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Já parou para pensar nas consequências seríssimas que as redes sociais podem trazer para essa nova geração? A psicologa Leticia Santana e a influenciadora Nanda Coutinho falam sobre os perigos das redes.
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00:00E agora a gente segue o programa fazendo um outro alerta, presta atenção minha amiga, meu amigo,
00:06presta atenção que a gente vai falar sobre isso daqui, o impacto das redes sociais na vida dos adolescentes.
00:13Olha, eu sou mãe, tô com um ali, ó, quase chegando lá também, e o que eu vou contar pra
00:18vocês agora,
00:19esse estudo que foi feito, isso é muito preocupante, um estudo do Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos
00:26mostrou que as redes sociais estão prejudicando a saúde mental dos adolescentes.
00:32E sabe quem é a principal vítima? As meninas. É, as meninas.
00:39Segundo esse estudo, em 2021, três em cada cinco adolescentes relataram sentir-se constantemente tristes ou sem esperança.
00:51Um aumento de quase 60% em relação a 2011.
00:57E com esse excesso, né, de falso ideal feminino, elas se sentem envergonhadas com seus rostos, com suas peles, né,
01:06com sua pele, com suas roupas, elas se julgam.
01:10A pesquisa também apresentou um aumento de sentimentos negativos entre os meninos, tá?
01:15Você que é mãe de menino, você que é pai de menino, também aumentou aí de 21% pra 29%.
01:22Gente, olha, isso preocupa tanto que nos Estados Unidos, alguns dizem que até é uma emergência de saúde pública.
01:30Já parou pra pensar nas consequências seríssimas que isso pode trazer pra essa nova geração, a geração dos nossos filhos?
01:38Vamos bater um papo sobre esse assunto? Vem cá, aqui no nosso estúdio eu recebo a psicóloga Letícia Santana.
01:43Boa tarde, Letícia. Seja bem-vinda, viu?
01:45Obrigada, boa tarde.
01:46Boa tarde. E também a Nanda Coutinho.
01:49A Nanda, olha só, ela tem os dois lados aí da moeda pra contribuir hoje no nosso estúdio, né?
01:55Ela também é influenciadora e ela também é mãe.
01:59São três filhos, né, isso, Nanda?
02:01E você tem uma adolescente em casa?
02:03Tem uma de 16.
02:04Como é que é o comportamento dela nas redes sociais?
02:08Isso que a gente falou agora desse estudo, essa pesquisa que foi feita.
02:12Você percebe que a sua filha, ela absorve esse conteúdo e ela se sente em alguns momentos um pouco triste?
02:21Como é que ela fica?
02:23Boa tarde.
02:24Boa tarde.
02:24Boa tarde.
02:25É, minha filha tem 16 anos, né?
02:28Então, assim, ela tá naquela fase do aplicativo das dancinhas.
02:32Tá muito em alta.
02:34E você falou, isso eu lembrei de um episódio no ano passado.
02:38Na escola dela, a gente teve uma situação que foi muito chata.
02:45Uma coleguinha, que eu nem chamaria assim, né?
02:49Mas uma aluna da escola, pegou algumas fotos da minha filha e expôs minha filha numa página
02:57que eles criaram um grupo de adolescentes, criou uma página pra ridicularizar outros alunos.
03:04E pegou uma foto da minha filha, falando do físico da minha filha, porque a minha filha, ela é bem
03:11magrinha.
03:12Ela é aquela adolescente assim, que você olha pra ela e você fala, ela é adolescente ainda, ela é bem
03:16magrinha.
03:17E a gente teve um problema muito sério com ela, com relação a isso.
03:21Porque, querendo ou não, a menina fica depressiva, né?
03:25A criança acaba que ela não quer mais ir pra escola.
03:29Ela ficou dias em pré-escola por conta dessa situação.
03:33Foi muito chato.
03:34Quer dizer, se isso acontece no mundo real, imagina então o quanto isso...
03:41Até porque também teve a participação no mundo virtual, né?
03:44Foi feita ali então, com essa foto dela, com esse vídeo da Dancinha.
03:48Isso também se disseminou nesse grupo, ou seja, no mundo virtual.
03:51Letícia, por que as meninas acabam sofrendo mais com esse impacto das redes sociais?
03:59Em comparação aos meninos, né?
04:01E como, de que forma que as redes sociais conseguem trazer esse lado tóxico, principalmente pras meninas?
04:09Boa tarde, Fernanda, Roberta, todos que estão nos assistindo.
04:13Na verdade, as meninas, elas acabam sendo mais, como é que eu vou dizer, influenciadas,
04:20até mesmo por causa do próprio conteúdo que as redes sociais oferecem, né?
04:24Então, muitas vezes é um conteúdo muito voltado pra questão estética, muito voltado
04:28pra beleza, pro corpo, pra perfeição.
04:31E culturalmente falando, existe essa cobrança em cima das mulheres.
04:35E com as meninas não seria diferente.
04:38Quando hoje a gente fala do ambiente virtual e real, fica até difícil essa separação, né, Roberta?
04:43Com as crianças, adolescentes e também com nós adultos.
04:46Então, a rede virtual e real, ela tem conversado e se conectado de uma forma muito intensa.
04:52E se a gente passa pra pensar que essa adolescente, dependendo da quantidade de horas que ela está
04:57ali consumindo determinados conteúdos, esses conteúdos passam a ser a única referência
05:03delas, de validação ou não.
05:05Então, fica aí um alerta até pra gente pensar que tipo de conteúdo essa adolescente está
05:11tendo acesso, né?
05:12Nanda, você disse, palavras da mãe, né?
05:14Você disse que sua filha, ela tem um biotipo mais magrinho.
05:18E aí, quando a gente abre as redes sociais, a gente vê cada corpo, né?
05:23Assim, de acordo, imposto aí com o padrão de beleza, que é a barriga chapada, o bumbum
05:28avantajado, os seios, né?
05:30Mais, mais farto.
05:31Eu tô falando isso porque quando, já que as mulheres são as mais afetadas, você já
05:36percebeu, por exemplo, algum comportamento da sua filha?
05:39Até mesmo, ou se comparando com esse biotipo?
05:43Nossa, isso é todos os dias.
05:46Ela tá constantemente comparando o corpo das amigas com o corpo dela.
05:51E assim, pra eu tirar da mente dela que ela é linda, não é por ser minha filha não,
05:56mas ela é muito linda.
05:57Aonde ela vai, todo mundo elogia.
06:00E pra eu tirar da cabeça dela que ela é perfeita, que ela é linda daquele jeito,
06:05é difícil, entendeu?
06:07Até porque eu também trabalho com a internet e eu trabalho muito nessa parte do psicológico
06:14da mulher.
06:14Porque eu vim de uma situação, né?
06:17De uma depressão antigamente, onde eu não podia ter espelho dentro de casa.
06:22Eu me sentia uma pessoa extremamente inferior a todas as outras.
06:26Então, assim, eu não sei se ela pegou alguma referência de mim, mas eu tento mostrar
06:33pra ela que ela tem que ser diferente do que eu fui lá atrás.
06:37E de certa forma, eu até uso muito ela também como exemplo, às vezes, na minha rede social,
06:44porque eu realmente acho ela linda.
06:47Então, às vezes, eu até meio que uso, sabe?
06:50Um pouco a beleza dela, naquele sentido assim, nossa, a gente tem um exemplo de beleza dentro
06:55de casa, natural.
06:57Então, por que a gente vai se modificar pra agradar, né?
07:00A rede social.
07:01E eu tento mostrar isso pras minhas seguidoras e mostrar pra ela, principalmente, porque se ela
07:07está bem, eu vou estar perfeitamente bem, né?
07:10Mas nos dias de hoje é muito difícil com essa era digital.
07:14Letícia, a Nanda tocou num ponto muito importante, né?
07:17Como que a gente trabalha a autoestima dos nossos filhos hoje com tantos padrões aqui
07:26nas redes sociais, mas, ao mesmo tempo, como que a gente também pode ser realista com
07:32eles, sem, ao mesmo tempo, superinflar o ego dos nossos filhos pra que isso também não
07:38cause lá na frente um outro problema também?
07:42É uma pergunta complexa, né?
07:44Mas, assim, sendo bem pontual, a gente precisa entender que a autoestima, ela não está focada
07:53diretamente na autoimagem.
07:54Então, às vezes, a gente associa a autoimagem à autoestima.
07:58Então, o fato de estar bela, bem apresentada, com cabelo bacana, uma maquiagem boa, então,
08:02isso faz com que a minha autoestima fique elevada.
08:05Então, a gente não está falando disso, a gente está falando de uma autoimagem quando
08:08você está externamente bem.
08:09Então, uma estratégia que eu acho que é bem bacana, assim, pra fortalecer e pra construir,
08:15já que a gente está falando de criança e adolescente, uma autoestima consolidada,
08:19é também trazer uma valorização de outros aspectos que não só a beleza física.
08:25Então, também aspectos relacionados ao comportamento, no relacionamento interpessoal, ou as notas
08:31que tira na escola, ou a forma como sim, né?
08:33Como é o empenho, a organização, enfim.
08:36Então, trazer outros leques de possibilidades que estejam alinhados com os valores da família,
08:42pra que essa criança e esse adolescente cresçam num ambiente em que ela se sinta validada
08:47pelo todo.
08:49E não só por uma construção de uma autoimagem perfeita.
08:52E esse todo engloba também as dificuldades, as imperfeições.
08:57Então, que a gente também, enquanto formador do desenvolvimento de um adulto, vamos dizer
09:02assim, se tratando de criança e adolescente, que a gente também saiba conduzir esse ser
09:06humano olhando pra essa vulnerabilidade que ele talvez tenha e aceitá-la e transformá-la
09:13junto com ele.
09:14Então, essa questão, às vezes, a gente cai nessa armadilha de supervalorizar com a
09:20intenção de fortalecer a autoestima.
09:23Mas você acaba criando um padrão irreal.
09:25Então, o que é importante?
09:27Entender esse filho, conhecer esse filho e fazer junto com ele um desenvolvimento aí
09:33das potencialidades, conversar sobre as dificuldades.
09:37É a visão realista, né?
09:38Então, eu olho e vejo o meu filho como todo e amo esse filho, né?
09:43Então, é esse amor incondicional também que fortalece e constrói uma autoestima saudável.
09:48Vamos fazer o seguinte, vamos convidar mais uma influenciadora e também mãe pra participar
09:52desse bate-papo aqui com a gente, a Tájila Fiorese.
09:54Como eu já disse, ela é influenciadora, ela tem três filhos.
09:57E aí, Tájila, obrigada pela sua participação.
10:00Diz se você, em algum momento, você também já se comparou nas redes sociais.
10:05Esse sentimento também já aconteceu com você?
10:08Boa tarde.
10:11Sim, boa tarde, tudo bem?
10:13Então, eu acho que isso vai muito de como as coisas estão alinhadas dentro da gente, né?
10:21E desde muito pequena, minha mãe me orientou muito bem.
10:25Eu acho que isso tá bem orientado dentro de mim e acho que eu passei isso de uma forma
10:28bem segura pra Sofia, que é minha filha de oito anos.
10:32Vai fazer nove agora no dia dos namorados, dia 12.
10:35Então, assim, a Sofia, ela é bem orientada com relação a isso.
10:39Eu tô numa fase que eu acho que eu tô numa fase um pouco mais tranquila, eu acho, porque
10:46pelo comportamento dela mesmo, pelo que ela demonstra pra mim.
10:49E hoje eu só tenho celular, mas o acesso dos aplicativos são limitados.
10:55Então, eu coloquei um controle aí que eu consigo ajustar quais os aplicativos ela pode, de fato,
11:00baixar no celular dela.
11:02E alguns aplicativos são proibidos, como Instagram e TikTok.
11:07Então, hoje ela tem basicamente o WhatsApp, que é o que ela conversa comigo quando ela não está
11:11ou com alguma coleguinha.
11:13Agora, vamos olhar também pelo outro lado, tá, Gila?
11:16Você também como influenciadora.
11:18De acordo com essa pesquisa aí que a gente tá mostrando, né, a forma, a responsabilidade
11:22que os influenciadores também têm hoje nas redes sociais, porque quem tá do outro lado
11:29consumindo a gente, principalmente, de acordo com essa pesquisa, as meninas adolescentes,
11:35elas consomem, se comparam, se sentem inferiores, se julgam.
11:39Então, você se preocupa com isso ao divulgar um conteúdo seu nas redes sociais?
11:46Sim, isso cada vez mais, né?
11:48Eu acho, assim, a internet, ela virou, em alguns casos, uma grande maquiagem, digamos assim.
11:58Então, eu procuro tratar as minhas seguidoras e os conteúdos que eu levo o mais relevante
12:04possível e também trazendo a maior parte, assim, de coisas reais, né?
12:09Porque a vida, ela é real, o nosso dia a dia é real, a gente não pode transparecer
12:14ali na internet que somos perfeitas.
12:16Acho que esse é o grande problema da internet, porque tem muita perfeição na internet da
12:21qual não existe no dia a dia.
12:23Isso frustra muito, né?
12:25Então, assim, eu tento ser a tájula que eu sou no meu dia a dia, né?
12:29Então, eu tive aí alguns problemas com relação ao meu rosto, com questão de autoestima no
12:36sentido de espinha e a melasma.
12:38Eu comecei a me ver gravando stories só se fosse com filtro.
12:43Eu falei, quer saber?
12:44Todo mundo tem espinha, todo mundo tem melasma.
12:47Então, assim, eu acho que é muito melhor eu aparecer do jeito que eu sou e as pessoas
12:51criarem uma identificação e entender que é um processo que eu tô fazendo, né?
12:55de tratamento e isso pode impulsionar e ajudar outras mulheres, né?
13:00Muitas mulheres, através disso, eu descubro que muitas mulheres sofrem de depressão por
13:05conta do melasma, por conta de espinhas.
13:08Então, assim, isso é algo que a gente acha que é muito pequeno, mas que num contexto,
13:12se eu mostrasse a minha vida somente perfeita, o meu rosto só com filtro, com muita maquiagem,
13:19é como se as pessoas não conseguissem chegar até mim.
13:24Não existe uma conexão, porque eu sou muito perfeita.
13:27Então, eu gero em uma outra pessoa uma frustração muito grande, porque essa perfeição, de
13:32fato, não existe, mas eu estou camuflando isso, digamos assim.
13:35Então, isso existe muito na internet que eu me preocupo.
13:39Muito bacana, Tadila.
13:40E você tocou agora, por exemplo, no ponto da espinha, né?
13:43Quantos adolescentes, é exatamente a fase que tantas meninas quanto os meninos vivem,
13:49enfrentam e aí você mostra que não existe vida perfeita.
13:52Porque muita gente tenta forjar essa vida perfeita nas redes sociais.
13:56Deixa eu também saber aqui com a Nanda Coutinho, já volto a falar com você, Tadila.
14:00Nanda, você também teve algo que você abriu, igual você já até contou agora aqui pra
14:05gente, né?
14:06Que você tenta até mesmo empoderar mulheres que em algum momento na vida tiveram uma
14:13baixa autoestima.
14:15Você também se livra desses filtros.
14:18filtros que eu quero dizer, não só de imagem, né?
14:20Mas eu digo até mesmo desses, ah, vamos falar só da vida perfeita.
14:24Não.
14:25Não, eu tento passar também o máximo de naturalidade.
14:29Como eu faço muito trabalho de foto, então, geralmente eles pedem o cabelo grande, o cabelo
14:34comprido.
14:35E aí, quando eu faço foto, as pessoas elogiam o cabelo da foto.
14:38Depois que eu posto aquela foto, eu chego no meu story e mostro, gente, ó, aquele cabelinho
14:44ali, foi colocado, o cabelo da Nanda é esse.
14:48Então, assim, porque como eu trabalho nessa direção de tentar fazer com que as mulheres
14:54sejam, né, felizes com o que elas são, eu não posso deixar elas acreditarem que
15:00aquela Nanda que fez aquela publicidade ali é a Nanda 24 horas.
15:05Eu não sou aquela Fernanda 24 horas.
15:08Eu sou aquela Fernanda que quando vai hidratar o cabelo eu coloco sacola de supermercado.
15:13Eu sou aquela Fernanda que coloca uma unha de vidro.
15:16Então, assim, a gente tá seguindo um padrão de perfeição, a gente tá seguindo o mundo,
15:22né, tá exigindo um padrão de perfeição, principalmente das mulheres, que é realmente
15:27real.
15:28A gente, hoje em dia, é difícil você chegar pra uma mulher e você saber se o cabelo
15:32dela é liso de verdade, se a unha dela é dela, se os cílios dela são dela, se a
15:37boca dela realmente tem aquela quantidade.
15:40Então, assim, a gente tá tentando buscar um padrão que não é o que a gente nasceu.
15:45E se isso já é difícil pra nós adultos, a gente entender isso, imagina o adolescente
15:52que já é uma fase mais complicada, né, Letícia?
15:55Ou seja, é uma fase que precisa se encaixar em algum grupo, como eu já ouvi você falando
16:00aqui inúmeras vezes.
16:01Quais são as consequências que esses sentimentos negativos de comparação nas redes sociais,
16:06isso pode trazer pra vida desse adolescente a longo prazo?
16:10É, as consequências, eu acho que você até trouxe, né, quando você começa a matéria
16:14e o estudo, e é o que a gente tá vendo, né, o aumento considerável de casos de depressão,
16:20ansiedade, muitas vezes transtornos relacionados a fobias sociais.
16:25Então, eu fico tão imersa nesse ambiente virtual que o ambiente real me traz muito
16:31desconforto.
16:32Então, realmente, a gente precisa ter bastante zelo.
16:34Gostei muito da fala da influenciadora quando ela coloca essa questão dos limites mesmo,
16:40de um controle parental no que se refere ao consumo que essas crianças e adolescentes
16:44estão tendo das redes.
16:46Porque as redes sociais, Roberto, assim, como o próprio nome disse, assim, são sociais,
16:51então a gente pode fazer um filtro.
16:52Então, assim como tem a Nanda trazendo uma realidade, uma visão verdadeira dos fatos,
16:57uma beleza saudável no que se refere, né, às imperfeições do dia a dia, também existem
17:04outras que fomentam isso.
17:05Então, é importante também que a gente faça, a gente tenha esse cuidado, esse zelo com
17:10que os nossos filhos consomem na rede social.
17:13Até ontem, a gente não deixava eles sozinhos na rua com desconhecidos.
17:17O ambiente virtual não é diferente.
17:19Eles não têm a condição emocional e cognitiva para fazer escolhas nesse momento e eles precisam,
17:25sim, da nossa intervenção.
17:27Tanto a nossa intervenção limitatória, vamos colocar assim, como a nossa participação
17:33na vida deles, na construção da identidade deles, ouvi-los mais, deixar com que eles abram
17:39ali as dores, aprender com eles também, trocar uma ideia, ser esse grande influenciador
17:45do seu filho.
17:47Eu acho que isso é uma pergunta importante.
17:48Quem é o maior influenciador do seu filho?
17:51Eu acho que a resposta vai te dar diretrizes para entender um pouco o que se passa pela
17:56cabeça dele, né?
17:57Olha só esse comentário aqui.
17:58A Jana Oliveira participa com a gente no Facebook.
18:00Ela diz, boa tarde, Beto, esses dias no terminal eu vi uma adolescente que estava na fila tirando
18:05foto de outra garotinha magrinha e enviando para alguém e ela percebeu esse ar de deboche.
18:11Exatamente o que a filha da Nanda passou.
18:13E teve um outro comentário aqui da Aline Aranha Otto.
18:16Ela falou, tenho uma filha de 14 anos.
18:18Esse tema, infelizmente, está fazendo parte da minha vida há dois anos.
18:24Venho trabalhando através de muita conversa e mostrando que o mundo da internet não é
18:30real como mostram ali.
18:32Ela é linda, mas infelizmente a era digital faz a mente dessa juventude facilmente.
18:40Jovens frustrados e adultos depressivos.
18:43Aline, obrigada pela sua participação.
18:45Vou até pedir o seu contato para, quem sabe, você contribuir futuramente com a gente em outras
18:50pautas, que é muito interessante e aí, para a gente finalizar, Letícia, quais são os sinais
18:55que a gente percebe que os nossos filhos estão carregando uma série de sentimentos negativos
19:03por conta das redes sociais e estão, de repente, pensando em algo até que a gente nem imagina,
19:10que não está fazendo parte ali do ambiente da nossa casa que passa na cabecinha deles.
19:14Sim, assim, Roberta, é claro que uma mudança brusca de comportamento é um sinal muito
19:20importante, mas uma necessidade de isolamento, não querer mais participar dos ambientes sociais
19:26que naturalmente ele participaria, um desejo de ficar ali todo o tempo no quarto, todo o
19:32tempo conectado.
19:33Então, isso não é saudável, isso não é bacana.
19:36Então, você, pai e mãe, tem a responsabilidade de trazer, tirar esse filho desse ambiente virtual
19:42e deixá-lo um pouco mais tempo no ambiente real.
19:45E muitas vezes, os sinais, eles são imperceptíveis.
19:48Então, tenha sempre um canal de comunicação aberto com o seu filho.
19:52E canal de comunicação aberto não é falar o tempo todo ditando regras, mas ouvi-lo e
19:57saber também o que se passa na cabeça dele.
19:59Perfeito.
20:00Obrigada, Letícia Santana.
20:01Nanda, obrigada pela sua participação.
20:03Dá um beijo na sua filha.
20:04Não é porque a sua filha não, mas ela realmente é muito linda, viu?
20:07Deixa eu mandar um beijo também para a Tájula.
20:09Tájula, obrigada, viu?
20:10Você também contribuiu muito abrindo a verdade, falando que não existe nada perfeito, quem
20:17dirá, né, no mundo virtual.
20:19Obrigada pela sua participação, viu?
20:20Um abraço para você e para a sua família.