- há 14 horas
No programa especial sobre as Eleições 2020, a comentarista política Gabriela Cuzzuol e o sócio-diretor da Futura José Luiz Orrico, analisaram os resultados da segunda pesquisa eleitoral para prefeito de São Mateus. Assista!
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NotíciasTranscrição
00:07Olá, seja bem-vinda, seja bem-vindo, começa agora o programa especial Eleições 2020 no Folha Vitória.
00:14Hoje a gente apresenta para você a pesquisa Rede Vitória Futura de intenção de voto em São Mateus, no norte
00:21do estado.
00:22Com a gente aqui no estúdio, a comentarista política Gabriela Cusol, tudo bom, Gabriela?
00:26Bem, Edu, bom dia, bom dia, espectador do Folha Vitória, é um prazer estar mais uma vez com vocês.
00:31E também o sócio-diretor da Futura, José Luiz Horrico, tudo bom, José Luiz?
00:34Bom dia, Edu, bom dia, Gabriela, bom dia, Hudson.
00:37Hoje o Hudson não está com a gente, hoje o Hudson deu uma desfalcada.
00:40Eu falei com o vento.
00:42Tudo bem, seguimos a vida.
00:44Antes da gente falar sobre os números da pesquisa de São Mateus, eu te convido a visitar o conteúdo especial
00:49de política do Folha Vitória.
00:51Para acessar, a gente vai te mostrar aqui, para acessar o conteúdo especial, basta vir aqui em cima na aba
00:58de vídeos, na página principal do Folha Vitória.
01:00Antes de ir lá, a gente já tem aqui a pesquisa disponível para você, se você quiser ver mais detalhes
01:05da pesquisa no Guia Eleições 2020.
01:07Então, para ter acesso a mais conteúdo, vem na aba de vídeos aqui em cima, Eleições 2020.
01:14Aí você vai ter acesso a um conteúdo amplo, que a gente tem preparado para você, a gente atualiza todo
01:19dia, com informações das pesquisas de intenção de voto.
01:23Também temos informações sobre as reportagens especiais, desafios municipais, o que cobrar de prefeitos e vereadores.
01:32São reportagens que são exibidas no Jornal da TV Vitória, depois são reprisadas no Espírito Santo Noir.
01:39E também são feitos debates sobre essas reportagens, sobre os desafios municipais, na Rádio Jovem Pan News, em programas especiais
01:51também.
01:51Além disso, temos disponível também, temos disponíveis nessa página especial de vídeos de eleições 2020, entrevistas com todos os candidatos
02:03a prefeito da Grande Vitória.
02:05Vitória, Vila Velha e Cariacica.
02:07Então, se você quer saber o que o candidato pensa sobre determinados temas, são 10 temas que a gente elencou.
02:14Ele responde sobre 10 temas que passam por segurança, saneamento básico, saúde, educação.
02:20Então, você vem aqui na página de vídeos, escolhe o candidato, clica no vídeo, e aí você vai saber o
02:26que o candidato pensa sobre aquele tema.
02:28Tudo isso para te ajudar a escolher a melhor opção nessas eleições.
02:32Lembrando que todo esse conteúdo produzido para você é de graça.
02:36É só acessar o Folha Vitória que você já tem acesso.
02:38Agora vamos à pesquisa de São Mateus.
02:42Pesquisa eleitoral, e a gente mostra a pesquisa estimulada em São Mateus, fazendo a comparação com a primeira pesquisa que
02:48foi no dia 20 de outubro.
02:50O Daniel Santana, do PSDB, tinha 33,5%, foi para 34,8%.
02:57Ferreira Júnior tinha 13,8%, foi para 15,8%.
03:02Carlinhos Lírio, do Podemos, tinha 13,5%, foi para 19%.
03:07Laurinho Barbosa, do PSL, tinha 3%, foi para 1,8%.
03:14Niles Castberg, do PL, tinha 2,8%, foi para 3,3%.
03:18Eliezer Nardotto, do PRTB, tinha 1,8%, foi para 3%.
03:23Doutor Mauro, da Rede, tinha 1,5%, foi para 2,8%.
03:27Cida Negres, do PV, tinha 0,8%.
03:30E não foi citada nessa nova pesquisa que a gente está divulgando hoje.
03:35Enéas, do PT, tinha 0,8%, foi para 2,3%.
03:39Obstênio Cajá, tinha 0,3% e foi para 0,8%.
03:44Não sabe, não respondeu indeciso, tinha 16,8%, foi para 12,3%.
03:49Ninguém branco e nulo, 11,8%, foi para 4,5%.
03:54Zé Luiz, a gente vê que o crescimento do Daniel Santana não foi tão grande assim, né?
03:59Não, é...
04:00Está dentro da margem de erro, que é 4,9%, mas foi bem pouquinho, né?
04:04Bem pouquinho.
04:04A gente pode dizer que o prefeito talvez já esteja atingindo o seu teto de intenção de voto.
04:12Se ele fosse ter uma eleição menos candidato, ele provavelmente teria uma competição mais acirrada
04:20do que está aparentando ser a seleção.
04:23Acontece que São Mateus tem 10 candidatos.
04:25Então, ele pega um terço para ele e os outros nove tem que dividir.
04:30Os dois terços?
04:31Não chega nem a ser dois terços se a gente incluir branco e nulo.
04:34Então, é até um pouco menos de dois terços.
04:37Aí você tem dois candidatos que aparecem com hipótese forte.
04:43Esses dois candidatos somados alcançam exatamente a mesma votação que ele tem, 34,8%.
04:50E aí você tem sete candidatos que vão ir branco e nulo e abstenção com distribuir.
04:56Que vão diluir esse restante.
04:57Que vão diluir o restante dos votos, né?
05:00Esse crescimento do Carlinhos Lírio, que foi o maior crescimento entre todos aqui,
05:06você acha que isso pode ser um indicativo de que ele pode ter uma chance de ameaçar o prefeito?
05:11Ele só teria a chance de ameaçar se os outros concorrentes, que não o prefeito, tivessem perdido o voto.
05:17Ou se perderem daqui até o dia da eleição.
05:21Para ele vencer a eleição, vai ser preciso, por exemplo, que o Ferreira Júnior perca 10% dos votos, 8
05:29% dos votos.
05:30E que os outros todos tenham menos votos do que está sendo previsto aqui na pesquisa.
05:35O que é muito difícil de ocorrer.
05:38Pode ocorrer?
05:39Evidentemente pode, mas é muito difícil.
05:42Embora tenha tido um crescimento menor, Gabriela, o Daniel Santana, que é o prefeito,
05:47se mostra muito forte em São Mateus, né?
05:50Mostra que tem um rigor muito forte, né?
05:52Exatamente.
05:52Ele é um prefeito de muitas entregas assistencialistas,
05:56sobretudo para as populações mais vulneráveis, né?
06:01Além de estar à frente na máquina pública, o que em período de pandemia faz toda a diferença.
06:08Já coloquei aqui no nosso debate inúmeras vezes.
06:11Nesse período, o eleitor tem percebido a presença do Estado de maneira muito clara, muito incisiva.
06:17Então, existe uma tendência de manutenção de prefeitos,
06:21hoje candidatos apoiados por prefeitos, muito em virtude dessas incertezas causadas pela pandemia.
06:28A população, sobretudo a partir da classe C, tem uma noção muito clara de que vai continuar,
06:34pelo menos em 2021, dependendo de esforços estatais.
06:39Então, é um momento em que candidatos que estejam à frente da máquina pública,
06:43que é uma máquina de propaganda constante, né?
06:46Está sempre reverberando as entregas da prefeitura, saem vantagem.
06:52Lembrando que essa é uma campanha de tiro curto.
06:54Então, os dois candidatos que pulverizam esse voto, na verdade todos, né?
06:58O voto de desaprovação da prefeitura.
07:01Mas nós temos ali dois candidatos em segunda e terceira posição,
07:04com percentuais bastante próximos, batalhando pela conquista,
07:10sim, dentro da margem de erros, né?
07:12Batalhando pela conquista deste eleitor que está insatisfeito com a prefeitura.
07:17Então, em virtude do tiro curto da campanha,
07:19me parece que não há eleição definida, muito pode acontecer,
07:24porém, que a situação do atual prefeito esteja confortável.
07:27Vamos para a próxima tela, a intenção espontânea.
07:31A gente vê a comparação aqui.
07:33A pergunta é se a eleição fosse hoje,
07:35em quem você votaria para prefeito de São Mateus,
07:38sem citar o nome dos candidatos, né?
07:40Então, a gente tem aí o Daniel Santana indo de 29,3 para 34,5,
07:45Carlinhos Lírio de 7,8 para 14,5,
07:50Ferreira Júnior de 6,5% para 11,5,
07:54Niles Kastberg de 1,5 para 2,5,
07:57Eliezer Narduto de 1% para 2,3,
08:01Enéas de 0,5% para 1,8%,
08:05Doutor Mauro de 0,3% para 1,8%,
08:09Laurinho Barbosa de 2% para 1,5%,
08:12Obstênio Cajá de 0,3% para 0,5%,
08:15Cida Negres não foi citada na primeira pesquisa de intenção espontânea de voto,
08:20realizada no dia 20 de outubro,
08:22e agora tem 0,3%,
08:24não sabe, não respondeu, indeciso,
08:27eram 36,3%, agora são 20,5%,
08:31ninguém, branco e nulo, de 13,8% para 8%,
08:37outro de 1% para 0,5%.
08:40O que essa pesquisa de intenção espontânea diz para a gente,
08:44José Luiz?
08:45Primeiro, você vê a intenção de voto espontânea no prefeito
08:49é igual à intenção estimulada,
08:52ou seja, ele não cresce entre as intenções.
08:54Não tem uma diferença aqui.
08:55Ele já está no teto dele, já tem o conhecimento dele.
08:58Tem uma outra coisa que eu queria chamar a atenção,
09:00até por conta de uma...
09:05chega a ser uma denúncia,
09:06mas de uma crítica que está sendo feita à pesquisa da Serra,
09:09que ocorreu aqui também.
09:11Se a gente pegar a candidata Cida Negri,
09:13que na espontânea teve 0,3%,
09:16quando passou para estimulada, esse voto sumiu.
09:20O que acontece?
09:21A votação espontânea,
09:22nós temos até uma pergunta,
09:23depois dessa pergunta,
09:25que a gente diz,
09:26se o voto já está definido,
09:28a sua decisão é definitiva,
09:29e a gente percebe,
09:31mesmo o voto espontâneo,
09:33ele tem um índice de segurança,
09:36que não é pequeno em alguns casos,
09:38e em alguns casos chega a 30%.
09:40Ou seja, o cara tem...
09:4130% dizem que vão votar no candidato,
09:43mas 30% dos que dizem,
09:45dizem que ainda pode mudar o voto.
09:48E mais, quando a gente apresenta a relação de candidatos,
09:51você tem muita gente que votou
09:55em alguém na espontânea e que muda o voto.
09:58Então, aconteceu na pesquisa da Serra,
10:01o que é pouquíssimo usual na nossa história de pesquisa,
10:06mas aconteceu de um candidato ter menos voto na estimulada
10:11do que na espontânea.
10:12E aí tem uma acusação que a pesquisa está errada por conta disso.
10:16Não está.
10:17O que acontece é que,
10:18numa passagem de uma para outra,
10:20muitas pessoas mudam o seu voto.
10:22Normalmente, o que acontece é que os indecisos
10:25compensam essa mudança.
10:26E acaba que o candidato acaba tendo mais voto na estimulada
10:29do que na espontânea.
10:31Em raros casos, acontece o que aconteceu aqui com a Sida,
10:34que certamente ali é um voto que ela tinha
10:37na pesquisa espontânea,
10:40que quando você mostrou a lista de candidato,
10:42esse voto que ela tinha mudou de candidatura.
10:45Foi para outro, foi para branco, foi para indeciso,
10:47mas mudou de candidatura.
10:48Então, não quer dizer isso, que a pesquisa está errada.
10:52Simplesmente...
10:53Que a pessoa mudou...
10:54Simplesmente o voto não está ainda tão consolidado
10:56como o cara chega na hora de votar,
11:00a hora que ele votou, acabou, votou.
11:01Mas aqui, até a eleição, as pessoas podem mudar seu voto.
11:06E isso a própria pesquisa identifica.
11:08E esse exemplo da Serra é um exemplo onde isso ocorreu
11:11com uma frequência bastante razoável.
11:14Gabriela, Daniel Santana parece que está no teto, não é?
11:17Me parece que sim.
11:19Chama atenção o fato do segundo colocado,
11:22Carlinhos Lírio, ter praticamente dobrado
11:26as intenções de voto na espontânea
11:28entre a primeira e a segunda pesquisa.
11:30O crescimento do atual candidato, do atual prefeito,
11:34ele está na mesma média que o terceiro candidato,
11:37o candidato da Solidariedade, Ferreira Júnior.
11:39O terceiro quase dobra também.
11:41Oi?
11:41Ele quase dobra também.
11:43Quase dobra também.
11:44Não é?
11:45Quase dobra.
11:47Os candidatos em segunda e terceira posição quase dobra,
11:50enquanto o primeiro candidato, ele tem um crescimento estável, de fato.
11:54Me parece que se nós tivéssemos um calendário eleitoral mais longo
11:59ou em outro momento em que a segunda e terceira candidatura
12:04pudessem trabalhar mais o contato com o eleitorado de base,
12:08nós poderíamos ter uma eleição mais competitiva.
12:11Eles teriam mais gás aparentemente.
12:12Nós poderíamos ter uma eleição mais competitiva.
12:15porém, essa eleição, um dos motivos pelos quais candidatos à frente da máquina pública
12:22saem em vantagem é o fato do tiro curto.
12:25É um período menor e você precisa se comunicar com um número grande de eleitores
12:30no espaço de tempo bastante curto.
12:32E quem está com a máquina já está se comunicando...
12:34Quem está com a máquina já está se comunicando.
12:36O Daniel Santana, que era conhecido como Daniel da Açaí, em eleições anteriores,
12:43ele tem uma propaganda muito próxima do eleitor, se comunica muito com um eleitorado vulnerável
12:51que é numericamente muito superior em todos os municípios.
12:56Além disso, tem uma gestão com foco bastante assistencialista.
13:00Então, enfim, acredito que ele tenha chegado no teto ou aí com potencial de crescimento exponencial pequeno.
13:08Porém, para que o segundo e o terceiro pudessem se potencializar,
13:12a gente precisaria talvez ter um calendário de campanha, um calendário eleitoral um pouco mais longo.
13:16Vamos lá agora para a rejeição em São Mateus.
13:19O Daniel Santana passou de 20,8% em 20 de outubro para 29,8%.
13:25O Enéas, de 13% para 15%.
13:28O Carlinhos Lírio, de 12,3% para 15%.
13:32Cida Negres, de 7,8% para 5,8%.
13:36Niles Castberg, de 6,8% para 9%.
13:40O Bistênio Cajá, de 6,5% para 7%.
13:43Laurinho Barbosa, de 6,3% para 8,5%.
13:47Eliezer Nardotto, de 6,3% para 6,5%.
13:52Ferreira Júnior, de 4,5% para 9,3%.
13:55Doutor Mauro, de 4,3% para 5%.
13:58Não rejeita nenhum, 25,5% veio para 16%.
14:04Não sabe, não respondeu, 8,8%.
14:07Veio para 10,8%.
14:10Rejeita todos, 6,3%.
14:13Foi para 3,5%.
14:15A rejeição bem alta do Daniel Santana, né, José Luiz?
14:19Mas teve um bom crescimento.
14:21É, mas é aquele negócio, né?
14:22Como você tem 10 candidatos, 30% de rejeição não impede que ele tenha 35% de votos.
14:29E 35% de votos com dois candidatos disputando, evidentemente, a eleição, que é o Carlinhos Lírio e o Ferreira,
14:37e os dois dividindo os votos da oposição, acaba ficando uma situação até confortável para o Daniel,
14:46que consegue manter um distanciamento bastante razoável em relação ao segundo e ao terceiro.
14:53É só...
14:54Você ainda tem mais sete candidatos aí que somando...
14:58Se você somar todos eles aí, vai dar uns 20, 20 e poucos por cento de votos.
15:02E a situação do prefeito...
15:04Confortável.
15:04Fica confortável.
15:06Só corrigindo aqui, eu falei 20,8%.
15:08Na verdade, é 24,8% que era a rejeição dele no dia 20 de outubro e agora foi para
15:1329,8%.
15:15Você acha que tem uma margem para os candidatos, para os rivais do Daniel Santana explorarem esses quase 30%
15:21aí de rejeição, Gabriela?
15:23Definitivamente, né?
15:24Existe uma margem de crescimento, a gente precisa pensar que é uma eleição muito pulverizada
15:28e que esses indicadores revelam insatisfação com a gestão, né?
15:33Via de regra, quando você tem o candidato à frente da máquina pública disputando a eleição,
15:36você tem ele fazendo defesa de uma série de medidas tomadas ao longo de quatro anos
15:41e você tem todas as outras candidaturas batendo no que foi entregue ou, sobretudo, no que não foi entregue.
15:48Ao longo da nossa análise, eu vou trazer alguns dados do município de São Mateus,
15:52onde há um espaço amplo para a melhoria da gestão pública e alguns dados mais consolidados também.
15:58Agora, repito, esta é uma eleição atípica.
16:01É uma eleição cujos indicadores vão, inclusive, reconfigurar alguns processos eleitorais futuros, né?
16:08E uma das questões é o tiro curto.
16:10É o período curto para que se consiga quantidades bastante expressivas de votos.
16:16Essa tela, já começando, confirma isso.
16:19Nós temos um prefeito à frente da máquina pública, muito popular,
16:24que se comunica com o eleitorado de base, sobretudo mais vulnerável, né?
16:28Uma pessoa bastante midiática até,
16:31que é citado pelos eleitores como aquele que deve ganhar a eleição.
16:36É comum, nós temos visto isso na maioria dos municípios do Espírito Santo,
16:41com figuras já bastante conhecidas.
16:43É certo, né?
16:44Onde a cidade tem indicadores realmente muito negativos e
16:48as estratégias de comunicação,
16:51tanto das secretarias da prefeitura como de campanhas,
16:54no caso de candidatos que pretendem se reeleger,
16:56falham muito.
16:57Então, vamos lá, aproveitar que a Gabriela já antecipou aqui a nossa próxima tela,
17:01que é a pergunta,
17:03quem vai ganhar?
17:04Na opinião do eleitor,
17:05quem ele acha que vai ganhar a eleição em São Mateus?
17:08Daniel Santana tem 64% dos eleitores,
17:14acreditam que Daniel Santana vai ganhar a eleição.
17:169,5% acreditam que o Carlinhos Lírio vai ganhar a eleição,
17:218,3% acreditam na vitória do Ferreira Júnior,
17:251,3% acreditam na vitória do Niles Castberg,
17:300,8% acham que o Dr. Mauro vai ganhar,
17:340,5% acreditam na vitória do Enéas,
17:370,5% acreditam na vitória do Elezer Nardotto
17:41e 0,3% acreditam que o Laurinho Barbosa vai ganhar.
17:45Não sabe, não respondeu, tem 15%.
17:48As pessoas, o sentimento na cidade é que ele é o prefeito de novo.
17:52O Daniel está reeleito, né?
17:54É um...
17:56Até pensando no tamanho de intenção de voto que ele tem,
18:01você vê que não tem, assim...
18:03A própria cidade, quase o dobro,
18:06acham que ele vai ganhar a eleição.
18:09Ou seja, 30% das pessoas que não vão votar nele
18:12acham que ele vai ganhar a eleição.
18:14É uma situação...
18:16É confortável e você olhando para o interior,
18:20os prefeitos são candidatos à reeleição,
18:23me parece que só o de Aracruz
18:25que não tem uma situação...
18:29Não emplacou, né?
18:30Não emplacou.
18:30Guarapari tem ali, talvez,
18:32uma possibilidade de competição,
18:37mas eu...
18:40Como também Guarapari tem dois candidatos que passam de 10%...
18:44Que diluem a oposição, né?
18:46Diluem a oposição.
18:48Então, a Gabriela tem que falar que quem está na máquina
18:52tem essa facilidade de estar ali e estar atendendo.
18:55Se o cara está atendendo razoavelmente,
18:59para que eu vou mudar?
19:00Qual é o risco que eu corro se eu mudar?
19:02Se você não tiver um candidato que tenha um perfil muito...
19:06Um carisma muito grande
19:08e que seja muito conhecido
19:10e que consiga levar um volume de campanha
19:14que faça as pessoas irem atrás dele,
19:18torna-se muito difícil você derrotar um prefeito
19:21em que está na gestão.
19:24É muito difícil.
19:25E eu acho que as pesquisas estão mostrando isso.
19:28Vamos ver se a eleição confirma, né?
19:30Vamos ver.
19:30O que vale é a urna.
19:31Que eu insisto em dizer o que vale é a urna.
19:35Eu gostaria muito que as pessoas conseguissem
19:38compreender qual é o papel da pesquisa.
19:41Se a pesquisa substituir,
19:42se a pesquisa acertasse sempre,
19:44não precisava de urna.
19:46A eleição seria muito mais barata.
19:48A pesquisa é um retrato do momento, né?
19:49A pesquisa é um retrato de um momento
19:51e que chega às vezes a 24 horas da eleição.
19:54A gente tem que fazer pesquisa 48 horas da eleição.
20:00Então, em 48 horas,
20:0210% de indecisos em alguns municípios,
20:0715% de indecisos...
20:07Podem caminhar para um lado.
20:08Podem mudar uma eleição.
20:09Para algum lado.
20:10Podem caminhar para um lado ou para outro.
20:13É preciso a gente desmistificar
20:15essa coisa de que a pesquisa
20:17é obrigada a acertar o resultado.
20:20É lógico que a nossa experiência,
20:22a experiência dos grandes institutos
20:24que eu acompanho,
20:26normalmente mais de 90% de índice de acerto.
20:29Quer dizer, as pesquisas têm um índice de acerto muito bom.
20:33Mas você tem aqui e ali o desvio,
20:36que pode acontecer e vai ocorrer,
20:38faz parte do processo político.
20:40O processo político é um processo vivo,
20:41o processo eleitoral é um processo vivo,
20:44que ele, com o fato,
20:45você pode mudar o processo eleitoral.
20:49Gabriela, o que eu queria te chamar a atenção aqui
20:52é que o prefeito Daniel Santana
20:54teve algumas condenações em tribunais de primeira instância,
20:59segunda instância também,
21:00mas continua firme e forte na prefeitura
21:04e continua firme e forte na cabeça do eleitor.
21:06O que a gente está vendo aqui é que 64% dizem que ele vai ganhar.
21:10Definitivamente.
21:10Tem uma carreira, uma trajetória envolvida em suspeições
21:16relacionadas a escândalos de corrupção.
21:18Chegou a ser, inclusive, afastado do mandato
21:20e foi reconduzido por uma decisão do Supremo Tribunal Federal
21:25que não conseguiu identificar a questão do dolo.
21:28Existiu aí uma...
21:32Eles não tiveram condição de identificar
21:35se existiu aí uma intenção de conquistar votos
21:39através da atitude da distribuição de água
21:42em um período de carência hídrica
21:45ou se for uma atitude relacionada à caridade,
21:49algo assim,
21:50e aí foi reconduzido ao cargo,
21:52envolvido aí ao longo da trajetória
21:53e uma série de suspeições relacionadas à corrupção.
21:57Exato.
21:58Mesmo assim, é uma figura bastante conhecida na cidade,
22:01tem uma carreira política consolidada
22:03e um diálogo muito presente
22:08sobretudo com o eleitorado mais vulnerável.
22:11E, mais uma vez,
22:12à frente da máquina pública,
22:14acho que é importante a gente trazer também
22:16essa questão dos investimentos em campanha.
22:20Em São Mateus,
22:21nós estamos falando de teto de campanha de 1 milhão,
22:23R$ 548.237,63,
22:26ou seja, é bastante dinheiro.
22:28O atual prefeito já contratou, até o momento,
22:31despesas no valor de R$ 350.406,00,
22:34foram as maiores despesas, né?
22:36Entre os candidatos.
22:37Entre os candidatos.
22:38Nós temos aí, por exemplo,
22:40o candidato Ferreira Júnior
22:41com contratação de R$ 174.659,00, né?
22:45Temos também algumas candidaturas
22:48com contratações de valores bastante incipientes,
22:51como, por exemplo,
22:52o candidato Carlinhos Lírio
22:53declarou ter contratado despesas de R$ 7.300,00.
22:56O candidato Dr. Mauro da Rede
23:00também teve uma contratação de despesas,
23:04declarou...
23:10Exatamente, o Carlinhos Lírio,
23:12o candidato Dr. Mauro da Rede
23:13também declarou contratação de despesas
23:15nessa faixa aí de R$ 7.000,00, né?
23:19Então, existe toda uma diferença
23:20que faz você ter feito contratação
23:23de estruturas de comunicação muito robustas,
23:27muito profissionalizadas, né?
23:29É gente com bastante experiência
23:31pensando essas estratégias
23:32para que se consiga conquistar o voto, né?
23:35E isso fica muito claro
23:36não só em São Mateus,
23:38não é nenhuma espécie de crítica pontual,
23:39mas nós temos analisados
23:40todos os municípios do Espírito Santo
23:42e essa relação entre o investimento
23:44mais robusto nas campanhas, né?
23:47E o resultado expressivo
23:49nas intenções de voto, né?
23:51Tem se associado.
23:52Não necessariamente o candidato
23:53que investe mais,
23:54mas os candidatos com investimentos
23:57mais robustos, via de regra,
23:59se encontram em situações de ponto, né?
24:01Então, eu gostaria de chamar a atenção
24:02para o fundo eleitoral
24:04e gostaria de chamar o nosso espectador
24:07para o fato de que isso é financiado
24:09por você, pela sua família, né?
24:11Num país em que mais de 44 milhões de cidadãos
24:14vivem com um teto de até mil reais por mês.
24:17Eu venho falando isso reiteradamente, né?
24:19Eu acredito que seja preciso
24:21que a gente repense formas mais baratas
24:23de fazer campanha em longo prazo,
24:26retomando o contato com base,
24:27retomando as entregas feitas ao eleitor
24:29e não apenas que campanha política custa caro,
24:32vamos dar um jeito de pagar.
24:33Um motivo muito simples.
24:34O brasileiro não tem condição.
24:36O nosso povo é pobre demais.
24:38Então, vamos voltar à pesquisa.
24:39Vamos voltar à pesquisa.
24:40A avaliação da gestão.
24:41Você aprova ou desaprova?
24:43O governo do prefeito, Daniel Santana,
24:4543,5% aprovam.
24:4842,3% desaprovam.
24:50Não sabe, não respondeu, 14,3%.
24:54Como você avalia a prefeitura de São Mateus?
24:5620,8% avaliam como ótimo ou bom.
25:0038,8% avaliam como regular.
25:0337,8% avaliam como ruim ou péssimo.
25:062,8% avaliam como não sabem, não responderam.
25:10Como você avalia o prefeito, Daniel Santana?
25:1330,8% como ótimo ou bom.
25:1634,8% como regular.
25:1830,3% como ruim ou péssimo.
25:204,3% não sabe, não respondeu.
25:23São índices bem parecidos com os índices
25:24que a gente mostrou na pesquisa
25:26de intenção de voto, né?
25:27Exatamente.
25:28Você vê, ele está dividido, né?
25:32Exatamente.
25:32Em relação ao prefeito, né?
25:34Metade prova, metade não.
25:37Se você retirar as não respostas, né?
25:40E aqui, quando você avalia ele,
25:42você vê que o ótimo e bom dele
25:44é menor do que a intenção de voto dele.
25:47Ou seja, tem gente que acha que ele não é um prefeito
25:51ruim, bom, que é regular, e está votando nele.
25:55É.
25:56Provavelmente também, talvez por falta de alternativa
25:59na visão do eleitor, daquele eleitor que está votando nele.
26:03E ao mesmo tempo diz também que se a oposição tivesse um nome,
26:06de repente poderia brigar de igual para igual
26:08e teria grande chance.
26:09Poderia ter uma briga.
26:10Se não fosse tão diluído.
26:12Lembrando só o seguinte, o Carlinho Lírio
26:15é um candidato a prefeito eterno, São Mateus, né?
26:19Eu lembro dele na cédula.
26:20Eu não tenho assim, não vou afirmar porque eu não tenho certeza.
26:24Só pelo fato de você falar que lembra do nome dele na cédula,
26:27já está respondido.
26:28Eu falei cédula sem pensar nisso que você está falando.
26:33Mas eu não me engano, desde 96, ele consta na cédula da eleição municipal.
26:40Eu afirmo que eu não tenho certeza, eu posso estar enganado.
26:43Mas ele, nós já tivemos ele em pesquisas nossas muitas vezes, né?
26:48Como candidato a prefeito.
26:49Então, você não tem...
26:52O Daniel é uma renovação.
26:54A primeira eleição que ele disputou foi em 2016, né?
27:00Quer dizer, ele é um...
27:01Os outros, eu sei que também tem outro que já participou muito,
27:05que é o Nardotto, que já participou,
27:07que participou da política já há algum tempo.
27:10Quer dizer, o Daniel, apesar de estar no prefeito,
27:13é um pouco também uma questão de renovação, né?
27:15O formato dele, a informalidade dele, é o jeito dele ser, né?
27:21E outra coisa que eu falo às vezes,
27:25que eu não concordo muito com a Gabriela,
27:27que é a questão do financiamento,
27:30é que o Daniel tem dinheiro.
27:32Então, o Daniel, provavelmente, na campanha dele,
27:34ele está botando um recurso próprio na campanha dele.
27:39Então, cria essa desigualdade.
27:43Cria essa desigualdade.
27:44Uma campanha precisa que as pessoas conheçam os candidatos.
27:48E para conhecer os candidatos,
27:50tem que ter dinheiro para fazer um processo de comunicação.
27:54O que acontece é que nós,
27:57no Politicamente Correto,
27:59fomos tirando dinheiro de campanha.
28:01E hoje as campanhas, legalmente,
28:03têm muito pouco dinheiro.
28:04Por exemplo, a campanha de São Mateus
28:05é prevista gastar um milhão e meio.
28:08Legalmente, nenhum candidato vai conseguir gastar um milhão.
28:13E pode ser que tenha candidato que gaste um milhão e meio
28:16aí das formas que ele arrumar e colocar.
28:21Nós precisamos, no Brasil, discutir isso.
28:24Eu não sou favorável a gastar uma fortuna de dinheiro em campanha.
28:27Mas nós precisamos igualar as campanhas.
28:29E você certamente tem campanha que não tem a mesma possibilidade.
28:34Em campanha de São Mateus, está aqui o que ela falou.
28:37A campanha do Daniel gastou 300 e poucos mil.
28:39A campanha do segundo lugar gastou 7 mil.
28:45E a campanha do terceiro lugar gastou 100 e poucos mil.
28:48Você não tem igualdade.
28:49Se você não tem igualdade de recurso, você não tem como disputar.
28:53Mas essa é uma discussão maior.
28:54Mas eu gostaria de fazer um apontamento, tá?
28:57Porque eu acho que é bastante importante
28:58até para a gente poder esclarecer o nosso espectador, né?
29:00Vamos lá.
29:00Essa coisa do recurso público, não acredito que se configure.
29:05Por exemplo, eu falei em contratações de 350 mil, né?
29:08Só recebido de fundo partidário, o candidato recebeu 405 mil e 500 reais.
29:13Em relação a essa coisa de ligação entre fundo eleitoral e financiamento democrático,
29:20ou mesmo entre fundo eleitoral e divisão equínome de recursos, né?
29:24É um dado do Tribunal Superior Eleitoral.
29:2780% dos recursos do fundo eleitoral favoreceram 0,8% dos candidatos no Brasil.
29:32Ou seja, essa argumentação de que é preciso que exista o fundo
29:36para que os candidatos tenham as mesmas possibilidades, não tem fundamentação nos dados.
29:41Eu não sou favorável ao fundo público, hein?
29:42Não, você disse.
29:43Eu não sou favorável ao fundo.
29:44Não, você colocou.
29:45Como eu falei, eu acho que é uma discussão muito ampla.
29:47E como a gente está apresentando a pesquisa de São Mateus,
29:50eu acho que a gente tem que se atender à pesquisa de São Mateus.
29:52A gente pode fazer essa discussão em outro momento, com certeza.
29:53Não, sim, mas eu acho que é importante apresentar esse dado,
29:55porque essa relação de equidade não se fundamenta nos dados.
29:57Não existe, tudo bem.
29:58Não existe, tudo bem.
29:59É uma discussão, está apresentado o dado, é uma discussão.
30:02Certamente a gente vai ter e vamos ter oportunidade para fazer essa discussão no futuro.
30:05Mas agora a gente fica na pesquisa de São Mateus.
30:11Gabriela, eu ia te perguntar o seguinte.
30:13Você acha que essa pulverização de candidatos de oposição ao prefeito,
30:20que são concorrentes do prefeito, você acha que se isso fosse diferente,
30:24a cidade poderia ter um outro rumo, um outro candidato concorrendo diretamente com o Daniel Santana?
30:28Tem se comprovado nas pesquisas.
30:30Quando você tem um número menor de candidaturas,
30:33sobretudo nesse panorama de um candidato de situação,
30:37ou seja, um candidato com mandato vigente ou representante,
30:40e um de oposição, você vai ter uma menor pulverização dos votos.
30:44Isso se repete em outros municípios.
30:46Você tem aí mais de uma candidatura forte disputando esse terreno,
30:51esse campo da oposição à gestão vigente.
30:53Do ponto de vista das alianças, que você acompanhou, estudou todas essas alianças,
30:58você acha que não tinha possibilidade de...
31:00A gente sabe que quem está na eleição está para ir até o final,
31:04mas não tem uma possibilidade assim, vamos fazer uma composição,
31:07vamos fazer uma composição em torno de um nome.
31:10Você acha que o município, por essas coligações,
31:13e pelo histórico político desses candidatos, não está maduro para isso?
31:16Não, eu acho que, eu penso que teria sido uma decisão
31:21que poderia ter sido bastante interessante para o processo eleitoral.
31:23E mais racional também.
31:25O candidato Carlinhos Lírio, por exemplo,
31:27ele foi o candidato a deputado estadual mais votado do município,
31:30teve aí 8.205 votos, que é uma votação expressiva,
31:35e ele vem com uma coligação forte, coligação PP, PCdoB, Avante e Podemos,
31:40que congrega partidos de orientação filosófica bastante diferentes.
31:43Como Podemos, PCdoB, Avante, né?
31:47Então, eu, pelo que eu tenho estudado,
31:51eu acredito que quando se formam essas coligações
31:54de cunho ideológico muito diverso,
31:55a intenção é que se consiga dialogar com mais eleitores, né?
31:59Divirge um pouco, acredito que fique um pouco mais confuso,
32:02e que os eleitores acabam focando nas pautas,
32:05nas propostas que estão bastante genéricas.
32:08Via de regra, os planos de governo, né?
32:11Tem trazido propostas muito generalistas,
32:13provavelmente fundamentadas no que as pesquisas de marketing eleitoral
32:16indicam como aquilo que o eleitor gostaria de ouvir, né?
32:19Entendi.
32:19Então, eu acredito que sim, a minha resposta é sim.
32:22Talvez uma articulação mais firme no campo da oposição
32:26poderia ter subdividido melhor esses votos
32:28e deixado a situação para o atual prefeito
32:31menos confortável do que o que atualmente se configura.
32:33Vamos para a próxima tela?
32:35A intenção estimulada é classe social.
32:38Eu queria passar para a tela de...
32:40Passar da tela para a tela de faixa etária, por favor.
32:45Isso.
32:46Porque me chamou bastante a atenção isso aqui, ó.
32:48Entre os eleitores de 16 e 24 anos,
32:5153,8% dizem que vão votar no prefeito.
32:55Pois é, ele é uma liderança...
32:57Ele é uma liderança jovem, informal, sabe?
33:02Vai para a rua, não tem...
33:03Está próximo ao jovem.
33:04Está próximo das pessoas.
33:06Certamente tem uma conversa mais próxima do jovem, né?
33:11Então, ele tem essa facilidade.
33:13Como eu disse, o Carlinhos já é candidato há muitos anos.
33:17Então, certamente tem uma idade maior do que a do Daniel Santana.
33:21Talvez tenha uma dificuldade de conversar com a juventude.
33:26Essa coisa, ela se dá na rua, sabe?
33:29O Daniel é um candidato, tem carisma.
33:32É pop, é um candidato pop.
33:32É, exatamente.
33:34Popular, sai na rua, faz certo.
33:35Popular, você vê a figura, o cabelão, não sei o quê.
33:37Ele é um candidato mais despojado.
33:41Ele é um candidato mais despojado.
33:42E no município do tipo de São Mateus,
33:45um candidato com a característica do Daniel
33:48circula melhor do que outros candidatos.
33:50Ele leva vantagem também nisso.
33:52Além de levar vantagem no número de candidatos
33:55e dele estar na gestão,
33:56ele leva vantagem dele ser um candidato
33:59que certamente o povo chega nele e fala com ele
34:01como eu falo com você aqui.
34:03Não tem nenhuma dificuldade em ter acesso a ele.
34:07O que me chamou a atenção,
34:08até me encantaram aqui no ouvido,
34:10é que, na verdade, ele leva vantagem com todo mundo.
34:13O que chama atenção muito é esse número muito elevado
34:16entre os candidatos de 16 a 24 anos.
34:18Apesar dele levar vantagem em tudo,
34:20tirando 60 ou mais,
34:21ele vai diminuindo progressivamente a intenção de voto.
34:24Mas, mesmo assim, ele fica bem acima dos concorrentes.
34:27Ele fica acima dos concorrentes em todas as situações.
34:30Quer dizer, é aquele que nós estamos falando.
34:34Certamente não tem nenhum candidato
34:37que tenha conseguido gerar no eleitor
34:40uma expectativa de que a mudança
34:43vai trazer muita diferença para o município.
34:47Quer dizer, essa segurança, se estivesse posta,
34:50nós teríamos algum candidato aí
34:52disputando a eleição com o Daniel.
34:54Mas isso não está posto.
34:55Quer dizer, tem uma divisão dos votos da oposição
34:58por diversos candidatos.
34:59O que não quer dizer
35:01que se ele fizesse ele contra Carlinhos Lírio,
35:04por exemplo,
35:04que ele perderia a eleição.
35:06Porque também a gente não sabe
35:09qual o nível de desgaste
35:12que o Carlinhos possa ter no município,
35:15apesar de ele não ter sido prefeito,
35:18de não ter tido, nessa caminhada dele,
35:22nenhuma vitória na carga majoritária.
35:25Gabriela, o Daniel Santana,
35:27conversando com as pessoas que vão a São Mateus
35:31ou com moradores lá,
35:32dizem o seguinte,
35:33ele é o cara que sobe no tríe elétrico,
35:35pega o microfone e canta funk
35:36em cima do tríe elétrico,
35:37que foi o que aconteceu durante o Réveillon
35:39lá em Guriri,
35:40que faz parte do município de São Mateus.
35:42Você acha que ele encontrou essa linguagem
35:44para alcançar justamente
35:45em todas as pesquisas
35:47que a gente tem falado isso?
35:47Que o desafio é trazer o eleitor mais jovem,
35:50fazer o eleitor mais jovem votar,
35:53ter a simpatia do eleitor mais jovem.
35:55Você acha que ele encontrou esse formato?
35:56Essa fórmula?
35:58Eu chamo isso de estratégia assertiva de comunicação.
36:03Eu creio que esse tipo de comportamento
36:05não tem relação alguma com o nível de prestação de serviço
36:11da prefeitura,
36:12nem em relação ao candidato de São Mateus,
36:14como em relação a nenhum outro candidato.
36:17Eu penso que o que avalia nível de serviço prestado
36:20são os dados que eu tenho reiteradamente trazido aqui.
36:23Muitas vezes, quando você já coloquei,
36:25vou colocar novamente,
36:26você não tinha uma rua asfaltada,
36:28vão passar o asfalto na rua,
36:29você vai perceber aquilo como um excelente serviço público.
36:32Aquele asfalto custou cinco vezes o valor,
36:34vai durar dois anos, vai precisar ser feito de novo.
36:36Isso ocorre muito.
36:37Uma percepção de qualquer serviço como serviço eficiente.
36:40Não estou dizendo que se encaixe nessa situação.
36:43Estou dizendo que é algo que acontece.
36:46Inúmeras pesquisas.
36:47Existe aí um robusto arco a bolso comprobatório
36:51explicitando na academia,
36:53explicitando que nem sempre a percepção do serviço público
36:55condiz com a real qualidade.
36:56O que eu penso que sim,
36:58que essa comunicação bastante direta,
37:00bastante descontraída,
37:02sobretudo com o público mais jovem,
37:03que é um público muito difícil de ser conquistado,
37:06é um público que tem revelado, reiterado,
37:10desencanto com a política,
37:12sobretudo no que tange o sistema político partidário.
37:14Essa comunicação muito direta, muito descontraída,
37:17pode sim fazer diferença.
37:19E aí a gente tem que apontar
37:21que o eleitorado muda bastante dependendo do município.
37:24Me parece que ele conhece o eleitorado dele,
37:28tem se comunicado de forma assertiva
37:29e uma robusta campanha de comunicação
37:32que tem trabalhado com estratégias corretas.
37:34A próxima tela,
37:35a intenção espontânea, escolaridade.
37:38A gente vê justamente o ensino fundamental,
37:4241,7% dos eleitores com ensino fundamental
37:46disseram que vão votar no Daniel Santana.
37:48Vai caindo um pouquinho,
37:49mas ele fica acima em todos os níveis,
37:53um pouquinho mais próximo do Ferreira Júnior.
37:56E para te mostrar uma dificuldade
37:58que os outros candidatos têm,
38:01onde é que estão os indecisos?
38:02Onde é que tem voto?
38:04No ensino fundamental, né?
38:06No ensino fundamental.
38:07Então, ele tem voto no ensino fundamental
38:09e no ensino médio.
38:10Os outros não têm.
38:12O Carlinhos Líder tem um pouco mais
38:14no ensino fundamental.
38:15Mas a diferença no ensino fundamental,
38:17para ele,
38:17é 30 pontos por segundo colocado.
38:20É muita coisa.
38:20É muita coisa.
38:21E você tem 27% de indecisos.
38:23Qual é a chance
38:25dessa eleição ter uma virada?
38:26É muito difícil.
38:28É muito difícil.
38:29porque os votos que estão indecisos
38:31são os votos que caem muito...
38:33Porque, ao contrário,
38:33nós temos um processo político
38:36muito personalista.
38:38Os nossos partidos,
38:39eles não existem.
38:40Está aí,
38:41a Gabriela acabou de falar,
38:42uma saladinha de letras.
38:44Exatamente.
38:46De, teoricamente,
38:47perfis ideológicos diferentes.
38:48Isso não existe no Brasil.
38:50Então, você tem até um ou outro partido
38:52que tem, efetivamente,
38:53perfil ideológico.
38:54Mas você não tem isso.
38:56Nem na população,
38:57nem nos candidatos.
38:58Então, qual a vantagem
39:01de quem está no poder?
39:02Primeiro, está no poder.
39:03Poder fazer...
39:05Poder prestar
39:07coisas fisiológicas.
39:08Você resolve o problema da pessoa.
39:10Dá um emprego.
39:12Consegue para ele
39:13uma consulta médica.
39:15Consegue que o filho
39:16entre numa creche
39:17que não tinha vaga.
39:18Então, o cara que está no poder
39:19tem essa vantagem.
39:20E o Daniel ainda tem a vantagem
39:22do carisma.
39:23Do pessoal, do natural.
39:25Evidente, tem um processo
39:26de comunicação.
39:27Mas o Daniel, naturalmente,
39:29o Daniel não está fingindo.
39:31Ele é aquilo andando na rua.
39:33Ele é o cara que canta funk em cima do...
39:35Ele não cantou funk
39:38porque ele achou que canta funk
39:40ia dar mais voto a ele.
39:41Ele cantou funk
39:41porque ele gosta de fazer aquilo.
39:44Nem ele é natural.
39:45Então, como nem ele é natural,
39:47o eleitor se aproxima dele.
39:50Eu acho que o Daniel tem essa vantagem
39:52em relação aos outros.
39:54Ele trafega na classe DE,
39:57nos que têm ensino fundamental,
39:58com muita facilidade.
40:00Ele anda com muita facilidade.
40:02Ele dá um abraço,
40:03dando um abraço.
40:05Você já deve ter visto várias vezes
40:07político dando abraço.
40:09Às vezes, ele chega e encolhe a barriga
40:11para não encostar na pessoa.
40:12O Daniel tem certeza
40:13que ele dá um abraço.
40:14Abraço como eu dou,
40:16como você dá,
40:17como qualquer um de nós dá.
40:18Isso é natural dele.
40:19Então, isso acaba fazendo
40:21com que a juventude
40:22entre nele
40:24com toda a força.
40:29E esses números mostram
40:31que ele tem mais votos
40:32justamente onde
40:33tem mais eleitores, né, Gabriela?
40:35Definitivamente.
40:36O que torna ainda mais complicado
40:38que esse processo
40:39vire no tiro curto.
40:42Queria apontar também
40:43o fato do percentual
40:46de votos indecisos
40:50ser baixo.
40:52Quer dizer,
40:53ele tem 34,5% de aprovação,
40:56tem 20,5% de votos indecisos.
40:59Quer dizer,
40:59para que o segundo colocado
41:01conseguisse alcançá-lo,
41:02teria que captar aí
41:04uma parte bastante expressiva
41:05desses votos.
41:05Se captar os 20,
41:06fica com 34.
41:07Fica com 34.
41:08captar todos.
41:09O segundo,
41:10se captar todos,
41:11não alcança.
41:12Então, quer dizer,
41:12me parece uma disputa
41:13bastante complicada.
41:15É complicada
41:16para os concorrentes.
41:17Para os concorrentes,
41:18a não ser que...
41:19Ou seja...
41:19A não ser que algo
41:20muito extraordinário, né?
41:23Aconteça.
41:24Aconteça o que pode acontecer.
41:25É um pleito eleitoral.
41:27Ele, obrigatoriamente,
41:28para alguém ganhar essa eleição,
41:29tem que tirar a vota dele.
41:30Não é mais de um indeciso só.
41:32Um indeciso, certamente,
41:34não vai só para um candidato.
41:36Para o Daniel perder a eleição,
41:37ele tem que perder voto.
41:39Tem que perder voto.
41:40Ele tem que perder voto.
41:41Vamos lá.
41:42Então, qual é o caminho
41:42para ele perder voto?
41:43Rejeição.
41:45Classe social.
41:46Ele também,
41:47ele tem uma rejeição alta
41:48nas classes A e B,
41:50uma rejeição menor
41:51nas classes D e E,
41:52que é a faixa dele, né?
41:55E também uma rejeição alta
41:56ainda na classe C, né?
41:58Que são rejeições
41:59que a gente aprendeu aqui com você,
42:00acima de 40%.
42:02Não, ainda mais numa eleição dessa.
42:0340%,
42:04eu estou dizendo,
42:05numa eleição
42:06de disputa
42:08com menos candidato.
42:09Entendi.
42:10Com esse número de candidatos,
42:11eu já tenho até dúvida
42:13se o cara com 40% de rejeição
42:15não se elege.
42:16Se ele tiver...
42:18Justamente porque dilui muito.
42:19Porque dilui muito.
42:21Porque tem muita diluição
42:22de voto aí, né?
42:24Então, a rejeição dele
42:26de 30%
42:27é uma rejeição importante.
42:30Gabriela,
42:31a gente vê essa rejeição
42:32nas classes A, B e C
42:33que não são o grosso
42:35dos eleitores, né?
42:37A gente sabe que o grosso
42:38dos eleitores
42:38está nas classes D e E.
42:40Você acha que tem condição
42:42dos concorrentes
42:43trabalharem um pouco,
42:44de repente,
42:45nesses altos índices
42:46de rejeição
42:47para tentar ter mais votos,
42:49aumentar os percentuais
42:50de aprovação
42:51para a população?
42:51Sobretudo a partir de agora
42:52que a gente vai entrando
42:52na reta final de campanha, né?
42:54Com isso que...
42:55É o caminho.
42:56É o caminho.
42:57As estratégias vão trabalhar
42:58a partir disso, né?
42:59O que leva o eleitor
43:00a rejeitar o candidato?
43:01E vão tentar fortalecer
43:02esse tipo de discurso.
43:03Eu acredito
43:03que nós poderíamos ter
43:04uma campanha diferente
43:05caso o calendário eleitoral
43:07fosse maior.
43:08Não é.
43:09Essa é uma eleição atípica, né?
43:13Então, os candidatos
43:15de oposição
43:16têm um trabalho
43:16muito árduo
43:18para tentar reverter
43:19essa situação.
43:20Não é impossível, né?
43:21Não é impossível.
43:22Acho que é importante
43:23deixar claro que
43:24a gente não está aqui
43:25para cravar absolutamente nada,
43:27para falar sobre certeza
43:28alguma, né?
43:29Muitas coisas
43:31extraordinárias,
43:31muitas coisas
43:34atípicas
43:34acontecem
43:35em processos eleitorais,
43:35sobretudo em reta final,
43:37que é quando as candidaturas
43:37costumam ir com tudo
43:39uma para cima da outra.
43:40Existe uma tradição política
43:41no Brasil
43:42de campanhas negativas,
43:43sobretudo
43:44a partir do momento
43:44que se aproxima do fim, né?
43:46Então, pode acontecer.
43:47Mas os candidatos
43:48de oposição ao prefeito
43:49têm um trabalho árduo.
43:50Apenas chamando a atenção
43:51para dois aspectos.
43:52O primeiro, né?
43:53É que emergem
43:56como forças políticas, né?
43:57Nós temos aí
43:58a figura do Carlinhos Lírio,
43:59que é bastante tradicional
44:00na cidade.
44:01Agora, você sair
44:02de uma eleição
44:03ainda que derrotado,
44:05porém com índice
44:05de aprovação mais alto,
44:06faz com que você...
44:07Te dá um ânimo, né?
44:08Te dá um ânimo,
44:09te dá um gás,
44:09faz com que você cresça
44:10como liderança política,
44:12inclusive para conseguir
44:13conquistar novos apoios,
44:15novas associações
44:15posteriormente.
44:16Segundo lugar...
44:17A própria eleição,
44:18as eleições daqui a dois anos,
44:21uma eleição para deputado estadual,
44:23uma...
44:23Muitos desses candidatos
44:25em todos os municípios,
44:26já há candidatos, né?
44:27Em posições menos favorecidas
44:30nas intenções de voto
44:31dos eleitores,
44:32que já estão começando
44:33a arquitetar campanhas futuras,
44:35a se projetar futuramente.
44:36Estão trabalhando nesse sentido, né?
44:38Nós vemos isso
44:39de forma bastante clara
44:40nesse município.
44:41A segunda coisa?
44:43A segunda coisa,
44:44a rejeição alta
44:45do candidato PT, né?
44:47A imprensa de bastidores
44:48revelou que o PT,
44:50no Espírito Santo,
44:50teria a intenção
44:51de eleger algo como
44:5320 prefeitos
44:54no Estado do Espírito Santo, né?
44:56Nós temos analisado aqui,
44:58são poucas as situações
44:59em que isso parece se configurar.
45:01O PT que saiu aí
45:02com a imagem muito maculada
45:04dos últimos processos de eleição,
45:06sobretudo federais,
45:07que vem aí com envolvimento
45:08em uma série de escândalos
45:10de corrupção
45:11em nível federal,
45:12não estou fazendo
45:12nenhuma referência direta, né?
45:14Mas me parece
45:15que a recuperação,
45:18sobretudo por essa perspectiva
45:19mais polarizada,
45:20está um pouco complexa.
45:21Nós temos verificado aqui
45:23que as eleições municipais
45:25estão no que se chama
45:26de centrão, né?
45:27Esses partidos
45:29que não têm
45:30a filosofia...
45:31Um ideológico definido.
45:32Definido,
45:33que não têm a orientação
45:34filosófica
45:35tão definida assim, né?
45:37E que o PSL,
45:39que atualmente se configura
45:40como esse partido
45:41mais na ponta da direita, né?
45:43Polarizando bastante aí
45:45com o PT,
45:45inclusive em nível federal,
45:47ele aqui está coligado
45:48em vários municípios
45:50com partidos
45:51de centro-esquerda, né?
45:53Então,
45:53isso faz com que ele saia
45:55um pouco dessa...
45:56Desse espectro nacional.
45:57Desse mapa da polarização.
46:00Nós temos, né?
46:01Então, acho que o PT
46:02aparecendo aí
46:03com a rejeição muito alta
46:05comprova que o processo
46:05de recuperação
46:06da imagem do partido
46:07está um pouco mais complexo
46:08do que talvez eles mesmos
46:10estejam esperando
46:11no Espírito Santo.
46:12Gabriela Cusual,
46:13muito obrigado
46:13pela participação.
46:14A gente chega ao final
46:15da nossa décima pesquisa,
46:17dessa segunda fase
46:18de pesquisas,
46:19que foi a pesquisa
46:20de São Mateus.
46:21Mais semana que vem
46:22tem mais.
46:22Muito obrigado.
46:23Eu que agradeço.
46:24Prazer em estar com vocês
46:25mais uma vez.
46:26Daqui a pouco estou
46:27na Jovem Pan News
46:2890.5 FM
46:29às 10h30,
46:31conversando sobre São Mateus.
46:32Aguardo todos vocês.
46:33Legal, Zé Luiz.
46:35Fizemos 21 pesquisas
46:37até agora.
46:37São Mateus
46:38encerrou essa segunda fase.
46:39Semana que vem
46:40tem mais.
46:41Muito obrigado.
46:41E mais 10.
46:42E mais 10
46:42pra gente fazer.
46:44Vamos apresentar
46:45na semana que vem,
46:46mais em cima
46:47da hora da eleição.
46:49A nossa intenção
46:50ao fazer o trabalho
46:52é dar informação
46:53pro eleitor,
46:55que é ele
46:56que vai decidir.
46:57é ele que decide.
46:58Quem decide
46:58é eleitor.
46:59Não é pesquisa
47:00que decide eleição.
47:02O que decide eleição
47:02é o eleitor,
47:04é o voto dele lá.
47:05É o dele
47:05do eleitor lá na ONU.
47:06Eu acho
47:07que nós precisamos
47:08no Brasil
47:10discutir um pouco
47:11mais política.
47:12Eu acho
47:13que as pessoas
47:14precisam parar
47:15de achar
47:15que a política
47:16é suja.
47:17A política
47:17é a única forma
47:19da gente viver
47:20em sociedade.
47:21É a gente ter
47:22uma discussão
47:23democrata,
47:24que a gente possa
47:25até discutir
47:26igualdade.
47:27Então,
47:27as pessoas
47:27precisam
47:28da importância
47:28política,
47:29precisam conhecer
47:30bem os candidatos
47:31em quem vão votar,
47:32precisam pensar.
47:33Não podem pensar
47:34exclusivamente
47:35num benefício
47:36muito pontual.
47:37Tem que pensar,
47:38olhar para o futuro.
47:39Então,
47:40eleição é um processo
47:41muito importante
47:42e eu acho
47:43que o país
47:43vem amadurecendo.
47:45Afinal,
47:45nós estamos aí
47:46há 86,
47:48nós estamos
47:48há 34 anos
47:50seguidos,
47:51vivendo um processo
47:52democrático
47:53interessante
47:54que vai amadurecendo
47:56o eleitor.
47:57Ainda não amadureceu
47:58os políticos,
47:58senão você não teria
47:59uma campanha
48:00com 10 candidaturas
48:01em um lugar
48:02que tem um prefeito
48:03disputando.
48:04Mas ele também,
48:05eu acho que o caminho
48:06vai ser diminuir
48:07partido,
48:08criar partido
48:10onde você se reconheça
48:12nos valores,
48:13porque hoje
48:13o maior problema
48:14não é direito,
48:16esquerdo,
48:16o maior problema
48:17é o seguinte,
48:17os valores
48:18que cada grupo
48:19desse tem,
48:20os valores econômicos,
48:21os valores pessoais,
48:23sabe,
48:23os valores de sociedade,
48:25a gente precisa
48:26diminuir
48:27esse elenco
48:28partidário
48:29para a gente
48:30saber o seguinte,
48:31este partido
48:32bate com o que eu gosto,
48:33com o que eu penso,
48:34eu quero estar com ele
48:36e passa a depender
48:38menos do candidato
48:39e mais
48:40da filosofia partidária,
48:41mas isso
48:42é um assunto
48:44para um outro
48:44e é para
48:45um deles,
48:46para outro.
48:46E não é porque
48:47nós vivemos
48:47no Brasil
48:48hoje também.
48:49Zé Luiz,
48:49muito obrigado,
48:50muito obrigado
48:50Gabriela
48:51e a você
48:52que ficou com a gente
48:52aqui,
48:53muito obrigado
48:53também.
48:54A gente encerra
48:55a rodada de pesquisas
48:56de intenção de voto
48:57nas maiores cidades
48:58do Estado.
48:59Se você quer saber mais,
49:00acesse o Folha Vitória,
49:02onde estão todos
49:03os levantamentos
49:04que a gente fez
49:04até agora,
49:05além dos vídeos,
49:06das análises aqui
49:07que a gente apresentou
49:08nos programas ao vivo
49:09e também muito mais.
49:11Tudo para te ajudar
49:12a escolher entre os melhores
49:13candidatos
49:14e tudo de graça.
49:15E você que nos acompanhou,
49:17muito obrigado
49:18pela companhia.
49:19Até a próxima,
49:20eleições 2020,
49:21a maior cobertura do Estado,
49:23você acompanha primeiro
49:24aqui.
49:25Tchau.