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  • há 20 horas

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Transcrição
00:00A morte do bar Carlos Henrique Esquivel Bastos, mas pra mim sempre o Bastinhos, me deixou muito triste e de
00:14certa forma melancólico também.
00:17A minha relação com Bastos é desde muito crianças. Fomos colegas desde o primário no Instituto Educacional de Passo Fundo.
00:30Onde ambos nascemos. E as nossas relações, além de pessoais, eram também familiares.
00:38Família do Bastos tinha muita proximidade com a minha família. Pai, tio. E desenvolvemos a nossa infância, adolescência, juventude e
00:56também a idade madura juntos.
00:58Eu brincava com ele. Tu és muito mais velho do que eu. Porque o Bastos nasceu em julho de 1934
01:08e eu nasci em outubro de 1934.
01:12E é muito ruim quando a gente vê que os últimos companheiros estão se indo.
01:20E com o Bastos foi também uma qualidade profissional incomum.
01:28Ele se dedicou ao jornalismo como poucos. Um jornalista sério. Estoube executar as suas funções e as suas atividades por
01:41muitos anos na RBS, mas também em outras mídias.
01:45Mas conosco ele deixou esta marca. Deixou de ser pessoal minha para ser uma marca profissional.
01:54Bastos trabalhava na redação de Zero Hora.
01:58E Lauro Schirmer, que era o diretor de redação, foi convidado então pela gente para dirigir a jornalismo na televisão.
02:10E levou o Bastos juntos.
02:13Entre tantas coisas, as edições, as primeiras edições do Jornal Nacional, inicialmente em experimentação.
02:23E finalmente no ar, o Bastos acompanhou de perto com a qualidade e o talento jornalístico que ele sempre teve.
02:34A gente perdeu um companheiro profissional.
02:39A gente perdeu um companheiro profissional.
02:44Mas eu perdi, sobretudo, um querido, velho e grande amigo.
02:52Vou sentir saudades, Bastinho.
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