Pular para o playerIr para o conteúdo principal
  • há 10 horas
SYANNE NENO E RODOLFO SOUZA CONVERSARAM COM O CAIO MELLO, VOLANTE DO PAYSANDU.

Categoria

🗞
Notícias
Transcrição
00:06Olá pessoal, tudo bom? De salto alto entra em campo esta semana para entrevistar um dos maiores destaques do Paissandu
00:13na temporada.
00:14O carioca Caio Melo, 26 anos, que começou nas divisões de base do Bahia, foi uma das primeiras contratações do
00:22Paissandu,
00:23ou melhor, a primeira contratação do Paissandu para essa temporada chegou e rapidinho caiu nas graças da torcida.
00:31Ele realmente é um dos grandes destaques, né, Rodolfo?
00:34Ele é prazer falar contigo, Ciane, novamente com o Caio Melo, gente boa pra caramba, como todo carioca, né, gente
00:41boa pra caramba, Caio Melo.
00:43Ainda mais tricolor, que eu já sou.
00:46Então é legal, o Caio é um dos grandes destaques do Paissandu na temporada e a gente observou isso no
00:55jogo contra o Caxias, né,
00:57que ele não jogou na Série C e aí tem os meninos que estão bem, mas estão tendo que se
01:04desenvolver também,
01:05então o Caio e a rapaziada mais experiente do Paissandu são importantíssimos nessa temporada de sucesso que o Paissandu está
01:12tendo até agora.
01:13Com certeza. Caio, você foi o primeiro reforço do Paissandu contratado pra essa temporada, chegou em dezembro do ano passado
01:21e você chegou encontrando um Paissandu vindo de um rebaixamento e sofrendo com o problema de salários atrasados.
01:30O que que lhe fez aceitar esse desafio de vir pra cá?
01:34Boa noite. Primeiro agradecer a vocês, né, pela oportunidade de estar aqui falando, Rodolfo, Ciane.
01:39O que me trouxe realmente, na verdade eu tinha assinado um pré-contrato, né, pra ano passado ainda na Série
01:45B,
01:45enquanto eu tava no Guarani, ali no meio do ano, mas como eu me classifiquei pra ser quadrangular final com
01:51o Guarani,
01:52eu não pude exercer a vinda pra cá, né, a janela se fechou e aí a gente, e eu acabei
01:57não podendo vir pra cá,
01:58mas não mudei de ideia em nenhum momento, né, com a nova diretoria, com o novo presidente, teve uma, meio
02:05que uma nova troca de ideia sobre o contrato,
02:09mas desde o início, assim, o que me trouxe, acho que foi a visibilidade, que eu sei que é ter,
02:15né, vestindo essa camisa,
02:17e essa torcida, eu acho que eu tava com vontade de jogar pra uma torcida grande novamente, assim, que empurra
02:24todo momento,
02:24eu acho que isso faz diferença demais na vida do jogador.
02:27Você acompanhava o Paysandu?
02:30Sempre, sempre acompanhei, né, como você disse, sou tricolôno, há pouco tempo agora também, né, as equipes se enfrentaram na
02:37Copa do Brasil,
02:37eu pude ir no Maracanã, eu tava no Rio nessa época, fui lá assistir o jogo, se eu não me
02:41engano, até o Edilson também,
02:43que é desse alinco hoje, tava nesse jogo e tenho acompanhado bastante.
02:47Agora, Caio, você vem carregando uma enorme responsabilidade nas costas,
02:51sendo um dos grandes destaques do Paysandu nessa temporada, como eu falei no início do programa.
02:56Quando entra em campo e vê a força da torcida bicolor, o que é que passa na sua cabeça e
03:02o que,
03:04até onde você acha que esse Paysandu tá pronto pra chegar?
03:07Você acha que esse Paysandu tá pronto pro acesso, pro tão sonhado acesso?
03:11Eu acho que a gente tá bem preparado, acho que pronto, ainda não, mas a gente tá muito bem preparado
03:16pra chegar,
03:17acho que como o Júnior fala, né, todo dia a gente tem uma coisa nova a aprimorar e que até
03:22capaz no fim do ano
03:23a gente ainda não vai tá totalmente 100% pronto pra ser uma equipe perfeita.
03:27Mas eu vejo a gente muito bem preparado e com muita garra pra chegar lá.
03:31E sobre ser um dos destaques, eu acho que, né, desde o início a gente assumiu um pouco esse protagonismo,
03:37essa galera mais velha, eu, o Marcinho, o Cleiton, o Ítalo, o próprio Gabriel, o Castro,
03:42que ontem fez um golaço, né, o Edilson também.
03:45Então, acho que a gente assumiu um pouco esse protagonismo, botou esses meninos debaixo do braço,
03:50falou, vamos juntos que a gente vai precisar de vocês.
03:52E, assim, né, Deus tem abençoado, eu como volante tenho feito os meus gols, meus números,
03:57então, também tô muito feliz aqui.
03:59Você é muito novo, né, você fala dos meninos como se ele fosse um veterano,
04:05mas, na verdade, o Caio tem 26 anos só.
04:07É a primeira vez que você joga num elenco tão jovem assim e tendo a responsabilidade,
04:13eu imagino que você deva conversar muito com a garotada do Pai Sandu.
04:17Como é que tá sendo ser esse irmão mais velho dessa garotada?
04:22Eu acho que eu tenho só 26, né, mas já passei por muita coisa também na minha carreira
04:27e tento passar isso pros meninos, eles são muito gente boa, eles estão querendo aprender.
04:31Acho que tem sido diferencial, sabe?
04:33Tem muita galera dessa nova geração que acaba tá sendo um pouco marrenta, né,
04:38querendo ou não, assim, não quer escutar.
04:40Essa meninada é um pouco diferente, eles estão querendo aprender a todo momento.
04:43Não tem mala ali, né?
04:44Não tem, não tem.
04:45Nosso dia a dia é um dos melhores que eu já peguei.
04:48E, assim, eu acho que é uma liderança a mais, assim, querendo ou não,
04:52que você carrega, de ter que tá passando também um pouco, né, pros meninos ali,
04:56principalmente dentro de campo quando eles entram no segundo tempo.
04:58Às vezes o Brian, com 18 anos, por exemplo, contra o Vasco lá, num jogo daquele,
05:03um pouco mais nervoso.
05:04E aí você tem que conversar com ele, calma, vai dar certo, quando erra um passo.
05:08Então, mas eu acho que essa é uma liderança boa que a gente tem que carregar também.
05:12E como é que tá sendo a sua rotina aqui em Belém?
05:15O que é que você costuma fazer nas horas de folga?
05:18Você costuma sair com essa garotada?
05:20Você tá... Belém já lhe conquistou?
05:22Já, já, já.
05:23Principalmente quando eu cheguei, né, eu botei na minha cabeça
05:26que queria realmente conhecer a cultura aqui de Belém,
05:30né, das pessoas, do povo daqui.
05:31E aí eu tive, né, o JP Galvão também, que a gente tinha jogado junto no Guarani.
05:36Também chegou um pouquinho depois de mim ali, mas a gente se juntou
05:39e foi conhecendo toda a cultura, né, já fomos ali logo de cara nas docas
05:44procurar pra tomar açaí.
05:46Então, a gente foi provando ali.
05:48Açaí sem açúcar?
05:49No início foi, não gostei muito, aí fui botando açúcar.
05:52Não, não fica com vergonha não, porque eu só tomo também açaí e sou daqui com açúcar.
05:58Eu também, amigo, somos três.
06:00É que agora a gente vai, no início era muito, aí agora foi diminuindo, mas você vai acostumando e vai
06:05diminuindo.
06:06Como é que é, Toti? Toti tá aqui, ó.
06:08A assessor de imprensa do país, você não falou que a gente tá tomando errado.
06:10Não, eu só tomo com açúcar e com farinha de tapioca.
06:14É, pra mim é açaí e é sobremesa, não é refeição.
06:18Pra mim também, pra mim também.
06:19Eu vou entregar pro Caio, porque tu já tomou farinha de tapioca, mas sem coco, né?
06:28Sem coco.
06:29Eu vou pegar lá no meu bairro, tu já tomou, já comeu farinha de tapioca com coco?
06:33Não.
06:34Então eu vou trazer um litro pra ti, trazer um litro pro Caio.
06:39Vocês nunca mais vão querer farinha de tapioca sem coco.
06:43Aí eu vou, no próximo jogo do País Sandu, que estiver na Curuzú, eu vou te entregar.
06:48Do protótipo, do Toti.
06:48Esse ano já ganhou um presente.
06:50Né?
06:50Já, já quero.
06:51Cara, lá na Marambaia, perto até de onde o irmão desse rapaz que tá aqui reside.
06:56E farinha de tapioca é a minha companhia preferida da açaí.
06:59Farinha de tapioca com coco, tem lá na feira da Avenida Dau.
07:02Eu vou, no próximo jogo do País Sandu, eu vou te entregar, entregar e ir na gravação aqui pra cima.
07:09Vou esperar, amigo, vou esperar.
07:11Caio, e qual você considera a maior qualidade desse grupo?
07:15A gente percebe, é notório, que o técnico Júnior Rocha tem esse grupo nas mãos.
07:21Você considera que esse é o maior trunfo de vocês?
07:26Com certeza.
07:27Eu acho que de estar todo mundo junto, querendo, né, crescer, assim, também, na vida, dentro
07:32da própria carreira, e essa vontade de vencer.
07:35Então, eu acho que tá todo mundo unido num só objetivo.
07:38Eu acho que o Júnior foi o cara, né, junto com a diretoria também, né, que eu boto ali,
07:42o Maia também fez um grande trabalho, o Van Dijk, o Marcelo, né, o próprio Tuma
07:46também, de estar unido ali a gente, de estar no dia a dia, de estar acompanhando, e passando
07:52essa confiança pra nós jogadores também, de que às vezes eles acreditam mais do que
07:57nós, né, e eu acho que é um mérito também da comissão, mas principalmente do Júnior,
08:03de conseguir conduzir esse dia a dia, de introduzir esses meninos com calma, de certa forma,
08:08porque no início ali no Paraense teve que botar, não teve jeito, e então, de passar
08:13essa confiança, eu acho que eles foram os principais comandantes disso.
08:17Você citou o Marcelo Santana, o executivo de futebol do Paissandu, e foi o Marcelo
08:22que lhe indicou, porque o Marcelo é baiano, né, e como você começou nas divisões de
08:26base do Bahia, foi uma indicação dele a sua vinda pra cá?
08:29Ele era presidente, né, quando tu tava na base do Bahia.
08:32Assim que eu cheguei, ele era o presidente, né, eu peguei o finalzinho da presidência
08:36dele ali, mas eu assinei, na verdade eu assinei e era o Frontini, né, o Carlos Frontini
08:41ainda, como eu assinei no ano anterior, e aí, mas assim que quando o Marcelo assumiu,
08:47né, ele já deu a primeira coletiva dele, nessa época eu tava acompanhando, ele já
08:50deu a primeira coletiva dele, citando até que tinha um jogador com pré-contrato, no
08:54caso era eu, e aí ele já me ligou e a gente já tinha uma boa relação, e aí ele
08:59disse
08:59que realmente queria contar comigo, que continuava, né, com o interesse do Paissandu e dessa
09:03vez realmente dele, e que aí a gente teve uma excelente conversa, eu também troquei
09:08uma ideia com o Júnior, e aí desencadeou tudo certinho pra eu vir pra cá.
09:13Caio, queria te perguntar, que ano passado tu tava num time enorme também, que é o Guarani,
09:21e com muita pressão também, não é? O Guarani, ele tem uma exigência muito grande, a torcida
09:29de Campinas, ela é muito fanática também, né, do Guarani e da Ponte Preta também, e acaba
09:35que a temporada ainda fica muito complicada, muito similar ao que aconteceu aqui em Belém,
09:42a ponte, ela acende, o Guarani continua a nascer, o Remo acende pra primeira divisão e o Paissandu
09:48cai pra série C. Em algum momento, quando tu, porque tu assina com o Paissandu, o Paissandu
09:57já tava na série B brigando pra não cair pra série C, e o Guarani, como tu trouxe
10:02aqui pra gente, o Guarani, ele avança de fase, vai pro quadrangular final, então tu não
10:06pode, não pode vir pro Paissandu. Em algum momento tu pensou e, poxa, eu não vou pro Paissandu,
10:14o clima pode tá pesado, e é normal, o time acaba de cair de divisão, o clima pode
10:20tá pesado, o time é questão econômica do Paissandu, uma dificuldade muito grande
10:26no final do ano passado. Em algum momento tu pensou e falou, poxa, eu vou pra outro lugar
10:31ou não, eu vou pro Paissandu, acredito agora nessa rapaziada que tá chegando lá, tem o Marcelo
10:38que eu trabalhei e tudo mais, em algum momento tu pensou em tentar mudar a rota do teu destino,
10:44eu pergunto isso. Porque, cara, tá dando tudo, e ainda bem, espero que continue até o final
10:52do ano, principalmente com o acesso, não digo nem ser campeão, mas o acesso, né, pra
10:57série B tá dando tudo muito certo, né, muito bem encaminhado com o Paissandu, e com
11:04um grupo que é formado de uma forma majoritária por meninos, né, por jovens. Cara, então,
11:10não foi, não cheguei a pensar em não vir, mas é claro que... Porque tu conversa com
11:17teu pai, a gente viu que a família de vocês é muito unida, né, então tipo, tu liga pro
11:20teu pai, liga pra tua mãe... Não, então, nessa época ainda, né, como a série C acaba
11:24antes, que é a série B, eu já tava até em casa, né, e aí você liga, né, pra cá,
11:31na época o Anderson Leite também, tinha jogado comigo o Paulistão lá no Guarani,
11:35tava no ano passado aqui, e a gente vai buscando informações, né, o Cauê também agora que
11:41voltou, né, o analista... Foi um dos caras que me indicou aqui, que já me acompanhava
11:46há muito tempo, então ia trocando umas ideias com eles, sabia que o dia a dia não tava tão
11:51bom, né, que tava tendo esses problemas internos, e cara, realmente, você fica preocupado,
11:55né, o jogador às vezes, pô, será que eu vou receber lá ou não, tá tendo problema de
12:00pagamento, o dia a dia...
12:01Que é super normal também, né, então o dia a dia não tá sendo legal, como é que
12:05é, mas isso é muito comum, né, a gente sabe, eu peguei, como você bem disse, eu
12:10peguei o Guarani numa ideia bem parecida, né, no ano que eu chego lá, no ano passado,
12:14o Guarani tinha acabado de cair, sendo que na metade da série B já tava praticamente
12:18rebaixado também, como foi no ano passado aqui no Paysandu, então eu tive mais esse...
12:24Você fica com esse receio, né, não tem como mentir, mas a partir do momento que eu já
12:29tava em casa, como eu citei, que o Marcelo me liga, que o Maia me liga, que o Júnior
12:33me liga e fala que, não, a gente vai ajeitar a casa, né, com o pezinho no chão, como tá
12:39sendo desde agora, com um orçamento um pouco mais curto, né, mas a gente sendo...
12:44A gente tem esse prazo com vocês, a gente vai pagar tudo em dia, se puder até antecipar,
12:48claro, como já foi muitas vezes esse ano, né, a relação à bicha, algumas coisas
12:53assim, um pouco abaixo, mas o que a gente tem que cumprir com vocês, que a gente tem
12:57acordado, é o salário, a gente vai pagar tudo certinho, então eu fiquei mais tranquilo
13:03e assim, eu já, como eu disse, né, queria muito vir pra cá, isso só reforçou a ideia
13:07também do Júnior contar muito comigo, apesar da gente não ter trabalhado junto, né, já
13:12jogamos contra, no caso até já perdi um acesso pra ele, eu pelo Ipiranga e ele pela
13:16Ferroviária. Interessante. E aí, eu queria muito trabalhar com ele também, ver um pouco
13:22do conceito. 2024? Ou 23? Se eu não me engano, foi 23. 23, né, que a Ferroviária joga
13:3023, 24 e 25, a Saribeia, ela caiu esse ano, né? Eu acho que é isso. Jogou em Piranga
13:36de Erechim. Isso. E aí, no jogo do Acesso, tanto que foi lá em Araraquara também, e eles
13:41ganharam da gente lá e acabaram subindo. Mas é assim, cara, pra concretizar mesmo, foi a
13:46conversa com o Júnior, né, e com o Marcelo, ali já em casa, já de férias, só esperando,
13:51decidindo pra onde que realmente eu ia, né, e como esse pré-contrato eu tinha que dar
13:55uma resposta primeiro pro Paissandu, pra depois negociar. Então, a conversa com eles
13:59foi muito boa.
14:00Legal. E tu, eu queria que tu falasse, né, porque a gente tem um grande problema aqui
14:06em Belém com a questão da base, mas pra formar, pro jogador ter cancha, tem a questão
14:15estrutural da base dos dois clubes daqui, mas eu acho que ele tem um lado positivo quando
14:20eu vi a resposta do Caio Melo, Ciane. Eu acho que pelo fato desses meninos terem uma dificuldade
14:26tão grande de intercâmbio, tanto na base do Remo, do Paissandu e da Tuna, quando chegam
14:33as figuras do Caio, do Giandrosni, o Mesquita já tava aqui, mas do Marcinho, do Ítalo, do
14:40Castro, que já tem uma história dentro do mercado do futebol, os meninos daqui eles param
14:47pra escutar. Sim.
14:48Porque o moleque da base de um time de primeira divisão, com 20 anos, é muito complicado
14:54hoje em dia. Tu já acha que sabe de tudo, né? Eu acho que isso é um ponto a favor,
15:00né,
15:00Caio? Essa falta desse intercâmbio, nesse ponto de conversar e respeitar vocês que são
15:06mais velhos, uma humildade, contribuiu pra esse dia-a-dia de vocês com a menina do Paissandu.
15:14Aqui tem também, cara. Não vou mentir também. Tem essa galera que não escuta, mas a maioria
15:20dos que estão com a gente ali, né, acho que todos, na verdade, que estão com a gente
15:23hoje ali, escutam muito. E aí, como você disse, né, eu acho que não é ao mesmo tempo
15:28jogar os meninos aos leões ali num paraense, botar 11 meninos em campo, que não vai acontecer,
15:34né, como a gente viu um pouco ali na Copa Norte, que a gente sofreu um pouquinho, né,
15:39eu acho que tem que ter essa mescla pra dar essa confiança pra eles, como eu citei do
15:43Brian ali, como o Henrico começou jogando comigo ali de titular, né, então foram muito
15:49assim, o Jarle hoje vem também muito bem ali disputando, né, com o Castro, com o Quintana,
15:54que são caras renomados, né, tem o Lucão também, então, assim, tem uma garotada muito
15:59boa ali e eu acho que essa, eu acho que ele tem essa, além de serem mais tranquilos,
16:04eu digo que tenha fome, sabe, de verem que, pô, eu tô podendo jogar hoje com esses caras
16:10e a torcida tá abraçando a gente e, assim, pra eu sair daqui pra um lugar melhor ou então
16:15renovar aqui pra um, sabe, com um contrato top de melhorar a vida da minha família, então
16:20eu acho que eles estão com essa fome que, pra mim, é o principal.
16:23Dentro desse assunto da garotada, eu vou lhe deixar numa enrascada agora, Caio, não
16:28fique em cima do muro.
16:30Lá vem.
16:30Quem é o jogador dessa garotada, dessa molecada, quem mais lhe chama atenção, não só pelo
16:37talento, mas pela, por essa enorme gana de vencer, por essas, por histórias de vida,
16:43pela resiliência, quem é que mais lhe encanta, quem mais lhe chama atenção nesse grupo,
16:48digamos, quem é seu xodó ali dentro?
16:51Eu tenho um carinho especial pelo Brian, assim, por ele ser um menino que, às vezes,
16:57ainda sente um pouco o jogo, assim, sabe, você vê que e eu me vejo muito na pele dele,
17:03até por ser da minha posição também, de quando eu era menino novo, assim, ficava
17:07muito preocupado do que os outros estavam falando sobre o meu jogo, né, no caso aqui
17:10também, às vezes, da torcida, pegar um pouco no pé, mas pelo estilo de jogo e outro
17:15menino, assim, que eu vejo que tá trabalhando muito pra mim é o Yarley, né, esse cara, acho
17:21que pra mim tem evoluído bastante, no início a galera pegou um pouco no pé, mas é um zagueiro
17:25que, pra mim, é uma das, das, ali, mais difíceis de jogar, talvez, porque, pro menino
17:32novo, né, você vai ganhando mais experiência durante a carreira e pro zagueiro isso é
17:37muito importante, é uma característica muito importante e ele, mesmo assim, assumindo
17:41o papel de protagonista, jogou vários jogos importantes pela gente no ano, mas eu acho
17:45que se eu tivesse um xodó pra falar aí, seria o Brian mesmo.
17:48E qual o recado que tu tem, que a torcida tem um carinho muito grande por ti, para a torcida
17:56nesse momento com esses meninos do País Sandu, qual o recado?
18:03Porque eu vi que tu já citou muitas vezes, assim, a cobrança deles quando eles acabam
18:09o jogo, eu acho que é um erro, eu acho que, eu acho que, se o cara, na cabeça dele,
18:13ele
18:14viu que ele tá mal, ele tem que pegar, apertar o botãozinho e desinstalar e sair de rede
18:19social, eu acho que não é um negócio bacana, entendeu, cara, assim, ainda mais pro menino
18:22que tá se formando, eu queria que tu deixasse um recado, porque quando acabou o jogo da,
18:28diante da, do Caxias, cara, eu falei, meu, a gente vendo uma chuva de chat cobrando, assim,
18:35os meninos, eu falei, cara, que loucura é essa, entendeu, tem que ter calma com os
18:42meninos, por exemplo, a gente tava conversando com o Marcelo e com o Júnior, e na coletiva
18:50do jogo depois do Nacional, muita gente falando do jogo do Marcinho, cara, o Marcinho, o 10
18:56de vocês, pra mim o craque do campeonato paraense, tá vivendo o melhor momento dele nos últimos
19:02três anos, é normal oscilar, se o Marcinho, se o Caio, o Castro, oscilam, o que que o
19:09menino de 18 anos, 19, não vai oscilar, então, eu acho que era importante, um recado
19:15teu, que tu queira falar, assim, pra, pra torcida também ter uma calma, né, Caio, em
19:19cima desses, desses meninos, porque o que vocês estão fazendo, cara, eu falei já com a Ciane
19:24aqui, é enorme, os caras, vocês são líderes da Série C, ganharam o Paraense, não perderam
19:30pro time de, perderam agora pro time de primeira divisão, que foi o Vasco, vocês jogaram cinco
19:35vezes contra elencos de primeira divisão, só tem uma derrota, entendeu, então, acho
19:40que era importante, não tinha parado pra pensar, dois jogos com o Vasco e três com o
19:44Remo, só uma derrota, entendeu, acho que era importante, o recado do Caio, que é um jogador
19:50do que ter uma moral, é que a torcida tá, porque eu acho que a galera tá pegando muito
19:53no pé, assim, dos, dos meninos, e eu fui muito, assim, com o que o Caio tá, tá falando
19:58aqui também, né?
20:00Eu também, também concordo um pouco com você, né, mas também vejo em muitos momentos
20:05eles apoiando, né, pra colocar essa meninada, pra realmente tá testando, assim, a galera,
20:10pra ver se, se tem a condição ou não, mas é o que eu te disse, né, às vezes, quando
20:18teve vários jogos, às vezes o meio-campo foi ali muito novo, né, pro jogo, às vezes
20:23era o, né, Brian, Henrico e Salomone, era uma galera nova, assim, e aí é difícil
20:29ter o entrosamento, de se achar um pouco mais dentro de campo, mas eu acho que eles
20:34estão ali, eu acho que o título do Paraense passa muito por eles ali também, de terem segurado
20:39esse rojão com a gente, então é de ter esse carinho mesmo, né?
20:44Tem que ter um zelo por esses meninos, né?
20:46De estar aproveitando, né, esses meninos enquanto eles jogam, né, até porque a galera
20:51pede muitos jogadores saírem mais jogadores daqui, né, pra bater em Série A, pra Europa,
20:57então eu acho que esses meninos estão tendo oportunidade, e a torcida é tratar com carinho,
21:02né, porque daqui a pouco esse menino acerta um chute aí, e como foi do Castro agora,
21:08acerta um chute desse, e é vendido como o Pedro foi agora, entendeu?
21:11Já colocou 3 milhões no clube, entendeu?
21:14Então, um dinheiro que possivelmente aí paga meses nosso de salário, então, né,
21:19e ajuda o clube a fazer muita coisa, então eu acho que, assim como foi o Pedro, tem muita
21:24garotada pra estar sendo apoiada aí, pra fazer, não só, talvez, não só vendas, né,
21:30mas também história dentro do clube, porque eu acho que a torcida também tá carente
21:36de um ídolo, e quem não sabe pode ser um desses meninos.
21:39O Marcelo, conversando ontem comigo, ele tava até falando disso daí, né, pra ter esse
21:45cuidado, porque, por exemplo, o País Sandu pode preparar um menino desse, e esse menino
21:53pode ser vendido pro leste da Europa por 100 mil, 200 mil euros, já bate um milhão de
21:57reais, então são ativos, né, do clube.
22:01Eu sou fã número um da base do futebol do Pará.
22:04Nós, né, nós.
22:05É como você disse, né.
22:07Eu dou muito ponto nesses meninos da base aqui do Pará, porque, e tipo, e a gente até
22:13abordou esse tema, não foi esse ano, tipo, o título do País Sandu esse ano, ele foi
22:18tão relevante que foi um título que foi pra base de todos os meninos, de todos os
22:22clubes aqui do Pará, entendeu?
22:25Eu sou muito fã, cara, eu sou um cara que eu defendo muito as divisões de base.
22:29E como você disse, né, cara, por exemplo, você citou o Marcinho, que tem, às vezes,
22:34oscilado um pouco, né, que vocês comentaram lá na coletiva.
22:37O que é super normal, né, super normal.
22:39Que vem de uma...
22:40Cara, eu oscilo apresentando o programa porque tem... é sério, amigo, porque tem dia que
22:45eu tô... eu não tô bem, cara, eu vou descendo, a gente vai pegar, levar um programa de duas
22:48horas, a gente tem que estar atento.
22:50Às vezes, ah, tem algum problema em casa, é super normal, entendeu?
22:53Sim, não, eu ia... assim como você citou o Marcinho, né, eu ia falar, né, também
22:58de mim, né, por exemplo, ontem a gente não fez um grande jogo e a gente sabe disso,
23:03cara, só que, assim, foi uma vitória de suma importância pra levar uma vantagem, né,
23:08eu brinquei esses dias que talvez se essa vitória de 1x0 tivesse sido como foi só de
23:13um gol de vantagem contra o Remo na final do Paraense, ficou todo mundo muito feliz, né,
23:18às vezes foi por essa... ah, era uma revanche contra o Nacional.
23:21Eu sei que era difícil pro torcedor pensar dessa maneira, eu entendo eles também, né,
23:26mas eu acho que esse 1x0 pode trazer uma importância muito grande, que eles vão ter que sair
23:32pro jogo lá, mas voltando pra sua pergunta, mas na questão como o Marcinho oscilou, todo
23:37mundo tem oscilado, então o Henrico fez, por exemplo, citando o Henrico, fez um grande
23:41paraense, depois oscilou um pouco, aí o Júnior foi, deu uma tirada, conversou, tudo mais,
23:47quando ele melhorou de novo, começou a colocar ele novamente, então acho que é assim que
23:51tem que tratar os meninos e o dia-a-dia deles, assim, tem sido muito bom, eu acho que o
23:56Júnior
23:56tem conseguido fazer certinho essa mesclada com eles.
23:59Agora, Caio, você acabou de falar que o time não foi bem nesse primeiro jogo da final
24:04contra o Nacional.
24:06Vem aí uma decisão na quinta-feira, a que você atribui a essa queda de rendimento?
24:13É o cansaço?
24:15Vocês têm tido uma média de dois jogos por semana, é o cansaço?
24:18E como vencer esse cansaço pra conseguir esse título lá fora?
24:22Eu acho, Luciano, que tem o cansaço sim, né, a gente não pode usar ele como desculpa,
24:27né, mas eu não viajei pra Caxias, né, acabei ficando no Rio porque eu tava suspenso,
24:33mas a galera passou a semana toda fora e chegou, se eu não me engano, de segunda
24:38pra terça, meia-noite aqui e tava viajando de Caxias desde uma hora da tarde.
24:43Então, tem esse problema de logística, é cansativo pra caramba, mas a gente tem que
24:49passar por cima disso, né, a gente, quando assina aqui, você já sabe que vai ter um
24:53pouco dessa logística também e a gente tem que estar preparado pra isso.
24:57Eu acho que não foi a única atribuição por a gente, né, realmente a gente sabe que
25:03a gente não fez uma grande atuação ontem, mas o que é importante era ganhar o jogo pra
25:09levar uma vantagem e teve também a parte técnica, né, falo por mim também, não tava
25:15num dia muito bom tecnicamente, mas a gente sabe que a gente tem que entregar, né, na
25:20raça ali, correndo.
25:22Eu que tava muito gripado, né, acordei até bem ruim, assim, pedi pro médico dar uma
25:27olhada, fui o que mais corri no jogo ali, se eu não me engano, bati 11,900, né, quilômetros.
25:34Então, acho que vai ali no desgaste máximo por realmente querer dar mais um título
25:39antes do meio do ano, já ter dois títulos, podendo brigar pelo terceiro, né, com essa
25:44camisa seria uma honra e pra essa torcida também que passou um ano passado aí muito ruim.
25:49Já tá 100% da gripe pra quinta-feira?
25:52Não, pra quinta eu tô 100%, já tô melhorando hoje, também já tô melhor, mas segunda-feira
25:59a gente ainda tem esse joguinho também contra o Floresta, que vai ser muito importante, a
26:02Série C acho que é o principal, né, do ano, principal competição do ano, tem bem esclarecido
26:09pra gente, a diretoria tem esclarecido isso bastante pra gente, lá de que é a principal
26:13competição, então, dependendo do Júnior aí, se vai com força máxima ou não, mas
26:19tem que pensar muito nesse jogo de segundo.
26:21Agora, Caio, você carrega nas costas o número oito, a camisa que um dia já foi vestida
26:28pelo Sandro Goiano, um dos maiores ídolos da história do Paysandu, o autor do passe
26:33pro gol do Yarley, da vitória mítica em cima do Boca na Bomboneira.
26:41Você tem ideia, alguém já lhe falou do peso dessa camisa oito, o Bigolor?
26:48Muito ainda não, mas me falaram, né, assim que eu, que falei que eu cheguei aqui no vestiário
26:53e falei que eu queria oito, se eu poderia pegar oito.
26:56Ah, foi uma escolha sua.
26:57Foi uma escolha minha, eu gosto muito do número, e aí já tinha estudado um pouco, né, já
27:02sabia que era do Sandro Goiano, e foi legal porque também uma vez, né, com as grandes
27:08atuações, a galera marca ele, brinca assim, comentando na minha foto, e uma vez ele até
27:13respondeu, então fico feio.
27:15Ah, ele já lhe respondeu, que legal.
27:16Então, tem essa, é uma honra também pra mim, né, acho que é um privilégio estar
27:20vestindo essa camisa e de, e que tô honrando bem dentro de campo.
27:25E Caio, uma vez eu, numa zona mista lá no Paysandu, e a gente tem a oportunidade de
27:32entrar na Curuzu, e a zona mista lá, ela acontece na frente, que tem um monte de painel, né,
27:39das conquistas do Paysandu, o que que vocês, eu perguntei pro Gabriel, mas agora eu vou
27:47fazer a mesma pergunta pra ti, quando vocês olham aqueles painel de um monte de conquista
27:52ali, o que que passa na cabeça de vocês, cara, assim, porque o Paysandu, ele é o maior
27:59campeão regional que a gente tem no país, né, ele superou o Bahia no passado com o quinto
28:04título da Copa Verde, o que que passa na cabeça de vocês?
28:10Cara, né, te respondendo de bate-pronta é de querer ter a minha pintura lá também.
28:16Ter o teu roxinho, né?
28:18De ter a minha pintura lá também, né, com o maior número de títulos possíveis, né,
28:24independente se eu for ficar só esse ano, né, se Deus quiser também se estender, se eu
28:29puder fazer uma história com essa camisa, mas já, né, dentro do ano aí, já podendo,
28:36se Deus quiser, disputar quatro títulos aí e botar, cara, meu rostinho lá, eu acho
28:40que de bate-pronta seria essa a ideia.
28:43Cara, o Paysandu é muito grande.
28:44Em caso de acesso, você pretende renovar?
28:48Ah, e tem que conversar com a diretoria, né, saber como é que vai ser o ano, mas tô
28:52me sentindo muito bem aqui, como eu disse, né, ainda tô sozinho aqui, vim pra cá sozinho,
28:58mas me senti em casa, assim, me senti muito bem, também morando bem, então, graças a
29:03Deus aqui, tô muito feliz na cidade e no clube também.
29:06Legal.
29:07Belém é legal, né, Belém é uma cidade, ela é afastada, assim, dos grandes centros
29:12do Brasil, mas quando a pessoa, ela entende, né, a cultura local, entende o que é morar
29:21em Belém, né, ele consegue ter sucesso como Caio.
29:26Caio, até em cima disso, eu sinto uma dificuldade muito grande no jogador brasileiro dessa questão
29:35do entendimento, e vocês viajam muito, quando eu digo viajar, é a vida de trocar de clubes,
29:41né, como é o entendimento do Caio, quando o Caio era mais novo, a mamãe e o papai falaram,
29:49olha, filho, como todo pai e mãe falam, eu vou te apoiar, mas a vida de jogador é essa,
29:55você vai estar em locais que a cultura, mesmo sendo no Brasil, é totalmente diferente.
29:59A gente vê muito no futebol europeu, o jogador falar sobre isso, de entender a localidade,
30:06de entender a comunidade que você está, ou durante uma temporada, ou quem sabe criar
30:13uma vida, né, a gente tem N exemplos no Pai Sandu, o Sandro, o Yarley, o Robson, que vieram
30:20de outros locais e hoje são belenenses, né, dois não morando mais aqui, o Robson morando
30:26aqui, o Van Dijk, vem do sul da Bahia, é um belenense.
30:29Tu sempre teve esse cuidado, Caio, até pelo fato de ter saído novo, de, poxa, cara,
30:35eu não vou julgar a localidade, não, eu quero entender, quero conhecer a cultura, eu quero
30:40entrar dentro do dia a dia daquela comunidade que eu vou estar representando durante o ano,
30:47várias temporadas, tu tinha certeza e procura fazer isso, Caio?
30:51Te falar que hoje em dia é mais, né, vai ficando mais velha e você vai aprendendo realmente
30:56a conhecer os lugares, a buscar a cultura, quando é mais novo, você quer curtir mais
31:01um pouco, você quer ir só para os lugares mais atrativos, assim, por exemplo, na Bahia,
31:06queria só ficar indo muito à praia, sabe, assim, não...
31:10Que não é, não, errado não tá, querido pra caramba lá, e olha que um carioca tá falando, né?
31:15Mas, e acabava não conhecendo tanto a cidade, né, a cultura em si do baiano, mas eu, como
31:22depois, passei quatro anos lá, no final eu conheci bem, né, mas hoje em dia,
31:26cara, é, né, em Erechim passei a viver muito mais tranquilo, assim, com uma cidade, pô,
31:32minúscula ali, mas muito bem, sabe, não tem quase perigo nenhum, então de madrugada
31:38você pode estar com seus filhos, né, com a galera que tinha filhos, não, é interior
31:41do sul, Erechim, Erechim, Grosso do Sul, é, aí lá, então, às vezes, acabavam, jogavam
31:46um jogo que seja de nove e meia, acabava, a galera que tinha família, os filhos podiam
31:52ficar brincando na pracinha lá até a tarde, coisa que no Rio isso não acontece, né,
31:56em muitos lugares, quase em todos os lugares ela não acontece, e, então, você passa a
32:02viver realmente a cultura, então, cara, depois de, né, um pouco mais velho, assim, eu pude
32:08ir aprendendo e, até com a minha família mesmo, conselho de pai e de mãe, né, de ir
32:12aproveitar, né, de ir aproveitar melhor. E por falar em cultura, como é que você
32:16tá aproveitando a cultura daqui, já conheceu a festa do Carabal, já foi dançar
32:20carimbol, brega, aí no mérito. Isso também não, mas já escutei a maioria das músicas
32:27daqui também, né, a galera brinca, eu moro ali na Pedro Miranda, que teve aquele rock
32:32doido lá, né, eu não cheguei não, mas dava pra escutar e a galera brincava, zoava, assim,
32:37lá no vestiário, os meninos mais novos gostam pra caramba. Mas já, já fui, já fui
32:43de lanche lá na Ilha do Cumbu, lá, já fui pra almoçar, essas coisas, eu tenho saído
32:47mais pra... Você só tá falando do programa Comportadinho, eu quero saber da noite, o
32:51que é que você já conheceu aqui, né, Eduardo? Olha aqui, olha que ele tem uma figura
32:59conhecedora. Até eu olhei pra ver o que é que ele ia falar ali, não, mas já saí
33:03um pouco, né, também gosto das minhas folgas de...
33:07de tomar meu negocinho também.
33:09Tem que aproveitar, mas é normal, é normal, é normal, é folga.
33:13Tomar um negocinho é ótimo.
33:14Não, eu sou, eu sou, eu acho que é bem bacana, assim, eu sempre tento deixar essa
33:19conversa porque eu sou um cara totalmente favorável, a pessoa, na folga dela, ela tem
33:25o direito de fazer o que for necessário.
33:28Eu acho que as pessoas são mais felizes quando bebem um pouquinho nas folgas.
33:32É, mas é, amigo, é folga, é tua folga, é teu direito, como trabalhador, tu trabalha
33:37e tudo mais, é tua profissão.
33:39É, a gente tem essa conversa lá diária também de que, beleza, né, tem que aproveitar
33:43assim, com moderação, claro, mas...
33:46O Júnior Rocha é muito profissional, mas é bem liberal, por um lado, né, ele deixa
33:51vocês bem à vontade, até porque confia muito em vocês.
33:54É, agora que apertou um pouco esse calendário, ele ficou um pouco mais preocupado, né, principalmente
33:58com o Castro.
34:01O Castro Castro dá um fenômeno, né, o melhor.
34:03O Castro sendo falado, a gente ia trazê-lo aqui pra entrevista, não deu certo, e o Caio
34:11veio, porque ele descobriu que eu sou fluminense, e ele, por ser, tricolou também, veio, não,
34:16a jornalista é fluminense, Toti, então eu vou.
34:19Eu tava preocupado, poxa, quando o Sábio saiu, eu falei, perdemos o Savinho, agora vem
34:25o Castro, vai ser o Castrinho.
34:28Tem que ter, cara.
34:29Não, mas já conheci, já conheci, Ciane, já fui em alguns lugares aqui também.
34:33Deu uma voltinha.
34:34Já, já dei uma voltinha, já.
34:35Importante.
34:37Sou solteiro, sou solteiro também, tem que conhecer uma galera também, né.
34:40É isso, a Noite de Belém tá aprovada.
34:43Tá aprovada.
34:43É legal, né, Belém é bacana, né.
34:45Bacana.
34:46Deixa o Toti, o Toti tá entrando aqui.
34:49Aprovou, tá?
34:51Ele aprovou.
34:52A Noite de Belém.
34:54Era o Toti rindo.
34:57Quero ver o Júnior Rocha ouvindo essa entrevista.
34:59Não, o Júnior é muito legal, gosto muito do trabalho.
35:03Eu sou muito fã dele, de verdade.
35:04E como é que é trabalhar com o Júnior Rocha, um cara que conhece tão bem a divisão,
35:11subiu com a ferroviária, quase subiu ano passado com o Caxias, só não subiu porque perdeu
35:17peças para outras equipes da Série B do brasileiro.
35:21Já havia subido anteriormente com a Luverdense.
35:24Como é que tá sendo trabalhar com o professor Júnior Rocha?
35:29Cara, tá sendo um privilégio, uma honra mesmo, né, de estar aprendendo.
35:34Acho que cada treinador tem sua particularidade, né.
35:38E quando ele me ligou, ainda lá em novembro, talvez, disse que ia me fazer um jogador melhor,
35:46que eu ia viver uma grande fase com ele e que ele ia me ensinar muita coisa.
35:51E assim tá sendo, né.
35:53No início a gente fala, fica meio assim, mas é o que realmente tá acontecendo.
35:59Acho que no início com ele, comecei jogando de cinco, a pré-temporada toda, até porque
36:03o Pedro também tava fora.
36:05E talvez se eu não me machucasse ali na estreia, possivelmente eu ia continuar naquela função
36:09com ele.
36:11E aí depois, né, eu já tinha conversado.
36:13Ainda bem que teve um...
36:14Ah, tá vendo como tem lesão que vem pro bem?
36:16Né, isso, eu tava pensando.
36:18E aí a gente conversou e eu falei que, né, eu preferia jogar de oito, mas o Camisa
36:25Cinco, no esquema dele, é um cara muito, muito importante.
36:28E aí a gente, quando eu voltei, a gente conversou bastante, o Pedro vinha muito bem também.
36:34Mas assim, todo mundo, né, cara.
36:36O Macaé tem também uma grande experiência.
36:38Pô, o Léo Cupertino, né.
36:41Assistia a ele na televisão, né, com a seleção.
36:44Acho que se eu não me engano era sub-20.
36:46Também com o Hendrick, Vitor Roque, todos esses caras.
36:49E hoje tá aí com a gente.
36:50Vasco, né, vários clubes assim.
36:52Eu enfrentei muito ele ano passado, que ele tava na Ponte Preta também.
36:56Então, hoje tá aqui, é uma referência pra gente.
36:59Sim, é uma comissão, acho que é uma comissão inteira, né, também.
37:02Se não, eu vou esquecer alguns.
37:04Mas assim, o Júnior particular, cara, o dia a dia dele foi o que me encantou, né.
37:10De saber ter o punho encerrado na hora de ter que puxar a red ali do time.
37:15De que, ah, não, a gente precisa melhorar.
37:17Não, a calma também, não tá tudo errado.
37:19E a hora de, pô, teve alguma coisa ali que não foi legal.
37:24Não, calma, também não tá tudo errado.
37:26Vamos por aqui, esse daí, esse é o caminho.
37:28A gente tá no caminho certo.
37:29Não se deixa abalar.
37:31Então, assim, eu acho que ele tem deixado muito leve.
37:33E, ao mesmo tempo, sabe o tempo de cobrar pra gente melhorar.
37:36Eu adoro a vibração dele, né.
37:38Sim.
37:38No vestiário, nos vídeos da Papão TV.
37:41Adoro ver, adoro assistir.
37:44Caiu, outra curiosidade, assim, que eu tenho em relação, né.
37:50Tu até comentou sobre o estilo de jogo teu.
37:53E a Cien até falou sobre o fato de tu lembrar, né, o Sandro jogando.
38:01Olha a moral, hein.
38:02Qual jogador, assim, que tu te espelha, que tu admira como volante?
38:09Porque tu já marcou quatro gols, quatro assistências.
38:13São números muito bons pra um volante, né.
38:16E não tô falando só do futebol moderno, não.
38:18Na história do volante em si.
38:20São números muito, muito bons.
38:23Quem é que tu te espelha, assim, que tu fala, poxa, esse jogador é o cara e eu tento...
38:31Tento seguir o caminho dele no futebol.
38:35Cara, eu tinha o Toni Kroos, assim, como um dos principais, assim, que eu achava, né, distante.
38:42É distante, assim, não tem como comparar.
38:44Mas um pouco as características, né, a questão do passe, da visão de jogo ali um pouco mais técnico.
38:51E hoje, talvez, assim, o Bruno Guimarães, né, pra ser da seleção ali, esse oito que consegue fazer esse bate
38:57e volta também, né,
38:58esse boxe de boxe, a galera chama de área a área.
39:02E na época, assim, teve dois caras que...
39:05Eu era um pouco mais novo, assim, mas teve o Paulinho, na época do Corinthians, e o Elias também,
39:11que eram esses dois caras que chegavam muito e faziam gol ali que, pra mim, eram referência, assim.
39:17O Sandro é melhor do que todos eles.
39:19É, eu acho, com certeza.
39:22E, Caio, qual é o seu maior sonho no futebol?
39:26Ir pro Fluminense.
39:28Esse é um dos sonhos.
39:29Que legal.
39:31Cara, mas hoje, hoje eu não sei, tenho vivido, tenho, né, voltado a subir a carreira de novo,
39:36eu que quase fui no fundo do poço lá, né, e pensei até em parar de realmente desistir da carreira.
39:43Por quê?
39:44Ah, passei um período, na época, tava na Ponte Preta, no Sub-23 ali, e aí, no Aspirantes,
39:52na época não foi muito o que foi prometido pra mim, né, não aconteceu ali o que me prometeram,
39:57e aí fiquei sem receber, acho que uns seis meses também, e aí minha cabeça, né, virou do avesso.
40:03Hoje eu valorizo muito o mental por isso, me vejo um cara com o mental blindado também, bastante.
40:08Muito pelo que eu passei, e acabei, né, ali, comecei a ter muitas lesões, uma atrás da outra,
40:14principalmente por causa da cabeça mesmo, que não tava funcionando.
40:17E aí eu não conseguia mais empenhar o futebol, então eu comecei a duvidar de mim mesmo, se eu era
40:23bom.
40:24Eu tava, né, na época o nível, assim, não era tão bom de jogadores lá no nosso time,
40:30e eu não conseguia nem jogar com essa galera, então, né, claro que tinha alguns que eram muito bons,
40:37mas, né, só que pra mim tava sendo difícil, quando eu comecei a duvidar de mim mesmo,
40:42e aí foi um período que eu pensei realmente em parar, porque eu não conseguia,
40:45tava tendo uma lesão atrás da outra, e aí foi um caso que realmente ficou marcado pra mim ali,
40:51e aí eu tive que voltar tudo lá embaixo, depois de ter quatro anos de Bahia,
40:55ter jogado profissional no Joinville, tive que descer tudo de novo,
41:00é, principalmente salário também, pra contratos de quatro meses, por exemplo,
41:05pra voltar a subir tudo de novo.
41:07Você já teve algum acesso à Série A?
41:09Não.
41:10A Série B?
41:10Não, ainda não, nenhum.
41:13Vai ter o primeiro?
41:14Pô, com certeza.
41:15E, Caio, como é que é o papel da tua família?
41:21Como é que foi o papel da tua família nesse momento, assim?
41:25É que eu sou muito ligado, assim, ao meu pai e à minha mãe, entendeu?
41:29Cara, então, como é que foi?
41:32Chegou mãe, tô pensando em parar, como é que funcionou esse teu seio familiar nesse momento aí?
41:42Porque tu tá falando de Sub-23, a gente tá falando de três, quatro anos atrás.
41:46Enquanto ele falava, eu tava pensando também nos pais dele,
41:48porque eu vi aquela imagem dele no Rio agora,
41:51que o Tote, inclusive, fez sendo recebido pelo cachorrinho, pelos pais,
41:54mas eu lembrei dessa imagem também.
41:56Então, cara, teve realmente uma ligação, né, contando um pouco detalhado pra vocês.
42:01Na época, a gente, lá da Ponte, se juntou, se eu não me engano, com um grupo do São Carlense,
42:06que é uma outra equipe também de lá, de empresários,
42:09pra fazer uma viagem amistosa pra Portugal.
42:13E aí eu falei, ah, já tava lá, né, não tinha porquê não ir,
42:17só que nesse momento é o que eu te disse, eu ficava tendo uma lesão atrás da outra,
42:20não conseguia desempenhar, quando voltava pro campo não me sentia bem,
42:24não conseguia, né, nem ser um terço do que eu sou hoje, nem perto disso.
42:29E aí, eu cheguei no hotel, né, porque eu tava ficando no hotel,
42:34liguei pra minha mãe, já chorando também mal,
42:36e falei, ah, não quero ir pra viagem, prefiro ir pra casa,
42:40ficar fazendo fisioterapia em casa, uma preparação melhor,
42:46isso já no meado de setembro, outubro ali,
42:49pra eu ficar em casa aí, me preparando pra uma pré-temporada,
42:52já pro ano seguinte, então meio que tinha largado o ano.
42:55E aí foi nessa que puxei um pouco o meu pai também,
42:58então o meu pai já um pouco mais, né, caloroso,
43:02a gente bate um pouco de frente de vez em quando,
43:04minha mãe já mais tranquila, paciente.
43:06Né, meu pai escutou, e aí a gente teve uma,
43:10talvez a única discussão realmente assim, mais pesada,
43:13e aí foi nesse momento que eu vi que eles viram
43:17que o negócio tava sério também,
43:18que eu realmente tinha pensado em parar de jogar,
43:21e aí a gente teve essa discussão ali no momento,
43:25e depois passaram dias e eles estavam, né, do meu lado ali,
43:29eu já sabia que no dia seguinte eles iam estar do meu lado,
43:31então meu pai falou, cara, é contigo, né,
43:34se você quiser a gente vai estar aqui pra você,
43:36mas eu acho que você já chegou muito longe,
43:38acho que você não tem porquê, né, porquê parar.
43:41Então teve essa conversa, eu trato eles também com base de tudo,
43:44assim, ano passado no Ipiranga, né,
43:48minha avózinha, se eu não me engano,
43:49tava com 90, tinha 99 anos, faleceu,
43:52véspera de um jogo, aí eu comecei com o treinador,
43:55já tava, né, também, assim, na hora,
43:58e aí a gente nunca tá preparado, né,
44:00e aí quando minha mãe me ligou,
44:02eu tava descendo pro treino,
44:03aí eu já chorei, já conversei com o treinador,
44:06eu falei, cara, minha família é tudo pra mim,
44:07e desculpa, mas agora, nesse momento,
44:10eu tô querendo ir pra casa,
44:12quero ver minha avó, quero, né,
44:13estar com meus pais e tal,
44:15então eles são realmente uma base pra mim,
44:18e nesse momento eles foram muito importantes.
44:20A minha avó faleceu com 99 também,
44:22ano passado,
44:24eu entendo muito,
44:26muito bem, assim,
44:27ela é, tem até uma tatuagem dela,
44:29que a minha avó é,
44:31minha avózinha era,
44:33é, que não falece pra gente, né,
44:35é algo muito, muito importante pra...
44:38Pra mim, eu acho muito legal, assim,
44:40até saber desse lado do Caio, né,
44:44porque te valoriza ainda mais...
44:46Com os olhos marejados.
44:48É, mas a família da gente,
44:50ela é muito importante.
44:50Muito, muito legal, Caio,
44:51fiquei muito feliz em ter ele conhecido,
44:53é muito bacana quando a gente conhece
44:55o ser humano, né,
44:57por trás do jogador,
44:58e se surpreende, de certa forma,
45:00com figuras humanas,
45:02com figuras cordiais,
45:04com figuras simpáticas e tricolores,
45:06como o Caio.
45:07Eu ia até perguntar pro Caio,
45:09que até aumenta, né, amigo,
45:11com o acesso do País Sandu,
45:13no final do ano,
45:14tu conseguindo o teu primeiro acesso...
45:16A gente só vai ter que terminar,
45:17que o horário da Nath já tá acabando.
45:20Pra...
45:22Pra...
45:22Pra...
45:23Pra...
45:23Pra...
45:24Pra...
45:24Pra...
45:24Pra...
45:24Pra...
45:24Pra...
45:24Pra...
45:24Pra...
45:24Pra...
45:24Pra...
45:24Pra...
45:24Pra...
45:24Pra...
45:25Pra...
45:31Pra...
45:32Caio,
45:32pelo País Sandu,
45:34como tu falou,
45:34a tua carreira tá voltando a ter um...
45:38Um...
45:38Um up, né,
45:39começando a...
45:40A pegar aquele xilingue pra cima,
45:43né,
45:44tu tá tendo...
45:45O País Sanduí tá sendo,
45:46então, assim,
45:47literalmente um divisor,
45:48tá começando a ser um divisor de águas,
45:50assim,
45:50na...
45:51Na tua carreira.
45:52Por causa disso,
45:52eu fico imaginando a alegria do pai e da mãe dele,
45:55depois de tudo que ele contou,
45:56ele jogando em São Januário,
45:58contra o Vasco da Gama,
45:59jogando bem pra caramba,
46:00como foi teu jogo lá.
46:01Então, se Deus quiser,
46:03vamos ser coroados com esse acesso,
46:05acho que a gente tá fazendo de tudo por isso,
46:08e como você disse, cara,
46:09eu acho que, né,
46:11foram todos meus amigos lá em São Januário,
46:13já tinham ido em Volta Redonda também,
46:15que é mais distante,
46:16e aí foram agora lá em São Januário, né,
46:17pude fazer um grande jogo lá,
46:20e daqui a pouco vou ver se trago eles,
46:22se Deus quiser,
46:22nessa...
46:23Nessa final agora da Copa Verde,
46:25né,
46:25ganhando essa Copa Norte,
46:27passando,
46:28se Deus quiser,
46:29trazer meu pai,
46:29minha mãe,
46:30meu irmão,
46:30alguns amigos aí também
46:32pra acompanhar,
46:33se Deus quiser,
46:34coroar aí com o terceiro título,
46:36e possível aí também,
46:37depois,
46:38pro acesso,
46:38se puder.
46:39Mas é isso aí,
46:40o pai Sandu tem...
46:41Já ganhou meu coração,
46:43eu acho que,
46:44cada vez mais,
46:45a gente vai criando um carinho,
46:46uma identificação pelo clube,
46:48assim que eu cheguei,
46:49né,
46:49como me senti muito bem aqui,
46:51acho que criei rápido
46:52essa identificação,
46:54e é legal ver que,
46:55como você bem disse,
46:57assim,
46:57a torcida tá começando a olhar pro Caio também com os olhos diferentes,
47:00como um cara protagonista também,
47:02né,
47:02porque às vezes a gente fica num jogo ali,
47:04num arroz,
47:05arroz e feijão bem feito ali,
47:07né,
47:07a gente brinca que é um arroz e feijãozinho temperado,
47:10e aí,
47:11que às vezes não aparece tanto como o jogo,
47:13né,
47:13como o Marcinho,
47:14como o Ita,
47:14como o Cleito,
47:14que às vezes estão ali no último terço finalizando melhor,
47:18né,
47:18uns caras mais plásticos,
47:19realmente,
47:20do que eu,
47:21que sou mais o básico,
47:23assim,
47:23mais o simples,
47:24mas que tá se doando,
47:25tá se doando sempre pelo time.
47:27É isso, Caio,
47:28muito obrigada pela sua presença,
47:30de verdade,
47:30de coração,
47:31e desejo muita sorte,
47:32sucesso,
47:33que você aproveite mais ainda Belém,
47:35que você se encante,
47:36que você realmente conheça mais Belém,
47:40a nossa riqueza da cultura,
47:42e passe a ser um paraense,
47:44e crie uma identidade cada vez maior,
47:46pra você jogar com mais amor ainda essa camisa,
47:49que é o que a torcida Bicolor espera.
47:51Muito obrigada.
47:51Ah,
47:52eu que agradeço.
47:53Caio,
47:53tamo junto.
47:54Tamo junto.
47:54Vou levar a farinha de tapioca com coco.
47:57E pra mim também.
47:58E pra você também.
47:59Pra você também.
48:00Se eu não for na segunda-feira,
48:01que é Paysandu e Floresta,
48:04mas o Michel Anderson vai,
48:06vai,
48:07vai entregar pro,
48:09pro Tote.
48:10Tá,
48:10Tote?
48:11Pra entregar a farinha de tapioca com coco,
48:15pro Caio Mello.
48:16Beleza,
48:17Rodolfo,
48:17obrigada por mais essa resenha aqui comigo.
48:20E vocês aí de casa,
48:21muito obrigada,
48:22e até a semana que vem.
Comentários

Recomendado