Pular para o playerIr para o conteúdo principal
  • há 3 meses
O ministro Gilmar Mendes afirmou nesta segunda (1º/6) durante o XIV Fórum de Lisboa que o capitalismo cedeu lugar ao 'tecnofeudalismo'. Segundo ele, grandes plataformas digitais exercem domínio absoluto, ditam comportamentos e transformam cidadãos em 'servos digitais'. Para o ministro, a regulação dessas empresas e da inteligência artificial é vital para proteger os direitos fundamentais e preservar a democracia.

➡️ Acesse o site do Correio para ler a reportagem completa no blog CB. Poder
📽️ Reprodução/YouTube/IDP

Categoria

🗞
Notícias
Transcrição
00:00O capitalismo convencional cedeu lugar na contemporaneidade a uma nova ordem, o tecnofeudalismo.
00:09Nessa configuração, o poder não se estabelece mais pela livre concorrência entre capitais,
00:15mas pelo domínio absoluto exercido pelas plataformas digitais que monopolizam a atenção coletiva,
00:23ditam comportamentos e extraem rendas tanto de usuários quanto de empreendedores.
00:30Os cidadãos assumem a condição de servos digitais.
00:35As empresas pagam taxas para operar nas plataformas administradas pelos novos senhores da terra,
00:42as big techs que hoje pretendem subjulgar e ver curvados diante de si os próprios estados.
00:48O diagnóstico ameaçador e alarmante interpela diretamente a todos nós, democratas.
00:56Estamos diante de uma concentração de poder econômico, informacional e político nunca visto.
01:03Dessa forma se impõe ao constitucionalismo e sua peleja secular contra o poder desmedido
01:10inaugurar uma nova frenetia de luta.
01:13O que vem sendo chamado de constitucionalismo digital é precisamente um movimento que surgiu
01:20com o escopo de, para além da clássica lida do constitucionalismo com o controle do poder estatal,
01:27buscar a limitação do poder privado, dos grandes atores da internet, por meio de reconhecimento,
01:34da afirmação e da proteção dos direitos fundamentais no ambiente digital.
01:41Ao lado da preocupação com a salvaguarda de direitos dos cidadãos,
01:46as autoridades e a sociedade civil devem encarar a regulação das plataformas digitais
01:52e da inteligência artificial não como questões periféricas,
01:56mas como condição de preservação do próprio regime democrático.
Comentários

Recomendado