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  • há 3 semanas
De forma leve e descontraída, o programa dá dicas e orientações de como sair do sufoco, manter as contas em dia e, quem sabe, até fazer um pé de meia.

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Transcrição
00:09E bora sair do perrengue, porque dinheiro na mão é solução.
00:14Seja muito bem-vindo, muito bem-vindo a esse podcast que nasceu com o único objetivo.
00:20Tirar você do perrengue financeiro. E aí, Érico, temos novidades hoje?
00:25Hoje nós temos uma entrevista muito bacana com a Lorena Queiroz. Ela vai se apresentar, mas já vou adiantar uma
00:31coisa.
00:31Foi minha aluna na faculdade e eu tenho certeza que ela vai falar que as melhores aulas que ela teve
00:36na faculdade foram as minhas aulas.
00:39Eu tenho certeza que ela vai falar isso. Então, só estou adiantando.
00:44Então, vamos chamar a nossa convidada e vamos fazer as nossas perguntas, não é isso?
00:48Isso aí.
00:50Vamos, bora conversar com ela.
00:52Seja muito bem-vinda, Lorena.
00:54Obrigada, Patrícia. Obrigada, Érico.
00:56Prazer ter você aqui com a gente.
00:58Obrigada, prazer é todo meu.
00:59A gente tem uma honra de ter você aqui com a gente.
01:03Vai trazer uma história um pouco aí de um perrengue sobre a vida, sobre finanças, compartilhar um pouco com a
01:09gente.
01:10Então, já começa falando pra gente.
01:12Quem é Lorena Queiroz?
01:14Bom, eu sou Lorena Queiroz, eu tenho 34 anos, sou formada em administração de empresas, pós-graduada em gestão de
01:24pessoas e analista comportamental.
01:27Mas, né, como nem tudo são flores, passei por bastante perrengue, também sou mãe de uma menina de 8 anos
01:34e, como eu disse, né, tô aqui pra falar dos perrengues e pra nunca mais passar pelos mesmos, né?
01:40Isso aí.
01:41Vamos tirar as lições da nossa vida, de todos os perrengues que a gente passa, pra seguir pra próxima fase.
01:46Ah, legal. Falando nisso, teve um fato na sua vida, né, que foi muito marcante. Você poderia contar pra gente
01:53o que aconteceu? Qual foi esse fato?
01:55Sim, teve um fato muito marcante pra mim. Quando eu tinha 19 anos, eu sofri um acidente bem grave, um
02:03acidente de moto.
02:04E, na época, eu era sua aluna. Você me ajudou bastante ali no período final da faculdade e tudo mais.
02:11Porém, na época, na ocasião, eu não tinha uma consciência financeira, então, eu passei por muitas dificuldades.
02:19Eu demorei muito tempo, né, demorei mais ou menos um ano e meio pra me reabilitar fisicamente, psicologicamente e de
02:28todas as formas possíveis.
02:29Foi bem mais tempo.
02:32E aí, todo esse processo fez você mudar sua mentalidade em relação a dinheiro? Como que você se relaciona hoje
02:40com o dinheiro?
02:41Com certeza. Na ocasião, eu não tinha uma consciência, né? Eu digo que, muitas vezes, nós temos o conhecimento.
02:48Eu era uma estudante de administração. Eu tinha um conhecimento básico, mas eu não tinha essa consciência.
02:57Então, eu, basicamente, eu não sabia lidar da forma correta com o meu dinheiro, né?
03:03E, depois disso, a minha relação mudou completamente devido ao choque, devido à necessidade.
03:08Ou seja, eu aprendi pela dor, né? Eu tive que aprender pela dor.
03:13Então, antes, eu gastava desenfreadamente com coisas supérfluas, né?
03:20Roupa, balada. Eu acho que coisas normais até entre a juventude de hoje em dia também, né?
03:26Eu tinha 19 anos. Então, eu queria viver a vida, ter a minha liberdade, ter a minha independência financeira.
03:35E, depois disso, com certeza, a minha mentalidade mudou bastante.
03:40Você falou uma coisa que é muito interessante com relação à falta do conhecimento de educação financeira.
03:46Mas você fez um curso superior em administração.
03:49Sim.
03:50E aí, às vezes, a gente pensa que o aluno que faz um curso superior, né?
03:54Aquela pessoa que faz um curso de administração, um curso de ciências contábeis, economia,
03:59já vai sair preparado, inclusive, para cuidar das próprias finanças, né?
04:03Não foi isso bem que aconteceu com você.
04:06Conta um pouquinho para a gente como é que é essa questão, assim.
04:09Aprender a lidar com o dinheiro dos outros, mas não aprender a lidar com o próprio dinheiro.
04:13É mais ou menos isso?
04:14É, é mais ou menos isso mesmo. É uma realidade, né?
04:18Porque uma coisa é você ter o conhecimento.
04:20Você detém o conhecimento, você sabe o que você precisa fazer.
04:24Outra coisa é você ter a consciência, né?
04:27Desse conhecimento.
04:29Então, eu tinha o conhecimento, mas eu não tinha a consciência.
04:33Eu não tinha a consciência de como utilizar todas aquelas estratégias,
04:38todas aquelas práticas na minha realidade pessoal, né?
04:41A gente é treinado, doutrinado a lidar com o dinheiro das empresas pelas quais nós trabalhamos,
04:50dos outros, de terceiros.
04:52Mas nós não temos essa consciência de lidar com todo esse dinheiro,
04:57todas essas estratégias, todas essas normas para nós, né?
05:01Então, eu passei a ter essa consciência.
05:04Bacana. E quem te ajudou nesse momento, assim?
05:07Você teve apoio da família? Como é que foi esse processo, assim, de reestruturar tudo isso,
05:13de sair de uma situação, né? Do acidente, de reformular a questão da consciência, né?
05:19Você teve apoio? Quem te apoiou, assim?
05:21Quem foi a pessoa que deu essa virada de chave, assim, para você?
05:24Meus pais, eles são pessoas que sempre tiveram um cronograma financeiro, uma programação, né?
05:35E então, implicitamente, eu tinha esse rumo, esse norte, né?
05:40Esse exemplo em casa.
05:41Esse exemplo.
05:42E aí, no momento que eu me vi mais necessitada, eu precisei contar com quem?
05:47Quem que eu pude contar, né?
05:50Com eles, com os meus pais, que arcaram as despesas, essas continhas.
05:54Cartão de crédito, crediários, essas continhas pequenas, mas que no montante acabou pesando para eles, né?
06:04Então, foram eles que me ajudaram em todos os sentidos, não só no financeiro, né?
06:08Mas, no financeiro, foram eles o meu suporte mesmo.
06:14Então, quem estava mais próximo de você é que pôde dar a você a estrutura para você poder se reerguer
06:21nesse momento, né?
06:22E conseguir alavancar isso.
06:24Nesse momento, onde a sua família te apoiou, né?
06:27Te deu essa estrutura.
06:29Como é que você viu, então, a sua situação com relação ao dinheiro?
06:33Você pensou sobre isso?
06:35Você teve esse momento de você parar e analisar?
06:38Ah, porque, quer queira quer não, você deu aos seus pais a tarefa de pagar as suas contas.
06:45Com certeza.
06:46Como é que você se sentiu em relação a isso?
06:48O que você teve tempo de analisar isso nesse momento?
06:54Eu me senti muito frustrada e a sensação era que eu era uma filha péssima, né?
07:01Porque os meus pais, eles tinham a vida deles, eles tinham planos, eles tinham projetos, eles tinham coisas que eles
07:08gostariam de fazer e que eles tiveram que adiar ou interromper de alguma forma para poder me ajudar, né?
07:14E isso me causou uma sensação até mesmo de vergonha, né?
07:18Eu me senti muito mal com tudo isso e a todo momento eu pensava, eu não vou mais passar por
07:23essa situação, eu não vou mais deixar os meus pais passarem por essa situação, né?
07:27Porque, pra mim, aquilo era uma coisa importante, né?
07:30Eu acho que os valores que nós trazemos dos nossos pais, eles pesam em nós, de alguma forma, em algum
07:36momento.
07:37E nesse momento, eu falava, poxa vida, os meus pais, eu era filha de uma doméstica e de um pedreiro,
07:43que conseguiram prosperar na vida.
07:46Então, eu falava, eles me ensinaram, né? Por que que eu não tô fazendo? Por que que eu tô seguindo
07:52por esse caminho?
07:53Então, foi um momento de muita reflexão nesse sentido.
07:57Quanto tempo durou esse momento?
08:00Durou mais ou menos um ano e meio, no total. Entre o acidente, a reabilitação, tratamento, um ano e meio.
08:08Os meus pais arcando com todas as minhas despesas.
08:11E aí, depois que tudo isso começou a normalizar, e aí você começou a ter mais consciência, né?
08:16Eu acho que talvez esse acidente, ele veio nesse despertar, né? De você olhar pras finanças de uma outra maneira,
08:24de você reavaliar também a questão dos valores familiares.
08:30De olhar e falar, caramba, olha só. Olha a quantidade de coisas que meus pais me ensinaram, eu não coloquei
08:35em prática e vou ter que colocar em prática agora.
08:38Eles estão cuidando de mim, então, né? Até se aproximar um pouco mais da família também.
08:42Mas depois de tudo isso, acho que teve um momento que você foi pra São Paulo, né?
08:47Conta pra gente um pouco dessa ida pra São Paulo, o que que gerou, por que que você foi.
08:52É, eu fui pra São Paulo. Eu fui pra ter uma nova vivência, novas experiências, pra trabalhar, pra estudar mais
09:01um pouco, né?
09:02E saindo ali daquele universo que eu estava, eu fiquei imersa naquele universo caótico durante um tempo, eu também precisava
09:10me reencontrar como pessoa.
09:12Então, eu tive a oportunidade de ir pra São Paulo e fui, né?
09:16E lá eu trabalhei, eu estudei, eu passeei, eu conheci o meu esposo, né?
09:22Nos casamos, formamos a nossa família.
09:26Mas, nada disso seria possível se eu não tivesse tido essa consciência, né?
09:30Essa nova consciência do dinheiro, do trato com as finanças, propriamente dito, né?
09:37Porque você morar sozinho numa cidade grande, num outro estado, né?
09:42Não é fácil.
09:44Então, tem que ter, sim, bastante disciplina, né?
09:48E quanto tempo você ficou em São Paulo?
09:50Doze anos.
09:51Doze anos em São Paulo.
09:52Isso, eu fiquei doze anos e agora eu voltei pro nosso estado e tô muito feliz por ter voltado.
09:59Bacana, bacana.
10:00Se você tivesse tido acesso à educação financeira, antes disso tudo, né?
10:06Antes do acidente, enfim, lá atrás, em algum momento da sua vida, se você tivesse tido acesso à educação financeira,
10:13você acredita que a sua vida teria sido diferente?
10:18As suas ações teriam sido diferentes?
10:20Você acredita que mudaria algo pra você?
10:22Com certeza.
10:24Eu acredito, inclusive, eu acho que a educação financeira, ela é primordial pra uma economia mais estabilizada a longo prazo,
10:34né?
10:34Porque antes de sermos funcionários, antes de sermos empresas, nós somos pessoas.
10:38E como eu sou uma pessoa de pessoas, eu sempre valorizo o crescimento do eu, né?
10:46A valorização do eu.
10:47Então, eu acho que nós temos sim que ter uma educação financeira.
10:51Eu, se eu tivesse tido uma educação financeira, talvez eu não tivesse passado por esses momentos tão críticos, né?
10:57Não teria trazido até essas mudanças de plano tão repentinas também pra dentro da casa dos meus pais.
11:05Então, eu acredito que sim, é muito importante a educação financeira e faz toda a diferença.
11:12E qual foi, assim, a maior lição que você tirou disso?
11:15Que você parar pra pensar hoje, mais madura, né?
11:19Casada, sua família formada.
11:21Qual é a maior lição que você tirou disso, assim?
11:24A maior lição que eu tirei disso é que a gente tem sempre que revisar os planos, programar os nossos
11:33investimentos, dosar os nossos gastos, utilizar cartões de crédito, créditos rotativos, crediários, tudo isso de uma forma inteligente, né?
11:45Eu acho que tudo isso existe pra gente evoluir, né?
11:50Pra uma evolução, um investimento, são coisas a longo prazo.
11:56Agora, coisas mais superficiais, coisas mais rápidas, a gente tem que separar um orçamento pra aquilo, né?
12:04Pensar no nosso salário como uma instituição financeira mesmo, né?
12:08E separar um orçamento pra cada coisa, cada área.
12:11Se você quer fazer um hobby, se você tem um hobby, não desista dele por falta de recursos.
12:16Crie recursos, né?
12:17Pense nas suas despesas, organize pra você conseguir alcançar esses objetivos.
12:23E assim você vai caminhando, realizando e com uma vida financeira um pouco mais estável, um pouco mais saudável, contando
12:30com imprevistos.
12:32E esse planejamento, isso aí, como é que é feito em casa, né?
12:35Você tem seu esposo, tem seu filho, e aí como é que vocês fazem isso?
12:39Vocês conversam? Como é que é esse trato dentro de casa?
12:42Sim. Durante um tempo, né? Logo no comecinho, era meio que um querendo puxar pra um lado, o outro querendo
12:49puxar pro outro e ninguém saia do lugar.
12:52Aí, nós lemos um livro juntos chamado Casais Inteligentes Enriquecem Juntos.
12:57E isso foi muito importante pro nosso relacionamento, né?
13:01Nós somos pessoas, os casais normais fazem outras coisas.
13:05Nós não, vamos pensar, vamos ler, vamos fazer a terapia financeira.
13:11Nossa, é.
13:12E aí, nós passamos a sentar, discutir os planos pessoais, os planos coletivos, né? Como família, os investimentos de curto,
13:22médio e longo prazo.
13:24Passamos a fazer o DRE.
13:26Ó, então, já usou alguma coisa da faculdade.
13:28E quem ensinou o DRE pra ela?
13:30Pergunta, Patrícia.
13:32O pessoal pergunta assim, só de leve, pergunta pra ela, quem foi que ensinou?
13:35Quem foi?
13:36Eu que ensinei o Érico, né?
13:39Foi, foi o Érico que ensinou.
13:41E assim como o DRE, eu acho que é importante fazer uma espécie de balanço também, né?
13:45Você, de tempos em tempos, vê.
13:48Tá dando certo dessa forma?
13:50Vamos medir de outra forma?
13:52Então, nós temos planilhas, listas, listas de compra, lista de desejos, de investimentos, de viagens.
14:01Nós temos listas, né?
14:02Tanto pessoal, quanto coletivos.
14:05E temos o DRE, a gente coloca ali tudo, todas as receitas e todas as despesas.
14:12E nas épocas de maiores crises, a gente tirou só um pequeno prolabore, assim, uma mesadinha mesmo,
14:19e pra quitar o resto, pra sobreviver, pra investir.
14:23E aí a gente vai reavaliando todo esse trajeto, de tempos em tempos, de três em três meses, de seis
14:29em seis meses,
14:30todo mês, né?
14:31As despesas a gente sempre faz todos os meses.
14:33E assim nós seguimos.
14:35E olha que legal que ela trouxe, né?
14:37Essa questão da reunião familiar.
14:39Isso aí.
14:40Do casal sentar pra definir as prioridades.
14:44Se agora dá pra fazer determinada coisa, se não dá.
14:48Sabe?
14:48Essa coisa de olhar pro imediatismo.
14:51Tipo, ah, eu quero isso agora.
14:52Mas o quanto o agora vai comprometer o meu futuro?
14:56É.
14:56Né?
14:56Então, essa questão da reunião familiar é extremamente importante.
15:00Eu acho que cada família tem que trazer pra sua realidade.
15:02Não existe uma receita de bolo.
15:05Uma regra.
15:06E a gente vai colocar todo mundo na mesma caixinha e todo mundo vai funcionar do mesmo jeito.
15:10Não.
15:10Acho que cada família vai entender qual é a sua realidade.
15:14Pra ela, uma reunião trimestral funciona?
15:16Funciona.
15:17Pra você, semestral, pra mim, anual, o que seja.
15:20O importante é que o casal tenha essa consciência.
15:23De sentar, de conversar, de alinhar.
15:27Que hoje a gente tem, né?
15:28Pesquisas mostram o percentual de separação por conta de dinheiro.
15:34Sim.
15:35Por conta de falta.
15:36E, às vezes, não só a falta não, tá?
15:38O fato de ter também dinheiro gera confusão na família.
15:41A falta de diálogo entre o casal, definição das prioridades.
15:46Muito bacana ela trazer isso, né?
15:48Isso é muito importante.
15:49Muito importante mesmo.
15:49E aí, é filho?
15:51Filha.
15:52Filha.
15:52Como é o nome dela?
15:53Lavínia.
15:54E a Lavínia, ela participa.
15:55Ou seja, quando vocês estão aí discutindo, fazendo essa...
15:58Essa terapia financeira em casal, vocês chamam ela pra participar desse momento?
16:05Ou ela fica meio de longe ouvindo?
16:07Como é que é a participação dela nesses momentos em família?
16:11Às vezes, ela participa, né?
16:14É comum ela sempre estar rodeando, permeando, né?
16:18Só que, às vezes, ela...
16:19Ai, mãe, meu aniversário, eu quero festa, eu quero...
16:22Eu quero do panda, eu quero da Barbie, eu quero do unicórnio.
16:25E aí, a gente...
16:27Ela já tem noção, também, assim, de que precisa se programar, né?
16:33Que, às vezes, está dentro do orçamento, às vezes, não.
16:37E, às vezes, é comum ela falar, mãe, dá pra comprar esse?
16:40Às vezes, ela, escolhendo um presente de aniversário, ela chega e pergunta, mãe, dá pra comprar esse?
16:46Filha, esse dá pra comprar.
16:48Ou, às vezes, mãe, eu quero comprar uma gelatina na escola, né?
16:52Dá pra comprar com o dinheiro que eu tenho?
16:54Dá pra comprar.
16:56Quanto que eu tenho que dar pra moça?
16:57Quanto que a moça tem que me devolver?
16:59Então, ela é bem esperta nesse sentido.
17:01Ela ganha mesada?
17:02Você dá mesada pra ela?
17:03Vocês dão mesada?
17:03Nós damos.
17:04Damos mesadinha pra ela, pra que ela consiga, também, administrar, né?
17:09Ali na escola, um docinho, um sorvetinho, pra que ela entenda que tem fim, né?
17:15Não é infinito, não.
17:16O recurso acaba.
17:18Então, ela precisa usar com inteligência.
17:20Exatamente.
17:21E bacana isso porque, no episódio anterior, né?
17:24A gente falou...
17:25Em algum outro episódio que a gente fez aqui, o Renan...
17:27A gente falou sobre...
17:28Exatamente.
17:29A gente falou sobre educação financeira pra crianças e adolescentes nas escolas.
17:33E a gente comentou, em um determinado momento, sobre a importância da criança viver isso
17:39também dentro de casa.
17:41Porque não adianta ela viver isso na escola...
17:43Chegar em casa e ter uma outra situação...
17:45É, a professora falar que tem que poupar.
17:46Isso.
17:47Que o dinheiro tem que ser planejado.
17:49Que o dinheiro tem fim, né?
17:51Não adianta a professora falar isso se em casa ela não vive isso.
17:54Se em casa é aquela turbulência, não guarda pra nada, tá sempre devendo.
17:59Ué, mas a professora fala uma coisa...
18:00Chega em casa é outra.
18:01Faz outra.
18:02É verdade.
18:02E aí, que bacana, né?
18:03Cria confusão mental, né?
18:04Cria.
18:05Ela fica confusa.
18:06Ela já vive isso, ela já vê ali, né?
18:09Eu acho que o maior exemplo não tem jeito.
18:11É o dos pais.
18:12É o dos pais.
18:12É a primeira escola, né?
18:14É a primeira escola.
18:14A gente vai replicar o que os nossos pais nos ensinam, né?
18:19Foi o que ela falou, né?
18:20Os pais dela, sua mãe é o quê?
18:22A minha mãe era empregada doméstica.
18:24E seu pai?
18:25Meu pai, pedreiro.
18:26E prosperaram.
18:27E prosperaram.
18:28E assim, eu lembro dos meus pais separando o dinheiro.
18:31Isso aqui é pra pagar isso?
18:33Isso aqui é pra isso?
18:33Eu lembro muito bem, claramente disso.
18:36Então, eu tento replicar isso na minha vida familiar também.
18:41Porque eu acho que isso foi determinante, né?
18:43Pra eu ter aquele estalo, aquela viradinha de chave.
18:46Foi lá no meu subconsciente falando.
18:49Não, tem que ser feito dessa forma.
18:51Mas eu acredito também que cada família tem que trazer pra si a sua própria realidade, né?
18:56Às vezes o que funciona pra mim não funciona pra o trem.
19:00Então, é importante.
19:02A gente tá falando abertamente.
19:03Dinheiro é tabu, né, gente?
19:05Falar de dinheiro é tabu.
19:07Mas eu acho que esse tabu tem que ser quebrado.
19:09Vocês estão fazendo muito bem isso por aqui.
19:13E a gente precisa sim.
19:14A gente fala de tudo.
19:15A gente tem que falar de dinheiro sim.
19:17A gente não tem que ter vergonha por esse mês estar apertado.
19:21A gente tem que buscar a solução.
19:23Pra quê?
19:23Pra no mês que vem a gente não estar apertado de novo pelo mesmo motivo.
19:26É pra isso que serve a organização financeira.
19:29Que a gente já falou em episódios, né?
19:32Anteriores, aham.
19:32E também o planejamento, né?
19:34Então, é isso que ela trouxe muito, né?
19:36O planejamento, o exemplo, a lição de vida.
19:40Você também aprender, né?
19:41Com a jornada.
19:42Com certeza.
19:43É, a jornada.
19:44A jornada.
19:45A jornada.
19:45A jornada.
19:46A jornada é muito importante.
19:48É verdade.
19:48O processo é muito importante.
19:50Rapidinho, uma última pergunta pra gente poder ir finalizando.
19:53Em casa, quem gasta mais?
19:56Quem é que segura ali?
19:58Pode falar, não tem problema.
20:01Se for ele, não tem problema.
20:02Pode falar, fica tranquilo.
20:04Eu acho que eu gasto mais.
20:05Mas eu tenho uma mente muito criativa.
20:09Pra gastar, né?
20:12Pra gastar, você tem muita criatividade.
20:14Então, às vezes ele tem que me puxar de volta e falar, não, calma aí, vamos pensar um pouco mais,
20:21né?
20:21Mas eu sempre penso, assim, no coletivo também, né?
20:25Eu não gasto por gastar, mas quem gastar mais sou eu.
20:28Ah, legal.
20:30Bonitinho ela falar, né?
20:32É, ela tá admitindo, consciente.
20:34Isso é consciência, entendeu?
20:35Exatamente.
20:36Porque, assim, outra situação, e aí, é que talvez foi...
20:39Fugindo, né?
20:41Fugindo da resposta.
20:42Mas eu sou uma investidora.
20:42Eu não gasto, eu invisto?
20:44Muito bem.
20:45Ah, viu?
20:46Isso aí.
20:46Isso aí.
20:47E tem coisa que não é gasto.
20:49Nem tudo é gasto.
20:51Exatamente.
20:51Nem tudo é gasto.
20:52Tem coisa que é investimento, né?
20:55Isso aí.
20:55E a gente vai também agora pedir, antes de terminar, a gente sempre pede, a gente sempre
21:00deixa uma dica, né?
21:01Para os nossos ouvintes aí, para quem está nos assistindo.
21:04Então, a gente vai passar essa responsabilidade para a Lorena hoje.
21:09Você que vai indicar.
21:09Você que vai dar dica, indicações, fique à vontade.
21:14Bom, uma dica que eu dou é não parem de estudar.
21:18Estudem sempre.
21:19Busquem sempre novas fontes de aprendizado, principalmente em questões financeiras, questões
21:25pessoais, desenvolvimento pessoal.
21:28Programem-se.
21:29Ouçam também, né?
21:30Se você tem uma vida familiar, se você tem um companheiro, uma companheira.
21:34Ouça também as vontades, as necessidades, para que aquilo caiba no orçamento.
21:40E, assim, no meu desenvolvimento pessoal, eu tive algumas literaturas, né?
21:47Nesse caminho.
21:49Uma que me chamou muita atenção foi Casais Inteligentes Enriquecem Juntos, de Gustavo Serbase.
21:56e Mulheres que Correm com os Lobos, que aí eu utilizo mais no meu crescimento, no meu desenvolvimento
22:03profissional mesmo.
22:04E tem um outro que é a Guerra da Arte.
22:09É a Guerra da Arte.
22:10Isso, que é uma literatura que eu também deixo aí para vocês.
22:14Tá bom?
22:15É isso.
22:16Bacana.
22:17Estou muito feliz de ter você aqui.
22:18Muito grato por ter você contando a sua história, que é uma história lindíssima.
22:24É isso.
22:25E aí o pessoal, se quiser mandar perguntas, participações, ação, Angérico?
22:30Se você quiser mandar perguntas, sugestões de pauta, manda para o nosso direct no Instagram,
22:37que é o arroba perrengue.financas.
22:39Vai lá, se inscreve no nosso Instagram, manda pergunta, manda sugestão, que a gente
22:43está sempre lendo, respondendo.
22:44E, quem sabe, a sua pergunta pode ser respondida aqui com a gente, ou até mesmo vira uma pauta
22:50de um programa para a gente apresentar aqui para vocês.
22:54Ok?
22:54Isso aí.
22:54Lorena, a gente agradece muito a sua presença, sua disponibilidade de ter vindo até aqui.
23:01Muito grata por abrir sua história, trazer seus aprendizados de vida.
23:07E é isso.
23:07Muito grata, viu?
23:08Muito obrigada.
23:08Muito obrigada.
23:09Eu que agradeço, viu?
23:11Valeu.
23:11Até a próxima.
23:12Até.
23:12Tchau, pessoal.
23:13Até a próxima.
23:14Tchau.
23:14Tchau.
23:15Tchau.
23:17Legenda por Fábio Jr Laboratório Fantasma

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