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  • há 2 dias
O Mundo Super é exibido todo domingo às 15h no Veja+TV, canal lançado em 2025 pelo Grupo Abril. É de graça. Basta estar conectado à internet.

Mundo Super

Quando?

Todo domingo às 15h.
Reprises às quartas, 21h.

Onde?

Canal Veja+TV:

Samsung TV Plus (canal 2059)
LG Channels (126)
TCL (10031)
Roku (221)
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Transcrição
00:03Este vídeo foi filmado em 2020 por um sensor infravermelho numa plataforma
00:08militar americana no Oceano Atlântico. Ele mostra um objeto bastante esquisito voando no céu.
00:15Já este outro vídeo, também bizarro, foi filmado em 2025 no Mar Amarelo, entre a China e as Coreias.
00:22Esses e os vários outros vídeos que você está vendo na sua tela fazem parte de um grupo de
00:27documentos do governo americano sobre objetos voadores não identificados, os famosos OVNIs.
00:33Esses registros ficaram por anos em sigilo até que, em maio de 2026, o Pentágono americano
00:40começou a divulgá-los para o público após uma ordem direta do presidente Donald Trump.
00:46Além de vídeos e fotos, os documentos também incluem relatórios e depoimentos sobre avistamentos suspeitos.
00:52Até o momento, já foram cinco levas de documentos divulgados, e outras provavelmente virão.
00:58Apesar de fazer o sucesso entre ufólogos e fãs de alienígenas, o governo americano tem preocupações
01:04mais pé no chão sobre esses fenômenos. Uma suspeita é que alguns deles possam representar
01:10tecnologias de espionagem, possivelmente de forças estrangeiras. Já especialistas elencam explicações
01:17como drones, balões, fenômenos meteorológicos ou falhas nas câmeras.
01:25Olá! Tá começando mais um Mundo Super, o programa semanal da Superinteressante, na Veja Mais TV.
01:31Toda semana a gente traz para a sua televisão as principais notícias da ciência, tecnologia,
01:36cultura e muito mais. No programa de hoje você vai ver a descoberta de uma nova partícula
01:41composta apenas de forças. Centenas de geoglifos milenares escondidos na floresta amazônica.
01:48Os primeiros vírus criados por uma inteligência artificial. E os bastidores de um programa de
01:53vida selvagem. Tudo isso e muito mais logo depois da vinheta.
02:14Existem alguns temas que são bem recorrentes aqui na redação da Super. Tipo descobertas
02:19arqueológicas, descobertas de novas espécies e até de exoplanetas. Mas não é sempre que a
02:24gente fala da descoberta de uma nova partícula. Pesquisadores da China afirmam ter evidências
02:30sólidas da existência de uma partícula chamada Glubol. Ela é teorizada e procurada por físicos há
02:36décadas. E agora parece que chegamos a um resultado. A Glubol é uma partícula feita
02:41praticamente só de forças. Para entender isso temos que lembrar das quatro forças fundamentais do
02:47universo. Gravidade, eletromagnetismo, força nuclear fraca e força nuclear forte. Essa última é uma
02:55espécie de cola que mantém a estrutura de partículas como prótons e neutrons. Se a gente quebrasse um
03:01próton ficaríamos com três peças. Dois quarks do tipo up e um quark do tipo down. Os quarks são
03:07partículas elementares, o que significa que elas não podem ser quebradas em partes menores. A força
03:13nuclear forte, que é a cola desses quarks, é mediada por outra partícula elementar chamada gluon. O nome
03:21vem de cola em inglês. A Glubol é uma partícula feita quase inteiramente de gluons. Até pouco tempo a gente
03:28não sabia se uma partícula assim sequer era possível. A evidência de que ela existe veio do
03:33acelerador de partículas BEPC2, que fica em Pequim. O artigo que descreve os resultados está
03:40disponível em um pré-print que ainda não foi revisado por pares. Os pesquisadores chamaram
03:45a partícula de X2370. Ela foi produzida pela primeira vez em 2011, mas os pesquisadores não
03:53tinham certeza se ela era uma Glubol mesmo. Desde então, eles têm feito testes para verificar
03:59se as características dela batem com o modelo teórico da Glubol. Os cientistas já demonstraram
04:05que pelo menos três propriedades da partícula detectada condizem com a teoria.
04:10Com essa notícia, você deve se lembrar do bóson de Higgs, que foi detectado em 2012. Só que a
04:15descoberta da Glubol não é comparável a ele. O bóson de Higgs é uma partícula elementar, uma pecinha que
04:22faltava para completar o modelo padrão. Já a Glubol é uma partícula feita de partículas
04:27elementares, que são os gluons. Então essas duas descobertas estão em categorias bem diferentes.
04:33Agora, o nosso editor Bruno Garatoni vai desmentir uma notícia que circulou pelas redes de maneira bem
04:39distorcida. Esse é o quadro Não É Bem Assim. Espátulas, colheres e outros utensílios culinários de
04:46plástico preto contém substâncias retardantes de fogo e liberam esses compostos que podem causar
04:53câncer e disfunções hormonais na comida. Foi o que mostrou um estudo publicado por cientistas da
04:59Holanda e dos Estados Unidos. Na verdade, não. Não é bem assim.
05:06O estudo constatou que os utensílios pretos liberam 34.600 nanogramas de BDE-209, um produto químico
05:16retardante de fogo, na comida a cada dia de uso dos utensílios. Isso chega bem perto do limite máximo
05:24considerado seguro para a saúde humana, que é 42 mil nanogramas por dia para uma pessoa de 60 quilos.
05:31Então, problemão, certo? Acontece que, após a publicação do estudo, os cientistas perceberam que ele tinha um erro
05:40de digitação. Na verdade, o limite seguro de BDE-209 é 10 vezes maior, 420 mil nanogramas por dia. Ou
05:51seja, os utensílios
05:52de plástico preto estão dentro das normas de segurança por uma grande margem. E se forem usados corretamente,
05:59não apresentam risco nenhum à saúde.
06:03Sabe quando você está no banho ou então logo antes de dormir que vem aquelas perguntas mais malucas na mente?
06:08A gente aqui na Super ama responder essas perguntas. Então vamos lá para a redação para responder as dúvidas de
06:14vocês,
06:14leitores, no quadro Oráculo.
06:19O Rafa perguntou, por que aqui no Brasil a gente chama os laptops de notebooks, sendo que essa palavra
06:27significa caderno em inglês? Bom, até parece um erro, mas não é. Apesar de significar caderno, o termo notebook
06:33também já foi usado em inglês para descrever os computadores, mas ele acabou caindo em desuso.
06:38Ambos os nomes surgiram na década de 80, justamente quando surgiram os primeiros modelos de computadores portáteis.
06:46Laptop é uma variação de desktop, sendo que desk significa mesa e lap significa colo.
06:53Ou seja, em vez de ser um computador de mesa, era um computador para usar no colo.
06:57Já o termo notebook foi escolhido por algumas fabricantes para tentar se destacar no mercado.
07:02Isso porque esses modelos eram, em tese, menores e mais leves que os outros laptops.
07:09Mais ou menos como um caderno mesmo. Era uma jogada de marketing para tentar convencer os
07:14consumidores de que os seus computadores eram mais fáceis de serem carregados por aí do que os dos
07:20concorrentes. Em teoria, os notebooks são mais leves e mais simples que os laptops, que por sua
07:26vez são mais potentes. Essa distinção, no entanto, só funcionou no começo do mercado.
07:31Hoje, com os avanços da tecnologia que permitem mais potência e menos peso, os termos viraram
07:39praticamente sinônimos. Acontece que nos países que falam inglês, o termo notebook caiu em
07:44desuso e fala-se laptop. Já aqui, a palavra que pegou mesmo foi notebook, como vocês devem
07:50saber.
07:51A Sofia perguntou, ler no papel é melhor que ler na tela?
07:56A resposta depende do seu objetivo, mas em geral, sim.
07:59Estudos mostram que o papel é melhor para tarefas que exigem atenção e compreensão
08:04profunda do que está sendo nítido. Isso porque ler no papel ajuda o cérebro a criar
08:09um mapa mental do conteúdo. O leitor consegue se orientar pela posição física das informações
08:15na folha, além de sentir o progresso das ideias e navegar com mais facilidade entre elas.
08:21Estudos mostraram que, em telas, a atenção costuma ficar prejudicada, especialmente quando
08:26é preciso rolar a tela para ler. Pesquisas que monitoram como os olhos das pessoas se
08:31movem ao ler, por exemplo, mostraram que os leitores revisam menos o texto e se distraem
08:37com mais frequência nas telas. Isso não significa, é claro, que as telas
08:41sejam piores para tudo. Para leituras rápidas e para conteúdos multimídia, que misturam
08:47texto, foto e vídeos, elas são eficientes. Mas quando o objetivo é estudar ou se aprofundar
08:53num tema, o papel parece levar vantagem. Da mesma forma, estudos mostram que escrever
08:59no papel, em vez de digitar, também é melhor, já que ajuda a reter mais informações na
09:04memória.
09:05Bom, a gente recebeu uma pergunta no Instagram aqui, que é, quem amacia as chuteiras dos
09:10jogadores antes de um jogo importante? Bom, o jeito mais fácil é com um alargador de
09:16sapatos clássico, que tem moldes de vários tamanhos e geralmente é feito de madeira
09:22ou de metal. Daí é só colocar esses moldes dentro da chuteira, óbvio, num tamanho um
09:27pouco maior que o seu, deixar lá alguns dias e pronto, a chuteira fica mais macia.
09:32Os clubes mais ricos têm máquinas mais sofisticadas. Uma delas é o vaporizador de chuteiras.
09:38É uma máquina em que você coloca a chuteira de pé, como se fosse um copo numa máquina
09:43de lavar louça, e aí ele vai emitir um vapor bem quente. E aí a umidade mais o calor ajuda
09:49a amaciar as chuteiras. Tem outras máquinas, tipo um forno específico pra chuteiras.
09:55E aí, nesse caso, ela aquece o calçado sem umidade. Uma boa pra quem joga no frio.
10:01Isso a gente tá falando da elite do futebol, com muitos recursos e tudo mais, mas tem vários
10:06relatos de métodos caseiros pra amaciar as chuteiras, que envolvem água quente, secador
10:13de cabelo e por aí vai. Tem relatos até de roupeiros, que é o profissional responsável
10:18por cuidar do equipamento e das roupas dos jogadores, em que eles colocam o roupeiro
10:23pra calçar o calçado dos jogadores antes de um jogo ou alguns dias antes. E aí o roupeiro
10:29fica lá com aquele tênis meio apertado e ajuda o jogador.
10:32Se você for seguir alguma técnica caseira de amaciamento de chuteiras, toma muito cuidado,
10:37porque dependendo do que você fizer, pode comprometer a cola do calçado e também
10:43o couro natural.
10:47Falou pela resposta, Rafa. Essa aí foi pra quem ficou com saudades dele aqui na bancada.
10:51E se você também quer ver a sua pergunta aqui no Oráculo, é só escanear o QR Code
10:56que tá aparecendo aí na tela e nos mandar uma mensagem ou vídeo pelo Instagram da Super.
11:00A nossa próxima notícia é sobre um estudo feito por cientistas brasileiros e finlandeses
11:05que saiu na Nature, uma das revistas científicas mais prestigiadas do mundo.
11:09Uma pesquisa identificou mais de 300 novos geoglifos escondidos sob as árvores na região
11:15sul da floresta amazônica. Essas estruturas são enormes símbolos e formas geométricas
11:20escavadas diretamente no solo. As famosas linhas de Nazca, no Peru, são exemplos famosos de
11:26geoglifos construídos por uma civilização que habitou a região há mais de 1.500 anos.
11:32Mas o Brasil não fica atrás na produção de geoglifos. Desde a década de 80, arqueólogos
11:37começaram a encontrar esses símbolos em áreas da floresta amazônica, especialmente
11:41no estado do Acre e regiões próximas. Eles foram construídos por uma civilização
11:46que os cientistas chamam de Akiri. Essas pessoas habitaram a região entre o século 6 a.C. e
11:539 d.C., ou seja, por cerca de 1.500 anos. O problema é que esses geoglifos estão escondidos
12:00sob a mata fechada e por isso não são fáceis de encontrar usando imagens de satélite.
12:05A maioria é descoberta em apenas áreas que são desmatadas.
12:09O novo estudo usou uma inovação tecnológica para driblar esse problema. É a técnica chamada
12:15LiDAR, que vem sendo muito utilizada por arqueólogos nos últimos anos.
12:19Em linhas gerais, ela consiste em aviões ou drones que sobrevoam uma região e emitem
12:24lasers em direção ao solo. Esses lasers refletem nos objetos sólidos e retornam para o aparelho.
12:30Medindo o tempo que demorou para o feixe de luz voltar, é possível construir um mapa
12:34em 3D do relevo abaixo das árvores.
12:37Os cientistas usaram essa técnica para analisar uma área de mais de 4 mil quilômetros quadrados
12:42no sul da Amazônia, incluindo os estados do Acre, Amazonas e pedaços do Peru e da Bolívia.
12:48Foi assim que eles encontraram 396 geoglifos inéditos. Alguns tinham 9 metros de largura e vários
12:55metros de profundidade. Muitos vêm acompanhados de estruturas como estradas e possíveis centros
13:01religiosos, cerimoniais ou políticos.
13:04A grande novidade do estudo, porém, é a nova interpretação que ele traz sobre o tamanho
13:09da civilização Akiri. Por muito tempo, a visão dominante na ciência era de que apenas
13:14pequenos grupos de humanos viviam na floresta amazônica e que nenhuma civilização muito
13:19grande e complexa existia por ali. O novo estudo contradiz essa ideia. Por causa do grande
13:25número de geoglifos encontrados, além dos muitos outros que ainda devem estar escondidos,
13:30os cientistas estimam que, no auge populacional, essa civilização pode ter atingido entre 1 milhão
13:36e 3 milhões de habitantes. Afinal, cada estrutura dessas exige uma grande mão de obra.
13:42Agora a gente vai para um breve intervalo, mas não sai daí que logo depois a gente vai conhecer
13:46os bastidores de um programa que acompanhou animais selvagens na África por 5 anos. Voltamos já!
13:57Estamos de volta com o Mundo Super, o programa semanal da Super Interessante,
14:01aqui na Veja Mais TV. Eu quero convidar você para assinar a Super Interessante. Pelo QR Code
14:07que está aí na tela, você consegue acesso às reportagens e infográficos da nossa equipe
14:11em primeiríssima mão. É bem baratinho e a revista chega fresquinha na sua casa. Aproveita aí!
14:17Agora a nossa repórter Ana Clara vai nos mostrar os bastidores de um programa de vida selvagem
14:22que acaba de estrear. Bora ver!
14:26No Parque Nacional de South Luanga, um santuário natural na Zâmbia, quatro famílias rivais de
14:33predadores disputam o território. Leopardos, hienas, cães selvagens e leões. Apenas uma
14:41conseguirá alcançar o topo da cadeia. Essa é a premissa da nova série documental
14:47Reino Selvagem, da BBC Studios. Ela estreou no dia 27 de agosto no Discovery e na HBO Max.
14:54A obra é narrada por David Attenborough, o querido naturalista britânico que completou
14:59100 anos recentemente. O projeto teve uma produção ambiciosa, usando as palavras da própria BBC.
15:06A série acompanhou os animais ao longo de cinco anos, com mais de 1.400 dias de filmagem.
15:12Para isso, foi necessário um time de 170 pessoas, apenas no período de filmagem. Sendo que mais da
15:18metade eram locais, da própria Zâmbia. A Super Interessante conversou com Simon Blakeney,
15:25o editor da série. Além de acompanhar as gravações, ele assumiu a difícil tarefa de transformar
15:30cinco anos de filmagem em seis episódios.
15:42E aí, alguns detalhes que eu estou curioso sobre.
15:45Então, a série foi filmada por cinco anos em Zâmbia. O que foi o processo de filmagem
15:51como? O que foi o filme de filmagem? O que foi o filme de filmagem? O que foi o filme
15:52ficar lá por longas horas de tempo? Ou eles estavam voltando para trás e volta?
15:56Então, nós tivemos pessoas baseadas lá, que estavam vivendo lá por um período de tempo. Não todos,
16:01mas uma pessoa de pessoas. O que foi um grupo de pessoas que vivem em um parque,
16:06por muito do ano. Então, eles foram lá por um grande tempo,
16:09um, mais outros crews que vêm em out dos Zâmbia e também dos EUA.
16:14Mas o mais importante foi tentar fazer o tempo possível em localização,
16:19porque isso permitiu que nós pudessemos witness os incrível momentos e
16:22hopefully não miss too many coisas. E, assim, nós fizemos
16:27quase 1,400 dias de filmagem lá, que foi um dia muito divertido,
16:32mas um dia muito divertido.
16:33E, assim, nós fizemos um campo lá, que estava no parque,
16:37um, no fences, então nós tínhamos os animais visitando
16:41nós, como nós visitando eles. E, sim, foi um
16:45incrível, incrível, mas também muito incrível.
16:48Sim, e há mais de 170 pessoas lá, e há também
16:52quase 100 Zâmbiais. Como importante foi a local
16:56team para a produção?
16:57Eles foram crucial. Nós não pudemos ter feito isso sem eles.
16:59Nós tínhamos um Zâmbian científico, particularmente, que nós trabalhamos
17:02with very, very closely. They helped us track the animals,
17:05they helped us identify which animals were which,
17:08and which groups were moving around in the parks.
17:10We also worked with a team of incredible wildlife,
17:15specialist wildlife filming drivers,
17:17who, obviously, our cinematographers can do an amazing job,
17:22and are amazing people, but they can only do it when they're in the right place
17:25to film in the first place. So, being able to drive around wildlife
17:28in a way that both gets the camera in the right place,
17:31but also doesn't disturb the wildlife, is a real challenge,
17:34and these people are some of the best in the business.
17:36So, that was really exciting to work with them, too.
17:38Yeah, and the series focuses on four species,
17:41which are wild dogs, lions, leopards, and hyenas.
17:44What went into choosing those species, particularly?
17:48So, they are the four leading carnivores who live in this part of Zambia.
17:55Also, with the exception of the leopards, they're social species,
17:58so it means that you have the family interactions,
18:00which add another level of intrigue and drama to their lives.
18:07And all four of them are very charismatic species.
18:10They all have some similarities, but often very different ways,
18:14like a pack of wild dogs works in one way.
18:17It's very different to a pack of a clan of hyenas.
18:20It's very different to a pride of lions.
18:22So, they each have their own similarities, but also differences,
18:25and I think that was part of the excitement,
18:27is that they all live on top of each other,
18:29but they also live in very different ways.
18:33And in terms of editing, how is it different you edit
18:36these different species in terms of like,
18:38because they all have their own behavior, speed, all of that?
18:43So, I think, I mean, the editing was about sort of,
18:46we were there for a huge amount of time, as I said,
18:48and it means that we had a huge amount of footage,
18:50but what we wanted to do was pick the key moments of the animals' lives
18:54to help the audience understand these individuals.
18:56So, we tried to edit in such a way that we understood
19:00the perspective of the moment.
19:02So, sometimes it would be from the lion's perceptive,
19:04sometimes from the leopards, etc.
19:06And that led the way we did the editing,
19:09but really the sequences sort of told themselves effectively,
19:12because they were the moments in their lives
19:14where they had sort of powerful experiences.
19:19Yes, and that was the thing I was most curious about,
19:22is like, how do you turn hours and hours of footage
19:25into a coherent story?
19:27Like, did you work with biologists
19:29to choose those specific moments
19:30that had to make into the final edit?
19:33So, all the way through, and not just in the edit,
19:35all the way through working very closely with scientists,
19:37and as I say, we sort of, we knew the start point,
19:39we knew what the start of the story was,
19:41but that was all we knew.
19:42Everything, every day unfolded,
19:44something out different unfolded,
19:45it was very difficult to predict,
19:46it was never got it right about what was going to happen next.
19:50And so, we knew where they started,
19:52and by the end of filming, we knew where they finished.
19:53And so, what we did was just compile the key moments
19:57along that journey for each of the species,
19:58especially when they interacted with each other,
20:01to be able to tell their story.
20:03But as you said, yeah, it's a huge amount of footage,
20:05and it did take work to compress down
20:07into five hours of television,
20:09but I think hopefully we captured the lives
20:13of these animals in a way that shows you
20:16sort of both their key and exciting moments,
20:18but also the things that formed
20:22the way they interact with each other
20:23and the way where they interact with their environment.
20:25And the series is narrated by the legend himself,
20:28David Ottenberry, what was it like working with him,
20:31and how did you bring his narrative style into the editing?
20:35Well, I think what he almost uniquely brings
20:38is this ability to tell a story
20:40in a wonderfully engaging way,
20:41but also in a way that you trust
20:43and you feel instantly drawn to.
20:46So, working with him is always a pleasure,
20:49and he is obviously a legend in his own right,
20:51but it means that we can make it very clear
20:58about the scientific and documentary authenticity
21:00of these projects
21:01purely by having him both input to the writing,
21:05but also by doing the narration.
21:07So, it was a joy to work with him, really.
21:11And how is the process?
21:13Did David first make his recordings
21:16and then you edit it all at once,
21:19or does the editing happen while you're shooting?
21:23So, we did a bit of editing while shooting.
21:25Primarily, the editing happened
21:26after the filming had finished,
21:28because then we knew where the stories were going,
21:30we knew what was happening with each of the animals
21:31at the end of the production,
21:33at the end of the filming.
21:34And so then we decided to put the films together,
21:36and as we put the films together,
21:37that we were writing the script for that.
21:40And Sir David also inputted into that
21:43before the final camera course,
21:45which happened right at the end.
21:46Yes, and I was looking through your previous works,
21:51and you've worked in such a lot of different environments,
21:54like the oceans, caves, flash years.
21:57How does the editing process change
21:59between those different environments?
22:01I think the most important thing for any of our films
22:03is that we tell a really engaging story,
22:05that we really get under the skin of the animals
22:07and understand what the challenges they face
22:10and how they deal with them.
22:12So, I don't think the editing process changes
22:14very much depending on where you are,
22:16because a mother looking after her cub
22:18or a male fighting for dominance,
22:21it's a similar story around the world,
22:22but I think the context for them changes massively.
22:25If you're living in a sort of frozen wasteland,
22:28then obviously just surviving,
22:29just getting from day to day is the biggest danger.
22:31If you're living in Sefu with Kingdom,
22:35it's the competition that you face
22:38from all these other animals that live right on top of you,
22:40that's the biggest challenge.
22:41So, I think the context change,
22:43but really the sort of core relatable moments in their lives,
22:47they've got parallels right across the natural,
22:49but also to humans as well.
22:51We face different challenges
22:53depending on where we live and what we do,
22:54and so the context changes,
22:58but often the stories have the same things at their core.
23:02And do you have a favourite animal to work with?
23:05I do love lions.
23:06I've been really lucky to spend quite a lot of time
23:08working with lions, so I do love lions,
23:10but I would say that in Kingdom,
23:12I've got a massive soft spot for the leopards.
23:14They're just such beautiful, beautiful animals
23:17and so regal and gorgeous.
23:19I'm actually looking at a picture of one now around in front of me.
23:21But then I would also say that the dogs,
23:23I've never seen a group of animals
23:26who love each other so much as those wild dogs.
23:29They just want to be with each other.
23:30They just stop when one gets lost and call them in
23:34and they would groom each other.
23:37They would sort of want to be touching each other.
23:39They'd fall asleep on top of each other.
23:40So I think, you know, it's hard to pick,
23:42but I do love lions.
23:44So I'd probably have to pick lions.
23:45Me too, they're so beautiful.
23:47I think my time is up, but thank you so much, Simon.
23:50No problem.
23:50Thank you so much, Tim.
23:53A nossa próxima notícia é sobre biologia
23:56e ela pode soar um pouco assustadora à primeira vista.
24:00Cientistas da Universidade Stanford, nos Estados Unidos,
24:03produziram em laboratório os primeiros vírus
24:05cujo material genético foi escrito por duas inteligências artificiais.
24:09Eles usaram como base um vírus natural chamado Fi-X174.
24:14Ele foi descoberto em 1935 e é um bacteriófago,
24:19ou seja, mata bactérias.
24:21O DNA desse vírus é composto por 11 genes.
24:24Ele foi analisado e processado por duas inteligências artificiais,
24:28batizadas de Evo-1 e Evo-2.
24:31Essas IAs foram criadas pelos pesquisadores
24:34e treinadas com um genoma de 2 milhões de vírus.
24:37Depois da análise, os algoritmos geraram milhares de variações do vírus.
24:41Os cientistas, então, sintetizaram cerca de 300 dessas versões
24:45e 16 delas sobreviveram e conseguiram se replicar em laboratório.
24:49Mais do que isso, elas demonstraram a capacidade de matar bactérias.
24:53Esses vírus fabricados em laboratório foram testados contra cepas resistentes da E. coli,
24:58que vive no sistema digestivo humano e normalmente não causa problemas.
25:03Em alguns casos, porém, essas bactérias podem desencadear infecções graves.
25:08Nos testes, os vírus criados por IA conseguiram matar a E. coli
25:12e evitaram que ela desenvolvesse resistência,
25:15já que os cientistas usaram diferentes vírus sintéticos ao mesmo tempo.
25:19Essa é a ideia dos pesquisadores ao criar vírus sintéticos,
25:23usá-los para combater bactérias resistentes aos antibióticos.
25:27Hoje, esses micróbios são uma ameaça crescente à saúde pública
25:30e a ciência está tentando encontrar novos tratamentos contra eles.
25:34Usar vírus bacteriófagos é considerado seguro
25:36porque eles só conseguem infectar as bactérias
25:39e, em tese, não causam problema algum aos humanos.
25:43Mesmo assim, parte da comunidade científica defende cautela nesse assunto.
25:47Outra equipe de pesquisadores publicou na mesma revista científica
25:51um artigo alertando para os riscos dos vírus artificiais.
25:55Segundo eles, a IA pode acabar gerando vírus perigosos,
25:59impossíveis de conter com os tratamentos conhecidos hoje.
26:01Por isso, os cientistas defendem a criação de regras para controlar essa tecnologia.
26:07O programa já está chegando ao fim, mas como é de costume,
26:09a gente vai deixar as nossas recomendações culturais aqui.
26:12Esse é o quadro Playlist.
26:17Essa vai ser a primeira vez que eu recomendo um jogo de videogame aqui.
26:21Eu gosto muito de games que me fazem trabalhar, com várias tarefinhas assim.
26:25Eu amo terminar o expediente na Super e começar o segundo expediente no console.
26:29O jogo mais clássico desse tipo é Stardew Valley, que eu amo.
26:32Mas isso já é bastante conhecido, então vou recomendar Spiritfarer.
26:36Nesse jogo, você é sucessor de Caronte,
26:39o barqueiro da mitologia grega que transporta as almas para o reino dos mortos.
26:43Seu trabalho é receber as almas dos recém-falecidos,
26:46que são representados por animais,
26:48e realizar os últimos desejos deles antes de partir.
26:52Pode ser desde um prato muito específico até resolver conflitos de relacionamento.
26:56Você também constrói casas para eles dentro do seu barco
26:59e explora o mundo que fica entre o dos vivos e o dos mortos.
27:03Quando os espíritos estiverem preparados,
27:06você transporta eles para o portão do pós-vida.
27:09É um jogo lindíssimo, com diálogos que provocam várias reflexões
27:13e que me fizeram chorar mais de uma vez.
27:15Para a segunda recomendação, a gente vai lá na redação
27:18ouvir o nosso editor Bruno Carbinato.
27:21Oi, mundo super!
27:22Hoje a minha recomendação é de um podcast.
27:25Apesar de não ser um podcast da Super,
27:27ele tem um conteúdo que eu acho que tem tudo a ver com o que a gente produz aqui.
27:31É o Ciência Suja,
27:33um podcast feito por colegas, também jornalistas de ciência,
27:37que conta a história de fraudes e escândalos científicos
27:40que trouxeram malefícios para toda a sociedade.
27:43Tem episódios sobre, por exemplo,
27:46o movimento de vacinas,
27:47eugenia no Brasil,
27:48o agrotóxico,
27:49o negacionismo climático
27:51e vários outros temas.
27:52Os episódios relativamente recentes
27:55sobre a polêmica da polilaminina
27:56são, na minha opinião,
27:58especialmente bem apurados
27:59e valem muito a pena de serem ouvidos.
28:01A melhor parte é que os episódios
28:03não são nem curtos demais,
28:04nem muito longos,
28:05e então é ótimo para ouvir fazendo faxina
28:07ou lavando a louça, por exemplo.
28:09Então, fica a minha recomendação do podcast
28:11Ciência Suja.
28:13O Mundo Super vai ficando por aqui,
28:15mas semana que vem tem mais.
28:16O programa vai ao ar todo domingo,
28:19às 3 da tarde,
28:19no canal Veja Mais TV.
28:21E se você perdeu o programa na TV,
28:23também pode acompanhar a gente pelo YouTube.
28:26Valeu e até mais!
28:27Até!
28:27E aí
28:30E aí
28:39E aí
28:40E aí
28:47Tchau.
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