- há 4 semanas
Em parceria com videocast Tá na Mesa, A Gazeta traz bate-papo com representantes da escola, que será a primeira desfilar pelo Grupo A
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NotíciasTranscrição
00:05Olá, começamos uma série especial, tá na mesa, carnaval 2025, você piscou e o carnaval já chegou.
00:13Eu sou o Léo Fraga e ao meu lado, Marcos Tito.
00:15Mais uma vez aqui, trazendo agora um tema muito especial, carnaval, que delícia falar de carnaval.
00:20E hoje com a gente, quem tá aqui, Rosas de Ouro da Sé, nós estamos aqui com o Marcelo Braga
00:25e o Michael Celestino, sejam muito bem-vindos.
00:27Muito obrigado pelo convite.
00:30De estar aqui com vocês.
00:31Marcelo, fala pra gente qual a sua função na escola, só pra gente já se contextualizar aqui.
00:36Hoje na escola eu estou com uma enredista, então eu trago essa história pra Avenida da Rosa de Ouro.
00:41E você, Michael?
00:44Então, primeiramente, uma boa tarde a vocês, tá?
00:46Agradeço a vontade de estar aqui.
00:48Meu nome é Michael, eu tô como diretor de carnaval da Rosa de Ouro, nesse carnaval 2025.
00:52Que legal.
00:53E a nossa proposta nessa série especial é justamente trazer ao Fulião, quem for curtir o carnaval lá na Avenida,
01:00ou for assistir de casa mesmo,
01:02que consiga entender a história que a escola vai levar pra Avenida, o que foi pensado por trás do desfile.
01:10E pra nosso bate-papo fica ainda mais saboroso, temos esfirras aqui da fornada da casa.
01:15Maravilha.
01:15Vocês podem ficar à vontade, temos bebida, água, fiquem à vontade.
01:18E já vamos começar com o que a gente quer saber.
01:22Que história a Rosa de Ouro vai levar pra Avenida, Marcelo?
01:26Olha, a gente vai contar exatamente...
01:29O título é um título muito poético, né?
01:32No horizonte a gente veja, mas tem todo um porém desse título ser dessa forma.
01:38A gente vai falar da própria terra, né?
01:41Então, isso foi um pedido da própria diretoria da escola, principalmente um pedido do nosso presidente Francisco,
01:46pra que a gente falasse da terra, da nossa terra.
01:49Então, existe um ponto estratégico da serra que a gente gostaria de falar, que é o Casarão de Carapina.
01:57E o Casarão de Carapina tem uma história muito histórica, né?
02:01Tem muitas coisas que aconteceram naquele local.
02:03E esse é o nosso ponto-chave da construção deste enredo.
02:07Mas só falar dele é muito pouco, parece, né?
02:11Mas não é.
02:13Dessa riqueza de construções que tem nessa história,
02:16que é um trabalho que eu sempre coloco em todos os meus trabalhos no Carnaval,
02:20é preciso falar de onde eu venho,
02:23com todo o respeito a todas as outras escolas também,
02:26que trazem as culturas de fora.
02:29É um trabalho que eu sempre executo,
02:31eu preciso aplaudir de onde eu estou.
02:34Então, sempre ensinar pra nossa população
02:37a nossa própria arte, a nossa própria história,
02:39a gente aplaudir nossos antepassados,
02:43a nossa terra que a gente pisa.
02:44Então, contar da nossa história,
02:47pra mim, é muito, e é sempre relevante.
02:50Então, a gente conta a história desse Casarão,
02:52que é um sítio histórico,
02:53também junto com a igreja de São João Batista,
02:56que também está junto, né?
02:58Que a gente chama aí de São João de Carapina.
03:01Mas a gente foca no Casarão de Carapina.
03:05O nome até, no horizonte, eu te vejo,
03:09foi até na minha, durante as pesquisas que eu estava fazendo,
03:14quando eu percebi que, se você estiver lá em cima,
03:20na minha primeira visita eu percebi isso,
03:23estando lá em cima, você vê tudo.
03:25E se você estiver lá debaixo da avenida,
03:28você o enxerga.
03:31Então, no horizonte eu te vejo,
03:33é uma palavra em duplo sentido.
03:35Se eu estiver passando de carro ou a pé pela avenida,
03:38do horizonte eu estou te vendo.
03:40Se eu estiver em cima desse lugar do Casarão,
03:43eu paro e olho do horizonte,
03:45eu também vejo vocês.
03:46Então, é nesse duplo sentido a localização de onde ele está.
03:50Mas, a gente foi fazer pesquisas,
03:52obviamente, de tanta coisa que passou por aquele lugar.
03:56Mas, historicamente, é muito difícil que a gente tenha bibliografias
04:00sobre o assunto, sobre as regiões,
04:02sobre aonde está passando aquele local.
04:05Então, por conta disso,
04:07é muito complexo que a gente faça um enredo biográfico
04:11pela falta de bibliografia sobre o local.
04:15Desta forma, o que a gente conseguiu,
04:17de material,
04:18tanto de pesquisa de internet,
04:20pesquisa de entrevistas,
04:22dos livros da Igreja de São João Batista,
04:25que falam um pouco daquele local,
04:28foi muito complexo criar um enredo que fosse biográfico.
04:32Mas, a gente tinha dados históricos
04:35que são completamente marcos
04:36e que, assim, vão, são fatos.
04:40A partir desses fatos,
04:42a gente construiu o enredo dessa escola.
04:45E, desses fatos,
04:47principalmente aqueles do olhar popular,
04:50foi assim, isso é muito importante,
04:52isso precisa ser dito,
04:53porque, se as pessoas,
04:56mais de uma pessoa fala sobre o mesmo assunto,
04:59é porque é relevante falar sobre isso.
05:02E, até dessa relevância,
05:04a gente coloca como ponto de vista-chave,
05:06também, durante o percurso do desfile.
05:08Então, a gente vai falar sobre
05:10o casarão de Carapina,
05:12a história dele,
05:13mas a partir de um olhar muito diferente.
05:16Como a gente já sabe,
05:18a história do Espírito Santo,
05:20da colonização,
05:21a gente sabe que foi feita por portugueses,
05:23e também aconteceu isso da Serra da mesma forma.
05:26Então, a gente,
05:27aqui, os nossos ancestrais,
05:30as pessoas que estiveram aqui primeiro,
05:32e são donos dessa terra originalmente,
05:35são os indígenas.
05:37Então, a gente conta essa história
05:38a partir da perspectiva de um indígena,
05:41que já estava aqui.
05:43Ele já estava aqui,
05:44mas conhece uma mulher escravizada,
05:46que chegou nessa terra.
05:48E, a partir do olhar desse casal
05:50que se formou,
05:52eles contam a história do local
05:54onde eles moravam,
05:55em que trabalhavam,
05:57em que foram escravizados.
05:58Mas a gente não fala de dor,
06:00a gente fala de história.
06:02Então, a partir do olhar desses dois,
06:04é que se conta a história desse enredo.
06:06Nossa, já deu curiosidade,
06:08a cabeça já ficou borrulhando
06:10para onde que essa história vai.
06:13Como que vocês vão traduzir essa história,
06:20vão materializar essa história na avenida?
06:23Senhor, meu Deus.
06:24Quando eu é maravilhado.
06:26É, isso.
06:27Fiquei aqui a pensar.
06:29É, assim, meu Deus, o que eu vou fazer?
06:31Porque esses pontos-chave,
06:33como eu comentei,
06:34que foram os contos populares,
06:36as pessoas comentarem sobre um ponto X,
06:39um ponto Y,
06:40que precisam estar lá.
06:42E eu, na minha responsabilidade,
06:44que eu tenho...
06:45Eu sempre vou afirmar isso.
06:47Eu respeito todos os tipos de trabalho.
06:50Mas eu, enquanto ator,
06:53enquanto artista,
06:54que pensa no público,
06:56que esse é o meu diferencial de trabalho,
06:58eu, no carnaval,
06:59eu levo a leitura para as pessoas.
07:02Eu não me preocupo somente
07:04com a leitura do jurado.
07:06Eu me preocupo com a leitura
07:07do público que está pagante.
07:08Isso é um espetáculo que está acontecendo.
07:11É, para mim,
07:12eu sempre vou levar a Avenida
07:14como um teatro de arena,
07:16em que são vários artistas se apresentando.
07:19Tem público assistindo de todas as partes.
07:21A gente precisa respeitar o público.
07:25e a gente precisa apresentar uma arte
07:27para essas pessoas.
07:28E elas têm que entender o que elas estão assistindo.
07:31Então, como levar isso para essas pessoas
07:34sem falar,
07:35nossa, que legal,
07:37que divertido.
07:39Não é só isso.
07:40Eu quero que elas entendam.
07:42E é uma história um pouco complexa
07:44e tem pontos-chave muito marcantes.
07:47Exemplo.
07:48Se diz muito,
07:50muito durante todo o percurso
07:52dessas pesquisas
07:53que o local é assombrado.
07:57Existem construções históricas.
07:59Por exemplo,
08:00o canal dos escravos
08:01que foi feito
08:02ainda existe.
08:03Ainda é um ponto da serra.
08:05Então,
08:06das plantações,
08:07das coisas que aconteceram na serra.
08:09Do desenvolvimento
08:10pelo olhar do horizonte
08:12do casarão.
08:15O casarão
08:16continua permanecendo no mesmo lugar,
08:17mas do horizonte deles
08:18tem várias construções.
08:21Jesus?
08:23Como colocar isso na avenida?
08:26E foi aí o trabalho
08:27de pensar
08:28em como isso pode ser concretizado.
08:31Neste trabalho,
08:33especificamente,
08:34sendo querendo dar spoiler,
08:36mas já dando spoiler,
08:37porque o spoiler já acontece
08:40na própria sinopse.
08:41A sinopse é contada,
08:43ela lida em primeira pessoa.
08:47E quem conta essa primeira pessoa
08:49é o casal.
08:50São esse casal formado
08:52por esse indígena
08:53e essa mulher
08:53que foi escravizada.
08:55Só que eles chegam no final
08:57e dizem
08:58se vocês quiserem
09:00conversar com a gente,
09:02é só chegar aqui
09:03e falar o nosso nome.
09:05Que a gente vai falar com vocês.
09:09O que significa que eles são?
09:14Fantasmas.
09:16Oh!
09:17Já começa
09:19materializar
09:20e o negócio, hein?
09:21Cheio de ideias.
09:22Só que não só
09:23eu pensei exatamente isso.
09:25Pô, que legal,
09:26sou cheio de ideias,
09:27que legal.
09:28Não.
09:29Eu não pensei nisso
09:30sozinho.
09:32Primeiro,
09:32isso tudo
09:33foi construído
09:34porque eu estava
09:35com uma trava
09:35com a comissão de frente.
09:38A coreógrafa
09:39foi que me ajudou.
09:41Ela pensou
09:42em diversas coisas possíveis, né?
09:44E aí,
09:45a gente estava conversando,
09:46conversando, conversando.
09:47eu falei, poxa,
09:48eu gostaria que a narrativa
09:49fosse interessante.
09:50Por que você, olha só,
09:51por que você não
09:52narra dessa forma?
09:54Eu,
09:56legal.
09:57É por aí que eu...
09:58Quando ela me destravou,
09:59eu comecei a destravar
10:00todo o restante.
10:01Porque eu precisava saber
10:02de onde começava
10:03essa história.
10:05Eu, caramba, é isso?
10:07A história começa daqui.
10:09Aí eu comecei a perceber
10:10e visualizar
10:11todo o restante.
10:12Né?
10:13A coreógrafa da nossa
10:13comissão de frente
10:14é a Sarvir,
10:15que é uma amiga pessoal.
10:18E a...
10:19E a gente começou
10:20a planejar
10:21todas as outras coisas
10:21junto.
10:22Então, assim,
10:23a gente planejou
10:24como seria a visão
10:25da comissão de frente.
10:27Junto com o casal,
10:28comecei a pensar
10:28em possibilidades
10:29do casal.
10:30Então, foi uma construção
10:31tão coletiva
10:32e tão gostosa
10:33que eu falei,
10:33caramba,
10:33que legal,
10:34a partir daqui.
10:35Como trabalho em coletivo
10:36também é diferente
10:37porque estou lidando
10:37com outro artista.
10:39Lidar com outro artista
10:40facilita muito o trabalho.
10:41Então, assim,
10:43a cabeça pensante
10:44não é a cabeça pensante
10:45sozinha,
10:45é uma cabeça pensante
10:46que tem outros impulsos
10:47que ajudam a pensar
10:48também nisso.
10:50Então, começou
10:51a se concretizar
10:51a partir daí.
10:52Então,
10:53dividido em três setores.
10:55Então,
10:56o primeiro setor
10:57de quem são as pessoas
10:58que estão existindo
11:01neste local,
11:02né?
11:02Que é onde está
11:03acoplado
11:04comissão de frente,
11:05casalmissão da porta-bandeira,
11:07baianas, né?
11:08Quem são as pessoas
11:08que residem neste local
11:10que falam neste enredo.
11:12No segundo setor,
11:13quais são as coisas
11:14efeitos que aconteceram
11:16neste ambiente?
11:17E no terceiro setor,
11:18o que está acontecendo
11:20a partir de agora
11:21e que ainda resiste,
11:22persiste
11:22e que não vai ser mudado?
11:24Como se fosse passado
11:25o presente e o futuro.
11:26Até porque fica
11:27uma leitura fácil
11:28de ser compreendida
11:29pelas pessoas que assistem
11:31pensando no público.
11:33O jurado
11:34vai ter um caderno
11:36específico
11:36para quem está assistindo,
11:38em que ele vai ler
11:39as coisas.
11:40O público
11:41não vai ter acesso
11:41a isso.
11:42Então,
11:43como que o público
11:43consegue entender
11:45com mais facilidade?
11:46E eu tenho
11:48uma visão artística
11:49do seguinte,
11:50eu sou menos fantasia
11:52e eu sou mais figurino
11:53para que fique fácil
11:55para que o público
11:56entenda
11:56o que ele está assistindo.
11:58Porque a fantasia
11:59é muito bonita,
12:00mas ela não é compreensiva.
12:02Então,
12:03o figurino
12:03ele é muito mais...
12:04Ah,
12:05é isso.
12:06que legal
12:07para que o enredo
12:09consiga fazer isso.
12:10Então,
12:10as peças que eu sei
12:11que foi desenvolvimento
12:12da escola
12:12foram pensadas
12:13nessas estéticas
12:14para que fossem
12:15mais construídas
12:16com um olhar
12:17de facilidade
12:19de compreensão
12:21também.
12:22Maravilha, né?
12:23E a gente sabe
12:24que o carnaval,
12:25além de ser um belo espetáculo,
12:26um grande teatro
12:27a céu aberto,
12:28um maior teatro
12:28a céu aberto que tem,
12:30muitas vezes
12:30a gente tem que fazer
12:31reflexões,
12:32trazem uma crítica social,
12:33uma valorização cultural.
12:34O que a Rosa de Ouro
12:36pode trazer?
12:37O que ela está trazendo
12:38nesse aspecto
12:39com relação
12:39a essas reflexões
12:40ou eventual crítica social,
12:43se essa é uma proposta
12:44de vocês para esse ano?
12:45Ou até fazer conhecida
12:46essa história, né?
12:47Isso.
12:47Que muita gente não conhece.
12:50Existe exatamente
12:50esse lado,
12:51Léo,
12:51que você falou
12:52sobre fazer conhecida
12:53uma história
12:54que não se conhece.
12:55Eu vejo pessoas
12:56tirando foto
12:57neste local,
12:58antes não é mais,
12:59porque agora está
12:59um pouco
13:00com o matagal
13:01muito alto,
13:01mas ao mesmo tempo
13:03a crítica social
13:04de a serra
13:06tem muitas histórias
13:08e são poucos conhecidas.
13:10Pouco se fala da serra.
13:12Às vezes eu vejo
13:13por questões políticas,
13:14não sei,
13:15mas pouco se fala da serra.
13:17Por que pouco se fala da serra?
13:20Faz parte da gente.
13:21Em primeiro lugar,
13:23faz parte da gente.
13:24Então,
13:25no carnaval,
13:27que é uma linha reta,
13:29onde não existe terra
13:31que é melhor
13:31do que a outra terra,
13:33porque tudo é chão,
13:35tudo é barro.
13:37A sua terra
13:37não é melhor
13:38do que a minha.
13:39Todas vão passar
13:40por aqui por igual.
13:42Independente do grupo,
13:44são todas escolas de samba.
13:45Eu vou repetir
13:46só esse finalzinho.
13:49Escolas
13:49de samba
13:51menos
13:53escolas.
13:54E se elas não cumprir
13:55o papel de escolas,
13:57que é de ensinar,
13:59porque eu vejo isso
14:00para mim já enquanto crítica,
14:02porque as escolas
14:03não ensinam,
14:05então a crítica
14:07está a partir daí.
14:09Escolas
14:09têm que ensinar
14:12o nosso...
14:13É que se esquece
14:14que a escola de samba
14:16ela tem um outro papel,
14:18mas em primeiro lugar
14:19ela é uma escola.
14:20Depois é de samba.
14:22Então,
14:23a partir desse momento
14:23já rola a crítica.
14:25A crítica
14:25de que a gente
14:26tem que ensinar.
14:28Principalmente
14:29quando a gente fala
14:29de cultura e de arte
14:31num país
14:31em que é difícil
14:33a gente poder falar
14:33sobre isso às vezes.
14:36Então,
14:36é neste lugar
14:37que a gente fala
14:38a crítica social.
14:40Estou falando
14:40da nossa terra,
14:42do nosso chão,
14:43e o nosso chão
14:44é Espírito Santo
14:45que é esquecido
14:47no Brasil.
14:49Não é o nosso,
14:50nós somos citados
14:51em lugar nenhum.
14:52Verdade, sim.
14:53A gente...
14:54É esquecido no Brasil.
14:55É,
14:55a gente é esquecido.
14:57A gente é sudeste,
14:58mas são citados
14:58os nossos estados
14:59ao redor.
15:01A gente é esquecido.
15:03Então,
15:03a gente precisa ser escola
15:05de ensinar
15:06que todo mundo
15:06é igual,
15:07que nosso espaço
15:08é igual
15:09e que a gente vai
15:09passar por igual
15:10e que essa avenida
15:11todo mundo
15:12vai pisar.
15:14O seu calçado
15:16não é melhor
15:16que o meu.
15:17Eu vou pisar nele
15:18com o meu chinelo.
15:20Porque ele é chão.
15:21todos são protagonistas.
15:23Todos são protagonistas,
15:25independente de onde
15:25quer que sejam.
15:27E pensando nisso,
15:29onde todos
15:29são protagonistas,
15:30que você tem
15:31envolvimento
15:32da comunidade
15:34se envolvendo
15:34com o tema também,
15:36que ao pensar
15:37no carnaval,
15:38como você disse,
15:38não se faz sozinho.
15:40Então,
15:40tem o movimento
15:40das pessoas.
15:42Como que a comunidade
15:43lá de Rosas de Ouro,
15:45lá de Serra,
15:47recebeu
15:47esse São Benredo?
15:49Acho que o Maico
15:50consegue falar
15:50um pouquinho mais
15:51sobre a região.
15:52Aquele morador local.
15:54Isso aí.
15:55Então,
15:55o pessoal ficou feliz,
15:56gostou bastante.
15:58Eles estavam
15:58cobrando isso mesmo
15:59da gente, sabe?
16:01De olhar mais
16:02para a comunidade,
16:03de ser mais presente
16:04na comunidade.
16:05E a gente está vindo
16:05com essa proposta
16:06de falar da Serra,
16:07que é o município
16:08da escola.
16:09A gente está com
16:09outras propostas também
16:10pós-carnaval,
16:12porque não vai dar
16:12tempo de fazer,
16:13que eu não posso
16:13falar que é agora,
16:14não vou dar esse spoiler.
16:16De realmente envolver
16:17a comunidade,
16:18trazer a comunidade
16:18presente da escola,
16:20que isso faz
16:20muito necessário.
16:21É o que ele falou,
16:22a gente é uma escola,
16:23precisa formar,
16:25ao invés de contratar.
16:26E para formar,
16:27a gente precisa
16:27ter a comunidade presente.
16:28Então,
16:29esse é um dever de casa
16:30que a gente quer fazer
16:30pós-carnaval.
16:31E falando em
16:32comunidade presente,
16:33coisa boa é quando
16:34a escola passa na avenida
16:36e aqui bancada levanta,
16:37você passa ali
16:38na beirada ali
16:41do parapeito ali,
16:43todo mundo está
16:44vibrando com a escola passar,
16:45mesmo que não conheça
16:46o samba e enredo.
16:47mas a gente sabe
16:48que uma hora
16:49de desfile,
16:49algumas partes
16:50do samba e enredo,
16:51ainda que a pessoa
16:52não conheça,
16:52ela já consegue
16:53abucear algumas palavras.
16:55Tem algum trecho
16:56do samba de vocês
16:57que vocês acham
16:58que vai tocar
16:58o coração das pessoas
16:59a ponto delas levantarem
17:01e fazerem a festa
17:02quando a escola estiver passando?
17:04Eu tenho um,
17:05você tem qual?
17:06Para mim é o refrão.
17:07Qual dos dois?
17:09O primeiro.
17:10Para mim também é o primeiro.
17:11Ele é arrepiante.
17:14Para mim também é o primeiro.
17:15Principalmente porque
17:15ele foi pensando
17:16exatamente em ser um chicletinho.
17:18A canoa vai virar,
17:20olê, olê,
17:21isso se repete,
17:23isso é de fácil pegar,
17:25exatamente porque
17:25a serra está descendo,
17:27a serra está passando,
17:28essa canoa vai virar.
17:30Vamos embora
17:30que a história vai ser
17:31totalmente construída de novo.
17:33Então é muito gostoso.
17:35Maravilha.
17:36Esperar para ver
17:36e aí é sempre
17:37uma grata surpresa
17:39o samba em rezo das escolas
17:41quando você às vezes
17:41não conhece,
17:42porque não frequentou os ensaios,
17:44você não é a sua escola,
17:45talvez da sua comunidade,
17:47do seu município,
17:47mas você lá
17:48no sambão do povo,
17:49na hora que você vê,
17:50você fala,
17:51cara, eu tenho que torcer
17:51para essa escola agora
17:52que eu não conheci.
17:53Olha o samba,
17:53olha o que eles estão apresentando,
17:55olha o que eles trazem para nós,
17:56como não torcer
17:57para que vença o melhor.
17:58Exato.
17:59Não é,
18:00ainda que você possa ter
18:00uma escola do coração,
18:01mas sempre querendo
18:02que vença o melhor,
18:03que todos os quesitos
18:06sejam alcançados,
18:06pelas escolas da melhor forma
18:08e de fato,
18:09que a gente está pensando
18:10em questões artísticas,
18:11mas os quesitos também
18:12são importantes,
18:13para quem não conhece,
18:14é importante falar
18:15o que são esses quesitos
18:16que a escola tem que respeitar,
18:18que ou ora ganha
18:19ou ora perde.
18:21Só para quem não conhece
18:22tanto de carnaval,
18:23entender os quesitos principais
18:24que a escola precisa respeitar
18:27para que consiga,
18:27além de um belo desfile,
18:28também ser técnica.
18:30O que acontece?
18:31Quando a gente está sendo avaliado
18:34pelos jurados,
18:35existem quesitos
18:35quesitos,
18:36que são os pontos
18:37que vão ser avaliados
18:39pelos julgadores.
18:40Esses pontos
18:41é que vão receber pontuações.
18:44Nossa pontuação mínima
18:45é nove.
18:47Então,
18:47o zero não existe,
18:48existe o nove.
18:50Então,
18:51é a partir desses quesitos
18:52que a gente vai receber
18:53nossas notas,
18:54que são
18:55bateria,
18:56comissão de frente,
18:58baianas,
19:00bateria,
19:00bateria,
19:01já falei,
19:02alegorias,
19:03adereços,
19:04evolução,
19:06harmonia,
19:09alegorias,
19:09alegorias e adereços,
19:11sim,
19:12fantasia,
19:13fantasia,
19:16mestrado,
19:16porta-bandeira,
19:18mestrado,
19:19porta-bandeira,
19:19comissão de frente,
19:20falou?
19:20Falei.
19:22Enfim,
19:22são dez quesitos,
19:24basicamente.
19:24Meu Deus,
19:26são dez quesitos
19:26que vão ser avaliados.
19:28Nesses quesitos
19:29que vão ser avaliados,
19:31tudo se julga
19:32a partir de três pontos
19:33de julgadores
19:33e cada ponto de julgador
19:34tem um julgador específico
19:36para cada um
19:36desses quesitos
19:37que foram comentados aqui,
19:39nem todos foram comentados.
19:41E aí,
19:41cada julgador
19:42está pronto
19:43para poder julgar
19:44especificamente
19:45cada um desses quesitos.
19:46E eles recebem
19:48também
19:49o manual do julgador.
19:51O que eles têm
19:52que julgar
19:53de cada um
19:53desses quesitos?
19:54Até para o julgamento
19:55ser completamente
19:58uniforme,
19:59horizontal,
20:00para que não exista
20:00a preferência
20:01do julgador.
20:03Então,
20:04na sala
20:05porta-bandeira
20:05tem diversas coisas
20:07que têm que ser lidas,
20:09que têm que ser observadas.
20:11Nas baianas,
20:12a quantidade mínima
20:13da bateria,
20:14da mesma forma,
20:14tem a sonoridade
20:15da bateria.
20:17Então,
20:17tem vários pontos
20:18que são observados
20:19para que essas notas
20:19desistem.
20:20E pensando assim,
20:23já no dia do desfile,
20:25a Rosa de Ouro,
20:25ela vai abrir
20:26o Carnaval de Vitória.
20:28Talvez assim,
20:29e cria aquela expectativa,
20:30como será que ela vem?
20:32O que vocês podem dizer
20:34para a gente?
20:34Talvez,
20:35dando um spoiler,
20:36adiantar alguma coisinha.
20:37Mais alguma coisinha.
20:38Ou criar uma expectativa
20:39mais ainda, né?
20:39O que podemos esperar
20:40da Rosa de Ouro
20:41abrir no Carnaval de Vitória?
20:45Eu,
20:46particularmente,
20:47eu vou dizer que
20:50o público está sempre
20:52acostumado com mais do mesmo.
20:55Eu não produzo mais do mesmo
20:57e a escola comprou a ideia
20:59de não fazer mais do mesmo
21:00para abrir o Carnaval do Brasil
21:01de escola de samba.
21:04Então,
21:04se querem ver algo
21:06que não é mais do mesmo,
21:08assistam a primeira escola.
21:09Isso aí.
21:10E se a pessoa
21:12não quiser só assistir,
21:13ela ficou interessada
21:14na história da Rosa de Ouro
21:15e quiser participar,
21:17quiser desfilar,
21:18como que ela faz?
21:19Deixo o recado para o pessoal
21:20que ficou interessado
21:21procurar vocês
21:22e se quiser desfilar,
21:23conversar e desenvolver isso.
21:25Como fazemos, Michael?
21:26Só nos programas
21:27nas nossas redes sociais.
21:28Tá?
21:29Rosa de Ouro,
21:29deixa eu confirmar
21:30aqui o arroba certinho.
21:32Acho que é a Rosa de Ouro Oficial, não?
21:33É a Rosa de Ouro Oficial.
21:34Rosa de Ouro Oficial.
21:34Só vou confirmar isso mesmo.
21:36Então,
21:36vai aparecer aqui na tela,
21:37aqui embaixo.
21:38Isso.
21:38Arroba Rosa de Ouro Oficial.
21:39Na dúvida,
21:40tá escrito aqui na tela
21:41que a nossa produção
21:42já está colocando.
21:43Isso.
21:44E faz o contato com vocês.
21:46Isso, manda mensagem no direct.
21:47Vai ser alegria.
21:48Agora, gente...
21:48Rosa de Ouro,
21:49ponto Serra.
21:50Ponto Serra.
21:51Ponto Serra.
21:51Ponto Serra.
21:54É...
21:54Vamos finalizar, então,
21:55agradecendo a presença de vocês.
21:57A gente deseja
21:58um desfile maravilhoso.
22:00Estaremos assistindo
22:02para...
22:02para...
22:02Quando passar...
22:04Hum, nossa,
22:04isso aqui que ele falou
22:05que vai ser...
22:06Ah, então nesse detalhe.
22:06Então a gente vai ligar os pontos.
22:07E você que tá aí assistindo,
22:08também quando estiver participando
22:10lá do desfile
22:11ou desfilando
22:12ou assistindo também,
22:13vai conseguir entender
22:15tudo isso que aconteceu.
22:16Então, mais uma vez,
22:17muito obrigado pela presença,
22:19por compartilhar com a gente
22:20essa história
22:21e essa riqueza cultural
22:22e artística
22:23que é o Carnaval.
22:25Obrigado a vocês.
22:26Eu acho que a gente pode finalizar
22:27comendo uma esfirrinha, né?
22:28Que ninguém...
22:29A gente ficou tão empolgado
22:30com a história
22:30que ninguém comeu.
22:32Eu vou aceitar,
22:33vou aceitar,
22:33vou aceitar.
22:34Valeu, gente.
22:35Até a próxima.
22:36Tchau, tchau.
22:37Tchau, tchau.
22:43Transcrição e Legendas Pedro Negri
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