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  • há 1 semana
Ciência, tecnologia, história, cultura... O Mundo Super é a sua dose semanal de conhecimento apresentada pela redação da Superinteressante.

Em cada episódio, vamos mostrar notícias, curiosidades, entrevistas, dicas e reportagens aprofundadas. A ideia é transmitir em vídeo a mesma experiência da revista: conteúdos sobre os mais diversos temas explicados à nossa maneira, além do óbvio.

O Mundo Super é exibido todo domingo às 15h no Veja+TV, canal lançado em 2025 pelo Grupo Abril. É de graça. Basta estar conectado à internet.

Mundo Super

Quando?

Todo domingo às 15h.
Reprises às quartas, 21h.

Onde?

Canal Veja+TV:

Samsung TV Plus (canal 2059)
LG Channels (126)
TCL (10031)
Roku (221)
App NXTV
site de Veja.

Os episódios também ficarão disponíveis no YouTube.
Transcrição
00:03Em 2023, pesquisadores encontraram uma esfera dourada no fundo do mar do Alasca,
00:08a 3 mil metros de profundidade. Ninguém sabia o que era aquilo. No laboratório,
00:14os cientistas concluíram que era um ser vivo, mas não sabiam se era uma espécie nova ou uma já
00:20conhecida. A resposta veio depois de uma análise de DNA. O que você está vendo na tela é o pedaço
00:26de uma anêmona do mar da espécie Helicantus Daphnai. Essa anêmona existe em oceanos de todo o mundo,
00:33mas só em ambientes difíceis de chegar. Por isso, ela ainda é pouco estudada. A esfera dourada é,
00:39na verdade, uma base chamada cutícula, que costuma ficar escondida nas pedras. Nesse caso,
00:45ela provavelmente foi deixada para trás quando o animal se movimentou, facilitando a descoberta dos
00:50cientistas. Olá, bem-vindos ao Mundo Super, o programa semanal da Super Interessante, aqui no
00:59Veja Mais e também no YouTube. Eu fiquei de fora na semana passada porque a gente gravou um especial
01:04com a Copa dos Brasões, com todos os designers da Super, alguns deles, né? Na verdade, não todos.
01:09Sim, foi bem legal e esse especial está disponível no YouTube. Se você quiser assistir, eu recomendo
01:14fortemente. Isso, mas agora eu já estou aqui de volta para a nossa programação normal. Nossa bancadinha,
01:19é isso aí. Hoje, a gente vai mostrar para você a evidência mais antiga de peste bubônica. Os detalhes
01:25da Steam Machine, que promete ser mais que um console de videogame. Como a NASA vai rebocar um
01:31telescópio no espaço. Tudo isso, e muito mais, logo depois da vinheta.
01:52Na escola, você com certeza estudou a peste negra, que matou milhões de pessoas na Europa no século 14.
01:59Só o que muita gente não sabe é que esse não foi o primeiro surto da doença. Pesquisadores
02:05encontraram evidências da epidemia mais antiga de peste bubônica. Ela aconteceu há 5.500 anos na
02:11Sibéria, 200 anos antes do que se acreditava até então. Os cientistas analisaram restos mortais
02:18em cemitérios perto do lago Baikal, na Rússia. Esse é o lago mais profundo e antigo do mundo. Dos 46
02:25indivíduos estudados, 18 tinham vestígios da bactéria causadora da peste.
02:30As vítimas eram caçadores-coletores, pessoas que não viviam em cidades. Esse detalhe é importante
02:37porque as epidemias de peste negra geralmente são associadas aos centros urbanos, onde era mais fácil
02:42da doença se espalhar. O que a pesquisa mostra é que a bactéria já causava surtos muito antes do
02:48surgimento das grandes cidades. O motivo desse surto em específico foi provavelmente o consumo ou
02:53manuseio de carne de marmotas infectadas pela bactéria. Depois desse primeiro contato, a doença
03:00pode ter se espalhado para o resto da comunidade por tosse ou espirros. Muitas vítimas eram crianças
03:06entre 8 e 11 anos de idade, além de membros da mesma família. Os cientistas sequenciaram o genoma
03:12dessa bactéria ancestral e descobriram que ela é bem diferente daquela que causou os surtos de peste
03:18mais conhecidos. Pra começar, a bactéria antiga não tinha o gene que permitia a transmissão por pulgas.
03:25A gente sabe que a doença da Idade Média, por exemplo, foi espalhada justamente pelas pulgas de
03:30ratos. A peste da Sibéria também não causava inchaços dolorosos, típicos da peste medieval. Por outro
03:37lado, essa bactéria antiga provavelmente provocava uma reação mais exagerada do sistema
03:42imunológico. Uma coisa que desapareceu com o passar do tempo. Agora a gente vai dar a palavra para o
03:47editor Bruno Garatoni, que vai explicar um pouquinho mais sobre como vai funcionar um novo
03:51console chamado Steam Machine. Bora lá!
03:57Os consoles de games são fechados, ou seja, só rodam jogos baixados das próprias lojas online.
04:04Os fabricantes dos consoles, donos dessas lojas, ganham um percentual sobre todos os games vendidos
04:11neles. Esse modelo permitiu que nas últimas décadas os consoles fossem subsidiados.
04:18Sony, Nintendo e Microsoft vendiam o hardware a preço de custo ou até menos para compensar
04:25ganhando no software. A Steam Machine da empresa norte-americana
04:29A Steam Machine da empresa é diferente. Ela parece um console, mas é um PC e, por isso,
04:35tem acesso a todas as lojas online, como Epic Games Store, Microsoft Store, GOG, Nuvem e a própria Steam.
04:44Essa competição toda faz com que, na média, os jogos para PC sejam bem mais baratos do que nos consoles.
04:51A Microsoft já anunciou que o próximo Xbox, cujo nome provisório é Project Helix, também será um PC.
04:59Porém, nesse modelo de negócio, o hardware não é subsidiado. Por isso, especula-se que a Steam Machine
05:07vai custar até mil dólares, o dobro dos consoles atuais. Prepare o bolso.
05:13A Valve teve que adiar a chegada da máquina devido à escassez de memória RAM no mercado.
05:19A maior parte da produção global está sendo consumida pelos data centers de IA, o que fez o preço das
05:26memórias disparar.
05:28Depois que o Bruno gravou esse episódio do Tec, a Valve anunciou os preços da Steam Machine.
05:33Os valores vão de US$ 1.049 até US$ 1.428.
05:38Vamos agora responder às perguntas mais inusitadas que os leitores mandaram para a gente no quadro Oráculo.
05:48A Evelyn pergunta, por que algumas pessoas ficam vermelhas quando bebem?
05:53Bom, o principal motivo é o acúmulo de acetaldeído no sangue.
05:56Essa é uma substância tóxica produzida durante o metabolismo do álcool, depois que você bota a primeira cervejinha para dentro.
06:02Em condições normais, o seu organismo transforma esse acetaldeído em acetato, que é inofensivo e logo é eliminado do corpo.
06:09Só que às vezes você se empolga, bebe mais rápido do que o seu fígado dá conta de processar e
06:15o acetaldeído acumula no sangue.
06:16O corpo vê isso como um ataque tóxico e libera a estamina, que é a mesma substância envolvida nas reações
06:21alérgicas.
06:22Tanto o acetaldeído quanto a estamina dilatam os vasos sanguíneos.
06:26Como o rosto tem vários vasinhos, chega mais sangue para lá e aí a pessoa fica toda vermelha.
06:31Algumas pessoas têm uma variante genética que reduz a atividade da enzima que transforma o acetaldeído em acetato.
06:37Elas ficam mais vermelhas, mais rápido e também podem ter outros sintomas, como taquicardia, dor de cabeça e enjoo.
06:45Essa variante é mais comum em pessoas do leste asiático.
06:48A estimativa é que de um terço até metade das pessoas chinesas, japonesas e coreanas têm uma mutação.
06:54Diogo Nunes pergunta, se um novo estado fosse criado, onde ficaria sua estrela na bandeira do Brasil?
07:00Eu fiquei pensando muito em como eu ia responder essa pergunta, porque na verdade não tem muito como saber.
07:05Mas a posição das estrelas na bandeira não é aleatória, então eu vou explicar alguns critérios que precisam ser seguidos.
07:12A bandeira ilustra o céu do Rio de Janeiro no dia 15 de novembro de 1889, às 8h30 da manhã,
07:19quando foi feita a Proclamação da República.
07:21Todas as estrelas estão posicionadas de acordo com as constelações que estavam no céu naquele dia.
07:26Só que o céu da bandeira está espelhado em relação ao que vemos aqui da Terra.
07:31É por isso, inclusive, que a menor estrelinha do Cruzeiro do Sul está invertida.
07:35No céu ela aparece do lado direito e na bandeira está do lado esquerdo.
07:39Então a gente sabe que a estrela de qualquer novo estado também deve corresponder ao céu do dia da Proclamação
07:45da República.
07:46Daí tem várias opções para escolher. Pode ser uma estrela da constelação de Hidra, para ficar entre o Mato Grosso
07:52do Sul e o Acre.
07:54Ou também pode ser a estrela de uma nova constelação, como o Leão.
07:57A escolha pode levar em conta aspectos estéticos e simbólicos.
08:01Um exemplo é o Distrito Federal, que aparece pequenininho ali embaixo.
08:05Ele faz parte da constelação Oitante, porque quando vemos ela no céu, temos a impressão de que todas as outras
08:11estrelas estão girando em torno dela, trazendo o simbolismo do Distrito Federal.
08:15Também existem cinco opções de tamanho para a estrela. Ela pode ser menor, como o Distrito Federal, ou maior, como
08:21o Pará.
08:22Como não há planos de criar nenhum novo estado em breve, a gente vai ter que esperar para descobrir mesmo.
08:27O Roberto pergunta, algum animal além da abelha produz mel?
08:32Bom, a resposta é sim, mas primeiro a gente tem que definir o que é o mel.
08:36Ele é uma substância viscosa e doce feita a partir da coleta, do processamento e do armazenamento do néctar ou
08:42da seiva de plantas.
08:43Alguns insetos, além das abelhas, fazem isso, como algumas vespas do gênero Brachigastra.
08:49Só que a quantidade produzida é bem pequena e elas são mais agressivas que as abelhas, e por isso a
08:55gente não vê mel de vespa por aí.
08:57Já as formigas pote de mel produzem e armazenam o alimento na própria barriga, que fica inchada e brilhante.
09:04Daí, as operárias se alimentam diretamente do abdômen umas das outras.
09:08O mel de formiga é bastante valorizado pelas comunidades aborígenes lá da Austrália.
09:13Já o mel que a gente come aqui no dia a dia é da abelha melífera.
09:17Mas também existem outras espécies que fazem mel, como as abelhas sem ferrão.
09:21É delas que vem o mel de jatai e o mel de urussu, por exemplo, que tem sabor e texturas
09:28diferentes do tradicional.
09:30Mesmo assim, o mercado desses doces ainda é bem menor.
09:36Se você também quer ver a sua pergunta aqui no oráculo, é só escanear o QR code que tá aparecendo
09:41aí na tela e nos mandar uma mensagem ou um vídeo pelo Instagram da Super.
09:45Antes de falar dessa próxima notícia, eu tenho que admitir que a gente duvidou bastante dessa informação quando leu o
09:51estudo lá na Super.
09:52É que ele envolve um número tão absurdo que a gente quase não acreditou.
09:55Mas é verdade, você vai ver.
09:57É verdade esse bilhete.
09:59Pesquisadores fizeram o primeiro mapa global das redes subterrâneas de fungos.
10:04Pelo mundo todo, elas somam 110 quadrilhões de quilômetros de extensão.
10:09É até difícil imaginar o que significa esse número.
10:12Se a gente pegasse esses filamentos de fungos e colocasse eles em linha reta, daria pra ir e voltar do
10:18Sol 375 milhões de vezes.
10:21Esse universo tá bem debaixo dos nossos pés.
10:24Os fungos são chamados micorrísicos arbusculares e vivem juntos das raízes de plantas.
10:30É uma relação em que todo mundo sai ganhando.
10:33Os fungos ajudam as plantas a absorver água e nutrientes do solo e, em troca, recebem parte do açúcar que
10:39elas produzem na fotossíntese.
10:41Essa dinâmica existe há uns 475 milhões de anos.
10:45Os fungos podem aumentar em até 100 vezes a área em que as plantas usam pra absorver os nutrientes.
10:51Nessa quantidade de terra que eu peguei com uma colher de chá, pode haver até 10 metros de rede de
10:57fungos.
10:58Essa rede é tão importante pro transporte de carbono, água e nutrientes que os cientistas chamam ela de sistema circulatório
11:06do mundo.
11:06Pra descobrir o verdadeiro tamanho desse sistema, os pesquisadores analisaram mais de 16 mil amostras de solo do mundo todo.
11:14Daí, eles usaram a inteligência artificial pra estimar como essas redes se distribuem, levando em conta ambientes como florestas, desertos
11:22e tundras.
11:23O resultado foi esse mapa que você tá vendo aí na tela.
11:26Essas redes representam uma massa equivalente a 300 megatons de carbono.
11:31Algo entre 4 e 6 vezes a massa de todos os seres humanos vivos juntos.
11:37Os fungos estão mais presentes em pradarias, como os pampas gaúchos.
11:41Os cientistas alertam que muitas dessas áreas estão ameaçadas, especialmente pelo avanço da agricultura.
11:47O estudo estimou que grandes áreas de cultivo têm uma densidade de redes 47% menor do que ecossistemas selvagens.
11:55Agora a gente vai pra um breve intervalo.
11:58Na volta, você vai ver uma entrevista com um brasileiro que trabalha na Pixar,
12:02toda aquela história que eu falei no começo sobre a NASA rebocar um telescópio
12:07e, claro, as nossas recomendações culturais da semana.
12:10Fica aí!
12:14Olá, estamos de volta com o Mundo Super.
12:16Eu quero convidar você pra assinar a Superinteressante.
12:20No QR Code que tá aí na tela, você consegue acesso às apurações e reportagens da nossa equipe em primeiríssima
12:27mão.
12:27Custa a partir de R$ 9,90 por mês e a revista chega fresquinha na sua casa. Aproveita aí!
12:33Eu também vou te convidar pra assinar a Newsletter da Super.
12:36Toda semana a gente envia pro seu e-mail as notícias mais lidas do site.
12:41Se você perdeu algum episódio do Mundo Super, a gente também envia o link por lá.
12:45O QR Code pra assinar tá aparecendo aí na tela.
12:48Ô Rafa, você sabia que tem um animador brasileiro trabalhando na Pixar?
12:51Eu só sei porque a gente fez esse roteiro e eu tenho uma leve ideia do que vem por aí.
12:55Perfeito! O Claudio de Oliveira é animador, ele é uma das mentes por trás do Garfinho, da franquia Toy Story.
13:02A nossa repórter Ana Clara conversou com ele e agora a gente vai mostrar uma entrevista exclusiva pra vocês.
13:08Segue aí!
13:08Boa!
13:11Toy Story 5 chegou aos cinemas no dia 18 de junho.
13:15No novo filme acompanhamos o encontro de Woody, Buzz, Jesse e dos outros brinquedos com a tecnologia.
13:21Eles se deparam com uma câmera, um dispositivo em formato de rolo de papel e a temida Lilipad, um tablet
13:29que compete pela atenção das crianças.
13:31Também temos o retorno de Garfinho, personagem introduzido em Toy Story 4 que agora está oficialmente integrado à Turma dos
13:39Brinquedos.
13:40Seu interesse amoroso é a faquinha, que havia aparecido na cena pós-crédito do filme anterior.
13:46Por trás de muitas das cenas de Garfinho está o animador brasileiro Claudio de Oliveira.
13:51Criado em São Paulo, ele trabalha na Pixar desde 2013 e participou de produções como Divertidamente e Os Incríveis 2.
13:59Em conversa com a super interessante, Claudio contou como foi retornar ao universo de Toy Story e dar a vida
14:05a Garfinho mais uma vez.
14:08Claudio, primeiro eu queria saber um pouco das cenas que você fez no Toy Story 5.
14:13Você teve alguma cena com a Lilipad? Teve algum momento mais desafiador de animar? Como é que foi?
14:18Com a Lilipad não necessariamente, porque eu tenho uma história que eu gosto muito com o Garfinho desde o Toy
14:26Story 4.
14:27Então quando a gente tem a oportunidade no início do projeto de conversar com os supervisores e dizer quais são
14:34as nossas preferências,
14:35com qual personagem que a gente gostaria de trabalhar mais.
14:39E eu pedi para fazer o que eu pudesse fazer com o Garfinho.
14:43Então eu acabei ficando mais com ele e com cenas do Buzz Lightyear.
14:49Eu tive só alguns testes com os personagens dos brinquedos digitais.
14:56Porque quando a gente começa num projeto, muitas vezes a gente faz testes com os personagens novos daquele projeto
15:03para entender um pouco mais o que funciona e o que não funciona.
15:09Então, no filme em si, eu acabei não trabalhando com a Lilipad, mas eu trabalhei com os personagens que eu
15:15queria, na verdade.
15:18E falando de personagem novo no Toy Story 4, a gente teve uma prévia da faquinha e agora aparece oficialmente
15:24como o interesse amoroso do Garfinho.
15:26Como que foi explorar essas dinâmicas entre esses dois personagens?
15:30Para mim é interessante porque eu já tenho uma história com eles.
15:33Até no Toy Story 4 eu tive a chance de trabalhar com eles bastante.
15:39Até depois que o filme acabou, nós trabalhamos na série do Fork, que foi para a Disney Plus, de algumas
15:46curtas bem interessantes.
15:50E até naquela cena final do Toy Story 4 do Garfinho com a faquinha, eu acabei animando aquela cena.
15:57Eu e quem era o meu colega de trabalho aqui no momento, ele animou a faquinha e eu animei o
16:05Garfinho naquelas cenas.
16:07Então foi legal ter essa oportunidade novamente de brincar com eles.
16:12E eu tive a oportunidade de animar a cena que eles estão se casando também.
16:18Então foi, para mim, eu adorei.
16:21É sempre, é mais, eu acho que ele é o brinquedo mais brinquedo para mim dos brinquedos.
16:30Porque ele é muito simples e você tem que se virar para achar o que funciona para aquela simplicidade ali
16:36dele.
16:37Com certeza, eu fiquei muito feliz com a cena do casamento deles.
16:39Eu ia te perguntar especificamente sobre ela, mas eu não sabia se você tinha feito.
16:44Mas uma coisa que eu fiquei curiosa é porque eu acho que os personagens do Toy Story, tipo Buzz Lightyear,
16:48eles têm um jeito de falar muito específico que já estão no nosso imaginário.
16:52E eu queria saber como é para você, como animador, trabalhar com essa identidade já estabelecida
16:56e também criar algumas coisinhas novas.
16:57Tem, tem muito esse lado. Tem esse lado de você ter que se ajustar a alguns lados da personalidade do
17:07personagem que já são característicos.
17:10Então quando você trabalha num filme que não é original, sempre tem esse cuidado.
17:15Às vezes a gente tem o que a gente chama de especialistas dos personagens,
17:20que é alguém que já trabalha com aquele personagem em algum outro filme e entende bem o que funciona para
17:26eles ou não.
17:27Então às vezes a gente está recebendo algumas notas do diretor e o que tem que ser ajustado,
17:35mas aí também vem alguém que trabalha junto com a gente e fala o personagem se mexe dessa maneira ou
17:40fala um pouco menos dessa maneira.
17:44Eu também fiz um pouco disso no Garfinho, que a gente tinha animadores que não tinham trabalhado com ele antes
17:52e o normal a gente queria animar, mover ele demais.
17:56Então a maioria das vezes eu tinha que falar, não, é mais simples.
17:59A gente tem que ser mais, prestar mais atenção no material dele e brincar um pouco mais.
18:06Realmente como se a gente estivesse movendo um brinquedo em cima da nossa mesa e brincando com eles.
18:13Com certeza.
18:15Inclusive no filme anterior, o Garfinho era o novato da turma e aí no Toy Story 5 ele já faz
18:20parte da gangue.
18:21Como foi para você acompanhar a evolução desse personagem que se conectou com vários fãs e agora voltar com o
18:27expert do Garfinho nos estúdios da Disney?
18:32Foi muito gostoso porque aqui no estúdio a gente não necessariamente trabalha em todos os filmes, em todos os projetos,
18:40porque os projetos se intercalam.
18:42Então às vezes você está trabalhando em um projeto e um outro passa e você acaba não trabalhando.
18:45E eu não tinha ainda pedido para trabalhar no Toy Story 5 quando eu tive a oportunidade de ir na
18:52D23 que aconteceu aí no Brasil e em São Paulo.
18:56E era uma celebração dos 30 anos do Toy Story e foi legal porque eu consegui sentir como que o
19:05Garfinho era importante para muita gente.
19:08Então depois daquela viagem eu voltei já pedindo para trabalhar no Toy Story e já pedindo para fazer o que
19:18eu pudesse mais no Garfinho em si.
19:20Então é gostoso porque você vê o cuidado e o trabalho que foi colocado no início daquele personagem sem a
19:29gente saber como ia ser aceito ou interpretado o impacto daquele personagem ia ter.
19:37E depois você vê aquilo acontecendo.
19:40É meio que um filho que você está ali ajudando a meio que não a moldar mas ajudando com que
19:52a personalidade deles apareça da melhor maneira possível e aí eles vão para o mundo.
19:58Você não sabe como eles vão ser tratado como eles vão tratar os outros.
20:02Então é legal é meio que você encontrar o seu filho com amigos e amigos de Vinhera e falar bem
20:10dele para você.
20:11Então é aquele sentimento de você sentimento de pai mesmo quanto aquilo.
20:18Com certeza eu acho que a gente tem só mais um minutinho mas eu queria saber você brasileiro como que
20:22a nossa cultura influencia um pouco a sua forma de animar seja nos expressões da mão dos personagens como que
20:28você relaciona.
20:29Sim eu ainda me segura um pouco aqui eu tento às vezes segurar um pouco mas na verdade é algo
20:39muito positivo para nós porque eu acho que a gente tem uma uma gama de expressão corporal muito grande por
20:48causa das influências de tantas culturas e como a gente não só aceita essas culturas vindo mas a gente também
20:56se entrelaça com elas.
20:57Não é não é não é a mesma coisa eu vejo em alguns outros lugares que você pode ter uma
21:03uma uma comunidade grande de vários países mas não eles não necessariamente se juntam no Brasil acho que tem essa
21:14cultura de se juntar então muitas vezes até tem tem sinais que eu que eu cresci fazendo sem saber que
21:20era que era de origem italiana ou de algum outro lugar e aí é legal você você
21:27você perceber isso um fato interessante é que aqui por exemplo ninguém sabe fazer isso mentira ou ou sul-americano
21:40ou a América Central ali é engraçado que você faz aqui é como se você estivesse tentando fazer na mão
21:49esquerda
21:52sim então é um lado interessante que eu às vezes eu tenho que colocar isso nos personagens é um às
21:58vezes não não funciona não encaixa mas eu continuo tentando então se um dia você vê alguém fazendo assim nos
22:02filmes da tua história a chance é que eu que eu tentei colocar isso isso lá
22:10Nesse exato momento tem um telescópio espacial caindo na terra mas calma que a NASA já tem um plano para
22:17contornar esse problema
22:18O observatório New Swift foi lançado ao espaço em 2004 para investigar explosões de raios gama por mais de 20
22:26anos o equipamento ajudou cientistas aqui na terra a estudar esses fenômenos extremos que aparecem e desaparecem muito rapidamente
22:34só que o Swift está perdendo altitude quando ele foi lançado ele orbitava a 600 km acima da terra agora
22:42está a 370 e se nada for feito a tendência é que ele continue caindo até entrar na atmosfera
22:49É normal que esses equipamentos percam atitude com o passar dos anos só que no caso do Swift esse processo
22:55foi acelerado por causa do sol a nossa estrela passa por picos de maior e menor atividade
23:01o pico mais recente aqueceu e expandiu as camadas superiores da atmosfera perto de onde o telescópio estava isso causou
23:09mais resistência e desacelerou o Swift
23:12para resolver isso e não perder o equipamento a NASA contratou uma empresa para enviar uma espécie de guincho espacial
23:18eles fabricaram uma pequena espaçonave para tentar capturar o Swift com seus braços robóticos
23:24depois de ser lançada e chegar ao espaço o robôzinho vai empurrar o telescópio de volta para a órbita mais
23:30alta perto de 600 km
23:33só que essa não é uma operação fácil a NASA já até enviou astronautas para consertar alguns telescópios espaciais tipo
23:40o Hubble
23:40só que dessa vez tudo vai ser feito por um robô que não pode danificar os equipamentos científicos
23:46a Catalyst empresa por trás da missão teve só nove meses para planejar tudo o que é bem pouco para
23:53os padrões de exploração espacial
23:55a NASA está pagando 30 milhões de dólares para Catalyst correr contra o tempo
23:59se tudo der certo a missão pode abrir caminho para uma nova fase da exploração espacial
24:04os satélites antigos não precisariam mais ser abandonados como acontece hoje
24:09os robôs dariam conta de consertar, abastecer ou mover os satélites de lugar se fosse necessário
24:16bom, como já virou tradição a gente vai terminar o programa com as nossas recomendações culturais
24:21esse é o playlist
24:25eu vou recomendar um livro que eu usei para apuração de uma matéria sobre roubos de obras de arte
24:30eu peguei esse livro só para coletar alguns dados mas acabei me envolvendo muito com a história
24:34ele chama a arte do descaso da jornalista Cristina Tardagla
24:38é uma investigação sobre o maior roubo de obras de arte da história do Brasil
24:43que aconteceu em 2006 no Museu Chácara do Céu, no Rio de Janeiro
24:46os assaltantes levaram quadros do Picasso, Monet, Matisse e Dali
24:51que valem uma fortuna juntos
24:53o mais doido é que tudo aconteceu durante o carnaval
24:55então os bandidos se infiltraram em um bloquinho para fugir
24:59é uma história muito chocante com uma apuração de uma jornalista excelente
25:02que fez tudo para solucionar o caso
25:05eu aprendi bastante sobre o mundo do roubo de obras de arte
25:07e o que motiva esses crimes
25:09então fica a dica aí
25:10a minha recomendação é para quem gosta de revista
25:13no ano passado a New Yorker
25:16que é uma das revistas mais importantes do mundo
25:18completou 100 anos
25:20e para celebrar o aniversário
25:21eles lançaram um baita documentário na Netflix
25:24o filme conta a história da publicação
25:26as reportagens marcantes
25:28as capas icônicas
25:29e os altos e baixos que a revista já passou
25:32o documentário entrevista
25:33artistas, jornalistas, críticos de arte
25:36e um monte de gente para entender melhor
25:38o impacto e a importância da New Yorker
25:41beleza, talvez você não esteja acostumado a ler a New Yorker
25:45toda semana eles publicam um calhamaço
25:47que para ser sincero
25:48só não trabalhando nem estudando
25:50para dar conta de ler tudo
25:51mas mesmo assim é um documentário muito bacana
25:54para saber mais sobre jornalismo
25:56e principalmente como é feito uma revista
25:58guardadas as devidas proporções
26:00é um processo bem parecido com o que a gente faz aqui na Super
26:03o documentário sobre o centenário da New Yorker
26:06está na Netflix
26:07o Mundo Super de hoje vai ficando por aqui
26:09você pode assistir a esse e outros episódios
26:11no YouTube da Super também
26:13é isso aí pessoal, valeu e até a semana que vem
26:16até
26:18Tchau
26:19Tchau
26:19Tchau
26:22Tchau
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