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  • há 2 dias
Conteúdos:
- Agentes internos do relevo - camadas internas da Terra, placas tectônicas e seus encontros;
- Agentes externos do relevo;
- Geologia e geomorfologia do Brasil;
- Geologia estrutural e formas de relevo;
- Bacias hidrográficas;
- Enchentes/inundações de 2024 no Rio Grande do Sul;
- Leitos e partes de rio.
Transcrição
00:02Revisão para a prova do primeiro ano, segundo trimestre.
00:05Aqui, então, está o mapa mental que reúne todos os conteúdos estudados ao longo do segundo trimestre.
00:11E, como todo e qualquer mapa mental, vocês podem começar, basicamente, em qualquer ponto
00:15e chegar, então, até o outro extremo.
00:18Eu vou apresentar o mapa mental a partir da ordem cronológica das nossas aulas.
00:22Então, eu vou começar na primeira e ir avançando, que também é uma ordem sequencial de conteúdos.
00:27Então, aquilo que vem depois tem, necessariamente, aquilo que vem antes como algo necessário para ser compreendido.
00:36Então, por ordem cronológica, o centro do nosso mapa são, então, as esferas da Terra,
00:41que nós, em sala de aula, vimos, então, que são a litosfera, a atmosfera e a hidrosfera.
00:49A atmosfera, nós não vimos ela. Nós vamos ver, então, no terceiro trimestre.
00:54O que nós vimos, por enquanto, foi a litosfera e a hidrosfera.
00:59Vamos, então, começar pela litosfera. O que é a litosfera?
01:03A litosfera é a camada sólida e externa da Terra.
01:07É, então, onde a gente pisa.
01:08Ela recebe o nome, então, de crosta terrestre.
01:12A crosta terrestre é uma das três grandes camadas internas da Terra,
01:17ou camadas da Terra, de um modo geral.
01:19Quais são as camadas da Terra?
01:21A crosta terrestre, o núcleo e o manto.
01:26Então, aqui nessa imagem, nós conseguimos ver mais ou menos, né?
01:29Então, aqui está a crosta.
01:31Podem ver que ela tem um tamanho diminuto em relação aos demais.
01:35Embaixo da crosta fica o manto.
01:37Embaixo do manto fica o núcleo.
01:40Então, olha só.
01:41As camadas da Terra, todas elas impactam uma à outra.
01:45No nosso caso, que estamos estudando principalmente a crosta terrestre,
01:48a gente tem que pensar, então, que a crosta terrestre,
01:50ela não é um bloco rochoso único.
01:53Na verdade, a crosta terrestre, ela está dividida, fragmentada, em placas tectônicas.
01:59E essas placas tectônicas, por sua vez, não ficam paradas.
02:03Essas placas tectônicas, elas se movimentam.
02:05E todo mundo sabe que elas se movimentam.
02:07Embora o Brasil não tenha terremotos de grande magnitude,
02:10ou seja, terremotos que dá pra gente sentir o piso, a superfície, a Terra balançar,
02:17nós sabemos que existem terremotos em vários lugares.
02:20Ou, por exemplo, os tsunamis.
02:22Os tsunamis acontecem a partir da atividade, do movimento das placas tectônicas.
02:27E o que movimenta as placas tectônicas?
02:30O que movimenta as placas tectônicas é, então, o manto.
02:34Esse movimento, ele acontece através da convecção,
02:37que é o que nós vemos, então, nessa imagem aqui.
02:40O que acontece, gente?
02:41O manto terrestre, ele, na verdade, tem temperaturas diferentes.
02:45Por quê?
02:46Porque o manto terrestre, ele é líquido.
02:49Ele é líquido não como a água.
02:51Ele é líquido, talvez, como o mel.
02:53Ou seja, é muito denso, é muito viscoso.
02:56Demora pra se mexer, mas se mexe.
02:59E o que faz o manto se mexer?
03:01É o núcleo.
03:02O manto se movimenta, porque o manto tem temperaturas diferentes em seus pontos.
03:08O núcleo vai esquentar o manto.
03:12E vai acontecer, então, a convecção.
03:14Como que a convecção acontece?
03:16Imaginem que a terra é como se fosse uma chaleira num fogão.
03:20Então, aqui tu tem o fogo, e o fogo tá aquecendo o manto.
03:24Qual é a parte do manto que vai aquecer antes?
03:27É a parte mais próxima do núcleo.
03:29Se a parte do manto mais próxima do núcleo aquece antes,
03:33significa que a parte mais baixa do manto fica quente antes.
03:38Aquilo que é quente é mais leve.
03:41Se é mais leve, sobe.
03:43Beleza.
03:44Então, aqui subiu.
03:46Quando chegou aqui em cima, perto da crosta, vai ficar longe da fonte de calor que é o núcleo.
03:52Então, vai o quê?
03:53Esfriar.
03:54Conforme esfria, ela vai ficar, então, mais pesada.
03:57E vai fazer o quê?
03:58Vai descer.
03:59Quando desce, chega perto do núcleo de novo e vai esquentar.
04:04Vai ficar mais leve, vai subir, vai ficar longe da fonte de calor, vai esfriar, vai ficar pesada, vai descer.
04:13E aí vai formar, então, um ciclo.
04:16É um ciclo eterno.
04:17E assim como a prancha se move no mar, a crosta terrestre, as placas tectônicas, vão se mover em cima
04:24do manto.
04:25Você tem que pensar que são peças de quebra-cabeça em cima de uma bacia d'água.
04:29Se a água se mexe, as placas de quebra-cabeça se mexem também, no mesmo sentido da água.
04:34É mais ou menos assim, então, que a crosta terrestre vai se movimentar.
04:38Ou melhor, que as placas tectônicas vão se movimentar.
04:42E as placas tectônicas vão, então, formar o que nós chamamos de agentes internos do relevo.
04:48E as placas tectônicas, nós podemos pensar que, na verdade, a gente tem dois tipos de placas tectônicas.
04:54As placas oceânicas e as placas continentais.
04:58E isso é importante.
04:59Por quê?
05:00Porque as placas oceânicas, elas são mais finas.
05:04Já as placas continentais são mais espessas, mais grossas.
05:08E isso vai impactar diretamente em como as placas, elas se movimentam e como que as superfícies são criadas.
05:16Aqui vocês conseguem ver, então, um mapa das placas tectônicas do mundo.
05:20Então, percebam que a Terra é um grande quebra-cabeça.
05:23As peças se encaixam e elas estão se movendo.
05:25Que é o que a gente consegue ver, então, nesse símbolo.
05:28Percebam, por exemplo, que a América do Sul e a África, elas estavam juntas anteriormente.
05:34Elas estão agora se separando, né?
05:36Percebam que entre a costa do Brasil, o litoral do Brasil, tem o Oceano Atlântico.
05:41Por quê?
05:41Porque as duas estão se separando.
05:43Vocês conseguem ver as duas setinhas se separando.
05:45Então, a placa da América do Sul está vindo para cá.
05:48Só que, olha só, a placa de Nazca está vindo para cá.
05:51Então, enquanto a placa sul-americana e africana estão se separando, indo para direções opostas,
05:57a sul-americana está se encontrando com a placa de Nazca aqui.
06:01E olha só, gente.
06:02Aqui, nós temos o encontro de muitas placas tectônicas.
06:06Aqui no amarelo, que é a placa do Pacífico.
06:09O que vai acontecer?
06:10Onde eu estou grifando, vai nascer, então, o cinturão de fogo do Pacífico.
06:15O que é ele?
06:16Vocês conseguem ver, então, aqui, que são essa mancha rosa.
06:19Nessa mancha rosa tem vários pontinhos vermelhos, que são vulcões.
06:23Essa área é a área com atividade sísmica, ou seja, terremotos, vulcões, mais frequente do planeta.
06:29A gente chama de anel ou cinturão de fogo do Pacífico.
06:33Não por acaso o Chile tem bastante terremoto, porque o Chile está, basicamente, na borda da placa tectônica.
06:39Aqui está o Chile, olha só.
06:41Falando, então, sobre os agentes internos do relevo, nós vamos pensar que os agentes internos do relevo,
06:46eles moldam, ou melhor, criam a superfície da Terra a partir de duas formas.
06:51A atividade intraplaca, que nós não entramos muito, porque não vem tanto ao caso,
06:56e aos encontros, e esses sim nós vivos.
06:58Nós temos três tipos de encontro.
07:00O encontro divergente, o encontro transformante e o encontro convergente.
07:05O encontro divergente e o convergente são movimentos opostos.
07:10Por quê?
07:11Porque o movimento divergente é um movimento de separação de placas.
07:16Elas vão para direções diferentes, elas divergem.
07:20Já o movimento convergente é na mesma direção, elas se encontram.
07:25O movimento divergente, ele vai ter duas grandes situações.
07:29É o encontro de placa continental com outra continental, ou melhor, a separação,
07:34e a separação de uma placa oceânica com outra placa oceânica.
07:38Então, aqui vocês conseguem ver, então, uma imagem.
07:40Aqui tu tem uma placa continental e outra placa continental.
07:44As duas estão se separando, como vocês conseguem ver pelas flechas,
07:47e o magma, o manto, está subindo.
07:51Conforme ele sobe, ele vai se solidificando.
07:53O que vai nascer na separação das placas?
07:56O que vai nascer no espaço entre placas?
07:58Vai nascer, então, um vale.
08:00A África, por exemplo, está se separando.
08:03Então, ela está se abrindo em duas placas diferentes, placas continentais.
08:08No caso da África, da separação do chifre da África,
08:11nós chamamos aquela região de Rift Valley.
08:14Agora, a separação de duas placas oceânicas vai acontecer, por exemplo,
08:20entre a América do Sul e a África.
08:22O que vai acontecer?
08:23Olha só.
08:23Duas placas oceânicas estão se separando e o magma, ele está, então, extravasando.
08:28Ou seja, ele está subindo, ele está chegando na superfície.
08:31Quando ele chega na superfície, igual acontece no Minecraft, ele vai ficar sólido.
08:36No Minecraft, por exemplo, ele vira cobblestone.
08:38Aqui, vai ser criada, então, uma cordilheira de montanhas.
08:42Ou seja, o piso do oceano, ele vai ser mais ou menos assim.
08:46Ele vai ter uma cordilheira de montanhas embaixo dele.
08:49O nível do oceano está aqui.
08:51Tem uma cordilheira de montanhas embaixo dele.
08:53E ela vai ficando maior, mais longa, quanto mais as placas se separam.
08:59Aqui, vocês conseguem ver, então, a idade relativa da crosta oceânica.
09:03Quanto mais marrom, mais atual.
09:05Quanto mais azul escuro, menos atual, mais antiga.
09:09Percebam que na separação das placas da América do Sul com a África,
09:14tu tem, ali no meio, uma parte bem novinha.
09:17Por quê?
09:18Porque é justamente onde as placas estão se separando, olha só.
09:21Bem aqui no meio dos continentes, é onde as placas têm as suas bordas
09:25e onde as placas, então, estão se separando.
09:28E aí, aqui, vocês conseguem ver exatamente que nessa região tem a área mais nova.
09:36Agora, o limite convergente é o limite de encontro das placas.
09:42As placas estão, então, se encontrando, indo na mesma direção.
09:46E aí, a gente vai pensar de novo nas placas continentais e oceânicas.
09:49São três casos.
09:51O encontro de uma placa continental com outra continental vai fazer o quê?
09:55Uma placa continental vai descer e a outra vai subir.
09:58E tu vai ter a formação de uma cadeia de montanhas, porque elas estão sendo dobradas.
10:03Essa cordilheira de montanhas, por exemplo, vai ser o Himalaia.
10:07O Himalaia, que é onde fica o Everest, ponto mais alto do mundo,
10:10é o encontro de duas placas continentais.
10:13O encontro de uma placa oceânica com outra continental vai causar o quê?
10:18A placa oceânica é mais fina, já a placa continental é mais espessa.
10:25Pela placa oceânica ser mais fina, ela vai descer, a gente chama isso de subdução,
10:31e a placa continental vai dobrar e vai subir.
10:34Quando ela dobra e sobe, vai formar uma cadeia de montanhas.
10:38Agora, no encontro da placa oceânica com a placa continental, vai criar um buraco para baixo.
10:45Esse buraco a gente vai chamar de fossa.
10:47Vai ser mais ou menos assim um relevo.
10:49Aqui tu tem um oceano, uma fossa, e aqui tu sobe e tu tem a montanha.
10:55Já o encontro de duas placas oceânicas vai ser parecido com o continental,
10:59só que desse lado vai ter uma oceânica.
11:01O que vai acontecer?
11:02Uma das oceânicas vai descer e a outra oceânica vai subir.
11:07Como a oceânica está embaixo do oceano, ela vai subir,
11:12mas não vai ser o suficiente para toda ela aparecer.
11:15Vai aparecer só uma partezinha, que é essa daqui.
11:18Aqui tu tem, então, um arco de ilhas, que é parecido mais ou menos com o Japão.
11:22O Japão é um arco de ilhas, por isso que o Japão tem um formato mais ou menos assim,
11:28porque é só essa parte que aparece aqui no Japão, né?
11:31Então, agora vamos ao limite transformante.
11:34E o limite transformante é o movimento de duas placas em direções opostas.
11:39Elas se movem assim, de lado a lado.
11:43Elas ficam mais ou menos se roçando, digamos assim.
11:46Então, vai surgir uma cratera.
11:49Essa cratera, nesse caso da foto, é justamente a falha de San Andreas.
11:53E San Andreas é uma palavra que é comum para vocês.
11:56Por quê?
11:57Porque o GTA San Andreas recebe inspiração da falha de San Andreas.
12:01Afinal de contas, o GTA San Andreas se passa em Los Santos, que é o mesmo GTA do GTA V.
12:09Então, GTA San Andreas recebe a homenagem da falha de San Andreas.
12:15Agora, os agentes internos do relevo, eles agem junto com os agentes externos do relevo.
12:23Enquanto os agentes internos do relevo criam o relevo, os agentes externos moldam o relevo.
12:30E eles geram as formas de relevo.
12:32Mas como que eles geram as formas de relevo?
12:35Eles geram as formas de relevo a partir desses três processos.
12:39Intemperismo, erosão e sedimentação.
12:42Um vem depois do outro.
12:43Ou seja, primeiro acontece o intemperismo, depois acontece a erosão, depois acontece a sedimentação.
12:51O que é que acontece?
12:52O intemperismo é a desagregação das rochas.
12:56Ou seja, uma rocha grandona vai se fragmentar em rochas menores.
13:02Ela vai ser desagregada, dividida.
13:05São três tipos de intemperismo.
13:07Tem o intemperismo físico, a desagregação física, a desagregação química e a biológica.
13:14O que é a física?
13:15A física é a desagregação mecânica.
13:18Ela acontece, por exemplo, em função da variação térmica.
13:21Ou seja, é a desagregação pela porrada.
13:25É como se a água estivesse dando porrada e desagregando.
13:29É a partir, então, do movimento físico.
13:32O intemperismo químico é a dissolução.
13:36Se vocês colocarem, por exemplo, uma pastilha de remédio dentro da água e esquecerem e voltarem depois de uma hora,
13:43vocês vão perceber que o remédio vai virar pó.
13:46Por quê?
13:47Porque a água está dissolvendo o remédio.
13:50Do mesmo modo que a água faz com o remédio em questões de minutos, a água faz com as rochas
13:56em questões de milhares de anos, milênios de anos.
13:59Mas elas também são dissolvidas pela água.
14:01Ou seja, uma rocha grandona, como uma pastilha de remédio, vai virar rochas, então, menores.
14:08Só que enquanto o remédio faz isso em uma hora, a água faz com a pedra, com a rocha, em
14:13questão de milhares de anos.
14:15Mas faz.
14:17E a desagregação ou intemperismo biológico é, na verdade, químico ou físico.
14:22Só que ele é chamado de biológico porque é feito por seres vivos, como, por exemplo, o ser humano.
14:28Vocês já viram na cidade que tu tem aqueles canteiros com árvore?
14:34E a árvore, ela cria raízes e as raízes, elas vão quebrando a calçada?
14:38Aquilo lá é uma espécie de intemperismo.
14:40Mas como é que ela está fazendo isso?
14:41É que a raiz, ela está crescendo e ela está quebrando.
14:44Então, ela está, na verdade, fazendo um intemperismo físico.
14:47Só que como foi uma árvore, nós dizemos que ela é causada por um ser vivo.
14:51Mas qual foi o ser vivo que colocou a árvore lá?
14:54O ser humano.
14:56Depois das rochas terem sido desagregadas, terem sido transformadas em pedaços menores,
15:01que nós chamamos de sedimentos, esses sedimentos vão ser, então, transportados.
15:05Quando eles são transportados, nós chamamos isso de erosão, que é o transporte.
15:11Esse transporte não acontece para sempre.
15:13Uma hora ele acaba porque, por exemplo, a água perde força para carregar esses sedimentos.
15:19Vai acontecer, então, a sedimentação, que é a deposição.
15:23Essa imagem aqui, ela mostra bem claramente o que está acontecendo.
15:27O intemperismo, como, por exemplo, a chuva, está fazendo com que as rochas, essa montanha,
15:33ela vire pedaços menores.
15:35Como ela vira pedaços menores, agora o vento, por exemplo, consegue carregar essas rochas,
15:42esses sedimentos.
15:43Então, vai acontecer o quê?
15:45Essas rochas, elas vão ser transportadas, elas vão para uma área mais baixa.
15:49Quando chegar nessa área mais baixa, não tem nenhum elemento com tanta força para carregar.
15:53Então, essas rochas, esses sedimentos, eles vão o quê?
15:56Eles vão se depositar.
15:59Então, aqui vocês estão vendo os três processos acontecerem.
16:02O intemperismo, que desagrega as rochas, transformando em pedaços menores.
16:06A erosão, que é o transporte dos sedimentos.
16:09E a sedimentação, que é a deposição desses sedimentos.
16:13E é assim que o relevo, ele é moldado.
16:16As montanhas, por exemplo, se tornam menores.
16:19E quem que faz esse processo acontecer?
16:21Quem que são os agentes do relevo?
16:23Os agentes do relevo são, então, o vento, o mar, o gelo, o rio, a chuva e o homem.
16:30O vento vai fazer o que nós chamamos de erosão eólica.
16:35Ou seja, é o vento que vai transportar os sedimentos.
16:38O mar, erosão marítima.
16:40O gelo, erosão glacial.
16:43O rio, a erosão fluvial.
16:45A chuva, a erosão pluvial.
16:47E o homem, a erosão antrópica.
16:50E como que isso funciona?
16:53Isso funciona a partir da erosão.
16:55E isso vai gerar, então, as formas de relevo.
16:58Formas de relevo, vocês têm que pensar.
17:00Que são mais ou menos parecidas com as estruturas geológicas.
17:04Então, pensem num bolo.
17:06O bolo, ele tem cobertura e ele tem recheio.
17:09O que que tu vê por fora?
17:11É a cobertura.
17:12Qual que é o formato do bolo?
17:13É o formato da cobertura.
17:15Mas agora, o bolo pode ter um formato qualquer.
17:18Mas o gosto ser diferente.
17:20Porque é o caso do recheio.
17:22Então, as formas de relevo são como a terra se parece.
17:25É a cobertura do bolo.
17:26Mas dentro da montanha, tu tem o seu recheio.
17:31Do que que ela é feita?
17:32São, então, as estruturas geológicas.
17:35Quais são as formas de relevo?
17:38Montanha, planalto, depressão relativa, absoluta e planície.
17:42As montanhas, vocês podem ver que são maiores.
17:45São áreas, então, mais altas, mais novas.
17:47E predomina a erosão.
17:49Ou seja, está tendo transporte desses sedimentos.
17:54E a gente não tem no Brasil.
17:56O planalto está alto no nome.
17:59É uma área alta, não tão alta quanto a montanha.
18:03Percebam como eu desenhei aqui mais baixo.
18:05E predomina a erosão.
18:07Para onde vai o sedimento do planalto?
18:11Então, para a planície, que são justamente as áreas mais baixas.
18:14As planícies são áreas mais baixas com predomínio de sedimentação.
18:17Então, aqui, na erosão, vocês viram que tu tem o planalto.
18:24E ele está sendo depositado na área baixa, que é a planície.
18:30O que são as depressões?
18:31Percebam, gente.
18:32Aqui tu tem dois morros, né?
18:34Tu tem esse morro e tu tem esse morro.
18:36Entre os dois morros, tu tem essa área mais baixa aqui, né?
18:40Que eu deixei pontilhado para vocês observarem.
18:43Essa área mais baixa aqui, o entorno, é chamada de depressão relativa.
18:47A outra depressão, gente, olha só.
18:49Percebam, aqui tu tem o mar.
18:51E o mar, se ele continuasse, ele viria nessa linha pontilhada que eu trouxe aqui.
18:56O que acontece?
18:58Tu tem no planeta áreas que são mais baixas que o próprio mar.
19:02Essas áreas que são mais baixas que o próprio mar, nós chamamos de depressão absoluta.
19:07E nós não temos aqui no Brasil.
19:10Olhando agora, então, as formas de relevo do Brasil, vocês conseguem perceber que nós temos planalto, depressão e planície.
19:19Os planaltos, eles formam boa parte do Brasil, estão em amarelo.
19:23Vocês podem ver que o próprio Rio Grande do Sul tem planalto aqui no norte e aqui no sul.
19:29O Brasil tem bastante depressão.
19:32Vocês estão aqui em verde.
19:34Observe que o Rio Grande do Sul também tem depressão.
19:37Ou seja, é a depressão periférica o nome dela, né?
19:40E nós temos planícies também, mas as planícies são poucas.
19:44Onde que elas ficam?
19:45Aqui no Rio Amazonas, na área aqui do Pantanal e no litoral.
19:50O Rio Grande do Sul tem planície também?
19:52Tem planície também.
19:54Então, o Rio Grande do Sul tem as três formas de relevo que o Brasil tem também.
19:59Aqui vocês podem ver, gente, o Brasil em 3D.
20:04Olhem como o Brasil aqui para o norte é mais baixo.
20:08E aqui o Brasil é um relevo alto, todo acidentado, todo cheio de montanha, tá?
20:14E o Rio Grande do Sul, por sua vez, gente, ele tem uma parte mais plana,
20:19que é a parte da Campanha Gaúcha, a parte dos Pampas.
20:22A planície costeira é, obviamente, bem plana, tá no próprio nome.
20:26E nós temos a área mais alta aqui em amarelo e verde, que é a área da Serra Gaúcha, né?
20:31Aqui tu tem São José dos Ausentes, que é a área mais alta do Rio Grande do Sul
20:35e também a cidade mais fria do Rio Grande do Sul.
20:38Aqui, gente, vocês conseguem ver o perfil C e D.
20:42Esse risco vermelho aqui, ele tem esse formato aqui, né?
20:46Então, vocês conseguem ver que o Nordeste Brasileiro, por exemplo, tem aqui o Oceano.
20:50Aqui tu tem a área de praia.
20:52Então, aqui tu tem cidades litorâneas, como Recife, Salvador, João Pessoa e assim vai.
20:58Tu tem um morro, que vai formar a Serra do Mar.
21:02E aí tu tem a Depressão Sertaneja, que é a área mais seca do Nordeste.
21:09Agora, as estruturas geológicas, gente, são três.
21:13Escudo cristalino, bacias sedimentares e dobramentos modernos.
21:18Eu coloquei essa imagem aqui, gente, porque aqui embaixo ele tá mostrando a idade dessas estruturas.
21:24O escudo cristalino, gente, alguns deles começaram lá no início da Terra.
21:28Então, eles existem desde que a Terra se formou.
21:30Os escudos cristalinos são as estruturas mais antigas do planeta.
21:34Vocês podem imaginar, então, que nessas estruturas antigas, elas já foram bastante erodidas.
21:40Então, são áreas que, ao longo do tempo, vão ficando mais baixas.
21:43Só que, olha só, gente, o escudo cristalino aqui, ele é mais alto.
21:47E aí tu vai lá e tem uma área mais baixa e sobe de novo.
21:51Aqui nos dobramentos modernos, que são as áreas mais atuais, as montanhas estão sendo erodidas.
21:56Ao longo do tempo, elas vão ficar menores.
21:58Para onde vai esse sedimento? Para a área mais baixa.
22:02E o escudo cristalino, que tá sendo diminuído também, que antigamente era assim.
22:05Para onde vai o sedimento? Vai para cá, para a área mais baixa.
22:09Todo esse sedimento sendo depositado vai formar o que a gente chama de bacia sedimentária.
22:13Então, aqui tu tem rocha original, rocha original, e aqui tu tem uma área de sedimento,
22:19que é a rocha que saiu daqui e daqui e veio para cá.
22:23Agora, então, a nossa outra esfera que vimos, já vimos a litosfera, agora, então, a hidrosfera.
22:30Dentro da hidrosfera, nós vimos basicamente dois conteúdos, bacia hidrográfica e leitos de rio, que foi o último.
22:39Bacias hidrográficas.
22:40As bacias hidrográficas, gente, são áreas onde toda a água escoa para um ponto, que é o rio.
22:47Aqui vocês têm, então, um esquema de bacia hidrográfica, que foi, inclusive, o esquema que eu mostrei para vocês, eu
22:53entreguei para vocês.
22:54Olha só, aqui nós temos duas bacias hidrográficas que estão delimitadas pela linha tracejada.
22:59Qual que é a ideia de uma bacia hidrográfica?
23:03A ideia de uma bacia hidrográfica é de que, se chover em um ponto dela, como esse daqui,
23:12a água vai descer até um corpo d'água, por exemplo, esse rio aqui.
23:17Esse rio aqui vai acabar em um rio maior, que é esse rio principal aqui.
23:24Então, eu já mostro num desenho melhor, mas aqui nós temos alguns conceitos.
23:29Nascente. Nascente é onde o rio surge, que é onde a água subterrânea brota na superfície.
23:35Afluente são os rios menores que desagam rios maiores.
23:39Então, esse rio é um afluente, esse é um afluente, esse é um afluente, esse é um afluente, e assim
23:44vai.
23:45O lençol freático são as águas subterrâneas.
23:48A foz é onde o rio acaba.
23:50O fundo de vale é a área mais funda de um rio, né?
23:55Então, é onde vai sofrer inundações.
23:59O leito principal a gente vê logo mais quando nós formos ver os leitos de rio.
24:03E o divisor de águas, que também é chamado de interfluvio, é o ponto mais alto de uma bacia.
24:08Se chover desse lado, cai para cá.
24:11Se chover desse, cai para cá.
24:15Agora, então, vamos pensar que nós temos, então, a bacia do rio A e a bacia do rio B.
24:20Olha só, gente.
24:20Digamos que nós temos uma certa chuva.
24:23Aqui é uma bacia, tá?
24:24Se chover aqui, uma certa gota d'água cair nesse ponto, para onde essa gota d'água vai?
24:30Ela vai para o centro.
24:33Se chover aqui, para onde essa água vai?
24:38Ela vai para o centro.
24:40O que vai começar a acontecer aqui embaixo?
24:43Vai começar a acumular água.
24:45Essa água vai acumular, acumular, acumular e pode virar um rio.
24:50Agora, se essa mesma nuvem, a gota d'água cair aqui, essa gota d'água, ela vai vir para cá,
24:57assim como a outra?
24:58Não.
24:58Ela vai descer para onde?
24:59Para cá.
25:01Beleza.
25:01E se chover aqui, para onde vai cair a gota d'água?
25:05Vai cair para cá.
25:07Vai, de novo, formar um amontoado de água no meio, vai formar, então, um rio.
25:12O que acontece, gente?
25:14Digamos que aqui nós temos o rio A e aqui nós temos o rio B.
25:17O rio A e o rio B, eles vão, no final das contas, se encontrar.
25:20Por quê?
25:21Porque o rio B, ele acaba indo para o rio A.
25:25Ele vai para o rio A.
25:26O rio A vai e o rio B se encontra com ele e junta as suas águas no rio A,
25:31que vai ficar maior.
25:32Percebam a diferença aqui para o tamanho aqui.
25:36No final das contas, gente, choveu desse lado, choveu desse lado, choveu desse lado.
25:41Embora a água aqui tenha ido inicialmente para cá, no final das contas, como ela veio para o rio B,
25:48ela acabou vindo para onde?
25:49Para o rio A, para se encontrar nesse ponto aqui.
25:53Então, as bacias hidrográficas vão ser as áreas onde vai chover em um certo ponto e essa água vai para
25:58um ponto mais baixo.
26:00Nesse esquema aqui, é mais ou menos isso, né?
26:02Então, vai chover em um ponto aqui e essa gota d'água não vai parar ali, ela vai acabar indo
26:09para o rio principal.
26:10Se chover aqui, ela vai acabar nesse aqui e vai descer para o principal.
26:14A bacia hidrográfica, gente, ela é um conceito extremamente necessário, porque ela nos ajuda a explicar, então, a inundação no
26:21RS.
26:22A bacia hidrográfica e o leito de rio explicam a inundação no RS.
26:25E aí vem, então, uma pergunta.
26:27Primeiro, por que choveu tanto no Rio Grande do Sul?
26:30Então, aqui nós temos um mapa explicando mais ou menos o que aconteceu, gente.
26:35Olha só.
26:36Percebam que nós temos aqui no Brasil uma onda de calor.
26:40Vocês lembram lá no início da enchente que a gente estava ouvindo o barulho de helicóptero, o pessoal estava fugindo
26:47e a gente estava vendo o show da Madonna na Globo?
26:50Por que o Rio de Janeiro estava numa onda de calor?
26:53Por que o Rio de Janeiro tinha excelentes condições para ter um show e o Rio Grande do Sul vivia
26:58aquela tragédia?
26:58Uma coisa está ligada com a outra.
27:00O que acontece?
27:01Onde está aparecendo essa onda de calor?
27:03Vocês têm que imaginar que você tinha uma corrente de vento como um secador de cabelo apontando para baixo.
27:09O que acontece?
27:10Como é que se forma a nuvem?
27:12Imaginem que aqui vocês têm oceano e a água está evaporando.
27:17Beleza.
27:18A água está evaporando.
27:19Vai formar uma nuvem.
27:21Gente, olha só.
27:23Se tu tem uma barreira de vento vindo de cima para baixo como eu mostrei, vai ter como uma nuvem
27:29se formar e subir?
27:31Não.
27:32Então vai ficar um clima muito o quê?
27:34Seco.
27:35Aqui na saonda de calor estava muito, estava extremamente o quê?
27:39Seco.
27:40Agora, isso daqui, gente, é como se fosse um secador de cabelo.
27:44Tentem soprar uma bolinha de papel através do secador de cabelo com o sopro de vocês.
27:48Vocês vão conseguir?
27:50Não vão.
27:50Por quê?
27:51Porque o sopro de vocês é muito mais fraco que o secador de cabelo.
27:54A nuvem é a mesma coisa.
27:56A nuvem que vinha daqui de baixo estava tentando ultrapassar esse secador de cabelo e não conseguia.
28:05Ela chegava aqui, encontrava uma barreira gigantesca e não conseguia passar.
28:09Ela ficava barrada aqui na borda.
28:12O que acabou acontecendo?
28:14Toda chuva que deveria cair nessa região aqui acabou caindo aonde?
28:18Aqui no Rio Grande do Sul.
28:21Além disso, a umidade da Amazônia veio para cá e a umidade do Pacífico também veio para cá e ajudou
28:28um pouquinho.
28:30Aqui vocês conseguem ver a quantidade de chuva que caiu nos 30 dias da enchente, mais ou menos.
28:38Percebam, gente, olha só.
28:39Onde está branco é que choveu basicamente nada.
28:44Se está amarelo ou laranja, choveu pouquíssimo.
28:48E aí percebam, gente, no Rio Grande do Sul está tons de azul e até de cinza.
28:54Choveu nesse ponto aqui da Serra Gaúcha, nesse círculo cinza aqui, o equivalente a 800 milímetros.
29:04Gente, 800 milímetros é a chuva esperada para seis meses.
29:09Choveu seis meses em um mês.
29:13Mas, na verdade, não choveu durante todo o mês.
29:16Choveu mais ou menos duas semanas.
29:19Vocês conseguem imaginar que a chuva de seis meses caiu em duas semanas?
29:23É muita, muita, muita chuva.
29:26Aconteceria a tragédia?
29:29Aconteceria.
29:30Mas a situação piora, gente.
29:31Por quê?
29:32Porque para explicar o tanto de chuva, não é suficiente.
29:36A gente ainda tem que pensar, por que os rios sobem tanto?
29:39E aí vem, então, o conceito de bacia hidrográfica.
29:41Eu não falei para vocês que se chover aqui, ela vem para cá e vai para o rio?
29:47E se chover aqui, vem para esse rio, mas que esse rio, ele se junta no maior?
29:52Pois bem, o que acontece?
29:54Aqui vocês estão vendo o mapa das bacias hidrográficas do Brasil.
29:57A bacia A, essa área A aqui, se chover em qualquer ponto, como, por exemplo, aqui,
30:03essa chuva vai acabar indo para um rio que vai acabar no rio Uruguai, que é esse rio aqui.
30:10Agora, a área B, gente, é a bacia hidrográfica do Guaíba.
30:15O que acontece?
30:16Se chover aqui, essa chuva vai cair num rio, esse rio vai trazer toda a água dele para onde?
30:24Aqui para Porto Alegre, aqui para o Guaíba.
30:27Ou seja, gente, está chovendo muito longe, está chovendo lá no quinto dos infernos
30:33e toda essa água está sendo carregada para cá.
30:37Agora, eu quero que vocês percebam, essa parte do Rio Grande do Sul, no mapa da precipitação,
30:48está justamente pintada de cinza.
30:51É justamente a área que mais choveu.
30:54Então, a área que mais choveu é essa área aqui que eu já pintei,
30:57e para onde vai toda essa água, ela vai descer, vai chegar em Porto Alegre e vai passar por Esteio.
31:03Olha só aqui, gente, o mapa do Rio Grande do Sul.
31:06Aqui nós temos o Guaíba, então aqui é o rio que banha Porto Alegre, o lago.
31:11E percebam como tu tem várias linhas azuis, né, gente?
31:15Tu tem os Arroios, tu tem o rio Jacuí, que é um rio grande bastante aqui no Rio Grande do
31:22Sul.
31:22Tu tem o rio Caí, tu tem o rio dos Sinos, que banha Esteio.
31:27Tu tem aqui o rio Gravataí.
31:29Tudo isso daqui vem aqui para o rio Guaíba.
31:32Aí o rio Guaíba, ele é bem grande, beleza.
31:34Só que olha só, gente, o rio Guaíba, que vai ter esses deltas, olha por onde ele vai sair.
31:39É horrores de água que saem por uma frestinha muito pequena.
31:45O que acontece?
31:46Se vocês pensarem na sala de aula, a sala tem quatro janelas.
31:50É como se o Guaíba recebesse água de quatro rios, de quatro janelas.
31:55E essas janelas, elas vão receber muita água, mas toda aquela água, ela vai sair somente pela porta.
32:02Gente, se entrar água pelas janelas e só tiver a porta para escoar aquela água, para tirar aquela água,
32:08a água vai se acumular.
32:10A sala vai ficar cheia d'água.
32:14A sala, nesse exemplo, é o quê?
32:16É a cidade.
32:17E toda essa água, gente, vai para onde?
32:19Vai para a Lagoa dos Patos.
32:21E a Lagoa dos Patos acaba onde?
32:23Acaba nessa saídinha aqui.
32:25Então, tu tem uma região gigantesca que escoa numa área minúscula.
32:30Gente, isso é uma receita para a tragédia.
32:34Só que isso não foi só tragédia natural.
32:36Também teve erro humano.
32:38Por quê?
32:39Porque a prefeitura, o governo estadual, o governo federal deveriam ter agido mais prontamente.
32:45O sistema de proteção de cheias deveria ter funcionado, só que faltou a manutenção.
32:50E assim vai.
32:51Aqui, gente, vocês podem ver que a enchente, ela acaba sempre penalizando as pessoas mais pobres.
32:58Aqui vocês estão vendo, gente, olha só.
33:00Vocês estão vendo uma área cinza.
33:02Essa área cinza foi justamente a área que foi atingida pela inundação.
33:06Então, onde está cinza aqui, significa a área que a água chegou.
33:11Colorido, em vermelho, a verde, são a riqueza dos lugares.
33:16Então, quanto mais vermelho, mais pobre.
33:18Quanto mais verde, mais rico.
33:20Vocês conseguem perceber que onde está cinza é mais laranja e vermelho?
33:24Laranja, vermelho.
33:25Laranja, vermelho.
33:27Laranja, vermelho.
33:28Isso significa que as pessoas mais afetadas foram justamente as pessoas mais pobres.
33:33É porque a natureza odeia essas pessoas?
33:35Não, gente.
33:35É porque isso aqui é uma área de risco.
33:37Quem que vai morar numa área de risco?
33:39Quem não consegue morar em outro lugar.
33:41Quem que não consegue morar em outro lugar?
33:43Quem não tem dinheiro.
33:44Quem não tem dinheiro?
33:45As pessoas mais pobres.
33:47Não é por acaso que quando acontece uma enchente, uma tragédia, acontece geralmente com as pessoas mais pobres,
33:53as pessoas mais vulneráveis.
33:54Porque elas acabam sendo jogadas para essas regiões.
33:57Para essas regiões que são os leitos de rio.
34:01Então, agora o nosso último conteúdo, leitos de rio.
34:04Os leitos de rio, gente, são nada mais, nada menos que a área que o rio ocupa.
34:09Gente, o rio, ele tem um canal.
34:11O que é o leito?
34:12É justamente esse canal aqui.
34:14Esse canal é o que a gente chama de leito.
34:18O leito, obviamente, gente, varia com a chuva.
34:20Eu acabei de mostrar para vocês sobre a enchente.
34:23O rio era desse tamanhão aqui e ele ficou desse tamanhão aqui.
34:30O leito, então, varia.
34:32Se chover menos, fica menor.
34:34Se chover mais, fica maior.
34:37E aí, então, nós vamos diferenciar vários tipos de leito justamente em função disso.
34:41Nós temos o leito maior, o leito menor e o leito de vazante.
34:45O que é o leito maior, o leito de vazante e o leito menor?
34:49Olha só, aqui nós temos um esquema de um rio.
34:53Gente, olha só, quando está chovendo quase nada, o rio vai diminuir de tamanho.
34:58Só que o rio, gente, ele sempre vai ser ocupado.
35:00A área que o rio sempre é ocupado é chamada de leito de vazante, que aqui está representado.
35:06O leito de vazante, gente, ele vai ser o leito ocupado pelo rio em época de seca, em época de
35:11estiagem.
35:12Então, ele sempre vai estar ocupado e vai ser menor do que os outros.
35:16O leito menor, por sua vez, vai ser o leito regular do rio.
35:19É o leito que o rio normalmente ocupa.
35:22Nesse caso do exemplo, é esse aqui, ó.
35:25Percebam que o leito menor, ele é um leito maior do que o leito de vazante.
35:29O leito menor, gente, ele é dividido, separado, pelo dique marginal, que é um acúmulo de areia.
35:36Então, o rio, ele geralmente vai ocupar o leito menor e ele vai ter essa barra de areia aqui em
35:41volta dele.
35:41Só que assim, gente, se chover muito, o rio, ele vai aumentar de tamanho.
35:48E ele vai passar a ocupar uma área maior, ele vai passar a ocupar, então, o leito maior.
35:53E o leito maior, gente, ele vai ser, então, a época de cheia.
35:57E percebam, ele vai começar a ter vegetação.
36:00Por quê?
36:01Porque como essa área não é sempre ocupada, a vegetação vai começar a florescer ali.
36:06É evidente que não vai ser uma vegetação de clima seco, de clima desértico.
36:09Pelo contrário, vai ser uma vegetação adaptada a ficar abaixo d'água durante um certo tempo.
36:15Só que, gente, se a água ultrapassar o leito maior e chegar até aqui, qual é o nome que a
36:21gente dá para isso?
36:24Eis a inundação.
36:26Se o leito do rio maior for ocupado, ou seja, se a água vier até aqui, nós chamamos isso de
36:33enchente.
36:34Se a água passar daqui e chegar nessa região, a gente vai chamar ela de inundação.
36:41É por isso que, quando a gente fala das enchentes do Rio Grande do Sul, na verdade, a gente está
36:45falando da inundação do Rio Grande do Sul.
36:48Porque a área que o rio ocupou não foi somente o leito menor dele ou o leito maior dele.
36:53Foi, na verdade, uma área maior, que é essa área que a gente está vendo aqui.
36:58Então, vamos lá.
36:59Então, vamos lá.
36:59Vamos lá.
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