O estrategista eleitoral Roberto Reis, colunista da revista Crusoé, explica por que os programas sociais que antes garantiam a popularidade de Lula perderam efeito entre o eleitor de classe média.
Segundo ele, essa camada da população não quer mais assistencialismo, e sim empreender, um discurso que o PT nunca conseguiu adotar.
Reis também comenta o artigo que assina sobre a queda do domínio de Lula entre as mulheres, hoje o principal ponto forte da campanha de Flávio Bolsonaro.
Papo Antagonista é o programa que explica e debate os principais acontecimentos do dia com análises críticas e aprofundadas sobre a política brasileira e seus bastidores.
O programa traz contexto e opinião sobre os temas mais quentes da atualidade. Com foco em jornalismo, eleições e debate, é um espaço essencial para quem busca informação de qualidade.
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Segundo ele, essa camada da população não quer mais assistencialismo, e sim empreender, um discurso que o PT nunca conseguiu adotar.
Reis também comenta o artigo que assina sobre a queda do domínio de Lula entre as mulheres, hoje o principal ponto forte da campanha de Flávio Bolsonaro.
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NotíciasTranscrição
00:00Bom, a gente está aqui no estúdio de um antagonista com o estrategista eleitoral, Roberto Reis,
00:06que também é colunista da revista Cruzoé.
00:08A gente aproveitou que ele deu uma passada aqui à tarde no nosso estúdio
00:12para falar sobre esse assunto do aumento do Bolsa Família há poucas semanas aí do primeiro turno.
00:20Então, primeiro dou boa noite aqui ao Roberto Reis. Tudo bem, Roberto? Boa noite.
00:24Tudo bem, Duda. Boa noite aí, audiência. Espero contribuir.
00:28E, Roberto, o que a gente quer saber é o seguinte.
00:31Esse aumento do Bolsa Família, você acha que pode ter algum impacto nas urnas para o Lula?
00:39Ótima pergunta. Primeiro que, assim, sempre tem um impactozinho.
00:44Talvez eles estejam superestimando isso por alguns fatores.
00:48Entre esses fatores, o momento que ele está sendo colocado é quando muito próximo da campanha,
00:54sim, o eleitor tende a desconfiar.
00:57Mas me permita, Duda, explicar para você isso num contexto muito amplo.
01:02Por quê? Porque muitas pessoas perguntam por que diversos programas sociais do Lula não funcionam como antes?
01:09Por que as ações que outrora fizeram o Lula ganhar muita popularidade, dessa vez, não funcionam?
01:16É de longo prazo. É uma mudança que tem a ver com o Brasil.
01:19A primeira coisa que a gente tem que entender é o seguinte.
01:21Há duas bases muito consolidadas na campanha, que a gente pode chamar de diversas formas.
01:28Direita, esquerda, bolsonaristas, lulistas, oposição e situação, base e adversário.
01:35Tanto faz.
01:35Que esses lados costumam ser absolutamente cristalizados.
01:40Eu gosto de repetir isso.
01:41Por quê?
01:42Porque o Lula, ao fazer esses programas, ele meio que joga para a sua base.
01:47Ele fortalece cada vez mais a sua base.
01:50Não significa necessariamente que um outro eleitor, que a gente vai falar dele agora,
01:54que é o eleitor do meio, flutuante, ele compre essa ideia.
01:57Porque esse cara, ele, como é que eu posso falar assim?
02:03Ele é um cara que não tem time, ele não tem torcida, ele vive ali no dia a dia, muito
02:10da classe média,
02:11tentando sobreviver, ele não sente contemplado, de repente, com esses programas sociais.
02:16Então, o que a gente podia entender aqui?
02:19Direita, esquerda, não muda de lado e esse cara do meio muda.
02:22Esse cara do meio é suscetível a questões cíclicas, políticas de longo prazo.
02:29Por exemplo, as nações, os políticos usam isso através do Estado,
02:34elas, depois de muito crescimento, elas demandam programas sociais.
02:38O Lula chama isso de colocar o pobre no orçamento, diminuir o abismo entre classes sociais.
02:44São períodos que podem durar muito tempo, costumam durar muito tempo, inclusive,
02:49onde partidos de esquerda costumam se beneficiar.
02:53O Lula, ele vem numa esteira de Fernando Henrique Cardoso,
02:58que lança diversos programas sociais naquele momento,
03:02que são aproveitados pelo Lula, alguns mudaram de nome,
03:05alguns foram ampliados numa época de ciclo de comodos,
03:09o Brasil estava com muito dinheiro,
03:11o Estado conseguia ofertar mais esses programas,
03:15e ele se beneficiou desse jogo, assim,
03:16saiu com 80% de aprovação em duas eleições,
03:20elegeu a sua sucessora e reelegeu ela com os mesmos programas.
03:25Só que, muito utilizada essa técnica,
03:28seguidamente, ela também se satura.
03:30No final das contas, é um modelo que, se repetido muitas vezes,
03:35a população busca outras coisas, e aconteceu em diversos momentos.
03:39O peronismo na Argentina, por exemplo,
03:41usou de programas sociais durante muito tempo,
03:43e ele clamou por mudanças até trazer o Milley.
03:46Isso aconteceu no Chile, está acontecendo, inclusive, na América Latina toda.
03:51Aquele projeto social de Estado como mãe,
03:55que vários desses líderes políticos são até amigos do Lula,
04:01esse modelo foi explorado durante muitos anos na América Latina e funcionou.
04:06Só que isso satura.
04:08Por que satura?
04:09Por que as pessoas vão buscar outras coisas do tipo?
04:13Entre no Uber e converse com ele.
04:15Quais são as suas motivações?
04:19Você faz isso porque você ama dirigir?
04:21Não.
04:21Você faz isso porque te falta oportunidade?
04:25Não.
04:25Inclusive, eu estava conversando com um agora.
04:27Ele fala assim,
04:27Eu quero ter liberdade de negociação e horários.
04:33Eu quero decidir quando eu vou aceitar uma corrida ou ficar com filhos.
04:39Eu quero mandar nisso.
04:40Eu não quero ter aquele pensamento coletivo ou sindicalizado do PT de outra hora.
04:47Então, explicando bem aqui.
04:48O Bolsa Família funciona por uma camada da população que, outra hora, há 10, 15 anos atrás,
04:57tinha essa necessidade.
04:58O Brasil carecia de projetos sociais.
05:01À medida que você aplica esses projetos sociais e a população se sente contemplada disso,
05:08ela não sente mais necessidade dele.
05:11O paciente precisa estar doente para precisar de remédio.
05:15Dados da ONU, recentemente, mostram.
05:18Olha que curioso, né?
05:19O menor índice de fome dos últimos 25 anos.
05:23Ou seja, o PT, com seus programas sociais, fazem com que os seus eleitores não precisem mais dele.
05:30E aí eles vão para outra camada.
05:32Vão para a camada do eleitor do meio.
05:34Onde que acham que Bolsa Família, por exemplo, é uma obrigação do Estado.
05:39Tem um cara que explica melhor isso do que eu.
05:42Se você quiser, Duda, eu vou mandar aqui um vídeo, você coloca aqui no ar.
05:46O próprio Lula explica isso.
05:47Ele tem um vídeo de 2023.
05:50É impressionante a percepção do PT.
05:53Ou seja, programas sociais, eles conquistam a base, fazem ela cada vez mais sólida.
05:59Mas a população que já não precisa mais dos programas sociais, os eleitores do meio,
06:04se sofisticou, os gostos são outro e querem outra coisa, querem progredir, querem sonhar, querem buscar, querem ser protagonistas.
06:13Então, lideranças políticas que mudaram de discurso, que entendem que o Brasil passou por essa mudança.
06:21E aí eu não estou falando direita e esquerda, eu estou falando geracional.
06:24Você pode pegar, por exemplo, Pablo Marçal, Renan Santos, Zema.
06:29Eles têm outro tipo de discurso.
06:30Deus ajuda quem cedo madruga, faça você mesmo, seja protagonista.
06:35Ele se encaixa mais nesse eleitor da atualidade.
06:37Então, a pessoa da Bolsa Família é o cara que já vota no Lula.
06:41Então, muito provavelmente, muito provavelmente, vai aumentar muito pouco.
06:46Assim como foi outros programas sociais, Vale Gás, lançou diversos programas esse ano, né?
06:54Desenrola, já é o tipo de eleitor de base dele.
06:57Ele não consegue conquistar o meio com essa mesma estratégia.
07:01Ótimo. Vamos assistir, então, o vídeo do Lula, de 2023, falando, então, das pessoas melhorando de vida
07:07e deixando de precisar do Bolsa Família. Vamos assistir.
07:10Que quem vota mais de treinamento do PT são pessoas que ganham até dois salários mínimos.
07:17O metalúrgico de São Bernardo, que ganha oito mil reais, já não quer mais votar na gente.
07:23Pega a pesquisa.
07:25E vocês percebem que quem ganha acima de cinco salários mínimos, já tem dificuldade de morar, de votar na gente.
07:33É porque essa pessoa ficou ruim? Não.
07:37É porque, possivelmente, essa pessoa elevou um milímetro padrão de vida dela, de aprendizado dela,
07:45e nós não aprendemos a conversar com ela.
07:48Bom, a gente já assistiu esse vídeo. Interessante, Roberto, que parece que o Lula está desgostoso.
07:53Ele está furioso que as pessoas não estão mais dependentes do Bolsa Família.
07:59Agora, Roberto, você explicou, então, que os países vão evoluindo.
08:04E hoje a gente tem um Brasil, por exemplo, a maioria da população é classe média.
08:07Já não é pessoa que precisa tanto desse tipo de assistencialismo.
08:11e aí você precisa fazer alguma outra coisa para conquistar essa população que não é tão dependente do Estado.
08:18O Lula tentou isso, né? Também.
08:21Foram vários programas aí de financiamento de moto, para reforma de casa, pé de meia para jovem estudante.
08:32O Lula, quando tentou esse outro público, que não é o dependente do Bolsa Família, ele teve algum sucesso?
08:40Interessante, muito interessante isso, porque é o seguinte, eu estou aqui exatamente com alguns números
08:44que eles me lembram e ajudam a responder isso aqui.
08:49Eu peguei um compilado de pesquisas aqui.
08:51Aí a pergunta é, maiores problemas do Brasil?
08:54Lembra que os problemas da classe média mudam, é cíclico, né?
09:00Hoje, nos cinco primeiros lugares aqui, atingem mais ou menos 40% da população, tá?
09:06Criminalidade, tráfico de drogas, corrupção, inflação, mal funcionamento da justiça, enfraquecimento da democracia.
09:16É todos os problemas, inclusive, que nesse momento estão fazendo o Lula perder popularidade.
09:20E aí, lá embaixo, lá embaixo na tabela, que atinge em média 9% da população, tá?
09:26Pobreza, desemprego, desigualdade social, racismo, xenofobia, ou seja, aquela questão cíclica.
09:35Isso aqui, por muitos anos, elegeu o Lula, né?
09:38Tudo que você disse aí tem um cunho social, né?
09:41Só que a população, ela meio que busca, assim, eu quero sonhar mais, eu quero avançar.
09:49O Lula, ele não consegue encaixar esse discurso de prosperidade, de avançar, e nem seu entorno, ele nem pode defender
09:58isso.
09:58Por exemplo, a nova classe média, essa atual, ela não tem nenhuma experiência sindical, como tinha experiência sindical a passada.
10:06E ele nem pode defender esse empreendedorismo individual, que isso é contra o KINAI do PT, o contrato do PT
10:14tem que rasgar,
10:15que é um partido dos trabalhadores, um pensamento coletivo.
10:20E as pessoas hoje têm um pensamento individual.
10:22Um dado super interessante.
10:24O Instituto Data Favela foi nas favelas recentemente, fizeram uma pesquisa.
10:28O sonho não é mais o carro ou a casa.
10:3266%, dois terços da população, o sonho é empreender.
10:36Aí eu te pergunto, o partido dos trabalhadores, como é que conversa com esse pessoal?
10:39Então, é geracional, mudou, e eles não quiseram mudar.
10:42Eu não diria, não é que eles não sabem, eles nem querem aprender isso.
10:46É contra o que o PT pregou a vida inteira.
10:49Muito interessante isso, porque o Lula, no começo dos discursos, na época das greves do ABC,
10:55o que ele falava, no meio da ditadura, ele falava assim,
10:59o importante é a qualidade de vida do trabalhador.
11:01Então, que ele possa ter a sua casinha, o seu carro na garagem,
11:06era meio que isso que o Lula falava o tempo inteiro.
11:10Só que agora, quando as pessoas falam, eu quero empreender,
11:15é um pouco me deixe empreender.
11:17É o Estado parando de atrapalhar, parando de cobrar imposto.
11:23E aí o Lula não tem qualquer discurso nessa linha.
11:27Não tem nenhum.
11:27E é interessante, se você me permitir também, eu vou te mandar um outro vídeo,
11:32que eu vi ontem, da Daniela Marques, que é da equipe econômica do Flávio.
11:35Ela estava falando justamente sobre Bolsa Família.
11:38Hoje, cerca de 70% das pessoas que recebem Bolsa Família, medida em pesquisa,
11:44fazem algum tipo de empreendimento.
11:45Então, quando elas pegam um empréstimo, elas pegam algum tipo de dinheirinho na mão,
11:49não necessariamente é para gastar, como o Lula imaginava, ali no supermercado,
11:53porque está faltando comida.
11:54Às vezes é para comprar um tecido, para costurar e vender pelo Instagram.
11:58Às vezes é para, sei lá, pôr gasolina, para fazer um Uber e ganhar mais dinheiro,
12:02mas ele não é registrado, de repente.
12:04Esse tipo de cara que existe no Brasil e que é a grande parte da classe média,
12:09esses dias eu conversei com uma menina que chama Stephanie.
12:12Eu estava saindo do shopping, aí ela estava vendendo docinhos, assim, né?
12:17E ela se apresentou como empreendedora, assim, falou assim, olha, eu tenho esses doces,
12:22entrego na porta de escolas, sei lá o quê, e eu tenho uma pessoa que eu já contratei,
12:27através de PJ, né?
12:30Então, assim, eu sou uma empreendedora, eu tinha muito orgulho disso e falou isso aí.
12:35Aí eu perguntei, e quem que você vota?
12:37Ela falou assim, não, qualquer um menos o PT.
12:39Porque depois que eu abrir empresa, aí eu vejo o tanto que ele dificulta eu sonhar.
12:44Ela ainda usou esse termo.
12:45Eu não consigo simplesmente dar um passo além.
12:48Até então, eu, no modo sobrevivência, eu ia bem e eu identificava com Lula.
12:54A partir do momento que eu quero progredir, parece que é uma âncora, sabe?
12:58É um modelo ultrapassado.
13:00É a mesma história, ó, eu estou te oferecendo picanha, mas por favor, agora se contente com ovo.
13:05Entendeu?
13:05Essa história, assim, está tudo bem, não sonhe, não vá além.
13:09E o jovem é o principal segmento que já identificou isso e algumas pesquisas mostram até 70% de rejeição
13:18desse público com Lula.
13:20Vamos assistir, então, o vídeo da Daniela Marques. Vamos colocar.
13:23Eu fiz uma pesquisa lá com beneficiários do Bolsa Família e eu perguntava, você tem outra atividade sem ser o
13:28programa?
13:28Mais de 70% das pessoas diziam que sim.
13:30Se você tivesse acesso a um empréstimo, o que você faria com esse dinheiro?
13:34Primeira resposta, comprar mercadoria pra vender.
13:37Segunda resposta, investir no meu negócio.
13:38Fala assim, as pessoas, elas estão empreendendo.
13:42Muito interessante esse vídeo também, né?
13:45E mostra que a gente tem uma demanda no Brasil muito grande por empreender, né?
13:51E, de fato, a esquerda não consegue atender.
13:55E quando alguém aparece que atende essa demanda, vou lembrar aqui do Pablo Marçal na Prefeitura de São Paulo, em
14:022024,
14:03ele estourou, né?
14:04Não só estourou em São Paulo, como ficou conhecido no Brasil inteiro.
14:08E tinha muito esse discurso do empreendedorismo, né?
14:10Perfeito, boa lembrança que você falou isso.
14:15Inclusive, é o dado que eu tenho agora, que no final do primeiro turno,
14:19Boulos, ele teve que ir nas vilas e favelas e mapear pra tentar entender esse eleitor do Pablo Marçal.
14:25Ele até tentou lançar um outro projeto de empreendedorismo,
14:29mas é justamente o que você falou.
14:30Então, a nossa conclusão, Duda, é o seguinte, olha, a Bolsa Família hoje foi aumentada em 15%,
14:36que é mais ou menos uma compensação da inflação, tudo bem, no momento eleitoreiro lá, mas é R$91.
14:43R$91 não vai fazer diferença, não é que é pouco dinheiro,
14:48para esse tipo de pessoa, que é praticamente 70% da Bolsa Família, que se vira, entendeu?
14:54Às vezes é uma corrida de Uber que ele fez, R$91 é um serviço que ele fez,
14:59ou seja, não dá mais para comprar, entre aspas, o eleitor com os mesmos programas do passado,
15:05porque o eleitor mudou e o Lula não entendeu.
15:07Ótimo, e você lembrou aqui do Guilherme Boulos, no final da corrida pra Prefeitura de São Paulo,
15:12eu lembro que quando o Guilherme Boulos começou a falar de empreendedorismo,
15:15ninguém acreditou, né?
15:17Mas o que esse cara está falando disso, né?
15:20Acho que o brasileiro meio que já não acredita que esse tipo de coisa vai vir da esquerda.
15:26E, Roberto, eu queria só aproveitar que você está aqui,
15:29você vai publicar amanhã na revista Cruzoé, nossa edição semanal,
15:33um artigo falando que o título é
15:35O Escudo Feminino de Lula está cedendo, né?
15:40Você podia só dar uma palinha sobre esse seu artigo?
15:43Porque o Lula está perdendo muito a hegemonia que ele tinha nesse público feminino, né?
15:47Perfeito, Duda.
15:49Olha, para quem não sabe, em pesquisas de boca de urna da eleição de 2022,
15:54o PT venceu, Lula venceu o Bolsonaro em 24 dos 27 estados e mais federação.
16:01Ou seja, o grande escudo feminino, digamos, o segredo do Lula era a mulher.
16:06E aí eu explico nesse artigo, entre outras coisas,
16:09que é muito em função do comportamento, né?
16:12A segurança na campanha eleitoral está sendo transmitida pelo adversário do Lula,
16:17pelo Flávio Bolsonaro,
16:19e é que é uma situação totalmente contrária do que aconteceu em 2022.
16:24Isso, de certa forma, pegou o PT de surpresa e ele não entendia isso.
16:29Aí no artigo a gente escreve mais uns quatro ou cinco motivos
16:33e que em 15 dias é complicado reverter tudo isso aí, sabe?
16:38Mas convido a audiência toda para ler esse artigo.
16:42O artigo está muito bom.
16:44Eu lembro que você fala ali que o Flávio conseguiu falar com essa linguagem que atende a mulher, né?
16:49Então, tipo, falando do preço dos produtos no supermercado,
16:53da insegurança de esperar o filho voltar da escola, né?
16:57E não saber se vai voltar sem ter o celular roubado, né?
17:00Quer dizer, ele conseguiu se adaptar para esse público e conseguiu melhorar muito,
17:04está muito melhor que o pai dele, né?
17:06Jair Bolsonaro no público feminino.
17:08É isso.
17:09E eu me lembrei que hoje o vice-presidente do PT, o Quaquá,
17:13ele soltou uma nota falando assim que a campanha do Flávio está falando do supermercado,
17:19de biscoito e a campanha do Lula está falando sobre terras raras.
17:22Pois é, e feminicídio, né?
17:25Bom, Roberto Reis, muito obrigado pela sua participação aqui no Papo Antagonista.
17:29Boa noite.
17:30Muito obrigado.
17:32Vamos dar uma olhadinha, então, nos comentários que vocês enviaram aqui pelo chat do YouTube.
17:36Produção, pode colocar na tela.
17:38Bete Ovenlira, está claro que o aumento do Bolsa Família é eleitoral.
17:46Deve ser Beto Ovenlira.
17:47Beto Ovenlira.
17:48Jorge Gomes, o governo percebeu a defasagem no Bolsa Família somente agora?
17:55Medida eleitoreira, sem sombra de dúvidas.
18:00Márcia Brunetti, esse é o Lula, pap dos pobres.
18:04Populismo que só ignorantes aceitam.
18:09Cris Jerk, caneta que o Lula usa emagrece o orçamento ao ponto de anorexia.
18:16Boa.
18:18André RT, aproveita e manda umas canetas para o Flávio Dino.
18:25Ele também, André RT, o roteirista do Brasil adora uma desgraça.
18:32Silvio Deleu JR, o Nine, já sabe que eleição está perdida, então deixou uma granada sem pino para o próximo
18:42governo.
18:43Lembrando que a previsão é de 22 bilhões de reais de custo para o ano que vem.
18:48Exato.
18:50Diego de Souza, salário mínimo sobe 5%, mas o Bolsa Família sobe 15%.
18:59Mais uma, vamos lá.
19:01Bem-vindo à Venezuela.
19:02Quem mandou essa foi o Valmir Dias.
19:05Provavelmente uma referência a todos os programas assistencialistas da época do Hugo Chaves, depois do Maduro.
19:10E o Olde Tirano também mandou aqui, Minha Caneta Emagrecedora, Minha Vida.
19:16Ah, uma brincadeira com o Minha Casa Minha Vida.
19:19E a produção também quer dar a sua contribuição para essa pauta à vontade.
19:29É isso aí.
19:31Até quando você vai deixar que criem narrativas para esconder a verdade de você?
19:36Eu bombardei o diário de informações, o barulho das redes sociais e as minhas verdades só servem para uma coisa,
19:42te confundir.
19:43Mas o jogo político real acontece nos bastidores.
19:47Mas existe um lugar que não baixa a cabeça, onde a velocidade da notícia em tempo real de um antagonista
19:54se une à investigação profunda, sem amarras, da revista Cruzoé.
20:00Nós vejamos quem está no poder.
20:03Não importa o partido.
20:05Assinar o nosso combo significa ter na palma da sua mão os bastidores de Brasília em tempo real.
20:12Análises de quem conhece o jogo político por dentro e grandes reportagens que a imprensa tradicional muitas vezes prefere não
20:20mostrar.
20:23E hoje você não precisa escolher entre a agilidade e a profundidade.
20:29Preparamos uma condição exclusiva para o nosso público do YouTube.
20:33Um combo promocional imperdível para você garantir o acesso total ao antagonista e à Cruzoé por um valor que cabe
20:40no seu bolso.
20:41Não seja apenas mais um espectador da história.
20:44Faça parte do jornalismo que incomoda os poderosos e defende a sua liberdade.
20:49Clique no link aqui embaixo na descrição ou aponte a câmera para o QR Code na tela.
20:53Assine o combo agora e mude sua forma de ver o Brasil.
21:11E aí
21:12Obrigado.
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