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Mesmo com a tendência de estabilização de casos e mortes na Grande Vitória, a preocupação é com o aumento de casos no interior, em cidades como Linhares, Cachoeiro de Itapemirim e Colatina.

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Transcrição
00:00Após três meses de aceleração, a pandemia começa a entrar em outra fase na Grande Vitória.
00:06Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, a região metropolitana atingiu o platô na curva de crescimento do coronavírus.
00:13Nós, de fato, percebemos uma tendência de estabilização da doença na Grande Vitória ocorrendo, vem se confirmando essa tendência de
00:23estabilização.
00:24Ainda, de acordo com a Secretaria, nas últimas semanas o número de mortes também tem se mantido estável.
00:30Temos tido uma manutenção da quantidade de óbitos por dia no último período.
00:38Ainda não temos uma redução sustentada do óbito, ainda não temos uma redução sustentada dos pacientes graves.
00:46O destaque é o município de Vitória, que passou boa parte da quarentena em primeiro lugar em número de casos
00:53da Covid-19 no estado e que agora fica atrás de Serra e Vila Velha.
00:57A capital apresenta a maior desaceleração.
01:01Nós tivemos aqui um fenômeno no município de Vitória, onde entre os quatro municípios da Grande Vitória aponta uma evidência
01:13mais clara de estabilização da doença
01:16e podemos viver, ao longo do mês de julho, o início de uma fase de recuperação heterogênea, que pode ocorrer
01:26pontualmente em alguns municípios do estado.
01:29No entanto, o resultado final ainda será de aumento do número de casos no Espírito Santo.
01:35Já o interior do estado vive outra fase da pandemia e preocupa. É o que explica essa doutora em epidemiologia.
01:42Se a gente pensar na curva epidêmica, é como o interior estivesse aqui e a Grande Vitória estivesse um pouco
01:48mais acima.
01:49Então a gente está em tempos diferentes da pandemia e por isso é importante nós continuarmos, mesmo aqui na Grande
01:57Vitória,
01:57que a gente está, vamos dizer, num tempo posterior do que as cidades do interior,
02:03mas é importante a gente continuar ainda com todas as medidas, porque nós temos muitas mortes.
02:08Linhares, Colatina e Cachoeiro de Itapemirim são os municípios que mais exigem atenção.
02:14Outro problema é que algumas cidades não contam sequer com leitos de UTI, por isso os pacientes precisam ser transferidos
02:21para a Grande Vitória,
02:22o que pode aumentar a taxa de ocupação de leitos e pressionar todo o sistema de saúde.
02:28O fato de você transferir uma pessoa, um paciente, uma pessoa grave que está no hospital no interior para os
02:37hospitais da Grande Vitória,
02:38esse percurso não é sem riscos, ele tem muitos riscos.
02:43Às vezes um paciente que estava entubado em uma UTI, ele pode, o que a gente chama de estubar, o
02:50tubo pode sair durante essa remoção.
02:53Então há muitos perigos nessa remoção.
02:56Ainda assim, segundo a Secretaria de Saúde, está sendo possível atender aos pacientes graves.
03:03Tivemos no mês de junho, onde mantivemos uma taxa de ocupação de leitos hospitalares com em cima de 80%,
03:11que iniciou o mês muito tenso, com uma pressão assistencial muito forte sobre os serviços de saúde.
03:17Terminamos o mês com uma relativa estabilização entre 80%, 83%, 84% da ocupação dos leitos, chegando a 82%
03:27nesses últimos dias,
03:29aonde, em virtude da ampliação de leitos que nós construímos nesse mesmo período, nós não colapsamos o sistema.
03:39Nas últimas semanas, o número de casos confirmados por dia tem variado entre 1.400 e 1.900 no Estado.
03:48De acordo com Nésio Fernandes, a explicação está justamente no interior, mas também no aumento do número de testes.
03:55O crescimento da pandemia no Estado do Rio de Janeiro, a partir dos casos observados, daqueles que nós testamos diretamente,
04:03pode ter um comportamento de crescimento por característica da tecnologia utilizada na testagem,
04:11que é uma tecnologia que identifica o contato prévio com a doença e não necessariamente um diagnóstico de casos agudos.
04:18A maior quantidade de testes realizados no Estado também explica a queda da letalidade do novo coronavírus aqui no Espírito
04:26Santo.
04:27Isso porque, quanto maior a testagem, mais casos confirmados são descobertos e a porcentagem de óbitos cai.
04:35A letalidade é uma conta que nós fazemos, dentre todas as pessoas que foram testadas e que deram e que
04:44foram positivas, quantas morreram.
04:46Então, se a gente faz poucos testes e a gente tem um número X de 10 mortes, isso é muita
04:54coisa.
04:55Se a gente faz muitos testes e a gente tem 10 mortes, isso é uma letalidade muito baixa.
05:00A morte não mudou. O que mudou foi a quantidade de pessoas testadas e pessoas que eram positivas.
05:07Para a pesquisadora, são boas notícias. Mas ela faz um alerta. Não é hora de retomar a vida como era
05:15antes.
05:15A gente começa a estabilizar, mas essa estabilização ainda é alta.
05:21A gente está estabilizando no que a gente chama de platô, que é aquela parte acima da curva,
05:27mas ela ainda é com muitas mortes e muitos novos casos.
05:31A gente ainda não desceu.
05:33A gente ainda não desceu.
05:34Obrigado.

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