O feriado pode ter acabado, mas o Holiday só começou! Fernando, o ex-vereador e futuro doutor (falta pouco, hein!), veio ao estúdio para explicar por que trocou o plenário pelo estetoscópio. Será que ele cansou de apanhar do sistema ou a ele finalmente foi convencido a ter um "emprego de verdade"? Holiday detonou a segurança pública, analisou as chances da direita em 2026 e ainda soltou um segredo dos bastidores: vocês sabiam que o presidente não tem um dedo? Ah, pera! Isso ninguém podia saber… esquece! Entre projetos de lei e receitas de paracetamol (na verdade para, cê tá linda!), o convidado mostrou que, na política brasileira, quem não rebola, não leva o caneco! Assista à íntegra da entrevista ou vai ter que fazer exame de toque retal completamente “tortal”!
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DiversãoTranscrição
00:00Programa de hoje, o historiador e ex-vereador por São Paulo.
00:06Fernando Holley, o negro de estimação da direita.
00:09O autor da Senzala Ideológica.
00:13Quem conhece muito sobre os bastidores da Aloprada Política Nacional.
00:17Ao momento que você torna o Bolsonaro incomunicável, preso dentro de casa, sem poder falar,
00:23você gera uma confusão em toda a direita.
00:26Ninguém vai pegar meu telefone.
00:29Pegar meu telefone.
00:30Ó, futuro doutor Fernando.
00:35Ó, ó o doutor aqui, ó.
00:38E aí?
00:39Fiquei perdido nesse novo aqui no estúdio.
00:41Qual?
00:42Fiquei perdido no estúdio.
00:43Não, mas já veio, não é?
00:44O professor, o professor doutor.
00:47Agora é doutor.
00:48Doutor Holley.
00:49Falta três anos, três anos.
00:50Não, não saiu candidato.
00:53Não, decidi que não saiu.
00:54Falou, falou, falou e não saiu.
00:55Porquá?
00:56Não só, não só falei, eu mobilizei a equipe, o caramba, mas não teve.
01:01A Paulinha, a Paulinha foi fundamental na minha decisão, você acredita?
01:05Kraussi.
01:06A Paulinha tinha tratado.
01:07Ah, não.
01:07Depois pra correr.
01:08Ah, jovem, depois tem festa.
01:09Eu tava, eu tava na minha semana de prova, aí a Paulinha, não, preciso de você no pânico,
01:16tal, não sei o que.
01:17Aí eu não pude vir, né?
01:18E aí a Paulinha me lançou uma frase seguinte, você precisa escolher se você quer ser médico
01:24ou a política.
01:25Ó, ó.
01:27Ó, mamãe Paulinha.
01:28E eu já tava meio reflexivo naquela semana, porque realmente é muito difícil você
01:32conseguir levar as duas coisas, né?
01:35Medicina é um negócio que te exige, não é só assistir a aula, você tem que estudar,
01:38tal.
01:39E aí eu refleti, eu falei que essa Paulinha tá certa.
01:41Eu vou deixar a política de vez, pelo menos até terminar a faculdade e me dedicar à medicina.
01:48Então eu vou fazer uma pergunta pra você agora, que eu acho que todo mundo que se candidata
01:53devia fazer essa pergunta.
01:55O que que a política, o que que você pôde fazer de bem com a política?
02:01Cara, eu poderia aqui ficar falando de projetos, entregas e tal, mas eu acho que o melhor que
02:09eu pude entregar é inspirar novas gerações.
02:13Inclusive, uma das coisas que eu quero falar aqui hoje é de um movimento, que eu tô entrando
02:18agora, chamado União Conservadora.
02:21A União Conservadora nada mais é do que, não é a ideia de fazer manifestações, como
02:26você tinha lá atrás, impeachment da Dilma, etc.
02:28Mas é formar essa nova geração de políticos.
02:32Tem ali, por exemplo, nos bastidores o G7, que tem 17 anos, em breve acho que vai ser
02:36uma grande liderança política.
02:38E essas figuras...
02:41Mostra lá, ó.
02:42Ah, grande G7.
02:43Mostra lá, ó.
02:44Olha lá, ó.
02:45Botou uma câmera pra quê aí.
02:47Acena aí, G7, acena aí.
02:49Câmera trabalhando, né?
02:51Tem uma câmera que não vira.
02:53Vamos lá, brigamos pela câmera, pô.
02:55Faço fogo pelo rosto de volta.
02:58Cadê o G7?
02:59Acena aí, G7.
03:00Aí tem o G7, tem o Tomás logo ali atrás também, vereador em São José dos Campos.
03:04Másco Urbano, tá ali.
03:06Vereador em São José dos Campos, é o Tomás.
03:09Essas são figuras que também estão nesse movimento da União Conservadora, e a ideia
03:14é justamente você dar uma base intelectual mesmo.
03:18Ensinar como que você tem um mandato, administra um mandato, como a política funciona, pra que
03:25aconteça o que aconteceu comigo lá no início, que é você chegar perdido, não saber como
03:29a coisa funciona, e leva a perna de um lado, leva a perna do outro, vai ficando pra trás,
03:35não consegue fazer as mudanças.
03:37Quem te deu perna?
03:39Esse cara viveu coisas assustadoras.
03:41Eu vivi coisas pesadas.
03:42Vai revelar?
03:43Meu filho, você vai ver tudo.
03:45Eu acho que assim, um dos casos mais emblemáticos foi do caso de corrupção que eu denunciei.
03:50Já contei essa história aqui, né?
03:51Já.
03:52De um vereador que...
03:53É, de um vereador que tentou me cooptar por um esquema de corrupção de desvio de
03:58emenda.
03:58E aí eu denunciei pro MP, fiz uma operação, ação controlada que chama, né?
04:04Fui lá, denunciei, fiz as gravações orientadas pelo MP com autorização judicial.
04:09Um ano depois o negócio vazou, nada aconteceu, ninguém foi preso, não teve busca em ser
04:16vazão.
04:16E eu comecei a ser ameaçado.
04:18Tive que usar a colete à prova de balas, andar com escolta, não sei o quê, e não
04:22mudei nada.
04:23Não mudei nada, nada, nada.
04:26Então assim, eu acho que se eu tivesse um movimento, pessoas em torno de mim que tivessem
04:33me orientado, talvez eu não tivesse passado por essas situações.
04:36Talvez tivesse denunciado de outras formas, talvez não tivesse me exposto tanto, talvez
04:40teria feito mudanças que eu acho que eu consegui fazer, mas de forma muito mais rápida e
04:46muito mais consolidada.
04:47Por que o sistema é mais forte?
04:49Quando você faz uma denúncia, a gente tem tantos casos de denúncia.
04:51CPMI do NSS, Vorcaro, tem 30 casos pra falar aqui.
04:55Por que o sistema vence na sua opinião?
04:58Olha, é que são muitos anos, né?
05:00São décadas e décadas dos mesmos grupos no poder e esses grupos, eles vão mudando
05:06de rosto.
05:07Às vezes a gente tem a impressão de que, ah, teve, sei lá, 30% de renovação, 40% de
05:13renovação, mas muitas vezes é só o filho do cara que foi eleito, o bisneto, o tataraneto.
05:18Muita gente com o rabo preso.
05:19É muita gente com o rabo preso e que precisam e que carregam consigo um peso de décadas
05:25e décadas de corrupção, da mesma forma de se fazer política.
05:30A única forma de você mudar isso, não tem jeito.
05:32É você tirando pessoas que não têm nenhuma relação com a política e colocando lá dentro
05:37pra bagunçar o sistema, pra dar uma chacoalhada.
05:40O Gessé, por exemplo, não tem ninguém da família dele que é de política.
05:43O Tomás foi meu assessor quando eu fui vereador no primeiro mandato, mas antes disso também
05:48nenhum contato.
05:49E a União Conservadora como um todo tá procurando justamente essas pessoas, esses influenciadores
05:55que, se não fosse pelas redes sociais, se não fosse pela internet, eles jamais teriam
06:01chance de alcançar um mandato, de entrar num cargo público e de fazer a diferença.
06:06Eu acho que esse é o caminho pra gente transformar esse país.
06:09Não hoje, não amanhã, mas daqui a alguns anos.
06:11Ô Rolede, mas você não acha que a turma, quando chega lá e a gente viu, nem um nem
06:16dois, mas vários casos de quando o camarada chega com essas palavras que você acabou de
06:21falar, renovar, aí ele vê o jogo, ele gosta do jogo e faz parte e entra pro sistema?
06:26Porque a gente já viu, né?
06:29Muita gente com um discurso parecido, aí chega na hora, joga o jogo, porque o jogo
06:34é bem jogado lá.
06:35Ou se esconde.
06:36E aí, é, acaba se escondendo, ou faz parte do sistema, né?
06:41Fala uma coisa, aí aumenta o IPTU, né?
06:44Fala contra aumentar imposto e acaba fazendo justamente o contrário.
06:48Como que você fez pra não se render ao sistema, assim, na época que você era vereador?
06:53É, eu acho que o grande segredo é você encontrar o equilíbrio, né?
06:57O lado bom, também tem os seus lados negativos, mas o lado bom de você eleger pessoas que
07:04tem essa, esse fio, né, pelas redes sociais, pela internet, é que a cobrança, ela é constante.
07:11Então, o sujeito, ele toda hora, ele tem que prestar contas pro eleitor dele, toda hora
07:14o eleitor tá cobrando posicionamentos equivocados.
07:17O sujeito tem que se explicar coisa que, na política tradicional, você não tinha.
07:22Então, eu acho que o que eu consegui encontrar nos anos que eu tive mandato, em que acho
07:28que outras pessoas estão conseguindo, o Pavanato, por exemplo, agora, como o vereador tá conseguindo,
07:31o próprio Nicolas, é justamente você manter esta comunicação com o seu público e explicar,
07:40aí é uma coisa de bastidor internamente, pra essa política tradicional, ou velha política,
07:46como gostam de chamar, que você tem limites muito claros.
07:50Olha, este é o meu público, sem este público eu não vou a lugar nenhum, e os limites
07:56que este público me impõe são esses.
07:58São limites morais, limites ideológicos e limites públicos.
08:02Mas aí, pra deputado, porque quando você vai pra um cargo como governador, como presidente
08:09da república, mesmo senador, pra esses cargos você precisa ganhar voto de todo lado.
08:15Sim, isso é verdade.
08:17E aí você precisa atrair o centro.
08:18Então, exatamente, e aí você precisa rebolar.
08:22Quem rebola mais, quem rebola mais leva o caneco.
08:27Total, que os caras têm de governabilidade.
08:29Então, é isso aí, porque não tem essa pureza, porque as pessoas, elas têm muita pureza no negócio, né?
08:35É que nem o negócio, que nem todo mundo aí, à direita ela pega esse Bukele e coloca ele, é
08:40meio romântico.
08:41Ah, e o Bukele? Ah, e o Bukele é maravilhoso.
08:43Dá uma endeusada.
08:44O Bukele é igual Cuba, é pro canhoteiro.
08:47Cuba, pro canhoteiro, é um lugar maravilhoso.
08:50Olha, Cuba, é fantástico.
08:51É bom pra passear também, né?
08:53Cuba, Cuba, a medicina de Cuba é maravilhosa.
08:56Cuba é um país maravilhoso.
08:58Minha primeira aula de medicina foi sobre isso.
09:01E o Bukele também, todo mundo, pô, o cara fechou o congresso, o cara faz o diabo lá, o que
09:06ele quer.
09:07É o jeito dele.
09:07E também quer ficar no poder mais tempo.
09:09Então, mas é uma coisa meio romantizada, e a política não é assim.
09:14Então, mas aí...
09:15A política é o malandrovski.
09:18É verdade, mas...
09:19Você viu o Lula rezando?
09:21Já foi pra igreja.
09:22Porra!
09:23E pediu pra igreja.
09:25Vocês viram, não?
09:26Comeu salsicha e foi pra igreja.
09:28Tá lá, ó.
09:28E pediu pra fazer salsicha com o ósseo.
09:30Você entendeu?
09:30Você entendeu?
09:31Então é isso, é isso.
09:33É o cara que não...
09:34Esses valores de se mostrar o...
09:37Virtuoso.
09:38Ah, e o virtuoso.
09:38O bom, olha lá, ó.
09:40Olha, ó.
09:42Acho que ele tá descansando.
09:43Ah, e tem dois.
09:44Só de palmas, só de palmas.
09:45Vamos, aplaudir!
09:47Pior que eu tava assim, sábado à noite.
09:49Então, então...
09:53Não tem como não ser assim.
09:55O jogo é esse.
09:56É, o jogo é esse.
09:57Você precisa conversar com todo mundo.
09:58Não dá pra escapar.
09:59Isso não dá pra fazer.
10:00Mas o que dá pra você fazer é mudar a forma como você se comunica.
10:05E nesse sentido, eu acho que a direita acertou.
10:08O Bolsonaro acertou, né?
10:10Ao escolher o Flávio como pré-candidato a presidente da República.
10:14Porque eu acho que ele é justamente isso que a gente precisa nesse momento.
10:17A gente, eu digo a direita.
10:19Alguém que comunique as mesmas ideias de uma forma diferente.
10:24Que soe mais moderado.
10:26Que soe mais ao centro.
10:28Que atraia esse público.
10:30Porque a partir do momento que a direita consegue avançar sobre o público de centro e ganha de novo as
10:37eleições.
10:37Volta de novo pra presidência da República.
10:40Todas as outras forças políticas, elas vão transitar ali por gravidade.
10:43Aquela galera do centrão que hoje tá entorando.
10:45O Lula vai transitar em torno do próximo presidente.
10:48Seja lá quem ele for.
10:49E aí, você tendo esse poder no centro, é óbvio que você vai ter que fazer algumas concessões.
10:56Só que aí o ponto é, até que ponto eu tô disposto a conceder?
10:59No que eu vou conceder?
11:01Eu acho que o sujeito que vem com essa linha ideológica muito clara, ele tem limites também muito claros no
11:08que ele pode ceder ou não.
11:09Agora, se é um sujeito que independe desse tipo de voto, que não presta contas a ninguém, aí ninguém segura,
11:16né?
11:16Você acha que esse ano vai ser ideologia?
11:18Porque a última foi ideologia, né?
11:19Eu acho que é de 18.
11:21Desde 18, né?
11:22Então, foi ideologia.
11:23Mas você não acha que agora os caras já estão vacinados?
11:26Porque o cara que não é troca, fala, puta, lá vem o outro com esse mesmo papinho de sempre.
11:30Que é o quê?
11:31É aborto, é arma, é aquela papagaiada de sempre.
11:34É, mas acho que não vai ser com esses temas.
11:36Então, você acha que é o quê?
11:38Acho que vai ser o outro.
11:39Acho que vão ser temas mais ligados à primeira economia, porque por mais que o governo diga que os dados
11:45são positivos,
11:46a percepção sobre a economia, principalmente nas classes mais baixas, é muito ruim.
11:51E a segurança pública, né?
11:54A segurança pública virou um tema nacional, não vai ter como escapar desse tema.
11:58E discutir segurança é uma questão também ideológica.
12:02Porque é uma visão de mundo que o cara tem sobre como combater o crime.
12:05E eu não acho, não acho, que a maioria dos brasileiros estão sintonizados agora numa linha de combater o crime,
12:13entregando flores e abrindo...
12:16Soltando pompa, sim.
12:17É, vaga pro sujeito lá, sei lá, fazer um curso preparado.
12:21O povo quer gente na cadeia, quer o bandido na cadeia.
12:25E isso a direita vai oferecer com um discurso, ao meu ver, um pouco mais técnico, mas também sem fugir
12:34dessa linha.
12:35Sim, como político não tem uma pauta que está quicando nesse momento, que é a corrupção, que foi o que
12:40aconteceu na eleição passada,
12:42ante o PT, ante os esquemas, o Mensalão.
12:45E agora a gente tem várias pautas que elas ficam batendo na trave.
12:49A direita não deveria se unir em relação a essa pauta específica também, porque ela deixa passar.
12:54Sim, eu acho que sim, vai acabar, né?
12:57Não vai ter como fugir desse tema, ainda mais aí com o Banco Master quicando e tal.
13:03Só que eu tô com a impressão de que o público não liga mais pra isso na hora de votar.
13:11Pra corrupção?
13:12Você acha?
13:13Eu acho que virou uma coisa, tipo assim, um senso comum.
13:16Sim.
13:17Olha, precisamos todos combater a corrupção, mas esse negócio aí acontece desde sempre e tal.
13:22É, rouba mais faz, então prefiro que seja do meu.
13:25É, eu estou com essa sensação e as pesquisas reforçam essa sensação.
13:30Porque quando você vai no ranking de temas de preocupação da população, você sempre tem lá a saúde, sempre teve
13:36entre os primeiros pontos.
13:37Agora a segurança avançou um pouco mais, mas a corrupção vai estar lá embaixo.
13:42A cara já se acostumou, né?
13:43É, tipo assim, 8, 9% preocupados.
13:46Então acho que assim, a direita tem que falar, mas acho que se focar muito nesse tema vai ter uma
13:53desconexão com o público, entendeu?
13:54Porque o público está preocupado com coisas mais...
13:58É engraçado isso, porque a corrupção está conectada com o dia a dia, mas as pessoas não sentem isso, né?
14:02Você sabe...
14:03Agora a segurança...
14:04Interessante, hein?
14:04Você sabe o que...
14:05Você sabe qual é a...
14:08O que está caro é um mercado.
14:10Muito.
14:11O mercado...
14:12Está pesando.
14:13O mercado está caro, professor.
14:15O mercado...
14:16Você vai no mercado, você vai no mercado, você fala assim, não é possível...
14:20Não é possível que eu estou levando isso.
14:24Você leva 3, 4 coisas, já é 200 contas.
14:2620 contas ou uma cartela de ovo?
14:28Meu Deus, onde é que foi?
14:29Onde é que...
14:30Onde é que está o meu...
14:31Então, esse dinheiro que você está deixando, você sente no mercado, toda vez que você vai, é uma paulada que
14:37você toma.
14:38É, o caixa de banana é 20 reais, o cara falando.
14:40É isso, é esse o negócio.
14:42Eu acho que quando o sujeito vai no mercado, ele vê o poder de compra dele diminuindo, isso realmente, acho
14:50que deixa todos os outros temas de lado, né?
14:53E o governo está falhando nesse ponto e, consequentemente, a direita vem avançando.
14:57Nas últimas pesquisas, você teve um crescimento do Flávio, aí quando você vai esmiuçar, né, na pesquisa da Quest, você
15:04vê que o Flávio cresceu também entre o eleitor de baixa renda, que classicamente é um eleitor que o Lula
15:09tem um maior domínio e tal.
15:11Mas justamente por conta disso, a percepção que o sujeito tem quando vai no mercado e percebe que o dinheiro
15:17que ele fez a compra no mês passado, esse mês já não deu para comprar.
15:20E o discurso também, né? O discurso, o discurso, esse discurso já gastou.
15:26Cansou.
15:27Calma, eu vou acabar com a pobreza, se eu acabei com a fome, é fome, é 30 anos.
15:30Se puder tomar café da manhã, tá aí junto, né?
15:3330 anos, 30 anos, a fome, é fome, acaba com a fome, é 30 anos, eu acabo com a fome,
15:38é 30 anos, tô acabando com a fome, a fome não acaba, porra.
15:41Por que que não acaba a fome? É por causa do Trump, é o Trump, porra, precisa dar o Trump,
15:46porque a fome não acaba, porra.
15:47Põe looping esse discurso.
15:48Porra, a fome, a fome, a fome, a fome não acaba.
15:52Os caras têm, se o Lula ganhar de novo, 8 mil dias com o canhoteiro no governo.
15:598 mil dias, cara.
16:01É muito tempo sem mudar o discurso e sem mudar a percepção.
16:07E hoje já não é mais aquele cara que em 2000 acreditou e o jovem sacou isso.
16:13É isso aí.
16:14Porque o jovem, o jovem, ele pegou aquele Bolsonaro de Covid, que, porra, fizeram o gato sapado com essa eleição,
16:22que foi meio Copa do Mundo no Catar e tal, porra, interessa.
16:26Vocês sabem.
16:26Aí, o que que acontece?
16:28Ele falou, porra, esse cara parece, parece legal.
16:31Só que ele, ele não tem aquele Lula.
16:35Não.
16:35Tem aquele Lula?
16:36A referência de 2000.
16:37Era o Brasil lá, que tinha a água de amarela.
16:39Isso.
16:40Aquele do Brasil.
16:41Cristo redentou no foguete, subindo, na Deconomis, do Samidana.
16:45Então, esse era o sonho.
16:46O cara já sacou que não é isso.
16:48E sabe o que eu comecei a ouvir agora?
16:51Eu, às vezes, converso, né, com vereadores do PT, que eu convivi e tal.
16:55E, pela primeira vez, eu ouvi pessoas no PT, se eu não sei o quão próximos eles são do Lula,
17:01mas eu ouvi isso, pela primeira vez, eles dizendo que talvez ele desista de ser candidato.
17:07Tem uma entrevista que ele deu que ele ainda não decidiu.
17:10Você sabe que eu sou uma pessoa, assim, que eu gosto de conversar.
17:13Eu gosto mais ou menos.
17:15Não é toda hora, viu, gente?
17:16Quando você puxa papo.
17:17Quando a pessoa vem falar e já não é tão legal.
17:20Quando eu puxo papo, é beleza.
17:22Aí eu fui viajar.
17:23Eu tava viajando, tava lá no Nordeste.
17:26E aí, batendo papo, eu falo, pô, e aí?
17:29E aí?
17:30E aí?
17:30O que que vai ser?
17:31Como é que você vai votar?
17:33Ele falou, não, não vou mais votar no que eu votava.
17:36É.
17:37Eu falei, como assim?
17:38Não, não vou mais votar porque eu não acredito, porque passou muito tempo e aqui não melhorou e tal.
17:44Eu falei, mas por quê?
17:46Ele falou, agora eu já tenho isso aqui.
17:50Aqui eu já sei tudo o que acontece.
17:53Antigamente eu não tinha isso aqui.
17:56Agora eu tenho isso aqui.
17:57A informação.
17:57Eu tenho a informação, seu Emílio.
18:01Eu falei, olha só.
18:03Por que que as pessoas estão querendo ter o controle?
18:07Ah, lógico.
18:08É, exatamente.
18:08Porque isso aqui, todo mundo tem uma bagaça.
18:12Opa.
18:13E todo mundo está conectado e todo mundo tem informação individual.
18:19Então por essa bagaça, você troca informação com os teus amigos, teus parentes.
18:24Você vê o cara que é também os haters.
18:27Exato.
18:28Você vê os haters, você vê a turma xingando.
18:30Você tem tudo, tudo aqui.
18:32Aí o cara falando, agora eu tenho a informação.
18:35Pode pensar.
18:36Aí o outro fala, não, é fake news.
18:38E daí?
18:39É a tecnologia.
18:40Mas ele tem a informação para saber se a informação é falsa ou não.
18:42Do certo ou do errado.
18:44É isso aí.
18:45Inclusive...
18:46O cara tem poder, né?
18:47Sim.
18:47Ele tem poder com a bagacinha.
18:49Ele decide.
18:50Inclusive esse é um dilema das próximas gerações, né?
18:54O Gessé, por exemplo, ele estudava numa escola pública aqui, escola estadual da Zona Norte.
19:00E ele sofreu perseguição política porque já era uma figura pública e tal, mesmo ainda
19:05estando no ensino médio.
19:06E assim, os professores prejudicaram ele de todas as formas possíveis.
19:11E a coisa piorou quando proibiram o celular em sala de aula.
19:15E aí você tem os dois lados da coisa, né?
19:18Um, você proíbe porque realmente tem um problema da concentração.
19:22As novas gerações não conseguem largar o negócio e tal.
19:24Mas por outro lado, você deixa o aluno que pensa diferente, refém.
19:32Porque antigamente, o que que acontecia no movimento do Escola Sem Partido?
19:35Quando você tinha um professor tentando fazer uma propaganda partidária, tentando impor
19:40algum tipo de ideia, constrangendo um aluno porque ele pensava diferente, o aluno ia
19:44lá e gravava.
19:44E agora ele não pode mais.
19:46E aí o que que aconteceu?
19:47Ele teve que sair da escola, gravou um vídeo depois, né?
19:49Que ele saiu e tal.
19:51Tem lá a professora gritando com ele, uma bacharia e tal, não sei o que.
19:54Que coisa.
19:55Mas por quê?
19:56O celular se transformou também em uma arma política.
20:00Exato.
20:01Principalmente pras próximas gerações.
20:03Mas mesmo aqueles que estavam acostumados...
20:04Mas tipo aquele Mamãe Falei?
20:06Não, tipo Mamãe Falei, não.
20:08Não.
20:08Não, mas os caras tudo Mamãe Falei.
20:10Tem um bigodinho?
20:11Não, sim.
20:12Uma coisa é o cara que provoca.
20:14Mas o senhor tá querendo dizer assim, ó...
20:15O cara tá indo na rua atrás dos outros.
20:17Isso.
20:17Aqui eu tô falando...
20:18O cara tá querendo repreender isso.
20:18O professor vem pra cima de você.
20:20Aí você tem que filmar.
20:21É.
20:22Aí você tem que registrar.
20:23É, uai.
20:24Minha defesa.
20:24Tem que registrar, tá certo?
20:26Aí é diferente.
20:26Não, mas o professor é autoridade.
20:28Ah, mestre.
20:30Eu não entendi por que o professor foi pra cima do aluno.
20:33Isso que eu não entendi.
20:33Não, o professor é autoridade.
20:34Não, essa é uma coisa comum.
20:36Relativamente comum.
20:36É normal.
20:37Por ideologia você tá falando?
20:38Por conta de ideologia.
20:40Quando eu propus Escola Sem Partido aqui pra São Paulo, gerou aquela polêmica toda.
20:45E tá, quer calar os professores, não sei o quê.
20:48Mas o que começou a acontecer naquela época e continua acontecendo hoje?
20:51Só que a gente não vê mais os vídeos.
20:54Os professores param a aula pra falar por que que tem que votar no Lula.
20:59Por que que tem que votar no cara do PSOL, no cara do PT e tal.
21:02E o aluno, ele não pode sair da sala.
21:05Ele é obrigado a assistir aquela aula.
21:07Então o que deveria ser uma aula vira uma campanha política.
21:10Exato.
21:10O que tinha acontecido?
21:13O aluno então começava a filmar.
21:15E aí teve vários casos de professores filmados e tal, não sei o quê.
21:19Isso começou a diminuir.
21:21Proibiram os celulares na sala de aula.
21:23A coisa voltou.
21:25Não, mas o professor...
21:26O professor é autoridade.
21:27Isso principalmente em escola pública.
21:29Sim, mas o professor é autoridade.
21:30Mas também não pode ser militante.
21:32Na minha época...
21:33Mas não é militante.
21:34Mas era.
21:36É, pois é.
21:36O professor sempre é militante, porque ele é o mestre.
21:39Cabe ao aluno se informar, ler uns dois, três livros.
21:43É que na minha...
21:44Sim, mas depende da idade, né?
21:46Não, então, mas...
21:47Não, eu sei.
21:48Não, não tem oito anos de idade.
21:49Na minha época, você levantava.
21:52O professor entrava, você tinha que ficar interno.
21:54Respeito, você disse.
21:55Olá, professor.
21:56Tudo bem?
21:56Olá, professor.
21:57Olá, professor Jajala.
21:58Olá, professor.
21:59Tudo bem, professor?
22:00Tudo bem, professor?
22:02Tudo bem, professor?
22:03Olá, professor Jajala.
22:05Por quê?
22:05Porque é autoridade máxima.
22:07Então, eu acho que se o professor falar, ó...
22:09É o seguinte.
22:10Ninguém usa celular?
22:11Ninguém pode usar celular.
22:13É bom.
22:13Perfeito.
22:14Não é?
22:14Mas tem as bases da moeda.
22:16É isso que eu tô dizendo.
22:17É que 85% dos professores de história são de esquerda.
22:21E eu sou...
22:22E aí faz o quê?
22:23Eu tô nos 25%.
22:25E reclama com quem, então?
22:26Não, você vai se instruir e vai falar...
22:29Puta, esse professor é canhoteiro.
22:31É, fala groselha.
22:32Por mais que ele fale.
22:33Mas aí, se você é um adolescente e tal, etc, tudo bem.
22:36Você consegue ir atrás dessa informação.
22:39Agora, se você tem nove, dez anos de idade...
22:42E desde cedo é exposto a essa campanha constante...
22:45Aí é outra coisa.
22:46É doutrinação.
22:47De doutrinação mesmo.
22:49É outro cenário.
22:50Deu uma aula aí, professor.
22:51Muito bem.
22:51Deu uma aula agora.
22:52Sim.
22:53Nosso médico.
22:53Então, podemos contar com você agora, a hora que você quiser.
22:56Agora eu tô aqui, não vou ser candidato.
22:58Não é nada.
22:59Médico é plantonista.
23:00É o nosso proctologista agora.
23:02Então, essa foi a parte um.
23:05Amanhã, a parte dois.
23:06Amanhã, revisão.
23:07Amanhã, ele volta.
23:08Isso aí.
23:09Você volta amanhã.
23:10Legal.
23:10Você volta amanhã.
23:11Boa.
23:12Inclusive...
23:12Não, não.
23:13Você volta amanhã.
23:14Isso.
23:14Que agora, já que você não vai ser candidato...
23:17Você tem tempo.
23:18Já que você tá com a agenda livre...
23:20Você tá com a agenda livre.
23:21Não, não.
23:22Amanhã...
23:23Você volta.
23:24Amanhã já está marcado agora.
23:26Já que ele quer moleza.
23:28Vai me sequestrar.
23:28Amanhã, você volta.
23:30Amanhã, eu não volto.
23:30Amanhã, ele volta.
23:32Amanhã, volta como médico.
23:33Não, não.
23:33Vai examinar a gente.
23:35Pera aí, pera aí, pera aí.
23:36Amanhã, não vem, não.
23:38Você vai encorar a dor do joelho da paulada.
23:39A propaganda aqui.
23:42Por favor, sigam aí, uniãoconservadora.br no Instagram.
23:47Uniãoconservadora.br.
23:49Então, amanhã, você tá de volta.
23:50É isso aí.
23:51Boa, boa.
23:51É isso aí.
23:52Não podemos dar moleza, viu, professor?
23:54Boa.
23:56Amanhã, amanhã, parte 2.
23:57Sim.
23:58Hoje foi só a parte 1.
23:59A parte 2.
24:00Porque ele não quer, ele não quer, não quer ser político.
24:06Não.
24:06Porque, não, porque ele quer ser médico.
24:08Não, a Paulinha que salvou ele.
24:10A Paulinha salvou.
24:11Então, amanhã, ele volta aqui.
24:12Por quê?
24:13Porque agora a gente vai ficar trazendo ele todo dia no programa.
24:15Isso.
24:16Para ele se arrepender.
24:17Para ele se arrepender.
24:19Porque política, você sabe, é de terça a quinta.
24:22Sim.
24:22Não é?
24:23São 3 dias.
24:24Já que ele quer morrer.
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