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Transcrição
00:00Caçadores de Destinos, patrocínio China Park Eco Resort, lugar de gente feliz.
00:16Todos a bordo, sejam bem-vindos a um dos maiores manguezais urbanos da América Latina e do mundo.
00:35Estamos em Vitória, capital capixaba.
00:39E o nosso roteiro começa aqui, no berçário do mar, o manguezal.
00:51Vitória possui uma área territorial de 98 quilômetros quadrados.
00:56E estima-se que, desse total, 11 quilômetros quadrados sejam ocupados pelo manguezal.
01:10Manguezal é o nome dado ao ecossistema costeiro de transição entre os ambientes terrestre e marinho.
01:17São ecossistemas estuarinos, formados pelo encontro entre rios e mar, presentes em regiões tropicais e subtropicais.
01:33O mangue, que é o nome da árvore que forma os manguezais, com suas raízes aéreas,
01:40é resistente ao fluxo marítimo, aos alagados e ao sal presente na água.
01:53Esses ambientes são muito importantes para a biodiversidade.
01:57Por ficarem entre águas salgadas e doces, acabam sendo moradia para diversas espécies,
02:03como caranguejos, ciris e mariscos, tão utilizados na nossa gastronomia capixaba.
02:19E toda essa riqueza ambiental e cultural se transforma em turismo de experiência.
02:35A questão do manguezal na minha vida vem desde criança, né, filhos de pescador.
02:40A família toda pescava e eu vinha com meus pais.
02:43Pescava peixe, caranguejo, me envolvia, apanhava muito,
02:46porque mamãe falava para não tomar banho aqui, eu dava um jeito de tomar banho.
02:48E isso cresceu comigo.
02:52Só que passou um tempo da minha vida, teve um hiato muito grande que eu me afastei do manguezal,
02:57andando fora, por aí.
02:59E ele retornou na minha vida, nos cursinhos, quando eu ia nas aulas de biologia,
03:06eu percebi assim, tudo que o professor está falando, eu tenho isso no quintal de casa.
03:10E aí comprei um caiaque, comprei outro, trazia os amigos para mostrar essa beleza aqui de perto.
03:16Todo mundo falava, né, rapaz, vende esses passeios, chama as pessoas para virem passear.
03:20E aí eu comecei a fazer os passeios, isso foi em 2018.
03:25Com o comitante a isso, eu também dava aula, né, eu sou professor de química,
03:29e eu dava aula de segunda a sexta, sábado e domingo eu fazia passeio.
03:33Até que resolvi trocar tudo e hoje só faço educação ambiental, né,
03:40fazendo uso dos passeios, trazendo as pessoas virem conhecer o manguezal de forma como ele é.
03:46Bonito, maravilhoso, coisa que os capixabas não conhecem,
03:49porque quando você fala aí para fora o que é o manguezal,
03:53elas falam que o manguezal é feio, que o manguezal é fedido.
03:56Quando elas chegam aqui, é outra realidade.
04:01O Wallace é cria do manguezal e fala sobre a felicidade que é poder viver disso aqui.
04:10Eu trabalho com o que amo, um passeio para uma pessoa,
04:15eu me divirto mais do que ela, muitas das vezes,
04:19então o que acontece?
04:20Curei minha enxaqueca por conta disso, não tenho ansiedade, não tenho problema de saúde,
04:26entende?
04:27Então, a partir daqui eu vejo empreendendo outras formas de mostrar o manguezal,
04:32mas eu não me vejo fazendo outra coisa,
04:36ou se for, que seja melhor do que a simples demonstração de um manguezal para a pessoa leiga.
04:56Uai, mas essa aqui não é aquela canetinha que eu brinquei muito de escrever na areia da praia quando eu
05:00era criança?
05:01Sim, isso aqui o pessoal chama de canetinha da praia, né,
05:04que encontra na areia, escreve lá o nome da pessoa amada,
05:07escreve o solzinho caso estiver nublado.
05:09Para aparecer o sol, isso aí.
05:11Isso aqui é a semente da árvore de mangue vermelho,
05:14que as pessoas não sabem que ela vem do manguezal.
05:18Essa semente, ela tem essa forma de lança aqui,
05:22porque ela tem que cair assim na água,
05:24não vou tirar uma aqui, né,
05:25então ela tem que cair assim,
05:27fixar,
05:28então gerar uma nova árvore.
05:30Agora, se a maré estiver muito mais alta,
05:33essa semente vai cair,
05:36não vai encontrar o chão,
05:38e vai boiar seguindo a corrente.
05:40E é quando essa corrente vai levar para a praia,
05:43a onda vai jogar...
05:44E aí a gente encontra...
05:46Essa onda vai jogar a semente mais para a areia e é onde a pessoa vai encontrar, vai brincar.
05:51Só que ela nem imagina que é uma semente de mangue vermelho do manguezal.
06:01Toda saída que fazemos,
06:03a gente visa recolher lixo que porventura venham boiando em suas águas
06:07ou que estejam enroscadas nos troncos, assim, nos galhos.
06:11Porque, é como eu te falei,
06:13não é só um passeio contemplativo,
06:15é uma educação ambiental em campo.
06:28É um passeio cheio de conhecimento,
06:32com paisagens lindíssimas, como vocês estão vendo aí,
06:35e emocionante.
06:57E é na beira do manguezal que fica o galpão da Associação das Paneleiras de Goiabeiras,
07:03onde são feitas as famosas panelas de barro
07:07que deixam a tradicional moqueca capixaba
07:10com um sabor todo especial.
07:15Eu com 7 anos de idade,
07:17minha mãe fazia, vendo minha avó,
07:18minha estica fazendo, comecei a mexer com barro.
07:21Por 9 anos eu já fazia panelas para vender,
07:23já era uma paneleira, já era craque,
07:26já era uma paneleira craque,
07:27já fazia panelas por 9 anos.
07:29Por isso eu tenho o quê?
07:3056 anos que eu faço panelas de barro.
07:32E trabalho com panela de barro, porque eu gosto.
07:41Aqui no galpão das paneleiras de Goiabeiras
07:44tem panela de barro de todos os tamanhos.
07:47Dá para fazer moqueca para o casal,
07:49individual, para a família inteira.
07:52Dá para fazer moquequinha de banana da terra,
07:54a nossa torta capixaba e qualquer outra receita,
07:58porque na panela de barro tudo fica bom.
08:01Mas antes de levar essa panela aqui para casa,
08:05ela passou por todo um processo artesanal.
08:16No próximo bloco nós vamos ver
08:19como as panelas de barro são feitas
08:21e, é claro, como é feita a moqueca capixaba.
08:24Uma receita que casa tão bem com esse utensílio
08:28que ganha lugar nas casas e nos corações
08:31de quem mora no Espírito Santo
08:33e de quem visita o nosso estado.
08:36Querem um conselho?
08:38Encomendem o peixe aí,
08:40que vai dar vontade de comer moqueca
08:42no almoço de domingo.
08:53Estamos apresentando
08:55Caçadores de Destinos
08:57Voltamos a apresentar
08:59Caçadores de Destinos
09:26Por aqui não falta quem saiba fazer
09:29panela de barro de qualidade.
09:31Não é isso, dona Lucy?
09:32Eu não sei.
09:33A técnica herdada dos povos indígenas
09:36atravessou séculos e gerações.
09:39Hoje, o modo artesanal
09:41de produzir panela de barro
09:42aqui em Goiabeiras
09:43é reconhecido como patrimônio cultural
09:46e material do Espírito Santo.
09:58São considerados patrimônio e material
10:01práticas e domínios da vida social
10:03que se manifestam em saberes,
10:05ofícios e modos de fazer,
10:08celebrações,
10:09formas de expressão cênicas,
10:12plásticas, musicais ou lúdicas
10:14e nos lugares,
10:15como mercados, feiras e santuários
10:18que abrigam práticas culturais coletivas.
10:34Eu nasci aqui em Goiabeira,
10:3668 anos que eu nasci,
10:39no mesmo quintal que eu nasci,
10:40hoje mora eu, meus irmãos,
10:43meus pais partiram
10:44e nós como herdeiros
10:45ficamos no mesmo quintal.
10:46Nós somos o quê?
10:47Em sete irmãos,
10:49quatro irmãs e três irmãos.
10:51Sete anos eu falo para os outros
10:52que eu já nasci dentro da panela de barro,
10:54dentro da barriga de mamãe
10:55e já estava ali fazendo panela.
10:57E mamãe estava assim no chão,
10:59sentada,
11:00açoitando a panela,
11:01com isso aqui,
11:01para a panela ficar preta,
11:03batendo na panela.
11:04Eu era do lado mamando.
11:07Então, dentro da barriga dela,
11:08eu já sabia o que eu queria ser,
11:10que era ser paneleira.
11:11Aí, com sete anos,
11:13eu comecei a mexer com barro,
11:15nove anos,
11:16eu já era craque,
11:17era uma paneleira craque,
11:18já fazia panela com nove anos.
11:20Por isso, eu tenho o quê?
11:21Cinquenta e seis anos
11:22que eu faço panela de barro
11:24e trabalho com panela de barro
11:26porque eu gosto.
11:27Nós temos 33 box,
11:29mas 45 trabalham fazendo panela.
11:31fora os ajudantes
11:33que estão chegando hoje
11:34para alisar a panela,
11:35para ir ajudar a tirar barro,
11:37para pisar no barro,
11:38para ir para o mangue,
11:39para tirar a casca do mangue vermelho
11:41para poder atingir a panela.
11:43Aí, temos ainda paneleira
11:45que faz panela em casa.
11:46É uma turma grande
11:47que dá na volta de uns 65,
11:49pessoas que trabalham,
11:50família que trabalha
11:51em panela de barro.
11:53A panela aqui é feita,
11:55usa barro e água
11:56e usa aqui a casca do mangue vermelho
12:00que é para poder tirar
12:02aquela substância,
12:03aquela tinta,
12:04soca ela,
12:06bota ela de molho
12:07com três, quatro dias.
12:09Ela fica com essa cor aqui,
12:11da cor de vinho aqui,
12:12ficou que está vendo aqui,
12:13da cor de vinho.
12:15Com essa cor,
12:16isso aqui a gente leva para a fogueira.
12:18A panela vai para a fogueira
12:19desse jeito aqui,
12:22aqui ela já está,
12:23já foi feita,
12:24já foi virada.
12:26Aí, antes de ir para a fogueira,
12:27tem que passar essa pedrinha
12:28aqui nela todinha,
12:30que a gente fala pedrinha de rio,
12:32tem que passar nela todinha aqui
12:34para poder ela alisar
12:35e aqui ela está preparada
12:36para ir para a fogueira.
12:40Não dá para comparar, né, gente?
12:42Olha, minha panela
12:43com a da Berenice,
12:44aí ela está molha ainda,
12:45se eu tenho que virar a tábua.
12:47Aí você vira a tábua,
12:48porque ela está molha ainda,
12:50não tem como você ir virando ela.
12:51Aí na fogueira,
12:52ela vai ser queimada.
12:53E fica quanto tempo lá na fogueira?
12:55Na fogueira,
12:56porque na fogueira a gente bota
12:57sequência de 50, 70 peças.
12:59Aí fica o dia,
13:00fica de 8 horas,
13:02até 3 horas da tarde.
13:06Aqui a gente dá a oficina,
13:08os turistas que chegarem,
13:09os colégios que quiserem
13:10marcar a oficina,
13:12só que a gente cobra por pessoa.
13:14E quando for ligar para poder marcar,
13:17vamos ligar do telefone
13:1899899-1055.
13:21Fala com Berenice,
13:22é presidente da associação.
13:47O Siqueira é de Minas Gerais,
13:50de Pouso Alegre.
13:51Já veio aqui garantir
13:53a panela dele.
13:55E ele pegou a panela fresquinha,
13:57saiu quentinha, na verdade.
14:00Estava esperando esfriar
14:01para poder embrulhar
14:02e levar embora.
14:03Gosta da moqueca capixaba?
14:05Nós adoramos,
14:06nós adoramos.
14:06Eu, minha mulher,
14:07adoramos moqueca capixaba.
14:09Comem quando visitam
14:10o Espírito Santo
14:11e fazem lá em Minas também?
14:12Também,
14:12estamos levando mais uma panela.
14:14Hoje nós estamos levando
14:155 panelas para moqueca
14:17e para outras comidas.
14:18Aí, ó.
14:22Eu também já garanti
14:24a minha panela de barro, ó.
14:26Novinha.
14:27Essa aqui tem que besuntar,
14:30levar ao fogo,
14:32esperar subir a fumaça
14:33e depois apagou o fogo.
14:35Está pronta para cozinhar.
14:37E aí,
14:38bora fazer uma moqueca?
14:40Moqueca capixaba.
14:42Falar moqueca capixaba,
14:44não é redundante?
14:45Porque moqueca é capixaba, né?
14:48O resto é peixada.
14:59Sem rivalidade.
15:01Só uma reflexão mesmo.
15:04Bora para o reduto
15:05da típica gastronomia capixaba?
15:20Quem ama moqueca
15:22ou deseja experimentar
15:24o nosso prato típico
15:26precisa vir à Ilha das Caieiras.
15:28Aqui,
15:29a gastronomia e a paisagem
15:31fazem o casamento perfeito.
15:42Moquecaria da Ilha.
15:43Será que aqui tem moqueca capixaba, hein?
15:47Tem moqueca capixaba, sim.
15:49A Jucinez já está aqui me esperando.
15:52Jucinez, é o seguinte.
15:54Comprei uma panela de barro
15:56lá no galpão das paneleiras de Goiabeiras
15:58e agora a sua missão
16:01é me ensinar a fazer
16:03uma moqueca capixaba da boa.
16:05Então vamos lá.
16:06É aqui mesmo.
16:07Será que eu consigo, gente?
16:16Então vamos lá, Camila.
16:18Vamos fazer a verdadeira moqueca capixaba.
16:21Primeiramente, o que é você ter
16:23um peixe fresco.
16:26Nós vamos usar o robalo hoje,
16:28que é o melhor que tem pra mim.
16:29Vamos temperar com limão.
16:34Eu gosto de limpar um pouquinho de alho.
16:36Sal.
16:38Dos dois lados.
16:40Pra ele ficar bem temperadinho.
16:42Aí vamos colocar o alho.
16:45Coloral.
16:45Coloral é bem forte, meu, hein?
16:48Cuidado também.
16:49Se tiver o talo, é melhor ainda.
16:51Fazer uma calminha, né?
16:5620 minutinhos.
16:57Tem algum sinal que a gente possa olhar
17:00pra saber se tá no ponto?
17:02Eu costumo deixar ele aqui um pouco, né?
17:05Depois você pode pegar...
17:08Virar a sua aposta, né?
17:10E deixa um tempinho.
17:12Feixe fresco,
17:1310 minutinhos, tá pronto.
17:15Vamos dizer, né?
17:16E deixa ele chorar um pouquinho.
17:1810 minutinhos e vai tá pronto.
17:20Qual é a melhor?
17:21A nossa moqueca
17:23ou a peixada?
17:25Lá da Bahia.
17:27Vamos polarizar.
17:28A gente fala assim,
17:29a moqueca baiana
17:30tem seu diferencial lá, né?
17:32Que o pessoal gosta mais,
17:33o dendê, o leite de coco.
17:34Mas pra mim,
17:35eu gosto também.
17:37Mas a melhor,
17:38pra mim,
17:39é a moqueca capixaba.
17:43Que é o que a baiana
17:45tem o pimentão,
17:46tem o dedê,
17:47o leite de coco.
17:47Então,
17:48não chega a ser uma moqueca.
17:50Como o pessoal fala,
17:50é uma peixada mesmo.
17:52Que o próprio baiano fala.
17:53Mas eles não gostam de comparar,
17:55mas é uma peixada sim.
17:56Peixada boa,
17:57mas é a peixada.
17:58A moqueca é a capixaba.
18:01Peixada boa,
18:02mas a moqueca
18:03é a capixaba.
18:12Ficou pronta a nossa moqueca?
18:14Agora é só saborear.
18:20Tá pronta a sua moqueca capixaba.
18:23Espero que goste.
18:24Tenha aprendido a fazer.
18:26Obrigada pelas dicas.
18:27Eu que agradeço.
18:28E agora?
18:28Bom apetite.
18:29Obrigada.
18:32Longe de mim estimular
18:34qualquer tipo de rivalidade,
18:36mas a nossa é a melhor.
18:41E nossos amigos baianos
18:43podem vir aqui à vontade
18:45para saboreá-lo também.
18:52O Caçadores de Destinos volta já.
18:55Continuem aqui com a gente
18:56porque no próximo bloco
18:58vamos conhecer as desfiadeiras de siri
19:01e provar o bombom de banana
19:03que é feito aqui na Ilha das Caieiras.
19:16Estamos apresentando
19:17Caçadores de Destinos.
19:20Voltamos a apresentar
19:21Caçadores de Destinos.
19:40Mãos habilidosas
19:42que ilustram a cultura local.
19:44Aqui na Ilha das Caieiras,
19:46desfiar siri
19:47é muito mais do que uma fonte de renda.
19:50É preservar a identidade capixaba.
20:02Meu nome é Simone Leal,
20:04tenho 51 anos.
20:05Comecei com a arte
20:06de desfiar siri
20:07aos 10 anos.
20:09Aprendi a desfiar siri,
20:11aprendi a descascar camarão,
20:13aprendi a pescar,
20:15tirar sururu.
20:16Fui várias vezes no mangue.
20:19Me orgulho de tudo que eu fiz.
20:23aprendi a desfiar siri
20:24com o Tia Elza,
20:26uma pessoa muito especial
20:28na minha vida,
20:29que além de me ensinar
20:30a arte de desfiar siri,
20:32a arte de cozinhar,
20:35ela me deu os maiores exemplos.
20:37Um dos maiores exemplos
20:38que ela compartilhava
20:41e que eu não entendia
20:42era o amor.
20:43Uma pessoa que tinha
20:45um amor imenso
20:45por outras pessoas.
20:47Então, hoje eu vejo
20:51que ser desfiadeira,
20:54ser marisqueira
20:55é uma responsabilidade
20:56muito grande
20:57porque nós carregamos
20:59a comunidade.
21:06E haja siri
21:07para desfiar, hein?
21:09Tem dia
21:09que elas chegam
21:10a desfiar
21:1110 quilos
21:12do crustáceo.
21:13Hum,
21:14e vendo assim,
21:15tudo desfiadinho,
21:18dá até água na boca.
21:24Então,
21:25de entrada
21:26na Ilha das Caieiras,
21:27quando o pessoal
21:28vem visitar,
21:29eles querem conhecer
21:30a casquinha de siri.
21:32Mas o outro prato
21:33mais pedido
21:34é a torta capixaba
21:35que leva siri estiado.
21:41As meninas sabem
21:43vender o peixe delas,
21:44né?
21:44Ou melhor,
21:45os mariscos.
21:48Então,
21:49eu falo que é uma arte
21:50porque
21:50quando você senta
21:52para desfiar um siri,
21:53é cansativo,
21:55é cansativo,
21:56dá dor nas costas,
21:58dá tudo.
21:58Mas, cara,
21:59quando você pega no siri,
22:00você começa a desfiar,
22:02você olha para ele,
22:03você,
22:04caraca, velho,
22:04eu consegui.
22:05Isso aqui é uma terapia,
22:07isso aqui é um...
22:09Eu acho que é tudo de bom,
22:10sabe?
22:11É muito bom
22:12o seu cliente chegar,
22:13falar,
22:14cara,
22:14eu quero o siri desfiado
22:15pela Simone,
22:17eu quero o siri desfiado
22:18pela Kezia,
22:19eu quero o siri desfiado
22:20pela Adriele.
22:21Nossa,
22:21isso aí
22:22é muito gratificante.
22:23então,
22:24eu falo que é uma arte
22:24porque
22:26desfiar a siri,
22:27cara,
22:27é uma...
22:28É uma paixão
22:30das desfiadeiras de siri.
22:36Sabem outra tradição
22:37aqui da Ilha das Caieiras
22:39que encanta capixabas
22:40e turistas?
22:44bombom de banana
22:46produzido aqui
22:47na Ilha das Caieiras,
22:49ó,
22:49vários sabores.
22:50Vocês já experimentaram?
22:51E agora, gente,
22:53não tem só a fabricação
22:55do bombom aqui não,
22:56virou uma cafeteria linda,
22:58ó,
22:59tá bombando.
23:05Então,
23:06em 2007,
23:07o Hudson,
23:07meu marido,
23:08ele começou na cozinha de casa
23:10fazer um bombom de banana,
23:12é...
23:13decidiu passar chocolate
23:13e vender na faculdade
23:15pra pagar a própria faculdade.
23:17E foi um sucesso,
23:19começou a vender
23:20e todo mundo comprava
23:21e acabou a faculdade
23:22e ele precisava
23:23continuar pagando
23:25as contas, né,
23:26e o estágio
23:27pagava muito pouco.
23:29Ele decidiu
23:30e continuava fazendo,
23:32fazia alfajor,
23:34ele fazia bombom de morango também,
23:36junto com os de banana.
23:37Passava de mesa em mesa
23:39nos restaurantes,
23:40oferecendo na cestinha
23:41e foi um sucesso.
23:48A veia empreendedora
23:50salta por aqui.
23:52O simples bombom
23:53feito no quintal de casa
23:55se transformou
23:56em uma variedade
23:58de sabores.
24:01Hoje temos todos esses sabores.
24:04Temos banana,
24:05banana com açaí,
24:06da linha sem açúcar,
24:07linha sem açúcar,
24:08com cobertura de chocolate
24:09meio amargo.
24:10Então temos pra todos os gostos,
24:12pra todo mundo provar.
24:13Quem é diabético,
24:14quem não é.
24:15Temos com açúcar também,
24:17pra quem gosta.
24:18E hoje,
24:18nossa linha também,
24:19estamos procurando aumentar.
24:21Temos cocada queimada,
24:22bombom de ninho.
24:24Estamos fazendo agora
24:25algumas experiências
24:26com damasco,
24:27vamos fazer em breve
24:28com buriti.
24:29Todo ano,
24:30a gente faz a experiência
24:31bombom caieiras,
24:32onde você vem produzir
24:33o sorvão de pásco.
24:34ano que vem,
24:34vamos fazer de novo.
24:35E além de a gente procurar
24:38valorizar o público
24:40aqui da Ilha das Caieiras,
24:41a mão de obra
24:42daqui da Ilha das Caieiras,
24:43a gente também procura
24:44valorizar o produto capixaba,
24:47o produto do Espírito Santo.
24:49Então a maioria
24:49dos nossos produtos
24:51são daqui do Estado.
25:01O Café Caieiras
25:03abre todos os dias,
25:04das 9 horas da manhã
25:06até as 7 horas da noite.
25:16Gostaram do nosso passeio de hoje?
25:18Todas as nossas aventuras
25:20pelo Espírito Santo
25:21estão a um clique
25:23no site Tribuna Online.
25:25E também tem os guias
25:27que saem no Jornal da Tribuna.
25:31Por falar nisso,
25:33vocês podem conferir
25:34mais dicas
25:34para turistar em Vitória
25:36nas edições impressa
25:37e digital
25:38do Jornal da Tribuna
25:39desse domingo.
25:40E ao longo da semana
25:41também tem as melhores dicas
25:43nas programações
25:44das rádios Tribuna FM
25:46Vitória e Cachoeiro
25:47e da Rádio Legal FM.
25:51Não deixem de seguir
25:53as nossas redes sociais
25:54onde vocês podem conferir
25:56os recortes dos programas
25:58e bastidores.
25:59O meu perfil no Instagram
26:00é Camila Rangel
26:01com a letra K
26:02e também tem os perfis
26:04TV Tribuna,
26:05ES e Tribuna Online.
26:12A Ilha das Caieiras
26:13é um dos destinos
26:14imperdíveis do Espírito Santo.
26:17Vem conhecer!
26:28Caçadores de Destinos
26:30Patrocínio
26:31China Park Eco Resort
26:33Lugar de Gente Feliz
26:35Cachoeiro
26:36Cachoeiro
26:36Cachoeiro
26:36Cachoeiro
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