Pular para o playerIr para o conteúdo principal
  • há 12 minutos

Categoria

🗞
Notícias
Transcrição
00:08Muito bom dia, bem você está no ar. Deixa eu te fazer uma pergunta.
00:12Você mulher já chegou no trabalho e ficou com aquela sensação que vão descobrir que você não é boa o
00:18suficiente para ocupar aquele cargo?
00:20Que foi sorte, que você não merece estar ali.
00:23É uma sensação que aperta o peito, que faz a gente se diminuir, mesmo quando tudo em volta mostra o
00:30contrário.
00:30E o pior, muita gente vive assim, em silêncio, achando que é a única.
00:35Mas essa sensação tem nome, se chama síndrome da impostora e atinge mulheres competentes, dedicadas, que conquistaram muito,
00:45mas que ainda assim não conseguem se sentir merecedoras das próprias conquistas.
00:49Dá para trabalhar isso e a gente vai te mostrar como.
00:53Hoje no Bem em Você a gente recebe a terapeuta transgeracional Flávia Távora.
00:59Flávia, tudo bem? Bom dia.
01:00Bom dia, obrigada Thais, obrigada também aos telespectadores.
01:04Esse tema me apaixona, porque fez diferença na minha vida quando eu comecei a entender o que era a terapia
01:11transgeracional
01:12e vai fazer a diferença na vida de muitas pessoas também.
01:15É muito interessante esse tema. Vamos começar falando sobre essa síndrome da impostora, que é muito mais comum do que
01:23a gente imagina.
01:24A mulher que ela chega ali no auge, no sucesso dela e entenda que sucesso é uma coisa muito variável.
01:32O meu sucesso, o seu sucesso, o seu sucesso dela, cada um tem a sua meta de vida.
01:37Então a mulher chega naquela meta de vida ali e não se sente valorizada, não se sente competente, acha que
01:45sempre está faltando alguma coisa.
01:47E muitas vezes ouve de quem está perto, da mãe, do marido, de uma cunhada, ouve que você não é
01:55boa o bastante, que não é suficiente o bastante e não valoriza as suas competências.
02:01Isso é muito comum, não é?
02:02Muito comum. E aí, para explicar um pouco de onde vem essa síndrome da impostora, eu vou falar um pouco
02:08de biologia, tá, Thaís?
02:10Veja, nós somos mamíferos, tá? E mamífero, quando você olha para a natureza, a mãe toma conta do filhote ali
02:17até que ele tenha independência e já possa sair andando e vai para mais longe da mãe.
02:23Nós humanos também temos essa história, né? O bebê depende exclusivamente da mãe e o bebê, né, humano, depende muito
02:30mais tempo, né, desse cuidado da mãe e do pai.
02:34Então, o que é que acontece? Quando nós não nos sentimos vistos pelo pai e pela mãe, a gente cresce
02:41porque a criança, ela nunca vai achar que o problema está com a mãe e o problema está com o
02:44pai.
02:44Assim, que é uma mãe que está indisponível pelas questões dela ou um pai que está indisponível pelas questões dela,
02:50ela vai sempre achar que a culpa é dela.
02:52Ela já começa a internalizar aquela coisa de que ela não é boa o suficiente, por isso que os pais
02:59não olham para ela, não cuidam dela, não atendem as necessidades emocionais dela.
03:04Já nasce ali na infância.
03:05Já nasce ali na infância, tá?
03:07Então, assim, isso é integrado de uma forma que vai lá mesmo, muito internamente, assim, vai lá para o inconsciente
03:15aquela mensagem de que eu não sou boa o suficiente.
03:18Isso acontece só com as mulheres? Não.
03:20Isso também acontece com os homens.
03:22Não se sentir visto, na verdade, é o grande causador desse sentimento de impotência, de insuficiência que a gente acaba
03:30carregando pela vida toda.
03:33E aí, eu vou explicar um pouco, assim, que às vezes não é de fato que os pais não olhem
03:39aquela criança, porque vai muito também de como ela percebe, tá?
03:43E uma coisa que eu acho importante falar é assim, às vezes a gente faz comparações do tipo assim, ah,
03:47são quatro filhos criados pelo mesmo pai, pela mesma mãe, cada um tem um jeito diferente.
03:53E, na verdade, a gente, através da terapia transgeracional, a gente sabe que cada filho, na verdade, teve um pai
04:02e uma mãe diferente.
04:03Isso.
04:04Por que diferente?
04:05Porque cada filho nasceu em um momento de vida daquele casal.
04:09O primeiro filho, por exemplo, viveu aquela história de que é o primeiro filho, é onde os pais estão aprendendo
04:16a ser pais também.
04:17Então, às vezes, tem um peso maior, né?
04:20Então, vem o segundo, o terceiro.
04:22E a posição de nascimento também traz mandatos familiares.
04:26Assim, qual a expectativa que a família tem em relação ao primeiro filho?
04:29Qual a expectativa em relação ao segundo?
04:32O nome dado, por exemplo, o seu nome é um nome que vem de origem grega.
04:37E diz, qual é a etimologia do nome, tá aí?
04:40Aquela que precisa ser contemplada, né?
04:43A bela que precisa ser contemplada.
04:45Então, assim, é por acaso que você tem o nome de Thaís, não é por acaso.
04:50Então, a gente já nasce com esses mandatos e o transgeracional, ele vai assim, antes do nascimento, a gente olha
04:57para os 18 meses anteriores ao nascimento.
05:00Então, a gente tem ali os 9 meses anteriores à concepção, que tem uma influência muito grande do pai.
05:07E a gestação, que a gente sabe que tem uma influência muito grande do estado em que a mãe está
05:11durante a vivência daquela gestação.
05:14Então, já tem muita coisa que a gente já vai internalizando.
05:18Antes mesmo de nascer.
05:19Antes mesmo de nascer, né?
05:20Todas as histórias de pai e mãe.
05:22Então, assim, o que é que meu pai viveu?
05:24A história da minha mãe.
05:25Então, tudo isso já é uma base que nos traz na infância também.
05:29Essa sensação, às vezes, se eu fui rejeitada, por exemplo, a sensação de rejeição de um bebê,
05:34pode ser no momento em que uma mãe toma um susto quando descobre que está grávida.
05:38Sim.
05:39Não foi planejado.
05:40Então, já tem aquele sentimento de rejeição, mas depois entra naquela história.
05:45Não, eu quero ter meu bebê.
05:46Então, tudo isso, Thais, é um universo de informações que o bebê capta.
05:52Depois vem o nascimento e vem essa sensação de não ser visto.
05:55E, às vezes, é isso.
05:56Não é que não esteja sendo visto, mas talvez a forma como ele gostaria de ser visto seja muito superior
06:01ao que ele está recebendo.
06:02Então, é como se não atendesse a necessidade.
06:04E aí, a pessoa vai levando para a adolescência, para a vida adulta.
06:06Isso, vai levando para a adolescência e para a vida adulta.
06:09Sempre há a sensação de falta, de que não é capaz, que não é suficiente.
06:14Mesmo sendo aquela pessoa que tem vários títulos, às vezes, você falou.
06:18Não é questão de incompetência.
06:20Tem várias formações.
06:21E, às vezes, você vê pessoas que investem muitas formações para como se dissessem assim,
06:26não, quanto mais estudar, mais preparada eu estou.
06:28Aí, você chega na empresa dando o melhor de si.
06:31com todos os seus diplomas e o chefe só elogia quem?
06:36O babão do lado, que não tem metade da sua competência.
06:40Aí, você sente o quê?
06:42Incompetente.
06:42Você diz, poxa, eu tenho todo esse trabalho, né?
06:47Desenvolvo tudo isso, né?
06:48Eu atendo o meu chefe nos prazos.
06:50Eu faço isso, faço aquilo, não sei o quê.
06:52Mas a outra pessoa que sempre tem um babão em todo canto é o babão.
06:56Então, ele leva o elogio e a pessoa se sente como?
07:00Afundada.
07:00Então, tem muita essa coisa da vibração e da energia que a gente tem.
07:06Então, assim, eu vou sempre...
07:07Aquela história de semelhante atrai semelhante.
07:09Sim.
07:09Então, se eu já tenho esse sentimento forte de rejeição, de incompetência, eu vou, com
07:16certeza, atrair alguém que, de alguma forma, confirme aquela minha sensação.
07:21Então, aí é onde entra a questão do transgeneracional.
07:23Porque quando a gente começa a olhar essa história, a gente olha pra árvore materna,
07:27a gente olha pra árvore paterna e a gente começa a mergulhar exatamente como é a história
07:33dessa mãe, como é que foi a história dessa mãe com a mãe dela, com o pai dela, sabe?
07:38Pra o pai é a mesma história.
07:40Como é que foi a relação dele com a mãe, com o pai?
07:42Que experiências os avós viveram?
07:45Porque, assim, nós somos uma parte de cada um desses antepassados que a gente tem.
07:51Então, a gente começa a entender pelas datas, a gente vai fazendo estudo, com quem essa
07:55pessoa está mais identificada na árvore.
07:57Então, a gente começa a andar nesse mapa que é a árvore genealógica e a gente começa
08:04a descobrir mesmo, assim, com quem o cliente está identificado na árvore, qual a história
08:10dessa pessoa que influencia a vida dele hoje.
08:12Então, assim, a grande consciência, a ampliação dessa consciência em relação a essa árvore
08:18do que a gente herda e também do que a gente herda de bom, porque tem muita força, tem
08:23muita resiliência nos nossos antepassados, nos nossos pais.
08:28Tanto é que nós estamos aqui, né?
08:29Se não houvesse essa força, essa resiliência, a gente não estaria aqui.
08:32Então, é possível trabalhar isso, né?
08:34É possível quebrar esses ciclos de dores, de defeitos e reforçar as qualidades que a
08:43gente erra.
08:44Perfeito, perfeito.
08:45O trabalho é exatamente esse, é ampliar a consciência nesse olhar com amor, com respeito e sem
08:52julgamento, né?
08:52Porque eu acho que a gente, às vezes, tem muito esse olhar de julgamento, fez certo ou
08:56fez errado.
08:56E quando a gente sai desse lugar de julgar, que a gente olha só com o amor que aquelas
09:01pessoas tiveram nas escolhas e decisões, que a gente pode até dizer que foi desfuncional,
09:06né?
09:06Algumas escolhas, alguns comportamentos, mas assim, não nos cabe dizer foi certo ou foi
09:11errado.
09:12Foi o que cada um conseguiu dar conta naquele momento, né?
09:16Nas escolhas, nas decisões, na vida que viveu.
09:19Pô, Flávio, eu fui criada pelos meus avós, né?
09:22Desde pequena, amorei com eles.
09:24E minha avó era uma mulher muito forte e que mandava em casa.
09:29Era quem mandava no meu avô.
09:32Aí você acha que eu casei.
09:33E quem é que manda lá em casa?
09:35Você.
09:37Claro, né?
09:37Não ia casar com um homem que mandasse mais do que eu, entendeu?
09:43Peso perfeito.
09:44É, então a gente vai reproduzindo essas coisas que são boas, a gente tem que reproduzir.
09:48O que não é bom, a gente corta, não é isso?
09:50Seu marido acha bom também?
09:52Acha, acha.
09:53Eu digo como é pra fazer e como não é pra fazer e pronto.
09:57E aí, se ele não quiser confusão, ele só...
09:59Não é não, Romildo?
10:00Se ele não quiser confusão, ele só concorda.
10:03Não.
10:03Não?
10:04Quem manda lá em casa sou eu.
10:05Agora, quem manda em mim é ela.
10:06Pronto, olha aí.
10:08Tá vendo?
10:08É a melhor harmonia de uma relação, é essa?
10:12Não, eu acho que esse é o equilíbrio, sabe?
10:13Se existe o equilíbrio no casal, as escolhas que foram feitas, perfeito, sabe?
10:19Mas assim, do jeito que a gente reproduz uma coisa que você chama de boa, a gente também
10:23reproduz inconscientemente.
10:24Imagine que sua avó não tivesse se separado muito jovem, tivesse criado os filhos sozinha e
10:30não tivesse tido uma outra relação.
10:33Qual é a mensagem que ela tá passando?
10:36Fiquei viúva, mas eu sou muito forte, eu vou dar conta de criar meus filhos sozinha e eu
10:40não preciso de homem.
10:42Esse é o recado que vai pro inconsciente desses filhos e pode ir também para os netos, sabe?
10:48Então assim, essas escolhas que são feitas, né?
10:52Elas acabam ficando, porque lá no fundo, no fundo, no fundo, imagina a dor de uma mulher
10:56ter perdido o marido jovem, ter ficado com os filhos para criar sozinha, mas assim, nem
11:01sentir às vezes ela se permite.
11:03Sim.
11:04E aí essa dor inconsciente, que não é elaborada, ela acaba passando para gerações futuras.
11:10Então hoje em dia a gente tem muitas mulheres que vivem desse jeito, não preciso de homem,
11:15eu dou conta da minha vida, né?
11:17E aí a gente olha para a história e vê que na verdade tiveram ali mulheres que precisaram
11:21ser muito fortes e dar conta de filhos sozinhas.
11:24Exatamente.
11:25Então isso vai passando, sabe, Thaís?
11:26Flávia, olha, vou lhe convidar para você voltar aqui mais uma vez para você continuar
11:30esse assunto, que é maravilhoso.
11:33Fiquei aqui querendo saber mais sobre isso, pena que o tempo da gente é tão curto, mas
11:37é muito interessante a gente fazer esse processo de autoanálise, né?
11:41De saber o que é que a gente herda, muito interessante o assunto.
11:44Perfeito.
11:45Diga seu Instagram para quem quiser lhe seguir.
11:47Tá, meu Instagram é arroba Flávia Távora, underline, né?
11:50Tracinho, terapia.
11:52Maravilha, obrigada, viu, pela participação aqui.
11:55E agora a gente vai para um rápido intervalo e daqui a pouco a gente volta com uma conversa
11:59importante sobre a fisioterapia nos idosos.
12:02Zé, já, já.
12:10Eu recebo aqui no estúdio agora a Elisângela Rocha, que é fisioterapeuta e a gente vai
12:16falar de um assunto muito importante, que é a fisioterapia nos idosos.
12:21Tudo bem?
12:21Bom dia.
12:21Bom dia, Thaís, bom dia.
12:23Olha, a gente sabe que o idoso, ele tem idosos que se cuidam um pouco mais, fazem uma musculação,
12:30aí fazem uma fisioterapia, mas a fisioterapia motora não é a única que deve ser feita no
12:36idoso.
12:36A gente trabalha com a fisioterapia também preventiva.
12:41Alguns idosos, eles têm, como você falou, a capacidade de continuar a atividade física.
12:48Outros idosos não, por limitações já da idade, limitações das doenças.
12:53Então a gente trabalha com o idoso também domiciliar para levar autonomia e confiança e
12:59a reabilitação desse paciente.
13:00E um ponto muito importante é a fisioterapia respiratória, não é isso?
13:04Sim.
13:05A partir de que idade o idoso deve começar a se preocupar?
13:08Ou se o idoso tiver alguma comorbidade, ele tem que fazer a fisioterapia respiratória?
13:13Normalmente a fisioterapia respiratória, ela já é indicada pelo médico que já acompanha
13:17o paciente.
13:18Se ele teve alguma comorbidade ou alguma doença respiratória, é ideal que ele procure já
13:24uma fisioterapia respiratória para trabalhar a mobilidade pulmonar, a frequência de
13:30respiração, que também interfere na frequência cardíaca.
13:34Então a gente precisa começar o mais rápido possível essa reabilitação.
13:39Então é todo um fortalecimento que é necessário dessa região aqui do sistema respiratório,
13:45principalmente nesse período que está chegando de inverno, de chuva, que as pessoas costumam
13:51ficar mais gripadas, com virose e tudo mais.
13:54Então quando a gente tem um sistema respiratório mais trabalhado, mais forte, ajuda a passar
14:00por essas doenças.
14:01Sim.
14:02O trabalho da fisioterapia respiratória deixa o paciente preparado para enfrentar essas
14:08dificuldades.
14:08É um ambiente mais frio, o idoso quando está chovendo, o tempo chuvoso, tende a ficar quietinho
14:14no cantinho.
14:15E isso faz com que ele mude o padrão respiratório dele também.
14:19Então ele deve saber como se posicionar para se deitar, levantar e não atrapalhar essa
14:24respiração.
14:25E algumas dicas básicas que a gente dá nos atendimentos para que isso também ajude
14:31na deglutição, porque às vezes ele respirando mal ele pode também engasgar.
14:36Então a gente direciona para esse fortalecimento.
14:40E com relação à fisioterapia física na motora?
14:43Eu estou vendo aqui que você trouxe alguns aparelhos que você utiliza para fazer a fisioterapia.
14:49Eu acho que esse aqui é o mais comum que tem, né?
14:51Isso.
14:52Que é a faixa?
14:53É a mini-ban, a faixa elástica, né?
14:55Sim.
14:56A gente trabalha a força e mobilidade do paciente, tanto dos músculos inferiores como
15:03dos superiores como inferiores, né?
15:05Então a gente trabalha para trazer força e mobilidade.
15:09Sim.
15:10Trabalhamos também com as bolas e a própria percepção do paciente, né?
15:16O trabalho da parte plantar do pé.
15:19Porque uma das coisas que o idoso começa a dar sinais da dificuldade é o caminhar.
15:25Ele começa a caminhar mais devagar, ele começa a tropeçar mais, às vezes pela perda dessa
15:31sensibilidade.
15:32Então a gente tem que trabalhar a faixa plantar do paciente para evitar que ele tenha essa dificuldade
15:38ao caminhar.
15:39E o risco de queda aumenta também muito, né?
15:42Aumenta muito.
15:43É.
15:43Então é necessário primeiro dar uma olhada no ambiente que o idoso convive e modificar
15:50alguns imobiliários, retirar tapetes, verificar se tem algum imobiliário muito pesado que
15:55é solto, deixa ele preso, porque o idoso começa a caminhar e tocar e esse imóvel pode
16:01cair ou desequilibrar.
16:03O perigo também do idoso são as quedas e a gente deve trabalhar essa prevenção.
16:08Então, tem esses aparelhos aqui que as pessoas, os filhos, os netos, os cuidadores podem
16:16utilizar com o idoso desde que sob supervisão de um profissional.
16:22Não vai comprar esse elástico e fazer uma atividade com o teu avô, com a tua avó, que
16:27pode dar ruim, né?
16:28Tem que dar a supervisão de um profissional.
16:30O ideal é que contrate ou chame, convide um fisioterapeuta que faça avaliação das
16:35necessidades desse idoso e o próprio fisioterapeuta vai indicar as atividades que ele possa fazer,
16:42né?
16:43Ele vai acompanhar inicialmente, né?
16:45Durante um período e quando for descontinuado esse atendimento, o cuidador ou o familiar que
16:51toma conta dele pode continuar algumas atividades que o fisioterapeuta vai deixar.
16:55Com a Elisângela, mas o que a gente pode ensinar para as pessoas que estão em casa, né?
17:00Sem esses aparelhos, né?
17:01Coisas simples e básicas que se pode, né?
17:04O próprio idoso, né?
17:05A idosa que está, que estão nos assistindo, que eles podem fazer ao acordar, ao alongamento,
17:11né?
17:12O idoso, ele está aposentado, né?
17:14Costuma passar muito tempo em casa, sentado em televisão, né?
17:18Aí quando vai levantar, sente aquela perna pesada, né?
17:21O que ele pode fazer ali, né?
17:23Pequenas coisas para melhorar aí no dia a dia?
17:26Manter o idoso em movimento, né?
17:28Isso é muito importante.
17:29O idoso tende realmente a ficar de frente à televisão ou fazendo alguma leitura e muito
17:34tempo sentado.
17:36Isso pode trazer algumas dormências pelo tempo que passa na mesma posição.
17:40Então ele tem que estar sempre se movimentando a cada 20, 30 minutos, levantar e tomar uma
17:45água, que é outro ponto também que o idoso deixa de se hidratar, se movimentar no ambiente
17:51que ele está.
17:52Não ficar muito tempo parado, né?
17:53Não permanecer muito tempo parado, né?
17:55Pode fazer pequenas caminhadas, né?
17:58No ambiente que ele tem em casa, se ele mora num prédio, numa área, fazer pequenas
18:02caminhadas.
18:03Isso também é bastante importante.
18:05Mas tem alguma coisa assim com o pé que possa fazer dessa maneira?
18:09Alguma coisa assim?
18:10Sim.
18:10Os alongamentos, né?
18:12Ao acordar, é primordial fazer o alongamento.
18:15Hoje em dia a gente esquece muito de se alongar.
18:18Então ele já pode começar levantando, se alongando, que o idoso conhece como se espreguiçar,
18:25né?
18:25Sentou, levantou, sentou na cama, antes mesmo da bom dia, pra mulher assim do lado, já
18:31vai fazendo alongamento.
18:32Fazendo alongamento, ele pode ir pra os laterais.
18:37Isso.
18:37O outro.
18:38Isso é muito importante.
18:40Ele começa a aquecer a musculatura pra só depois se levantar.
18:45Então ele pode começar a girar os pés, pode levantar um pouco e depois baixar, porque
18:51isso trabalha a força com o próprio peso do corpo dele.
18:56Ele não precisa carregar nenhum equipamento.
18:59Então esse movimento já ajuda, tanto na mobilidade, né, como no ganho da força.
19:05E só então ele levantasse.
19:08Um ponto importante também é o idoso aprender a se levantar da cama.
19:13Sim.
19:13Isso é importante.
19:14Isso é muito importante.
19:15Não se levantar de vez.
19:16Jamais.
19:16Às vezes, ele levanta na posição que ele está.
19:19Sim.
19:20E isso é muito ruim.
19:21Se for um idoso que tem algum problema ósseo, né, de perder a óssea, isso pode causar
19:26até fraturas.
19:27Então o idoso tem que sempre virar lateralmente pra cama, pra depois ele se levantar.
19:33Olha.
19:33Ele tem até mais apoio na cama.
19:35Nunca o idoso se levantar assim de vez.
19:37Isso.
19:37Ele vira de lado e já vai levantando.
19:40Até pra nós mesmos, né?
19:41Isso também já é uma forma de levantar corretamente, evita lesões de coluna, né, ou alguma contração
19:49muscular e possa deixar o idoso um pouco dolorido.
19:53Aham.
19:53E com relação à respiração, assim, o idoso pode respirar fundo ao acordar, porque aí
19:58já vai abrindo o pulmão, né?
20:00Isso.
20:01Fazer trabalhos de respiração simples, né?
20:04Respirar pra que o pulmão ele comece a expandir.
20:06Isso é mesmo o ar, né?
20:07Isso.
20:07Porque a tendência é o idoso começar a respirar lentamente.
20:11e curto, né?
20:13Então ele deve parar, fazer respirações mais longas, né?
20:18E espaçadas.
20:20E outra coisa, assim, socializar o idoso.
20:23Com certeza.
20:23É importante também.
20:24Muito importante, né?
20:27O familiar tende a deixar o idoso mais protegido, pra que ele não saia, pra que ele não caia,
20:33pra ele não desequilibrar, né?
20:35Perigos também que possam ocorrer dele sair sozinho na rua, não só quedas.
20:39Então tende a limitar um pouco a autonomia do idoso.
20:44E isso não é bom.
20:45Ele pode socializar, né?
20:47Se ele não pode só, a família levar em algum lugar, levar pra fazer atividades, levar
20:53pra fazer passeios, né?
20:54Onde ele possa encontrar outras pessoas.
20:57Principalmente também o idoso que mora sozinho.
20:59Sim.
21:00Às vezes ele começa a se limitar por medo de sair, por medo de cair.
21:05E é preciso que as pessoas da rede de apoio dele comecem a perceber isso e estimular esses passeios, né?
21:11Essa socialização.
21:13Trabalhar o corpo e trabalhar a mente, né?
21:16É muito importante.
21:16Às vezes a gente tem uma vida tão corrida, né?
21:19E a gente esquece de que lá no passado foi quem cuidou da gente, foi quem levou na escola, foi
21:25quem pagou as contas.
21:26E nada mais justo do que a gente retribuir, né?
21:30Tudo isso que foi feito nesse momento aí da vida.
21:34Então é muito importante estar atento, né?
21:38E o idoso vai dando sinais também, né?
21:40Ele vai estando mais cansado.
21:42Aí você, opa, peraí, a saturação baixou.
21:44Você, opa, peraí.
21:45É bom ficar atento a esses sinais.
21:47Sim, o idoso que ele tem acompanhamento de alguém cuidando dele, deve estar sempre atento a esses sinais.
21:53Se tem algum dispositivo, né?
21:55Um oxímetro, um tensiômetro, fazer esse controle regularmente, né?
22:00O fisioterapeuta, ele já faz a cada visita, já faz esse controle, né?
22:04A gente faz sempre uma inspeção geral antes de começar a atividade.
22:08Porque se a gente identifica alguma coisa, a gente já comunica.
22:11Mas a pessoa que cuida dele deve estar sempre atento, monitorando, verificando.
22:15E algum sinal de mudança, entrar em contato com os profissionais que já atendem esse idoso.
22:20É importantíssimo, hein, gente?
22:22E doutora Elisângela, muito obrigada pela sua participação aqui no programa.
22:25Com essas orientações importantes para as famílias que estão nos assistindo.
22:29Obrigada.
22:30E obrigada pelo carinho da sua audiência.
22:33Um ótimo fim de semana.
22:34A gente se encontra segunda-feira, hein?
22:36Às 8h35 da manhã.
22:38Cheiro!
22:38Cheiro!
22:39Cheiro!
22:40Cheiro!
22:40Legenda Adriana Zanotto

Recomendado