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Na Grande Vitória, pelo menos 700 estão em situação de rua. Em Vila Velha são 150. Secretária de assistência social do município descreve as ações de assistência
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00:00Estou recebendo aqui no estúdio a secretária de assistência social de Vila Velha, Ana Cláudia Simões.
00:06Boa tarde, secretária. Bem-vinda ao Fala Espírito Santo.
00:08Boa tarde, obrigada pelo convite.
00:10Bem, a gente está vivendo uma situação atípica, mas este é um problema que já existe há muito tempo nas
00:16cidades e aí não só Vila Velha, né?
00:18A gente está falando por todo o Brasil. Existe o problema da população de rua.
00:23Houve um aumento nesse período de pandemia.
00:25É verdade. Nós estimamos uns 20% de aumento em Vila Velha.
00:31Saímos de uma média de 150 pessoas em situação de rua para 200 pessoas em situação de rua.
00:36A pandemia é realmente um agravante, mas temos percebido também muitos migrantes, né?
00:43De outros municípios, de outros estados chegando em Vila Velha e até mesmo da América do Sul, de outros países.
00:50E aí, o que fazer com essa população, com essas pessoas que vão chegando, essas pessoas que vivem pelas ruas?
00:57A primeira sugestão é sempre procurar a orientação e o apoio do serviço especializado, que em Vila Velha começa pela
01:06abordagem social, funciona todos os dias, de segunda a segunda até a meia-noite.
01:12É só ligar 99717-5012, acionar a equipe de plantão.
01:18Ela vai abordar essa pessoa e vai apresentar os serviços que nós temos no município.
01:24O Centro Pop está funcionando sábados, domingos e feriados.
01:28Oferece quatro refeições por dia, local para tomar banho, se higienizar, receber orientações contra o Covid.
01:35Agora, secretária, só para a gente entender como que essas pessoas têm acesso, elas são abordadas?
01:41Porque elas vivem ali, né?
01:43Realmente, muitas têm um problema familiar ou, às vezes, têm alguma relação com drogas, com o álcool, problemas psicológicos também,
01:52psiquiátricos.
01:53Essas pessoas são abordadas?
01:54Como é que é feito esse trabalho?
01:56Porque a população, por exemplo, como morador, você pode ligar e denunciar?
02:00Como é que funciona esse atendimento?
02:03Correto. A porta de entrada, de fato, é a abordagem social.
02:07O correto é o munícipe ligar para esse número, 99717-5012 e...
02:12Colocamos ele na tela, ali, o contato, hein?
02:14Isso, obrigada, porque isso é importante.
02:16E aí a equipe vai até essa pessoa abordá-la e vai tentar convencê-la a ir conosco ao Centro
02:23Pop,
02:23tomar um banho, se higienizar, trocar de roupa e começar um atendimento com assistente social, com psicólogo,
02:30entender o processo que ela levou para a rua, fazer contato com a família, fazer uma visita domiciliar àquela família,
02:37tentar a reintegração, encaminhar essa pessoa para o nosso serviço municipal de saúde do CAPS-AD,
02:45que é contra drogas e álcool e drogas de qualquer natureza.
02:49Então, nós temos uma estrutura para essa pessoa ter o apoio necessário,
02:53mas a vontade precisa ser dela porque não é coercitiva, ela tem que ser convencida aí.
02:58Agora, essa estrutura, ela é suficiente para todas as pessoas?
03:02Ela é suficiente, sim.
03:03Nós atendemos uma média de 90 pessoas, passam pelos nossos serviços do Centro Pop hoje.
03:09E o abrigamento, ele não é permanente.
03:14O abrigo, ele não é um hotel público.
03:16A pessoa tem que passar, seguir o plano de atendimento individual, nosso PIA,
03:21o projeto de vida traçado para ele, seguindo aquele processo.
03:26Ele se autonomiza ou procura reinserção familiar ou consegue uma geração de renda para alugar um quarto que seja
03:33e dá sequência ao acompanhamento via CRAS, quando ele sai da situação de rua.
03:38Mas é preciso esse incentivo, né?
03:40Já estamos recebendo aqui participações pelo Facebook.
03:43A Elisângela Oliveira mandando um alô.
03:46Morena Bela, também Santos aqui, falando que está com saudade do Espírito Santo.
03:50Robson Nascimento.
03:51Pessoas invisíveis que deveriam ser enxergadas por toda a população e não só por gestores públicos.
03:57Elis Cláudio, eu fico triste com a situação desses moradores de rua nesse momento de pandemia
04:02e também durante os dias de chuva, de frio.
04:05Sabemos que existem órgãos públicos que querem ajudar,
04:07mas nada pode ser feito se eles não quiserem ser ajudados, né?
04:11Junto aí, comentário do Elias, reforçando o que a senhora acabou de falar aqui, né, secretária?
04:15Tem que ter o desejo também dessa pessoa que está na rua.
04:19E a gente aproveita essa oportunidade para pedir para a população.
04:22A gente sabe que tem grupos de voluntários, de igrejas, que também abordam essas pessoas.
04:27E a maior ajuda que a gente pode receber desses grupos é a conscientização,
04:33que eles nos ajudem abordando essa pessoa, pedindo para que elas se dirigam para o equipamento público
04:39para receber a atenção integral, não só a comida.
04:42Porque quando a gente dá a comida, a gente trata a consequência, mas não trata a causa.
04:46E ele vai continuar na rua.
04:48E olha, existe um grande problema.
04:50São vários problemas que a gente pode pontuar aqui com essa população de rua.
04:54Como lidar, como trabalhar isso?
04:56Porque assim, não podemos dizer que todo morador de rua é bandido, isso é um absurdo.
05:01Agora, a gente sabe que existe sim esse problema da violência.
05:05E aí, como eu falei, nos dois lados, né?
05:07Tanto morador de rua praticando um crime, quanto sendo vítima de um crime, né?
05:11É importante a sua colocação porque é necessário fazer uma diferenciação.
05:18Então, existem pessoas em situação de rua que estão na situação por questão de vulnerabilidade social e econômica.
05:25Está precisando de um apoio e aí é a assistência social que vai dar esse apoio.
05:29Um abrigo, um banho, um alimento, uma passagem para voltar para o local de origem.
05:34Porém, infelizmente, está aumentando o número de que nós conseguimos identificar de pessoas em situação de rua
05:42que, na verdade, são público da saúde, porque já são usuários de drogas de todos os tipos,
05:49que não têm mais cognição e discernimento para aceitar ajuda.
05:52Eles nem nos ouvem quando nós abordamos para oferecê-los, mas nem ouvindo o que a gente está falando.
05:59E um outro grupo, que são pessoas em situação de rua, que são criminosos infiltrados no meio do outro público.
06:08Então, esses criminosos, que aí a gente pode dizer, já identificamos viciados, mas também traficantes, estupradores,
06:18homens que violam medidas protetivas e estão fugindo da polícia.
06:22Então, está todo mundo ali junto, misturado.
06:25E essa sensação de insegurança, de fato, existe.
06:28Porque esse público que é criminoso, ele não deve ser tratado pela assistência.
06:32E sim, é caso de segurança pública, acionar realmente o guarda municipal, polícia militar,
06:38identificar, dar flagrante e levar preso.
06:41Nem todos são criminosos, nem todos são viciados.
06:44Algumas pessoas, como você mesma colocou muito bem, por questões de fragilidade emocional, espiritual,
06:51sucumbiram a um problema, desistiram da vida familiar, em sociedade, e vão para as ruas como um refúgio.
07:00Então, às vezes, também a população, de maneira preconceituosa, julga e já agride, já xinga.
07:06E há necessidade de um olhar diferenciado, porque as pessoas precisam de ajuda, elas precisam de compaixão.
07:15É muito difícil, né?
07:16Porque às vezes a gente olha meio assim, com medo de ser vítima, né?
07:21Desta pessoa.
07:22Pode ser, mas também pode não ser.
07:25A gente não tem certeza.
07:27Isso é muito difícil, né?
07:28A gente consegue entender os dois lados, né?
07:30É quem sente medo e quem está do outro lado, né?
07:33Quem está sendo visto, poxa, eu estou aqui só na rua porque eu não tenho condição.
07:37Nem todos são cadastrados pela prefeitura e eles circulam, né?
07:42De uma cidade para outra.
07:43Correto.
07:44Até quando ele fez a colocação da vulnerabilidade e também da não precisão do número.
07:51Por exemplo, hoje, atualmente, a gente já percebeu, já esteve nesse pico de 250,
07:56mas hoje a gente já contabiliza em Vila Velha uma média de 200.
07:59Agora, todas as pessoas que passam por Vila Velha e que aceitam ser abordadas,
08:06mesmo que não frequentem os nossos serviços, como o do Centro Pop, elas são cadastradas.
08:11Então, a gente tem o nome, o histórico familiar, compreende um pouco da motivação do que as levaram para a
08:19rua,
08:20o histórico da família também, se há alguma chance ou não de reinserção,
08:25se eles têm parentes próximos em outros locais e se deseja fazer reintegração familiar.
08:32A gente faz o recambiamento da passagem rodoviária, às vezes até aérea, dependendo do local, né?
08:39Faz todo o acompanhamento psicossocial para que essa pessoa não migre e vire outra vez pessoa em situação de rua
08:45em outro local.
08:46Não é a nossa proposta, né? A proposta é contactar a família de lá, a assistência social de lá,
08:52fazer essa ponte de fato, oferecer uma proteção social segura, acompanha essa pessoa até a rodoviária,
08:59espera ela entrar no ônibus e volta com tranquilidade.
09:03Depois a gente recebe as boas notícias, as fotos, os agradecimentos.
09:07A gente está com participações aqui pelo Facebook, Gilberto Jesus falando, isso é enxugar gelo.
09:13Lá no Sambão, todos os dias, os coitados ficam dormindo no tempo e vocês não fazem nada.
09:18Lembrando que Sambão do Povo fica em Vitória, mas aí eu vou pegar esse exemplo para a secretária
09:24e explicar para a gente como é que funciona, como é que é o processo, o atendimento a essa população,
09:30o que pode ser feito e aí, tanto pela Prefeitura de Vila Velha como Vitória,
09:34porque a posição da Prefeitura é a mesma, seja qual ela for, né?
09:37Correto. Ótima pergunta, Juliana.
09:40Então, é chamar a abordagem social, a abordagem se desloca até o local,
09:45conversa com aquelas pessoas e tenta convencê-las.
09:48Nós não podemos obrigá-las e nem levá-las na marra para os nossos serviços.
09:54Quando a pessoa aceita ajuda, ela vai inicialmente para o centro pop,
09:58aí ela toma um banho, muda de roupa, se alimenta e aí começa o atendimento psicossocial.
10:04Ela vai falar com o psicólogo, com o assistente social, vai fazer o mapeamento do histórico
10:09do problema e da família daquela pessoa.
10:12A equipe vai fazer a visita domiciliar para entender o problema daquela família
10:17e tentar uma reaproximação.
10:20Vai fazer um encaminhamento para a unidade de saúde, para a pessoa fazer um check-up,
10:25fazer um tratamento contra drogas, álcool, se for o caso, né?
10:29E também vai ver se ela é de um outro estado ou de um outro país, até de um outro
10:34município.
10:35Se ela tem interesse em voltar, vai fazer o contato com aquela referência daquele outro local
10:40para poder liberar a passagem.
10:42Quando estamos em tempo fora da pandemia, também temos a indicação para as nossas oficinas
10:48de geração de trabalho e renda, Juliana, que eu acredito que seja a parte mais importante
10:53da metodologia, onde a gente trabalha, por exemplo, canto, violão, música, artesanato, pintura,
11:02trabalhando sempre com metodologia que traga a vontade daquela pessoa de voltar a viver
11:09em sociedade antes do vínculo rompido.
11:12A gente trabalha com o resgate da memória afetiva dela, para ela sentir saudade da vida
11:17que tinha antes de ir para as ruas.
11:19E aí, graças a Deus, os métodos, antes da pandemia, estavam dando resultado.
11:25A gente estava com um grupo muito legal que a gente levou para a tenda cultural em Coqueral.
11:30Eles fizeram artesanato, fizeram exposição, eles reproduziram quadros de Tarsílio do Amaral
11:35e iam explicando para os visitantes quem era aquela artista.
11:41Foram cantar, se apresentaram na tenda.
11:44Então, assim, estava um trabalho muito, muito bom, que infelizmente teve que dar uma modificada
11:50no cenário também do tipo de oferta, né?
11:53Porque agora a gente está concentrando mais nas orientações contra o Covid.
11:56Nós distribuímos máscara para todos, sem exceção.
12:00Toda pessoa em situação de rua em Vila Velha recebeu máscaras.
12:04Pois é, essa era a minha dúvida agora.
12:07Porque é preciso uma ação mais intensa para essa população nesse momento de pandemia.
12:13Porque a gente em casa já sabe da orientação, dos cuidados, a higiene,
12:18que é muito importante nesse momento para a gente evitar o contágio.
12:21Mas uma pessoa que está na rua, como é que faz?
12:24A primeira dificuldade é desconstruir a cultura que ela tem, construir uma outra cultura, né?
12:30Explicar que o ideal é que não compartilhe nenhum tipo de objeto pessoal.
12:35Que ela use o centro pop para tomar banho.
12:38Nós colocamos, por exemplo, uma pia com água, sabão, álcool em gel, do lado de fora do centro pop.
12:43Porque, às vezes, a pessoa se recusa a entrar no equipamento, mas ali na frente ela está tranquila para usar.
12:49Então, está ali na rua, na frente do centro pop.
12:52Então, a gente orienta a pessoa a fazer a higienização antes de buscar o alimento,
12:56passar o álcool em gel, colocando ali o sabão e a pia para a pessoa lavar a máscara dela, ensina
13:04como utilizar.
13:05Então, é um trabalho de formiguinha mesmo, é um trabalho de reeducação.
13:10É como se um pai e uma mãe estivessem ensinando uma criança, né?
13:13A gente realmente está colaborando para a construção de uma nova vida, um resgate.
13:18É difícil, é, mas não é impossível.
13:20E a equipe, ela é muito resiliente.
13:22Estou recebendo aqui no estúdio a secretária de Assistência Social do município,
13:25a Ana Cláudia Simões.
13:27Ana Cláudia, falamos agora sobre vacinação contra a gripe, né?
13:30Inclusive, mostramos como é que está sendo no município de Vila Velha,
13:33mas nos outros municípios do estado, enquanto tem dose, a população vai ser vacinada.
13:38Moradores de rua, receberam a vacina?
13:40Receberam, sim.
13:41Nós fizemos, né, em parceria com a Secretaria de Saúde, né,
13:46existe um serviço chamado consultório na rua,
13:49que é um serviço específico da Secretaria de Saúde para a pessoa em situação de rua.
13:54E eles fizeram um trabalho de vacinação itinerante,
13:57percorrendo todos os pontos.
14:00Em Vila Velha, nós da Assistência, mapeamos 21 bairros.
14:04E nesses bairros, 58 locais, que são considerados pontos de concentração de pessoas em situação de rua.
14:11Então, o consultório na rua saiu de maneira itinerante, né,
14:14o Serviço da Saúde fazendo essa vacinação em loco.
14:18E, além disso, teve um dia que teve uma parceria especial e a vacinação foi em frente ao Centro Pop.
14:25Então, durante todo aquele dia, todo mundo chegava no Centro Pop antes de buscar o seu alimento,
14:31era convencido a fazer higienização e a passar pela vacinação.
14:35E foi uma ação com bastante adesão, sem muita resistência.
14:39A gente está com várias participações aqui pelo Facebook.
14:42Vou tentar ler alguns comentários.
14:44Patrícia Lopes falando, sei muito bem como, às vezes, os moradores de rua não querem ser ajudados.
14:49Minha mãe, uma vez, pegou um morador de rua, tentou ajudar, deu casa, comida e ele voltou para as drogas.
14:56Ronaldo Vitorino, converso com alguns moradores de rua e eles não demonstram vontade nenhuma de sair da atual situação.
15:03Ronaldo Lemos questionando aqui em Vitória, essas pessoas estão completamente abandonadas.
15:07A Prefeitura acabou com vários programas, como, por exemplo, o restaurante popular, que atendia, de certa forma, essas pessoas.
15:14Rita de Caça, Santiago.
15:16A equipe chega nessas pessoas através da abordagem social, como a secretária falou.
15:21No entanto, esses indivíduos muitas vezes são invisíveis para a sociedade e a sua autoestima está baixa devido à dependência
15:28química ou de álcool.
15:29Isso realmente é muito comum, né, secretária?
15:31Olha, ela fala assim, mas nas instituições existem regras que eles não querem seguir.
15:35O direito de ir e vir constitucional dos cidadãos brasileiros esbarrando nas ações do poder público.
15:41Com isso, não se pode obrigá-los a acompanhar uma abordagem.
15:45Vou aproveitar esse comentário.
15:47Obrigada, Rita, e todo mundo que está participando.
15:49Aproveitar o comentário da Rita para falar sobre os direitos da população.
15:54Porque se eu, morador, me sentir ameaçado por uma pessoa que está ali na rua, perto da minha casa, eu
16:01posso ligar para a polícia?
16:02Olha, vem cá e tira essa pessoa daqui?
16:04Ou isso é proibido por lei?
16:06O que diz a lei?
16:07Ótima pergunta, Juliana.
16:08Por quê?
16:09Estar em situação de rua, ou seja, não é a condição de ter ou não uma residência,
16:15que tira a pessoa da condição de estar cometendo um delito ou não.
16:21Então, pode ser um cidadão que tem uma casa, que tem uma formação, que tem um emprego,
16:28se cometer um delito, ou seja, se estiver na rua traficando, se estiver ameaçando, se estiver consumindo droga,
16:36se estiver causando algazarra, a polícia vai chegar, vai ser acionada e vai levar.
16:41A pessoa em situação de rua não tem privilégios nesse sentido.
16:45Então, a gente trabalha muito com eles na perspectiva do respeito, também nasce do respeito dele para com o próximo.
16:54Então, se eles se comportam em algumas vezes, e eles mesmo, entre eles, têm essas falas,
17:00existem até os grupos entre as próprias pessoas em situação de rua.
17:04Ah, não, não me misturo naquele grupo lá, não, secretária.
17:08Porque eles não sabem respeitar os outros, e aí fica todo mundo com preconceito com a gente também.
17:14Então, a gente explica.
17:15Não pode, não é porque está em situação de rua.
17:17Se está na frente da sua casa, mas está violando os seus direitos, ou seja, te ameaçando, te intimidando,
17:24tentando obrigar uma doação, se está defecando, se está urinando ali na frente,
17:30isso é contra as normas de limpeza da cidade, contra as normas de saúde,
17:36se está traficando, consumindo droga, ou às vezes até eles têm ausência do pudor, muitas vezes,
17:44de praticar o sexo ali na rua, às vezes crianças passando.
17:48Então, isso é crime, não deixa de ser crime por ser uma pessoa em situação de rua.
17:53Deve acionar guarda municipal e polícia militar nesses casos.
17:57É direito do cidadão.
17:58Então, está aí a orientação.
17:59Secretária, muito obrigada pela sua presença aqui, viu?
18:02Uma ótima tarde.