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  • há 2 horas
Rubens Magno, diretor superintendente do Sebrae no Pará, destaca o salto no número de micro e pequenos empreendedores no estado, que se aproxima de 500 mil negócios ativos. O gestor aponta que o planejamento financeiro tem sido essencial para dobrar a longevidade média das empresas e detalha os impactos positivos das ações de capacitação para o legado da COP 30.

REPORTAGEM: Gabriel da Mota
IMAGENS: Ivan Duarte

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Transcrição
00:00Essa semana do MEI foi mais uma vez diferenciada.
00:03Por sinal, desde 2009, quando nós assumimos o...
00:06Desde 2019, quando nós assumimos o SEBRAE daqui do estado do Pará,
00:10a gente via que existiam muitas oportunidades de crescer o atendimento do SEBRAE,
00:16crescer o tipo de experiência que o cliente tem com a gente.
00:19E a semana do MEI já existia e a gente viu também que era um grande canal de atuação
00:26com esses pequenos negócios, que na verdade é o início de qualquer pequeno negócio na maioria das vezes.
00:32Tanto que aqui no estado do Pará, por exemplo, a quantidade de MEIs é muito superior à ME e EPP.
00:40E nesse ano a gente fez a maior feira de todos os anos,
00:44fizemos o maior espaço todo climatizado,
00:47mas principalmente com o intuito de trazer experiências modernas,
00:51já que a nossa assinatura esse ano é o futuro do SEBRAE agora,
00:55a gente não podia fazer nada diferente com que o próprio MEI se sentisse um grande empresário.
01:02Na verdade, ele é um pequeno empresário apenas no nome, mas esses caras são realmente gigantes.
01:07A gente tinha um objetivo de 45 mil atendimentos.
01:10Para você ter uma ideia, nós chegamos a quase 100 mil atendimentos.
01:13E a gente fez tudo isso por quê?
01:15É pautado em cima de uma estratégia que nós desenhamos no começo, lá em 2019,
01:20e que hoje a gente avançou muito por conta dessa estratégia.
01:23A primeira delas foi capilarizar o SEBRAE.
01:26Nós somos o único SEBRAE do Brasil que tem presença em 100% do seu território.
01:32Então o estado do Pará hoje é coberto nos 144 municípios com a presença do SEBRAE.
01:36E nós ativamos a semana do MEI em todos os municípios do estado.
01:40Então esses 100 mil é de todo o estado?
01:42100 mil de todo o estado.
01:43100 mil de todo o estado.
01:44Claro que quem puxa tudo isso é Belém, é a capital, pelo maior número de empreendedores,
01:49mas também por conta dessa ativação.
01:53Mas tivemos ativações como essas em mais cinco municípios,
01:56onde tivemos rodadas de negócios, feiras, empreendedores vendendo, cozinha show,
02:02várias programações que fizeram com que esses empreendedores fossem atraídos,
02:07não só para o processo de regularização, que é a semana em que o MEI antecede a entrega
02:14do, entre aspas, imposto de renda do MEI, que é entregue no final do mês de maio.
02:22E a gente aproveita esse período para ajudar os MEIs a fazerem isso.
02:25Então esse é um grande chamariz, mas a gente trabalha nesse momento a formação desse MEI.
02:31Queria confirmar com o senhor alguns números.
02:33São mais de 240 mil MEIs?
02:36Hoje são, hoje são mais de 240 mil MEIs em que a gente já se avizinha para 500 mil
02:43pequenos negócios com MEI e EPP.
02:45Esse número muda diariamente, porque a gente está em um avanço muito grande.
02:48Para você ter uma ideia, quando nós assumimos o SEBRAE, também em 2019,
02:51existiam cerca de 275 mil pequenos negócios entre MEI, MEI e EPP.
02:58E hoje a gente se avizinha a 500 mil pequenos negócios, porque é uma junção de fatores.
03:05O próprio governo do Estado, ajudando com que a economia tenha um processo evolutivo interessante,
03:11faz com que empreendedores se lancem no mercado.
03:13A necessidade de empreender também, porque muitos desses empreendedores, às vezes, têm outras atividades.
03:17E fazem com o MEI uma segunda renda.
03:21E muitos deles migram da sua atividade inicial quando vêem que o negócio começa a prosperar.
03:28Todos os serviços que são disponíveis aos MEIs, eles acontecem em todo momento, em todo ano e nos 144 municípios.
03:36Mas a Semana do MEI, ela tem um Q especial, porque a gente consegue colocar em pauta muitas rodadas de
03:42negócios.
03:43Por exemplo, em que a gente coloca o MEI com a possibilidade de vender para outros parceiros, para grandes negócios.
03:49E aí a Semana do MEI tem essa especificidade.
03:51Nós temos também condição de dar para o MEI uma experiência de feira, de uma feira de eventos para o
03:56MEI,
03:57onde ele vem presencialmente e consegue, nesse momento também, ter, por exemplo, acesso à inteligência artificial.
04:04Ele consegue entender quais são os outros mercados que existem que ele pode atuar,
04:09ou, se ele não tem nada ainda, quais são os mercados que ele pode começar a atender.
04:16Então, a gente tem essa possibilidade real, eu chamo de uma grande feira em que o MEI consegue participar,
04:24como se fosse uma grande convenção, porque ele tem várias coisas para conseguir ver, experienciar e, de repente, investir.
04:31Essa é uma pergunta interessante, porque nós já melhoramos muito esse índice.
04:34Isso no passado não chegava a dois anos, então muitas empresas não chegavam a dois anos.
04:39E acaba sendo uma média brasileira também.
04:41Mas hoje nós alargamos isso.
04:43Na verdade, nós queremos que não aconteça.
04:46Mas hoje esse tempo está em média de quatro anos, ou seja, as empresas já têm um pouco mais de
04:52longevidade,
04:53e isso é bom, apesar de não ser satisfatório ainda para a gente.
04:56Mas, a maioria das vezes, é por falta de planejamento do seu negócio.
05:01E aí, planejamento, a gente fala de diversas coisas, mas o principal é planejamento financeiro,
05:06onde o empreendedor confunde o dinheiro do seu negócio com o dinheiro da sua carteira.
05:12E isso é um problema muito sério.
05:13Precisa haver realmente essa divisão.
05:15Então, esse é um ponto muito crucial, a questão de fluxo de caixa,
05:20e, principalmente, o entendimento da mudança de mercado.
05:25O mercado, ele muda diariamente.
05:28O mercado muda muito rápido.
05:30E se você não tem o planejamento, não está antenado no mercado,
05:34não consegue aumentar e diversificar o seu tipo de canal,
05:38por exemplo, o canal digital.
05:39O canal digital veio para ou aumentar a possibilidade de você vender ou fechar muitos negócios.
05:46Então, dessa forma, é muito importante que o empreendedor fique sempre conectado ao mercado.
05:50O Sebrae é o melhor canal para que traduza o que o mercado faz para ele,
05:54que muitas vezes tem dificuldade para entender.
05:56Cara, isso é também uma fonte interessante, que isso é reflexo do que acontece.
06:02Como nós não somos um Estado muito industrializado,
06:06o nosso processo acontece principalmente com o comércio.
06:09Então, grande parte dos nossos negócios, eles vêm efetivamente do comércio e aí da prestação de serviço.
06:16E eu destaco alguns pontos, como alimentação fora do lar, no vestuário,
06:21que são áreas muito importantes em que o Sebrae tem uma atuação efetivamente muito grande,
06:26porque são as maiores demandas de negócios,
06:28mas também não posso deixar de falar do mercado da construção civil.
06:31E isso foi muito impulsionado pelas obras estruturantes do governo federal,
06:36do governo estadual, do governo municipal com relação à COP.
06:40Então, a gente viu que nos últimos três anos nós tivemos um canteiro de obras.
06:44E a construção civil foi muito importante nesse negócio.
06:47Mas a média sempre, ela também está no ranking entre os top 5 e os top 5.
06:53Mas, nos anos anteriores, a construção civil puxou muito esse negócio.
06:57E aí é uma cadeia muito grande, não estou falando só de mão de obra,
06:59estou falando de toda a cadeia de material, enfim, é uma cadeia realmente muito importante também.
07:03Mas hoje, quem lidera nos serviços é basicamente alimentação, vestuário.
07:09Sem dúvida nenhuma, a pandemia, lamentavelmente, aconteceu,
07:12mas foi um grande impulso para esse tipo de negócio.
07:15Porque as pessoas se obrigaram a fazer um canal diferente de vendas.
07:21O Sebrae já trabalhava com digitalização há muitos anos,
07:24mas nós tivemos dificuldade do mercado entender essa necessidade.
07:28E não era só parar no Brasil todo.
07:31E aí foi um grande momento também que nós vimos uma oportunidade de ajudar os pequenos negócios a se digitalizarem.
07:36Hoje, esse é um mercado muito importante.
07:39Existem negócios, inclusive, que são exclusivamente online.
07:42Mas também nós enxergamos como uma filial de uma loja.
07:46Que você tem a sua loja física e a gente precisa fazer com que o cliente entenda que ali é
07:51um outro canal.
07:51Com características diferentes, com consumidores diferentes, com atitudes diferentes, com estratégias diferentes.
07:57Eu volto mais uma vez à questão da estratégia, da importância de se ter uma estratégia.
08:01E o Sebrae também tem soluções específicas para esse pequeno negócio.
08:05Nós temos a solução completa de ele chegar aqui não sabendo nada e saindo de maneira muito efetiva,
08:12utilizando o seu Instagram, o seu WhatsApp Business,
08:15utilizando a criação de um CRM, de um banco de dados dos seus clientes para ele poder fazer essa gestão,
08:23de ter um site, de ter um portal, enfim.
08:26Nós temos soluções para tudo isso e entregamos para esse cliente.
08:29Mas é um canal extremamente importante em que, como eu falei, nós temos a jornada completa para oferecer para esse
08:37cliente.
08:38A primeira delas é que ele entenda a diferenciação entre o seu dinheiro e o dinheiro do seu negócio.
08:47Essa é a principal delas.
08:48É fazer com que ele tenha uma mente em que ele consiga tirar do seu negócio o seu salário, o
08:53seu pró-labore,
08:54para que ele entenda que são coisas completamente diferentes.
08:58O seu CPF é diferente do seu CNPJ, apesar de ele achar muitas vezes que o CNPJ é o CPF
09:05deles.
09:05Então, essa confusão é a primeira delas.
09:07Depois, o auxílio a crédito, que é um ponto muito importante.
09:10Porque a gente, além de ajudar, nós não somos uma entidade que toma crédito, que entrega recurso para esse cliente.
09:20Mas nós somos, certamente, o principal ente para os pequenos negócios que ajuda na aplicação direta e consciente desse recurso.
09:29Porque não adianta você pegar um dinheiro barato ou conseguir um empréstimo e não saber utilizar.
09:34Porque muitas vezes isso pode ser uma grande âncora para te levar ao fundo e não uma corda para te
09:39salvar se você estiver sendo afogado.
09:42E aí a gente trabalha muito bem nisso.
09:44A prova disso foi uma operação que nós fizemos no período da COP de mais de 156 milhões de reais
09:51para pequenos negócios aqui no Estado.
09:53E foi um dinheiro que ajudou os pequenos negócios a prepararem os seus negócios para a COP.
09:58E, dessa forma, toda essa movimentação financeira era sempre dirigida.
10:04Então, o cara pegava 10 mil, 20 mil, 30 mil.
10:07Todo esse dinheiro nós dávamos a orientação de como ele poderia investir.
10:10Por exemplo, olha, vamos melhorar o teu estoque, vamos cuidar da tua fachada, vamos melhorar o teu sistema.
10:16Tudo tinha a real aplicação dos recursos para esse pequeno negócio.
10:22Eu vejo que o principal problema é a falta de planejamento pelo endividamento dos negócios.
10:27Hoje nós temos negócios muito endividados.
10:29Sim, por muitas vezes uma questão real da própria pandemia, que foi um momento muito delicado
10:35em que nós ajudamos, inclusive, o Estado a fazer o Fundo Esperança,
10:40onde colocamos milhões de quase bi de dinheiro para os pequenos negócios.
10:47E foi um movimento integralmente do governo do Estado, mas que chamou o SEBRAE para ajudar nesse processo.
10:54Isso foi um movimento muito importante.
10:56Mas muitos que não tomaram recursos no Estado, por exemplo, que facilitou porque os juros eram
11:04praticamente zero, os que tomaram no mercado, os juros não estavam baratos, estavam altos
11:08e muitos deles se enrolaram.
11:10Exatamente por não terem planejado a utilização desses recursos.
11:17E aí trouxe o endividamento, trouxe o que a gente chama de sujar o nome.
11:23E dessa forma, isso dificulta, porque qualquer entidade bancária, inclusive regulamentada pelo Banco Central,
11:30ela não pode fazer operações em que a pessoa tenha a restrição.
11:37Mas nós, mais uma vez, atuamos de maneira muito importante, que o SEBRAE tem um fundo que chama FAMP,
11:43Fundo de Amparo às Micro e Pequenas Empresas, onde nós não cedemos o dinheiro, mas nós somos garantidores de muitas
11:49operações.
11:50E aí o FAMP foi, é, na verdade não foi, ele é um instrumento importante para esse tipo de crédito.
11:55Mas ainda assim, são os bancos que decidem a quem dá e a quem não dá.
12:00E dentro dessa forma, como infelizmente parte desses clientes tem restrição, isso impede com que eles tomem crédito.
12:09Mas de novo, o SEBRAE tem também processos internos que ajudam esse cliente a fazer a limpeza do seu nome.
12:17Então a gente tem como sentar com esse cliente, enxergar qual o problema desse cliente e estar dando os remédios
12:23específicos
12:24para ele poder se curar e estar com o nome limpo.
12:26Qual é o teto atual dos meses?
12:2981 mil reais.
12:30Isso é uma questão para eles? É algum problema atualmente?
12:33Não, não é um problema. Na verdade a gente tem lutado, essa é uma bandeira nacional do SEBRAE,
12:38e a gente tem conseguido o pleito realmente importante, é de aumentar esse teto exatamente para fazer com que ele
12:46tenha fôlego maior
12:47e aí a gente está tentando passar a barreira dos 120 mil reais por ano.
12:53Mas isso ainda não existe, é apenas um pleito que a gente batalha muito, mas isso certamente é um ponto
12:58muito importante,
12:59porque ele chega a 80 mil, é um ponto de inflexão importante em que ele fica pensando e agora?
13:04A minha tributação vai aumentar apesar de continuar no simples, de ter simplificado o seu processo de gestão tributária e
13:14financeira,
13:15mas essa mudança ainda assim acarreta custos maiores.
13:18E aí a gente tem sim trabalhado muito, mas essa é uma decisão do governo federal.
13:23Cara, a COP foi extremamente positiva para os pequenos negócios.
13:27Primeiro que o SEBRAE, ele efetivamente entrou de cabeça dentro da COP,
13:32onde nós criamos uma agência exclusivamente chamada agência SEBRAE COP30,
13:38exclusivamente direcionada para os pequenos negócios.
13:41Fizemos uma quantidade de capacitações nunca vistas anteriormente no Brasil, assim, de tão pouco tempo.
13:49Nós criamos a possibilidade de dar crédito, como eu falei anteriormente, junto com o governo do estado.
13:54Isso foi uma operação nossa com o Banpará, que o governo do estado, mais uma vez, foi extremamente parceiro.
14:00E o governo do Helder foi muito dirigente com relação a isso,
14:04que fez com que esses pequenos negócios conseguissem se alavancar.
14:06E a gente entrou com um processo muito grande de treinamento e de capacitação.
14:11Também um ponto importante com o governo do estado foi um processo que eles criaram de capacitação no estado,
14:19que eu realmente não me recordo o nome, tenho que dar uma pesquisada nisso.
14:22Tu lembra, Bruno, qual era a capacita COP30, exatamente?
14:27E o governo do estado criou o capacita COP30, e dentro do capacita COP30,
14:32nós entregamos só no capacita mais de quase 20 mil pessoas capacitadas pelo SEBRAE.
14:38Na verdade, o governo foi um aglutinador de tudo isso, chamando outros entes.
14:43chamou o SESC, o SENAC, o SENAR, enfim.
14:47SESC não, o SENAC, o SENAR e o SENAR, para fazer treinamentos, e a gente criou um grande bolsão.
14:53Então, foi um momento importante.
14:55Eu vejo que um dos legados, por exemplo, é nós termos, entre aspas,
14:59forçado esse empreendedor a se adequar a uma pauta internacional.
15:02Então, outro legado importante é a gente entender agora, como a Amazônida,
15:07que muitos pequenos negócios não tinham tido essa experiência de ter tanto estrangeiro junto,
15:12dele entender que ele é capaz de fazer operações grandes como essa.
15:17Então, nós tivemos a oportunidade, o governo do estado teve a oportunidade de fazer com que o Pará
15:23fosse colocado na pauta mundial, e o pequeno negócio entender que ele é capaz de fazer tudo isso.
15:27Então, hoje a gente é um berço de grandes negócios, de grandes eventos aqui no estado,
15:32e isso deixou também muitos equipamentos, que é legado, mas para os pequenos negócios,
15:37esses equipamentos são legados porque eles estão também trabalhando nesses pequenos negócios.
15:42Fora isso, a capacidade desse pequeno negócio de entender também que ele pode atender mais gente,
15:50porque todos eles ganharam mais dinheiro, atenderam mais ninguém.
15:53Então, foram várias coisas que, principalmente, na minha opinião, foi a mudança de mindset,
15:57foi a mudança de mente, para as pessoas entenderem que o estrangeiro, que o gringo,
16:02não é um bicho de sete cabeças, que a língua é uma barreira, sim, mas é uma barreira limitada,
16:07porque você tem aplicativos que você pode falar, e pessoas também, inclusive no Sebrae,
16:13com o estado e com outros entes, elas foram capazes de estudar, por exemplo, línguas estrangeiras.
16:19Então, a gente via até, tem muitos memes engraçados das pessoas falando inglês, o que eu acho extraordinário.
16:25Muita gente ria daquilo, mas eu achava extraordinário, porque, pensa, quando nós vamos para fora do Brasil,
16:30nós somos essas pessoas, as pessoas que não são fluentes na língua e tentam se comunicar,
16:36mas o brasileiro tem uma coisa muito importante, e o paraense mais ainda, que é a questão da receptividade.
16:42Então, nós somos completamente abertos, se a gente não conseguia falar, a gente fazia mímica,
16:47se a gente não conseguia falar, usava um tradutor.
16:50Os que conseguiam falar muito pouco, se jogavam nesse processo.
16:55Então, mais uma vez, isso é legado também, isso é legado, e o nosso número certamente aumentou
17:00de pessoas que começaram a falar uma língua estrangeira.
17:02Nós montamos também uma zona do empreendedorismo, a Enzone, então essa foi uma ação,
17:07mas não necessariamente foi um legado, apesar da gente tentar, essa foi a nossa principal estratégia,
17:14de criar para a Copa uma zona do empreendedorismo, e a gente está conversando hoje com a Turquia
17:19para ver se eles continuam a fazer isso lá, com os empreendedores de lá.
17:23Foi a primeira vez.
17:24Foi a primeira vez que existiu e nós criamos essa zona do empreendedorismo, a Entrepreneurship Zone.
17:29E essa zona foi extraordinária.
17:32Foi um ponto, certamente, mais falado das ações externas da Copa, e a gente tem dados para isso.
17:39Nós fomos extremamente visitados, toda noite tinham várias atrações culturais, locais, todas locais,
17:45com o intuito, principalmente, de levar a esse cliente estrangeiro, mostrar para ele a cultura brasileira
17:51e a cultura amazônica.
17:52Então, tínhamos produtos de todo o Brasil ali dentro para serem vendidos,
17:56todos esses produtos curados pelo SEBRAE, trabalhados pelo SEBRAE,
18:00seja do norte da cidade lá, mais longínqua, do norte para cima ao sul.
18:07Do leste ao oeste, a gente tinha produtos de empreendedores aqui.
18:11E foi um momento muito importante, porque também nós que fizemos uma casa,
18:15em parceria com o Instituto daqui, do Pará, o pessoal da Agua Arquitetura,
18:23nós fizemos a Casa Pará lá dentro, que foi também uma forma de mostrar a identidade legítima do nosso Estado.
18:29Os que seguiram os nossos conselhos estão muito bem, exatamente por conta do planejamento
18:34e também pela utilização correta desses recursos que foram tomados.
18:38Muita gente também fez investimentos dos seus próprios recursos, então não traz endividamento,
18:44mas certamente a grande maioria deles, se fez a estratégia correta, pôde receber muito mais.
18:50Mas esse é um processo natural, em que você tem picos de onda,
18:55cíclicas, principalmente quando vem um evento como esse.
18:57Nesse ano da Copa, nós tivemos o Sírio, que já é uma movimentação financeira gigante
19:02no nosso Estado, mas que já faz parte do nosso calendário financeiro, digamos assim.
19:08Mas nós tivemos em seguida, no mês seguinte, a Copa.
19:10Então nós tivemos dois Sírios, praticamente, dentro do Estado,
19:14mas um outro Sírio com menos gente,
19:17mas com potencial de colocar dinheiro no mercado tão grande quanto o Sírio.
19:24porque vinham pessoas dolarizadas para cá, então tinha o poder de fazer maiores desembolsos.
19:31Então esse pico naturalmente aconteceu e, obviamente, depois de um pico sempre vem uma queda.
19:36E essa queda aconteceu e é natural.
19:38E a gente sempre falou sobre esse assunto.
19:40Mas a gente vê que essa queda, ela não volta aos patamares normais.
19:44Visto os hotéis, por exemplo, que tiveram um pico muito grande,
19:47mas quando desceram, já não desceram para a ocupação anterior.
19:51Então nós tivemos agora uma vista diferente de um novo patamar,
19:56que não era o patamar antes da Copa.
19:58E agora, eu acho que a minha opinião é que isso precisa ser visto como algo importante,
20:05mas que a gente não pode parar.
20:07Porque todo esse legado que nós falamos anteriormente,
20:09ele precisa continuar sendo aproveitado.
20:11Então os pequenos negócios, nós trabalhamos para que eles entendam que a gente não pode...
20:15Ah, não, eu cresci até aqui, já está bom.
20:17Não, a gente precisa continuar.
20:18E a gente precisa continuar fomentando também a vinda de pessoas para cá.
20:22E é dessa forma que a governadora Hanna, inclusive, tem trabalhado bastante.
20:26Ela tem trabalhado muito a pauta das mulheres,
20:29não só da segurança, que é algo extraordinário,
20:32é a pauta principal da segurança da mulher,
20:34visto que hoje a gente tem problemas sérios de feminicídio.
20:38E ela criou um projeto que ajuda bastante.
20:41Mas também, em paralelo, o Sebrae tem trabalhado com a governadora Hanna
20:45o empoderamento feminino para os pequenos negócios.
20:48Visto que nós temos programas específicos,
20:50chamados o Sebrae Delas, por exemplo,
20:52que são programas destinados para empreendedoras mulheres.
20:56E isso tudo também vem sendo trabalhado há muitos anos
20:59e a gente tem alavancado e corrido bastante com essa pauta,
21:02que faz com que os pequenos negócios,
21:04muitas vezes iniciados por meio,
21:06e é muito importante dizer que a maioria dos pequenos negócios do Pará,
21:09eles são de mulheres, dirigidos por mulheres.
21:13Isso é reflexo também do nosso atendimento.
21:16E é importante mencionar que, de novo,
21:18trazendo o passado e o presente e o futuro,
21:23em 2019, quando nós chegamos,
21:25no último ano, que era 2018,
21:26nós tínhamos cerca de 147 mil atendimentos por ano.
21:30E a nossa estratégia de capitalização,
21:32de crescimento, fez com que o nosso número
21:33se alavancasse de uma maneira absurda.
21:36e o ano passado, em 2015,
21:41nós fizemos mais de 1 milhão e 200 mil atendimentos.
21:44Então, sair de 147 para 1 milhão e 200,
21:48porque tem estratégia, porque tem direcionamento.
21:51E desses 1 milhão e 200,
21:5457% dos atendimentos foram atendimentos para a mulher.
21:57Isso é um número que mostra que o empoderamento feminino é necessário.
22:00A gente precisa fortalecer essa categoria de empreendedores,
22:08que são as empreendedoras,
22:09para fazer com que esse negócio se alavanque cada vez mais
22:13e tenha, principalmente, a perenidade.
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