Senta, que lá vem história! Ou melhor, lá vem historiador! O professor Rafael Nogueira está no estúdio para mostrar que, nas universidades federais, tem mais ideologia do que drogas e mais modernismo do que cerveja. Ele vai destrinchar como a cultura “woke” virou uma religião que põe todo mundo para dormir, por que o progresso dá uma desordem no jantar de família e se o Brasil ainda tem salvação ou se virou de vez um grande "balcão de negócios" em Brasília. Será que o voto de protesto morreu ou só trocou de figurino? É melhor assistir à íntegra da entrevista para entender como a direita tem uma saída para as eleições (não é sair do armário) ou vai ter que passar o resto da vida lendo tese de doutorado com a "linguagem neutra"!
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DiversãoTranscrição
00:00Professor, a gente tava discutindo aí, que a gente faz sempre no jornal, sobre a CPMI, aí tem Banco Master,
00:06aí tem Petrolão, tem Mensalão.
00:08Como é que historicamente a gente consegue chegar em alguma conclusão de... como chegamos até aqui?
00:15O senhor que é um historiador, dá pra puxar algum paralelo pra tentar responder isso?
00:20Grande pergunta. Primeiro, obrigado demais pelo convite. Obrigado, Emílio.
00:23Sou fã aí, que programa.
00:25Professor tá no Instagram, arroba Nogueira.r.
00:28É isso aí.
00:29Nogueira.r, pra seguir.
00:31Obrigado demais a todos. Mas olha, pergunta dele, se eu tiver quatro horas e meia, eu consigo, tá?
00:35Sim, eu imagino.
00:36Mas assim, falando em síntese, Alba, a gente tem sim uma mudança muito grande na nossa linha histórica, porque a
00:45gente tinha no Império, como dizia alguns dos que ajudaram a acabar com o Império, diziam que no Império a
00:52gente tinha ali um grupo de estadistas, no Congresso.
00:56E depois a gente teve...
00:58Rui Barbosa disse isso. E depois a gente teve um balcão de negócios.
01:01Então, pra sintetizar, o fato é que, de repente, o nosso modelo faz com que nós elejamos os nossos representantes
01:08no Congresso de uma forma um pouco displicente.
01:10De maneira que a gente vai ter, naturalmente, ali, pessoas não tão preparadas pra lidar com os desafios que estão
01:16diante da gente, né?
01:17Então, mas aí...
01:18Dá síntese, dá síntese, né?
01:20Mas aí o cara fala que vai ser muito elitista, né?
01:22Se você parte desse princípio, aí você vira um elitista, um cara escroto, aí a democracia já não faz mais
01:30sentido, né?
01:31Esse é que é o problema, né? Porque a democracia é o cara que engana melhor.
01:35É a democracia...
01:36É o cara que enrola mais o povo.
01:39Sambarilove.
01:40É, o sambarilove.
01:40Ela funciona ou por espelho ou por filtro.
01:44Se é por espelho, é aquele que mais parece comigo e tem sentido.
01:48Na Câmara, a Câmara é o lugar, é a casa do povo.
01:51Então, a Câmara precisa da representação daqueles que nos espelham de alguma forma.
01:55Seja o caminhoneiro, o professor, o escritor, o que trabalha na obra, não tem problema.
02:03Todos estão lá.
02:03Só que a questão é que, antigamente, existia um lugar pras pessoas que também tinham qualificação que se chamava Senado.
02:10Se o Senado é muito parecido com a Câmara, nós não temos nenhum tipo de diferença.
02:15Porque, por exemplo, no Senado do Império, quando ele foi criado nos Estados Unidos, quando ele foi criado lá atrás,
02:20era uma casa que chamava de aristocrática.
02:23Era uma casa que era pra ter...
02:25A pessoa tinha que ter mais idade, serviços prestados à pátria, tinha que ter uma qualificação intelectual,
02:29tinha que ter alguma virtude reconhecida pelo povo.
02:33Agora, na Câmara, não.
02:34Eu concordo.
02:35A democracia funciona assim mesmo.
02:36Tem que votar naquele que vai, de alguma forma, me compreender melhor e me representar.
02:40E quando, aqui no Brasil, eu queria saber se ainda existe isso, porque a gente viu, há muito tempo,
02:48aqueles votos de protesto, Tiririca, o Cacareco, lá atrás.
02:52E hoje em dia, parece, e eu não sei, eu queria ver sua análise, que isso está mudando.
02:58Você acha que essa turma que vem agora, porque está vindo muita gente,
03:01olha, bom demais, a caneta azul está vindo, essa turma.
03:04Você acha que ainda tem espaço pra isso?
03:06Ou acabou, a turma já está procurando melhores nomes aí?
03:11Morgada, excelente pergunta.
03:12Porque começa com voto de protesto, ali foi uma demonstração de que não havia representação suficiente.
03:18Os candidatos não estavam suficientes, entendeu?
03:21Então aí começava a votar no Tiririca, em quem viesse pra causar.
03:24O Tiririca, ele disse duas coisas.
03:26Que ele não cumpriu direito, né?
03:27Ele disse, tudo bem.
03:28Pior que tá, não fica, não ficou, em alguma medida.
03:31Mas em outra medida, não.
03:32Eu acho que a direita passou a ser representada desde então,
03:35e ela não era tão bem representada.
03:37Só que ele disse que ia contar pra gente o que acontecia lá.
03:40Ele não contou até hoje.
03:41Ele foi lá e aprendeu a brincar e virou.
03:43Isso, gostou do jogo.
03:44Então o que acontece?
03:45Foi um voto de protesto, tinha essa representação,
03:47de que havia uma enorme fatia da população que não estava representada nem pelos candidatos.
03:52Sim.
03:52E aí, de repente, depois a gente elege, foi eleito o presidente Bolsonaro.
03:57Não como um voto de protesto, mas como agora,
04:00finalmente tem alguém que está representando as nossas pautas.
04:03E aí foi 2018.
04:04E você acha que essa turma que vem agora,
04:06você acha que não tem mais espaço?
04:09Ou ainda cabe esse pessoal aí que, porra,
04:13que nem o Caneta Azul, essa turma aí que...
04:17Os partidos buscam essas pessoas justamente pra isso,
04:20pra puxar voto e tudo mais.
04:21Você acha difícil?
04:22Eu acho difícil ter o sucesso que o Tiririca teve.
04:24Ele foi campeão de votos.
04:25Foi.
04:26Pode ser eleito, mas eu acho difícil ter aquele sucesso de antes.
04:29Por quê?
04:29Porque tem mais fatias representadas pelos candidatos.
04:31Boa.
04:32A gente estava com o papo aqui com o Fernão.
04:33O Fernão Mesquita, quando ele veio aqui.
04:36Grande jornalista.
04:37E ele estava falando o seguinte, porque o que acontece hoje em dia,
04:40principalmente esses votos, você vai votar num deputado.
04:43Sim.
04:43Você escolhe um deputado e você fala,
04:45pô, esse deputado é legal, vou votar nele.
04:46Ele não sabe que você votou nele.
04:49Então talvez algo pra você cobrar mais seria o voto distrital.
04:53Porque ele sabe quem votou ele, a região que votou nele.
04:57E você tem muito mais como cobrá-lo, porque você está próximo a ele.
05:01Porque se você pegar qualquer deputado, ele perde a ligação com o povo.
05:06Ele vai embora pra Brasília, ele fica lá durante quatro anos,
05:10ganha aquela verba, distribui aquela verba.
05:12E está tranquilo ali, ó.
05:14Ele nem sabe quem votou nele.
05:17Sim, o voto distrital tem essa vantagem da proximidade geográfica.
05:21Mas, Emílio, hoje a proximidade geográfica não é a única forma de proximidade, né?
05:25A gente consegue se comunicar.
05:26Eu me comunico com aqueles em quem eu votei com facilidade pelo WhatsApp, por e-mail.
05:30E a gente hoje tem um voto de opinião, um voto ideológico.
05:34E esse voto ideológico vai ser prejudicado por uma divisão bem segmentadinha ali de distritos.
05:39A meu ver, eu não sou tão fã do voto distrital. Por quê?
05:42Porque eu sou representante, na política, né?
05:46De um grupo que conseguiu crescer,
05:50porque havia muita gente espalhada que pensava de uma forma determinada.
05:54E aí ela vai acabar sem representação.
05:56Esse voto de opinião ideológico que ultrapassa a geografia.
05:59Mas a cobrança, a proximidade pode acontecer pela internet, né?
06:06Você tá falando de ideologia, né?
06:08E acho que um pouco do seu trabalho também, das universidades, né?
06:11Quando a gente vai aprender um pouco sobre Portugal,
06:12vem da doutrinação ideológica das universidades.
06:15Esse que é a raiz também pro cara saber ou não votar e o que que acontece.
06:19Como que se avalia a doutrinação ideológica, se ela acontece nas universidades?
06:23E qual a sua experiência em relação do que tudo que a gente aprendeu, por exemplo, de Portugal?
06:28Excelente pergunta.
06:29Ainda mais que eu tô doutorando na Federal de Santa Catarina.
06:31Então, depende do que eu falo aqui.
06:34É o celular do novo, Emílio?
06:36Esse aqui é um celular novo.
06:37Do novo.
06:38É do novo?
06:39Ah, do Partido Novo.
06:40Que é laranja.
06:41É laranja, hein?
06:42Do novo.
06:43Não, esse aqui é o...
06:43Se filia, você ganha.
06:44Esse é do Trump.
06:45Esse é o...
06:46Se filia, você ganha.
06:47Iphone.
06:48Iphone.
06:49A gente tem lá na universidade...
06:51Eu tive um percurso que vim de várias universidades diferentes
06:54e percebi pela experiência...
06:56E eu sou professor universitário no Centro Universitário Católico Ítalo-Brasileiro,
07:01na História e Filosofia.
07:02Eu percebo pela minha experiência o seguinte.
07:05Majoritariamente, a gente tem sim corpos docentes,
07:08sobretudo nas humanidades, né?
07:09Que são ligados à esquerda.
07:11E nas técnicas, na engenharia, na medicina, tudo.
07:14Existem grupos ali também que são muito dominados pela ideologia.
07:17Porque é uma coisa assim que eu gosto de dizer.
07:19Pra esquerda, tudo é política.
07:22Eles hiperpolitizam tudo.
07:24Pra direita, não.
07:25A política é assim.
07:26Eu gostaria de estar fazendo as minhas coisas,
07:28lendo os meus livros, escrevendo.
07:30E aí eu sou chamado a participar da política.
07:32Senão eles vão me roubar de tudo do jeito possível.
07:34Vão arrumar um monte de confusão.
07:36Então, a direita vai pra política meio a contragosto
07:39porque se sentiu chamada, impelida,
07:41pela necessidade de participar da coisa pública.
07:43A esquerda, por sua vez, ela só pensa em política.
07:46Então, quando ela vai estudar medicina,
07:47ela vai pensar em política.
07:48Quando ela vai estudar filosofia,
07:49ela só vai pensar em política.
07:50Quando ela vai estudar história,
07:51ela vai submeter tudo à política.
07:52Então, é isso.
07:53Esse eu acho que é o grande problema.
07:54Sim.
07:55A universidade é assim, né?
07:57Você vai lá pro diretório acadêmico.
08:00DCA.
08:01Como é que chama agora?
08:02Muda o nome, né?
08:03Na minha época era Grêmio.
08:05Olha como eu sou velho.
08:05Na Grêmio, tem o diretório acadêmico.
08:09Porque os vagabundos não estudam, né?
08:12Os vagabundos não estudam.
08:13Fica muito tempo na porta.
08:14Eu tenho um amigo na USP,
08:16que ele mora lá no prédio da...
08:17O prédio da USP tá uma desgraça.
08:20Ele deve tá beirando...
08:22Cruspe.
08:23Beirando os 50 e pôs.
08:24O Jubilê ainda é aluno.
08:26Não, não.
08:26Ele passa de novo.
08:28Ele fala, ele prega o cartaz lá do...
08:30Vai no CPUSP.
08:31Feijoada com ramaz.
08:32É, feijoada com ramaz.
08:34É uma turma bacana.
08:35É uma turma bem...
08:37É que tá ligada ao progressismo, né?
08:38Que o discurso pode parecer bonito, mas você sabe que não para em pé, né?
08:42É porque o progressismo diz que a culminação de toda a evolução da sociedade são eles, né?
08:48São os progressistas.
08:49É o que eles pensam e é o que eles representam.
08:51Então, eles são os evoluídos.
08:53Nós somos os atrasados.
08:55Então, mas o pior agora é esses woke, né?
08:58É.
08:59Porque o woke é muito pior.
09:00O woke é.
09:01Aí a superação da superação.
09:03Eles são quase assim...
09:04Porque eles falam de uma forma...
09:05Eu lidei, né?
09:06Eu fui secretário de cultura em Santa Catarina, presidente da Fundação Catarinense de Cultura.
09:09Lidei nesse...
09:10E no governo federal com Bolsonaro também estive lá em 22.
09:13E tive que lidar muito com uma classe que há pessoas razoáveis com quem dá pra conversar
09:18e as pessoas do woke, mais sérias, assim, ligadas ao wokeismo.
09:22E, Emílio, pra eles, assim, é questão de avanço e retrocesso.
09:26Quem está com eles está avançando pra coisa do bem e tudo.
09:29Quem não está retrocedendo pra Idade das Trevas.
09:31A cabeça funciona dessa forma.
09:33E é muito preocupante porque em tudo que esse woke tocar vai dirigir pra aqueles caminhos deles lá.
09:40É.
09:40Porque se você pega, né?
09:43Como fica assim muito dividido, né?
09:46Um ou outro.
09:48Então, por exemplo, se você pegar o progressismo...
09:51O progressismo também não é tão ruim.
09:53O progressista.
09:54Entendeu?
09:55Tem o conservador.
09:56Tem muita coisa que você precisou mudar, né?
09:58A vida também precisa mudar.
09:59Tem que melhorar.
09:59Tem que melhorar, né?
10:00Tem que melhorar.
10:01Mas esse tal de woke é um inferno.
10:05Porque eles tiram...
10:06Beleza não existe mais.
10:08Não existe mais o...
10:09Piada.
10:10O esporte, né?
10:11A disputa.
10:12A meritocracia.
10:13É uma inversão.
10:14É uma inversão que esses caras bolaram aí.
10:17Que é uma coisa...
10:17Mulher é homem.
10:19Homem é mulher.
10:19É uma puta de uma confusão.
10:21Que o ser humano normal, ele não entende.
10:24Ele não consegue entender isso aí.
10:26E aí o que acontece?
10:28Algumas pessoas que podem ter ideias de esquerda legais, né?
10:32Alguns que podem ser deputados, legais.
10:34Porque você precisa ter pluralidade.
10:36Óbvio.
10:37Não pode ser tudo uma coisa só.
10:38Também fica uma merda, né?
10:39Aí já é ditadura.
10:40Sim.
10:41Você...
10:42Ele acaba entrando nessa...
10:43Nessa Seara.
10:45Ele acaba entrando com essa turma.
10:47E ele perde também o discurso.
10:49Sim.
10:49Que é um negócio da Érica entrar no negócio da mulher.
10:53Aí você não consegue mais se acertar, entendeu?
10:56Vira uma confusão que ninguém se entende.
10:59Exato.
10:59A gente tem uma maneira de lidar.
11:02Que é, sim, sentar pra conversar.
11:04Eu sou da direita, mas eu acho que é necessário que se converse, encontre um mundo comum
11:08pra gente construir o Brasil comum, enfim.
11:11Só que existem pessoas, como você disse, que não estão afim de conversar.
11:14Ou você aceita aqueles dogmas e eles vão diversando tudo.
11:18Conceito de família.
11:20E sem família, com famílias desestruturadas, daí que vem o crime, né?
11:25Sim.
11:25Então aí vai destruindo o conceito de família, de casamento, sexualidade.
11:29Aí você não sabe depois porque tem também um monte de criminoso sem ira nem beira,
11:32sem saber o que pode fazer da vida de melhor, né?
11:34Então tem essas coisas também, que um problema leva o outro.
11:37E essas crenças woke são realmente complexas.
11:41A gente lá com o professor Olavo sempre dizia que, na verdade, a gente tinha que fazer um trabalho
11:46do negativo, né?
11:48De examinar essas coisas e mostrar quais são os seus problemas, os seus defeitos.
11:52Ele era muito mais pacato do que parecia.
11:54É.
11:55Se sentir entre os alunos, assim.
11:56Porque era pra examinar e explicar e sempre preservar o debate, né?
12:01Público.
12:01O professor Olavo é um cara muito...
12:03Um cara carismático, né?
12:07Além de ser um intelectual, né?
12:09Um cara que fazia uma...
12:12Puta, você pega...
12:13Fazia uma análise muito...
12:15Precisa.
12:16É.
12:16Aliás, por falar no professor Olavo, acho que uma coisa factual é a crise migratória.
12:20Que ele bateu muito na Europa em relação a abrir as fronteiras.
12:23E quando a gente fala todos esses assuntos juntos, você viu que agora é um problema, né?
12:28Sim.
12:28Sou de um acolhimento e agora a Europa não sabe muito o que fazer.
12:31Como que você analisa isso que também tem a ver com as universidades, onde defendem
12:36também, né?
12:36Sem nunca terem ido, visitado, né?
12:39Ou pro Irã, ou pra Palestina.
12:41E lá também tem essa dificuldade em relação à minoria, à sexualidade.
12:46Como que você enxerga esse ponto?
12:47Eu enxergo que foi fruto de um adormecimento de parte da população.
12:53Como eu havia dito...
12:54Cara, eu ouço o Pânico desde criança, né?
12:56Os meus pais adoram.
12:57Fala assim.
12:57Era o papai.
12:58Outra época.
12:59Outras pessoas.
13:00Esse Pânico é woke.
13:02E aí...
13:03Esse Pânico é outra...
13:04É desconstruído.
13:05Pânico era da diversidade.
13:06A história do Pânico conta um pouco essa história no sentido de que ficou...
13:11A política se fez mais presente sem que ficasse chato.
13:14Eu acho que o programa tá evoluindo, tá cada vez melhor, assim.
13:16É muito divertido.
13:18E ao mesmo tempo fala de política.
13:20Quando eu estudei no ensino médio, Emílio, as pessoas odiavam política.
13:23Sim.
13:24Então política era...
13:24É década de 90?
13:26Era chato.
13:26Então não se falava muito na rádio, no Pânico, de política.
13:30Só que a partir, principalmente em 2013, eu 10 anos antes, que eu fui do DCE, eu tinha
13:34cabelo no meio das costas, era meio diferente.
13:36Tá dando olhando.
13:37É, mano, quase.
13:38Aí fui aluno do Olavo, comecei a estudar mais e percebi o seguinte.
13:42Cara, na verdade houve um crime que me marcou, assim.
13:46Aquele crime contra a Liana, do Champinha, aquela coisa toda.
13:51Nossa, horrível.
13:51Eu achei aquilo bizarro de horrível.
13:53Eu tava no DCE.
13:54E eu ouvi as pessoas justificando aquilo, cara.
13:56Aí eu falei, olha, eu não sou como vocês, entendeu?
13:59Eu sou de outra espécie moral.
14:01Eu não acho que isso tenha a menor justificativa de um cara fazer aquilo e vir dizer de classe
14:06quando é que ele era um excluído da sociedade, tem que compreender nada, meu irmão.
14:10O que é isso?
14:10Tá ficando maluco?
14:11Aí eu falei, eu não tenho nada a ver com essas pessoas.
14:13Eu sou outra coisa.
14:15Só que falar conservador e direito era absolutamente proibido naquele ambiente.
14:18Não dava.
14:19E aí o Olavo trouxe uma linguagem, ou mandando, indicando traduções de livros, ou ele mesmo
14:25explicando as coisas do jeito dele, que a gente pôde se apropriar.
14:28Isso eu falo em 2003.
14:312013 foi o momento em que o povo viu que a esquerda tava tomando as ruas em manifestação
14:36de novo, viu que a bandeira do Brasil tava jogada no chão, pegou a bandeira do Brasil,
14:40tomou as ruas, disse sai daqui partido.
14:42E aí faltava o quê?
14:44Faltava uma orientação.
14:45E começa, ô Emílio, nesse momento, um amplo debate público.
14:49Qual é a nossa orientação?
14:50O que a gente pensa?
14:51Eu acho que esse debate não acabou ainda.
14:53A gente mais ou menos cristalizou algumas definições de esquerda e direita, mas esse
14:57debate ainda tá vivo e ele é muito importante.
14:59E eu acho que vocês ajudam demais esse debate aqui.
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