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  • há 7 minutos

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Transcrição
00:00E Jaboatão agora tem uma casa especial para atender mães atípicas, com uma grande oferta de serviços,
00:05tanto para a saúde dessas mulheres, quanto para a área de cidadania.
00:10É o primeiro espaço em Pernambuco voltado para esse público.
00:13A rotina da Tainá gira em torno de um amor que exige dedicação em tempo integral.
00:20Mãe de Lorenzo, de 5 anos, diagnosticado com autismo nível 2, ela aprendeu a transformar desafios em cuidado.
00:27Mas pela primeira vez em muito tempo, foi ela quem recebeu a atenção.
00:33Enquanto o filho participava das atividades, Tainá aproveitou um momento de relaxamento com a sessão de massagem.
00:40Um cuidado simples, mas que faz diferença para quem, quase sempre, coloca as próprias necessidades em segundo plano.
00:48Estava tipo, não tinha ânimo, já estava meio que entrando uma depressão, porque você fica, procura uma saída e não
00:55tem.
00:56E a gente tem que ter força para eles, porque sem a gente, temos que correr, lutar.
01:03E aqui abrangiu.
01:07E desde que começou com a roda de conversa, na Feira da Mangueira, ali para as mães,
01:12a gente começou lá com o psicólogo e falamos sobre um lugar para ter para a gente.
01:19E eles foram lá e fizeram.
01:22E hoje estamos muito bem, muito bem mesmo.
01:27Quem convive com a rotina de uma pessoa atípica, sabe que o cuidado vai muito além das consultas e das
01:33terapias.
01:34Também é preciso olhar para quem está ao lado todos os dias.
01:38E é justamente com essa proposta que a Prefeitura de Jaboatão dos Guaranapes inaugurou a Casa Laços que Acolhem.
01:45O espaço oferece atendimento psicossocial, orientação especializada, acompanhamento individual
01:52e uma equipe interdisciplinar preparada para encaminhar as famílias aos serviços da Rede Municipal de Assistência Social,
02:00saúde e educação, de acordo com a necessidade de cada caso.
02:04A gente entende que a nossa equipe, por ser uma equipe multidisciplinar, faz todo esse processo,
02:09tanto de indicação do CIPTEA e todas as outras documentações.
02:13Às vezes é um acompanhamento, um encaminhamento para o benefício do BPC.
02:17Então, aqui a gente consegue fazer realmente essa escuta qualificada, a partir do primeiro momento que ela chega,
02:23e fazer todos os encaminhamentos necessários, tanto de acolhimento aqui na casa,
02:27como também acolhimentos externos que são necessários também.
02:30A história de Rita de Cássia também é marcada pela dedicação.
02:34Mãe de duas crianças autistas, ela participou de uma roda de conversa promovida pela casa.
02:40O encontro reúne famílias para compartilhar experiências, enfrentar desafios em conjunto
02:45e descobrir que ninguém precisa passar por essa caminhada sozinho.
02:50Ontem foi o meu primeiro dia aqui, e assim eu saí renovada, sabendo das coisas, das dificuldades que cada mãe
03:01passa.
03:03E eu acredito que essa casa, eu creio que ela vai em frente para a gente ter um acolhimento,
03:12porque quando eu vim aqui, eu pensei que era até terapias para as crianças, mas não é.
03:18É para a gente ter um momento de lazer, um momento de reflexão, um momento de relaxamento,
03:28que a gente não tem.
03:30Ontem mesmo, a experiência que eu tive na sala de relaxamento,
03:36eu nunca senti o meu pulso, a não ser quando eu estou ansiosa.
03:41E ontem eu senti o pulso quando eu estava calma.
03:45Então isso é importante para a gente no dia a dia.
03:48A Casa Laços que acolhem funciona de segunda a sexta-feira, das oito da manhã ao meio-dia,
03:54e de uma às cinco da tarde.
03:56O espaço é o primeiro de Pernambuco criado especialmente para acolher familiares e cuidadores de pessoas atípicas,
04:04reforçando a ideia de que quem cuida também precisa ser cuidado.
04:08Nós sabemos que muitas vezes essas famílias têm dificuldade de acesso, têm dificuldade de informação,
04:14muitas vezes inclusive pela própria reclusão, de entender que muitas vezes não é para ir para a rua,
04:20porque precisa somente estar em casa cuidando do seu filho.
04:23Muitas vezes são mães, a maioria são mulheres,
04:26e nós sabemos que tem muitas mulheres solo,
04:28e elas ficam muitas vezes isoladas mesmo,
04:30porque entendem que aquela é a condição, que elas precisam se limitar.
04:34Mas aqui a gente conversa, aqui a gente traz essa luz realmente para dizer que ela é mulher,
04:40que ela precisa ser reconhecida como mulher, como pessoa,
04:43como é a mãe que se levanta todos os dias, é.
04:45Mas ela, antes de tudo, é uma mulher que precisa ser vista, precisa ser acolhida.
04:49Obrigada.
04:49Obrigada.

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