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  • há 6 minutos
Com a insegurança que impera na Grande Vitória, moradores sentem medo de ir nas casas lotéricas seja para pagamentos de contas ou até mesmo para fazer algum jogo.

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Transcrição
00:00Seu Vitor veio de bicicleta retirar o auxílio emergencial de 600 reais.
00:05Ele está precisando de um dinheirinho, mas quando eu falei que esta lotérica já foi assaltada, ele ficou até assustado.
00:13Ah, menina, aqui é perigoso por causa de muitas entradas, tem como os bandidos ficam mais à vontade, mais fuga
00:21para eles.
00:22E ele não é o único. Dona Maria sai com dinheiro para depositar dentro da carteira e coloca tudo em
00:28sacolas de plástico simples.
00:29Está tudo certinho aqui, na minha carteirinha. Eu venho, antes de sair de casa, primeiro eu faço minha oração, mas
00:35depois eu saio de casa.
00:36Tenho que depositar o deposito, pego o papelzinho e vou embora.
00:40Essa lotérica já foi alvo de assalto. Bandidos chegaram aqui, retiraram os funcionários e levaram 25 mil reais.
00:48Oito dias após o assalto, nós voltamos aqui na casa lotérica e a situação que a gente encontra é de
00:53medo.
00:53As pessoas, os funcionários têm medo de trabalhar. As pessoas que vêm aqui entram e saem com muita rapidez, justamente
01:00para não ficar dando bobeira aqui do lado de fora, dando bobeira para bandido.
01:03E a gente percebeu, perguntando aos comerciantes, que uma coisa não mudou por aqui.
01:09Bruno, vamos aqui mostrar a rua? A gente vê carro de tudo quanto é jeito passando.
01:12Carro, moto, a circulação de gente. Mas nós não vimos, até agora, nenhuma viatura da polícia militar.
01:21A informação que nós conseguimos com os comerciantes, inclusive, é que depois desse assalto, onde nesta casa lotérica, os bandidos
01:30levaram cerca de 25 mil reais.
01:33Mesmo depois desse assalto gigantesco, a polícia militar não faz rondas por aqui, de acordo com os comerciantes.
01:39Essa moça, que tem loja bem próxima à lotérica, conta que nada mudou do dia do assalto para cá.
01:45A gente vê passar muito pouco, né? Raramente. Passam carinho de polícia aí.
01:50No dia mesmo do assalto, eles demoraram bastante em chegar até a casa lotérica.
01:55De Vila Velha para Cariacica, estamos agora na Avenida Espírito Santo, aqui no bairro Bela Aurora.
02:01Mudamos de município, mas o problema continua o mesmo.
02:05A gente veio aqui para falar sobre insegurança nas casas lotéricas e vamos mostrar, Bruno, que foi naquela casa lotérica
02:11ali, bem pequenininha entre os comércios, foi ali que aconteceu hoje pela manhã um assalto.
02:17E agora, eu vou andar aqui pelo bairro e conversar com as pessoas para entender, será que a insegurança por
02:24aqui anda muito grande?
02:25Dona Roseli mora em Bela Aurora há mais de 10 anos.
02:29Quando sai de casa, fica com medo.
02:31Para ela, o bairro está, sim, muito perigoso.
02:33Ninguém está podendo sair, ninguém está podendo vir nem para receber, está difícil, meu filho. Está muito assalto.
02:39Esse senhor de 67 anos, que saiu da casa dele para vir aqui na lotérica fazer um joguinho, não esperava
02:46presenciar um assalto seguido de mortes.
02:49Ele está apavorado.
02:51Tomou um susto tão grande que eu...
02:54Começou os tiros correndo.
02:57Aí só vi que um caiu lá, outro caiu.
02:59É um susto danado, né?
03:01Tiro, tiro, tiro.
03:04Moradores e comerciantes afirmam que, além dos assaltos às lotéricas, muitos criminosos fazem a festa em pontos de ônibus, roubando
03:12celulares e pertences das pessoas.
03:15Essa comerciante trabalha há nove meses no bairro e afirma que tem medo de ir na loteria.
03:20Eu procuro sempre fazer eletrônico mesmo, né?
03:24E se for para levar dinheiro ou pagar alguma conta em dinheiro, a gente sempre vai picando, não leva tudo
03:30não, porque é para evitar de tomar um prejuízo maior.
03:33Conversando com os comerciantes aqui da região, a gente descobriu que essa mesma casa lotérica foi alvo de bandidos há
03:39cerca de três meses.
03:41Então voltou a acontecer um novo assalto aqui na manhã de hoje.
03:45Eu fui lá dentro, conversei com uma funcionária, perguntei se ela gostaria de gravar um depoimento para a gente.
03:51Ela disse que eles não têm autorização para falar nem para gravar.
03:55E mesmo assim, eu perguntei a ela qual a sensação que ela tem de trabalhar num ambiente como esse.
04:00Em uma palavra, ela resumiu tudo.
04:02A sensação é de medo.
04:04A sensação é de medo.

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