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No Estado, o número de casos está em fase de estabilização, mas números de contaminações no interior chama atenção
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00:00E olha que história mais absurda, gente. Estudantes universitários do Alabama, nos Estados Unidos, fizeram uma festa com uma competição
00:08que premia a primeira pessoa infectada pela Covid-19.
00:12O vencedor da disputa recebe um valor em dinheiro arrecadado com as entradas da festa.
00:17Os relatos indicam que os participantes eram convidados por outros amigos para tentarem pegar o vírus o mais rápido possível.
00:24As autoridades locais afirmaram que a região teve várias festas semelhantes nas últimas semanas.
00:30A Covid-19, que é uma doença causada pelo coronavírus, matou 128 mil pessoas lá nos Estados Unidos e infectou
00:37outras 2 milhões.
00:40É inacreditável, né, doutora Jéssica? Uma festa para você pegar a doença.
00:45Parece piada, realmente, né?
00:47É, não. Eu acho que as pessoas estão muito cansadas já também, né?
00:52Então, esse confinamento, principalmente dos jovens, é uma situação que demanda aí uma observação e cuidados em relação a isso.
01:03Então, apesar de tudo, e eu ouvi o professor falando, e as pessoas têm a impressão que vai chegar no
01:10pico e pronto.
01:11A doença vai desaparecer e vai acabar como mágica.
01:15Mas não é isso. A gente chega no pico e aí tem a descida.
01:19Então, ao invés de morrer mil pessoas, vão morrer 900, mais 900, mais 800.
01:25Ou seja, a gente está descendo a curva, mas continua morrendo gente, continua gente doente, continua gente adoecendo.
01:33Mesmo depois do pico.
01:35Então, chegando no pico, não vai ser aquela coisa mágica, ó, desapareceu o Covid.
01:39Não, a gente tem aí uma longa descida ainda, que vai ter mortos e vai continuar gente sendo contaminada e
01:45adoecendo ainda.
01:47E olha, a gente está aqui falando sobre uma estabilização, sobre pico, novas ondas.
01:52Vamos ouvir mais um trecho do que disse o secretário de Saúde, Inésio Fernandes,
01:57num pronunciamento realizado hoje, no finalzinho da manhã.
02:01Roda aí, por favor.
02:01É importante que para que não ocorra uma segunda onda da doença,
02:08que as pessoas que estiveram protegidas com o distanciamento social neste momento,
02:13elas não saiam dessa medida de proteção.
02:17Na medida que aqueles que estão protegidos com o distanciamento social,
02:21se exporem à circulação pública e a participarem de atividades sociais mais amplas,
02:28eles poderão se submeter ao risco de contrair a doença.
02:30Por isso que, na fase de recuperação, no momento em que a gente encontrar um grau de estabilidade,
02:38o retorno das atividades precisa ser gradual.
02:42Ele não pode ser abrupto.
02:44Se ele for abrupto, a população que está protegida passa a se expor
02:49e nós podemos ter uma segunda onda com um aumento do número de casos,
02:54em especial na população idosa e na população que tem comorbidades,
02:59que ficou protegida ao longo desse período.
03:02O que ocorreu em outros estados do Brasil é muito perigoso.
03:06Ao reabrir atividades sociais mais amplas, isso ocorre de maneira abrupta,
03:11como nós percebemos pelos meios de comunicação,
03:14o que ocorreu em outros estados do Sudeste.
03:17Isso não pode ocorrer e não deve ocorrer no Estado do Espírito Santo,
03:21de maneira que a gente consiga preservar vidas.
03:24Ainda não temos vacina e nem tratamento específico para a doença.
03:32Não tem nada ainda certo, gente.
03:35Uma medicação realmente apontada como cura.
03:37Não existe uma vacina para que a gente não pegue esse vírus, né, doutora Jéssica?
03:42Sim. Estão sendo testados, né?
03:44Tem duas ou três vacinas aqui no Brasil sendo testados,
03:48mas ainda sem resultado, né?
03:50E esse resultado pode ser bom ou não.
03:53Tem esse questionamento ainda, está sendo testado.
03:56Então, a gente não tem essa resposta.
04:00E é importante que a gente entenda que estamos no platô,
04:05mas isso não significa que não estão sendo contaminadas as pessoas.
04:10Continua tendo pessoas contaminadas, continuam pessoas adoecendo,
04:14continuam pessoas morrendo.
04:15Só que não está mais naquele movimento acelerado como estava.
04:19Então, a abertura do comércio, a abertura das coisas,
04:24elas têm que seguir um programa.
04:26E aí, eu costumo falar o seguinte, a parte de lazer vai ter que ser a última,
04:31porque primeiro tem que ser dado ênfase à atividade econômica.
04:35As pessoas precisam voltar ao trabalho,
04:37os órgãos públicos têm que voltar a funcionar na totalidade.
04:40Então, é a hora de pensar assim, o lazer vai ficar como última coisa aqui nessa nossa situação, né?
04:49Pois é, a gente vem aqui já destacando e entendendo um pouco o que significa esse platô,
04:55o que o governo quer dizer com essa estabilização.
04:58E também, para a gente entender que ainda não é o momento de voltar a uma rotina normal.
05:04Ainda não está na hora da gente retomar a nossa rotina, retomar as nossas atividades,
05:10como antes desta pandemia, porque os casos podem vir a aumentar novamente, né, doutora?
05:17É bom a gente reforçar.
05:19A medida que for...
05:20Para entender, porque às vezes a gente nem escuta,
05:21ah, então estamos estabilizados, estamos bem.
05:24A medida que for reabrindo as coisas, a gente vai ter novas contaminações.
05:29É possível que esse número volte a ter um incremento mais acelerado,
05:36não vou falar nem novo pico, mas aí um aumento mais acelerado no número de casos.
05:41Isso é esperado que aconteça.
05:43Por isso que isso tem que ser feito de uma maneira bem programada,
05:46para poder o serviço de saúde ir absorvendo esse número de pessoas
05:50que vão se contaminando à medida que forem saindo do isolamento.
05:54Bom, a Carla Quintiliano aqui na nossa transmissão,
05:56vou ler uns comentários aqui, que já tem bastante participação.
06:00Ela falou que muitos não estão levando a sério a situação da saúde no país e no mundo.
06:05A Morena Bela Santos, por isso eu fico em casa, porque sou do grupo de risco.
06:09Gilberto Marcelino está falando, aumentando a contaminação,
06:13evidentemente é inevitável que o número de mortos surgirão.
06:16O povo tem que optar pelo isolamento, é só raciocinar.
06:20E olha, vamos falar aqui um pouquinho sobre o atendimento hoje no nosso estado.
06:24recebo aqui no estúdio a médica pneumologista, a doutora Jéssica Poles.
06:28Doutora Jéssica, a gente está vendo aí uma opção, um espaço que está sendo criado em Vitória,
06:32começou a funcionar hoje, para ver, abrigar pessoas que não têm, por exemplo,
06:37que sejam pessoas em situação de ruim, vulnerabilidade social,
06:41ou alguém que viva numa casa com muitas pessoas.
06:44Porque essa é uma grande dificuldade, né?
06:46Como se isolar se na sua casa mora um monte de gente, numa casa menor e aí, né?
06:51Sim, uma boa iniciativa, principalmente para evitar esses aglomerados e a contaminação.
06:58Lembrando que essas pessoas que moram na rua, já são pessoas vulneráveis
07:04e convivem com outros vulneráveis.
07:07Então, você imagina que é uma contaminação de um grupo que vai precisar de...
07:11Se adoecer, pode precisar de assistência hospitalar e aí, muito mais complicado.
07:17São pessoas com uma saúde muito mais frágil, de uma maneira geral, né?
07:21Bom, a Rosângela Márcia de Souza está aqui no nosso Facebook e ela fala assim...
07:25Boa tarde. Então, um rapaz foi ao PA com sintomas e teve contato com duas pessoas com Covid
07:30e não fizeram teste algum.
07:32E onde ele mora, tem muitas pessoas que vivem junto.
07:36Aí, não dá para entender, estaria aqui uma opção, né?
07:39Porque, infelizmente, hoje não é todo mundo que faz o teste, né?
07:43É. Eles têm alguns PAs que estão fazendo o teste rápido, mas eu não sei muito bem quais são.
07:50Mas, na verdade, hoje o que a gente pede é, se tem sintomas leves, acredita que seja Covid mesmo
07:56e tenta fazer isolamento. É essa orientação verdadeira.
07:59Porque esses testes não são suficientes, infelizmente, né?
08:03Então, eles ainda são deixados para alguns grupos específicos.
08:09A Maria Moraes pergunta aqui, quem já pegou o Covid passa para uma outra pessoa?
08:16Quem já teve a doença?
08:17Então, quem já teve e curou, a gente acredita que não.
08:22Existem muitas dúvidas ainda sobre o Covid, se essa pessoa pode se contaminar de novo,
08:28mas, aparentemente, a gente acredita que não.
08:31Então, se já pegou o Covid, passou os 14 dias, não tem sintomas mais, porque também isso é importante.
08:38Se a pessoa passou os 14 dias e continua tossindo, ela, teoricamente, tem que manter o isolamento,
08:44porque ela pode ainda estar contaminando.
08:45Então, ela tem que passar os 14 dias e estar sem sintomas.
08:49Provavelmente, nesse caso, ela não contamina mais ninguém.
08:52Agora, depois que a gente passa esse período de isolamento, precisamos fazer novamente um teste
08:59para saber se a gente já passou pela Covid-19 ou se ainda está transmitindo, se ainda está contaminado?
09:06Qual a orientação?
09:08Deveria ser feito, no final dos 14 dias, um novo teste, mas isso em local nenhum do mundo conseguiu ser
09:15feito,
09:15porque a gente tem dificuldade de fazer o primeiro, quanto mais um segundo, né?
09:20Então, a gente acredita, e isso já com dados reais, não é achismo, né?
09:25A gente acredita que, realmente, com 14 dias de isolamento, a pessoa não contamine mais.
09:29Apesar de poder ser encontrado ainda o RNA do vírus ainda na secreção,
09:35se acredita que isso não é capaz de infectar outras pessoas.
09:39Ainda tem resíduo do vírus.
09:40Por mais que ele esteja ainda, né?
09:42Não seria capaz de contaminar outras pessoas.
09:46E, ó, tem várias pessoas aqui questionando a realização mesmo dos exames.
09:52A Tatiane Ferreira está aqui falando,
09:54na UPA os médicos olham para a sua cara, mandam embora, ninguém faz exame,
09:58e para priorar a gente tem que comprar um remédio que custa caro, isso é um absurdo.
10:03Ninguém está fazendo exame, a verdade é essa.
10:05E ela diz, meu filho está com todos os sintomas e eles não realizam o teste.
10:10Olha, o que o governo do estado, até recentemente o secretário de Saúde, Enésio Fernandes,
10:15veio aqui e até falou que, por enquanto, o governo do estado prioriza a realização de exames
10:20em pessoas que estão com o quadro de saúde mais agravado, com o quadro muito forte,
10:24com os sintomas muito fortes e com o estado de saúde mais grave,
10:27ou então pessoas que têm acima de 45 anos.
10:30Para os mais novos, eles costumam, olha, vai para casa e faz isolamento
10:34por não ter exatamente tanto teste assim, né?
10:37E populações de risco, como policiais, médicos, que ficam em contato com outras pessoas
10:43e são possíveis transmissores.
10:45Então, os testes realmente são reservados para esses grupos,
10:50muito mais pelo risco de contaminação também de outras pessoas, né?
10:55Pelo risco de maior gravidade, por exemplo, em pacientes que já estão com doenças,
11:00doenças, mas evitando a contaminação, esse que é o principal foco,
11:05é pegar pessoas que podem estar contaminadas e contaminados contaminarem outras pessoas,
11:10é para evitar a contaminação.
11:12Então, se a pessoa tem pouco sintoma e realmente não tem nenhum critério de gravidade,
11:19o que está sendo feito é isso mesmo, é pedir para isolar como se fosse coronavírus mesmo
11:24e guardar a quarentena em casa.
11:26Pois é, infelizmente não tem teste para todo mundo, a Secretaria de Saúde está planejando
11:31nas próximas semanas iniciar mais etapas do inquérito sorológico.
11:35A expectativa é que sejam realizados seis novos momentos de coleta.
11:40Vamos conferir.
11:42Nós estamos programando um inquérito sorológico que irá desenhar a possibilidade de realizar seis coletas.
11:49no entanto, nós iremos preparar, garantir a realização das quatro coletas iniciais
11:56e na evolução da doença iremos poder decidir, então, se realizaremos ou não as seis etapas completas,
12:04em virtude de que o inquérito sorológico, ele permite um acompanhamento da evolução da doença
12:10com uma precisão científica muito grande, muito qualificada,
12:14e que é capaz de subsidiar as decisões de governo.
12:18Então, nós estamos preparando, metodologicamente, o nosso inquérito sorológico
12:22para que ele possa ser realizado durante pelo menos seis novos momentos de coleta
12:29para, assim, poder projetar tanto o impacto da doença no Estado do Espírito Santo
12:33quanto a força de transmissão dele no conjunto do Estado
12:37e também pelos municípios e micro-regiões.
12:42Está aí, olha, novos testes que devem ser feitos, não existe uma definição de como vai ser feita,
12:48como serão feitas essas próximas etapas do inquérito sorológico,
12:51isso é para dar um panorama da realidade no Espírito Santo.
12:55E a gente tem um questionamento aqui da Marcele Galdi falando,
12:58olha, uma outra emissora divulgou uma outra matéria dizendo que está estabilizando quem está dizendo a verdade.
13:03Marcele, a gente mostrou aqui um relato feito hoje pela Secretaria Estadual de Saúde
13:08sobre estabilidade, estabilização dos casos na região metropolitana
13:12e aumento das notificações no interior do Estado.
13:15É o que a gente vem aqui falando desde o começo do Fala Espírito Santo,
13:19mas dizendo que isso não quer dizer que a situação está controlada,
13:22porque a gente pode ter novos casos, né, doutora Jéssica, professor,
13:26até explicando como se calcula isso, esse platô, essa estabilização,
13:31como é feito o cálculo e o que a gente tem, as atitudes que a gente deve tomar,
13:36mesmo com base nessa estabilização, não é hora de relaxar ainda, né?
13:39É, as pessoas confundem estabilização com não contaminação, não é isso.
13:45É que a gente parou de aumentar, mas continua contaminando.
13:49Então, se ontem contaminava, continuam se infectando.
13:52Só que não está aquela curva acentuada que a gente via numa curva muito crescente de casos, né?
13:58Sim, sim.
13:58Ela está subindo, mas de uma forma mais leve.
14:01É coisa mesmo, se ao invés de assim, ela começa a subir de uma forma mais gradual.
14:06É como se fosse assim, antes a gente tinha assim, hoje tinha 20 casos,
14:11amanhã vinha 30, depois de amanhã 40.
14:13Agora não, agora vem 20, amanhã vem 20, depois de amanhã vem 20,
14:17mas continua mais 20, mais 20, mais 20.
14:19A gente só não está aumentando, essa é que é a diferença.
14:22Isso a gente considera como uma estabilização.
14:26E ó, a Marcele também logo abaixo aqui, ela falou, ônibus lotados, podres de sujo.
14:30As pessoas, quando entram no transporte, muitas tiram a máscara e aí não tem fiscalização.
14:35Marcele, exatamente isso, teve um protocolo do Ministério Público,
14:38que a gente até falou agora, estabelecendo determinações e também fiscalização.
14:43A gente continua acompanhando essas regras para trazer o assunto aqui no Fala Espírito Santo,
14:47para passar informação, porque o ônibus é realmente um local de muita transmissão,
14:53porque muitas pessoas, pessoas próximas, e aí aquela orientação de que tem que estar todo mundo sentado,
14:59tem que estar todo mundo de máscara, na prática isso não acontece, né, doutora?
15:03Na prática, você imagina um motorista lá já cansado de falar pela milésima vez
15:07para a pessoa colocar máscara, tem toda essa situação.
15:09Então, é a educação da população, enquanto as pessoas, e a gente tem que se adaptar,
15:14porque isso não vai terminar de repente, igual foi comentado, o pico no Brasil vai estar previsto lá para agosto.
15:21Então, a gente vai ter essa doença convivendo aqui, às vezes com períodos de contaminação mais acelerada,
15:28até o final do ano, provavelmente.
15:29Então, o que as pessoas têm que fazer?
15:31Tem que adquirir os novos hábitos mesmo.
15:33Se quiser realmente sair, poder sair para poder fazer alguma coisa, a gente vai precisar se educar.
15:39Tem que seguir essas orientações, essa máscara, higienizar as mãos sempre que possível, né,
15:44levar o álcool em gel, isso tem que fazer parte, né?
15:46É a educação, é a educação do nosso povo que a gente não tinha e agora vai precisar ter.
15:51E a gente segue aqui acompanhando e sempre de portas abertas para orientar, tirar as suas dúvidas.
15:56Você aí de casa, tem algum assunto que você queria saber mais?
15:59Entra aqui no nosso Facebook ou então vai lá no Instagram do Fala Espírito Santo.
16:03Pode ir no meu Instagram também, Juliana Lira, jornalista.
16:05Deixe uma mensagem para mim que a gente traz o assunto aqui para vocês.
16:10Informação é o que é mais importante neste momento e a gente dividir experiências, né, doutora Jéssica?
16:15Muito obrigada pela presença aqui.
16:16Uma ótima tarde e bom fim de semana.
16:18Vocês também.
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