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  • há 3 semanas
Como controlar e orientar os filhos para que não participem dos desafios divulgados nas redes sociais.

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Transcrição
00:00Imagina você aí de casa, você se depara com uma cena que você nem imagina que já virou modinha entre
00:07os estudantes
00:08e basta um único aluno, por exemplo, um único amiguinho levar pra dentro de sala de aula que isso começa
00:14a ser replicado.
00:15Vamos bater um papo sobre esse assunto?
00:17Aqui no nosso estúdio eu recebo a psicóloga Gisele Afreitas, a Esione Rosário, que tem cinco filhos, imagina, hein?
00:25Cuidado ali, tem que ser redobrado.
00:27E também a Aline Nobre, que ela já pegou o filho assistindo vários vídeos na internet desses desafios, Aline.
00:35Boa tarde, sejam bem-vindas, viu?
00:37Boa tarde, boa tarde, Roberta.
00:39Prazer estar aqui novamente.
00:41É direto, eu até tava vendo o pai falando ali, né, que é monitorado.
00:46Lá em casa também a gente tenta monitorar o Natão.
00:49O Natão tem oito anos, mas mesmo assim a gente pega às vezes ele vendo coisas que a gente fala,
00:54o que que é isso, filho? Ah, mãe, é um negócio, tipo uma modinha, né, igual você falou.
00:58Uma trend, né, que eles falam.
01:00É, tá agora passando, mãe. Aí eu falei, Natão, mas você acredita nisso, filho?
01:03Isso é um teste que a gente fala assim, não, mas tá acontecendo lá, não vai acontecer aqui.
01:07E ele fala, mãe, tá todo mundo na escola comentando, todo mundo falando.
01:11Então, assim, é uma coisa que a gente fica meio assustada, né, o quanto que as coisas estão evoluindo.
01:16E, assim, é, eu tento monitorar ao máximo, mas eu vejo que a gente às vezes pode passar despercebido, né,
01:24sem...
01:24O interessante que você traz é que tem muitas mães que falam assim,
01:29ah, mas meus filhos, eles não usam muito internet, ou então não usam internet,
01:33eu nem tenho celular pra emprestar pros meus filhos, mas só que, como eu disse,
01:37basta um único coleguinha assistir.
01:41Quantos alunos tem na sala de aula do seu filho?
01:43Basta um único assistir e replicar esse desafio entre os estudantes.
01:49E Sione, você já tinha ouvido falar nesse desafio?
01:54Boa tarde.
01:55Não, boa tarde.
01:55Fala com a gente no...
01:56A Sione tá microfonada, gente?
01:59Ah, tá microfonada, ok.
02:00É, eu tenho cinco filhos, né, então esse desafio eu não sabia, não tava sabendo.
02:07Fiquei sabendo através de você até, né.
02:10Eu tenho um de 14, tenho uma de 16, um de 21 e tenho um de 8 e uma de
02:163.
02:17Todos eles têm acesso à internet, né, mas celular é só até o de 14 que tem.
02:23O de 8 assiste só monitorado, né, na televisão, a gente tá sempre controlando.
02:29E o de 14, tem um ano que eu dei o celular pra ele, né, mas a gente sempre tá
02:34olhando o status,
02:36o que ele posta, a gente tá olhando sempre o Instagram, quando eu vejo alguma coisa que tá fora do
02:41padrão,
02:42a gente senta, conversa, explica, né, que não é legal e que pode trazer, né, consequências.
02:50Uma notícia como essa que a gente deu te assusta, te deixa preocupada?
02:54Com certeza.
02:55Eu tenho um mês e meio que eu tô, assim, mais em casa, né, mas até então eu trabalhava o
03:01dia todo, né,
03:02então a gente tem que ficar ligando pra saber como que tá em casa.
03:06Eu tenho telefone justamente pra isso, né, pra gente poder tá monitorando, mas é muito complicado e é assustador mesmo.
03:14Só pro pessoal de casa entender que modinha é essa, pelo amor de Deus.
03:19Vamos fazer o seguinte, olha só, na internet, gente, é muito fácil ter acesso a esses vídeos.
03:25Olha só o que a gente, em poucos minutos, a gente conseguiu encontrar aqui.
03:29Em um aplicativo que é muito famoso, só esse vídeo que você tá vendo aí já teve mais de 5
03:34mil acessos.
03:35Ele mostra vários adolescentes na sala de aula inalando o desodorante.
03:40Olha aí que coisa mais absurda, gente, e mais, nos comentários da publicação, muitos adolescentes disseram que iam fazer esse
03:50desafio.
03:52Gisélia Freitas, o que que leva, o que que passa na cabeça das crianças, dos adolescentes, a replicar algo que,
04:03muitas das vezes, os pais conversam, falam que isso é perigoso.
04:06O que que passa na cabeça deles é imitar o amigo? Boa tarde.
04:09Boa tarde, não passa nada, né?
04:12Porque, infelizmente, isso é uma atitude.
04:16Jovens, adolescentes, o acesso à internet aumentou um pouco essa dosagem de riscos, de perigos.
04:21E a criança, o arcabouço psíquico dela ainda é muito imaturo, né?
04:25Pra entender as consequências de muitas ações, por isso a importância dos pais muito presentes.
04:30Os adolescentes estão passando por um processo de transição, que dentro dos seus hormônios, dentro das suas questões psicológicas,
04:36que sofrem muitos conflitos, mas é um momento do adolescente que ele precisa de uma aceitação social.
04:41Essa aceitação social é o grupo de amigos, é o grupo da escola, que muitas vezes são desafiados de forma
04:47imatura e entra dentro do joguinho também.
04:49Então, o que que passa na cabeça deles?
04:51Passa um processo de aceitação dentro dos adolescentes.
04:54A criança, 10 anos, 11 anos, tá saindo dessa fase, entrando pra pré-adolescência e também quer brincar, e também
05:03quer entender, não tem noção de consequências.
05:05Que importante é a mídia pronunciar, mostrar pros pais que estão acontecendo, porque são coisas que a maioria não sabe.
05:13As crianças todas não sabem, os adolescentes todos estão praticando dentro da escola, e os pais só vão saber na
05:19hora que acontece alguma tragédia.
05:21Tem aquele lance também de mostrar pro coleguinha que é corajoso?
05:25Sim, desafio, principalmente homens, né?
05:28O homem, isso é muito mais comum na figura masculina, né?
05:31E meninos, do que vai ser pra meninas.
05:33Meninas vão ter?
05:34Vão, já teve caso de tragédia, de meninas que morreu.
05:36Daqui a pouco a gente vai mostrar o caso.
05:38É, de tirando o selfie, desafio do selfie em lugares perigosos, né?
05:42Então, é um atrás do outro.
05:44E você, Aline?
05:46Você como mãe, mesmo monitorando o celular do seu filho, mesmo assim, a gente percebe que cada fase é uma
05:54preocupação diferente.
05:56Aí eu me pergunto, né?
05:57Eu falo assim, mas gente, 10 anos, o menino já não tem noção do perigo?
06:00Tem, mas vem outra preocupação.
06:02A gente nunca tem descanso, né?
06:03É essa sensação que você tem também?
06:05É essa sensação.
06:06E o que que acontece?
06:07Na verdade, hoje em dia, como ela estava falando, né?
06:10A partir dos 10 anos, a criança começa a sair aí, já ir pra adolescência, né?
06:16Pré-adolescente.
06:18Só que, assim, eu não sei, né?
06:19Vocês que são mães também, se vocês vão ter o mesmo pensamento do que eu.
06:23Mas eu acho que as crianças, igual eu digo pelo Natan.
06:26Natan tem 8 anos, mas ele é uma criança que ele é tão evoluído.
06:30Eu acho que as crianças hoje em dia estão nascendo, assim, tão evoluídas,
06:33que ele com 8, eu falo, gente, eu com 8 anos, eu brincava de boneca
06:38que eu não tinha noção, sabe, das coisas.
06:40E, assim, eu acho que por eu estar nesse meio do digital,
06:44eu trabalho, né, com o Instagram, estou ali o tempo todo conectado,
06:47o pai dele trabalha de home office.
06:50E, assim, mesmo monitorando, mas ele tem um tempo que ele chega da escola,
06:54ele chega do curso que eu coloco de luta, que ele faz e tal.
06:57E ele fica, mãe, eu posso olhar um pouquinho o tablet?
07:00Eu deixo, está todo ali preso, um monte de coisa que não pode olhar.
07:03Mas eu pego ele e vendo esses vídeos, ô, Roberto.
07:06Então, assim, as crianças estão com o dedinho muito rápido, sabe,
07:10muito acelerado.
07:12É, por isso que o diálogo é importante, porque a minha filha tem 11 anos,
07:14eu também acesso, monitoro, faço tudo, mas na escola,
07:17e na casa do amiguinho, e na rua.
07:19Isso, isso, aí a gente fica apavorada, né?
07:21É.
07:21E mesmo que a gente monitore, ainda assim, a gente sabe também, né,
07:26da esperteza das crianças e, uma vez ou outra, assistir um conteúdo,
07:31tentar dar um jeito.
07:32Ah, eu liguei para várias mães que falaram, não, eu proibi o YouTube, por exemplo, né?
07:37Agora, lá em casa, é só o YouTube Kids.
07:38Você é dessas também?
07:41Não, eu não proíbo, não, mas eu fico, assim, mais em cima, né,
07:45monitorando com mais frequência.
07:47Mas, olha, um exemplo, ontem eu fiquei assustada com a minha de 3 anos.
07:52Ela tinha, eu botei o pratinho dela para ela almoçar,
07:55e ela queria tomar o suco.
07:57Eu falei, não, só depois que almoçar, e eu fui para o quarto.
07:59Quando eu voltei, ela falou assim, mamãe, acabei tudo.
08:03O que ela tinha feito?
08:04Ela foi, abriu a geladeira, guardou lá, aí o mais velho foi lá, mãe,
08:09e ela guardou na geladeira.
08:11Aí ela riu e falou assim, trolei vocês dois.
08:14Cada fase é uma preocupação.
08:16Três anos ela tem.
08:17Olha isso.
08:18E aí, quando chega, né, nessa fase da pré-adolescência, adolescência,
08:22a gente pensa, não, agora eu estou tranquila, que nada.
08:24Os problemas só vão mudando, né?
08:27A preocupação só vai mudando.
08:28E esse caso, gente, dessa criança em Minas Gerais,
08:31não é o único que terminou de forma trágica.
08:34Aliás, olha só, esse desafio vem sendo compartilhado nas redes sociais
08:38há pelo menos aí uns cinco anos.
08:40Em 2018, uma menina de sete anos também morreu no interior de São Paulo.
08:46Olha essa tristeza, olha que menininha linda.
08:48Adriele Gonçalves inalou uma grande quantidade de desodorante aerosol
08:53e foi encontrada desacordada pelos pais.
08:56Ela foi levada em estado gravíssimo para o hospital
08:59e, infelizmente, não resistiu a uma parada cardiorrespiratória.
09:03Na época, a mãe contou em várias entrevistas
09:07que sempre olhava o celular da filha.
09:10Por isso, acredita que ela tenha visto o vídeo do desafio no aparelho de outra pessoa.
09:15Inclusive, a mãe de Adriele, na época também,
09:18ela deu uma entrevista à Record TV e falou sobre a morte da filha.
09:21Olha só o que ela disse.
09:23Ela estava com um vidro de aerosol de transferante no braço,
09:28na mão, perdão.
09:30Aí eu tirei, guardei e estava o mesmo quase que vazio e era novo.
09:35Aí eu peguei e falei assim, Adriele, deita direito, insistindo.
09:38Daí eu peguei e falei, Adriele, fui e levantei ela.
09:40No que eu levantei ela, ela estava desacordada.
09:42O quarto em peso, aquele cheiro do aerosol,
09:45eu não conseguia nem respirar muito tão bem no local.
09:49E aqui, assim, ela estava meio que queimada, roxa, boquinha.
09:54Eu não vou ver minha filha casar e entrar de noiva na igreja.
09:58Eu não vou ter nada disso.
10:00Isso tudo dói.
10:02Como dói, né, gente?
10:03Aí vem o mais difícil.
10:06Como conversar sobre esse assunto com as crianças?
10:08Ah, eu estou arrepiada aqui dos pés e da cabeça.
10:10Como que a gente conversa esse assunto com as crianças, Gisélia,
10:13de forma que elas entendam e de forma que a gente consiga convencê-las
10:18que isso, de fato, é um perigo?
10:21Difícil, né?
10:22Até porque, primeiro, os pais têm que ter ciência do que está acontecendo.
10:25É importante a mídia mostrar essas questões
10:27para que eles parem tudo imediatamente.
10:31Pode ser que algum deles esteja, nesse momento,
10:33pensando em fazer algo como.
10:35Chegou da escola, ou no café, ou no almoço,
10:38é o momento da família, senta e faça o diálogo,
10:41converse e pergunte o que está acontecendo.
10:43Aliás, estimule o diálogo.
10:46Roberta, esse é um ponto.
10:48Mas e os outros que a gente não sabe o que está acontecendo?
10:50Então, o que é que precisa, primeiro?
10:52Estimular a entender o que está acontecendo.
10:55Olha, algum grupo de amigos tem feito desafio?
10:57Quais os tipos de desafios?
10:59Mostrando amizade, que não vai punir,
11:01para que eles falem.
11:02É mesmo? É legal?
11:04O que você acha disso?
11:05Você vai falar com a mamãe?
11:06Você vai conversar com o papai?
11:08Antes de fazer qualquer coisa?
11:09Você sabia que isso aqui pode acontecer?
11:11Esse tipo de acidente?
11:13Sabia que tem pessoas que já morreram?
11:15Tem pais que mais não falam em tragédia com os filhos,
11:18blindam os filhos com relação a luto, com relação a morte,
11:22não tem esse diálogo, tem que falar.
11:24Não é que é para causar medo, espanto, mas é para blindar, é para segurar.
11:29E sem ficar com medo também, é melhor um filho medroso do que um morto, né?
11:32Então, a gente tem que ter essa audácia do diálogo e da conversa.
11:36Só que muitos pais chegam cansados, chegam também,
11:39ai, deixa lá na internet, deixa na babá lá do telefone.
11:42É, porque querendo ou não, vamos parar para pensar na realidade, né?
11:46A gente tem ali alguns minutos de tranquilidade, entre aspas,
11:50quando a gente chega em casa e também entrega um celular.
11:52Às vezes a gente tem que lavar uma louça, tomar um banho correndo,
11:55tá aqui, minha filha.
11:55É assim com você também, Sione?
11:57Quando eu chego, vem todos, né?
11:59São cinco, então todos eles querem atenção, né?
12:03Então, a mãe isso, mãe aquilo, então é uma necessidade.
12:07E se a gente não priorizar, não tirar o tempo para se dedicar,
12:13as coisas vão passando e com certeza a gente acaba, né?
12:17Sendo surpreendido por umas coisas assim, né?
12:20Você já conversou alguma vez com seus filhos sobre esses desafios?
12:24Isso já foi pauta, assunto na mesa de casa, na mesa do café da manhã, no almoço?
12:29Já foi assunto?
12:30Sim, a gente sempre conversa.
12:32Há um tempo atrás estava aí o Desafio da Batatinha, né?
12:35Logo quando lançou o filme na Netflix, a gente assistiu junto,
12:42porque não tinha como eu poderia...
12:44Proibir.
12:45É, eu ia sair para trabalhar e eles iam assistir.
12:49Então, eu achei melhor sentar junto, assistir junto e ir podando,
12:54ó, isso não pode, né?
12:55Ó, não pode isso, ó, olha o que acontece.
12:59Né, então eu acho, assim, muito importante.
13:02A gente tem o hábito lá na minha casa, a gente sentar junto, né?
13:06Comer junto, conversar.
13:08Ela trouxe uma questão interessante.
13:11Proibir.
13:12Proibir de assistir é pior ou não?
13:16Ó, a Lili já emitiu a opinião dela ali.
13:17O que você acha, Lili, pela sua experiência? Proibir.
13:20Então, eu acho que quanto mais você proibir, pior é.
13:24Eu acho que quando você tem um diálogo, e o Ala estava falando,
13:26você ter um diálogo, você sentar com o seu filho, você conversar,
13:30porque não adianta, a gente não vai ter como colocar o nosso filho numa bolha, né?
13:34A gente tem que ser bem realista e a gente tem que encarar,
13:37porque a situação não está fácil, principalmente para nós pais.
13:41Então, é um desafio todos os dias.
13:43O desafio é nosso, né?
13:44É nosso.
13:44Então, assim, não tem como você jogar para a escola,
13:47não tem como você jogar para uma babá,
13:48não tem como você jogar para ninguém.
13:49É seu.
13:51Então, assim, é o que minha avó sempre fala,
13:53filho criado, trabalho dobrado.
13:55E hoje em dia, com a tecnologia, então, está bem pior, né?
13:58Então, eu acho que tem que ser aberto, tem que jogar aberto com o filho,
14:01não pode proibir.
14:02Ninguém melhor do que a Gisele para falar para a gente, psicóloga.
14:05É, gente, olha só.
14:06É importante que o assunto principal, a pauta principal,
14:08tem que ser o diálogo, sempre.
14:11Mas muitos pais, às vezes, subjetivam muito isso
14:14e esquecem de colocar limites.
14:16O proibir se sustenta em dois pilares, né?
14:20O diálogo e também o limite.
14:23Isso não pode ser proibido, isso é errado, né?
14:27E, às vezes, eu tenho uma filha de 11 anos,
14:29às vezes, eu dou uma de doida também,
14:30que é bom fazer uma de doida,
14:31porque ela não está à idade, eu sei que a maturidade dela,
14:34ela não entende.
14:34Por mais que eu faça o diálogo, que eu converse,
14:37é importante, eu tenho que dar uma de doida.
14:39Se você meter a mão nisso aí, não pode pegar a faca,
14:42não pode entrar também para a criança ficar com medo.
14:45Porque, na minha época, o acesso que eu tinha em formação,
14:48a gente nem escutava conversa de adulto.
14:50Hoje, eles vêm TV, eles conversam,
14:52intrometem na conversa de adulto, né?
14:54Se acham acima da lei.
14:56Então, é complicado.
14:57Nossa, o tempo hoje é diferente.
14:58Não dá para ser muito amiguinho,
15:01não dá para ser muito frouxo.
15:02Tem que ter uma dosagem boa,
15:03uma luva áspera, uma luva de seda,
15:05porque, senão, não funciona.
15:06É igual, rapidinho, eu brinco com o Natan assim,
15:08ó, sou sua mãe, não sou sua amiga.
15:12Então, já, né, a gente tem que colocar aqui,
15:15eles têm que entender que a gente,
15:16eles têm que respeitar, igual você falou, é o limite.
15:19Ó, vários profissionais já passaram aqui no programa
15:21falando dessa frase.
15:22Você tem que ser pai, você tem que ser mãe.
15:25Na história de amiguinho, não, muito bem colocado.
15:28Olha só o comentário da Márcia Salles, né?
15:32E ela quer saber qual é a idade certa
15:34para a mãe passar a ter confiança no filho
15:38e não ter que ficar monitorando o tempo todo.
15:41Tem idade, né, certa.
15:42Na verdade, você predispõe uma maturidade
15:44com a criança já passando dessa adolescência.
15:47Isso é de cada filho, de cada maturidade.
15:49Tem filhos que com 12 anos cuidam dos irmãos menores,
15:53são muito maduros, ajudam até nas contas de casa.
15:55Tem outros com 18 anos que são mais imaturos
15:57que uns de 10 anos.
15:58Isso é muito relativo, ela tem que entender.
15:59Tem criança que acaba sendo mais influenciável também, né?
16:05Totalmente.
16:05Isso aí é a mãe fazendo uma leitura do seu filho.
16:08O filho é dele, é dela, né?
16:10Então tem que acompanhar, tem que entender as fragilidades
16:12e principalmente, Roberta, aceitar.
16:14Tem mãe que fantasia, não, mas meu filho é inteligente,
16:17meu filho é maduro, meu filho não é igual ao da vizinha.
16:19Às vezes é até pior.
16:20Então tem que ter esse consenso, porque a pessoa que está exposta
16:24é o filho dela.
16:26O Edson também participa com a gente.
16:28Obrigado, Edson, pela sua participação, né?
16:30A audiência masculina que não fala Espírito Santo.
16:32Ele fala que, inclusive, isso é culpa dos pais,
16:34que eles jamais compram o celular para um filho, né?
16:37Ele está falando, até colocou a idade aqui de 2 a 11 anos.
16:41Então, Edson, isso traz um alerta também,
16:46que é aquilo que a gente já disse.
16:49Independentemente se você vai dar ou não o celular para o seu filho
16:52e os coleguinhas.
16:53E existe uma pressão também muito grande, né?
16:55Porque os amiguinhos, eu não dou, os amiguinhos têm,
16:59os pais dão para os outros, né?
17:01Então vem prestar.
17:02Agora você tem que entender que a sua regra não é a regra do vizinho,
17:05não é a regra do amigo da escola.
17:07E olha, no começo desse mês,
17:10um adolescente inglês também morreu depois de fazer um desafio na internet.
17:15A mãe de Art Better Be contou que o filho foi encontrado inconsciente
17:20depois de fazer um desafio conhecido como blackout,
17:24que é o quê?
17:25Apertar o pescoço, gente.
17:26Olha isso, até desmaiar.
17:28O menino teve morte cerebral e ficou 4 meses internado em um hospital de Londres.
17:33Os aparelhos foram desligados.
17:35E aí, depois que a família conseguiu uma autorização da justiça, né?
17:39Aliás, a família só desligou os aparelhos e depois conseguiu uma autorização da justiça.
17:44E tem, tá?
17:45E tem mais desafio perigoso aí para as crianças.
17:48A gente até comentou esse desafio aqui há um tempo atrás.
17:51É o desafio do corretivo.
17:53Já ouviu falar?
17:54Sabe aquele corretivo usado para apagar a caneta que a gente compra em papelaria?
17:58O pediatra, doutor Vinícius Fagundes,
18:00vai explicar para a gente os riscos desses desafios aí para as crianças.
18:05As imagens que eu estou vendo gravadas em sala de aula,
18:10de alunos fazendo e ensinando, por vezes, em tom de desafio,
18:14a trecho do corretivo, onde eles raspam o pó do corretivo líquido,
18:17cheiram a substância e deixam muito preocupado com o pediatra.
18:20Os pais da escola, tanto público como particular,
18:24têm o papel de fiscalizar e orientar as crianças e adolescentes sobre os riscos.
18:27A escola é responsável pela vigilância e integridade física dos alunos.
18:32Essa modinha pode ser muito perigosa.
18:34Por isso, fiquem atentos.
18:36O ato de cheirar produtos como estes pode causar intoxicação
18:39e até mesmo doenças respiratórias a longo prazo,
18:43além de obstrução das guias aéreas.
18:45E quem tem asma, por exemplo, ou uma outra doença pulmonar grave
18:48pode apresentar exacerbação da doença e outros.
18:51Então, tomem cuidado, gente.
18:55Todo cuidado, principalmente com crianças,
18:57todo cuidado é pouco.
18:59Já, como diz meu pai, minha mãe, minha avó e também os telespectadores
19:03estão aqui participando, também já vi essa frase.
19:05Esse desafio do corretivo, Sione, já eu tinha ouvido falar?
19:08Também não.
19:09Também não.
19:10E você, Aline?
19:11Não, não.
19:12Nunca ouviu falar também do desafio do corretivo?
19:14Também não, tinha escutado.
19:15É aí que está o problema.
19:16Porque essa é a realidade de muitas mães.
19:19Eu ouvi falar porque a gente está aqui o dia todo imerso na notícia.
19:24Mas os pais que trabalham, que estão na correria,
19:28que chegam em casa e ainda dão atenção para os filhos,
19:31é aí que é a questão toda, né?
19:32Seria interessante, porque existem muito grupo de mães,
19:35de pais em aplicativos, de redes sociais.
19:38É o momento que uma ficar sabendo, coloca lá no grupo,
19:41fala para todo mundo, né?
19:42Não é só perguntar quanto que foi a nota,
19:44quanto que vai ser a festa da escola,
19:46quando é que a gente vai fazer um churrasco, né?
19:47De final de ano.
19:48É hora de se comunicar.
19:49Uma tem que ser apoio da outra.
19:51É rede de proteção, é rede de apoio.
19:53Agora, Gisele, embora eu já tenha te perguntado
19:55como conversar isso com os nossos filhos, né?
19:58Até porque é uma fase muito complicada,
20:01criança, também muitos entrando na adolescência.
20:05Como que a gente consegue ter a certeza
20:08de que a gente está passando ali uma mensagem certa?
20:12Porque, às vezes, eles podem se comportar de um jeito na nossa frente
20:16e na sala de aula com os amiguinhos, de outro jeito.
20:20Roberto, não dá para ter certeza, né?
20:22Agora, a gente tem que dar o nosso melhor e confiar e acompanhar.
20:26Então, quando for ter um diálogo,
20:28chama no momento tranquilo, que ele está bem,
20:30que ele preste atenção.
20:31Se ele estiver muito desatento, se ele estiver muito nervoso,
20:33se ele estiver ansioso porque vai ter um futebol,
20:36porque vai ter que sair com o amiguinho,
20:38não use esse momento para fazer aquela conversa em pé.
20:41Chame, converse, olha no olho,
20:43fica assim na mesma altura do seu filho,
20:45se ele for bem menor que você,
20:47e você confesse, fala abertamente de coração.
20:51E peça a ele, sabe o quê?
20:52Para repetir o que falou.
20:54Quando você coloca o outro para repetir,
20:56a internalização do conhecimento e da fala,
20:59ele fica, às vezes, até no subconsciente.
21:01Pede para repetir até duas vezes.
21:02Meu filho, repete de novo.
21:03Vamos lá.
21:04Para ter certeza se você entendeu o que a mamãe falou.
21:07Ai, mas a importância não.
21:08Pode ficar brava.
21:09Repete, senão você não sai para o futebol.
21:11Repete.
21:11Gostei da dica.
21:12Eu já faço isso lá em casa,
21:14mas sinal de ter a validação de uma psicóloga
21:18de que, de fato, isso funciona.
21:19Isso é uma técnica que a gente usa, às vezes,
21:21para oratório, comunicação, para palestra.
21:23E quando você está repetindo ao mesmo tempo,
21:26você está absorvendo, você está internalizando.
21:28O seu inconsciente já está mais preparado para aquilo.
21:31Então, você absorve muito mais fácil.
21:32Pede para repetir.
21:33Ele escutando a própria voz dele,
21:35o processo é diferente.
21:36Você sabia dessa técnica, Sione?
21:39Não.
21:39Não, né?
21:40Não.
21:41Como é que era, até então, a conversa?
21:42Mas eu sempre converso muito com os meus filhos, né?
21:46Sobre todos os assuntos que eu puder,
21:50porque a gente sabe que está bem complicado,
21:53como a colega falou aqui, está bem complicado.
21:55É TikTok.
21:57E a tendência é piorar, viu, gente?
21:58É, então, assim...
21:59Daqui a pouco a gente está entrando na fase da adolescência,
22:01eles estão indo para a balada.
22:03E, minha filha, é aí que o negócio começa a ficar mais sério.
22:06É, eu tenho, assim, de todas as idades, quase lá em casa, né?
22:10Então, assim, mas todos eles, cada um tem um temperamento diferente.
22:13Então, o mais velho não me deu trabalho de sair, de ir para a balada.
22:18Ele é mais reservado, mais caseiro, né?
22:21Mas aí eu tenho uma de 16 que fica assim,
22:23ah, eu quero sair, mas aí eu estou com o controlo.
22:26Não é bem assim, porque a gente fica com medo, tem a violência, né?
22:30Então, claro que eu também não posso colocar numa bolha.
22:33Aline, certamente esse assunto vai ser pauta hoje lá na sua casa?
22:38Nossa, ó...
22:39Lá em casa ou vai?
22:40É, com certeza.
22:41Lá em casa também eu achei muito interessante o que a psicóloga falou.
22:45Essa questão de você sentar e olhar no olho.
22:47Eu não tinha esse hábito.
22:50Eu passei até agora há pouco tempo, porque, assim, eu sempre...
22:53Eu não sei o que é também, acho que da criação que você tem em casa, né?
22:56Então, assim, meus pais sempre foram muito, tipo, bem duros mesmo em relação à criação.
23:04E acaba que a gente quer passar igual.
23:07Só que hoje em dia o mundo mudou, né?
23:08Então, você tem que sentar, você tem que olhar no olho
23:11para você não passar aquela coisa de general para o filho.
23:14E ele ser o quê?
23:15Ser o seu amigo.
23:17Então, assim, de chegar e falar, ah, mãe, assim, assim, assim,
23:19ter o diálogo mesmo.
23:21E ele está sabendo e te passar também, porque se você for muito brava,
23:25ele não vai querer te contar, ele vai esconder.
23:27Então, assim, isso eu ouvi um tempo atrás e eu passei a mudar e realmente,
23:31parece que ele tem mais abertura para conversar comigo.
23:35Então, assim, é o diálogo, é tudo, né?
23:37Tudo, tudo.
23:38Obrigada, viu, gente, pela participação de vocês.
23:40Que a gente tenha conseguido, né?
23:42Levar essa informação também para os lares capixabas que estão acompanhando
23:45aqui o Fale Espírito Santo, para a gente não ver mais casos como esse
23:49que a gente noticiou acontecendo.
23:51Obrigada, viu?

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