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  • há 16 horas
No programa especial sobre as Eleições 2020, a comentarista política Gabriela Cuzzuol e o sócio-diretor da Futura José Luiz Orrico, analisaram os resultados da primeira pesquisa eleitoral para prefeito de Aracruz. Veja como foi!

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Transcrição
00:07Olá, seja bem-vinda, seja bem-vindo, começa agora o programa especial eleições 2020 no Folha Vitória.
00:15Hoje a gente apresenta para você a pesquisa de intenção de voto da Rede Vitória Futura do município de Aracruz,
00:21no norte do estado.
00:23Essa é a nona pesquisa que a gente apresenta para você nesta primeira rodada de pesquisas.
00:27E para comentar os resultados, a gente conversa com a nossa comentarista política, Gabriela Cusol.
00:32Tudo bom, Gabriela?
00:33Bom dia, Edu. Bom dia, espectador do Folha Vitória. Um prazer estar com vocês mais uma vez.
00:38Legal. Também conversa com o sócio-diretor da Futura, responsável pela pesquisa, José Luiz Orrique.
00:44Tudo bom, José Luiz? Bom dia.
00:46Tudo bem. Bom dia, Edu. Bom dia, Gabriela.
00:48Bom dia aí. Vamos discutir mais uma pesquisa, né?
00:52Vamos lá, vamos em frente.
00:53E para começar, um pouquinho antes de começar, eu quero te lembrar que você pode ter acesso a todo o
00:58nosso conteúdo especial no Folha Vitória.
01:01E eu vou te mostrar como é que se faz isso.
01:02A gente tem o Folha Vitória aqui, vem aqui na parte de vídeos, eleições 2020.
01:08Clicou, apareceu a parte do nosso conteúdo, né?
01:12A gente tem aqui os vídeos dessas discussões, dessas análises que a gente faz aqui sobre as pesquisas.
01:18Também tem entrevistas com os candidatos da Grande Vitória.
01:21Eu quero chamar a sua atenção para isso.
01:23A gente já tem lá Vitória disponível.
01:25Descendo um pouquinho, a gente vai ver também as entrevistas com os candidatos de Vitória, todos aqui.
01:32E também, novidade, entrevistas com os candidatos de Vila Velha.
01:37Todos os candidatos.
01:38Então, você pode vir aqui, clicar na entrevista, ver a entrevista, analisar o que o seu candidato,
01:44o que o candidato que você quer votar, de repente, tem de propostas para a cidade.
01:49Então, você pode analisar e pode analisar de todos os candidatos que estão disponíveis aqui no Folha Vitória.
01:55Lembrando que todo esse conteúdo é de graça para você.
01:59Então, vamos lá agora para falar da nossa pesquisa de Aracruz.
02:04A pesquisa que saiu hoje, nossa primeira tela, é a intenção espontânea de voto.
02:09A pergunta que foi feita para o eleitor foi, se a eleição fosse hoje, em quem você votaria para prefeito
02:15de Aracruz?
02:16Doutor Coutinho, do Cidadania, aparece em primeiro com 17,5%.
02:21Na verdade, ele aparece empatado com Alcântaro, do PSD, que tem 13,8%.
02:27Esse empate é por causa da margem de erro da pesquisa, que é de 4,9 pontos percentuais para mais
02:35ou para menos.
02:36Em terceiro vem o atual prefeito Jones, do Solidariedade, com 7%.
03:09Zé Luiz, a gente estava comentando um pouquinho antes.
03:11Que, pela primeira vez nas pesquisas que a gente viu, não é um nome conhecido, o nome do prefeito que
03:19está em primeiro lugar.
03:20Até o prefeito aí que está em terceiro lugar, na intenção espontânea.
03:25Quer dizer, nós vamos, aparentemente, ter em Aracruz uma disputa entre dois novos nomes.
03:31É lógico que o Alcântaro é vereador, essas coisas, mas do ponto de vista de liderança do município, nós temos
03:39dois nomes novos disputando a eleição.
03:42Num município que lá atrás, tradicionalmente, tinha uma disputa binária entre o Heraldo Busso e o Primo, Primo Bitt.
03:53Mas isso não significa, Gabriela, que esses nomes não estejam aqui próximos, perpassando esses nomes dos concorrentes desse ano, né?
04:02Porque, falando de apoios, a gente tem muito claramente aí os apoios em Aracruz, não é isso?
04:06Definitivamente.
04:07Antes de falar dos apoios, é um número de indecisos bastante expressivos, né?
04:1236,3%.
04:14Então, quer dizer, para os candidatos aí nas últimas posições, né?
04:19Existe aí um trabalho bastante duro, bastante árduo a ser realizado, mas ainda há toda uma massa de eleitores a
04:27serem conquistados, né?
04:28É, não temos aí as lideranças com décadas de carreira, né?
04:33Aquelas lideranças muito tradicionais, mas temos candidatos que são apoiados por essas lideranças, né?
04:40O doutor Coutinho, por exemplo, ele foi candidato a deputado estadual na última eleição, ficou em quarto lugar, com mais
04:46de 5 mil votos.
04:47E ele conta com o apoio do Marcos Vicente, que é uma liderança muito tradicional.
04:51É um deputado do Partido Progressista que está no quinto mandato, uma liderança muito importante na região.
04:56Então, com certeza, faz uma diferença.
04:58O Alcântaro, por sua vez, ele é um vereador em atividade, né?
05:02Ele faz oposição ao atual prefeito, prefeito Jones Cavalieri.
05:08E ele conta aí com um apoio importantíssimo, que é o do grupo do Eric Musso, presidente da Assembleia Legislativa,
05:14né?
05:15Que é do Republicanos, partido também do ultra-popular Amaro Neto.
05:20Então, ele conta aí com o apoio dessas lideranças muito importantes.
05:23É muito tradicional na política municipal nós termos aí ou essas lideranças mais antigas, com décadas de vida pública,
05:31ou novas lideranças que chegam apoiadas, apadrinhadas por esses nomes mais tradicionais.
05:40Apenas ressaltando, o Cidadania, como o Partido Cidadania, que vem aí nessa dobradinha em vários municípios do Espírito Santo,
05:47com o PSB, o partido do governador, né?
05:49O Cidadania e o PSB, eles têm estado em posição de destaque,
05:53nas primeiras posições aí, intenções de votos nessas primeiras pesquisas que temos apresentado.
05:57Mas é bom lembrar que o governador não anunciou apoio, pelo menos em Aracruz, ele não...
06:01Não, não, definitivamente não.
06:02Mas apenas como nós temos feito aí análises progressivas dos municípios, essa...
06:07A gente tem visto...
06:08A gente tem visto...
06:09Isso acontecer, né?
06:10Lembrando que o Jones foi eleito pelo PSB.
06:13O Jones Cavalieri.
06:14O Jones foi, o Jones Cavalieri, exatamente.
06:16Agora, nessa eleição, isso tem ficado muito forte.
06:18O PSB e o PSD, a partir de 2012, eles emergem como forças políticas no Brasil inteiro,
06:26conquistando muitos municípios, né?
06:28E eu não sei, eu tive acesso a algumas pesquisas nesse sentido.
06:32Acho que depois dessa eleição, talvez a gente tenha aí um certo protagonismo do Cidadania, né?
06:38Pelo menos pelo que a gente tem visto no Espírito Santo,
06:40essa posição de destaque do Cidadania tem sido bastante marcante.
06:45Deixando claro que isso não é nenhum tipo de aprovação ou desaprovação a conduta ou pautas do partido.
06:51É apenas uma constatação em virtude das pesquisas que temos analisado.
06:55O PSB, a gente viu muito, principalmente depois das últimas eleições presidenciais,
07:00ocupar muito um espaço que era do PT.
07:03O PT teve uma rejeição muito grande, mas, continuando à esquerda,
07:07o PSB assumiu um certo protagonismo depois disso,
07:11depois dessa onda petista.
07:15E depois de o PT perder nas eleições, principalmente presidenciais, perder um pouco de espaço,
07:19a gente viu o PSB começando a tomar, assim, um pouco as rédeas da esquerda.
07:24Vocês acham que é isso que aconteceu?
07:26Você tem uma disputa, eu acho, né?
07:28Aqui, especificamente até por conta do governador, acho que o PSB é muito forte.
07:33Mas no Brasil, de uma forma geral, eu acho que alguns partidos estão disputando esse espaço.
07:39O PDT, por exemplo, com o Ciro, que é uma expressão política nacional,
07:47talvez, nacionalmente, o Ciro tenha mais expressão do que qualquer outro candidato do PSB.
07:53Mas aí você tem o PSB, você tem o PT.
07:56Mas aqui a gente tem forte, como você falou, justamente por causa do governo.
07:59Aqui nós somos mais fortes por conta do governador, é o líder do partido e é o governador do Estado.
08:04E é um nome forte dentro do PSB nacional também.
08:06E é um nome forte dentro do PSB.
08:07O PSB tem origem muito forte em Pernambuco e ele tem em São Paulo o Márcio França,
08:15que está disputando a eleição da prefeitura da capital, aparentemente com menos chance.
08:22E aqui no Espírito Santo tem o governador, né?
08:24Então o governador, como tem em Pernambuco também, acaba tendo um peso importante no Nordeste.
08:31Mas tem outros estados também que o PSB é importante.
08:35Vamos seguir para a próxima pesquisa, a intenção estimulada.
08:39A pergunta para os eleitores foi
08:41Se os candidatos fossem estes, em quem você votaria para prefeito de Aracruz?
08:47O doutor Coutinho aparece na frente novamente.
08:49Na verdade, aparece empatado com o Alcântaro com 27,3%.
08:53O Alcântaro com 23%, com a margem de erro.
08:56Os dois estão tecnicamente empatados.
08:59A margem de erro que é 4,9 pontos para mais ou para menos.
09:02Aí depois vem o Jones, que é o atual prefeito, com 9,8%.
09:07Major Wallace Vieira, 7,3%.
09:10Evilásio Costa, 1,8%.
09:13Paulo Neres, 1,5%.
09:15Adilson Simão, 1%.
09:18Não sabe, não respondeu.
09:19Indeciso, 15%.
09:21Ninguém, branco e nulo, 13,5%.
09:25Essa margem, dentro da margem de erro, continua mesmo estimulada.
09:28O que essa questão mostra aí é que provavelmente nós vamos ter uma eleição que vai se polarizar
09:35entre os dois primeiros candidatos.
09:37A eleição começa um pouco mais distribuída, mas à medida que ela vai caminhando e que
09:44dois candidatos começam a ter mais chance de vencer a eleição, é uma tendência natural
09:50do eleitorado, ele ir na polarização em municípios onde você não tem dois turnos.
09:58Então, aí é um município de um turno só.
10:00Então, é natural que esses dois acabem no processo polarizando a eleição.
10:06Aqui, no caso, nós já caímos para 15% de indecisos.
10:12A gente somar aí com o Jones, se ele pegasse todos os indecisos, ele ia a 25%, ele ficava
10:17empatado com os dois.
10:18Como isso normalmente não ocorre, é muito difícil que a eleição não se dê entre
10:24esses dois primeiros que aparecem aí na pesquisa.
10:27E a gente vê, Gabriela, que não tem um candidato com a máquina do governo municipal lá em cima, né?
10:33Não tem, exatamente porque, pelo fato de a rejeição ao candidato que dispõe da máquina,
10:41está bastante alta, né?
10:42A gente está falando aí de algo em torno de, algo superior a 40%, é bastante alta, né?
10:48O candidato Jones, eu acredito que a imagem dele tenha sido prejudicada em virtude de
10:53recentes suspeições que atingiram a prefeitura relacionadas a contratos de coleta de LIFE.
10:59Também a secretária de saúde, Cleinir Avanza, né?
11:03Esteve envolvida aí em uma série de suspeições.
11:05Então, ele enfrentou algumas crises políticas em virtude disso, que em minha análise prejudicaram
11:10um pouco a credibilidade da imagem dele.
11:13Então, em virtude disso, esses dois candidatos, eles estão aí disputando essa insatisfação
11:19manifesta, né?
11:20Pelas pesquisas, não é uma avaliação minha, com o atual prefeito.
11:24Eu já coloquei aqui em algumas outras análises, né?
11:27Alguns pesquisadores, como a Silvia Krauss, apontam que quando existe uma insatisfação
11:33social com o status quo do município, com o que vem sendo entrega, a tendência é que
11:39se mude a gestão.
11:41Quando há uma satisfação, a tendência é que se mantenha o candidato em atuação
11:49ou seus apoiadores, né?
11:51Eu acho que essa pesquisa comprova isso e penso também em uma disputa bastante polarizada.
11:57Vamos para a página da rejeição.
12:00E a gente continua falando disso.
12:02Foi essa rejeição que você cita do atual prefeito Jones, que tem 43% de rejeição,
12:09seguido de Alcântaro com 16,5%, Paulo Neres com 8,5%, Evilásio Costa com 7%, Adilson Simão
12:18com 6,5%, Dr. Coutinho com 6,3%, Major Wallace Vieira com 5,5%, rejeita todos 8,8%, não
12:31rejeita nenhum 19%, não sabe, não respondeu 7,8%.
12:36José Luiz, você tem comentado aqui, tem falado que até 40% rejeição não é um problema
12:44para repetir.
12:44Isso aí começa a ser impeditivo, né?
12:46Aí começa a ser impeditivo, né?
12:48Normalmente, tem até alguns estudos que mostram isso, aqueles candidatos que estão na gestão
12:55que tem 45% ou mais de avaliação positiva, de ótimo e bom, esses candidatos muito dificilmente
13:03serão derrotados.
13:04Aqueles que têm entre 35% e 40% de ótimo e bom disputam a eleição até com alguma
13:13chance maior do que os outros.
13:15Agora, aqueles que estão acima de 40% de rejeição têm muita dificuldade em se eleger, em participar
13:24do processo com chance de se eleger.
13:27O que esse quadro mostra, e eu acho que vale a pena comentar, é que o líder é a penúltima
13:34rejeição.
13:34O doutor Coutinho, tem 6,3%.
13:36Então, a chance de crescimento dele em cima daqueles 15% de indecisos é bem maior do que...
13:46É bem maior do que a do Alcântara, que tem 16,5%.
13:49É bem maior, exagero, é maior do que a do Alcântara.
13:52E eu não vou nem falar no Jones, eu acho que o Jones tem muita dificuldade de captar
13:57qualquer tipo de voto.
13:58Além do que, a hora que polariza entre dois outros candidatos, as pessoas param de pensar,
14:07principalmente os indecisos, em votar nele, que está distante dos outros, ele está aí
14:12com, não me engano, menos de 10%?
14:15Quem?
14:16O Jones lá.
14:17O Jones está com menos de 10%.
14:18Volta para mim, só para a gente ver aqui.
14:21A tela anterior, né?
14:21A tela anterior.
14:22O Jones está com 9,8%.
14:24Pode voltar para a rejeição.
14:25Os outros já estão muito acima.
14:27Então, é natural, numa eleição de um turno só, numa eleição de uma cidade onde
14:32todo mundo praticamente se conhece, é que haja uma polarização entre os dois candidatos
14:39que estão na frente, que tem rejeição muito menor do que está em terceiro lugar.
14:43Gabriela, a gente sabe que a pandemia foi extremamente relevante em relação à postura
14:50dos candidatos, em relação à postura dos gestores que estão à frente das prefeituras.
14:55A gente tem falado disso aqui, sistematicamente, sobre a importância da máquina do governo
15:00municipal para amenizar os efeitos da pandemia.
15:03Mas, nesse caso, para o Jones, isso foi completamente contrário.
15:07Ele teve a oportunidade de colocar a máquina a serviço do cidadão, mas a serviço dele também,
15:14que é candidato à reeleição.
15:15E o cidadão não percebeu isso.
15:17Não percebeu que o município estava atuando e que a figura do prefeito estava atuando por eles.
15:24Pelo menos, você acha que é por aí que passa esse tamanho de rejeição?
15:28Eu não tenho dúvida de que passe por aí.
15:31Apontuando que o prefeito Jones Cavalieri foi eleito com 58,60% dos votos.
15:37O segundo colocado teve 26,51%.
15:40Então, quer dizer, ele foi eleito com uma margem expressiva.
15:43Foi uma boa...
15:43E hoje, de acordo com a pesquisa do Futura, a desaprovação da gestão é de cerca de 60%.
15:52Então, é bem relevante.
15:54Eu não tenho dúvida de que a percepção das pessoas acerca da atuação da prefeitura no período de pandemia influenciou.
16:04Eu concordo com ele no sentido de que a análise da rejeição dos candidatos Alcântaro e doutor Coutinho é fundamental.
16:14Doutor Coutinho tem uma rejeição bastante baixa.
16:16E me parece que a disputa vai ficar na conquista dos 19% que não rejeitam nenhum.
16:22Deve haver alguma pulverização aí entre candidatos minoritários.
16:26E os dois candidatos que estão aí numa situação de proximidade maior e que devem polarizar à medida que as
16:32campanhas avançam,
16:34vão disputar aí esses 19% que não rejeitam nenhum.
16:37E também concordo completamente com o Zé Luiz.
16:40À medida que a disputa avança, a polarização vai se tornando maior.
16:45Parece, está claro aqui, que a avaliação da atual gestão não é boa.
16:49Então, eles vão polarizar fundamentados naquilo que a população desaprova acerca da atual gestão.
16:55Vai vencer aí os projetos que a população entender como melhor para que se resolvam problemas que a população parece
17:01identificar de maneira muito clara.
17:03Legal. Vamos agora para o cruzamento das informações.
17:07Na pesquisa de intenção espontânea, a gente tem aqui faixa etária.
17:12Vamos chamar a atenção para o número de indecisos.
17:14É muito grande entre 16 e 24 anos.
17:17E também é muito grande com 60 anos ou mais.
17:21Os dois extremos aqui estão em dúvida.
17:23Não sabem em quem votar.
17:24É, exatamente.
17:25Provavelmente os mais jovens, porque ainda não é um interesse muito próximo, o processo político no sentido de eleição, não
17:39um processo político que, evidentemente, os jovens têm interesse.
17:42E os mais velhos por ceticismo, né?
17:45Você acha que pode ser um reflexo lá da rejeição, isso?
17:49É, quer dizer, como ela falou, 58% de votos, quase 60% de votos numa eleição que tem mais
17:58de dois candidatos, é um número muito específico.
18:02Representativo.
18:03O segundo teve 26, menos da metade, menos da metade dos votos.
18:10Então, quer dizer, tem uma frustração.
18:13Então, as pessoas botaram fé no candidato.
18:17E não deu certo.
18:18E se for declaro durante a gestão dele, como indica, a não aprovação e até a rejeição e a baixa
18:27intenção de voto do prefeito.
18:30É muito interessante, porque normalmente o prefeito, ou ele é líder do processo, ou ele fica um pouco fora do
18:39processo.
18:39Foi o que aconteceu, aparentemente, era coisa.
18:42Foi o que aconteceu, é. Foi o que aconteceu aí.
18:44Gabriela, chamando a atenção para esse número, normalmente os mais velhos são aqueles que querem mais segurança, querem manter o
18:51que está.
18:52Mas, nesse caso, a gente vê uma decepção, acho que reflexo da rejeição do prefeito.
18:57Eu acho que sim.
18:58Agora, eu penso que também pode ter alguma relação, talvez, com o fato de serem, né, de nós termos aí
19:04nas posições dianteiras,
19:05dois políticos cujas carreiras são mais curtas do que as lideranças tradicionais da cidade.
19:11Então, talvez esse voto acima de 60 anos tenha um pouco mais de dificuldade aí para identificar as entregas desses
19:18políticos em posições dianteiras.
19:20Porque nós podemos ver também, olha, 1,9, 1,1, né, conforme comprovam as telas anteriores, as intenções mais expressivas
19:29estão com os dois primeiros candidatos, né.
19:32A gente tem uma queda substancial em relação ao terceiro.
19:35Então, eu penso que a gente possa aí ter um número tão expressivo de indecisão nessa faixa, talvez por isso.
19:41E também ali com o voto mais jovem, que como nós temos reiteradamente, ali o 49,1%, como nós temos
19:48reiteradamente colocado aqui no debate, é um voto mais difícil de ser conquistado, né.
19:53Números cientistas políticos, como o próprio Carlos Couto, da FGV, apontam um desencanto dessa faixa etária que está aí adentrando
20:01no processo de escolha política com esse processo,
20:05e sobretudo com sistemas que envolvem a política partidária, né.
20:10Vários relatos desses jovens aí, sobretudo de 16 a 18 anos, não se sentirem representados, terem aí uma série de
20:18decepções com o campo da política.
20:19Então, eu analiso assim, eu penso que esse voto de 16 a 24 é um voto que, via de regra,
20:26os candidatos que estão tendo muita dificuldade de conquistar, né, já manifestei, acho que eu manifesto todo dia.
20:31A pesquisa do TSE, né, que afirma que de cada cinco votos, entre 16 e 18, apenas um manifesta a
20:38intenção de exercer o seu direito à cidadania do voto,
20:41e penso que talvez esse voto mais, né, mais experiente, eu não gosto da palavra velho, esse voto mais experiente,
20:49mais vivido, não consiga identificar tanto as entregas desses candidatos cuja carreira política é mais curta.
20:58E tem uma coisa que vale a pena chamar a atenção?
21:00Vamos lá.
21:00O candidato doutor Coutinho aumenta conforme aumenta a idade.
21:04Exatamente.
21:04E o candidato Alcântara, ao contrário.
21:06Exatamente.
21:07Ele é mais votado entre os jovens. Se você pegar até 34 anos, ele ganha eleição, ganharia eleição, né?
21:13E, ao contrário, acima de 35, o doutor Coutinho tem um domínio, né, do processo.
21:20Eu acho que sim, e eu associo aí a figura do Marcos Vicente, né, que é bastante conhecido, é uma
21:27figura, uma liderança bastante tradicional, com histórico de entrega, está apoiando, então eu penso que talvez, talvez uma associação à
21:34figura do Marcos Vicente que apoia o candidato doutor Coutinho.
21:38É, a gente vê um crescente e outro decrescente.
21:40Decrescente, exato.
21:41Vamos lá para o próximo cruzamento, intenção espontânea, classe social.
21:46A gente tem aqui, tem essa escadinha de novo.
21:50Escadinha de novo.
21:52Enquanto um vai aumentando, chegando aqui ao DE, o outro vai diminuindo, partindo do AB.
21:58Exatamente. Como eleitorado é mais CDE, né, o Alcântara, para disputar a mesma eleição, vai precisar captar votos na classe
22:09DE, que é onde tem, inclusive, o maior número de indecisos.
22:13E essa é a frente que o doutor Coutinho coloca.
22:20Teoricamente, o doutor Coutinho, se tiver força para entrar na classe DE e aumentar, ele pode assegurar a vitória nesse
22:29segmento de população.
22:32E essa força, Gabriela, é o que a gente vê nesse número, né, que é um pouco maior para o
22:37doutor Coutinho.
22:37É, eu acho que sim. E agora, eu penso que esse voto da AB é também um voto de influência,
22:44né, minoritariamente são classes bem menos expressivas, porém, é um voto que mobiliza setores, né, algumas vezes mobiliza alguns veículos
22:55relacionados à informação, é um voto, muitas vezes, o voto de militância.
23:00Então, eu percebo que o apoio nessas classes é importante.
23:04Uma outra informação é o seguinte, as classes AB, elas têm um acesso à informação, né, muito...
23:11Muito maior que as classes AB.
23:13Então, ele costuma ser um voto mais crítico.
23:15Nesse processo, por exemplo, de desgaste da imagem do atual prefeito, o Alcântara, ele desempenhou aí um protagonismo.
23:22Então, talvez, essa aprovação possa estar associada a essa já manifesta pelas pesquisas e insatisfação com a atual gestão, né?
23:31Acho que o doutor Coutinho vai ter que... vai precisar capitalizar politicamente uma parte desses votos também.
23:37É... fato que a classe D é mais numérica, né, existe uma diferença aí que, né, são seis pontos acima
23:45da margem de erro.
23:46Mas, enfim, eu não penso que... acho que nós teremos aí uma disputa competitiva.
23:53Vamos para a próxima tela.
23:56Intenção espontânea, religião.
23:59Doutor Coutinho tem 22,2% dos católicos e o eleitorado evangélico é maior para o Alcântaro, 18,8%.
24:09Que aí inverte o raciocínio, que a maior parte dos indecisos está entre os evangélicos.
24:13Aqui, então, é um pouco de partido, exatamente.
24:16É, inverte o raciocínio lá, dando até um pouco, dando sustentação à leitura que a Gabriela fez, né?
24:25Eu acho que essa é... eu divijo um pouquinho dessa coisa de formador de opinião.
24:31Eu acho que foi-se à época, né, lá na década de 90, os formadores de opinião tinham muita importância.
24:38Lógico que ainda tem médico, professor, ainda tem importância na decisão de voto, nas informações que passam.
24:48Mas eu acho que hoje a informação está tão disseminada que o formador de opinião,
24:52a não ser que ele seja muito forte como formador de opinião, ele tenha muita passagem, né?
24:59Por exemplo, fosse um prefeito bem avaliado, como nós vamos ver mais à frente, eu não vou antecipar,
25:05mas nós vamos ver mais à frente casos aqui.
25:07Fosse um prefeito muito bem avaliado que não fosse candidato.
25:11E esse teria condição de ajudar o seu candidato a crescer.
25:15Mas essa questão do AB, que é formador de opinião, o cara que está lá na classe DE, que está
25:23na periferia,
25:24ele tem hoje um cabedal de informação que ele vai buscar para a eleição.
25:30Ele hoje não está informado, eu concordo com a Gabriela.
25:33Mas no processo eleitoral, até chegar o dia da eleição, ele vai receber muita informação.
25:39Ele vai conversar com um, vai conversar com o padre, vai conversar com o médico, vai conversar com o vizinho,
25:43vai conversar com o irmão, com o filho, com o pai.
25:47E eu acho que hoje a formação, a formação do voto de cada eleitor, ele se dá com base em
25:55muitas entradas de informação.
25:57É um pouco diferente do que era na década de 90.
26:01Em compensação, as campanhas vão ter que rebolar agora para buscar esses eleitores, né?
26:06É, só fazer uma observação.
26:07Eu acho, eu acho não, eu analiso, penso que não existem mais as ilhas, as chamadas ilhas de formação de
26:16opinião, né?
26:17Quando você tinha aí veículos de imprensa, instituições, né?
26:21De forma isolada, que tinham essa comunicação direta e às vezes até unilateral com o público,
26:28você tinha um potencial muito profundo de influência na opinião do eleitor ou em relação a qualquer outra coisa.
26:35É claro que com o advento das novas tecnologias, isso se difunde.
26:38O eleitor, via de regra, passa a ter acesso a uma amplitude muito mais de informação.
26:43Mas quando a gente fala, por exemplo, que ainda assim existe a formação de opinião,
26:48a gente está falando, por exemplo, no sentido de dar formação de opinião institucional,
26:53de levar a mensagem, de mobilização junto a instituições, né?
26:57Não é, eu acho importante esclarecer para não dar margem a nenhuma interpretação equivocada.
27:02Que alguma classe social não tenha condição de definir ou não tenha acesso à informação.
27:07De forma alguma.
27:08Nosso próprio veículo, Folha Vitória, né?
27:10Está aí provendo um volume imenso de informação, de qualidade, sem custo.
27:16O acesso é gratuito, né?
27:17Agora, no sentido das classes AD, de um poder de difusão de informação,
27:22que sim, concordo com o Zé Luiz, perde força em relação ao que tínhamos aí nas décadas de 80 e
27:2690,
27:27mas que eu vejo como ainda muito importante.
27:29Tanto que os apoios institucionais, não só no campo da política, são bastante disputados, né?
27:35Ok? Voltando à tela.
27:37Ok, voltando à... agora vamos para a próxima tela.
27:39Vamos.
27:40Intenção estimulada de acordo com a escolaridade.
27:43A gente vê também um caminho inverso aqui.
27:46Enquanto o doutor Coutinho tem mais eleitores no nível fundamental, no ensino fundamental,
27:5133,6%.
27:53O Alcântaro tem concentrados aqui em ensino médio, 27,6%.
27:59E no ensino superior, 26,9%.
28:02É, exatamente.
28:04Quer dizer, o doutor Coutinho está com voto mais no volume.
28:08É lógico que esse voto é mais volátil, né?
28:11Eu acho que a diferença que tem é o seguinte, é muito difícil você mudar voto classe B em ensino
28:17superior.
28:18É muito difícil.
28:19Esse cara tem... ele já tem muita informação, ele já entra no processo com muita informação.
28:24É legal você falar isso de voto volátil, porque significa que está aberto para as campanhas buscarem esse voto.
28:31Está aberto para as campanhas.
28:40Tem muita coisa que conta nesse processo.
28:43E conta o próprio carisma do candidato.
28:45Aquele candidato que conseguir expressar, que conseguir que o eleitor o veja como o mais autêntico,
28:52o mais capaz de fazer aquilo que ele está prometendo, leva vantagem, né?
28:56Essa coisa é o que eu disse aqui.
29:00Quando você chegar lá no final, você vai ver que essas coisas vão estar mais equilibradas.
29:07Eu não sei qual é o conhecimento que o mercado possa ter do doutor Coutinho.
29:12Eu não sei qual é a função que ele tem na cidade de Alacruz.
29:17Ele pode estar melhor na classe D, o nome sugere médico.
29:21Pode ser que ele esteja melhor na classe D, é porque ele possa ter um trabalho médico junto a essas
29:27classes.
29:29E ele pode não ser tão conhecido nas classes AB.
29:31O Alcântaro, por ser vereador, por já estar no processo político, pode ser mais conhecido.
29:37Eu acho que a primeira pesquisa, ela dá um primeiro chute seguinte.
29:41Se não tivesse campanha, o que que aconteceria?
29:47Aqui.
29:48É lógico que ela dá alguns sinais, como a rejeição, esse tipo de coisa, são alguns sinais.
29:53Mas ela dá um primeiro bico na bola.
29:56Ó, saída da bola.
29:58Então, na saída da bola, você pega...
30:01Tem gente que sai na frente.
30:02É, exatamente.
30:02Tem aqueles que têm mais conhecimento, tem menos conhecimento.
30:05Isso você precisa trabalhar com essas informações para ter um pouco mais de segurança.
30:10Normalmente, uma pesquisa com...
30:12Nessa campanha curta que nós vamos ter, uma pesquisa com 15, 20 dias de campanha,
30:17te dá mais segurança nos caminhos que a eleição vai tomar.
30:21Gabriela, nesse ponto de partida, falando desse público de ensino fundamental, principalmente,
30:28que pode estar sujeito aos formadores de opinião, à entidade de classe, a grupos organizados na cidade,
30:34mas também precisa alcançar esse candidato, esse eleitor de uma forma diferente.
30:40Explicar mais bem explicado, de forma mais simples, apresentar programas de governo de forma mais simples.
30:47É esse o caminho das campanhas?
30:49Definitivamente, eu ia colocar justamente isso.
30:51Ele falou um pouco sobre carisma de candidato.
30:53Eu acredito cada vez menos no fator carisma.
30:56Eu acho que com as estruturas de comunicação que nós temos hoje, né,
31:00você consegue fabricar aí personas que são, de fato, bem diferentes dos comportamentos originais.
31:05Claro que você tem, né, algumas personas que têm aí uma comunicação muito direta com o público.
31:13Eu cito até o próprio Amaro Neto, que é um fenômeno de popularidade, né, muito querido.
31:17Agora, com o nível de estratégia, de sofisticação das estratégias de comunicação que nós temos hoje, né,
31:25não é difícil que se faça isso, não.
31:27Concordo com ele também, acompanho a análise,
31:29quando ele coloca que nós estamos no momento inicial,
31:31em que o que via de regra se mede é a taxa de conhecimento dos candidatos,
31:35anseios da sociedade, avaliação das atuais entregas da gestão,
31:39e a partir disso, as campanhas se estruturam, né.
31:42Bastante interessante, nós começamos esse processo há cerca de 10 dias, um pouco menos,
31:47e as campanhas iniciais já tiveram aí toda uma movimentação em virtude das pesquisas e das análises das pesquisas, né.
31:56Então, eu penso que nós temos aí um quadro bastante claro do eleitor que os candidatos,
32:01que provavelmente vão polarizar a disputa, precisam conquistar, né.
32:04Então, é fato que as comunicações agora vão se debruçar sobre esses eleitores,
32:08com a ressalva de que o das classes AB é minoritário e é um voto mais difícil de mudar.
32:13Então, né, vai existir aí um foco bastante claro no voto numérico, no voto das classes mais vulneráveis.
32:20Vamos para a próxima tela.
32:23Intenção estimulada faixa etária.
32:26A gente vê aqui o doutor Coutinho, a gente acompanha aquela escadinha lá que a gente vê.
32:32É, mas você vê que tem uma mudança.
32:34O doutor Coutinho já encosta no alcântaro nas faixas menores.
32:39É, já está mais próximo.
32:40E o que não acontece nas faixas maiores.
32:42Acima de 35, o doutor Coutinho ganha com uma certa folga, né.
32:49Diminuiu a folga nas faixas mais jovens.
32:52Mais jovens e aumentou a folga.
32:54E aumentou a folga nas faixas maiores.
32:56Nas faixas maiores.
32:57Isso quando o candidato, Gabriela, já é conhecido, que é a intenção estimulada quando o entrevistador apresenta os nomes dos
33:05candidatos.
33:06São votos mais voláteis.
33:08Os votos mais consolidados são aqueles da espontânea.
33:11Quando eu pergunto o nome do candidato, o cara fala que está na cabeça do cara, da pessoa.
33:15Sem olhar uma cédula, né.
33:18Isso aqui mostra, acompanha esse raciocínio de ganhar essas faixas mais jovens, né, Gabriela.
33:25Então, chama a minha atenção o fato de nós termos um número de indecisos baixo entre as faixas mais jovens.
33:30A gente não tem visto isso com tanta frequência na nossa análise.
33:33É verdade. Temos aqui 15,1% de indecisos.
33:34Nós temos observado sucessivamente indecisão muito grande, né, um índice muito alto de indecisos nessas faixas mais jovens.
33:44E aqui a gente vê a indecisão maior nos mais velhos.
33:47Lembrando que na espontânea era maior, hein.
33:49É, é, exato.
33:51E esse voto aqui é o mais volátil, né, de fato, ela era um pouco maior, né.
33:54Agora, então, me parece que essas duas figuras, o doutor Coutinho e o Alcântara, estão conseguindo, Alcântaro, né.
34:01Estão conseguindo essa comunicação tão difícil com esse público mais jovem.
34:07Mais uma vez, em relação ao público mais experiente, acima dos 60 anos, é, apoiando aí ao Alcântaro, é, apoiando
34:18bastante o doutor Coutinho, é, e um pouco menos, aí, um índice um pouco menor de apoios ao Alcântaro, eu
34:25acredito as associações feitas por esses candidatos, né.
34:29Eu acho que, eu acho não, são nomes com trajetórias políticas aí, é, é, né, de período mais curto do
34:37que as lideranças mais tradicionais, mas que vem com determinados apoios.
34:41Então, eu penso que o eleitor faça, sim, essa associação.
34:44Vamos para a próxima tela.
34:45Rejeição estimulada classe social.
34:49Bom, esse número me chamou bastante atenção.
34:51Entre os, entre a classe C, 50% de rejeição.
34:55É muita coisa isso.
34:56E entre a classe DER, 41%.
34:5841%, exatamente.
35:00Quer dizer, quem que a prefeitura atende prioritariamente, em termos de serviço?
35:04Pelo jeito, a classe C está achando que não é ela, nem a classe DER.
35:07Nem a classe DER, ele está, ele está, ele está, ele está rejeitado nas duas.
35:12Até a rejeição, por exemplo, a rejeição Alcântara, ó, ele está melhor na classe AB, mas olha o tamanho da
35:18rejeição dele na classe AB.
35:20O que esse número ali mostra é que o doutor Coutinho...
35:22Que está aqui embaixo.
35:23Está aqui embaixo.
35:24Então, tem 17%, mas é o terceiro, né.
35:27Então, o doutor Coutinho, nos indecisos da classe AB, muito provavelmente ele tem uma capacidade maior...
35:34Maior de arrebanhar...
35:35De arrebanhar os votos.
35:36De capitalização de votos.
35:38Porque ele tem uma rejeição menor.
35:39É verdade.
35:39E se a gente considerar, em todas as classes ele tem uma rejeição menor, ele tem, ele é o que
35:44tem o melhor potencial para...
35:46Para crescer.
35:48Para captar esses votos, né.
35:50Não é uma eleição, o que nós estamos vendo aqui, é que não é uma eleição fácil para o Alcântara,
35:55mesmo para o Alcântara.
35:56É lógico que ele pode ganhar, ele está disputando, está empatado tecnicamente, mas as informações, principalmente essas de rejeição,
36:04mostra que tem uma clava que ele precisa vencer, né.
36:07A gente precisa vencer e atuava, principalmente na classe AB e na classe C.
36:11Legal.
36:14Gabriela, 50...
36:15Isso aqui mostra que a atuação na pandemia do prefeito deixou a desejar, você acha?
36:20Na percepção do eleitorado, sobretudo de classe C, definitivamente, né.
36:25Acho que nós temos aqui indicadores, né.
36:27Acima de 60% desaprova, também a atuação durante a pandemia, quando se faz a pergunta sobre a atuação especificamente
36:34durante a pandemia,
36:36o percentual de eleitores que desaprovam é alto, né.
36:40Só fazendo um parêntese, eu penso, e isso não é uma análise específica em relação à Aracruz, de forma alguma,
36:48Eu penso que, às vezes, a percepção que a população tem da gestão não é tão condizente com a realidade
36:56dos fatos.
36:56Por exemplo, né, às vezes você tem um candidato com aprovação muito alta na DIE e aí você teve aí
37:04um trabalho de infraestrutura,
37:05pessoa que não tinha uma rua asfaltada, ela teve uma rua asfaltada e aí ela vai avaliar um candidato de
37:11forma positiva.
37:12E, de fato, daí, em alguns anos ela vai ficar sabendo que aquele asfalto custou cinco vezes o que poderia
37:17ter custado
37:18e não teve qualidade nenhuma. Dois anos depois, eu preciso fazer de novo, né.
37:21Então, eu acho que o Brasil é um país bastante complexo e nem sempre a percepção das pessoas, né, revela
37:28a eficiência de uma gestão.
37:30Agora, isso não é específico em relação à Aracruz, é um panorama geral, né, da minha análise de tudo que
37:37nós temos visto até aqui,
37:38de como eu entendo gestões públicas.
37:40Agora, definitivamente, né, nós temos aí uma gestão mal avaliada.
37:45Um candidato que foi eleito com 58% e que hoje tem rejeição estimulada de 43%, né,
37:51é realmente um indicador bastante negativo da percepção das pessoas acerca das entregas à gestão.
37:56Próxima tela, rejeição estimulada faixa etária.
38:00E aí, gente, vê um número muito alto também, de 25 a 34 anos para o prefeito.
38:0656,5%.
38:07É um número considerável, né?
38:09Um número considerável.
38:10E se você considerar que ele foi eleito há quatro anos atrás, vamos dizer aí, de 21 a 30 anos,
38:16né?
38:17Os caras tiveram, quando votaram nele, essa faixa aí, né?
38:21Então, você tem um...
38:23Provavelmente, ele teve muito voto nesse segmento e talvez tenha sido o segmento que acabou se frustrando mais com ele,
38:31porque tinha uma expectativa maior dele, né?
38:35Então, você vê, é uma rejeição muito alta nessa faixa etária.
38:39Que continua alta em 35 a 44 e 45 a 59.
38:44É, ele tem rejeição alta de uma maneira geral.
38:48E, novamente, a gente olha aqui o doutor Coutinho, é o que tem a menor rejeição.
38:53A menor rejeição lá com 16 a 24 anos.
38:56É, e você tem aí...
38:59Ele só perde para o Major Wallace Vieira, né?
39:03Mesmo assim, ele ganha entre os jovens.
39:06Entre os jovens...
39:07Ou seja, é possível que os jovens não o conheçam.
39:11A intenção de voto dele é pequena e a rejeição dele é pequena.
39:14É muito possível que o jovem não tenha muita informação sobre ele.
39:19Ele pode crescer nessa faixa, se esse for a realidade, né?
39:24E a gente entra na história das campanhas mais uma vez, né, Gabriela?
39:28É, chama a atenção...
39:29Chama a minha atenção nessa tabela.
39:31Eu acho que é uma tabela em que nós temos uma diferença mais expressiva
39:35entre a rejeição do doutor Coutinho, primeiro colocado, na intenção espontânea, 6,3.
39:416,3.
39:42E o segundo colocado, que é o Alcântaro.
39:44Nós temos 16,5.
39:46É uma rejeição expressiva.
39:49Não, pode continuar.
39:50Expressiva.
39:50Então, eu acho...
39:52Eu penso que pode indicar que existe aí um trabalho bastante consistente a ser feito pelo segundo colocado, né?
39:59Se quiser tentar chegar próximo.
40:00Se quiser tentar chegar próximo, né?
40:02Porque a rejeição estimulada indica, é mais volátil, como o José Luiz comentou, né?
40:08Na rejeição espontânea, o eleitor precisa dizer o candidato, mas ela indica que é um candidato que não agrada o
40:16eleitor.
40:16Então, como existe aí um índice mais expressivo para o Alcântaro, ele tem aí um trabalho bastante consistente a ser
40:25feito.
40:25Com base nesses números que a gente apresentou de forma geral, José Luiz, você acha que tem alguma coisa definida
40:30em Aracruz?
40:30Não, tem uma coisa definida.
40:33A eleição vai ser polarizada entre os dois primeiros.
40:36Me parece que é isso que essa pesquisa está mostrando.
40:39Porque o terceiro colocado, que tem a máquina na mão, a pesquisa está dizendo que vai ser muito difícil,
40:47porque o primeiro movimento dele tinha que ser para baixar a rejeição.
40:52Então, ele tem que comprovar para aqueles eleitores que votaram nele e que estão frustrados com ele,
40:59que não cabe a frustração que as pessoas ou estão avaliando de forma errada.
41:04É muito difícil uma campanha de tiro curto, você conseguir fazer isso e mudar uma cidade.
41:13Porque se você estivesse falando de uma cidade, vamos dizer aqui, Vila Velha, Serra, são cidades...
41:20De repente, tentar levar para o segundo turno...
41:22A Serra tem mais de 500 mil habitantes, tem mais de... acho que já tem mais de 300 mil eleitores.
41:28Se você estivesse falando de uma cidade dessa, é mais fácil que a rejeição não seja...
41:34Que seja uma rejeição mais de informação, mais de conversa, mais de fofoca.
41:39Mas numa cidade do tamanho de Aracruz, as pessoas estão muito próximas.
41:44Então, essa rejeição é uma rejeição já consolidada, difícil de você alterar.
41:49E numa campanha de tiro curto, mais difícil ainda.
41:53Você acha que vai por aí também, Gabriel?
41:54O Colégio Eleitoral de Aracruz tem cerca de 70 mil eleitores.
41:58É bem pouco, né?
41:59E a gente precisa pensar que o candidato na gestão vigente teve aí a máquina de propaganda constante.
42:05Que é a Prefeitura, como nós temos apontado, né?
42:08Prefeitos em gestão vigente tendem a serem... estar nas primeiras posições das pesquisas.
42:14E durante esse período todo, não conseguiu fazer esse trabalho de reduzir o percentual de rejeição.
42:19Chamando atenção também para o fato de que a rejeição dos candidatos em posições prioritárias
42:24é muito baixa, né?
42:25O José Luiz apontou, vou levar esse aprendizado para a vida, que rejeição impeditiva seria
42:31algo acima de 40%.
42:32Nós temos um candidato com 16,5%, o outro com 6,3%.
42:38Baixíssimas, né?
42:39Então, no tiro curto, numa eleição muito diferente, como nós temos apontados aqui.
42:44O olho no olho está mais difícil, o contato físico está mais difícil.
42:48As eleições municipais são da proximidade, né?
42:52São do contato com o eleitor por conta da pandemia, isso está mais difícil.
42:55Então, me parece que, para o primeiro colocado, está muito complicado e que a gente pode prever,
43:00sim, uma eleição, a não ser que fatores surpreendentes aconteçam, a gente pode prever
43:06uma eleição bastante polarizada entre os dois candidatos nas primeiras posições.
43:11Eu tenho até uma dúvida que eu acho que você pode ter, nesses montes de candidatos
43:18que você tem, você pode ter um alasclamento dessa coisa do Covid, né?
43:24Nós vamos ter que ver como é que isso vai funcionar, porque eles estão fazendo campanha
43:27na rua, né?
43:28Pelo que a gente tem percebido, os candidatos estão na rua.
43:30Estão na rua.
43:31Não tem muito...
43:32A gente vê o candidato com máscara, a equipe do candidato com máscara e tal, mas está
43:36todo mundo na rua, todo mundo atrás do eleitor.
43:39A gente tem visto isso em redes sociais e nas redes sociais dos candidatos, a gente
43:43tem acompanhado e está todo mundo na rua, todo mundo atrás do eleitor.
43:46A diferença é que é rua, né?
43:48Porque, por exemplo, se a gente pensa no governo federal, onde a média de infecção é muito
43:54maior do que da população em geral, se você pegar o primeiro escalão, está todo mundo
44:01pegando Covid, lá os caras se reúnem no ar-condicionado e no lugar fechado.
44:05O tempo inteiro, é.
44:06E tem uns malucos que não usam máscara, ainda tem.
44:09Tem uns caras que não põem máscara.
44:11Então, você vê, já teve notícia aí de um monte de gente infeccionada, né?
44:17Como os caras estão na rua, na rua é um pouco diferente.
44:20É, mas...
44:20Tem o vento e outras coisas que ajudam, né?
44:23Feira Livre continua.
44:24O velho circular na Feira Livre, que político adora circular em Feira Livre, onde tem as aglomerações,
44:30eles estão indo.
44:31É, porque eles vão atrás de votos.
44:32Estão indo atrás de votos, exatamente.
44:33Tem que entrar de aglomeração, não tem...
44:35Exatamente.
44:36Não tem...
44:37É, eu penso que algum nível de restrição existe, sim.
44:40Alguns locais que não recebem tantas pessoas, alguns eventos que nós víamos em eleições
44:44passadas lotados.
44:46Hoje tem, né?
44:47Um número menor de pessoas.
44:49Talvez...
44:49Talvez não.
44:50É fato que não o nível de restrições que deveria para a situação que nos encontramos,
44:56né?
44:56Uma pandemia generalizada sem vacina.
44:59É.
44:59Então, né?
45:00Talvez devêssemos aí contar com mais exemplos, né?
45:04De quem aí está se propondo a cargo de gestão pública do que temos de fato.
45:09Agora, não é como foi, por exemplo, em 2016, que você tinha aglomerações, né?
45:17Aqueles jantares que você tinha para recolher e para fazer arrecadação, aquelas coisas
45:22que iam para o centro de convenções para animar o pessoal a ir para a rua, esses troços...
45:29Muitos eventos, né?
45:31Muitos eventos, isso não está ocorrendo.
45:32Não.
45:33Em compensação, eles estão na rua.
45:35É, a rua, eu insisto, eu acho que a gente vai ter que medir, mas a rua você tem ar,
45:41você tem vento, você tem outras coisas que ajudam a uma disseminação menor.
45:46Mas, de qualquer forma, tem aglomeração, né?
45:49Legal.
45:49Zé Luiz, muito obrigado pela sua presença aqui hoje.
45:52Estamos aí à disposição e agradeço.
45:54Aí, eu acho que nós temos feito conversas muito interessantes e muito informativas para
46:00mim.
46:00Eu tenho conseguido...
46:02A Gabriela tem me ajudado nisso a ter muita informação que eu não teria normalmente.
46:08Ótimo.
46:09Informação é essencial.
46:10Gabriela, muito obrigado.
46:11Eu que agradeço ao espectador que nos honrou com a audiência.
46:15Quem tiver a intenção de continuar comigo às 10h30, na 90.5 FM, na Pan News, agradeço
46:22o debate, agradeço o Zé Luiz nos ensinando a partir dos seus anos de experiência na área
46:26de pesquisa.
46:27Legal.
46:27Muito obrigado aos dois.
46:28A gente fica por aqui.
46:30Como a Gabriela falou, se você quiser saber mais, daqui a pouquinho, 10h30, na Jovem Pan News.
46:35E se você quiser mais informação ainda, acesse o Jornal Online Folha Vitória, que
46:39a gente tem um conteúdo especial para você.
46:42Já te mostrei aqui.
46:43Você pode ver lá o conteúdo.
46:44Todo esse vídeo dessa discussão que a gente teve aqui hoje vai estar disponível daqui
46:49a pouco lá no Folha Vitória, além de muito mais conteúdo para você.
46:53Chama a sua atenção também.
46:55Vamos rolar um pouquinho a tela aí do Folha Vitória para mostrar as entrevistas com os
47:00candidatos.
47:00Já temos entrevistas de todos os candidatos de Vitória e todos os candidatos de Vila
47:06Velha disponíveis para você.
47:08Está em dúvida sobre qual candidato escolher?
47:10Então, vai lá, dá uma olhada, vê o que o candidato pensa sobre diversos temas.
47:16A gente fez perguntas sobre 10 temas diferentes para cada candidato, além de mais uma pergunta
47:23sobre o candidato em particular.
47:25Então, dá uma olhada nos questionamentos.
47:28Assim, você vai conseguir avaliar quem é o melhor para o seu município.
47:32Lembro que amanhã a gente apresenta para você os números da pesquisa de intenção
47:36de voto em São Mateus.
47:38E daqui a pouco, mais uma vez reforçando, Gabriela está na Rádio Jovem Pan News para
47:43falar mais sobre a pesquisa de Aracruz.
47:46É às 10h30.
47:47Muito obrigado pela sua companhia.
47:48Até a próxima.
47:50Tchau.
47:50Tchau.
47:52Tchau.
47:59Tchau.
48:01Tchau.
48:01Tchau.

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