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00:08Muito bom dia, bem você está no ar. Obrigada pela sua companhia nesta manhã de quarta-feira.
00:14Deixa eu te fazer uma pergunta. Você mulher já chegou no trabalho e ficou com aquela sensação
00:19que vão descobrir que você não é boa o suficiente para ocupar aquele cargo?
00:24Que foi sorte, que você não merece estar ali. É uma sensação que aperta o peito, né?
00:29Que faz a gente se diminuir, mesmo quando tudo em volta mostra o contrário.
00:34E o pior, muita gente vive assim, em silêncio, achando que é a única.
00:39Mas essa sensação, ela tem nome. Se chama síndrome da impostora e atinge mulheres competentes,
00:47dedicadas, que conquistaram muito, mas que ainda assim não conseguem se sentir merecedoras das próprias conquistas.
00:54Dá para trabalhar isso e a gente vai te mostrar como.
00:56Como? Hoje no Bem em Você a gente recebe a terapeuta transgeracional Flávia Távora.
01:03Flávia, tudo bem? Bom dia.
01:04Bom dia. Obrigada, Thais. Obrigada também aos belos espectadores.
01:08Esse tema me apaixona porque fez diferença na minha vida quando eu comecei a entender o que era a terapia
01:15transgeracional
01:16e vai fazer a diferença na vida de muitas pessoas também.
01:19É muito interessante esse tema. Vamos começar falando sobre essa síndrome da impostora,
01:25que é muito mais comum do que a gente imagina.
01:28A mulher que ela chega ali no auge, no sucesso dela e entenda que sucesso é uma coisa muito variável.
01:36O meu sucesso, o seu sucesso, o seu sucesso dela.
01:39Cada um tem a sua meta de vida.
01:41Então a mulher chega naquela meta de vida ali e não se sente valorizada, não se sente competente,
01:49acha que sempre está faltando alguma coisa.
01:51E muitas vezes ouve de quem está perto, da mãe, do marido, de uma cunhada,
01:58ouve que você não é boa o bastante, que não é suficiente o bastante e não valoriza as suas competências.
02:05Isso é muito comum, não é?
02:06Muito comum. E aí, para explicar um pouco de onde vem essa síndrome da impostora,
02:11eu vou falar um pouco de biologia, tá, Thaís?
02:13Veja, nós somos mamíferos, tá?
02:16E mamífero, quando você olha para a natureza, a mãe toma conta do filhote ali,
02:21até que ele tenha independência, já possa sair andando e vai para mais longe da mãe.
02:27Nós humanos também temos essa história, né?
02:29O bebê depende exclusivamente da mãe.
02:31E o bebê, né, o humano, depende muito mais tempo, né, desse cuidado da mãe e do pai.
02:37Então, o que é que acontece?
02:39Quando nós não nos sentimos vistos pelo pai e pela mãe, a gente cresce,
02:45porque a criança, ela nunca vai achar que o problema está com a mãe e o problema está com o
02:48pai.
02:49Assim, que é uma mãe que está indisponível pelas questões dela,
02:52ou um pai que está indisponível pelas questões dele.
02:54Ela vai sempre achar que a culpa é dela.
02:56Ela já começa a internalizar aquela coisa de que ela não é boa o suficiente,
03:02por isso que os pais não olham para ela, não cuidam dela, não atendem as necessidades emocionais dela.
03:08Já nasce ali na infância, a síndrome da impostura.
03:10Já nasce ali na infância, tá?
03:11Então, assim, isso é integrado de uma forma que vai lá mesmo, muito internamente, assim,
03:17vai lá para o inconsciente aquela mensagem de que eu não sou boa o suficiente.
03:22Isso acontece só com as mulheres? Não.
03:24Isso também acontece com os homens.
03:26Não se sentir visto, na verdade, é o grande causador desse sentimento de impotência,
03:33de insuficiência que a gente acaba carregando pela vida toda.
03:37E aí, eu vou explicar um pouco, assim, que às vezes não é de fato que os pais não olhem
03:43aquela criança,
03:43porque vai muito também de como ela percebe, tá?
03:47E uma coisa que eu acho importante falar é assim, às vezes a gente faz comparações do tipo assim,
03:50Ah, são quatro filhos criados pelo mesmo pai, pela mesma mãe, cada um tem um jeito diferente.
03:57E, na verdade, a gente, através da terapia transgeracional, a gente sabe que cada filho, na verdade,
04:05teve um pai e uma mãe diferente.
04:07Isso.
04:07Por que diferente?
04:09Porque cada filho nasceu em um momento de vida daquele casal.
04:13O primeiro filho, por exemplo, viveu aquela história de que é o primeiro filho, é onde os pais estão aprendendo
04:20a ser pais também.
04:21Então, às vezes, tem um peso maior, né?
04:24Então, vem o segundo, o terceiro.
04:26E a posição de nascimento também traz mandatos familiares.
04:29Assim, qual a expectativa que a família tem em relação ao primeiro filho?
04:33Qual a expectativa em relação ao segundo?
04:36O nome dado, por exemplo, o seu nome é um nome que vem de origem grega.
04:41E diz qual é a etimologia do nome Thaís?
04:44Aquela que precisa ser contemplada, né?
04:47A bela que precisa ser contemplada.
04:49Então, assim, é por acaso que você tem o nome de Thaís?
04:52Não é por acaso.
04:54Então, a gente já nasce com esses mandatos e o transgeracional, ele vai assim, antes do nascimento, a gente olha
05:01para os 18 meses anteriores ao nascimento.
05:04Então, a gente tem ali os 9 meses anteriores à concepção, que tem uma influência muito grande do pai.
05:11E a gestação, que a gente sabe que tem uma influência muito grande do estado em que a mãe está
05:15durante a vivência daquela gestação.
05:18Então, já tem muita coisa que a gente já vai internalizando.
05:22Antes mesmo de nascer.
05:23Antes mesmo de nascer, né?
05:24Todas as histórias de pai e mãe.
05:26Então, assim, o que é que meu pai viveu?
05:28A história da minha mãe.
05:29Então, tudo isso já é uma base que nos traz na infância também.
05:33Essa sensação, às vezes, se eu fui rejeitada, por exemplo, a sensação de rejeição de um bebê pode ser no
05:39momento em que uma mãe toma um susto quando descobre que está grávida.
05:42Sim.
05:43Não foi planejado.
05:44Então, já tem aquele sentimento de rejeição, mas depois entra naquela história.
05:49Não, eu quero ter meu bebê.
05:50Então, tudo isso, Thais, é um universo de informações que o bebê capta.
05:56Depois vem o nascimento e vem essa sensação de não ser visto.
05:59E, às vezes, é isso.
06:00Não é que não esteja sendo visto, mas talvez a forma como ele gostaria de ser visto seja muito superior
06:05ao que ele está recebendo.
06:06Então, é como se não atendesse a necessidade.
06:08E aí a pessoa vai levando para a adolescência, para a vida adulta.
06:10Isso, vai levando para a adolescência e para a vida adulta.
06:13Sempre é uma sensação de falta, de que não é capaz, que não é suficiente.
06:18Mesmo sendo aquela pessoa que tem vários títulos, às vezes, você falou.
06:22Não é questão de incompetência.
06:24Tem várias formações.
06:25E, às vezes, você vê pessoas que investem em muitas formações para como se dissessem assim,
06:30não, quanto mais estudar, mais preparada eu estou.
06:32Aí você chega na empresa dando o melhor de si, com todos os seus diplomas e o chefe só elogia
06:40quem?
06:40O babão do lado, que não tem metade da sua competência.
06:44Aí você sente o quê?
06:46Incompetente.
06:46Exato.
06:47Você diz, poxa, eu tenho todo esse trabalho, né?
06:51Desenvolvo tudo isso, né?
06:52Eu atendo o meu chefe nos prazos, eu faço isso, faço aquilo, não sei o quê.
06:56Mas a outra pessoa que sempre tem um babão em todo canto é o babão, ele leva o elogio e
07:02a pessoa se sente como?
07:04Afundada.
07:05Então, tem muita essa coisa da vibração e da energia que a gente tem.
07:10Então, assim, eu vou sempre...
07:11Aquela história de semelhante atrai semelhante.
07:13Sim.
07:13Então, se eu já tenho esse sentimento forte de rejeição, de incompetência, eu vou, com certeza, atrair alguém que, de
07:21alguma forma, confirme aquela minha sensação.
07:25Então, aí é onde entra a questão do transgeneracional.
07:27Porque quando a gente começa a olhar essa história, a gente olha para a árvore materna, a gente olha para
07:32a árvore paterna,
07:33e a gente começa a mergulhar exatamente como é a história dessa mãe, como é que foi a história dessa
07:39mãe com a mãe dela.
07:40Com o pai dela, sabe? Para o pai a mesma história. Como é que foi a relação dele com a
07:45mãe, com o pai?
07:46Que experiências os avós viveram? Porque, assim, nós somos uma parte de cada um desses antepassados que a gente tem.
07:55Então, a gente começa a entender pelas datas, a gente vai fazendo estudo, com quem essa pessoa está mais identificada
08:00na árvore.
08:01Então, a gente começa a andar nesse mapa que é a árvore genealógica, e a gente começa a descobrir mesmo,
08:10assim,
08:10com quem o cliente está identificado na árvore, qual é a história dessa pessoa que influencia a vida dele hoje.
08:16Então, assim, a grande consciência, a ampliação dessa consciência em relação a essa árvore, do que a gente herda,
08:23e também do que a gente herda de bom, porque tem muita força, tem muita resiliência, né?
08:30Nos nossos antepassados, nos nossos pais.
08:32Tanto é que nós estamos aqui, né? Se não houvesse essa força, essa resiliência, a gente não estaria aqui.
08:36Então, é possível trabalhar isso, né? É possível quebrar esses ciclos de dores, de defeitos, e reforçar as qualidades que
08:47a gente erra.
08:48Perfeito, perfeito. O trabalho é exatamente esse, é ampliar a consciência nesse olhar com amor, com respeito e sem julgamento,
08:56né?
08:56Porque eu acho que a gente, às vezes, tem muito esse olhar de julgamento, fez certo ou fez errado.
09:00E quando a gente sai desse lugar de julgar, que a gente olha só com o amor que aquelas pessoas
09:05tiveram nas escolhas e decisões,
09:07que a gente pode até dizer que foi disfuncional, né?
09:10Algumas escolhas, alguns comportamentos, mas assim, não nos cabe dizer foi certo ou foi errado.
09:16Foi o que cada um conseguiu dar conta naquele momento, né?
09:20Nas escolhas, nas decisões, na vida que viveu.
09:23Ô, Flávia, eu fui criada pelos meus avós, né?
09:26Desde pequena, morei com eles.
09:28E minha avó era uma mulher muito forte e que mandava em casa.
09:33Era quem mandava no meu avô.
09:35Aí você acha que eu casei.
09:37E quem é que manda lá em casa?
09:39Você.
09:41Claro, né?
09:41Não ia casar com um homem que mandasse mais do que eu, entendeu?
09:47Feito perfeito.
09:48É, então a gente vai reproduzindo essas coisas que são boas, a gente tem que reproduzir.
09:52O que não é bom, a gente corta, não é isso?
09:54Seu marido acha bom também?
09:56Acha, acha.
09:57Eu digo como é pra fazer e como não é pra fazer.
10:00E pronto.
10:01E aí, se ele não quiser confusão, ele só...
10:03Não, Romildo?
10:04Se ele não quiser confusão, ele só concorda.
10:07Não.
10:07Não?
10:11Pronto, olha aí, tá vendo?
10:12É a melhor harmonia de uma relação, é essa?
10:16Não, eu acho que esse é o equilíbrio, sabe?
10:17Se existe o equilíbrio no casal, as escolhas que foram feitas, perfeito, sabe?
10:23Mas assim, do jeito que a gente reproduz uma coisa que você chama de boa, a gente também
10:26reproduz inconscientemente.
10:28Imagine que sua avó não tivesse se separado muito jovem, tivesse criado os filhos sozinha
10:33e não tivesse tido uma outra relação.
10:37Qual é a mensagem que ela está passando?
10:40Fiquei viúva, mas eu sou muito forte, eu vou dar conta de criar meus filhos sozinha e eu não
10:44preciso de homem.
10:46Esse é o recado que vai pro inconsciente desses filhos e pode ir também para os netos, sabe?
10:52Então assim, essas escolhas que são feitas, né?
10:56Elas acabam ficando, porque lá no fundo, no fundo, no fundo, imagina a dor de uma mulher ter perdido
11:01o marido jovem, ter ficado com os filhos para criar sozinha, mas assim, nem sentir às vezes ela se permite.
11:07Sim.
11:08E aí essa dor inconsciente, que não é elaborada, ela acaba passando para gerações futuras.
11:14Então hoje em dia a gente tem muitas mulheres que vivem desse jeito, não preciso de homem,
11:19eu dou conta da minha vida, né?
11:21E aí a gente olha para a história e vê que na verdade tiveram ali mulheres que precisaram
11:25ser muito fortes e dar conta de filhos sozinhas.
11:28Exatamente.
11:28Então isso vai passando, sabe, Thaís?
11:30Flávia, olha, vou lhe convidar para você voltar aqui mais uma vez para você continuar esse assunto,
11:35que é maravilhoso, fiquei aqui querendo saber mais sobre isso,
11:39pena que o tempo da gente é tão curto, mas é muito interessante a gente fazer esse processo
11:44de autoanálise, né, de saber o que é que a gente herda, muito interessante o assunto.
11:48Perfeito.
11:49Diga seu Instagram para quem quiser lhe seguir.
11:51Tá, meu Instagram é arroba Flávia Távora, underline, né, tracinho, terapia.
11:56Maravilha, obrigada, viu, pela participação aqui.
11:59E agora a gente vai para um rápido intervalo e daqui a pouco a gente volta com uma conversa importante
12:03sobre a fisioterapia nos idosos.
12:06É já, já.
12:14Eu recebo aqui no estúdio agora a Elisângela Rocha, que é fisioterapeuta,
12:19e a gente vai falar de um assunto muito importante, que é a fisioterapia nos idosos.
12:24Tudo bem?
12:25Bom dia.
12:26Bom dia, Thaís.
12:26Bom dia.
12:27Olha, a gente sabe que o idoso, ele, né, tem idosos que se cuidam um pouco mais, fazem
12:33uma musculação, aí fazem uma fisioterapia, mas a fisioterapia motora não é a única
12:38que deve ser feita no idoso.
12:40A gente trabalha com a fisioterapia também preventiva, né, alguns idosos eles têm, como
12:47você falou, a capacidade de continuar a atividade física, outros idosos não, por limitações
12:54já da idade, limitações das doenças.
12:57Então a gente trabalha com o idoso também domiciliar para levar autonomia e confiança
13:03e a reabilitação desse paciente.
13:04E um ponto muito importante é a fisioterapia respiratória, não é isso?
13:08Sim.
13:09A partir de que idade, né, o idoso, ele deve começar a se preocupar, ou se o idoso tiver
13:13alguma comorbidade, ele tem que fazer a fisioterapia respiratória?
13:17Normalmente a fisioterapia respiratória, ela já é indicada pelo médico que já acompanha
13:21o paciente.
13:22Se ele teve alguma comorbidade ou alguma doença respiratória, é ideal que ele procure já
13:28uma fisioterapia respiratória para trabalhar a mobilidade pulmonar, né, a frequência
13:34de respiração, que também interfere na frequência cardíaca.
13:38Então a gente precisa começar o mais rápido possível essa reabilitação.
13:43Então é todo um fortalecimento que é necessário, né, dessa região aqui do sistema respiratório,
13:49principalmente nesse período que está chegando de inverno, de chuva, né, que as pessoas costumam,
13:55né, ficar mais gripadas com virose e tudo mais.
13:58Então quando a gente tem um sistema respiratório mais trabalhado, né, mais forte, ajuda a passar
14:04por essas doenças.
14:05Sim.
14:06O trabalho da fisioterapia respiratória deixa o paciente preparado para enfrentar essas
14:12dificuldades.
14:13É um ambiente mais frio, né, o idoso quando está chovendo, tempo chuvoso, tende a ficar
14:18quietinho no cantinho e isso faz com que ele mude o padrão respiratório dele também.
14:23Então ele deve saber como se posicionar para se deitar, levantar e não atrapalhar essa
14:28respiração, né, e algumas dicas básicas que a gente dá nos atendimentos para que
14:34isso também ajude na deglutição, porque às vezes eles respirando mal ele pode também
14:38engasgar, né, então a gente direciona para esse fortalecimento.
14:44E com relação à fisioterapia física na motora, quais são, eu estou vendo aqui que
14:49você trouxe alguns aparelhos, né, que você utiliza para fazer a fisioterapia.
14:53Eu acho que esse aqui é o mais comum que tem, né?
14:55Isso.
14:56Que é, a faixa é?
14:57É, a minibane, a faixa elástica, né?
14:59Sim.
15:00A gente trabalha a força e mobilidade do paciente, né, tanto dos músculos inferiores
15:06como, dos superiores como inferiores, né?
15:08Então a gente trabalha para trazer força e mobilidade.
15:13Sim.
15:14Trabalhamos também com as bolas e a própria percepção do paciente, né, o trabalho da
15:21parte plantar do pé.
15:23Porque uma das coisas que o idoso começa a dar sinais da dificuldade é o caminhar.
15:29Ele começa a caminhar mais devagar, ele começa a tropeçar mais, às vezes pela perda
15:35dessa sensibilidade.
15:36Então a gente tem que trabalhar a faixa plantar do paciente para evitar que ele tenha
15:41essa dificuldade ao caminhar.
15:43E o risco de queda aumenta também muito, né?
15:45Aumenta muito.
15:47Então é necessário, primeiro, dar uma olhada no ambiente que o idoso convive e modificar
15:54alguns mobiliários, retirar tapetes, verificar se tem algum mobiliário muito pesado que
15:59é solto, deixa ele preso, porque o idoso começa a caminhar e tocar e esse móvel pode
16:05cair.
16:05Ou desequilibrar.
16:07O perigo também do idoso são as quedas.
16:09E a gente deve trabalhar essa prevenção.
16:12Então, ó, tem esses aparelhos aqui, né, que as pessoas, né, os filhos, os netos, os
16:18cuidadores, né, podem utilizar com o idoso desde que sob supervisão de um profissional,
16:26né?
16:26Não vai comprar esse elástico e fazer uma atividade aí com o teu avô, com o teu avô,
16:30que pode dar ruim, né?
16:32Tem que ter a supervisão de um profissional.
16:34O ideal é que contrate ou chame ou convide um fisioterapeuta que faça avaliação das
16:39necessidades desse idoso e o próprio fisioterapeuta vai indicar as atividades que ele possa fazer,
16:46ele vai acompanhar inicialmente, né, durante um período e quando for descontinuado esse
16:52atendimento, o cuidador ou o familiar que toma conta dele pode continuar algumas atividades
16:58que o fisioterapeuta vai deixar.
16:59Com a Elisângela, mas o que é que a gente pode ensinar para as pessoas que estão em
17:03casa, né, sem esses aparelhos, né, coisas simples e básicas que se pode, né, o próprio
17:08idoso, né, idosa que está, que estão nos assistindo, que eles podem fazer ao acordar,
17:14ao alongamento, né, o idoso, ele está aposentado, né, costuma passar muito tempo em casa, sentado
17:20vendo televisão, né, aí quando vai levantar sente aquela perna pesada, né, o que é que ele
17:25pode fazer ali, né, pequenas coisas para melhorar aí no dia a dia.
17:29Manter o idoso em movimento, né, isso é muito importante, o idoso tende realmente a
17:34ficar de frente à televisão ou fazendo alguma leitura e muito tempo sentado, isso pode
17:40trazer algumas dormências pelo tempo que passa na mesma posição, então ele tem que
17:45estar sempre se movimentando a cada 20, 30 minutos, levantar e tomar uma água, que é
17:50outro ponto também que o idoso deixa de se hidratar, se movimentar no ambiente que ele
17:55está e não permanecer muito tempo parado, né.
17:59Pode fazer pequenas caminhadas, né, no ambiente que ele tem em casa, se ele mora num prédio,
18:04numa área, fazer pequenas caminhadas, isso também é bastante importante.
18:09Mas tem alguma coisa assim com o pé que possa fazer dessa maneira, alguma coisa assim?
18:13Sim.
18:14Os alongamentos, né, ao acordar é primordial fazer o alongamento, hoje em dia a gente esquece
18:20muito de se alongar, então ele já pode começar levantando, se alongando que o idoso conhece
18:28como se espreguiçar, né.
18:29Sentou, levantou, sentou na cama, antes mesmo da bom dia, pra mulher assim do lado, já vai
18:35fazendo alongamento.
18:36Fazendo alongamento, ele pode ir pra um lado assim, pro outro, isso é muito importante,
18:44ele começa a aquecer a musculatura pra só depois se levantar.
18:49Então ele pode começar a girar os pés, pode levantar um pouco e depois baixar, porque
18:55isso trabalha a força com o próprio peso do corpo dele, né, ele não precisa carregar
19:02nenhum equipamento, então esse movimento já ajuda, tanto na mobilidade, né, como no
19:08ganho da força.
19:09E só então ele levantasse.
19:12Um ponto importante também é o idoso aprender a se levantar da cama.
19:16Sim, isso é importante.
19:17Isso é muito importante.
19:19Não se levantar de vez, jamais.
19:20Não, muitas vezes ele levanta na posição que ele está, e isso é muito ruim.
19:25Se for um idoso que tem algum problema ósseo, né, de perder a óssea, isso pode causar
19:30até fraturas.
19:31Então o idoso tem que sempre virar lateralmente pra cama, pra depois ele se levantar.
19:36Ele tem até mais apoio na cama.
19:39Nunca o idoso se levantar assim de vez, ele vira de lado e já vai levantando.
19:44Até pra nós mesmos, né, isso também já é uma forma de levantar corretamente, evita
19:50lesões de coluna, né, ou alguma contração muscular, que possa deixar o idoso um pouco
19:56dolorido.
19:57E com relação a respiração, assim, o idoso pode respirar fundo ao acordar, porque aí
20:02já vai abrindo o pulmão, né?
20:04Isso.
20:05Fazer trabalhos de respiração é simples, né?
20:07Respirar pra que o pulmão, ele comece a expandir.
20:10Isso é mesmo o ar, né?
20:11Isso.
20:11E a tendência é o idoso começar a respirar lentamente e curto, né?
20:17Então ele deve parar, fazer respirações mais longas, né, e espaçadas.
20:24E outra coisa, assim, socializar o idoso é importante também.
20:28Muito importante, né?
20:31O familiar tende a deixar o idoso mais protegido, pra que ele não saia, pra que ele não caia,
20:37pra ele não desequilibrar, né?
20:39Perigos também que possam ocorrer dele sair sozinho na rua, não só quedas.
20:43Então tende a limitar um pouco a autonomia do idoso.
20:47Isso não é bom.
20:49Ele pode socializar.
20:51Se ele não pode ir só, a família levar em algum lugar, levar pra fazer atividades, levar
20:56pra fazer passeios, né?
20:58Onde ele possa encontrar outras pessoas.
21:01Principalmente também o idoso que mora sozinho.
21:03Sim.
21:04Às vezes ele começa a se limitar por medo de sair, por medo de cair e é preciso que as
21:10pessoas da rede de apoio dele comecem a perceber isso e estimular esses passeios, né?
21:15Essa socialização.
21:17Trabalhar o corpo e trabalhar a mente, né?
21:20É muito importante.
21:20Às vezes a gente tem uma vida tão corrida, né?
21:23E a gente esquece de quem lá no passado foi quem cuidou da gente, foi quem levou na
21:28escola, foi quem pagou as contas e nada mais justo do que a gente retribuir, né?
21:34Tudo isso que foi feito nesse momento aí da vida.
21:38Então é muito importante estar atento, né?
21:42E o idoso vai dando sinais também, né?
21:44Ele vai dando mais cansado, aí você, opa, peraí, a saturação baixou, você, opa,
21:48peraí, é bom ficar atento a esses sinais.
21:51Sim, o idoso que ele tem acompanhamento de alguém cuidando dele deve estar sempre atento
21:56a esses sinais.
21:57Se tem algum dispositivo, né?
21:59Um oxímetro, um tensiômetro, fazer esse controle regularmente, né?
22:04O fisioterapeuta, ele já faz a cada visita, já faz esse controle, né?
22:08A gente faz sempre uma inspeção geral antes de começar a atividade.
22:12Porque se a gente identifica alguma coisa, a gente já comunica.
22:14Mas a pessoa que cuida dele deve estar sempre atento, monitorando, verificando.
22:19E algum sinal de mudança, entrar em contato com os profissionais que já atendem esse idoso.
22:25Importantíssimo, hein, gente?
22:26E doutora Elisângela, muito obrigada pela sua participação aqui no programa.
22:29Com essas orientações importantes para as famílias que estão nos assistindo.
22:33Obrigada.
22:34E obrigada pelo carinho da sua audiência.
22:37Amanhã a gente se encontra às 8h35 da manhã, hein?
22:40Cheiro!
22:41Cheiro!