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  • há 18 horas
O jornalista e editor de Política da Rede Vitória Edu Kopernick mediou, na manhã desta quarta-feira (07), um debate entre os especialistas Gabriela Cuzzuol, Paulo Resende e José Carlos Orrico, sócio-diretor da Futura, sobre a primeira pesquisa Rede Vitória/ Futura na capital do Estado, para as eleições municipais deste ano. Veja como foi!

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Transcrição
00:07Olá, seja muito bem-vinda, seja muito bem-vindo. Começa agora o programa especial do Folha Vitória
00:12sobre as eleições 2020. E nesse programa especial a gente apresenta a primeira pesquisa de intenção
00:19de voto contratada pela Rede Vitória para a futura, que dá um panorama de como pensa o eleitor
00:26em Vitória, na capital. E para discutir essa pesquisa e para debater os dados dessa pesquisa,
00:32a gente tem convidados. A gente vai conversar com a Gabriela Cusual, que é especialista pela PUC São Paulo,
00:38mestre pela Universidade Federal do Espírito Santo e participou do Movimento Livres e no momento
00:43integra o Conselho do Índex Político, que busca analisar e fiscalizar a atuação de parlamentares
00:49com base em eficiência, comprometimento com o cidadão e combate à corrupção e privilégios.
00:54Também com a gente o José Luiz Soares Orico, sócio-diretor da Futura, responsável técnico
01:00pela pesquisa, vai dar um monte de informação para a gente, vai esclarecer um monte de coisa
01:04para a gente. E pelo Skype a gente vai conversar também com o Paulo Rezende, que é pós-doutorando
01:10em Ciências Sociais pela PUC São Paulo e doutor em Ciência Política pela Universidade
01:15Autônoma de Barcelona. Muito bem-vindo, obrigado Paulo, muito bem-vindo a vocês que estão aqui
01:20no estúdio. Vamos bater um papo então. Legal, vamos bater um papo então agora sobre
01:26a pesquisa que foi liberada nesta quarta-feira, a primeira pesquisa de uma série de pesquisas
01:31que a Rede Vitória contratou com a Futura. Ao todo são 24 pesquisas e nessa primeira leva
01:37de pesquisas a gente tem pesquisas em 11 municípios do Estado. São os municípios da Grande Vitória
01:43e também os principais municípios do Norte, Noroeste, Litoral Sul e também do Sul do Estado.
01:50Todo dia a gente vai ter um programa para comentar e fazer uma análise dos dados que foram percebidos
01:57pela pesquisa. Então, para começar, a gente vai colocar no ar aí a nossa primeira telinha
02:02aí da pesquisa. A primeira tela é a intenção espontânea de voto. Se a eleição fosse hoje,
02:08em quem você votaria para prefeito de Vitória? A eleição, a intenção espontânea, você
02:16não dá o nome do candidato, só joga a pergunta e espera a resposta do eleitor. Então a gente
02:23tem aí o Gandini com 8,3%, o João Coser com 7%, o delegado Pasolini 4,3%, o capitão Assunção
02:312,2%, Neuzinha 20%, Sérgio Sá 1,8%, Mazinho 1,3%, Coronel Newton 0,8%, Namichecker 0,5%,
02:45Gilbertinho Campos 0,5%, Heron Domingos 0,2% e agora um número que chama muita atenção.
02:52Não sabe, não respondeu, indeciso 50%, ninguém, branco ou nulo, 17,3%, outro 3,7%.
03:03Gabriela, o que a gente pode perceber na primeira olhada para essa pesquisa de intenção espontânea?
03:10Em primeiro lugar, podemos perceber que há tudo a ser definido.
03:14Pode falar no microfone.
03:15Em primeiro lugar, podemos perceber que tudo ainda será definido, né?
03:21Nós não temos ainda indicadores sólidos, né?
03:24É preciso pontuar, Edu, que nesse primeiro momento as pesquisas indicam, as pesquisas
03:31apresentam indicadores gerais.
03:33Taxa de conhecimento do candidato, as ansiedades do eleitor, as dores, né?
03:37E como você bem colocou, é uma pesquisa espontânea, então essa coisa do conhecimento
03:42é muito importante, é fundamental.
03:45A gente precisa levar em consideração que nós temos aí uma eleição com a maioria
03:50dos candidatos já com uma carreira política estabelecida, muitos anos na atividade política,
03:56tanto em cargos eletivos, né?
03:58Quanto aí em cargos de primeiro e segundo escalão das gestões.
04:03Então são candidatos conhecidos da população da grande vitória.
04:07Bem, precisamos pontuar, antes de passar a palavra adiante, que essa é uma eleição bastante
04:11atípica, por conta da pandemia, né?
04:14Primeiramente, em virtude do calendário eleitoral, foi totalmente reconfigurado.
04:18Eu acredito que nós tenhamos decisão aí no tiro curto, né?
04:22Acredito na forte probabilidade de segundo turno.
04:24É, porque não tem nem como ser diferente, né?
04:25Porque a gente tem uma campanha eleitoral muito curta.
04:28Muito curtinha, exatamente.
04:29Tem que ser tiro curto, né?
04:30Então eu acredito em segundo turno, não apenas em Vitória, mas nos quatro municípios
04:34onde isso é possível.
04:35Lembrando que municípios com mais de 200 mil eleitores nós podemos ter segundo turno.
04:39Então eu acredito numa decisão mais para o momento final.
04:43Você falou de momento atípico por causa da pandemia.
04:45Por causa da pandemia.
04:46Mas a gente tem uma eleição atípica também em alguns municípios, principalmente
04:49em Grande Vitória, pelo número de candidatos.
04:5114 candidatos em Vitória, é muita gente.
04:54Isso também pulveriza, isso também, às vezes o eleitor fica difícil conhecer todos
04:59os candidatos.
04:59Você analisa dessa forma também?
05:01Exatamente, né?
05:02E acredito também em alianças sendo formadas futuramente, né?
05:06Acredito que sim, o número grande de candidatos pulveriza, né?
05:10Fica mais complicado para o eleitor.
05:11Porém, nós temos aí uma majoritariedade de candidatos já conhecidos pelo eleitor,
05:17porque tem aí uma tradição em carreira política, inclusive os mais jovens, né?
05:21Antes de você passar a palavra, gostaria apenas de chamar a atenção do eleitor
05:26para a importância de comparecer às urnas em 15 de novembro, né?
05:30Existe aí uma expectativa de abstenções muito altas, então, chamar a atenção para
05:35a importância do pleno exercício da cidadania de comparecer para votar no dia 15.
05:40Tá legal, Gabriela, obrigado por enquanto.
05:43Agora eu falo com você que está nos assistindo ao vivo, esse é o programa especial do Folha
05:47Vitória sobre as eleições 2020.
05:49A gente está apresentando aqui a primeira pesquisa de intenção de voto realizada no
05:53Estado por um veículo de comunicação e é a pesquisa que mostra a intenção de voto
05:57dos eleitores de Vitória. A gente está aqui no estúdio, aí você está vendo na tela
06:02a pesquisa com intenção espontânea de voto dos eleitores de Vitória.
06:06A gente está aqui no estúdio com a Gabriela Cuzuol, a nossa especialista, também com o
06:11Zé Luiz Orico, que é o responsável pela pesquisa, responsável técnico pela pesquisa,
06:17sócio-diretor da Futura, que realizou essa pesquisa.
06:20Zé Luiz, 50% de gente que não sabe em quem vai votar, de indecisos.
06:25Isso é normal para uma pesquisa dessa de intenção espontânea de voto?
06:31É, cada dia está se tornando mais normal. A gente faz pesquisa desde 92 e a gente percebe
06:37que cada dia o eleitor compreende que ele pode definir seu voto depois de conhecer melhor
06:44os candidatos. Então, para nós que fazemos pesquisa, isso é até um problema, porque
06:48às vezes a gente chega na véspera da pesquisa e o nível de indecisão ainda é alto.
06:54Mas, de qualquer forma, eu acho que o atraso do começo do processo eleitoral pela pandemia
07:02e o impedimento dos candidatos de estarem na rua fazendo seus movimentos para colocarem
07:09a eleição na rua também está contribuindo com isso. E, nesse momento, na intenção espontânea,
07:15aqueles que têm um recall maior, uma lembrança maior e que conseguiram informar para algumas
07:21pessoas que são candidatos saem levando vantagem de alguma forma.
07:25Você tinha falado sobre, vamos pedir para colocar na tela a pesquisa de intenção espontânea,
07:31essa primeira tela que a gente mostrou. Gandini com 8,3% é o primeiro colocado na intenção
07:40espontânea de voto. Esse número é alto, é baixo, está dentro do normal? Como é que
07:45você analisa esse número?
07:46A nossa experiência, lógico que nós nunca tivemos experiência de 14 candidatos em vitória,
07:51mas a nossa experiência é que a intenção espontânea de voto, os candidatos que vão
07:56efetivamente disputar a eleição começam a aparecer. Pelo menos um candidato aparece
08:01acima de 10, acima de 15%. Nós vamos ver, certamente, outras pesquisas aqui que nós vamos
08:08ter candidato com mais de 10% de voto na intenção espontânea. O que acontece é que
08:13essa eleição de vitória, pelo número de candidatos, pelo atraso no começo dela, está
08:19muito aberta. Ainda não tem, assim, a gente não tem uma direção que a gente ainda possa
08:25dizer, essa vai ser a direção da eleição. É uma eleição que a gente tem que esperar
08:30caminhar um pouco para saber para onde é que ela vai.
08:32Vamos falar com o Paulo Rezende agora, que está com a gente virtualmente aqui. Paulo,
08:36está me ouvindo? Beleza? Tudo bem? Tranquilo?
08:39Sim. Sim, olá, bom dia.
08:41Bom dia. Paulo, como é que você recebeu essa pesquisa com esses números aí? A gente
08:46analisando primeiro aí essa parte da pesquisa, falando da intenção espontânea de voto.
08:52Está dentro do esperado? É isso mesmo que você acha que ia acontecer?
08:56Pois é, sim. Eu acho que está dentro do esperado. No entanto, o que mais me surpreendeu aí
09:02foi exatamente o número de indecisos, né? Que beira, claro, tem uma margem de erro de 4%,
09:10mas que beira o 50%, né? Do espontâneo de indecisos. De não sabe, não respondeu ou indecisos.
09:18Ou seja, as eleições deste ano estão muito indefinidas ainda, né? Como a Gabriela comentou,
09:25eu acho que ainda tem muita coisa para acontecer e que vai fazer com que os candidatos sejam mais
09:31com o seu público, né? Independente daqueles que são já conhecidos, que já possuem uma certa repercussão
09:40na sociedade, né? Esses já estão recebendo suas indicações. Mas a campanha eleitoral está apenas
09:48começando. Então, a gente não pode pinçar alguns nomes achando que aquilo já está definido,
09:56que aquilo vai ser o resultado final, né? De qualquer forma, algumas coisas chamam a atenção
10:01que eu acho que podem levar a algumas definições, que são as avaliações dos governos, né?
10:08O governo da prefeitura atual, do governo do Estado, do governo federal, né? E a gente vê que, assim,
10:16no geral, a avaliação é mais positiva, né? Da prefeitura e do governo do Estado, mais positivas
10:24do que a avaliação do governo federal. E, pessoalmente, isso também se confirma
10:30nas figuras, né? Do Luciano Rezende, do Renato Casagrande, do Jair Bolsonaro,
10:36a gente vê também uma avaliação mais negativa, comparativamente ao governador e ao prefeito,
10:41do presidente. Isso pode ter um efeito significativo, né? Naqueles candidatos que se demonstram
10:50mais próximos do presidente. Então, isso é necessário levar em conta.
10:57Mas só para fazer uma nuance nessa perspectiva, porque sempre quando a gente fala de futuro,
11:02a gente deixa várias questões em aberto, né? Que é também, se por um lado o presidente
11:10tem um alto índice de avaliação negativa, né? De ruim péssimo, 44,8%. Ainda assim, a gente precisa
11:19considerar, na outra ponta, a rejeição ao Pouser, no caso, que tem um vínculo claro e histórico com o PT
11:31e que demonstra aí, entre os candidatos, a sua maior rejeição.
11:39Paulo, tá me ouvindo, Paulo?
11:41Paulo, tá me ouvindo?
11:43Vamos, segura um pouquinho com essas informações. A gente vai dar detalhadamente daqui a pouco
11:47quando a gente mostrar a pesquisa de rejeição dos candidatos.
11:52A gente vai falar um pouquinho mais sobre rejeição.
11:55Fica aí que a gente vai conversar sobre isso ainda.
11:58Agora vamos passar para a próxima. Para a próxima pesquisa, vamos colocar na tela,
12:03que é a intenção estimulada. Desse jeito, a pessoa que foi entrevistada na rua pelos agentes da Futura,
12:11ela sabe quem são os candidatos. O agente lá apresenta para ela quem são os candidatos.
12:17E faz a pergunta, se os candidatos fossem estes, em quem você votaria para prefeito de Vitória?
12:23E aí a gente vê João Coser com 17,5%, Gandini com 14,2%, Delegado Pasolini com 9%,
12:33Neuzinha com 6,2%, Capitão Assunção 5,5%, Sérgio Sá 2,7%, Coronel Newton 2,2%,
12:44Mazinho 2,2%, Namichecker 1,7%, Gilbertinho Campos 1,2%, Fábio Lousada 1%, não sabe, não respondeu, indeciso, 20,8%,
12:59ninguém, branco e nulo, 16,0%, 16%.
13:04E aí a gente tem ainda Raul Ferluide, que é um candidato que não aparece, não teve nenhuma menção,
13:12e também o Heron, que também não teve nenhuma menção.
13:15Os dois candidatos, por isso que eles não aparecem na intenção estimulada.
13:21Gabriela, um candidato que já foi prefeito aparece em primeiro lugar.
13:25O que você acha disso? Como é que você considera esse resultado?
13:29Uma vitória para o João Coser já? Um indicativo? Como é que você avalia isso?
13:33Não, eu penso que ainda não é momento que aclamemos vitória, ainda está tudo bastante,
13:41ainda temos aí uma série de indefinições, como eu coloquei, eu penso em uma definição,
13:46mas no tiro curto, em nível de segundo lugar.
13:49Bem, o que eu penso? O PT tem um núcleo bastante sólido aqui, conforme conversávamos antes do início do programa,
13:56muito bem estruturado, e o nome do ex-prefeito João Coser é bastante forte,
14:01ele é uma liderança política tradicional, desde a década de 80.
14:05Ele formou com a ex-candidata governadora, Jaqueline Rocha, uma chapa chamada Puro Sangue,
14:12uma chapa sem coligações, muito bem definida ideologicamente.
14:17Eles são de alas diferentes do partido.
14:19A Jaqueline é da corrente Construindo um Novo Brasil,
14:22e ele é da Alternativa Socialista, que tem aí um apoio muito robusto do PT.
14:28Então, eles estão com um projeto bastante bem estruturado.
14:30Além disso, eu acredito que some-se a situação econômica do país,
14:34em tempo de pandemia, o impacto econômico, sobretudo nas populações mais vulneráveis,
14:41é bastante incisivo e muito percebido.
14:45Os governos do PT, o projeto do PT, a gestão petista foi bastante assistencialista,
14:51muito calcada em projetos sociais.
14:54Então, eu penso nesse índice, fazendo uma alusão ao voto retrospectivo.
15:01Então, eu vejo...
15:02Do histórico do candidato, como prefeito, e também do partido.
15:06Isso.
15:06João Coser e Jaqueline, eles vêm se unindo aí nas disputas internas do PT,
15:11com esse objetivo de reconfigurar, readquirir força.
15:16O PT saiu das últimas eleições com um candidato que não chegou a ter 4% dos votos.
15:22O candidato João Coser perdeu uma disputa para o Senado, perdeu uma disputa para a Câmara.
15:28Então, eles vêm aí, nesse projeto, de se unir, de reconquistar o apoio ao PT.
15:32E eu penso que são muito fortalecidos também pela rejeição ao atual presidente da República,
15:37Jair Bolsonaro.
15:38Conforme o meu colega pontuou muito bem, em Vitória, na cidade de Vitória especificamente,
15:45a média de rejeição ao presidente da República é maior do que na média dos municípios do Brasil.
15:50Então, eu penso que a candidatura da chapa, João Coser e Jaqueline Rocha, é favorecida nesse sentido.
15:55Como é que você percebeu essa estimulada?
15:59Olha, a visão que nós da futura temos do processo eleitoral municipal,
16:06foge um pouco da leitura mais ideológica, apesar de saber que existe essa disputa.
16:14É um fator que tem que ser considerado.
16:15É, eu acho que a eleição municipal, de uma forma geral, em cidades menores do tamanho de Vitória,
16:23eu estou falando menores porque aí nós não vamos falar em São Paulo, Rio, Belo Horizonte e outras capitais maiores,
16:29ela é uma discussão muito mais local, ou seja, o que eu quero para a minha cidade,
16:35o que o prefeito vai fazer que vai me beneficiar.
16:38Lembrando que Vitória, desde que votou, desde que nós voltamos a eleger prefeito,
16:44que se eu não me engano é em Vitória 86, o primeiro ano, que foi eleito a Hermes Laranja,
16:50que Vitória vem tendo boas administrações.
16:53Então, administrações que mudaram a cidade.
16:55A cidade hoje é uma cidade muito bonita, muito bem tratada, muito bem cuidada.
17:00Nós não tivemos nenhuma gestão nesse tempo que não cuidasse da cidade.
17:04Eu diria para você, do ponto de vista de eleitor hoje, Vitória é uma cidade sem grandes problemas.
17:10Vitória não tem um problema grave de saúde, de educação.
17:13Tem esse problema de segurança, que é um problema que está tudo aí, mas que não cabe ao prefeito.
17:18A segurança não é tarefa do prefeito.
17:21Então, Vitória é uma cidade que vem tendo bons governos, que vem tendo boas administrações.
17:25E eu acho, pela experiência que nós temos desde 1992 acompanhando a eleição,
17:30que a eleição municipal em cidades do tipo de Vitória,
17:34ela é uma discussão muito mais dos serviços da cidade do que uma discussão própria ideológica.
17:41Lógico que o PT tem essa coisa mais social e o outro, o lado da direita, teoricamente, tem um lado
17:49mais econômico.
17:50Mas eu acho que a discussão não passa por aí.
17:54Ela passa por aí no detalhe.
17:56Ela, evidentemente, vai ser uma discussão do que é melhor para a cidade.
17:59Vamos falar agora com o nosso outro debatedor aqui, que é o Paulo.
18:03Paulo, como é que você vê essa nova página da pesquisa que a gente mostrou aqui, a intenção estimulada de
18:11voto?
18:13Sim.
18:14Pois é, novamente, me chama a atenção os que não souberam responder e os indecisos, né?
18:21Que chega a 20,8%.
18:24Então, apesar de que a gente tem que sempre considerar a margem de erro, né?
18:30De 4%, sem dúvida nenhuma, tem um número muito grande de pessoas que não está convencida das opções que se
18:39apresentam, né?
18:40Então, como você lembrou corretamente, a pesquisa estimulada é aquela que o entrevistador apresenta os nomes, né?
18:47E o entrevistado vai escolher quem é que ele votaria.
18:53E você tem 20% de indecisos e 16% que não votaria em ninguém.
18:58Ou seja, não é que ele não está indeciso, ele não quer votar nessas opções que estão dadas, né?
19:04Então, com certeza, a gente precisa visualizar que, por mais que a gestão, né, as duas gestões do COSA podem
19:14ter refletido positivamente, com certeza, no conhecimento da população sobre o nome dele, sobre a gestão dele,
19:22mas é preciso frisar que o eleitor, quando ele diz que está indeciso, mesmo ouvindo os nomes, as opções, e
19:32que ele não quer votar em ninguém, né?
19:34Quase números maiores do que o mais votado, certo?
19:39A gente precisa pensar, será que essa democracia que a gente está tendo, de partidos políticos escolhendo os candidatos,
19:49até que ponto esses partidos estão dialogando com a população, com os eleitores, né?
19:55Ou seja, você chega e dá um leque fechado de opções para o eleitor, e o eleitor, ele...
20:03E ao mesmo tempo estimula ele a votar, não, você estimula e obriga, né?
20:07O voto, no final das contas, é obrigatório para a maior parte da população.
20:11Então, mas ao mesmo tempo você não está, de repente, ouvindo quem é que o eleitor gostaria,
20:21como é que esse processo de escolha dos candidatos é realizado, talvez isso precisa ser repensado um pouco pelos partidos.
20:28Obrigado, Paulo. Agora vamos passar para a próxima pesquisa, que é a rejeição estimulada.
20:36Em qual desses você não votaria em nenhuma hipótese estimulada?
20:41Mais de uma opção de resposta. Isso significa o seguinte, significa que as pessoas que foram perguntadas
20:46podem dar mais de uma opção. Ela rejeita um, mas também rejeita o outro.
20:51Rejeita um, rejeita o outro, mas também rejeita um terceiro.
20:54Por isso, esses números não batem com os 100% exatinhos, pelo menos foi o que o pessoal da Futura
20:59passou para a gente.
21:00Então, vamos lá. Rejeição estimulada. O João Cosia, que foi o primeiro na intenção estimulada,
21:07também é o primeiro na rejeição estimulada, com 25,5%.
21:11Aí aparece o Capitão Assunção com 17,7%, Neuzinha com 8,3%, Gandini com 7,5%,
21:20Coronel Newton com 7,3%, Delegado Pasolini com 5,5%,
21:27Nami Shecker com 5,3%, Mazinho com 2,8%, Sérgio Sá com 2,2%,
21:35Fábio Lousada com 1,8%, Gilbertinho Campos com 1,7%,
21:41Ralf Erluide com 1,5%, Eron Domingos com 1,3%,
21:47Rafael Furtado com 1,2%, Rejeita Todos, 6,3%, Não Rejeita Nenhum, 17,8%, Não Sabe, Não Respondeu, 14,2%.
22:01Gabriela, como é que você vê o mais votado na estimulada, também o mais rejeitado na rejeição estimulada?
22:07Como é que você encara isso?
22:09Eu vejo como oportunidade para os demais, né?
22:12Vejo como oportunidade para os demais, até porque a distribuição do tempo de TV não é equíname, né?
22:17Nós temos as coligações, temos o tempo de TV, que é uma ferramenta de comunicação muito importante,
22:20e a rejeição, eu acho que sim, é um indicativo bastante consistente, né?
22:26É o eleitor afirmando que não votaria de forma nenhuma naquele candidato.
22:31E eu concordo com ele no sentido de que a eleição municipal, ela é bem mais focada nas pautas da
22:40cidade,
22:41em agendas locais, agendas da cidade, a outros fatores também, né?
22:45A influência do governador, avaliação do serviço da prefeitura, modo como aquela pauta é importante para um determinado nicho,
22:51e como a gestão trata daquela pauta, uma série de outros fatores.
22:55Agora, na rejeição é bastante interessante, como a gente vê de forma muito clara também, a questão da polarização.
23:00A polarização que a gente vê, né?
23:01A polarização, nós temos aí uma chapa do PT, muito estruturada e muito clara para o eleitor,
23:06com um posicionamento muito claro para o eleitor, né?
23:09Na ponta da rejeição, e logo em seguida, o candidato que se encontra no polo oposto.
23:15Então, essa questão ideológica, ela fica muito clara na rejeição,
23:20e eu penso que aí a gente pode ter um indicativo bastante consistente, né?
23:25De possibilidade de crescimento para os outros candidatos.
23:28Zé Luiz, o que eu queria saber é o seguinte, tem como, pela sua experiência em pesquisa, desde 92, como
23:35você já citou,
23:36tem como um candidato, a gente está na primeira pesquisa ainda, mas tem como ele reverter esse índice de rejeição?
23:41É mais fácil, é mais difícil?
23:43Tem, tem, né? Evidentemente tem.
23:46A gente nem coloca a rejeição espontânea nessa primeira pesquisa, a gente não faz essa pergunta,
23:52porque por experiência a gente sabe que se a intenção já foi pequena, a rejeição será menor ainda, né?
24:00A campanha, a televisão, as redes sociais ajudam as duas coisas, né?
24:07Ajudam a construir e ajudam também a desconstruir.
24:11O João Cosa está em primeiro.
24:14Pode ser que seus adversários resolvam mirar nele e tentar aumentar a rejeição dele.
24:20Como já aconteceu em outras campanhas, né?
24:21Como já aconteceu, exatamente.
24:24Mas isso pode ser feito em relação a qualquer um.
24:27Eu acho que esse nível de rejeição, ele não é impeditivo de vitória.
24:33Porque a experiência da futura mostra o seguinte, um candidato, para você dizer assim,
24:39esse não se elege, ele tem que estar acima de 40% de rejeição.
24:44Então, o índice de 25% de rejeição, mesmo que estimulado, ele não é um índice impeditivo do candidato vencer
24:52a eleição.
24:53Já teve candidatos com rejeição maior do que essa que se elegeram.
24:57Evidentemente...
24:58Vai ter que remar mais, né?
24:59Evidentemente que ele vai ter que remar mais, mas em compensação, ele é o mais lembrado.
25:04Ou seja, o recall dele é o que está mais presente, o que o ajuda.
25:08A campanha pode o ajudar.
25:10Quer dizer, enquanto os outros, evidentemente, vão tentar desconstruí-lo,
25:14ele vai tentar diminuir essa rejeição com a sua campanha.
25:18A gente, das experiências que nós temos na futura, é que você tem, de todos os casos,
25:23tem aqueles que realmente não conseguem diminuir e até aumentam a sua rejeição,
25:28como tem aqueles que começam o início do processo com uma rejeição relativamente alta
25:34e que, durante o processo, vão conversando com o eleitor e vão diminuindo a sua rejeição.
25:40Mas essa rejeição que está aí, ela não é impeditiva.
25:43Eu não vejo ela como uma razão, nesse momento, para a gente pensar assim,
25:49ó, o João vai ter dificuldade.
25:50Não sei se ele terá dificuldade.
25:52Pode até ter, pode ser que a rejeição aumente, mas pode ser que não.
25:56Vai depender muito da campanha.
25:57Paulo, como é que você vê essa tela, nessa nova tela aí de rejeição,
26:02como é que você vê, você vê dessa forma também, está clara a polarização, né?
26:07De rejeição, pelo menos, está clara a polarização.
26:11Sim, com certeza.
26:13Inclusive porque, e essa diferença do Cosser para o Capitão Assunção,
26:20está acima da margem de erro, inclusive, né?
26:22Ou seja, a gente tem aí um reflexo daquele antipetismo que, por mais que fosse antigo e sempre tenha existido,
26:31né?
26:32Ele foi muito fortalecido com o processo de impeachment da presidente Dilma, né?
26:38E foi um processo desse antipetismo que acaba respingando em todos os petistas, né?
26:47É uma associação de que, devido aos casos de corrupção confirmados no Partido dos Trabalhadores,
26:58como se todos os que estão no Partido dos Trabalhadores fossem necessariamente da mesma laia, né?
27:06Como se diz popularmente.
27:07Mas, Paulo...
27:08Então, com certeza, essa rejeição alta implica um pouco isso.
27:12Pode falar.
27:13Mas você acha que isso tem um prazo de validade?
27:16Porque a gente sabe que a memória do eleitor brasileiro é bem curta, né?
27:19E a gente sabe que esses casos de corrupção do PT vão ficando aos poucos para trás, vão ficando para
27:25trás.
27:26Você acha que, de repente, a lembrança do Cosser na outra pesquisa,
27:30isso está mostrando que já está vencendo esse prazo de validade?
27:35Sim, com certeza. Inclusive, na medida em que você tinha uma narrativa de que toda a culpa da corrupção no
27:44Brasil era do PT,
27:45e essa narrativa vai se desmontando, né?
27:48Que a gente vai vendo que, bom, quem acompanha com mais atenção há mais tempo sabe que essa narrativa sempre
27:54foi falsa.
27:54Mas, na medida em que você vê o outro lado...
28:01Deu uma travadinha? Caiu?
28:03A gente volta com o Paulo depois. Pode falar, Gabriela.
28:06Só para pontuar que a mídia tradicional noticiou que esse bloco do PT, esse ano,
28:11vem com a intenção de eleger 20 representantes, né?
28:16Eles teriam a intenção de eleger 20...
28:17No país inteiro?
28:18Oi, no Estado do Espírito Santo.
28:20No Estado, 20 representantes?
28:21Exatamente.
28:21Nas prefeituras?
28:22Nas prefeituras, né?
28:23É uma intenção bastante ousada, tendo em vista que, na eleição passada,
28:27eles elegeram um que, posteriormente, deixou o partido, né?
28:30Então, eles realmente vêm com um projeto robusto de reestruturação do Partido dos Trabalhadores no Estado do Espírito Santo.
28:36E você acha que o COSER pode ser um nome para puxar, tem peso para puxar essa reestruturação do partido?
28:42Embora seja uma imagem do partido antigo.
28:45Sim, mas ele vem com a Jaqueline, né?
28:47Que é essa imagem renovada, né?
28:49Uma liderança jovem, muito popular, dialoga muito com movimentos sociais.
28:54Então, eu acho que essa composição da chapa COSER e Jaqueline está bem equilibrada,
28:59dialoga bastante com o eleitor e tem um fator que o Zé Luiz pontuou muito bem, que é a questão
29:02da memória.
29:03Ele é bastante conhecido, é uma liderança muito importante no Estado do Espírito Santo.
29:07A gente está falando especificamente do...
29:10Pode falar, Zé Luiz.
29:10Eu queria completar o raciocínio do Paulo, eu acho que o raciocínio dele iria para o seguinte,
29:16você mudou o governo, você saiu do PT e foi para o outro polo,
29:20e hoje o que se discute na mídia são os casos de corrupção desse outro polo.
29:25São os filhos do presidente, é o governador do Rio de Janeiro, é o governador de Santa Catarina,
29:31é essa coisa maluca que aconteceu em relação às licitações de saúde,
29:36quer dizer, uma pandemia dessa e o pessoal roubando.
29:39O pessoal do outro lado.
29:41Então, eu acho que do ponto de vista do eleitor, confundiu, misturou.
29:47Eu acho que não só tem a questão da memória que vai ficando para trás,
29:50como o eleitor, ele falou, tem aquela música do original do samba, né?
29:55Se gritar, pegar ladrão, não fica um, meu irmão.
29:57É um pouco, eu acho que o eleitor começou a ver que é o seguinte...
30:01Achar isso, né?
30:02Não, ele começou a achar isso, eu não estou nem, pelo amor de Deus, eu não estou nem aqui dizendo
30:05que a política é feita disso.
30:08Pelo amor de Deus, o que eu estou dizendo é que do ponto de vista do eleitor, a imagem que
30:13ficou misturou tudo.
30:15Então, aí os filhos de Bolsonaro todo dia são manchete com algum caso de rachadinha ou de milícia, sabe?
30:23E, quer dizer, isso o eleitor olha e vê, vem cá, sobrou quem, sabe?
30:29Eu não sei se o raciocínio do Paulo ia nesse sentido, mas eu achei que ele ia caminhar para esse
30:34sentido.
30:34Eu penso que sim, eu penso que sim.
30:38Microfone.
30:39Eu penso que sim.
30:41Em relação à rejeição, né, que ele pontuou tão bem, que na verdade o que seria impeditivo para que um
30:47candidato se eleger seria uma taxa de praticamente o dobro do que nós observamos no momento,
30:51eu acho que é bastante importante a gente chamar a atenção do espectador para o fato de que a campanha
30:57deve se tornar mais combativa ao longo do tempo.
31:00Estamos no momento inicial, né?
31:02A campanha foi iniciada dia 26, quer dizer, são 11 dias hoje.
31:07Eu acho que a partir do momento que a gente vai se aproximando do fim, os candidatos tendem a ser
31:11mais combativos.
31:12Eu andei estudando bastante, né, os candidatos de vitória nesses últimos dias e eu percebi que eles estão, assim, muito
31:17sutilmente, começando a falar mais uns dos outros.
31:22E esse tipo de postura deve influenciar, né, de forma mais incisiva, tanto na taxa de aprovação quanto de rejeição.
31:31E eu acho que com a informação de uma pesquisa como essa também, isso deve começar, porque agora os candidatos
31:36vão saber em quem mirar, né?
31:37Eles vão realinhar, né, as estratégias, exatamente, né, de forma mais focada.
31:42Entendo.
31:43Vamos conversar com o Paulo de novo, a gente tem a conexão dele de novo.
31:47Isso, Paulo, caiu a conexão, mas estamos de volta.
31:49O Zé Luiz concluiu o seu raciocínio aqui, vamos ver se ele concluiu com precisão aqui.
31:56Sobre, estava falando sobre, na verdade, ele estava falando que o eleitor está um pouco desiludido, porque tinha uma coisa
32:03de votar contra a corrupção, mas depois viu por experiências como o governo do Rio, como outros governos,
32:10que foram eleitos com um discurso contra a corrupção e contra o PT que estava no poder e acabaram incorrendo
32:19no mesmo erro, nos mesmos erros.
32:22É por aí?
32:22Exatamente, sim, exatamente. E mesmo no governo federal, a gente vê alguns casos aí respingando na família Bolsonaro, né, da
32:31qual o capitão Assunção, inclusive, está bem próximo, né?
32:36Então, é uma rejeição, a anticorrupção, obviamente, né, ela sempre causou uma certa sedução, né, na parte do eleitorado, o
32:52discurso moral contra a corrupção.
32:54E é necessário, realmente, que a gente continue cobrando todos os níveis de governo e todos aqueles que possuem cargo
33:01público e privado também,
33:03nas empresas privadas é importante também a gente não esquecer delas, né, de que a corrupção, ela prejudica muito o
33:11bem-estar da sociedade.
33:12Então, mas, por outro lado, ela não está em um partido, ela não está em uma família, ela está bastante
33:21imbricada no sistema, né,
33:24existe o sistema político, o sistema econômico, enfim, coisas para a gente discutir um outro dia.
33:31Mas facilitam uma série de questões, né, da forma como a política funciona e possibilita que a corrupção aconteça, independente
33:41de quem está lá, né?
33:42E, na medida em que essa percepção vai se aguçando em grande parte dos eleitores, é bem possível que aquele,
33:52o fardo do antipetismo,
33:54que foi fortalecido durante o processo de impeachment da Dilma, facilite um pouco a vida do Cósito, né?
34:01Por outro lado, a gente tem, então, né, uma certa dimensão também de rejeição à segurança pública e à agenda
34:11militarística,
34:12que o capitão Assunção está mais associado, né, que também você tem, principalmente dos setores mais alinhados à esquerda, né,
34:22é uma memória bastante viva sobre as questões relacionadas à ditadura militar, né, e que a política seria melhor, mais
34:34afastada dos militares.
34:37Então, com certeza, você tem aí uma parte da explicação da rejeição do capitão Assunção, né?
34:44E, enfim, mas com certeza são rejeições, né, que podem ser revertidas, a campanha, como já dito antes e pelos
34:53colegas,
34:53ela está iniciando, então, são rejeições que mostram certo desgosto do eleitor com essas figuras,
35:02mas não significa que isso, que essas taxas vão comprometer completamente suas eleições, né?
35:08Mas podem conduzir, de alguma medida, os debates.
35:13É bem possível que os marqueteiros, os estrategistas dos candidatos, né, ao perceberem aquilo que,
35:22ou quais são as imagens que mais gera rejeição no eleitor, esteja, então, fortalecendo essa imagem.
35:33Então, no caso, por exemplo, a Neuzinha, né, que vem em terceiro, em rejeição,
35:39o PSDB, ele está tentando voltar a reconstruir-se como fora do bolsonarismo e fora do petismo, né?
35:47Tentando aí encampar aqueles que têm uma menor taxa de rejeição.
35:52Enfim, é pra gente acompanhar e ver como que isso vai se desdobrar.
35:56Legal, Paulo, obrigado.
35:57Bom, lembrando que você acompanha ao vivo, pelo Folha Vitória,
36:00o debate que a gente faz, os eleições 2020, no Folha Vitória,
36:06a gente faz um debate sobre a primeira rodada de pesquisas contratadas pela Rede Vitória,
36:11junto à Futura, pra saber a intenção de voto dos eleitores do Estado.
36:15Nessa primeira pesquisa divulgada, que inaugura essa série de pesquisas,
36:19a gente fala das intenções de voto do eleitor de Vitória.
36:22E com a gente aqui no estúdio, a gente conversa com a Gabriela Cusual,
36:25que é especialista, também membro do Movimento Livres e também integra o Conselho do Índex Político,
36:33que busca analisar e fiscalizar a atuação de parlamentares com base em eficiência,
36:39comprometimento com o cidadão e combate à corrupção e privilégios.
36:42Com a gente também o José Luiz Soares Orico, sócio-diretor da Futura,
36:47responsável técnico pela pesquisa e também dando mais informações e comentando o resultado da pesquisa.
36:53E por Skype com a gente também tem o Paulo Rezende, que é pós-doutorando em Ciências Sociais na PUC
36:59São Paulo
37:00e doutor em Ciência Política pela Universidade Autônoma de Barcelona, na Espanha.
37:05Bom, agora a gente vai, saímos daquelas três primeiras telas iniciais e vamos partir para os cruzamentos,
37:11porque a pesquisa, José Luiz, queria que você explicasse um pouco pra gente,
37:14ela pesquisa uma série, ela tem uma série de informações sobre o entrevistado,
37:19classe social, religião, como é que foi feita a pesquisa nesse sentido, como é que foram coletados esses dados?
37:27Na verdade, a gente quando determina a amostra que nós vamos levantar em relação ao universo de eleitores,
37:35a gente separa a caracterização do entrevistado, porque a gente sabe que a sociedade é toda segmentada.
37:42Então a gente tem segmentação por gênero, ou seja, nós vamos entrevistar aquela proporção de mulheres que existem na cidade,
37:52nós temos também por faixa etária, nós vamos entrevistar aquela proporção de faixa etária que existe na cidade
37:59e as outras classificações, elas normalmente vão obedecer a margem de erro da pesquisa.
38:05Então a renda que a gente acaba transformando em classe social, a escolaridade, a religião das pessoas,
38:12são coisas que a gente faz, elas ajudam a gente a avaliar se a amostra está consistente,
38:20se o resultado do campo está consistente com a amostra pré-determinada.
38:25E ao mesmo tempo dá informação sobre como bota cada nicho.
38:29Exatamente, a gente pode separar isso pelos nichos, pelos diversos nichos e classificar como nós mandamos para vocês as tabelas.
38:37Essas informações todas a gente tem em uma reportagem que foi publicada no Folha Vitória,
38:43então você pode acessar essa reportagem.
38:45E o que me chamou muito a atenção nessas tabelas, vamos começar a ver mais essas tabelas agora,
38:52o que me chamou muito a atenção foi o número de indecisos entre jovens.
38:56Vou pedir para colocar essa tabela no ar agora.
38:59Na intenção espontânea de votos, falando de faixa etária, a gente vê aí, está aqui no final, 70%.
39:0970%.
39:10É muita coisa.
39:11Como é que você vê esse número, Gabriela?
39:14Só para a gente colocar aqui, intenção faixa etária, né?
39:17É um pouco difícil de explicar a tabela assim, fica mais claro se quem está assistindo a gente agora
39:22dá um pulinho lá na matéria do Folha Vitória para ver, vai ficar mais claro, fica mais fácil para ver.
39:26Mas aqui a gente pode mostrar.
39:28As faixas etárias são de 16 a 24, 25 a 34, 35 a 44, 45 a 59, 60 ou mais.
39:37E o que interessa para a gente, o que chama a atenção para a gente bastante, é aqui embaixo,
39:42não sabe, não respondeu e indecisos, 70,8%.
39:48Lembrando que, nesse caso, é a intenção espontânea.
39:53O entrevistador chega para o eleitor, chega para o morador de Vitória e só pergunta sem mostrar quem são os
40:00candidatos.
40:01Então, na intenção espontânea, sem falar quem são os candidatos, indecisos não responderam e não sabem,
40:09entre 16 e 24 anos, 70,8%.
40:13Como é que você vê esse número, Gabriela?
40:15Pois é, eu acho que há uma série de coisas associadas, desde insatisfação com o sistema político, né?
40:22Nós vemos aí de uma série de escândalos um processo de impeachment em 2016, né?
40:27Depois o governo Temer também, enfim, agora o Jair Bolsonaro também, envolvido em uma série de questões.
40:35E eu vejo também como, de certa forma, uma dificuldade dos candidatos a prefeito de Vitória
40:41de conseguirem se comunicar com esse eleitor.
40:43A gente estava falando inicialmente que as redes sociais têm um papel fundamental,
40:46mas é uma forma de comunicação que reconfigura absolutamente tudo,
40:50porém muito nova e que está em processo de desenvolvimento.
40:53Como eu pontuei no início da minha fala, os candidatos que aparecem na pesquisa
40:58são candidatos já aí com uma trajetória política longa.
41:03Agora, de alguma forma, os estrategistas em comunicação não estão conseguindo estabelecer
41:08uma comunicação mais direta com esse eleitor mais jovem.
41:13Então, soma-se a isso uma série de insatisfações com o sistema político eleitoral brasileiro.
41:21Você acha que falta engajamento do mais jovem?
41:26Você acha que a gente tem risco?
41:27Você falou no começo da nossa discussão, é importante votar, é importante ir votar.
41:34A gente está falando de, o Paulo falou de possibilidade de abstenção.
41:40Você acha que o jovem está começando a deixar a política de lado?
41:43Eu acho que a gente vem num percurso de desencanto com a política, progressivo.
41:51Que o jovem precisa passar por esse processo de redescoberta da política de várias formas.
41:57Não apenas no campo da política eleitiva, não apenas no campo da política eleitoral.
42:03Não só o jovem que vai se engajar porque quer se candidatar a vereador ou a prefeito posteriormente,
42:08mas o jovem que quer atuar politicamente ali no seu bairro, ali no seu ambiente estudantil.
42:12Eu acho que falta essa redescoberta, falta reencantar os jovens e trazê-los para a política independente do processo eleitoral.
42:22E penso também que falta, e isso tem muito a ver também com a questão da educação,
42:29conscientizar o jovem acerca da importância de participação no processo político como um todo.
42:33não apenas restrito à época eleitoral.
42:38A política é a forma mais importante de exercício da democracia.
42:45É quando a gente faz a escolha política que a gente está determinando como será a nossa vida nos próximos
42:49quatro anos.
42:50Então é fundamental que o jovem participe e que redescubra esse encantamento.
42:54Zé Luiz, chamou a atenção, impressiona, você que tem experiência com pesquisas, impressiona,
42:59um número tão alto de pesquisas?
43:01O número é muito alto, não resta a menor dúvida.
43:03Mas isso ocorre em todas as eleições.
43:06O jovem se engaja mais tarde com a política.
43:12Eu não preciso confirmar, né?
43:14Todo mundo sabe que tem aí uma desesperança muito grande.
43:20E o que que aconteceu?
43:21O mundo, ele era pequeno do ponto de vista de comando, né?
43:27Você tinha uma linha e as pessoas diziam, hoje ampliou muito.
43:31Hoje todo mundo tem voz.
43:34Então, a política vai ter que ser repensada.
43:38Como é que isso vai ser feito?
43:39Mas isso não seria um fator para você ter mais engajamento político?
43:42Todo mundo tem voz, todo mundo aparece em redes sociais, fala suas opiniões.
43:47Você tem engajamento político, você não tem engajamento político pelos canais tradicionais.
43:52Os canais tradicionais, hoje, eles estão sem saber como fazer.
43:58Porque eles hoje, eles não conseguem mais representar a sociedade.
44:02E o representado não sente, não acredita mais no representante.
44:08Não tem mais uma vinculação com o representante.
44:11O que aconteceu hoje é que você tem um debate, o debate ampliou muito e o representante não consegue mais
44:20representar.
44:20Ele não, a voz dele não é mais, a voz dele não é mais aquela voz.
44:25Hoje, por exemplo, nós falávamos muito há 20, 30 anos atrás, formador de opinião.
44:31Os formadores de opinião hoje mudam com uma velocidade impressionante.
44:34Impressionante.
44:34Tem um menino aí que está até muito em discussão, que é o Felipe Neto, que tem mais de 40
44:39milhões de seguidores.
44:41Sabe?
44:42Esse menino é um formador de opinião.
44:45E quem era o formador de opinião antigamente, talvez não seja mais hoje.
44:49Entende?
44:49Então, você tem uma ampliação muito grande.
44:52E eu acho que o modelo político que a gente vive, modelo não no sentido da democracia,
44:57modelo no sentido Senado, Câmara, Prefeituras,
45:01esse modelo não responde mais ao novo momento do mundo.
45:05Eu acho que nós vamos precisar pensar num novo modelo.
45:08Aproveitando essa deixa, vou pedir para a gente fazer a conexão lá com o Paulo de novo.
45:12Aproveitando essa deixa, Paulo, você acha que nesse universo que a gente tem em Vitória,
45:16com esses 14 candidatos, com tudo que está acontecendo em Vitória,
45:20você acha que os candidatos estão conectados com essa nova realidade que o Zé Luiz citou aqui?
45:27Você acha que eles têm condição de alcançar esse eleitor,
45:30principalmente esse eleitor jovem, 70% de indecisos?
45:34Você acha que, pelo panorama que a gente tem, eles têm essa chance?
45:39Olha, chance sempre tem, mas é necessário diálogo, é necessário ouvir.
45:45O grande defeito de muitas lideranças políticas é que eles estão com tanta sede para se colocar como líderes,
45:55como lideranças, que eles não ouvem.
45:57Eles não estão, eles não conseguem ter uma sensibilidade para aquele que está precisando falar,
46:05que está precisando se expressar, aquele que pensa diferente, principalmente.
46:11Então, se você somar aí nessa sua tabela da intenção espontânea por faixa etária,
46:16se você somar os indecisos, os que não sabem, não responderam os indecisos,
46:23com aqueles que não pretendem votar em ninguém,
46:26você tem 86% dos jovens aí na coluna de 16 a 24.
46:35Chega 86% dos jovens ou não sabem quem votar ou não querem votar em ninguém.
46:42Isso, com certeza, reflete uma falta de afinidade com as opções postas,
46:51reflete uma incapacidade das lideranças de dialogar com o jovem,
46:56de entender o que o jovem pensa, os valores dessa nova juventude.
47:02E eu gostaria de destacar mais um ponto aí, com uma outra tabelinha,
47:07que é a gente olhando a espontânea pela classe social e pela escolaridade,
47:13que é tanto a escolaridade quanto a classe social,
47:15elas estão falando mais ou menos dividindo a sociedade em estratos
47:21que dizem respeito a rendas de privilégio.
47:24Então, se você vê, por exemplo, a classe D e E, que são os mais pobres,
47:31você tem, novamente, 70% de indecisos e daqueles que não querem votar em ninguém.
47:39A maior quantia dos que estão indecisos ou não querem votar
47:44estão aí, justamente, nos que têm somente ensino fundamental e na classe D e E,
47:49e nos jovens.
47:51Ou seja, o jovem pobre, de baixa escolaridade,
47:55ele está completamente descolado desses líderes políticos.
47:59E só para concluir, um ponto importante aí,
48:02que é o seguinte, estamos falando aí de eleições municipais.
48:07E numa cidade de pouco mais de 300 mil habitantes,
48:11que não é uma cidade grande, para padrões do Brasil,
48:16o normal seria o quê?
48:18Uma conexão maior com esse político municipal.
48:22E que não acontece.
48:24Talvez aconteça com os mais velhos, com a elite,
48:27mas, aparentemente, com os jovens menos escolarizados e mais pobres,
48:33há um gap, há uma desconexão.
48:38E isso, com certeza, os candidatos vão precisar correr atrás.
48:43Legal, Paulo.
48:44Muito obrigado.
48:45Eu queria perguntar para a Gabriela, aproveitar,
48:48está tomando uma aguinha ali, para melhorar a garganta.
48:52Você acha que dentro da...
48:54Pode colocar no chão aqui, do ladinho?
48:55Não tem problema, não. Pode colocar.
48:57Pode colocar no chão.
48:58Deixa eu pegar aqui.
49:00Vamos quebrar o protocolo.
49:01Isso.
49:02Tranquilo.
49:04Obrigada.
49:05Aproveitando, falando sobre isso,
49:07você acha que dentro da realidade de Vitória,
49:10com os candidatos que a gente tem,
49:12esses candidatos têm condição de alcançar esse eleitorado jovem,
49:16de 16 a 24 anos,
49:18alcançar, conseguir pegar uma parte desses 70 e tantos por cento de indecisos?
49:24Eu acho que não é uma escolha.
49:25Eles precisam se comunicar com esse eleitorado.
49:27Não é um eleitorado que possa ser desprezado.
49:30Apenas complementando a fala do Zé Luiz e do Paulo,
49:34eu percebo também um desencanto em relação ao sistema político partidário.
49:39Em municipais, não é preponderante, mas a questão dos valores é.
49:44Eu tive acesso a uma pesquisa da Universidade de Oxford,
49:48feita em parceria com a GV,
49:49que falava sobre isso,
49:51que a questão dos valores é muito presente nas eleições municipais.
49:55Então, de alguma maneira,
49:58os candidatos terão de se comunicar com esse eleitorado mais jovem.
50:01As pesquisas pontuaram muito bem que as estratégias não estão sendo assertivas nesse sentido.
50:06e há de se descobrir uma forma de engajar.
50:09Eu penso que no processo político,
50:12o contato de liderança, sobretudo mais tradicionais,
50:15com as bases,
50:17aquele trabalho que vai sendo feito aos poucos,
50:19a pessoa que tem uma liderança bem pontual,
50:21e aquilo vai crescendo, escalando,
50:23até que vá se formando uma liderança.
50:25Ao longo dos anos,
50:26vem sendo perdido.
50:29A gente verifica em pesquisas também,
50:30uma presença muito grande na vida política,
50:33de outsiders,
50:34de pessoas que têm carreiras bem-sucedidas em outras áreas.
50:37Então, aquela figura da liderança que vai sendo ampliada,
50:39escalando e se tornando agente político,
50:41vai se perdendo.
50:42E eu penso que esse contato com as bases
50:45precisa ser recuperado,
50:47sobretudo com a juventude que está desencantada.
50:50Vamos para a próxima tela.
50:51Agora a gente vai para a intenção estimulada
50:53em relação à escolaridade.
50:55O que me chamou a atenção foi o seguinte,
50:57a gente tem o João Cose com ensino fundamental 24,1%,
51:02significa que dos entrevistados que falaram que votariam em João Cose,
51:0724,1% têm o ensino fundamental.
51:11E, em relação ao Gandini,
51:14dos que falaram que votariam no Gandini,
51:1618,8% têm ensino superior.
51:19Então, é uma inversão aqui, né?
51:21Eu não sei se é difícil colocar a tela de classe social,
51:26porque a gente podia fazer a leitura conjunta,
51:28que muito possivelmente isso aí vai dar o AB mais no Gandini
51:32e o DE, ou o C, pelo menos.
51:35Intenção estimulada da classe social.
51:36Pediu é na hora.
51:38Exatamente.
51:39O AB mais no Gandini e o DE mais no João.
51:42Verdade.
51:42O que combina aquilo que o Paulo falou.
51:45Combina muito.
51:46Eu acho que nessa questão do jovem,
51:48é um pouco do que a gente...
51:50Nós ouvimos muito, né?
51:52Então, um pouco do que a gente ouve
51:54e o que a gente vê nessa campanha,
51:57é preciso ter proposta para esse jovem de periferia.
52:01Quem é que fala para esse cara?
52:03Sabe, a gente vai fazer trabalho,
52:06quando a gente vai fazer trabalho com esse jovem,
52:08esse jovem não tem conexão com nenhuma liderança política.
52:12Esse jovem está abandonado à sorte dele.
52:16Você tem até alguns programas de escolaridade,
52:19de escola, de educação, que pensam nele,
52:22mas você não tem projetos culturais para essa juventude.
52:26Eles mesmos é que fazem os projetos deles.
52:28Eles é que tocam as coisas deles.
52:31Então, como alcançar eles?
52:32Alcançar eles, é preciso conversar com eles.
52:35Gabriela, você vê dessa forma também?
52:37Eu penso que sim.
52:38E, na verdade, é um campo para os candidatos.
52:40Exato.
52:40E, assim, lendo os planos, né,
52:42os planos de governo dos candidatos,
52:44eu li todos, fica claro que eles têm propostas, né,
52:48mais parecidas ou menos parecidas em todos esses campos.
52:50Eles estão falhando em comunicar.
52:52Que existe uma falha crucial de comunicação
52:54com esse eleitorado específico,
52:56que pode ser, sim, muito representativo,
52:58para mim, é bastante claro.
53:00Eu só queria cumprimentar o Zine.
53:02Rapidamente.
53:03Não adianta ter proposta.
53:05É preciso que o cara acredite.
53:08Exato.
53:09da pessoa.
53:10Paulo?
53:10Exato.
53:11Vamos para o Paulo agora?
53:13Sim.
53:13E conhecido com os colegas.
53:16É necessário dialogar com o morador mais periférico,
53:21principalmente os jovens, né,
53:23se atualizarem dos valores desses jovens, né,
53:27e perceber o seguinte,
53:30que a boa qualidade de vida do morador de periferia,
53:36da população de mais baixa renda,
53:40ela afeta diretamente a qualidade de vida da elite,
53:44daqueles que vivem melhor, né?
53:47Então, quando a gente pensa em segurança pública,
53:49por exemplo,
53:49só para a gente saltar ou dar um exemplo num tema,
53:53a segurança pública,
53:54ela jamais vai ser eficaz se a gente pensar somente em termos de polícia
54:00e não em termos preventivos de lazer para o jovem de periferia,
54:06uma educação de qualidade, né?
54:08Por que a gente associa o ensino,
54:11aquele que só tem ensino fundamental com as classes mais baixas?
54:14Exatamente por que essas classes mais baixas,
54:16elas não estão tendo possibilidades, né,
54:20de avançar na qualificação, né?
54:23Então, é necessário,
54:25e o prefeito, a prefeitura,
54:28ela cabe agir exatamente com políticas que afetam diretamente a vida da população.
54:33Os candidatos, eles precisam sentir isso,
54:36eles precisam chegar na periferia,
54:39ouvir os moradores da periferia,
54:41antes de chegar já fazendo propostas, né?
54:44Agora, o grande risco, só para concluir,
54:47o grande risco é voltarmos
54:50e a repetição daquilo de uma prática bastante degradante,
54:57que a gente já viu várias vezes em outras eleições,
55:00que é a promessa, a compra de votos,
55:03então, aquele eleitor que está mais vulnerável,
55:06precisando de alguma ajuda,
55:08então, recebe uma promessa de um candidato
55:11e acaba votando nesse candidato,
55:13ou recebe um saco de cimento,
55:15ou recebe, enfim, né,
55:17alguns benefícios, assim, particulares.
55:20Isso sempre aconteceu no Brasil,
55:23mas, e a gente pode entender que esse fato
55:28afasta o mais jovem,
55:29não é esse fato que vai fazer com que um candidato
55:33se consolide, né,
55:37na base ali,
55:38naquela base de que é quem mais precisa.
55:41Ok, ok.
55:42Então, Vitória é uma cidade,
55:44rapidinho,
55:45Vitória é uma cidade que tem uma boa infraestrutura
55:48nos bairros mais privilegiados,
55:50mas nos bairros periféricos tem muita coisa a ser feita ainda.
55:53Tá legal, Paulo, muito obrigado.
55:54Paulo Rezende, que é pós-doutorando em Ciências Sociais da PUC São Paulo
55:58e doutor em Ciência Política pela Universidade Autônoma de Barcelona.
56:02Muito obrigado por essa participação,
56:04Paulo, a gente vai se encontrar nas pesquisas futuras.
56:06Valeu, obrigado.
56:09Obrigado.
56:10Gabriela, também muito obrigado pela sua participação aqui,
56:12a gente já está encerrando o nosso programa.
56:16José Luiz Orrico, muito obrigado pela sua participação também.
56:19A gente que hoje apresentou com esses especialistas
56:22e com esses debatedores, a primeira pesquisa de intenção de voto
56:25para a Prefeitura de Vitória,
56:27que foi realizada em parceria,
56:29foi encomendada pela Rede Vitória
56:31a futuro maior instituto de pesquisa aqui do Espírito Santo.
56:34A você que nos acompanhou,
56:36muito obrigado pela sua atenção.
56:38Esse conteúdo vai ficar todo disponível no Folha Vitória,
56:40assim como as reportagens
56:42sobre a primeira pesquisa de Vitória,
56:46de intenção de voto de Vitória.
56:47está lá tudo disponível no Folha Vitória.
56:49É só acessar que você vai conseguir ver.
56:51Rapidamente, Gabriela,
56:53alguma coisa para concluir?
56:56Seguimos observando,
56:57existe todo um cenário aí a ser configurado,
57:00a ser desenhado,
57:01chamando a atenção mais uma vez do nosso eleitor
57:03para conhecer profundamente as propostas dos candidatos,
57:06estudar profundamente,
57:07sobretudo comparecer às urnas em 15 de novembro
57:10para exercer a democracia.
57:12José Luiz, rapidamente.
57:13Vamos à eleição, né?
57:15Eu acho que, concordando com a Gabriela,
57:18é preciso que o eleitor vá às urnas para votar.
57:23Nós é que decidimos o nosso futuro, né?
57:25Exatamente.
57:26E lembrando que amanhã a gente tem uma nova pesquisa.
57:29Amanhã a gente divulga a pesquisa de intenção de votos
57:32para Cachoeiro de Tapemirim.
57:34Você não pode perder.
57:35Acompanhe todo o nosso conteúdo no Folha Vitória.
57:37A gente vai atualizando a todo momento.
57:39Muito obrigado pela sua companhia.
57:41Até a próxima.
57:42Tchau.
57:43Tchau.

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