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O vereador Rubinho Nunes (União Brasil), autor da "CPI do Pancadões", na Câmara Municipal de São Paulo, comentou a recente operação da Polícia Federal que resultou na prisão dos cantores Poze do Rodo e MC Ryan. Em entrevista ao Morning Show, o parlamentar destacou que as investigações confirmam preocupações sobre a movimentação financeira ilícita nos pancadões.
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Transcrição
00:00O Gui, vou colocar mais lenha aqui, vou apagar o incêndio com querosene, porque eu vou falar do pancadão, lembra
00:06aqui em São Paulo?
00:07Tá rolando, né? Quer dizer, teve muito quente essa história. A gente vai chamar aqui o vereador Rubinho Nunes.
00:13Nossa, vamos pôr polêmica aqui. União Brasil, o Rubinho teve a frente da CPI dos pancadões na capital aqui em
00:19São Paulo.
00:20Essa comissão foi de maio de 2025, fechou, encerrou as atividades no começo desse mês,
00:26mas investigou a perturbação do sossego causada por esses bailes funks e acabou esbarrando também no elo com as organizações
00:35criminosas.
00:35A CPI ouviu esses MCs que também estão envolvidos nessa outra fase da operação.
00:43Enfim, vamos chamar o vereador Rubinho. Bem-vindo ao Morning Show.
00:47Vereador, como é que você tá vendo o encaminhamento dessa fase da operação?
00:55Bom, muito bom dia a todos. Obrigado pela oportunidade.
00:58É um prazer falar com vocês. Bom dia a todos que nos assistem, que nos ouvem.
01:02Essa operação, pra mim, é a consequência de um problema que já vinha sendo desenhado
01:07e que a esquerda e uma parcela da imprensa insistiam em fechar os olhos e fingir que não existia.
01:15Que é justamente a ligação direta entre MCs, entre donos de produtoras, como a Love Funk, e o crime organizado.
01:23Quando nós apresentamos a CPI e começamos a investigar as entranhas dos pancadões que acontecem,
01:31especialmente nas periferias da cidade de São Paulo, nós nos deparamos, nós nos embarramos
01:36com essa ligação umbilical entre os organizadores, as produtoras e os MCs que possuem ligação direta com o crime organizado.
01:45Em todos os depoimentos eu busquei declarações públicas e investigar até a relação deles e o primeiro comando da capital
01:54e sempre nós nos deparamos com recusas em se posicionar, com respostas invasivas,
02:01o que já trazia pra dentro da CPI o tom disso tudo.
02:05Existe a narcocultura, a glamorização da cultura criminosa por parte desses MCs, dessas produtoras,
02:13e isso tendo como consequência a implementação da narcocultura nas comunidades, especialmente em jovens
02:20que infelizmente acabam frequentando esses bailes.
02:23Pra mim, essa operação é a consequência de um trabalho conjunto que vem sendo realizado há muito tempo,
02:29trabalho de inteligência das forças policiais e que corrobora tudo o que nós denunciamos e investigamos
02:35na Comissão Parlamentar de Inquérito.
02:37Vereador, a gente tá discutindo aqui a pergunta que a gente faz no sofá da discórdia e também pro nosso
02:42público.
02:43Se apologia aos crimes, ao crime também, às letras também perniciosas,
02:49onde é que ela esbarra, quais são os pontos de contato com a manifestação artística
02:54que é tão necessária pro desenvolvimento de uma sociedade também?
02:57Como é que o senhor vê isso? Como é que o senhor posiciona com a nossa pergunta do dia aqui
03:01no Morning Show?
03:03Eu ouvi por alto o debate de vocês antes de entrar, enquanto estava na sala de espera,
03:07e eu concordo que o proibicionismo não é a solução imediata quando a gente fala entre proibicionismo e letra,
03:16mas sim o fortalecimento das leis penais.
03:18A gente tem um código penal brasileiro completamente arcaico, obsoleto, de 1940,
03:23com um sistema judiciário completamente vago e inseguro, que não entrega a própria leitura da lei à população.
03:31Então, por mais que se tente criar leis pra solucionar problemas,
03:35agindo, na verdade, como um remédio que resolve a dor, mas não a doença,
03:40nós temos que mudar a lógica do sistema penal e criar normas efetivas.
03:45O artista tem a possibilidade de se manifestar, assim como o produtor de cinema tem a possibilidade de construir filmes,
03:54que podem ou não ser encaixados com apologia.
03:56Isso gera conceito vago.
03:57A questão é que a ligação direta com o crime organizado,
04:02a divulgação, a propagação da narcocultura, a ostentação,
04:06isso gera tipificação criminal capaz de prender esses sujeitos.
04:10A gente tem o caso, por exemplo, do Oruan, é um cara que é filho de um criminoso preso,
04:16líder do Comando Vermelho, que ostenta não apenas a narcocultura,
04:21mas tem uma série de crimes ligados a ele.
04:23A gente viu o Rian preso com um armamento pesado, lavagem de dinheiro,
04:26isso por si só é elemento capaz de levar essas pessoas à prisão.
04:31Só que a esquerda cria um artefato, um artefato nebuloso para desviar o foco,
04:36que é justamente a música, a manifestação cultural, e se desvia do foco da profundidade nisso tudo.
04:42Que é o crime organizado, a narcocultura, que é especificamente as condutas criminosas
04:48atreladas a esse sujeito.
04:49E é espantoso você ver um sujeito tão pouco talentoso como esses MCs,
04:56pessoas que não têm profundidade intelectual, não têm profundidade artística,
05:00com altas cifras.
05:02Isso chama a atenção do que está acontecendo e chama a atenção para lavagem de dinheiro,
05:05para ligação com o crime organizado, que é capaz de levar essas pessoas à cadeia.
05:11Eu digo isso porque não há como controlar o tipo de música, o tipo de arte,
05:16porque tem muita porcaria que não dá para chamar de arte,
05:18que é tocada no ambiente privado.
05:20Só que o problema é que isso se torna hoje palco nas ruas, como nos pancadões,
05:24se torna palco em eventos públicos, financiados com dinheiro público,
05:27que é um absurdo.
05:28Você vê dinheiro do poder público sendo utilizado para custear MCs
05:32que tem ligação com o crime organizado, e isso é um completo de um absurdo.
05:36O que nós temos que fazer na minha leitura é melhorar a lei penal.
05:39Vereador, eu vou passar a palavra aqui para o nosso sofá da Discord,
05:42é o Henrique Lopes, o herói de todas as resistências.
05:45Tem uma pergunta.
05:46Vereador, bom dia, tudo bem?
05:47Deixa eu te fazer uma pergunta.
05:48Bom dia, Henrique.
05:48A CPI dos pancadões focou majoritariamente nessa questão dos pancadões,
05:53propriamente falando.
05:54Em contrapartida, havia vários shows que faziam tão ou mais barulho
05:59ou mais incômodo social do que os pancadões na região do Vale do Angabaú.
06:03Em contrapartida, esses shows que eram feitos no Vale do Angabaú
06:06eram shows onde majoritariamente quem frequentava eram a elite,
06:10vamos dizer assim, com ingressos mais caros.
06:11Você não acha que há um elitismo em fazer essa investigação,
06:14dado que também no passado, é uma pergunta, né, assim,
06:18você já, o Ministério Público fez algumas investigações com você
06:22a respeito da questão da perseguição do Padre Júlio e afins.
06:26Você não acha que há um elitismo nessas colocações,
06:28principalmente nessa questão dos pancadões,
06:30em focar demais na questão das periferias, no lazer das periferias
06:33e deixar de lado o lazer que é mais elitizado, vamos dizer assim?
06:39Henrique, na verdade, eu vejo elitismo na sua fala,
06:42que é completamente rasa e foge da profundidade do problema.
06:45Primeiro ponto, Padre Júlio Lancelotti,
06:47uma figura com denúncias severas de abusos,
06:51com um vasto, vasto lastro de abusos,
06:54basta pesquisar por Padre da Pagero que as pessoas vão ver.
06:56Entra no Google e pesquisa sobre isso.
06:58As investigações que foram colocadas para mim,
07:01na verdade, foi uma denúncia do Instituto Padre Ticão
07:03e foi arquivada, porque é meu papel, enquanto vereador,
07:05apresentar a CPI para investigar.
07:07Existem denúncias de desvios, de abusos sexuais
07:10por parte desse sujeito.
07:11Então, é raso você fazer qualquer ligação
07:13entre um fato e outro.
07:15O segundo ponto,
07:16por que sempre que pessoas de esquerda
07:18querem defender o crime organizado
07:20e a organização de pancadões das periferias de São Paulo
07:23vem com o argumento de que há elite
07:24por conta do Vale do Anhangabaú
07:26e eventos que acontecem no Vale do Anhangabaú,
07:28sendo que uma coisa não tem nada a ver com a outra.
07:30Por mais que os eventos do Vale do Anhangabaú
07:32hajam perturbação de sossego,
07:33inclusive a Prefeitura rompeu o contrato
07:36com a gestora do Vale do Anhangabaú
07:37ou justamente pelo descumprimento das normas.
07:39Na periferia não há gestora.
07:41Quem faz a gestão dos pancadores na rua
07:42é justamente o crime organizado
07:43que foi preso ontem nessa operação
07:46por lavagem de dinheiro.
07:47Pessoalmente, eu acompanhei 42 mandatos
07:49de busca e apreensão
07:50na comunidade da Brasilândia
07:51por bares, adegas e tabacarias
07:53que lavavam dinheiro por crime organizado,
07:55a exemplo desses MCs.
07:56E quem paga por isso
07:58é justamente o trabalhador,
07:59a vasta maioria das pessoas
08:00que moram na periferia,
08:02que são trabalhadores,
08:03pais de família,
08:04muitas vezes pessoas portadoras
08:05de necessidades especiais
08:06como pessoas com TEC,
08:08que são afetadas pelo barulho,
08:10pela perturbação de sossego,
08:11jovens que são aliciados pelo crime
08:13com esse pancadão na porta da casa deles.
08:16E aí eu tenho que me deparar
08:17com o argumento de que
08:18porque existe um baile no Anhangabaú
08:19vamos liberar toda a comunidade a ter baile?
08:21Não.
08:22O foco da CPI foi justamente
08:24os bailes nas periferias
08:25e a ligação com o crime organizado.
08:27O que ficou muito evidenciado
08:29em todos os estudos apresentados pela CPI,
08:31no relatório apresentado pela CPI,
08:33bem como os encaminhamentos
08:34sobre o Ministério Público.
08:35Obrigado.
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