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O ministro Gilmar Mendes afirmou que o pedido de indiciamento apresentado pela CPI do Crime Organizado representa um “erro histórico”. Durante sessão do STF, o magistrado criticou a condução do relatório e levantou questionamentos sobre os limites de atuação das comissões parlamentares de inquérito.


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Transcrição
00:00Mas antes eu queria compartilhar para as pessoas que nos acompanham as repercussões, né?
00:04A manifestação de alguns representantes da Suprema Corte, porque na abertura da sessão da segunda turma do STF,
00:12o ministro Gilmar Mendes, ele rebateu o indiciamento da CPI do crime organizado.
00:17E a nossa produção separou um trechinho. Vamos acompanhar.
00:21Diante do episódio recente envolvendo a proposta tacanha de indiciamento de ministro do Supremo
00:27e também do Procurador-Geral no âmbito da CPI do crime organizado.
00:32E o faço com a serenidade que o momento exige, mas com a firmeza que a defesa da instituição impõe.
00:39Certo de que a forma como tudo isso tem ocorrido, com vazamentos seletivos de documentos pela CPI
00:47e a construção de narrativas apressada em torno de fatos ainda sob apuração,
00:53indicam que essa dinâmica se insere num movimento mais amplo, que recomenda um olhar crítico.
01:01Pedido formulado pelo relator da CPI do crime organizado, voltado ao indiciamento de ministro do Supremo
01:07sem base legal, não constitui apenas um equívoco técnico.
01:11Trata-se de um erro histórico, que nos conduz a uma reflexão mais ampla
01:16sobre o papel dos poderes e os poderes das comissões parlamentares de inquérito.
01:21E eu tenho absoluta certeza, senhores ministros, de que o tribunal vai se debruçar sobre isto.
01:28Tá aí, manifestação do ministro Gilmar Mendes.
01:31Deixa eu chamar o Roberto Mota.
01:32O ministro coloca em xeque ou faz uma reflexão sobre o papel das instituições e das CPIs,
01:41dos colegiados que acabam investigando temas e casos no âmbito do Congresso Nacional.
01:49Queria escutar a sua avaliação a respeito desse questionamento feito pelo ministro também, Mota.
01:55Nós temos duas questões juntas e misturadas nesse caso, Canhato.
02:02É importante separar as duas questões.
02:05A primeira questão, que era a única presente até alguns poucos meses atrás,
02:13é o ativismo judicial.
02:15É o judiciário assumindo um papel político.
02:20É a Suprema Corte Brasileira chamando para si todas as questões
02:25e dando a última palavra sobre tudo, anulando dessa forma os outros poderes.
02:33E o melhor exemplo disso talvez seja a releitura da imunidade parlamentar.
02:40A Constituição, no artigo 53, diz que os parlamentares são imunes por seus atos e palavras.
02:47No entanto, essa imunidade foi reinterpretada.
02:52Então, esse é o problema número um.
02:53A Corte agindo politicamente.
02:57E discursos como esse me parecem uma evidência clara disso.
03:03Trata-se de um discurso político.
03:05Esse é o problema número um.
03:06O problema número dois é o potencial suposto envolvimento de ministros
03:13num escândalo de corrupção.
03:15A gente tem que ter consciência de que são dois problemas graves e distintos.
03:24O Congresso Nacional não fez nada quanto ao problema número um.
03:32Absolutamente nada.
03:34O Congresso Nacional, o Senado, podia ter dado andamento a processos de impeachment
03:39para retirar um, dois ou vários ministros da Corte.
03:44Mas não fizeram isso.
03:46O Congresso Nacional, o Senado, poderia ter barrado candidatos à Suprema Corte.
03:53Candidatos que eram escolhas, obviamente, políticas.
03:57Escolhas inadequadas para a maior corte do país.
04:01O Senado não fez nada.
04:03Pelo contrário, nós vimos senadores da dita oposição, senadores de direita
04:10fazendo discursos bonitos, se derramando em elogios aos candidatos.
04:17E aí surgiu o problema número dois.
04:19E agora a CPI do crime organizado, que deveria realmente estar olhando o crime organizado,
04:27as facções, faz esse relatório pedindo o indiciamento de ministros.
04:35O que que significa indiciamento neste contexto?
04:40Bom, eu posso estar enganado, mas até onde eu consigo ver não significa nada.
04:46Porque quem tem que apresentar uma denúncia contra os ministros é a Procuradoria-Geral da República,
04:53que é uma das que foi, abre aspas, indiciada, fecha aspas, pelo relatório da CPI.
05:01Ora, veja bem, o Senado também tem o poder de retirar o Procurador-Geral da República
05:08se ele não estiver fazendo o seu trabalho.
05:11Então, eu devolvo a pergunta aqui para os meus colegas.
05:15O que que significa esse indiciamento?
05:18Porque na minha interpretação, ele não significa absolutamente nada.
05:22Ele não tem nenhuma consequência prática.
05:26Ele pode ser uma declaração moral, tardia, muito tardia, para o Congresso Nacional,
05:33ou pode ser uma declaração política.
05:36Agora, a única coisa de concreto que o Congresso Nacional, que o Senado pode fazer,
05:43são essas duas coisas.
05:44Levar adiante o processo de impeachment dos ministros
05:47e barrar a entrada de candidatos que não são adequados.
05:52O Congresso, até agora, não fez nenhuma das duas coisas.
05:55Uma rápida parada para você que nos acompanha pela rede.
05:59Mas eu sigo aqui com os nossos comentaristas,
06:02analisando esse principal destaque do noticiário
06:06e, principalmente, a manifestação do ministro Gilmar Mendes
06:09na abertura da sessão da segunda turma no dia de hoje.
06:12Deixa eu passar para o Luiz Felipe Dávila.
06:14O Dávila vai trazer também as reflexões dele.
06:18Ficou claro, né, Dávila?
06:20Ficar clara a insatisfação do Supremo expressa nessa fala do ministro Gilmar.
06:26Em outros tempos, os ministros não deixavam isso claro.
06:30Acho que esse tipo de rusga, de insatisfação,
06:33não vinha à tona, principalmente na abertura de uma sessão
06:37para tratar de outras coisas.
06:38O que é preciso também considerar em relação a essa mudança de comportamento
06:43que a gente observa na conduta dos representantes da Suprema Corte.
06:49A mudança é muito simples.
06:52No Brasil, do ativismo judicial,
06:55os ministros perderam qualquer pudor
06:58em relação às suas falas arbitrárias e autocráticas.
07:03Na verdade, o que o ministro está dizendo
07:04é que se o Senado não recuar,
07:09que ele pode chegar, esse caso pode se tratar na Suprema Corte,
07:13pode recorrer aos poderes extraordinários
07:16que já ocorreu no caso dos manifestantes de 8 de janeiro,
07:21entender que houve vazamentos seletivos e tudo isso,
07:25inclusive processar ou caçar ou pedir a caçação de senadores da República.
07:31É isso que ele está dizendo.
07:32Tipo, não desafie o poder absoluto do Supremo,
07:38que nós podemos tudo, nós estamos acima da lei,
07:40nós somos Luiz 14, vocês não estão entendendo?
07:43O Estado somos nós.
07:45Nós governamos, nós legislamos,
07:48nós decidimos o que é certo e o que é errado,
07:51e se você brincar com a gente,
07:53olha, cuidado que você perde o seu mandato.
07:55É isso que ele está dizendo.
07:55Agora, é um absurdo uma fala dessa.
07:58É um absurdo total.
08:00Na verdade, eu queria lembrar aqui,
08:03já que a gente está falando de CPI, de crime organizado,
08:05o que é um Estado criminoso?
08:07Sabe o que é um Estado criminoso?
08:09É justamente aquele que os membros da Suprema Corte
08:12utilizam, por exemplo, de decisões monocráticas
08:15para enterrar casos de corrupção,
08:19para soltar corruptores confessos.
08:21E também não se envergonham quando tem banqueiro fraudulento
08:27que acaba sendo blindado por membros da Suprema Corte
08:31para proteger ministros que estão, sim,
08:36envolvidos com suspeitas transações,
08:40seja de negócios, seja do contrato de escritórios de advocacia
08:45de seus familiares.
08:46É uma vergonha, isso é vergonha.
08:48Agora, é inacreditável que não pode tocar nesse assunto
08:52porque isso aí é ofender a Suprema Corte.
08:54Não tem nada de ofender a Suprema Corte.
08:57Todos nós somos democratas,
08:59acreditamos no Estado de Direito,
09:01na igualdade perante a lei,
09:03na Constituição brasileira.
09:04E porque nós acreditamos nessas coisas,
09:08entendemos que todos estão debaixo das leis brasileiras.
09:14Não tem ninguém que está acima das leis brasileiras.
09:16Mas a atitude do ministro é justamente essa.
09:21Não brinque conosco porque nós estamos acima de tudo
09:24e nós podemos usar o nosso poder para fazer o que nós bem entendemos.
09:27E não tem ninguém para nos parar.
09:30E o Mota lembrou aqui duas atitudes que o Senado poderia tomar
09:36e não vai tomar.
09:37E não vai tomar, né, Mota?
09:38A gente já sabe disso.
09:39Na República do Rabo Preso, com essa turma toda no Senado,
09:43com o Rabo Preso lá no Supremo,
09:44ninguém vai tomar essas duas atitudes.
09:46Não vai nem vetar ministros
09:48e muito menos desafiar a Suprema Corte com o processo de impeachment.
09:53Então, aqui vai a minha sugestão
09:55para uma transição de poder
09:58dessa legislatura vergonhosa
10:00para uma legislatura que nós esperamos
10:02que será melhor
10:05se os nossos eleitores forem conscientes
10:08e colocarem boas pessoas no Senado.
10:10Primeira atitude.
10:13Moratória.
10:13O Senado não vai aprovar mais nenhum nome
10:16até o fim dessa legislatura.
10:18E essa legislatura não é que acaba em dezembro.
10:21Ela acaba agora em junho, fim de junho,
10:23porque aí vai começar o clima de eleição.
10:25Então, até fim de junho, ninguém vota mais nome nenhum
10:27só na próxima legislatura
10:29que o Senado apreciará
10:31nomes para o Senado Federal.
10:33E a segunda,
10:35essa é a mais importante,
10:37é o Senado,
10:38a próxima,
10:39a próxima legislatura,
10:40porque essa aqui não tem,
10:41não dá para esperar absolutamente nada de bom,
10:44a próxima legislatura
10:46vai criar uma comissão
10:48de juristas e constitucionalistas notáveis,
10:51pegando um pouco a ideia aí do
10:52Beraldo,
10:53quer fazer uma nova constituição?
10:55Aqui eu não estou sugerindo uma nova constituição,
10:57eu estou sugerindo
10:58uma comissão de notáveis
10:59para refazer as regras
11:03para enquadrar o Supremo
11:06como corte constitucional.
11:08Este projeto seria apresentado ao Senado
11:11e o Senado só poderia votar
11:13sim ou não,
11:15sem nenhum direito a emendas.
11:17Quem sabe assim
11:18nós enquadraremos a Suprema Corte
11:22novamente
11:22no seu papel constitucional,
11:25como está no artigo 102
11:27de uma corte
11:28que tem que zelar
11:30pela Constituição
11:31e não legislar
11:33e governar
11:34e está acima da lei
11:35e da Constituição.
11:37Recebendo a rede Jovem Pan,
11:39todos conectados com a gente
11:40aqui em Os Pingos nos Is,
11:41muito obrigado, viu,
11:42pela parceria,
11:43pela preferência,
11:44fique sempre bem informado
11:46aqui na Jovem Pan.
11:47Deixa eu passar
11:48para o Bruno Musa,
11:49só aproveitando e
11:51convidando toda a audiência
11:52para votar
11:53e manifestar a sua opinião
11:55sobre a enquete do dia
11:56que trata
11:56justamente da CPI
11:58do crime organizado.
11:59O que você acha
12:00que dará
12:00o relatório final,
12:02essa investigação,
12:03alguém vai ser punido
12:04ou ninguém vai ser punido
12:06ou depende.
12:07Se for peixe pequeno
12:08talvez aconteça alguma coisa
12:10e a gente conta com você
12:11com a sua manifestação,
12:13o seu voto.
12:13Deixa eu passar
12:14para o Bruno Musa.
12:15Bruno,
12:16me apoiando um pouco
12:18nas informações
12:19e questionamentos
12:20feitos pelo Mota
12:21sobre o indiciamento.
12:23Há uma dúvida,
12:24bom,
12:24o que representa?
12:25Talvez não dê em nada,
12:26mas é uma posição?
12:28Isso poderá ajudar
12:31os outros órgãos
12:32que avançam
12:33com investigações?
12:35Ou você acha
12:36que não valerá
12:37de absolutamente nada?
12:38É preciso considerar
12:39que no caso
12:40dos ministros
12:41da Suprema Corte,
12:43é preciso passar
12:44por uma avaliação
12:46e pelo crivo
12:47do presidente
12:47do Congresso
12:48e do Senado,
12:49Davi Alcolumbo.
12:50Só gostaria de deixar
12:50isso frisado aqui.
12:53E vale lembrar também
12:54há um tempo atrás
12:55o Davi Alcolumbo
12:56ele mencionou
12:56que mesmo se tivesse
12:57aprovação de unanimidade
12:58ele barraria
12:59alguma coisa do tipo,
13:00lembram alguns meses
13:01atrás disso,
13:02mas os fatos vão mudando.
13:04Eu vou na linha
13:05caninhar tudo
13:06o que eu falei
13:07alguns dias atrás,
13:08vocês devem se lembrar
13:09aqui que por mais
13:11que não dêem nada
13:13agora com o nosso
13:15que eu nem diria
13:16mais ceticismo,
13:17talvez realismo,
13:18é um pouco mais
13:19do copo que vai se enchendo.
13:21Isso começou lá atrás
13:23com escândalos de corrupção
13:24como o Mensalão
13:25que acabaram esquecendo,
13:28depois a Lava Jato,
13:29depois os mesmos ministros
13:31de agora cancelando
13:32os processos,
13:34devolvendo dinheiro
13:35carimbado com corrupção
13:37e assumiram que tinha corrupção,
13:39tudo que nós conhecemos
13:40no Brasil,
13:40mas o copo vai se enchendo
13:42e a população
13:43vai começando
13:44a ficar mais cansada
13:45e mais conhecedora
13:47do processo,
13:48digamos assim.
13:49Como eu mencionei
13:50outro dia,
13:50a moça que trabalha
13:52aqui em casa
13:52chega para tomar café
13:53da manhã,
13:53a gente toma
13:54todo mundo junto,
13:55ela sequer terminou
13:57os estudos
13:58até a oitava
14:00ou nona série,
14:00não sei como chama agora,
14:02ela sabe os nomes
14:03dos ministros
14:03e começou a comentar
14:04a respeito disso.
14:05Isso acontece
14:06quando você pega um Uber,
14:08quando você está
14:08caminhando pela rua,
14:09quando você está
14:10em uma padaria qualquer,
14:12seja uma padaria
14:13de mais alta reina
14:14ou de mais baixa reina,
14:15isso está acontecendo
14:16uma evolução
14:17do processo educacional
14:18brasileiro.
14:19Ah, Bruno,
14:19mas ainda é muito incipiente.
14:21Sim,
14:22mas até alguns anos atrás
14:23nós estaríamos falando
14:24agora apenas
14:24da Copa do Mundo,
14:25se Neymar
14:26seria
14:28contratado,
14:29seria chamado
14:30para a Copa do Mundo
14:31ou não.
14:32Agora não,
14:32isso passa a batilho.
14:34Então,
14:34eu acho que
14:35de fatos em fatos
14:36tão obscenos,
14:37tão óbvios,
14:38tão claros,
14:39tão explícitos
14:40como o que vem acontecendo
14:41debaixo dos nossos olhos,
14:42a população vai cansando.
14:44E tem uma chave
14:45importante aqui também.
14:47A economia,
14:47ela já demonstra
14:48sinais de cansaço
14:49brutal.
14:50A população cansada
14:52com o nível de inflação
14:54que não bate
14:55os 4,5%,
14:55como o índice oficial diz,
14:57uma vez que a metodologia
14:58não entrega mais
14:59o que nós vemos
15:00no dia a dia
15:01do brasileiro.
15:02O nível de endividamento
15:03sufocante
15:04que por mais
15:05que o Lula
15:05venha a público
15:06e diga que
15:06não adianta
15:08culpar o governo,
15:09sim, adianta,
15:10nós já falamos
15:10a respeito disso,
15:11isso é um processo
15:12de 20 anos
15:13de fomentar
15:14o gasto
15:16através do endividamento
15:17da população
15:17e isso mostra
15:19um cansaço
15:20das pessoas
15:20quando,
15:22ainda mais,
15:23acaba se tornando
15:24tão óbvio
15:25milhões
15:26e milhões
15:26ou bilhões
15:27nesse caso,
15:28fluindo através
15:29da corrupção
15:30para os mesmos
15:31de sempre.
15:31quando você tem
15:33um cansaço
15:33econômico
15:34e um sufocamento
15:35por parte das famílias
15:36e das empresas
15:37e da inflação,
15:39principalmente nas pessoas,
15:40esse copo
15:41começa a encher.
15:42Então eu não diria
15:43que mesmo que não aconteça
15:44nada e dê mais uma
15:45de sopa de Brasil,
15:46não será em vão,
15:47será um pouquinho a mais
15:48que vai caminhando
15:49para em algum momento
15:50esse caldeirão
15:51vai estourar,
15:52porque o Brasil
15:52hoje é isso,
15:53um caldeirão
15:54esperando a explosão.
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