãe aí, como é que é?
03:39Você aprontava muito quando era mais novo?
03:41Eu era o Ziza, um dos três, o único que apanhou, minha mãe apagou isso do backup dela.
03:46Meu papai, que o Papai do Céu já o levou há 26 anos, eu era muito espuleta,
03:51eu já acabei com a festa de aniversário, porque eu me fantasiei de Batman
03:55e queria aparecer pro pessoal cair no dia, em cima do bolo de aniversário
03:59do meu irmão Roberto, que tá me acompanhando agora,
04:01que sabe que isso nunca foi perdoado, mas eu te amo assim mesmo, entendeu?
04:04E era um menino muito leve, eu brinquei muito, fui moleque de rua, né?
04:08Porque dizem que nostalgia é quando você acha que a sua época é melhor que a época dos outros.
04:12Mas quando eu falo que na minha época a gente brincava nas ruas,
04:16nas férias escolares não tinha hora pra voltar,
04:18a mãe lá 11 horas gritava, todo mundo respeitava,
04:22e que eu curti, curti.
04:24Fui criança, fui moleque, brincalhão, aprendi a respeitar,
04:29entendi com essa infância,
04:31que como é importante fazer parte de um grupo,
04:34como perdoar quando você exagera na dose.
04:37Então esse foi o Fuli, o Fuli um menino que viveu todas as etapas,
04:41é claro, que ainda tem um menino dentro de mim que eu preservo ele
04:44e valorizo ele sempre, inclusive torcendo pro Clube de Regatas do Flamengo.
04:49Ai, que bacana.
04:50Então ainda falando de infância,
04:52fala um pouquinho pra gente sobre como que seus pais lidavam com dinheiro.
04:57Você tem alguma memória assim de como era a grana lá na família?
05:01Certa vez eu falei com vocês dois que eu fui criado pra ser um cara,
05:06porque nos anos 70 eu conversei com o Max Guedes,
05:08tive a oportunidade de conversar com o Max Guedes,
05:10assim, almoçar com ele,
05:12e o Max Guedes tinha dado uma entrevista em rádio,
05:14em que ele dizia que, a partir dos anos 80,
05:16que surgiu a classe média no Brasil.
05:18Antes dos anos 80, ou você era rico ou era pobre.
05:21E o pobre, ele pleiteava uma carreira como,
05:25queria fazer uma carreira no banco,
05:27queria fazer a carreira como professor.
05:29e assim, o ofício era esse.
05:31Como meu pai era militar,
05:33então meu pai entendia que até os 18 anos de idade,
05:35eu tinha que estar com ele, estudando,
05:37e eu disse que, na minha infância,
05:40eu vi os caras mexendo com engraxates.
05:44O cara tinha caixinha de engraxate.
05:46Eu vi que os caras estavam ganhando dinheiro.
05:47Não é que eu recolhi com meus tios isso,
05:50montei minha caixinha de engraxate,
05:52fui pra praça,
05:53tava ganhando um troco,
05:54já sabendo que eu tinha que reservar um dinheiro
05:56pra comprar outra graxa,
05:58a escova.
05:59Um dia bota o pé lá na minha caixinha,
06:01quem que era?
06:01E eu tô lá,
06:02taca-taca-taca-taca-taca.
06:03E eu mandava bem naquele negócio.
06:05Aí eu falei assim,
06:07filho meu não vai trabalhar até os 18 anos.
06:09Meu pai,
06:10eu não culpo meu pai,
06:11porque ele foi criado assim,
06:13você imagina isso nos anos 70.
06:15Tô com 52 anos,
06:16vou fazer 53 de novembro agora.
06:18Então,
06:18ele falou que era pra eu voltar pra casa,
06:21que ele tinha que ser o provedor,
06:23que eu tinha que estudar,
06:24e depois dos 18 anos eu seguiria uma carreira.
06:27E eu brinco que não é culpa do meu pai,
06:30porque senão a gente vai fazer terapia
06:31pra falar dos traumas que a gente tem dos pais.
06:34Mas era o jeito dele.
06:35Só que isso impediu de eu ser empreendedor.
06:38É uma visão que eu não quero ter hoje com os meus filhos.
06:41Eu quero dizer que é legal,
06:42é saudável você ganhar dinheiro,
06:44sendo honesto,
06:45fazendo uma relação justa no mercado,
06:49fazendo uma relação justa
06:50naquilo que você deseja empreender.
06:52Então, eu fui criado
06:55pra ter um provedor
06:56e depois dos 18 anos
06:57fazer um concurso ou fazer uma carreira,
06:59o que não era legal.
07:01Depois eu vi que o mundo não era assim.
07:02Tudo bem guardadas as evitas circunstâncias econômicas,
07:05históricas da época,
07:06mas assim foi a minha infância.
07:08Eu fui o filho de um provedor.
07:09E como é que isso te influenciou hoje?
07:12Eu fui hoje com 52 anos de idade,
07:14que não parece...
07:15Não, parece que tem 78 dias de passagem.
07:18Não, não é.
07:18Não é quando o cinegrafista ri, entendeu?
07:21Não, parece.
07:22Como que isso te influenciou hoje?
07:24O Fully hoje, como é que trabalha essa questão?
07:26Foi muito difícil virar a chave.
07:27Foi muito difícil,
07:28até porque eu fui entender
07:30que a gente precisava se virar.
07:33E eu sempre fui um grande vendedor,
07:34vendedor de ideias.
07:36O Fully sempre foi um vendedor de projetos,
07:38sempre foi um vendedor daquilo que eu achava
07:40que o mercado...
07:41Eu vou recortar exemplos.
07:43Quando eu trabalhava nas rádios do interior,
07:45na TV do interior,
07:46eu desenvolvi um projeto,
07:47um programa de esporte na TV,
07:49um programa de esporte na rádio.
07:50Eu era o coordenador.
07:51Eu vendia também.
07:52Então eu ia lá e falava,
07:53olha, você imagina a transmissão do campeonato tal,
07:56e aí eu vou falar o nome da sua loja,
07:59oferecimento em loja das couves,
08:02para você que precisa se alimentar bem,
08:04saiba que passando lá é um golaço de placa.
08:07E eu fui entendendo que aquilo era bacana.
08:09Então eu passava a ganhar a comissão,
08:11ganhar uma grana,
08:13fazer um capital para poder pagar uma equipe,
08:16e isso me ajudou até no Fully hoje.
08:18Vamos separar categoricamente o jornalismo,
08:21que é a arte de ajudar a melhorar a vida das pessoas,
08:25noticiando da melhor maneira,
08:26com notícias de qualidade,
08:28com informações de qualidade.
08:29Mas também esse envolvimento comercial
08:32me acordou para esse lado empreendedor.
08:35Eu descobri que é muito legal conviver com as pessoas
08:37e fazer com que aquilo que as pessoas têm no comércio,
08:41ou na empresa, ou na indústria,
08:44eu pudesse conversar com o telespectador,
08:47com o ouvinte, com a internauta,
08:48e vender de uma maneira muito legal,
08:50vender o trabalho das pessoas.
08:52Fully empreendedor.
08:53Isso aí.
08:54Então conta para a gente qual foi o maior perrengue
08:58que você já passou na sua vida.
09:00Pois é.
09:01Mesmo o Fully sendo esse empreendedor,
09:03ou esse cara que buscava aprender,
09:06vender, ganhar dinheiro,
09:08a gente sabe que não é fácil administrar as contas.
09:12A gente cresceu ouvindo,
09:13e vocês falam isso com muita propriedade,
09:15é quase que uma equação na cabeça da gente.
09:17Não dá para você gastar mais do que você ganha.
09:20A conta não fecha, né?
09:21A conta não fecha.
09:22E eu, aos oito anos,
09:25eu fiz um compromisso,
09:26aí veio o segundo filho,
09:29ainda não tinha o Lolo,
09:30aí veio a prestação de uma casa,
09:32e minha conta não estava fechando.
09:34Por mais que eu tivesse um teto para ganhar,
09:36essa conta não fechava.
09:38E aí eu sentei e falei,
09:39olha, não dá,
09:40nós precisamos conversar sobre a economia,
09:42porque é o seguinte,
09:43não dá para você entrar no cheque especial,
09:46ou depois,
09:48mesmo entrando no cheque especial,
09:49ficar pensando no cartão de crédito,
09:52que na verdade,
09:52depois eu vou ter que cobrir esse cheque especial,
09:55e vou ter que ter dinheiro para pagar esse cartão de crédito.
09:57Eu cheguei a quebrar cartão de crédito.
09:59E cheguei a conversar com o cartão de crédito.
10:02Quando eu quebrei, falei,
10:03ó, devo, não nego, pago quando puder.
10:05Não é aquela história,
10:06que é devo, não pago e nego quando puder.
10:09É diferente disso.
10:10Cheguei, conversei,
10:11e não é vergonha.
10:12Atenção, ó,
10:13a grande dica,
10:14e que eu tenho feito isso como um mantra para a minha vida,
10:17em que o Eric e a Patrícia estão nos ajudando,
10:19dizendo o seguinte,
10:20se você tem uma dívida,
10:21converse com o seu credor.
10:22Fala, ó,
10:23eu quero pagar,
10:23ah, devo 3 mil.
10:25Você pode parcelar isso para mim?
10:26Foi o que eu fiz.
10:27Falei, olha,
10:28hoje eu não tenho condições de quitar essa dívida
10:30a curto nem a médio prazo.
10:32Então, calculei minha vida
10:34para que eu pudesse pagar minhas contas,
10:36onde estava indo o meu dinheiro.
10:38É muito difícil,
10:39mas a gente precisa fazer esse exercício.
10:41A gente não fica, às vezes,
10:43horas e horas,
10:44vendo o seu time de futebol na internet,
10:46vendo vídeos sobre fofocas,
10:50sobre o mundo dos artistas,
10:52pare um pouquinho,
10:53tire 10 minutos, 15 minutos,
10:55meia hora da sua vida
10:56para entender como você pode gerir.
10:58E tem muita gente querendo ajudar.
11:00Você não está com a gastrite, meu filho?
11:02Você não vai lá procurar um médico?
11:04Então,
11:04se você tiver com um problema,
11:05você que está me acompanhando agora,
11:07se tiver um problema financeiro,
11:09procure estudar,
11:09procure ajuda,
11:10da mesma maneira que você vai ao médico
11:12para aliviar um problema
11:16que você está sentindo,
11:17ah, eu estou procurando um médico,
11:19eu estou doente.
11:19E, às vezes, as pessoas estão doentes
11:21por questão da saúde financeira.
11:24Então, procure ajuda,
11:25não tenha vergonha de negociar a sua dívida,
11:27porque isso acontece não só com os mortais,
11:29com grandes empresários,
11:31grandes empresas,
11:32isso é natural.
11:34O bacana que é,
11:36quando você quita essa dívida,
11:37você passa a ter até mais crédito
11:39com o próprio mercado.
11:41E hoje,
11:41o que está mais pesando
11:42na sua economia doméstica?
11:44Qual é o item que hoje
11:45que você olha para e fala,
11:46rapaz,
11:46está ficando complicado
11:48pagar esse negócio?
11:49É, plano de saúde,
11:49porque o papai aqui
11:50já está com 52,
11:52eu tenho uma filha de 28,
11:54um moleque de 8,
11:55outro de 6,
11:56crescer e multiplicar,
11:57ele está lá na Bíblia,
11:58ele já levei o pé da letra,
12:00estão rindo
12:00que estão achando
12:01que eu sou o Mr. Catra,
12:02que o Mr. Catra é da galera aqui,
12:03eu já falei para vocês,
12:04é o Eduardo Santos,
12:05tem 4,
12:05eu tenho 3.
12:07E o plano de saúde
12:08realmente pesa
12:09por causa da minha idade
12:10e fica uma coisa grande,
12:12eu cito.
12:13A prestação da casa,
12:15eu acabei fazendo
12:16daqueles investimentos
12:17que eu tenho,
12:18daquilo que eu já comprei,
12:19algumas coisas,
12:20eu vendi para segurar o dinheiro
12:22e fazer um investimento futuro
12:24ou fazer uma aquisição.
12:25E eu tirei,
12:26aliviei da minha conta,
12:27mas isso dá trabalho
12:29para você pensar.
12:30Isso dá,
12:30então você precisa entender
12:32que não adianta gastar mais
12:35do que você ganha.
12:37Vou repetir o mantra
12:38que eu aprendi com eles.
12:40A regrinha é fácil,
12:41não adianta você gastar mais
12:43do que você ganha.
12:45E o exercício é diário,
12:48não tem jeito.
12:49Até porque,
12:50qualquer que seja a sua relação,
12:51a sua relação com a empresa,
12:53a sua relação com a sua esposa,
12:55com o seu esposo,
12:56tudo isso depende
12:58de uma saúde financeira,
13:00porque senão não rola,
13:02não dá jogo.
13:03Perfeito.
13:04E falando sobre família, né?
13:05Você tem uma família grande.
13:07Demais, bitela.
13:08Uma família linda, grande.
13:12Família grande, Patrícia,
13:14vem já dos meus avós.
13:16Eu tinha um avô,
13:17os avós maternos foram 13.
13:21Olha só.
13:2213.
13:22Eu cheguei a ter um tio
13:23e olha, o cara tinha curso superior.
13:24Ele tinha uma filosofia espiritual de vida
13:28que não tinha método contraceptivo.
13:32Ou seja,
13:3312 filhos.
13:3512 filhos.
13:3612.
13:36Eu tenho um tio,
13:37só ele.
13:38Eu cheguei a ter 40 primos em primeiro grau.
13:41Primeiro grau, perdão.
13:4240 primos em primeiro grau.
13:44Então a família sempre foi muito grande.
13:46E dos irmãos,
13:47eu sou a exceção à regra.
13:48Meu irmão tem um filho,
13:49que é o Lucas.
13:49A minha irmã tem uma filhinha,
13:51que é a Cecilinha.
13:52E eu tenho a Milena,
13:53o Nando e o Lourenço.
13:54E hoje,
13:55aí eu perguntava pro meu avô,
13:57como é que vocês faziam antes?
13:59E era um ritual no interior.
14:01Você tinha um filho mais velho
14:03que ia ajudar o pai
14:04nas atribuições lá no terreninho,
14:06no sítio.
14:07Aí vinha a filha mais velha
14:09que ia ajudar a criar os outros.
14:10E era isso, gente.
14:11Se é um machismo,
14:12se é um patriarcado,
14:14a discussão não é essa.
14:16Só estou fazendo um recorte no tempo,
14:18como era quando eu indaguei o meu avô.
14:20O avô Taúfo, o avô Belarmino.
14:22E era assim.
14:23Você tinha 12, 13 filhos.
14:24Você não tinha plano de saúde na época.
14:26Estudava todo mundo até o segundo grau.
14:28Se era muita coisa, soltava foguete.
14:30Fogos de artifício para comemorar.
14:32Mas eu consegui ter uma família grande.
14:35Claro, no susto,
14:37eu acho que o Papai do Céu mandou.
14:38A Milena foi do primeiro relacionamento
14:40que eu tenho, muito amada.
14:41E com a Lore,
14:43já são 17 anos de relacionamento,
14:45eu só queria ter mais um filho,
14:46que era o Nando.
14:47Aí o Papai do Céu
14:48me providenciou essa surpresa
14:50que foi o Lourenço.
14:51Fui lá para uma festa,
14:53um evento dos vinhos
14:54lá na região serrana do Espírito Santo,
14:57Pedra Azul.
14:58Apresentei dois dias de evento
15:00tomando os biricutico.
15:02E ela lá, ainda amamentando.
15:04E eu falei, experiência total.
15:06Depois veio o Lourenço.
15:07O presente, o caçula.
15:09Aqui na minha família, o caçula
15:10tem que ser batizado por dois padres diferentes,
15:12dois pastores.
15:13Se puder, bota um pai de santo.
15:14Ou turminha levada,
15:16o tal do caçula.
15:17E aí foi uma família grande
15:19e eu tenho que arcar com isso.
15:21E a gente faz por amor.
15:22A gente faz,
15:23porque eu digo que
15:24nós precisamos deixar no mundo
15:27pessoas de excelência.
15:29Para melhorar.
15:30A gente reclama muito do mundo,
15:31mas o que a gente faz
15:32para que a gente mude
15:33o mundo dos nossos filhos
15:35e que a gente trabalhe
15:36e eduque os filhos
15:38para que possam mudar o mundo.
15:40Repito,
15:41educar
15:42é um ato de amor.
15:44Até quando você diz não
15:46para o seu filho.
15:47Ok?
15:47Educar
15:48é um ato de amor.
15:50Quando você fala não,
15:51você dá limites,
15:52você não fantasia,
15:53mas incentiva
15:54para que eles possam ajudar
15:56a deixar esse mundo melhor.
15:57eu sou fãs agora.
15:59É, viu?
16:00Foi profundo.
16:01E qual é a dica
16:02que você dá
16:02para equilibrar as contas
16:04em uma família
16:06numerosa?
16:07Pois é,
16:07é preciso conversar.
16:08É preciso conversar
16:09e saber falar não.
16:11Não porque
16:12quem tem criança
16:13que sabe
16:14que se deixar
16:15a gente compra
16:16a Disney toda
16:16para eles.
16:17É assim,
16:18eles acham
16:18que o papai
16:19tem uma máquina
16:19de fazer dinheiro.
16:21Então eu falo assim,
16:21não dá.
16:22Eu vou dar um exemplo
16:22para vocês.
16:23eu fiquei dois finais de semana
16:26já brincando com eles,
16:27saindo naquela coisa
16:28mais lúdica,
16:30mais próximo de casa,
16:31porque eu precisava
16:32botar alguns projetos
16:33em prática.
16:34E eu falei com eles,
16:35ó,
16:35nós vamos reservar
16:36uma grana.
16:37Então o papai
16:38vai reservar uma grana
16:39e a gente foi
16:40num evento.
16:41Eu não vou fazer
16:42mexer, não,
16:43mas é ali em Vila Velha,
16:45no Rio Caipira.
16:47Para eles foi um espetáculo,
16:48porque eles esperaram,
16:50criaram expectativa,
16:51se comportaram
16:52de acordo com aquilo
16:53que a gente tinha previsto.
16:54E o dia foi maravilhoso.
16:56Brincaram,
16:56viram o Saci Perereu,
16:57o Curupira,
16:58foram no parquinho,
16:59no trenzinho,
17:00mas com o planejamento
17:02financeiro que fizemos
17:03em relação a isso.
17:04Perfeito.
17:05Bacana.
17:05Só lembrando,
17:06o meu avô paterno
17:07teve 18 filhos.
17:09Caralho,
17:10você vê a gente...
17:11Tem gente que faz.
17:11Aí, ó,
17:12gente,
17:12é muito sério.
17:14E alguém,
17:14ou o seu pai,
17:15ou alguém falando assim,
17:16como você conseguiu
17:18criar todo mundo.
17:18E eles tinham uma receita
17:19de bolo lá,
17:20que era justamente isso.
17:21e fizeram com...
17:22E deixaram muita gente
17:23boa no mundo,
17:24eu tenho certeza.
17:25E dos seus filhos,
17:26então,
17:26qual é o mais gastador?
17:27O Lourenço.
17:28Deixaram o Lourenço.
17:29O caçula, né?
17:30Tem que ser.
17:31Senhoras e senhores,
17:32você que tem um filho
17:33caçula na família,
17:34vai à receita.
17:35Muito oração,
17:36carinho,
17:37ser um especial.
17:38E com o Lourenço,
17:38ele é muito temperamental.
17:40E aí,
17:41eu preciso negociar com ele,
17:43como eu disse,
17:44até para dizer um não
17:45para ele.
17:45Mas, assim,
17:46eles são muito tranquilos,
17:48porque a gente,
17:48desde que eles eram novos,
17:51eu e a minha esposa,
17:52sempre falamos,
17:53não,
17:54não vai ser agora,
17:55não dá,
17:56o papai precisa pagar.
17:57Eu já falei.
17:58Ah,
17:59Fuli,
17:59esse momento é lúdico,
18:00é mágico,
18:01fantástico,
18:02mas eles têm que entender
18:03que é preciso conquistar as coisas,
18:06é preciso de um esforço,
18:07o papai precisa trabalhar,
18:08a mamãe precisa trabalhar,
18:09para que a gente possa fazer.
18:10Então,
18:10eu fui muito conversado com eles,
18:12ó,
18:13não dá para comprar,
18:14não dá para comprar o Playstation agora,
18:16nós vamos fazer o seguinte,
18:18vamos trabalhar,
18:18e eu criei,
18:19a minha filha é psicóloga,
18:20ela fala que já existe o reforço positivo,
18:22eu criei o negócio das estrelinhas lá em casa,
18:24a estrelinha é o seguinte,
18:25não brigou com o irmão,
18:26ganhou a estrelinha.
18:28Fez o dever de casa,
18:29pá,
18:30dormiu cedo a estrelinha.
18:31E aí,
18:31no final,
18:32eu sei que vocês têm uma pergunta sobre mesada aí,
18:34mas as amigas já lutaram.
18:36E no final das contas,
18:37isso equivale a uma mesada,
18:38ou equivale a um passeio.
18:40Oh,
18:41legal.
18:42Claro que criança,
18:43ah,
18:44papai,
18:44você deu um ponto para ele,
18:45mas ele discutiu com a mamãe,
18:46que o meu caçulo é o fofoca Nilza de casa.
18:49Fofoca Nilza,
18:50conta tudo que você puder imaginar de errado,
18:53e fica dedurando o irmão,
18:54entendeu?
18:55Aí eu tive que entender como era o processo também,
18:57do pequeno departamento de trairagem,
19:00para eu conseguir acalmar o meu caçulo.
19:03O Nandes é mais tranquilo,
19:04porque ele é muito meu fã,
19:05então assim,
19:05se tem um fã,
19:06é o do meu.
19:07O caçulo também é fã,
19:08mas ele joga demais,
19:09e eu preciso ter muita habilidade com ele.
19:11Então,
19:11com o sistema das estrelinhas,
19:12acaba virando uma mini mesada,
19:14ou a mesada revertida para um passeio,
19:17para uma tarde legal,
19:19para aquilo que eles desejam.
19:20bacana.
19:21Vamos falar do relacionamento.
19:26Atenção!
19:27É um bocadê a música.
19:29O encontro familiar.
19:31Pessoas que falam também da saúde financeira,
19:35no momento do relacionamento.
19:37Uma vida matrimonial.
19:38Quem gasta mais?
19:40Mulher.
19:41Não.
19:42A mulher.
19:42Ah, essa mulher.
19:44Ah, minha mulher.
19:45Não, não é a mulher.
19:46Atenção.
19:46Ah, já estava ficando brava aqui, ó.
19:48Eu não estou dizendo aqui,
19:50porque as mulheres gastam mais.
19:52No meu caso, a minha mulher.
19:53Eu digo,
19:54quando eu vou para o shopping,
19:55já contei isso para vocês,
19:56está a minha mulher de um lado,
19:58eu de mão dada,
19:59é a minha filha.
19:59Eu vou andando no shopping.
20:01As pessoas me veem e falam assim,
20:02nossa,
20:02o Fulinha é extremamente romântico.
20:04Aí, se alguém pergunta,
20:05eu falo,
20:05não sou romântico,
20:06deixa eu soltar as duas aqui,
20:08elas vão destruir o meu cartão de crédito.
20:10Então, o romantismo existe com uma estratégia também.
20:13Ela sabe que,
20:15quando solteira,
20:16a minha esposa sempre foi muito segura.
20:18E aí, eu acho que,
20:19por conta dos filhos,
20:20a mãe acaba liberando um pouquinho,
20:23compra uma coisa aqui e acolá,
20:25mas a gente tem conversado muito.
20:26Ela não era gastadeira,
20:29passou a ser,
20:30e agora nós estamos harmonizando isso.
20:33Porque é importante que vocês saibam.
20:35Quando a gente está namorando,
20:36é tudo muito lindo.
20:38Quando a gente está romântico,
20:39a gente promete ali a felicidade,
20:43a gente faz os votos,
20:44mas se não tiver harmonia financeira,
20:46porque aquela vez que a gente conversou ao vivo,
20:49não sei se foi o Eric ou se foi a Patrícia,
20:51disse o seguinte,
20:51são dois universos que se encontram.
20:53Às vezes, você tem uma família
20:54em que as pessoas gastavam com muita propriedade,
20:57não tinham esse limite,
20:59sempre se viravam.
21:00Ou você vem de um outro cara
21:02que era muito rigoroso,
21:04o pai sempre falou,
21:05não gaste, não gaste,
21:06e tem esse encontro.
21:08Aí a gente precisa fazer o quê?
21:10Harmonizar.
21:10Eu acho que o relacionamento perfeito
21:12não é altruísta, né?
21:16É a pessoa que se doa mais na relação,
21:18ou o egoísta.
21:20O egoísta é aquele que só acha
21:21que ele tem que prevalecer.
21:23Os desejos, os votos, as intenções,
21:28eu acho que tem que ser um relacionamento justo,
21:30em que o fato,
21:31ah, vamos sair esse final de semana?
21:32Ah, se a gente sair no outro,
21:34porque hoje eu estou cansado,
21:35trabalhei a semana,
21:36dá para você me ajudar nessa?
21:38Então, se houver justiça
21:40nas decisões e nas conversas,
21:42a coisa flui naturalmente.
21:44Não é fácil,
21:45não é receita de bolo,
21:46você não vai achar no Dr. Google.
21:48Ah, legal.
21:49E existe algum momento
21:50em que a família se reúne
21:51para poder falar dos sonhos, né?
21:55Aquilo que vocês querem conquistar?
21:57A gente faz isso,
21:58mas não de uma maneira metódica.
22:00Mas isso passou a ser
22:02o próximo planejamento,
22:04vai ser o próximo investimento.
22:05A gente sentar e falar,
22:06ó, a gente vai ter isso,
22:08vai sobrar isso.
22:09Ó, vamos segurar as pontas
22:11para a gente ir no Beto Carreiro Worts.
22:14Para isso, nós vamos ter que o papai
22:15vai parcelar em X vezes,
22:17e para isso nós vamos ter que,
22:18às vezes, abrir mão
22:20disso que vocês já fazem.
22:22A gente faz isso,
22:23mas não de uma maneira oficial.
22:25Às vezes, eu e a esposa,
22:27a filha,
22:28mas em conjunto,
22:30é o próximo passo,
22:31o próximo objetivo
22:32que a gente tem
22:33em termos familiares
22:34de realizar.
22:36Bacana.
22:37E você acredita que
22:39ações,
22:40como a do Perrengue,
22:42da TV Vitória,
22:43de levar educação financeira,
22:45de falar sobre isso,
22:47ajuda, contribui mesmo com as pessoas?
22:49O que você pensa sobre esse assunto?
22:51O Perrengue é necessário.
22:53É necessário.
22:54Eu sou um cara que já defendi
22:55que economia,
22:59finanças,
23:00estudo de finanças,
23:01isso já deveria estar lá no primário.
23:03Hoje é um ensino fundamental.
23:05Isso.
23:06E se estendendo ao básico,
23:08se estendendo ao curso superior,
23:09em qualquer que fosse a disciplina.
23:11Porque o médico,
23:11uma hora,
23:11ele vai ter que gerir o consultório dele.
23:13O arquiteto vai ter que gerir o consultório dele.
23:15O jornalista,
23:17ele vai ter que gerir as contas dele.
23:19Então, assim,
23:19nós não sabemos a importância
23:24de se ter isso didaticamente,
23:27pedagogicamente.
23:27E hoje,
23:28o que a gente está proporcionando ao Capixaba,
23:31com o Érico e com a Patrícia,
23:33é a possibilidade de você buscar um porto seguro,
23:35buscar uma ajuda,
23:36e saber que tem jeito.
23:37Olha que legal.
23:39Às vezes você está em todo enrolar,
23:40meu Deus,
23:41estou devendo X no cartão,
23:42e eu estou ali,
23:43a minha conta é essa.
23:44gente,
23:45se você buscar ajuda,
23:48você vai saber
23:49como você negocia com o credor,
23:50quais são as prestações
23:52que você pode pagar,
23:53o que você tem que priorizar
23:54nesse momento,
23:55como é que você dialoga
23:57até com um sacrifício financeiro
23:59que vai acontecer na família,
24:00mas lá na frente,
24:01o lucro vai vir,
24:03vai ser festa,
24:04você vai ver que tem jeito de fazer.
24:06E eu vou falar outra coisa,
24:07e não é tão difícil,
24:09basta você querer.
24:09Eu digo o seguinte,
24:10para mudar,
24:11basta começar.
24:13se você der o primeiro passo,
24:15eu não sei
24:17onde você vai estar
24:18daqui a um mês,
24:19mas eu tenho certeza
24:20que você não vai estar
24:21no mesmo lugar.
24:22E é assim com a sua saúde financeira.
24:24Perfeito.
24:25Então, vamos fazer
24:26o seu momento cashback?
24:27Momento cashback.
24:28Momento cashback.
24:28Editor, bota o sininho aí,
24:30editor.
24:30Atenção.
24:31Cashback Marília e Gabriela,
24:32lembra?
24:32Lembro.
24:33Então, bate pronto, hein?
24:35Então, começa.
24:36Cidade Alerta.
24:37Cidade Alerta
24:38é aquilo que me gratifica
24:40como a missão profissional.
24:43Eu digo que aqui,
24:46eu tinha que pagar,
24:48porque com uma hora e vinte,
24:50uma hora e meia
24:50que eu fico no ar aqui,
24:51eu faço uma terapia diária.
24:53É como se fosse a vazão
24:55de toda a pressão
24:56de tudo que eu vivo.
24:57Comunidade.
24:58Comunidade, acho que é tudo,
24:59porque eu sou um cara
25:00da comunidade, né?
25:01Eu morei em cidade interior,
25:04morei em um bairro mais simples,
25:06e aí, com o salário de militar
25:08do meu pai.
25:09Hoje nós temos a irmã
25:10que é promotora de justiça
25:11em Guarapari,
25:12nós temos o irmão
25:12que está terminando
25:13o doutorado dele,
25:15é um cara que é um empreendedor,
25:16empresário, conceituado,
25:18e o humilde aqui do Fernando Fuli
25:20realizou o sonho dele
25:21proporcionado por minha família,
25:23por meu pai,
25:24que é a missão
25:25de fazer esse trabalho
25:26todos os dias.
25:27Perrengue.
25:28Perrengue.
25:30Perrengue, repito,
25:31é fundamental.
25:34Isso que está sendo proporcionado
25:36para os capixabas
25:37em todas as plataformas
25:38da rede editorial.
25:39É um orgulho
25:40abraçar esse projeto.
25:42Quando o Alexandre Carvalho
25:42falou,
25:43ó Fuli,
25:43vai vir um pessoal
25:44porque no mundo corporativo
25:45vai vir para o guarda-chuva
25:47do Cidade Alerta,
25:49eu falei, bacana,
25:49pode falar com a galera
25:50para vir aqui,
25:51porque eu acho
25:51que isso é essencial.
25:53Quando eu falo
25:53que a educação
25:55muda realmente a roda,
25:57a gente muda
25:57o bonde da história,
25:59e a educação financeira
26:00é fundamental.
26:02Família.
26:02Família, para mim,
26:03é o meu porto seguro.
26:05É onde eu sou
26:06aquilo completamente.
26:08É o Fuli brincalhão,
26:09o bobão com os filhos,
26:11é o cara que tem a família,
26:12baba os irmãos,
26:13eu sou apaixonado
26:15com a família.
26:15No final das contas,
26:16como diria o Renato Russo
26:17no final daquela música,
26:19lá em casa tem um poço,
26:21mas a água é muito limpa.
26:24Essa água limpa,
26:25esse poço,
26:26é a família.
26:26Você pode fazer qualquer coisa,
26:28mas você sempre vai voltar
26:29para a família.
26:30E é ela que é
26:30o sustentáculo.
26:32Filhos.
26:33Filhos.
26:34Eu digo que papai do céu
26:36nos permitiu entender
26:37o que é a criação.
26:39Só quem tem filho
26:40sabe o que é
26:42a perpetuação,
26:44é como se você
26:44se eternizasse.
26:46Entendeu?
26:47Quando você já ouviu
26:47aquele jargão,
26:48ah,
26:49é o meu coração
26:49que bate fora do peito.
26:51E é realmente
26:51o coração que bate fora do peito.
26:53É verdade.
26:54Eu lembro que uma vez
26:54o meu do meio,
26:55ele teve uma crise respiratória
26:57e ele estava com dificuldade
26:59de respirar.
26:59E eu me apego
27:02com essa memória
27:03que se pudesse
27:04eu respirava para ele.
27:05Se eu pudesse,
27:06eu falava assim,
27:06passa essa febre
27:07que ele está
27:08toda para mim
27:09e aquilo.
27:11Quando você tem um filho,
27:13você passa a enxergar
27:14o mundo com outros olhos.
27:15E entende que,
27:17para quem acredita
27:18ou não,
27:19no meu caso,
27:19eu acredito,
27:20que é um toque divino.
27:22Papai do céu falou assim,
27:23você vai entender
27:24o que é que a criação
27:25é tão fantástica.
27:28Jornalismo.
27:29Jornalismo
27:30é a minha essência.
27:33Eu estendo jornalismo
27:35para comunicação,
27:36porque eu sou jornalista,
27:38estou jornalista
27:39e estou também radialista.
27:41Então,
27:42a comunicação em si
27:43era a capacidade
27:44que eu tinha
27:44de informar as pessoas,
27:46de conversar com as pessoas,
27:48de me entender
27:49como cidadão,
27:51de me entender
27:51como profissional.
27:54Em regra,
27:55ajudando a melhorar
27:56a vida das pessoas.
27:57Se não fosse,
27:57não existe a comunicação.
27:59Vasco.
28:00O Vasco
28:01é um eterno freguês.
28:02Eu digo o seguinte,
28:04no mundo existem
28:04sempre os opostos.
28:06Se não fosse o Vasco,
28:08o Flamengo nunca queria
28:09ser o melhor
28:10para tentar vencer o Vasco.
28:11E como o Vasco
28:12não tem vencido muito,
28:13a gente também
28:14é complacente
28:15com a dor da alma
28:16dos alheios.
28:17Muito bom,
28:18muito bom.
28:19Fuli,
28:19a gente quer deixar
28:20nosso agradecimento.
28:21Muito obrigado.
28:22a sua disponibilidade
28:23de estar aqui com a gente
28:25compartilhando
28:25seus desafios financeiros,
28:28os caminhos
28:28que você trilhou
28:30para organizar
28:32as finanças,
28:32planejamento,
28:33tudo mais.
28:34Então,
28:34a gente quer saber
28:34se você quer
28:35deixar uma dica de livro
28:37ou um filme
28:38ou uma dica mesmo,
28:39aquela dica de ouro.
28:41Livro,
28:41eu acho legal,
28:42porque quando a gente
28:43vai entender,
28:44quando você quer empreender,
28:45quer fazer uma coisa,
28:46e eu vi isso
28:47na Fundação Getúlio Vargas.
28:48quando o sexto professor
28:50me indicou esse livro,
28:51eu falei,
28:51caramba,
28:52e eu não tinha lido,
28:53eu fiquei até envergonhado,
28:54A Estratégia do Oceano Azul.
28:56Então,
28:57eu indico para as pessoas,
28:58é baratinho você
28:59entrar aí no Google,
29:00A Estratégia do Oceano Azul.
29:02Quando você tem a noção
29:04daquilo que você quer empreender,
29:06você tem que entender,
29:06primeiro,
29:07o que é que você vai vender
29:07e para quem você vai vender.
29:09Atenção,
29:09o que é que você vai vender
29:10e para quem você vai vender.
29:11E quando você entender
29:12o que você vai vender
29:13e para quem você vai vender,
29:14você tem que entender também
29:16se você vai estar
29:17num mar lotado de tubarão,
29:20de predadores,
29:21de aquele sangue correndo
29:24do capitalismo visceral,
29:26do mercado louco.
29:27E, às vezes,
29:28tem um Oceano Azul ali limpinho,
29:30sem predador,
29:31sem nada,
29:32e que é o grande modelo de negócio,
29:35esse Oceano Azul,
29:36para muitas pessoas
29:37que tiveram sucesso.
29:38Passaram por perrengues também,
29:40mas acreditaram
29:41e investiram no Oceano Azul.
29:43Um filme legal
29:44que eu gosto de ver,
29:45eu gosto de...
29:46Ah, no mundo comercial,
29:48pode ser até meio forte,
29:49né?
29:49O Lobo de Wall Street.
29:51Muito bom.
29:51Então, você vai entender
29:52como funciona realmente
29:55o mundo corporativo.
29:57Acho que seria uma dica.
29:57Mesmo que você não queira
29:59ser um mega top empreendedor,
30:02mas você vai entender,
30:03ali você vai tirar lições
30:04importantes
30:06desse nosso universo mercadológico.
30:08Perfeito.
30:09Bacana.
30:09Então, é isso, pessoal.
30:10A gente agradece
30:11que a participação do Folha,
30:12dando essa entrevista
30:12para a gente,
30:13a sua audiência.
30:14Você encontra o Perrengue
30:16no Instagram,
30:17arroba perrengue.financas,
30:18encontra no Spotify
30:19da TV Vitória,
30:21e onde mais, Patrícia?
30:21No YouTube do Folha
30:23e na Pan News também.
30:2590.
30:25Muito Jornal Nacional,
30:28Jornal da Record.
30:29Vamos terminar esse negócio
30:30que legal.
30:30Porque o pessoal vai achar
30:31que eu sou assim, tá?
30:32Obrigado, Patrícia.
30:34O Erico tem uma banda,
30:35a Patrícia atura a gente
30:37quando começa a falar
30:38de rock and roll,
30:38mas ela também é uma eclética
30:40na música.
30:41E para você que está em casa,
30:42beijo para quem é de beijo.
30:44E abraço para quem é de abraço.
30:46Valeu, valeu.

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