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  • há 4 semanas
Brincadeira da rasteira ou quebra crânio viralizou nas redes sociais mas o desafio pode até matar. No Fala ES um psicólogo fala como lidar com esse tipo de situação com adolescentes e uma mãe de três jovens fala como lida com isso em casa.

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Transcrição
00:00Nós convidamos o psicólogo de Emerson Saqueto e também a Marcela Oliveira, que é mãe de três adolescentes.
00:06E uma das filhas tá aqui, que é a Raquel, tem 14 anos.
00:10Isso.
00:11Boa tarde, bem-vindos ao Fala Espírito Santo.
00:13Boa tarde.
00:14Como mãe, recebeu esse vídeo?
00:18Porque tá circulando nas redes sociais, nos grupos também ali, olha, de telefone.
00:22A gente também, eu recebi de vários grupos.
00:23Então, na segunda-feira começou a chegar, né, os vídeos no meu celular, só que assim, como eu tava muito
00:30ocupada, acabou que eu não fui abrindo.
00:33Só que teve um momento que eu vi que tava chegando em muitos grupos o mesmo vídeo.
00:38Aí eu falei, não, deixa eu ver o que que é isso.
00:40Gente, quando eu vi, sinceramente, eu fiquei apavorada.
00:44Pânico, né?
00:44Muito.
00:45E imediatamente, assim, na mesma hora, eu passei o vídeo pra eles, que a gente tem um grupo da nossa
00:52casa, né?
00:53Da família, né?
00:54Da família, porque assim, eu tenho ela, a irmã gêmea, a Rebeca, tenho o Rafael, que elas duas com 14,
01:02o Rafael com 16 e tenho o Danilo.
01:05O Danilo mora comigo, ele é de Rio Novo do Sul, mas ele passa a semana comigo porque ele joga
01:10com o meu filho.
01:11Então virou um filho também, né?
01:13Porque acaba sendo o do Sul a responsabilidade, né, Marcia?
01:15É filho, eu trato da mesma forma que eles, né, de acordo com a mãe e tudo.
01:20Então, assim, imediatamente eu passei o vídeo pra eles e falei, pelo amor de Deus, jamais reproduzam essa brincadeira.
01:27E fui repassando pros outros grupos.
01:29A gente tem um grupo das mães apaixonadas, né, que somos apaixonadas pelo handball.
01:34Então a gente tem um grupo de mães e que a gente sempre zela uma pelo filho da outra.
01:40E era um comentário também.
01:41Foi o comentário, né?
01:44E me conta aqui, Raquel, já tinha visto esse vídeo?
01:47Já.
01:47Os seus amigos, a turma, tem comentado sobre ele?
01:50Ninguém falou nada.
01:52Eu vi assim, quando eu tava basculhando por aí, e depois de um tempo eu vi que minha mãe mandou
01:59isso, falando,
01:59olha gente, não façam isso, tá?
02:01Tomem cuidado.
02:03Então, mas meus amigos, nenhum comentou nada sobre isso.
02:06Tipo, não teve nenhum convite.
02:08Vamos fazer essa brincadeira.
02:09Não, eu também não iria convidar, porque eu acho isso uma bobeira.
02:13Uma bobeira, né?
02:14Agora, vamos falar, porque assim, tem essas brincadeiras e você vê que na maioria das vezes são meninos.
02:19Ou seja, do sexo masculino.
02:21Essa coisa boba de homem, de Emerson, vamos falar, tem diferença?
02:25Assim, porque a menina, a gente tá aqui com a Raquel, que falou que não faria isso.
02:29Mas um menino da mesma idade faz, é comum a gente ver, é o desafio da idade, principalmente de ser
02:35homem,
02:35de fazer essas coisas que são, na verdade, bem idiotas, né?
02:39Juliana, realmente as meninas tendem a amadurecer mais rápido que os meninos.
02:44Mas não dá pra colocar esse corte de gênero e dizer que só os meninos são bobos, né?
02:48As meninas também têm as suas...
02:50Cada um com a sua bobeira, né?
02:51Exatamente.
02:51Mas as meninas são mais cautelosas com esse tipo de brinco, fazem outras brincadeiras, né?
02:56Sim, sim.
02:57Costumam, né?
02:58Claro que a gente não vai generalizar.
02:59Sim, mas a questão ali toda, Juliana, é como que a gente olha pra essa situação e percebe assim,
03:06de fato, há um perigo?
03:08Porque até pouco tempo a gente tinha algo midiático dos youtubers da vida fazendo esses desafios.
03:14E é óbvio que os adolescentes tendem a reproduzir esses esquemas, né?
03:20Ah, é bacana, vamos repetir.
03:22É engraçado.
03:22É engraçado, vamos tirar um sarro, né?
03:25Mas meninos e meninas entram nessa daí que pode ser um problema.
03:30Mas e outra, essas brincadeiras existem desde todo o sempre.
03:36Sempre, né?
03:36Nós também.
03:37E vou até lembrar de algumas.
03:38Agora é essa, gente.
03:39Vem aqui.
03:40Qual a graça?
03:42A pergunta é qual a graça?
03:43Você vê, esse aí, ó, desmaiou.
03:46Desmaiou.
03:47Os dois do lado pulam, o do meio vai pular e quando ele desce ele toma a rasteira lá.
03:55Isso é todo uniformizado.
03:57É, mas olha esses aí, Juliana.
03:58Não são crianças tão crianças, né?
04:01Não, aí já é adulto.
04:02Adultos.
04:03Adultos.
04:05Que graça que tem, gente.
04:07Que graça que tem ver a pessoa.
04:08E o que a gente tem que destacar é isso, porque é um tombo muito forte.
04:13Gente, né?
04:14Você vê, teve esse rapaz aí e ele desmaia na hora.
04:17É apavorante.
04:18É muito assustador ver esses vídeos.
04:21A gente hoje estava comentando sobre isso, sobre essas brincadeiras.
04:24Como o doutor disse, existem desde sempre.
04:27Antigamente, a gente até comentou hoje no meu serviço com a minha colega, é a respeito
04:31daquela brincadeira de jogar ovo no encerramento do ano letivo.
04:36Isso me causava um pânico, gente, que eu ficava, gente, eles vão me tacar ovo, como
04:40que eu vou andar na rua?
04:41Então, é um tipo de brincadeira desse estilo, que lembra também um pouco o trote, né?
04:48Que é feito ao ingressar nas faculdades.
04:52Então, assim, são coisas que não dá pra entender qual graça, qual a motivação que
04:58leva alguém a fazer isso.
05:00Pra quê, né, gente?
05:01Olha, se a gente for resgatando algumas brincadeiras e tem tanto exemplo que sempre surgem novos desafios
05:08e, na maioria das vezes, são perigosos, viu?
05:11Olha, não sei se vocês lembram desse que eu vou contar agora, mas um tempo atrás aí
05:15viralizou o desafio do aerosol.
05:18O negócio era o seguinte, os participantes espirravam um jato de desodorante bem pertinho
05:22da pele que ficava congelada.
05:24Essa era a graça, tá?
05:25Deixar a pele congelada.
05:27Só que como o produto químico é liberado em baixíssima temperatura, a região realmente
05:32ficava congelada, mas também podia ter queimadura e até corte.
05:36Depois veio essa versão aí da brincadeira, que surgiu jogando o produto na boca, na
05:42língua, gente.
05:43Alguns cardiologistas afirmam que esse desafio pode causar intoxicação cerebral aguda, asfixia,
05:49parada cardíaca e arritmias com consequências pro resto da vida.
05:54Em abril do ano passado, um menino de 12 anos morreu em Porto Alegre após participar do
06:00desafio do desodorante.
06:01O menino foi encontrado desmaiado no quarto de casa.
06:04A mãe sentiu um cheiro de desodorante e encontrou a embalagem escondida ali embaixo
06:09do travesseiro.
06:10Renan Saraiva de Souza morreu horas depois de chegar ao hospital.
06:14A família contou que ele ficava muito tempo na internet e que participou desse desafio
06:20do desodorante, que já circula aí há alguns anos na internet, nas redes sociais.
06:25Você já viu esse, Raquel, esse desafio do aerosol?
06:29Eu via um tempo atrás, via...
06:33Eu também não achava graça, eu pensava qual é o sentido de jogar desodorante na pele
06:39pra ela ficar congelada.
06:40Eu não achava graça, pra mim não tem sentido.
06:43Mas seus amigos fizeram assim?
06:44A turma lá do colégio, você ouvia assim?
06:47Não, lá na minha escola todo mundo é bem sensato, digamos assim.
06:54Eles sabem que isso é perigoso, então ninguém faz brincadeiras desse tipo lá na minha escola.
06:58Pelo menos não na minha sala.
07:00Meus colegas de convivência, eles não fazem.
07:03Não é uma prática geral, né, James?
07:05Será que não faz?
07:07E você inclusive trabalha com adolescentes, lida bem com essa faixa etária, né?
07:12Sim, eu sou diretor do IFES de Vila Velha e a gente tem um cuidado redobrado,
07:17porque a escola é um lugar que essas brincadeiras proliferam.
07:21A gente, desde muito tempo, desde a década de 90, vamos lembrar,
07:25a gente começou a rir das videocassetadas, da coisa de ver o outro se machucado,
07:30ver o outro numa situação vexatória.
07:34E assim, a gente precisa, pais e escola, estarmos atentos,
07:40porque essas brincadeiras, de tempos em tempos, elas vão mudando,
07:44mas elas sempre aparecem.
07:45E o principal caminho, Juliana, é aquele de sempre, de pais, escola e adolescentes,
07:52cuidado redobrado, diálogo, a conversa franca dentro de casa.
07:57Por que isso?
07:58Lembramos, algum tempo atrás tinha a Momo, aquela boneca que incentivava o suicídio,
08:04um pouquinho atrás, aquele desafio da baleia azul.
08:07Vamos falar sobre esse desafio daqui a pouco.
08:09É muita coisa que acontece, a gente tem que ficar muito atento.
08:13Vamos continuar falando aqui, já já eu vou ler os comentários também,
08:16que já está chegando muita participação aqui pela nossa transmissão no Facebook.
08:20Crescer, ele envolve dois aspectos, Juliana.
08:24Um que é o brincar e o outro que é deixar o brincar, digamos.
08:29Então tem o riso, tem que ter aquela socialização, o brincar é importante, faz parte da etapa.
08:34A gente não pode agora demonizar o brincar, ele faz parte do ser criança e do ser adolescente.
08:42A questão é a consciência moral que vai sendo instalada, a perspectiva dos limites que vão sendo encarados.
08:51E é esse que é o processo de amadurecimento da passagem da criança para a vida adulta,
08:56que é o entendimento dos limites.
08:58Mas sim, brincar é importante, agora tem que ter responsabilidade.
09:04É, e na questão da escola também é muito importante.
09:09E eu gostaria até de frisar aqui, doutor, quando a Raquel disse que na escola dela ela não viu nada
09:16do tipo,
09:17é porque, assim, ela estuda em escola pública, a Raquel, né?
09:21E sempre houve a preocupação por parte da direção da escola na forma de tratar com os adolescentes.
09:30A questão de bullying, a questão do comportamento deles, então, assim, a diretora é muito preocupada com isso, sabe?
09:39Ela é uma diretora muito preocupada realmente.
09:41Então, assim, os índices desses acontecimentos ruins na escola onde ela estuda é muito baixo.
09:49Tanto que no município que a gente mora, Cariacica, é uma das escolas bem procuradas,
09:54porque é uma escola com um padrão muito bom, tanto dos professores, a direção, quem zela pela escola.
10:03Então, assim, isso é muito importante.
10:06E, lógico, que dentro de casa também, né?
10:09Porque o adolescente tem que ir para a escola já com uma educação recebida em casa.
10:14Ele não pode...
10:15E como que lidar, assim, com adolescentes?
10:17Porque são quatro, né?
10:18Quatro.
10:19Qual a idade?
10:19É 14 das meninas?
10:21Rebeca e Raquel, 14.
10:2214?
10:23Rafael e Danilo, 16.
10:25O Danilo...
10:2614 e 16 anos.
10:27É.
10:27Dois homens e duas mulheres.
10:28E tem o Ricardo, que tem 23.
10:31Que já está?
10:31Já está, mora em casa conosco, né?
10:35Mas já está mais velho.
10:36Só que é um crianção também, né?
10:38É filho, está em casa.
10:40Então, assim, quando juntam os cinco, é aquela festa, né?
10:43E para administrar essa turma toda, né?
10:45Porque a adolescência, ela é uma época mesmo, que a gente acha que sabe tudo.
10:49Uhum.
10:49Né?
10:50Que não precisa de opinião de nada.
10:52Olha, é um desafio, realmente.
10:56É um desafio, assim, diário.
10:58Mas, assim, a gente tem...
11:00A nossa família é uma família bem...
11:03Bem equilibrada, no sentido mais comportamental, assim, de saber limites.
11:10Porque a gente sempre impôs, tanto eu quanto meu marido, a gente sempre impôs muito limite
11:15para eles.
11:15A gente sempre deixou claro o que é realmente importante na vida.
11:20A questão do respeito.
11:22Eu falo muito com eles.
11:24A questão de você respeitar o outro no jeito que o outro é.
11:29Se o outro é brincalhão, ok, respeite as brincadeiras dele.
11:33Não significa que você vai ter que repetir.
11:36Se o outro fala palavrão, você não vai deixar de conviver com o outro, mas você não precisa
11:42fazer o mesmo que ele faz.
11:44E aí tem a questão do celular, né?
11:48Do computador.
11:50Então, a gente tem regrinhas que durante a semana, durante o tempo de estudo, nada de
11:56ficar pendurado.
11:57Porque essa que é a questão, assim, né?
12:00Os adolescentes, as crianças também, os adolescentes, eles acabam reputando o que vem o outro fazer.
12:07Como que você acha?
12:08O que você acha sobre isso?
12:10Eu acho engraçado, porque eu convivo com...
12:13Exatamente o que minha mãe falou.
12:15Eu convivo com muita pessoa que fala palavrão.
12:17Na minha sala, nossa, é um bando de boeiro, um boque de boeiro.
12:23Mas eu não revito, eu não gosto, eu não acho bonito fazer isso.
12:27Mas assim, é uma coisa que todo mundo faz.
12:29É uma coisa que todo mundo faz, mas se eu não gosto, eu não vou fazer.
12:32Mas nem por isso eu vou deixar de ficar perto deles.
12:36Então é isso, né?
12:37Alguns têm uma consciência, outros já acham divertido, até acham engraçado e fazem também.
12:42É importante o adulto se colocar, como a mãe coloca, né?
12:46Como o adulto da relação, né?
12:48Há uma relação de exemplo que é colocada, há um ensinar que não é ensinar conteúdo da disciplina, né?
12:56Da matéria.
12:57Há um ensinar o viver em sociedade.
13:00E aí não é só pensar em boas normas, né?
13:03Em etiqueta.
13:05Nós estamos falando de toda uma consciência que fala de um sim, do não, do pode, do não pode,
13:13do tudo que, nem tudo que eu quero, eu posso fazer.
13:18Então, esse processo de amadurecimento, de fato, em relação entre o adulto e a criança,
13:24entre o adulto e o adolescente, quanto mais saudável, mais pautado, melhor.
13:28Melhor.
13:29E é importante mesmo a conversa.
13:30E olha, estou vendo aqui, vou ler alguns comentários na transmissão ao vivo.
13:33A Mara Schaffel está falando,
13:35Já instruí minha filha a não fazer esse tipo de brincadeira com ninguém,
13:38para ela não participar, porque é muito perigoso.
13:41Denise e o Amancio falando,
13:42Ju, quando eu recebi esse vídeo, já enviei para o meu sobrinho e disse,
13:46nem pensar em copiar isso, hein?
13:48E ela falou aqui ainda,
13:49porque o ano passado ele participou na escola do tal do Corredor Polonês.
13:54Deu um problema, o Corredor Polonês, isso já é desde a minha época de colégio, né?
13:59De criança, isso aí eu acho que existe desde sempre, né?
14:01Que a pessoa passa e vai todo mundo...
14:04Dando um tapa e isso é perigoso mesmo, né?
14:07Então continua esse Corredor Polonês, não acabou não essa brincadeira, né?
14:10A Lourdes, Candessa aqui falando,
14:12Eu acho uma coisa tão boba, pelo amor de Deus.
14:15Luzinete Silva,
14:16Ju, já passei para o meu filho de 10 anos,
14:18já conversei com ele mostrando o vídeo e disse para ele não fazer isso em hipótese alguma.
14:23Marina Peniche aqui, é uma brincadeira sem sentido,
14:25mas os adolescentes fazem para implicar com os colegas e aí dá no que dá, né?
14:31E olha, falando sobre essas brincadeiras, de Emerson até lembrou aqui que teve aquele outro jogo que ficou muito famoso,
14:37foi muito falado, com certeza vocês lembram do desafio da Baleia Azul, né?
14:41Esse jogo começou na Rússia, foi se espalhando pelo mundo, pela internet.
14:46A ideia é a seguinte, fazer os participantes cumprirem 50 desafios como se mutilar e se arriscar em locais perigosos.
14:53O último dos desafios era tirar a própria vida.
14:56Essas tarefas eram passadas por conversas nas redes sociais.
15:00Aqui no Brasil, ao menos três adolescentes acabaram morrendo por conta desse jogo aí, tá?
15:05Desde que o desafio se tornou conhecido, ele é investigado Brasil afora.
15:11E um desafio absurdo.
15:14É assustador a gente ver e pensar também que teve alguém com mentalidade para criar um negócio desse, né, James?
15:20Sim, Juliana, um perigo.
15:22Mas a gente está mesmo numa sociedade, que a gente acabou de ver três reportagens agora noticiadas,
15:27que eram todas violências contra crianças e adolescentes.
15:31Então, assim, é por isso que a atenção tem que estar redobrada.
15:35Porque quando falta o discernimento ainda, não tem uma maturidade,
15:39os processos de socialização, né?
15:42Querer ser aceito no grupo, querer se sentir herói, o vencedor, o mais forte,
15:48coloca a criança e o adolescente nessas condições de vulnerabilidade.
15:52Então, assim, de fato, tem gente muito ruim, muito maliciosa e é por isso que a gente tem que tomar
15:59o maior cuidado possível.
16:00Você percebe, Raquel, as pessoas assim na sua turma, sempre tem aqueles, assim, a turma, né?
16:05Um que quer aparecer mais, um que é o mais engraçadinho, um que quer ser o mais bonito.
16:11Isso independente se é menino ou menina.
16:13Sim, percebo.
16:14É bem irritante, para ser bem sério.
16:16É muito irritante.
16:18Quando alguém quer ser melhor, a gente é todo mundo igual, todo mundo humano.
16:25Por que tem que ser assim? Por que você tem que aparecer mais? Por quê?
16:29Mas, ao mesmo tempo, sabe o que eu percebo?
16:32Um pouco é uma carência.
16:35Eu não sei o doutor Jameson, ele deve ter pacientes, né?
16:38Porque se, de repente, você não tem um tratamento em casa com os pais que te dão atenção,
16:46que te perguntam como foi seu dia, como está sendo o seu ritmo escolar,
16:52então, a criança ou o adolescente, ele acaba se desenvolvendo com essa carência emocional, afetiva,
16:58e ele acaba extravasando isso, querendo ser o centro das atenções.
17:02A gente observa isso nos bebês, né?
17:06Os bebês, eles são assim, quando eles querem chamar atenção e eles não sabem falar,
17:10o que eles fazem? Começam a fazer gracinha.
17:13Então, a partir do momento que a criança ou o adolescente, ele cresce num ambiente
17:17onde ele se sente parte integrante, onde o pai e a mãe estão acolhendo,
17:24estão sempre eles juntos, a probabilidade dele ser um adolescente melhor,
17:29um jovem melhor, é bem maior.
17:32Sim, existem muitos machos e fêmeas que reproduzem.
17:37Agora, nós humanos temos a capacidade de ser pais e mães.
17:41Isso aí.
17:41Pai e mãe é muito além de colocar um filho no mundo.
17:46É, isso aí.
17:46Isso que você coloca é muito bacana.
17:48A gente mostrou já cenas aí de uma pessoa que caiu, bateu a cabeça e desmaiou,
17:53o que preocupa muito a todos nós.
17:55A gente está aqui com uma mãe que ficou desesperada, né, Marcela, quando viu essa imagem.
18:00Não, fiquei.
18:01Na hora que eu vi, eu falei, gente, não é possível.
18:03E a primeira que eu vi foi a dos três meninos uniformizados.
18:08Então, você pensa bem...
18:09Você viu, no corredor da escola estava acontecendo isso, né?
18:11Isso aí, no corredor de um colégio.
18:13Então, quer dizer, fica banal, né?
18:17Ficou banal você machucar alguém e achar graça daquilo.
18:21Pois é, e a escola é um local onde acontecem muitas brincadeiras.
18:26A gente tem muitos adolescentes, né, Jameson, junto.
18:29Como fazer, por exemplo, lá no IFES, para controlar esses adolescentes, para trabalhar com eles,
18:35para evitar que cenas assim aconteçam nos corredores da escola ou dentro de casa também, né?
18:41A primeira coisa que a gente pensa, né, Juliana, é aquela velha figura do inspetor, né?
18:47Do vigilante, do policial.
18:48Tô ali de butuca, né, circulando.
18:50Que vai chegar, vai dar a ocorrência, o coordenador de turno.
18:54Mas é óbvio que esse papel, ele tem importância dentro do ambiente escolar,
18:59mas para além disso, é o trabalho pedagógico, de assistência psicológica,
19:05de formação, de fato, com os educadores, que vão chegar e colocar os limites
19:09que a escola e as regras que a escola tem.
19:13Todo ambiente escolar, assim como a casa, ela tem que ter regras.
19:20E regras que sejam muito claras, que sejam negociadas, que sejam conversadas com os alunos,
19:26porque não pode ser uma regra que fique escrita num regulamento, no papel,
19:31ou que tenha um castigo que vai ter logo depois de fazer aquilo.
19:35Há um processo de negociação, uma conversa e uma formação com esses estudantes.
19:41É assim que bons ambientes escolares, eles têm que fazer, né?
19:46Negociar os limites com os seus alunos.
19:48E a questão de reunião de pais em escola, porque às vezes os pais, assim,
19:54a gente costuma dizer, os pais que mais precisam nunca vão às reuniões, né?
19:59Vão sempre aqueles que os filhos têm um rendimento melhor e tudo mais.
20:03Então é importante essa relação pai-família-escola,
20:09para poder diminuir esses números, porque o diálogo entre a família e a escola é muito importante.
20:15É importante, né? A Marina Peniche, aqui na nossa transmissão, está falando,
20:18quando eu vi esse vídeo, me senti muito mal, um rapaz desmaiando.
20:21Dá uma aflição na gente, né?
20:23Marquinhos do Brasil está falando aqui, olha, doideira, segunda-feira a gente viu esse vídeo.
20:27Danusa Azevedo, que exemplo de família essa mulher tem?
20:30A prova é que a educação vem de casa e que educar dá trabalho.
20:34Mas está dando aí os parabéns para você, viu, Marcela?
20:37A Ana Cleia Pereira também está falando.
20:39O ruim disso é aquele adolescente que não faz.
20:42Se ele não faz, ele é taxado de bobo, ele é taxado de fraco.
20:46É o tal de você não entra na nossa turma.
20:49Vamos falar como é que é, assim.
20:50Lá na escola, não vou dizer que é a sua turma, você falou que a sua turma é bem bacana,
20:54né?
20:54Mas tem isso no colégio, assim, de, ah, vamos fazer isso, você não vai entrar na galera?
21:00Eu nunca observei se tem isso, porque eu fico com minhas amigas em um lugar específico e a gente fica
21:08lá, só a gente mesmo.
21:09A gente curte ficar ali no recreio, senta ali com a turma.
21:12A gente fica lá conversando.
21:14Mas a gente, eu e minhas amigas, a gente é meio um pouquinho reprimidas, porque a gente gosta muito de
21:21dançar.
21:21E muita gente julga a gente por isso, por dançar ali.
21:25É meio triste.
21:27Então tá aí, tem um julgamento, né?
21:29É, é o processo natural, né, Juliana, de socialização.
21:34Acontece muito mesmo.
21:35Não só com virtudes, né, porque dançar é uma coisa maravilhosa, né?
21:39Você tem que ir mais é que dançar mesmo.
21:41Mas a questão é o olhar do outro que vai dizer se faz parte da panela ou não, né?
21:47Se faz parte do grupinho ou não.
21:49Pois é, é isso, né?
21:50Você, se você não faz, você tá fora da galera.
21:53Tá fora dessa panela aqui, você arranja outro lugar.
21:55E aí, o desejo de entrar, de socializar, de fazer parte do grupo...
22:00Fazer parte, né?
22:02Acaba caindo nessas brincadeiras pubas, né, gente?
22:06Olha, tem vários desafios.
22:07Vou separar, separamos mais um aqui, que é o desafio da canela.
22:10Você ouviu falar desse?
22:11A ideia é que o participante consiga engolir uma colher de canela em pó em menos de um minuto.
22:18Na época em que esse desafio viralizou, cientistas americanos fizeram um estudo alertando que tentar engolir uma grande quantidade de
22:26canela seca é um perigo,
22:28porque ela pode ser aspirada.
22:30E se for para as narinas, isso pode provocar inflamação pulmonar, pneumonia, crise asmática.
22:37Apesar de muito arriscado, felizmente nenhum dos jovens que fizeram desafios sofreu graves consequências, mas essa aí tá um pouquinho
22:44mais velha do que jovem, tá?
22:47Tem essa aí mais nova também, você vê que são pessoas adultas que vão fazendo isso.
22:51E muitas vezes a gente vê esses desafios, que é o que a gente falava aqui um pouquinho antes, no
22:57YouTube, né?
22:59Aqueles canais, né, dos YouTubers que são tão famosos.
23:02Você segue algum YouTuber?
23:04Eu não.
23:05Eu geralmente assisto mais tutoriais assim que eu gosto e geralmente eu não tô assistindo muito, eu tô me dedicando
23:10bastante aos estudos esse ano.
23:12Teve uma época que elas gostavam mesmo.
23:15Quando elas eram um pouco mais novas, tinha uma YouTuber que elas gostavam muito, que ela tinha um joguinho lá
23:22de construir uma casa, não é isso?
23:25A YouTuber construía casinha, essas coisas, então eles gostavam muito.
23:30Só que, gente, assim, a gente sempre ficou muito de perto.
23:36Não demos celular pra eles muito novos e tentamos sempre, porque não adianta.
23:42Eu, assim, o pensamento da nossa família é acompanhar de perto, porque se a gente não acompanha, perde, perde.
23:52Isso é fato.
23:53Os pais que não acompanham de perto o desenvolvimento do filho, acabam perdendo porque tem muita coisa atrativa.
23:59E a internet, então, ela atrai, ela atrai, ela tem formas de...
24:05Chamar mesmo a atenção, né?
24:07Chamar mesmo a atenção deles.
24:08E, olha, a gente tem uma lei que foi sancionada no final do ano passado, que inclui no Código Penal
24:13o crime de induzir, instigar ou prestar auxílio à prática de automutilação, que é quando a pessoa se machuca a
24:22si mesma.
24:22Na época que eu estudava, tinha.
24:24A Adriana aqui, ó, a editora falou comigo no ponto e lembrou de uma brincadeira que era muito comum na
24:28nossa época, que era o puxar a cadeira.
24:30O pessoal vai sentar, você puf, puxa a cadeira.
24:33Isso ainda acontece?
24:35Acontece, aconteceu comigo.
24:37Eu caí e machuquei minha cabeça.
24:40Foi de leve, mas eu machuquei, doeu bastante.
24:43E...
24:43E todo mundo riu?
24:45Todo mundo riu.
24:46Mas o professor se preocupou, deu ocorrência no aluno que fez isso.
24:51E tudo se resolveu bem rápido.
24:52Pois é, assim, você... é um constrangimento, né?
24:55É, com certeza.
24:56Você cai no chão, fica todo mundo rindo de você.
25:00Você tá com a cabeça, por exemplo, batia a cabeça ou qualquer parte do corpo que bateu, né?
25:04O ossinho da alegria, às vezes que dói, né?
25:07E como é que foi isso?
25:08Como é que você se sentiu na hora?
25:10Eu sou uma pessoa muito sentimental, então eu comecei a chorar, porque eu fiquei muito triste com aquilo.
25:15Eu não tava acreditando naquela situação.
25:19Pois é, é uma vergonha que você passa...
25:21Agressões, né, Juliana?
25:22São agressões escondidas na forma de humor de brincadeira.
25:26De brincadeira mesmo, não tem nada.
25:29Quem tá sendo o alvo, como aconteceu aqui, foi engraçado.
25:34Pra ela não foi divertido, né?
25:35Sim, sim.
25:37A gente tá acostumado a colocar esses lugares, esse nome de brincadeira.
25:41Eu te machuquei de brincadeira, eu te ofendi de brincadeira, eu te xinguei de brincadeira.
25:46A gente já tá conseguindo já ter hoje uma sociedade mais esclarecida, que vai colocar
25:50assim, olha, peraí, é um bullying que tá acontecendo.
25:54É uma agressão simbólica que tá acontecendo, é um tipo de violência.
25:58Então, assim, essa maturidade que a gente tá ganhando já tá começando a tirar o nome
26:03de brincadeira, porque de brincadeira...
26:05E tem, falando assim, em bullying, isso é muito comum.
26:09Os apelidos, por exemplo, você já recebeu algum apelido que você não gostava?
26:12Já, já me chamaram de magrela uma vez, mas eu nunca fui de me importar, eu cresci
26:18aprendendo com a minha mãe, ela sempre me falou, minha filha, você é linda do jeito
26:22que você é, e você tem que ser feliz.
26:24Então, não me importo com isso.
26:26Pode me chamar, eu não ligo, muita gente tem, queria ter meu corpo, então por que
26:31que eu vou reclamar só porque alguém tá me chamando de magrela?
26:33Eu sou a mesma.
26:36Maravilhosa, tá, meu bem.
26:38E é isso aí, né?
26:39A gente tem que soar assim e pronto, acabou.
26:41Só que nem todo mundo recebe dessa forma, né?
26:47Mas é a tecla que eu fico batendo, a educação de casa.
26:52Porque quando elas eram menores, a Rebeca, a gêmea dela, era mais cheinha.
26:58Então tinha isso.
27:00Ah, porque a gordinha e a magrinha, eu falo, gente, não, são duas crianças, a Rebeca e a Raquel.
27:06Tanto que esse final de semana uma pessoa falou assim, ah, porque não sei o que lá, a gordinha
27:11tá ali, a magrinha não tá vendo.
27:12Eu falei, não sei do que você tá falando.
27:15Eu tô vendo a Rebeca e tô vendo a Raquel.
27:18Entendeu?
27:18Então tem muito disso.
27:20As pessoas rotulam, né?
27:25As pessoas, a sociedade rotula muito o ser.
27:28Então assim, eu sou muito mais do que as gordurinhas que estão aparecendo no meu corpo hoje.
27:34Ela é muito mais do que o corpo esguio que ela tem, como ela disse.
27:37Muita gente queria ter o corpo dela e vive super afetada.
27:42E vive de regime, de dieta.
27:45Então assim, para gente.
27:47Eu acho que tá na hora da gente, assim, a sociedade em si acordar e falar.
27:51Tem muitas coisas, tem coisas muito mais importantes, né?
27:54Mas quando a gente vê que isso tá ali, ó, partindo de uma criança, que tá em formação,
28:00isso acontece, isso é natural do ser humano.
28:02Agora é importante a gente ter a orientação e ter a correção, né, Jameson?
28:05Porque isso pode, ela, ok, tá bem resolvida, não afeta.
28:09Mas quantas e quantas pessoas não crescem traumatizadas?
28:13Com certeza.
28:14Juliana, eu queria salientar uma coisa que a Marcela falou sem falar.
28:18Que foi a emoção que ela sentiu, a lágrima no olho.
28:23Acho que tá assim, sabe?
28:24Quando a mãe se emociona pelo elogio e pela maturidade dos filhos.
28:30Eu acho que esse é um caminho que a gente precisa retomar, enquanto sociedade, enquanto família.
28:39Que é perceber que nós precisamos derrubar todas as barreiras possíveis que coloquem, né,
28:44a civilidade, a importância da criação, da família, né, colocar todas essas coisas num outro lugar.
28:52Mas distante da gente.
28:53Lógico.
28:54Né?
28:55É, eu falo assim, todo mundo que me conhece, os amigos, eu tava até falando com a Juliana,
29:01na audiência do programa, é gigante.
29:03Meu WhatsApp tá aqui, lotado.
29:05Ela tá aqui com o telefone do lado, ela fala, Juliana, mas tem muita gente assistindo.
29:09Tem!
29:09Tem!
29:09Achou que não tem!
29:11Não, eu achei, eu já sabia que tinha a segunda vez que eu venho do programa.
29:15Mas assim, gente, quem me conhece sabe a paixão que eu tenho pelos meus filhos e assim, o legado
29:21que eu vou deixar pra eles é o mínimo de educação que eu posso dar em casa.
29:25Porque nem sempre você tem recurso pra botar o filho nas melhores escolas, pra fazer os melhores
29:32cursos.
29:33Lá em casa a gente é uma família grande, então a gente passa por essas dificuldades financeiras.
29:39Mas eu sei, gente, eu sei que a educação que eu e meu marido, que nós demos pros nossos filhos,
29:47vai fazer com que eles galguem bons caminhos na forma simples e humilde que a gente conseguiu
29:53educá-los, entendeu?
29:55Então assim, tanto que, abrindo um parênteses, elas tiveram, a minha filha, a gêmea dela,
30:01teve proposta pra ir pra uma escola particular pra fazer um esporte e ganhando bolsa, né?
30:08E ela também iria, pagando um pouco menos, iria.
30:13Mas ela falou que não, que ela prefere continuar ali na escola pública, até porque ela não
30:19queria fazer esporte.
30:20Ela prima mais por estudar, ela quer continuar estudando.
30:24Então ela falou, mãe, é indiferente, eu continuo aqui no meio do ano, na época eu vou fazer
30:30o curso técnico que ela quer professor estudar no IFES, ela tá aqui.
30:35Opa, eu já posso bater um papo aí também, chega até lá.
30:38É um sonho dela.
30:39Pegar a dica já.
30:40Então assim, eu acho que é essa questão de você ensinar o simples.
30:45A gente não precisa rebuscar muito na educação.
30:48É ensinar o simples, é o respeito, é o carinho, é o afeto.
30:53Eu chamo muito a atenção deles na questão do afeto com o outro, entre eles, principalmente
30:59que às vezes entre eles, eles se pegam assim dentro de casa.
31:04Mas a gente, é o diário.
31:06É um ensinar diário.
31:08Tratar bem, ser educado, entendeu?
31:11Ter respeito, respeito e sempre respeito pelo outro.
31:15Pra poder tentar, pelo menos a nossa parte, a gente tá fazendo.
31:20Ó, e aí a gente tá aqui conversando e as pessoas vão participando, mandando comentários.
31:25Agradeço a participação de todo mundo.
31:27E a gente já tá com o tempo estourado aqui, mas eu quero ler o comentário da Fabrícia
31:31Santos de Oliveira.
31:32Ela diz o seguinte.
31:33Boa tarde, Juliana.
31:34No ano passado, um aluno de uma outra sala saiu da sala dele, foi até a sala, no caso,
31:41onde o filho dela estudava, puxou a cadeira dele, fazendo com que ele ralasse feio por baixo
31:47do braço assim.
31:48Ela disse que ficou muito triste com a situação, sem contar com o bullying que ele sofria.
31:55Isso acabou gerando uma grande revolta no filho, né?
31:58E ele chegou a falar em vingança.
32:00Mas aí sentei e conversei muito com ele.
32:04Você vê a que ponto que pode chegar as coisas, né?
32:08Uma cadeira que se puxa e faz a pessoa passar uma vergonha danada na frente dos outros.
32:14O bullying, o apelido.
32:17Isso vai atingindo a pessoa.
32:18E você vê, ele chega a falar em vingança, ou seja, o que eu vou fazer contra ele que tá
32:22me apunhalando, né?
32:23Que tá me chamando de gordo, que tá me chamando de magrelo, que tá me chamando de preto,
32:29de sujo.
32:29E tem vários apelidos, né?
32:31Quem usa quatro olhos.
32:33Isso acontece, isso é muito comum.
32:35Mas olha como é que pode, né?
32:37A mãe sentou e conversou.
32:38Se ela não tivesse percebido isso, não tivesse conversado, será que não poderia ter acontecido
32:43uma tragédia?
32:44Para além das terapias, Juliana, que às vezes as pessoas olham pro psicólogo e falam
32:49assim, tudo vai se resolver com uma terapia.
32:51Não, para além da terapia, a boa educação, o bom acompanhamento, pra que as pessoas entendam
32:58que brincar é brincar.
33:00E que formas de violência não podem ficar escondidas com o nome de brincadeira.
33:06Pois é.
33:07Queria agradecer muito a presença de vocês aqui.
33:10Muito obrigada.
33:10Muito obrigada pelo bate-papo.
33:12É muito bom, acho que a gente tem que falar isso.
33:14E é bom ouvir uma mãe, ouvir uma adolescente que vive essa realidade na escola de Emerson,
33:21também, além de psicólogo, também trabalha numa escola, é diretor de um colégio e vê.
33:27Acompanha bem o que vai acontecer nessas mudanças que vão surgindo.
33:30Acompanha bem o que vai acontecer nessas mudanças que vão surgindo.

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