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  • há 10 horas
O crescimento das vendas pela internet e dos marketplaces tem alterado a dinâmica do comércio de moda em Belém, impondo novos desafios às lojas físicas. Segundo a aposentada Elvira Barreto, que atua na organização da boutique feminina da filha, a mudança no comportamento do consumidor se intensificou após a pandemia, reduzindo significativamente o movimento presencial. “Da pandemia pra cá, uns 30% a 40% das vendas físicas caíram da loja”, relata.

Para enfrentar a concorrência do comércio digital, o negócio familiar precisou se adaptar e incorporar novas formas de venda, apostando em pedidos por telefone e entregas domiciliares, mesmo sem operar um site próprio. Apesar do avanço do e-commerce, Elvira acredita que a experiência presencial ainda mantém relevância, sobretudo entre consumidores mais velhos. “O que os clientes procuram numa loja física é o toque na mercadoria, o olhar, a escolha e o convívio”, afirma, ao defender que a competitividade do varejo local dependerá da capacidade de conciliar atendimento presencial com estratégias de venda remota.

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Transcrição
00:00Olha, mudou bastante. Mudou bastante. Antes a gente tinha mais pessoas na loja, física no caso.
00:08Agora a gente tem muitas vendas através de pedidos por telefone, né?
00:13E eu posso te dizer assim, que eu acho que da pandemia pra cá, uns 30, 40% a venda
00:20física caiu.
00:22Despencou.
00:23Despencou dentro da loja.
00:24É isso. Muitas lojas dentro do marketplace, muitas lojas, marketplaces grandes, muita quantidade de lojas vendendo lá dentro.
00:36As pessoas que não querem, principalmente o público mais jovem, que não quer mais sair de casa, comprar tudo pela
00:42internet.
00:43E aí essa dificuldade a gente não tem.
00:45Agora, por outro lado, o público de uma idade média mais avançada gosta ainda de vir na loja, experimentar, conversar,
00:52ver a mercadoria, pegar.
00:54E aí tem essa vantagem e as desvantagens, né?
00:57Na pandemia. Na pandemia pra cá, a gente entrou nesse processo de vendas online.
01:02Não posso dizer vendas online porque nós não temos site.
01:06A gente trabalha com vendas por entrega.
01:08As pessoas ligam pra loja, né? E a gente entrega.
01:11E tem a possibilidade também de efetuar a troca.
01:13Que nas vendas online é mais trabalhoso.
01:16É só um delivery.
01:16É tipo um delivery, é isso.
01:18Entendi.
01:18Aí, do a pandemia pra cá, foi que a gente começou mesmo a trabalhar com essas vendas.
01:23Inclusive, quando a loja fechou, a gente continuava trabalhando através de vendas, assim, por pedidos mesmo, entrega por telefone.
01:30Olha, eu acredito que é isso.
01:32É o toque na mercadoria.
01:34É o olhar, é a escolha.
01:36E é também, assim, é o convívio com os donos da loja, principalmente a nossa, que é uma boutique pequena.
01:44Então, a gente tem clientes de anos, que vêm aqui muitas vezes nem compram, mas vêm pra bater papo, conversar.
01:50Mas o principal mesmo que eles procuram numa loja física é isso.
01:54É poder olhar e se não gostar da compra, eventualmente tiver que fazer uma troca, eles vêm até a loja
01:59e tem a possibilidade de trocar.
02:01Se se adaptar ao novo comércio, como a gente pode afirmar, sim, ele pode se adaptar, pode conciliar as vendas
02:12por telefone, as vendas online, com as vendas físicas.
02:16Agora, se mantiver naquele padrão de venda pro público mesmo, pro povo, só ir na loja, tá difícil.
02:23Tá difícil de competir.
02:24Você tira pelo shopping, né?
02:25Porque a loja, no shopping a gente vê lojas vazias.
02:28Por quê?
02:29Porque o público compra online.
02:31Aí é isso.
02:32É difícil.
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