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  • há 2 dias

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Transcrição
00:03Música
00:14Sou Rosana Ferreira, neurologista, neuromunologista daqui da Beneficência Portuguesa.
00:19Sou professora de Neurologia da UNAERP Guarujá e hoje estou aqui para a gente falar sobre o Alzheimer.
00:25O Alzheimer é uma doença degenerativa, progressiva, é o tipo de demência que mais acomete a população no mundo.
00:32Como nós estamos num mundo que está envelhecendo, é muito importante e fundamental a gente falar sobre isso.
00:39O Alzheimer, como eu disse, é uma doença progressiva que não tem cura, mas nós temos um suporte de tratamento,
00:46tanto medicamentoso como multiprofissional, que vai levar esse paciente a uma qualidade de vida melhor.
00:52Então a gente tem que entender primeiro como é que acontece esse Alzheimer, o que ocorre para o indivíduo apresentar
00:57o Alzheimer.
00:58Não existe um porquê específico.
01:02Sabe-se que há uma prevalência em indivíduos que têm um histórico familiar de Alzheimer.
01:06Então quem tem pais, mãe, mãe, tio, tia, avó, avó, alguém na família que já apresentou a doença de Alzheimer,
01:13há uma maior prevalência de que essa pessoa apresente.
01:17Pessoas a partir de 65 anos de idade têm uma maior incidência de vir apresentando déficits cognitivos,
01:25que a gente inicialmente chama de declínio cognitivo leve,
01:28e que serve como uma bandeirinha vermelha para que a gente entenda que essa pessoa que apresenta esse declínio cognitivo
01:35leve,
01:35ela pode vir a evoluir com o quadro de demência de Alzheimer.
01:40Então o que essa pessoa apresenta que pode nos chamar a atenção?
01:43Então inicialmente ela passa a perder a atenção.
01:47Então ela nota que ela está tendo dificuldade em guardar as coisas em que ela,
01:52por exemplo, vai ler uma revista, vai ler um texto,
01:54ela tem que ler duas, três vezes para que ela consiga assimilar isso.
01:59Ela consegue, ela começa a esquecer coisas banais do dia a dia.
02:03Onde guarda-chave, sai para a rua para ir ao banco, acaba indo para o supermercado, esquece do banco.
02:09E isso, veja, isso é comum para todo mundo, mas quando isso começa a se repetir de maneira muito consistente,
02:15tem-se que chamar a atenção.
02:17Com a evolução do quadro para Alzheimer, essa pessoa começa a ter uma perda progressiva e importante da memória,
02:24ela passa a ter inclusive dificuldade para reconhecer as pessoas ao seu entorno.
02:29Então ela encontra um amigo que é amigo dela há 20, 30 anos, ela está com filho, com conhecido,
02:34esse amigo chega e fala, olá, como é que você está e tal, e a pessoa não se lembra.
02:38Ela fala, quem é mesmo essa pessoa? Sendo que é amiga dela há muitos anos.
02:41Ela não se lembra, às vezes, não reconhece pontos da própria casa.
02:46Ela começa a fazer confusões com cartões de banco, com senhas.
02:51A todo momento ela tem que ficar modificando as senhas porque ela confunde.
02:55Ela erra o caminho de casa.
02:57Ela sai para ir na padaria e faz uma volta imensa, na padaria que é na frente da casa,
03:01e faz uma volta imensa para voltar.
03:03Ou seja, ela tem declínios de cognição, de memória,
03:07que na somatória vão nos chamar a atenção e nos levantar a possibilidade desse diagnóstico de Alzheimer.
03:14E como é que a gente faz esse diagnóstico?
03:16A gente vai fazer entre nós, neurologistas, e entre uma equipe multidisciplinar que engloba a neuropsicologia.
03:23A neuropsicologia é um psicólogo que é especialista em neuropsicologia,
03:26que vai fazer testes neuropsicológicos que vão determinar alguns déficits nesse paciente.
03:32Nós vamos fazer uma ressonância magnética de crânio, uma tomografia de crânio
03:36e exames de sangue gerais que vão se alinhar com esse diagnóstico.
03:41Uma vez dado o diagnóstico, nós vamos orientar esse paciente a fazer uso de medicações específicas
03:49que vão retardar a progressão dessa doença e que vão melhorar a qualidade de vida desse paciente.
03:55E coisas fundamentais que são, por exemplo, o sono.
03:59O sono é de fundamental importância para a memória, para a qualidade de vida mental.
04:05Durante o sono profundo, a gente tem uma limpeza cerebral.
04:08E nessa limpeza cerebral, a gente retira as proteínas que são as produtoras, vamos dizer assim, da doença de Alzheimer.
04:16Então, sono.
04:18Outra coisa que a gente vai ter é esportes, atividades físicas.
04:23Tentar aprender alguma coisa a mais, algum novo idioma, algum hobby.
04:28Socializar-se, ter contato social.
04:30E se tiver algum problema auditivo, vá procurar um otorrino, porque a perda de audição a nível crônico faz com
04:38que você socialize menos.
04:39E essa não socialização pode desencadear a doença de Alzheimer.
04:43Então, esteja atento a esses sinais e sintomas e venha procurar a gente, neurologistas em geral e neuropsicólogos, para poder
04:52ajudá-lo.
04:57Saúde da gente, oferecimento.
05:00Hospital Beneficência Portuguesa, 166 anos de amor à vida.

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