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  • há 17 horas
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00:08Muito bom dia, bem você está no ar. Deixa eu te fazer uma pergunta.
00:12Você mulher já chegou no trabalho e ficou com aquela sensação que vão descobrir que você não é boa o
00:18suficiente para ocupar aquele cargo?
00:20Que foi sorte, que você não merece estar ali.
00:23É uma sensação que aperta o peito, que faz a gente se diminuir, mesmo quando tudo em volta mostra o
00:30contrário.
00:30E o pior, muita gente vive assim, em silêncio, achando que é a única.
00:35Mas essa sensação tem nome, se chama síndrome da impostora e atinge mulheres competentes, dedicadas, que conquistaram muito,
00:45mas que ainda assim não conseguem se sentir merecedoras das próprias conquistas.
00:49Dá para trabalhar isso e a gente vai te mostrar como.
00:53Hoje no Bem em Você a gente recebe a terapeuta transgeracional Flávia Távora.
00:59Flávia, tudo bem? Bom dia.
01:00Bom dia, obrigada Thais, obrigada também aos telespectadores.
01:04Esse tema me apaixona, porque fez diferença na minha vida quando eu comecei a entender o que era a terapia
01:11transgeracional
01:12e vai fazer a diferença na vida de muitas pessoas também.
01:15É muito interessante esse tema. Vamos começar falando sobre essa síndrome da impostora, que é muito mais comum do que
01:23a gente imagina.
01:24A mulher que ela chega ali no auge, no sucesso dela e entenda que sucesso é uma coisa muito variável.
01:32O meu sucesso, o seu sucesso, o seu sucesso dela, cada um tem a sua meta de vida.
01:37Então a mulher chega naquela meta de vida ali e não se sente valorizada, não se sente competente, acha que
01:45sempre está faltando alguma coisa.
01:47E muitas vezes ouve de quem está perto, da mãe, do marido, de uma cunhada, ouve que você não é
01:55boa o bastante, que não é suficiente o bastante e não valoriza as suas competências.
02:01Isso é muito comum, não é?
02:02Muito comum. E aí, para explicar um pouco de onde vem essa síndrome da impostora, eu vou falar um pouco
02:08de biologia, tá, Thaís?
02:10Veja, nós somos mamíferos, tá? E mamífero, quando você olha para a natureza, a mãe toma conta do filhote ali
02:17até que ele tenha independência e já possa sair andando e vai para mais longe da mãe.
02:23Nós humanos também temos essa história, né? O bebê depende exclusivamente da mãe e o bebê, né, humano, depende muito
02:30mais tempo, né, desse cuidado da mãe e do pai.
02:34Então, o que é que acontece? Quando nós não nos sentimos vistos pelo pai e pela mãe, a gente cresce
02:41porque a criança, ela nunca vai achar que o problema está com a mãe e o problema está com o
02:44pai.
02:45Assim, que é uma mãe que está indisponível pelas questões dela ou um pai que está indisponível pelas questões dele.
02:50Ela vai sempre achar que a culpa é dela.
02:52Ela já começa a internalizar aquela coisa de que ela não é boa o suficiente, por isso que os pais
02:59não olham para ela, não cuidam dela, não atendem as necessidades emocionais dela.
03:04Já nasce ali na infância, a síndrome da impostora.
03:06Já nasce ali na infância, tá? Então, assim, isso é integrado de uma forma que vai lá mesmo, muito internamente,
03:13assim, vai lá para o inconsciente aquela mensagem de que eu não sou boa o suficiente.
03:18Isso acontece só com as mulheres? Não. Isso também acontece com os homens.
03:22Não se sentir visto, na verdade, é o grande causador desse sentimento de impotência, de insuficiência que a gente acaba
03:30carregando pela vida toda.
03:33E aí, eu vou explicar um pouco, assim, que às vezes não é de fato que os pais não olhem
03:39aquela criança.
03:39Porque vai muito também de como ela percebe, tá? E uma coisa que eu acho importante falar é assim, às
03:45vezes a gente faz comparações do tipo assim, ah, são quatro filhos criados pelo mesmo pai, pela mesma mãe, cada
03:51um tem um jeito diferente.
03:53E, na verdade, a gente, através da terapia transgeracional, a gente sabe que cada filho, na verdade, teve um pai
04:02e uma mãe diferente.
04:03Isso.
04:03Por que diferente? Porque cada filho nasceu em um momento de vida daquele casal. O primeiro filho, por exemplo, viveu
04:12aquela história de que é o primeiro filho, é onde os pais estão aprendendo a ser pais também.
04:17Então, às vezes tem um peso maior, né? Então, vem o segundo, o terceiro. E a posição de nascimento também
04:24traz mandatos familiares, assim, qual a expectativa que a família tem em relação ao primeiro filho?
04:29Qual a expectativa em relação ao segundo? O nome dado, por exemplo, o seu nome é um nome que vem
04:36de origem grega e diz qual é a etimologia do nome, tá aí?
04:40Aquela que precisa ser contemplada, né? A bela que precisa ser contemplada. Então, assim, é por acaso que você tem
04:47o nome de Thaís? Não é por acaso.
04:50Então, a gente já nasce com esses mandatos e o transgeracional, ele vai assim, antes do nascimento, a gente olha
04:57para os 18 meses anteriores ao nascimento.
05:00Então, a gente tem ali os 9 meses anteriores à concepção que tem uma influência muito grande do pai e
05:07a gestação que a gente sabe que tem uma influência muito grande do estado em que a mãe está durante
05:11a vivência daquela gestação.
05:14Então, já tem muita coisa que a gente já vai internalizando antes mesmo de nascer, né? Todas as histórias de
05:21pai e mãe.
05:22Então, assim, o que é que meu pai viveu? A história da minha mãe. Então, tudo isso já é uma
05:26base que nos traz na infância também essa sensação, às vezes.
05:30Se eu fui rejeitada, por exemplo, a sensação de rejeição de um bebê pode ser no momento em que uma
05:35mãe toma um susto quando descobre que está grávida.
05:38Sim.
05:39Não foi planejado. Então, já tem aquele sentimento de rejeição, mas depois entra naquela história. Não, eu quero ter meu
05:46bebê.
05:46Então, tudo isso, Thais, é um universo de informações que o bebê capta. Depois vem o nascimento e vem essa
05:53sensação de não ser visto.
05:55E, às vezes, é isso. Não é que não esteja sendo visto, mas talvez a forma como ele gostaria de
06:00ser visto seja muito superior ao que ele está recebendo.
06:02Então, é como se não atendesse a necessidade.
06:04E aí a pessoa vai levando para a adolescência, para a vida adulta.
06:06Isso, vai levando para a adolescência e para a vida adulta.
06:09Sempre é uma sensação de falta, de que não é capaz, que não é suficiente, mesmo sendo aquela pessoa que
06:15tem vários títulos, às vezes, você falou.
06:18Não é questão de incompetência.
06:20Tem várias formações e, às vezes, você vê pessoas que investem muitas formações para como se dissessem assim, não, quanto
06:27mais estudar, mais preparada eu estou.
06:28Aí você chega na empresa dando o melhor de si, com todos os seus diplomas e o chefe só elogia
06:36quem? O babão, do lado, que não tem metade da sua competência.
06:40Aí você sente o quê? Incompetente.
06:42Você diz, poxa, eu tenho todo esse trabalho, né? Desenvolvo tudo isso, né? Eu atendo o meu chefe nos prazos,
06:50eu faço isso, faço aquilo, não sei o quê.
06:51Mas a outra pessoa que sempre tem um babão em todo canto é o babão, ele leva o elogio e
06:58a pessoa se sente como? Afundada.
07:01Então, tem muita essa coisa da vibração e da energia que a gente tem.
07:06Então, assim, eu vou sempre... Aquela história de semelhante atrai semelhante.
07:09Sim.
07:09Então, se eu já tenho esse sentimento forte de rejeição, de incompetência, eu vou, com certeza, atrair alguém que, de
07:17alguma forma, confirme aquela minha sensação.
07:21Então, aí é onde entra a questão do transgeneracional.
07:23Porque quando a gente começa a olhar essa história, a gente olha pra árvore materna, a gente olha pra árvore
07:28paterna e a gente começa a mergulhar exatamente como é a história dessa mãe, como é que foi a história
07:34dessa mãe com a mãe dela, com o pai dela, sabe?
07:38Pra o pai é a mesma história, como é que foi a relação dele com a mãe, com o pai,
07:43que experiências os avós viveram.
07:45Porque, assim, nós somos uma parte de cada um desses antepassados que a gente tem.
07:51Então, a gente começa a entender pelas datas, a gente vai fazendo estudo, com quem essa pessoa está mais identificada
07:56na árvore.
07:57Então, a gente começa a andar nesse mapa que é a árvore genealógica e a gente começa a descobrir mesmo,
08:06assim, com quem o cliente está identificado na árvore.
08:09Qual a história dessa pessoa que influencia a vida dele hoje.
08:12Então, assim, a grande consciência, a ampliação dessa consciência em relação a essa árvore do que a gente herda e
08:20também do que a gente herda de bom.
08:21Porque tem muita força, tem muita resiliência nos nossos antepassados, nos nossos pais.
08:28Tanto é que nós estamos aqui, né? Se não houvesse essa força, essa resiliência, a gente não estaria aqui.
08:32Então, é possível trabalhar isso, né? É possível quebrar esses ciclos de dores, de defeitos e reforçar as qualidades que
08:43a gente erra.
08:44Perfeito, perfeito. O trabalho é exatamente esse, é ampliar a consciência nesse olhar com amor, com respeito e sem julgamento,
08:52né?
08:52Porque eu acho que a gente, às vezes, tem muito esse olhar de julgamento, fez certo ou fez errado.
08:56E quando a gente sai desse lugar de julgar, que a gente olha só com o amor que aquelas pessoas
09:01tiveram nas escolhas e decisões,
09:03que a gente pode até dizer que foi disfuncional, né?
09:06Algumas escolhas, alguns comportamentos, mas assim, não nos cabe dizer foi certo ou foi errado.
09:11Foi o que cada um conseguiu dar conta naquele momento, né? Nas escolhas, nas decisões, na vida que viveu.
09:19Ô Flávio, eu fui criada pelos meus avós, né? Desde pequena, morei com eles.
09:24E minha avó era uma mulher muito forte e que mandava em casa. Era quem mandava no meu avô.
09:32Aí você acha que eu casei. E quem é que manda lá em casa?
09:35Você.
09:37Claro, né? Não ia casar com um homem que mandasse mais do que eu. Entendeu?
09:43Peso perfeito.
09:44É, então a gente vai reproduzindo essas coisas que são boas. A gente tem que reproduzir. O que não é
09:48bom, a gente corta. Não é isso?
09:50Seu marido acha bom também?
09:52Acha, acha. Eu digo como é pra fazer, como não é pra fazer. E pronto.
09:57E aí se ele não quiser confusão, ele só... Não, Romildo? Se ele não quiser confusão, ele só concorda.
10:03Não.
10:03Não?
10:04Quem manda lá em casa sou eu. Agora quem manda em mim é ela.
10:07Pronto, olha aí. Tá vendo? É a melhor harmonia de uma relação é essa.
10:12Não, eu acho que esse é o equilíbrio, sabe? Se existe o equilíbrio no casal, as escolhas que foram feitas,
10:17perfeito, sabe?
10:19Mas assim, do jeito que a gente reproduz uma coisa que você chama de boa, a gente também reproduz inconscientemente.
10:24Imagine que sua avó não tivesse se separado muito jovem, tivesse criado os filhos sozinha e não tivesse tido uma
10:32outra relação.
10:33Qual é a mensagem que ela tá passando? Fiquei viúva, mas eu sou muito forte, eu vou dar conta de
10:39criar meus filhos sozinha e eu não preciso de homem.
10:42Esse é o recado que vai pro inconsciente desses filhos e pode ir também para os netos, sabe?
10:48Então assim, essas escolhas que são feitas, né? Elas acabam ficando, porque lá no fundo, no fundo, no fundo, imagina
10:55a dor de uma mulher ter perdido o marido jovem,
10:58ter ficado com os filhos para criar sozinha, mas assim, nem sentir às vezes ela se permite.
11:03Sim.
11:04E aí essa dor inconsciente, que não é elaborada, ela acaba passando para gerações futuras.
11:10Então hoje em dia a gente tem muitas mulheres que vivem desse jeito.
11:14Não preciso de homem, eu dou conta da minha vida, né?
11:17E aí a gente olha para a história e vê que na verdade tiveram ali mulheres que precisaram ser muito
11:21fortes e dar conta de filhos sozinhas.
11:24Exatamente.
11:24Então isso vai passando, sabe, Thaís?
11:26Flávia, olha, vou lhe convidar para você voltar aqui mais uma vez para você continuar esse assunto.
11:31Que é maravilhoso.
11:33Fiquei aqui querendo saber mais sobre isso, pena que o tempo da gente é tão curto, mas é muito interessante
11:37a gente fazer esse processo de autoanálise, né?
11:41De saber o que é que a gente herda, muito interessante o assunto.
11:44Perfeito.
11:45Diga seu Instagram para quem quiser lhe seguir.
11:47Tá, meu Instagram é arroba Flávia Távora, underline, né?
11:50Tracinho, terapia.
11:52Maravilha.
11:52Obrigada, viu, pela participação aqui.
11:55E agora a gente vai para um rápido intervalo e daqui a pouco a gente volta com uma conversa importante
11:59sobre a fisioterapia nos idosos.
12:02É já, já.
12:10Eu recebo aqui no estúdio agora a Elisângela Rocha, que é fisioterapeuta e a gente vai falar de um assunto
12:16muito importante, que é a fisioterapia nos idosos.
12:20Tudo bem? Bom dia.
12:22Bom dia, Thaís. Bom dia.
12:23Olha, a gente sabe que o idoso, tem idosos que se cuidam um pouco mais, fazem uma musculação, aí fazem
12:31uma fisioterapia, mas a fisioterapia motora não é a única que deve ser feita no idoso.
12:37A gente trabalha com a fisioterapia também preventiva.
12:41Alguns idosos, eles têm, como você falou, a capacidade de continuar a atividade física.
12:48Outros idosos não, por limitações já da idade, limitações das doenças.
12:53Então a gente trabalha com o idoso também domiciliar para levar autonomia e confiança e a reabilitação desse paciente.
13:01E um ponto muito importante é a fisioterapia respiratória, não é isso?
13:04A partir de que idade o idoso deve começar a se preocupar ou se o idoso tiver alguma comorbidade, ele
13:10tem que fazer a fisioterapia respiratória?
13:13Normalmente a fisioterapia respiratória já é indicada pelo médico que já acompanha o paciente.
13:18Se ele tiver alguma comorbidade ou alguma doença respiratória, é ideal que ele procure já a fisioterapia respiratória para trabalhar
13:26a mobilidade pulmonar, a frequência de respiração,
13:31que também interfere na frequência cardíaca.
13:33Então a gente precisa começar o mais rápido possível essa reabilitação.
13:39Então é todo um fortalecimento que é necessário dessa região aqui do sistema respiratório, principalmente nesse período que está chegando
13:47de inverno, de chuva,
13:49que as pessoas costumam ficar mais gripadas com virose e tudo mais.
13:54Então quando a gente tem um sistema respiratório mais trabalhado, mais forte, ajuda a passar por essas doenças.
14:01Sim, o trabalho da fisioterapia respiratória deixa o paciente preparado para enfrentar essas dificuldades.
14:08É um ambiente mais frio, o idoso quando está chovendo, o tempo chuvoso, tende a ficar quietinho no cantinho e
14:16isso faz com que ele mude o padrão respiratório dele também.
14:19Então ele deve saber como se posicionar para se deitar, levantar e não atrapalhar essa respiração.
14:25E algumas dicas básicas que a gente dá nos atendimentos para que isso também ajude na deglutição, porque às vezes
14:33ele respirando mal ele pode também engasgar.
14:36Então a gente direciona para esse fortalecimento.
14:40E com relação à fisioterapia física na motora, eu estou vendo aqui que você trouxe alguns aparelhos que você utiliza
14:47para fazer a fisioterapia.
14:49Eu acho que esse aqui é o mais comum que tem, né?
14:51Isso.
14:52Que é a faixa?
14:53É, a minibânia, a faixa elástica, né?
14:55Sim.
14:56A gente trabalha a força e a mobilidade do paciente, tanto dos músculos inferiores, como dos superiores, como inferiores, né?
15:05Então a gente trabalha para trazer força e mobilidade.
15:09Sim.
15:10Trabalhamos também com as bolas e a própria percepção do paciente, né?
15:16O trabalho da parte plantar do pé.
15:19Porque uma das coisas que o idoso começa a dar sinais da dificuldade é o caminhar.
15:25Ele começa a caminhar mais devagar, ele começa a tropeçar mais, às vezes pela perda dessa sensibilidade.
15:32Então a gente tem que trabalhar a faixa plantar do paciente para evitar que ele tenha essa dificuldade ao caminhar.
15:39E o risco de queda aumenta também?
15:41Aumenta muito, né?
15:42Aumenta muito.
15:43Então é necessário primeiro dar uma olhada no ambiente que o idoso convive.
15:49E modificar alguns mobiliários, retirar tapetes, verificar se tem algum mobiliário muito pesado que é solto, deixa ele preso.
15:56Porque o idoso começa a caminhar e tocar e esse móvel pode cair ou desequilibrar.
16:03O perigo também do idoso são as quedas.
16:06E a gente deve trabalhar essa prevenção.
16:08Então, tem esses aparelhos aqui que as pessoas, os filhos, os netos, os cuidadores, podem utilizar com o idoso, desde
16:19que sob supervisão de um profissional.
16:22Não vai cumprir esse elástico e fazer uma atividade aí com o teu avô, com a tua avó, que pode
16:27dar ruim, né?
16:28Tem que dar a supervisão de um profissional.
16:30O ideal é que contrate, ou chame, ou convide um fisioterapeuta que faça avaliação das necessidades desse idoso.
16:37E o próprio fisioterapeuta vai indicar as atividades que ele possa fazer, né?
16:43Ele vai acompanhar inicialmente, né? Durante um período.
16:46E quando for descontinuado esse atendimento, o cuidador ou o familiar que toma conta dele pode continuar algumas atividades que
16:54o fisioterapeuta vai deixar.
16:55Oi, Elisângela, mas o que a gente pode ensinar para as pessoas que estão em casa, né?
17:00Sem esses aparelhos, né?
17:01Coisas simples e básicas que se pode, né?
17:04O próprio idoso, né?
17:05A idosa que está, que estão nos assistindo, que eles podem fazer ao acordar, ao alongamento, né?
17:12O idoso, ele está aposentado, né?
17:14Costuma passar muito tempo em casa, sentado, vendo televisão, né?
17:18Aí, quando vai levantar, sente aquela perna pesada, né?
17:21O que ele pode fazer ali, né? Pequenas coisas para melhorar aí no dia a dia?
17:26Manter o idoso em movimento, né?
17:28Isso é muito importante.
17:29O idoso tende realmente a ficar de frente à televisão ou fazendo alguma leitura e muito tempo sentado.
17:35Isso pode trazer algumas dormências pelo tempo que passa na mesma posição.
17:40Então, ele tem que estar sempre se movimentando a cada 20, 30 minutos, levantar e tomar uma água,
17:46que é outro ponto também que o idoso deixa de se hidratar, se movimentar no ambiente que ele está.
17:52Não ficar muito tempo parado, né?
17:53Não permanecer muito tempo parado, né?
17:55Pode fazer pequenas caminhadas, né?
17:57No ambiente que ele tem em casa, se ele mora num prédio, numa área, fazer pequenas caminhadas.
18:03Isso também é bastante importante.
18:05Mas tem alguma coisa assim com o pé que possa fazer dessa maneira, alguma coisa assim?
18:09Sim.
18:10Os alongamentos, né?
18:11Ao acordar, é primordial fazer o alongamento.
18:15Hoje em dia a gente esquece muito de se alongar.
18:18Então, ele já pode começar levantando.
18:22Se alongando que o idoso conhece como se espreguiçar, né?
18:25Sentou, levantou, sentou na cama.
18:27Antes mesmo da bom dia, para a mulher assim do lado, já vai fazendo alongamento.
18:32Fazendo alongamento, ele pode ir para os laterais.
18:37Isso.
18:38Para o outro.
18:38Isso é muito importante.
18:39Ele começa a aquecer a musculatura para só depois se levantar.
18:45Então, ele pode começar a girar os pés.
18:48Pode levantar um pouco e depois baixar.
18:51Porque isso trabalha a força com o próprio peso do corpo dele.
18:56Ele não precisa carregar nenhum equipamento.
18:59Então, esse movimento já ajuda, tanto na mobilidade, né?
19:03Como no ganho da força.
19:05E só então ele levantasse.
19:08Um ponto importante também é o idoso aprender a se levantar da cama.
19:13Sim, isso é importante.
19:14Isso é muito importante.
19:15Não se levantar de vez, jamais.
19:16Não, muitas vezes ele levanta na posição que ele está.
19:19Sim.
19:20E isso é muito ruim.
19:21Se for um idoso que tem algum problema ósseo, né?
19:24De perder a ósseo, isso pode causar até fraturas.
19:26Então, o idoso tem que sempre virar lateralmente para a cama, para depois ele se levantar.
19:32Olha.
19:33Ele tem até mais apoio na cama.
19:35Nunca o idoso se levantar assim de vez.
19:37Isso.
19:37Ele vira de lado e já vai levantando.
19:40Isso.
19:40Até para nós mesmos.
19:41Isso também já é uma forma de levantar corretamente.
19:45Evita lesões de coluna.
19:47Sim.
19:47Ou alguma contração muscular que possa deixar o idoso um pouco dolorido.
19:53Aham.
19:53E com relação à respiração, assim, o idoso pode respirar fundo ao acordar, porque
19:58aí já vai abrindo o pulmão, né?
20:00Isso.
20:01Fazer trabalhos de respiração é simples, né?
20:04Respirar para que o pulmão ele comece a expandir.
20:06E que é mesmo lá.
20:07Isso.
20:07E saudável.
20:08A tendência é o idoso começar a respirar lentamente e curto, né?
20:13Então ele deve parar, fazer respirações mais longas e espaçadas.
20:20E outra coisa, assim, socializar o idoso.
20:23Com certeza.
20:23É importante também.
20:24Muito importante, né?
20:27O familiar tende a deixar o idoso mais protegido, para que ele não saia, para que ele não caia,
20:33para ele não desequilibrar, né?
20:35Perigos também que possam ocorrer dele sair sozinho na rua, não só quedas.
20:39Então tende a limitar um pouco a autonomia do idoso.
20:43Isso não é bom.
20:45Ele pode socializar, né?
20:47Se ele não pode ir só, a família levar em algum lugar, levar para fazer atividades,
20:52levar para fazer passeios, né?
20:54Onde ele possa encontrar outras pessoas.
20:57Principalmente também o idoso que mora sozinho.
20:59Sim.
20:59Às vezes ele começa a se limitar por medo de sair, por medo de cair.
21:05E é preciso que as pessoas da rede de apoio dele comecem a perceber isso e estimular esses passeios, né?
21:11Essa socialização.
21:13Trabalhar o corpo e trabalhar a mente, né?
21:16É muito importante.
21:16Às vezes a gente tem uma vida tão corrida, né?
21:19E a gente esquece de que lá no passado foi quem cuidou da gente, foi quem levou na escola,
21:25foi quem pagou as contas.
21:26E nada mais justo do que a gente retribuir, né?
21:30Tudo isso que foi feito nesse momento aí da vida.
21:34Então é muito importante estar atento, né?
21:38E o idoso vai dando sinais também, né?
21:40Ele vai estando mais cansado, aí você, opa, peraí, a saturação baixou, você, opa, peraí.
21:45É bom ficar atento a esses sinais.
21:47Sim, o idoso que ele tem acompanhamento de alguém cuidando dele, deve estar sempre atento a esses sinais.
21:53Se tem algum dispositivo, um oxímetro, um tensiômetro, fazer esse controle regularmente, né?
22:00O fisioterapeuta, ele já faz a cada visita, já faz esse controle, né?
22:04A gente faz sempre uma inspeção geral antes de começar a atividade.
22:08Porque se a gente identifica alguma coisa, a gente já comunica.
22:11Mas a pessoa que cuida dele deve estar sempre atento, monitorando, verificando.
22:15E algum sinal de mudança, entrar em contato com os profissionais que já atendem esse idoso.
22:21Importantíssimo, hein, gente?
22:22E doutora Elisângela, muito obrigada pela sua participação aqui no programa.
22:25Com essas orientações importantes para as famílias que estão nos assistindo.
22:29Obrigada.
22:30E obrigada pelo carinho da sua audiência.
22:33Amanhã a gente se encontra às 8h35 da manhã, hein?
22:36Cheiro!

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