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O Brasil continua a registrar o segundo maior juro real do mundo mesmo após o Comitê de Política Monetária do Banco Central reduzir a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,50% ao ano. O juro real é calculado a partir da taxa nominal descontada da inflação prevista para os próximos 12 meses. Segundo levantamento do MoneYou, o indicador brasileiro ficou em 9,33%, atrás apenas da Rússia, com 9,67%. O México aparece na terceira posição, com juros reais de 5,09%. Alan Ghani analisou.

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Transcrição
00:00Mesmo depois de uma definição também do Comitê de Política Monetária do Banco Central de diminuir a taxa básica de
00:06juros,
00:06o Brasil ainda está ocupando o pódio num ranking que não nos deixa muito animados.
00:14Danúbia Braga, que ranking é esse que a gente não tem muito a comemorar? Bom dia, seja bem-vinda.
00:22Oi, Bia, bom dia pra você, bom dia a todos.
00:24Esse ranking mostrando quais são as taxas de juros real e aí o Brasil se consolidou em segundo lugar com
00:32o maior juros real do mundo.
00:35Então ainda com essa decisão do Copom em reduzir 0,25 ponto percentual na taxa Selic, levando a 14,5
00:43% ao ano, a gente fica em segundo lugar.
00:46A liderança está por conta da Rússia, que registrou uma taxa real de 9,67%.
00:52O México fica em terceiro lugar com juros reais de 5,09%.
00:58Esse foi o relatório divulgado então pela MoneyU, que afirmou que o impacto da guerra entre os Estados Unidos e
01:04Irã sobre os preços globais
01:06mudou aí toda a dinâmica das projeções de inflação.
01:10Com isso, o cenário teve que reconfigurar todo esse ranking, consolidando o Brasil nessa segunda posição.
01:15A Argentina, né, que passou ali por um forte choque econômico depois que Javier Milley assumiu, caiu pra 39ª posição
01:25desse ranking,
01:25chegando a um juros de 1,15%, refletindo parte aí a dificuldade do país em conter a inflação.
01:32Nessa quarta-feira, com essa decisão do Copom anunciando essa redução, essa que é a segunda redução consecutiva.
01:41Esse movimento ocorre em meio a esse conflito, então, no Oriente Médio, que tem levado uma pressão em relação a
01:49essa pressão inflacionária ao redor de todo o mundo.
01:52Fato é que ainda com esse corte realizado, então, e anunciado pelo Copom, a gente segue em segundo lugar nesse
02:00ranking com juros nas alturas.
02:03Volto com vocês.
02:03Valeu, Danúbia. Vamos já explorar um pouquinho mais esse assunto com o nosso Alan Gani, além de outros temas aqui
02:08da nossa economia.
02:09O Gani, vamos falar primeiro sobre taxa básica de juros, como é que você avalia essa decisão do Copom e
02:14quais são as indicações e sinais que ele dá também pra frente?
02:18Porque é sempre bom a gente olhar pro futuro relacionado ao que vai ser criado de expectativas, né?
02:22Exatamente, Evandro. A decisão era esperada pelo mercado financeiro, um corte de 14,5%.
02:2814,5% significa que a taxa Selic, neste patamar, continua bastante restritivo, né?
02:38Agora, o comunicado do Banco Central alega, basicamente, o conflito no Oriente Médio, que trouxe o encarecimento do preço do
02:47petróleo e dos seus derivados.
02:49E como também não dá pra gente ter uma ideia de quanto que vai durar esta guerra, então o Banco
02:56Central, ele não contratou nenhum corte adicional para a próxima reunião.
03:01Ele deixou a porta aberta como ele fez naquela reunião quando passou de 15% para 14,75%.
03:09Ou seja, tudo bastante cauteloso, né?
03:11Tudo muito cauteloso e, inclusive, ele usa essa palavra, né, de cautela e também pontua a resiliência no mercado de
03:19trabalho, né?
03:20Ele diz que o mercado de trabalho continua aquecido e as expectativas de inflação se encontram acima do teto da
03:27meta.
03:28Então, se a gente olhar, por exemplo, para 2026, a expectativa de inflação está em 4,9%.
03:34Para 2027, está em 4%, está acima da meta, não acima do teto da meta.
03:41De qualquer maneira, Evandro, esse combo, né, de fatores, mas principalmente a guerra no Oriente Médio,
03:49é o que justifica a Selic ter ido de 14,75% para 14,5%.
03:54Agora, Alangani, havia a expectativa, inclusive, de manutenção, talvez, dessa taxa básica diante das inconsistências,
04:01embora o mercado pudesse já ter visualizado uma queda que fosse menor, não chegasse a 0,5%, mais a 0
04:06,25%.
04:07Mas, essa redução, mesmo assim, indica certa, digamos, abertura do Banco Central ou uma vontade do Banco Central
04:17de enxergar uma taxa básica de juros menor aqui no país?
04:21Olha, o Banco Central, ele age tecnicamente.
04:25É claro que ele gostaria, né, de uma taxa menor.
04:28Há uma grande pressão por parte da sociedade para que essa taxa caia.
04:34Agora, o cenário mudou, né?
04:36O cenário não é como era antes da guerra.
04:40Então, se fosse antes da guerra, a gente poderia falar numa taxa chegando a 12% no final do ano.
04:4511,5%.
04:47Agora, o grande problema é que, com o cenário de guerra, né, um cenário mais inflacionário,
04:53o Banco Central, ele tem que agir de maneira mais cautelosa.
04:56E essa cautela, como é que ele equilibra?
05:00Ele dá um corte menor, então ele fala, olha, eu estou diminuindo a taxa de juros,
05:04mas, por outro lado, continua num patamar bastante restritivo.
05:09Alangani, vamos falar um pouquinho do petróleo, já que você disse da influência, né,
05:12da guerra no Oriente Médio, para a situação que a gente está vivendo aqui.
05:15Como é que está o barril do petróleo, Gani?
05:17Barril do petróleo rondando a casa de 125 dólares.
05:24Inacreditável.
05:25Gente do céu.
05:26É, rompeu a barreira dos 120, 125,36, uma alta de 6,2%,
05:31por conta de todo um impasse, né, Evandro, nas negociações entre Estados Unidos e Irã.
05:38E aí a gente não consegue ver uma luz no final do túnel, né,
05:41para a reabertura do estreito de Orbus.
05:45E aí, isso, claro, também complica o trabalho do Banco Central, né?
05:49Então, se a gente tinha alguma esperança, né, de cortes mais abruptos na taxa de juros,
05:56na próxima reunião, se for 0,25, vai estar de bom tamanho por conta disso daqui.
06:03O efeito inflacionário disso é muito grande, né?
06:07Não só o efeito inflacionário, como também, Evandro, o efeito recessivo.
06:11Gani, obrigado.
06:12Ah, ah, só uma coisa, Gani.
06:14A gente estava acompanhando na semana passada uma certa comemoração
06:19em relação ao valor de 90, 95 dólares.
06:23Agora, me surpreendeu, assim, meio que de uma hora para outra,
06:27ter uma elevação tão grave assim.
06:30E numa semana em que, embora haja, digamos, uma indecisão ou uma indefinição,
06:37não houve nenhum fato também muito grave ou uma decisão muito que influenciasse muito esse valor.
06:44Na verdade, é a imprecisão das coisas que vão fazendo o valor sempre subir, Gani?
06:49Porque, assim, não houve nenhum anúncio de Donald Trump,
06:51houve um acordo apresentado pelo Irã que ainda está meio indefinido.
06:55Agora, o valor se movimentar dessa maneira é um pouco surpreendente.
06:59É, isso porque, na verdade, os Estados Unidos sinalizaram numa rejeição da proposta iraniana, né?
07:06Então, a gente está num impasse de negociação.
07:09E ninguém consegue ver uma luz aí no final do túnel de como que vai se desenrolar isso, Evandro.
07:16Porque os Estados Unidos, por um lado, não querem ceder.
07:20O Irã também não quer ceder, né?
07:22E principalmente em relação ao seu programa nuclear.
07:26Quer dizer, o Irã, ele fala, tudo bem, eu vou reabrir o Estreito de Hormuz,
07:30mas eu quero o meu programa nuclear de volta.
07:32Então, olha como a situação é bastante complicada,
07:35o que justifica o petróleo nesse patamar, e pode ser que suba mais.
07:39Se continuar o impasse, o petróleo pode subir mais.
07:43Valeu, Gani. Até já.
07:44Até.
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