Calma, militância! O estúdio do Pânico não é grande o suficiente para esse encontro de notáveis! Rafael Satiêe Barbara Hannelore são os convidados do programa para mostrar que favelado não é sinônimo de massa de manobra da esquerda. O vereador, que veio do Jacarezinho, explanou como a "anarcocultura" tomou conta das comunidades e por que o Estado só chega para bater (e nem sempre de forma eficiente). Já Barbara Hannelore contou como foi o seu despertar da "bolha federal" para se tornar uma voz conservadora potente. Será que a favela é o reduto do conservadorismo real? Será que o vitimismo perdeu o prazo de validade? Será que a seleção joga bem sem o Neymar? Assista à íntegra da entrevista ou vai ter que explicar o que é o lábaro a ser estrelado ao vivo!
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Categoria
😹
DiversãoTranscrição
00:00chegaram, senhoras e senhores.
00:01Programa de hoje, mais um
00:03exemplar encontro de notáveis.
00:06E se eu falar que ele é homem,
00:09o problema tá comigo. Pobre
00:11prerrogativa de gente preta.
00:12Altas raciais, eleições e os
00:16bastidores da política
00:17brasileira serão colocados na
00:18mesa. Pode subir. Para isso
00:22teremos os extraordinários
00:25Rafael Satie e Bárbara
00:30Hanelore. Muito bem, temos
00:31aqui. Ô Bárbara, é Hanelore ou
00:34Anelore? É Hanelore. Hanelore.
00:37Com H, gente. Anote aí, anote
00:40aí nas redes sociais. Hanelore.
00:43H-A-N-N-E-L-O-R-E. Exato.
00:47Hanelore. Você sabe de onde que
00:48vem? Não. Não? Não. Eu sou preta
00:51com o sobrenome alemão. Tá vendo
00:52só? Hanelore. É o Brasil, não é
00:55o Brasil? E o nosso querido Satie
00:58diretamente do Rio de Janeiro.
00:59Bora. Qual são as novidades?
01:02No momento, a gente tá com essa
01:03lei felca toda complicada aí.
01:06Não sei o que que vai sair disso
01:07aí. E qual é a pauta? Qual é a
01:10pauta do, da conversa? Cara, tem
01:13muita coisa. Você que manda.
01:14Você que manda. O Brasil é um
01:16país que tudo acontece ao mesmo
01:17tempo e se você demorar dez
01:18minutos pra analisar, já foi tudo,
01:20tem que analisar outra coisa, né
01:21cara? É muita pauta, mas vambora.
01:23Acho que tá rolando uma loucura aí
01:24no Rio de Janeiro e no Brasil
01:26afora sobre essa questão da pauta
01:27preta, né? Mais uma vez.
01:31Janeiro tá rolando uma operação,
01:33morreu um narcotraficante no Rio
01:35de Janeiro e tá havendo uma
01:36manifestação por parte de pessoas
01:38que são pró-tráfico de drogas, né?
01:40Olha que loucura, né?
01:41Pró. Pró-tráfico de drogas, olha
01:43que loucura. Mataram o cara lá que
01:45efetivamente era o líder do tráfico
01:47da comunidade e aí as pessoas estão
01:49fazendo manifestação, queimando um
01:51ônibus, inclusive, porque o cara foi
01:54neutralizado pela polícia militar,
01:55pelo BOP. Que loucura, né?
01:57Ô Satie, você que vem da comunidade,
01:59muitos desses estão lá porque gostam
02:01do cara ou porque são forçados a
02:03estar lá nessas manifestações?
02:04Não, ninguém é forçado, não,
02:04ninguém é forçado a nada. Na verdade
02:06existe o que a gente chama de
02:07anarco-cultura, né? Sim. A anarco-cultura
02:09ela é muito importante a gente falar
02:10disso, que é um pouco da questão da
02:11produção cultural de dentro da
02:12favela. Nós saímos de Cartola, nós
02:15saímos de Joãozinho 30, criando o
02:16Carnaval pra MC Pose do Rodo. Então
02:18assim, a gente caiu bastante, caiu muito
02:20padrão, né? Antes nós cantávamos
02:22aquarela do Brasil e agora a gente
02:23canta antes de pensar e matar, pense
02:25da educação lá, o single do Oruan.
02:28E isso faz parte da questão da
02:30anarco-cultura, porque hoje muita
02:31gente tem cantado os funks, que os
02:33funks, de maneira que, figurada, por
02:36exemplo, falando do urso, falando de
02:38personagens de dentro da favela, e as
02:40pessoas estão endeusando esses
02:42personagens e quando efetivamente
02:44esses personagens são eliminados, fica
02:46aquele sentimento, nós perdemos
02:48alguém que gostávamos. A gente
02:49cantava sobre ele, a gente ouvia
02:51sobre ele, então há uma falta na
02:53comunidade, aí gera aquele sentimento
02:55de perda, no qual as pessoas se
02:58sentem obrigados aí pra manifestação,
03:00pra algum outro tipo. Mas isso é
03:01copiado dos gangsta americanos, né?
03:03Essa, essa, essa, né? Cultuar, cultuar
03:06narco, cultuar tal, é copiado de
03:09gangsta americano, que foi pro funk
03:11aqui no Brasil, foi uma adaptação
03:13nossa, que é a cultura popular, né?
03:16É, o funk, na sua originalidade, ele é
03:19assim, uma cultura popular, há quem tem
03:21seus preconceitos com o gênero musical,
03:23e isso sim é gênero, tá? O resto não é
03:25gênero, mas o funk sim, uma música, um
03:27gênero musical, funk dos anos 90, você
03:29tem o funk Melody, por exemplo, com
03:30Claudinho Bochecha, MC Do, Cidim Doca,
03:34que eram funks bons, hoje não, hoje
03:36infelizmente...
03:37Mas não é porque estamos ficando
03:38velhos, satirantes, você não...
03:39Não, não, não, não, não.
03:40Você tá mais tiozão, você não...
03:41A apologia ao crime, senhoras e
03:44senhores, não dá pra você ouvir numa
03:46letra de funk a objetificação da
03:48mulher. Exatamente.
03:49Tem uma música que fala assim, ó,
03:50tu veio porque quis, ninguém te
03:53forçou, você tá na treta do abate da
03:55tropa do vovô, sei lá.
03:57Ô, vovô.
03:58Ó, o Emílio gostou.
04:00A tropa do abate.
04:01O vovô, o vovô é um traficante,
04:04um narcotraficante de uma região do
04:05Rio de Janeiro, a treta do abate seria
04:07uma casa dentro da favela, tu veio
04:10porque quis, ninguém te forçou.
04:11Cara, isso poderia ser qualificado
04:13como estupro coletivo.
04:14Sim.
04:15E tá todo mundo cantando isso aí.
04:17Isso não pode ser bom.
04:18A batida talvez seja boa, o ritmo
04:21talvez seja bom, mas o que está sendo
04:23cantado é de fato uma apologia, aí
04:26sim, uma cultura do estupro que a
04:28esquerda fala, mas nessa hora fecha os
04:29olhos.
04:30Exato.
04:31E você tá, você apareceu em rede
04:34social, né?
04:35Sim.
04:35No YouTube?
04:36No Instagram.
04:37Instagram.
04:38Principalmente.
04:39E você, você é pré-candidata?
04:42Sim.
04:43É?
04:44Vocês estão sabendo agora, né?
04:46Não, não.
04:46Todos estão sabendo agora.
04:47Não, não.
04:48Exclusivo.
04:49Não, não é.
04:50Até todos os da minha rede vão saber
04:53agora.
04:53Sério?
04:54Porque eu não tinha falado nada, sim.
04:55Ah, é?
04:56Exclusivo.
04:57Exclusivo.
04:57Até então, conta um pouco da sua
04:59história pra nós.
05:01Conto.
05:02É a Bárbara, viu gente?
05:04É a Bárbara.
05:04Bárbara Ranelori.
05:05Até eu entrar na UFMG, eu sempre fui
05:07uma pessoa que não vivia no
05:10vitimismo, tá?
05:11Durante quatro anos e meio, eu vivi a
05:15realidade dentro de uma universidade
05:16federal, de onde eu saí sabendo,
05:20porque isso é habilmente construído,
05:23que existe um opressor e que eu
05:25deveria ocupar o meu lugar de
05:26oprimida e vítima da sociedade.
05:28Só tinha esses dois lados.
05:30O opressor era o homem branco e eu
05:32era a oprimida, que era a mulher
05:34preta, ok?
05:35Nesse processo, eu passei a defender
05:40várias pautas e, ao mesmo tempo,
05:42sempre existia dentro de mim uma
05:43relação muito paradoxal, porque eu
05:45trabalhei em dois governos do PT,
05:47um em Ribeirão das Neves, na
05:49Secretaria Municipal de Saúde, outro
05:51na Secretaria Estadual, no governo do
05:53Pimentel, e em ambos eu não conseguia
05:55gerar resultado em função da
05:56politicagem. Posso falar isso aqui
05:58abertamente, né? E de lá eu saí e me
06:02tornei empreendedora no universo
06:04digital de infoprodutos. Abri o
06:07Vivo de Música, fiz vários
06:08lançamentos de infoprodutos e nunca
06:12mais quis olhar para esse lado.
06:14Depois de ter sofrido um baque muito
06:16grande financeiro, eu entendi que eu
06:18consegui fazer essa correlação muito
06:20clara na minha cabeça de como que a
06:22esquerda utiliza dos artifícios de
06:24manipulação para poder trabalhar na
06:26cabeça das pessoas. Porque é muito
06:29fácil você se colocar como um
06:32salvador, porque para todo, para toda
06:35pessoa que se coloca como um
06:37salvador, existe um outro tanto de
06:39vítima. E a esquerda vem fazendo isso
06:41ao longo de todos esses anos para se
06:43manter no poder. Claro. Então eles
06:45conhecem muito bem a psicologia e tudo
06:48que se trata da psicologia emocional e
06:51usa isso de uma forma muito hábil com
06:52toda a população. São as pautas, né? É
06:55isso, Satie. É isso. Exato. É, você é um
06:57cara que, porra, você saiu da favela e
07:00você sempre, não é, sempre que você
07:02contou a tua história aqui. Que é
07:03bonita, né? Conta a tua história mais
07:05uma vez, porque a gente tá falando de
07:07história de vida aqui. Não, é, eu fico
07:09feliz nisso, acho. Favela, eu saí da
07:12favela, eu morei na favela do
07:14Jacarezinho, que era, é a segunda maior
07:15favela da cidade do Rio de Janeiro, uma
07:17favela extremamente perigosa. Quebra
07:20algumas narrativas, porque assim, eu vim de
07:21uma família muito desestruturada, né? O
07:23que seria aí a família desestruturada? O
07:25pai que não tá casado com a mãe. Se
07:26fosse só isso, dava até pra passar
07:29batido. Mas o meu pai era ex-traficante,
07:31já foi narcotraficante no Rio de
07:33Janeiro, eu perdi um irmão, inclusive,
07:35envolvido no tráfico de drogas. E eu
07:37sempre falo isso, que é bom, porque assim,
07:38a esquerda gosta de vitimizar. Você é o
07:40que você é, porque você não teve
07:42oportunidade. Cara, eu também não tive
07:44determinadas oportunidades. Eu tenho um
07:46irmão hoje que encontra-se preso no
07:48complexo de Jericenó, tá preso no
07:49Bangu, tá preso, inclusive. Esses dias
07:52aí mesmo, eu estava aí em Jael, né? E
07:54aí, numa ocasião, o pessoal que ia ter
07:56uma reunião muito importante com a
07:57gente do governo de Jael e o Mossad
07:59pediu os meus documentos. Falei, cara,
08:01é capaz de sair daqui preso. Vê que a
08:03família... É, meu irmão, só tem nego ruim
08:05lá embaixo, no vídeo ali. Enfim, vim de uma
08:08situação difícil financeiramente, de uma
08:10situação difícil no que diz respeito à
08:11moradia, mas mesmo assim nós vencemos.
08:14Agora, é óbvio que eu luto contra a
08:15romantização da favela. Hoje você tem
08:17muitos funkeiros e tem muita gente
08:18influente da favela que fala assim, a
08:20favela venceu. A favela não venceu. Eu
08:22venci. Algumas pessoas venceram que
08:24moravam na favela, como Flávio Augusto,
08:26como Rick Chester, como o G... O
08:28Tales do G4 Educação, que é o de
08:30Santamaro. Muitas pessoas venceram, mas a
08:33favela como um todo não. Enquanto nós
08:34tivermos falta de saneamento básico,
08:37enquanto nós tivermos gente vendendo
08:38maconha na porta da casa de uma
08:40senhora, enquanto nós tivermos a
08:41hipersexualização da mulher e uma série
08:43de coisas ruins que existem lá dentro da
08:45favela, porque favela, do ponto de vista
08:48habitacional, é uma porcaria. Bom, eu
08:50posso falar porque eu vim de lá. É um
08:51lixo, é uma porcaria. Pode tentar me
08:54cancelar. É impossível cancelar quem já
08:57nasceu cancelado. Ela é só boa na TV
08:59Globo, na novela. Ah, e é maravilhoso.
09:01Até o bandido é bom na TV Globo. É, na novela é
09:03legal. Tá, entendeu? Então a gente
09:05realmente fala sobre esses temas e são
09:08temas importantes, pertinentes. Eu acabei de
09:11escrever um livro chamado O Mínimo sobre a
09:13Favela, eu lancei O Capitalismo e a Favela, foi
09:15muito bacana. E agora eu lanço o mínimo
09:16sobre a favela que eu falo sobre a
09:19história da favela, sobre esse aspecto,
09:20tudo que aconteceu. E por que a favela é
09:22o que é? É óbvio que não dá pra
09:24romantizar. Houve sim uma falha estatal de
09:27gestão governamental, de promessas a
09:29pessoas de moradias dignas e isso acabou
09:32não acontecendo e essas pessoas por si só
09:34decidiram tomar uma decisão, tomar uma
09:36atitude, que aí foram pro Morro da
09:37Providência. O Morro da Providência era
09:39exatamente isso. Já que o governo não toma
09:41providência, vamos tomar nós a própria
09:43providência, o primeiro morro, a primeira
09:45favela do Rio de Janeiro e lá havia uma
09:47planta e tal, uma planta que era uma
09:49planta até difícil de morrer, cujo nome
09:51também era favela. Essa planta veio do
09:53Nordeste, inclusive. Então a favela tem
09:55muita essa miscigenação cultural também
09:57entre nordestinos, entre cariocas e
10:00inclusive imigrantes da Europa também
10:02que estaram e estiveram dentro da favela.
10:04E isso inclusive vai originar um gênero
10:06musical e isso também é gênero que é
10:07conhecido no Brasil todo e é parte da
10:09nossa formação cultural, que é o samba.
10:11O samba hoje é a nossa música, é a
10:14nossa cultura, não tô falando da Unidos
10:16lá na Acadêmico de Niterói não.
10:18Não é isso. Que foi rebaixado. É, não é
10:20isso aí não, isso é militância
10:22travestido de samba. Eu tô falando de
10:24samba de raiz, eu tô falando do enredo,
10:26eu tô falando da viola, eu tô falando do
10:28pandeiro, todos esses elementos do
10:30Nordeste, que foi ali o coco, do Rio de
10:33Janeiro, que foi o batuque, né? E da
10:36Europa, que foi o violão, trazendo a
10:38harmonia e a melodia, todos esses
10:40elementos formaram o que a gente
10:41entende hoje como o samba, que o Brasil
10:43acaba sendo conhecido como o país do
10:45samba, ou seja, uma cultura tão rica
10:47que saiu de dentro da favela. Aí eu te
10:49pergunto, Emílio, como nós saímos
10:50disso pra MC Pose do Roto? É, é incrível,
10:53porque se você pegar o desfile do
10:55Mascosa, é uma ópera que passa pela
11:00rua. Ele conta uma história passando
11:04pela rua, é um negócio único, né? Uma coisa
11:06única, inventada ali na favela. Total.
11:09Eles que inventaram essa... E a
11:10percussão que você fala, tem o
11:11documentário bacana do Paulinho Costa,
11:13não é? Que tem lá na Netflix, que
11:14fala do Groove, que veio da favela,
11:17né? Que mostra a percussão pro mundo e
11:19a gente tem bons exemplos. Deixa eu
11:20pegar um assunto factual pra colocar
11:22aqui na mesa, se vocês me
11:23permitirem. Tem muita história do
11:24Wagner Moura e recente no Rio,
11:26quando você tá falando da favela, o
11:28Capitão Nascimento foi uma antítese,
11:30porque ele virou um herói, né? E pro
11:32Wagner, ele é um fascista, o
11:34policial. Só que a gente viu que
11:35essas operações que aconteceram no
11:37Rio de Janeiro no começo do ano, a
11:39população, pela primeira vez
11:40noticiada, gostou dessas operações
11:43porque tão protegendo a turma que
11:45reside lá. O que vocês acham dessas
11:47narrativas que vocês falam tão bem
11:48sobre isso?
11:49Exato. Existe o que se conta e o que
11:53se chega na mídia pra população de
11:55massa e o que de fato a população
11:57está vivendo. Então, o que eu percebo
11:59muito claramente que, inclusive, foi
12:01um do meu processo, eu poderia dizer
12:04o meu processo de conversão à direita,
12:06porque mesmo tendo saído, tendo
12:09vivenciado, fui uma das professoras
12:10dos mais médicos, tá? Pra você ter
12:13uma ideia, dentro desse processo eu vi,
12:16eu olhei os médicos cubanos, eu sei o
12:18que de fato estava acontecendo e eu
12:20ainda assim me rendi à narrativa do
12:23que estava acontecendo. Eu só fui ver a
12:25verdade de frente pra pandemia. Foi ali,
12:29na pandemia, que eu entendi quem era
12:31o Bolsonaro e o que ele estava
12:33tentando fazer e o que a mídia estava
12:36fazendo ao contrário na narrativa.
12:38Então, isso é muito claro. Hoje, a gente
12:41perceber, se você vai lá na frente da
12:43população, que é uma coisa que eu e a
12:45tia, a gente estava conversando ali
12:46fora, a maioria das pessoas da favela
12:48são conservadoras. Os filhos...
12:51São da lata. São da lata. Os filhos,
12:54eles são criados pela avó porque a avó
12:55não quer que a neta aborte. Entendeu?
12:58Então, assim, quando você vai ver lá
13:00na frente, o que realmente acontece é
13:03outra coisa. Sim, ainda tem mais, né?
13:06O dado diz que 86% dos moradores da
13:09favela aprovaram a operação que acabou
13:12neutralizando ali mais de 120
13:15narcotraficantes na favela do complexo
13:17da Penha, na verdade, né? Bom, isso
13:19mostra algo, assim, muito latente e
13:21que a imprensa insiste em dizer o
13:23contrário. Isso mostra que as pessoas
13:25estão do lado do bem e da força.
13:26Olha só, o próprio traficante, quando
13:28ele entra pra formar na boca, ele
13:30sabe que ele está errado. Existe uma
13:33tentativa e, evidentemente, pela
13:35romantização e pela luta cultural da
13:37escola de Frankfurt, de tentar mudar o
13:40sentimento das pessoas no que diz
13:41respeito ao tráfico, dizendo que eles
13:43são uma célula de resistência ao
13:46Estado. O tráfico não se vê como uma
13:48célula de resistência ao Estado. O
13:49próprio tráfico só quer ganhar o
13:51dinheiro deles, inclusive. É business.
13:53É business. O tráfico não está no
13:55tráfico pela política, não está contra
13:56o Estado, efetivamente. Então, isso é
13:58uma narrativa midiática. Essa
13:59narrativa, ela não penetra na favela,
14:01meu irmão. Na favela, as pessoas não
14:03falam todes. Na favela, não tem
14:04pronome neutro. Na favela, se um
14:07rapaz com uma berinjela, a berinjela é
14:09um vegetal, tá, pessoal? Entrar dentro
14:12de um banheiro de pessoas que não têm
14:14berinjela, ele vai, meu irmão, ele vai
14:16virar estampa de camisa. Sim. Ele vai
14:19virar estampa de camisa. Então, assim,
14:20ah, mas a favela, então, ela é
14:22homofóbica? Não, a favela é
14:24conservadora. Fizeram isso numa escola
14:25de samba, inclusive. A favela é a vida
14:27real, né? Dentro da escola de samba
14:29fizeram isso. É só você ver o próprio
14:31samba. O samba permanece da mesma
14:33forma. A aula das baianas, o enredo, a
14:35aula da comissão de frente, a bateria.
14:3750 anos, 70 anos se passaram. Quem
14:39tenta inovar nesse quesito perde, como
14:42aconteceu com o acadêmico de Niterói. Vai
14:43tentar politizar um assunto que não é
14:45para ser politizado. É rebaixado. Por quê?
14:46Porque a tradição é isso. É o
14:48conservadorismo. Então, a favela, ela
14:51aceitou a operação, ela aprovou a
14:54operação e ela quer de novo. A favela,
14:56ela quer de novo. Ela quer, de fato, que
14:59o Estado chegue. É óbvio que o Estado,
15:01de certa forma, não é recebido com
15:03flores. Por esta razão, ele vai agir com
15:06a mesma proporcionalidade que ele é
15:08recepcionado. Mas o Estado tem que
15:10oferecer também. Saneamento básico,
15:13educação, saúde. Antes de falar, eu
15:15precisei já fazer, porque as pessoas
15:16podem pegar um corte e dizer com
15:18satieira esquerdista, dizendo que a
15:19polícia só vai para matar. Não. Polícia
15:21chegou, fez a operação, fez o que tem
15:22que acontecer, mas o Estado precisa
15:24chegar com subsídios informacionais,
15:26infraestrutura. Saneamento básico.
15:28Gente, a gente está falando de
15:28saneamento básico no século XXI,
15:30enquanto Samidana estava falando do
15:32protocolo de Singapura, que para mim é
15:33um dos países mais desenvolvidos do
15:35mundo. Eu falo de Singapura no
15:36capitalismo e a favela. Então, peraí, o
15:38favelado está usando o iPhone 17
15:40ProMax de dois teras. Ou seja, o
15:42capitalismo já proporcionou tudo que
15:44o favelado pode ter. O Estado que
15:46ainda não chega, pô. Sim. Então, volta
15:48a dizer, o favelado, ele é capitalista,
15:50não é socialista. Tudo que o favelado
15:52tem é fruto do seu próprio trabalho,
15:54esforço, empreendimento e luta
15:56pessoal. E tudo que o favelado não tem
15:57é justamente fruto de um Estado que
15:59promete ano após ano de eleição e
16:01não consegue entregar a gente. Porque a
16:02única forma de você enriquecer é
16:04trabalhando. Não tem. Prosperar é isso, é
16:07sua. Não tem outra alternativa.
16:09Ou então, roubando, né? Também.
16:13Tem quem defenda também, né?
16:15Temos exemplos aí, né? Que estão
16:17explodindo aí, né? Muito bem. Eu vou
16:18fazer um break rapidinho. O papo está
16:20muito bom. Eu só quero passar as redes
16:22sociais. O Satie é Rafael Satie. Está
16:26aí nas redes sociais. Olha aí, ó. Rafael
16:28Satie e também a da Bárbara. Cadê a
16:32rede da Bárbara? Aí, ó. Mendes
16:36underline Babi. Ó. Mendes, gostei. Mendes
16:40underline Babi. As redes sociais aqui da
16:43Bárbara. Dois underlines. É, Bárbara
16:46Hanelori. Eu vou fazer o break agora
16:48pra rede de rádio. A gente continua o
16:49papo das plataformas. Vai,
16:51Reginaldinho? Perguntinhas? Tenho. Eu
16:54queria perguntar pra Bárbara. Quando
16:56virou essa chavinha aí, que você viu
16:58que a esquerda não era esse amor
17:00todo e não era essa proteção toda
17:02a pessoa que não tem oportunidade,
17:06como eles gostam de dizer, como que
17:08foi ao seu entorno, assim? Teve
17:11preconceito? O que que rolou quando
17:13você saiu disso daí e falou, não, eu
17:16vou seguir meu caminho por esse lado
17:18que eu tô vendo que é assim que eu
17:19posso prosperar? Sim. Esse processo de
17:23prosperar enquanto eu ainda me
17:25declarava esquerdista, ele aconteceu,
17:27mas eu vivia essa relação paradoxal
17:29entre buscar aquilo que eu queria,
17:30saber que dependia de mim e ainda
17:32continuar esquerdista justamente
17:34pelo medo. Eu tinha muito medo de
17:36falar a realidade, a verdade do que eu
17:38tava sentindo. Em 2018, eu tive uma
17:42briga muito feia com meu marido, ele
17:43já era monarquista, ele também vem
17:45da federal, aí ele já votava no
17:49príncipe, já ia nas reuniões de
17:52segunda-feira na Casa Imperial, assim,
17:54cara super cabeça, ele já tentava me
17:56mostrar o que tava acontecendo, mas
17:57cara, eu tinha muito medo de que o
18:01se o Bolsonaro ganhasse, ele ia matar
18:02todos os pretos no dia seguinte. Eu fui
18:04essa pessoa que eu acreditei nisso, de
18:06verdade, assim, de tanto que eu tava
18:07envolvida. Que loucura, mano. Então, quando
18:09eu comecei a me posicionar, sim, eu tive
18:12um afastamento de todo mundo que era
18:14da esquerda. De todos, assim, amigos eu
18:17já tava mais afastada justamente porque
18:19eu vim pra São Paulo, eu sou de Minas
18:20Gerais de Belo Horizonte. Então, eu já
18:22tô em São Paulo desde 2016. Então,
18:24essas relações com amigos que eram da
18:26faculdade, amigos que crescemos
18:28juntos, essas relações já estavam
18:30distantes. E o pessoal do
18:33empreendedorismo digital já é, já são
18:35pessoas posicionadas à direita. Então,
18:38esse impacto, inclusive, familiar, assim,
18:40e de amigos, eu não tive. Agora,
18:43ataques eu tenho muito. Até hoje. De
18:46gente, de vídeo, isso aí é muito. Do
18:49tipo, como que sim, que você é uma
18:50mulher preta? Como que você vai se
18:53posicionar? Como que você vota na
18:54direita? Que isso é um absurdo, que
18:56você não tem consciência de classe. Só
18:59que, pra mim, hoje, isso é muito
19:00claro, porque eles utilizam do
19:03instrumento de manipulação emocional
19:04o tempo todo. Sim. E um dos
19:06instrumentos é justamente esse, esse do
19:09núcleo, né? Você sai, ao sair, você
19:13é apedrejado, porque eles querem que
19:15você volte. Se você não tiver muito
19:17blindado com isso e pronto pra poder, de
19:20fato, fazer essa travessia e fazer essa
19:21ruptura, cara, você volta. Porque
19:24realmente, eles vêm pra cima. Na cabeça
19:27deles, a gente não pode, é bem
19:30absurdo, mas aqui, a gente, eles vêm
19:33a gente, eles vêm a gente no programa e
19:35fala, ah lá, os que antes eram criado
19:37mudo, agora tão lá falando. Porque eles
19:40já banalizaram até criado mudo,
19:42entendeu? Você também, os caras enchem o
19:44saco, Satie? Bom, já enchiam mais o
19:47saco, mas desistiram, né? Acho que por
19:48razões óbvias, né? Aqui é a porrada
19:50seca o tempo todo, Emílio, não dá pra
19:51ficar abaixando a cabeça pra essa
19:52gente, cara. O tempo todo, essa galera
19:54tentando colocar a gente dentro de uma
19:55caixa. Não, você é o preto, chama
19:57branca, você casou com uma mulher loira,
19:59você, caraca, velho, então peraí, não
20:01posso falar de enegrir, não posso
20:02usar um terno, então assim, é loucura.
20:05Essa, essa galera já desistiu, ouviu esse
20:07embate muito hoje na Câmara Municipal do
20:09Rio de Janeiro, então assim, toda a
20:11oportunidade que eu tenho pra falar, eu
20:12falo disso, eu me posiciono, porque tem
20:14outros atrás, cara. Tem uma parte menor
20:16de favela que olha pra mim e me vê como
20:18referência, eu não posso me
20:19tristecer. Se for pra chorar, eu choro em
20:21casa com a minha esposa, então é olhar,
20:23é levantar a cabeça, porque eu nunca
20:25neguei o racismo, Emílio, eu nunca
20:27neguei o racismo. No Brasil, ele não é um
20:29país racista, mas no Brasil tem
20:32racistas, ué, como tem em qualquer
20:33lugar do mundo, e tá tudo bem. Fazer o quê?
20:36A gente vai conviver com essas pessoas, eu
20:38vou ter que, é, eu vou matar essas
20:40pessoas, vou tacar fogo nessas pessoas.
20:42Eu já tive situações que eu senti um
20:45certo preconceito com a minha pessoa, em
20:48diversos momentos, mas eu preciso ser
20:49bem resolvido comigo mesmo. Eu não
20:51preciso da maneira comportamental do
20:54Daniel ao meu lado pra determinar o
20:56que eu vou ser naquela mesa ali. Se eu
20:58entrei num restaurante caro é porque eu
20:59tenho dinheiro pra pagar. Se eu entrei
21:01numa loja com a roupa custa um valor
21:02ali interessante, é porque eu tenho
21:03dinheiro pra pagar e tá tudo certo, tá
21:05tudo bem. Agora, dizer que o Brasil é um
21:07país racista, você coloca todos os
21:10brancos numa condição de opressores, e a
21:13coisa não é assim. Eu tenho diversos
21:14amigos brancos, eu tenho diversos
21:16amigos pretos, então assim, a esquerda
21:18meio que desistiu de entrar nessa
21:19pauta sentimental comigo, porque não
21:21tem jeito. E eu ousa dizer, o Brasil, o
21:23racismo é diferente da América. Na América,
21:26nos Estados Unidos, por exemplo, posso
21:27falar América, né? Não tem mimimi não, né?
21:29América, né? Beleza. Os Estados Unidos,
21:31por exemplo, o racista é um cara que
21:32arma apontada na tua cara, você sabe
21:34quem é o racista. Você sabe que o
21:36bairro você não pode ir, você sabe as
21:37músicas que você pode ouvir, tem
21:39tembrão que não pode falar nigga em
21:40determinados lugares nos Estados Unidos,
21:42que é muito mal interpretado. No Brasil
21:44não, no Brasil, o racista é um cara
21:46com arma apontada pra tua nuca. Às vezes
21:49ele é um esquerdista que ousa e que
21:50jura defender e dizer que vai tacar
21:53fogo no racista. Às vezes ele é o
21:54próprio racista, meu irmão. Então assim,
21:56eu não sei mais em quem confiar,
21:58quando eu olho, eu já fico muito
22:00preocupado quando olho esses caras
22:01militando o tempo todo. Igual aquele
22:03cara lá, o Lázaro Ramos, né? Foi
22:05tentar passar... É, ele fez um racismo
22:07com ele mesmo, né? É, foi passar na
22:09migração dos Estados Unidos. Eu sabia
22:11que isso ia acontecer. O quê? Que você
22:12seria entrevistado? Até o Daniel
22:14Zuckerman, que é... Eu vou lá. A galera
22:15trava ele lá, meu irmão. Pelo amor de
22:17Deus. Vai pra salinha. Vai pra salinha.
22:19Ô, judeu, vai fazer o que aqui? Segura a
22:21onda aí. É, mas aquela... Ô, meu irmão. Aquilo lá é
22:25muito legal. Que loucura, cara. O racismo com ele
22:28mesmo. Ou seja, mano... O alto racismo. É, o
22:31cara rico, bem casado, casado com a
22:34Thaís Araújo, uma preta por bonita,
22:36bem sucedida. Claro. O cara gigante, mas
22:39com complexo de inferioridade. Se não
22:41mudar na mente, irmão, vai morar no
22:43Leblon e vai pendurar a roupa na
22:45janela. Sim. Se não mudar a mente, vai
22:48morar no Jardim Paulista. Então, mas... É
22:50isso, irmão. Mas você acha que é isso que
22:53que a... Vamos chamar a esquerda faz? Ela
22:56tentar manter aquilo lá só pra ter o
22:59voto ali a cada quatro anos. Claro. E
23:02manter a... Manter essa... Não deixar
23:05prosperar. Porque quando você
23:07prospera, que é o que a gente chama de
23:08classe média. Sim. A classe média... O terror
23:11deles. A classe média, ela não tem aquele
23:13negócio do opressor e o oprimido. Por quê?
23:15Porque ela se livrou daquilo. Ela
23:17fala, putz, eu tenho condição. Eu tenho
23:19condição de ter minha casa, meu carro,
23:21meus filhos estão bem. Tá tudo bem
23:22comigo. É isso. Então, aí não fica... Ela não
23:25fica nesses polos. Refém. É, não fica
23:27refém. E é isso que eles não querem.
23:29Lógico. É óbvio que eles não querem.
23:30A gente não quer emancipação
23:31intelectual, né, Bárbara? Não, de
23:33forma alguma. Querem emancipação
23:34financeira. Foi por isso que o
23:35presidente da república disse, o
23:37cara que ganha acima de cinco mil
23:38reais não vota mais na gente. Foi o
23:40Lula que disse isso. Ele declarou. Ele
23:41declarou isso. Então, cara, de fato,
23:45querem aprisionar as pessoas, né? O tempo
23:46todo. O tempo todo. E um dos
23:48instrumentos que eles utilizam como
23:51manipulação, porque sabemos sim, aqui
23:53alguém é contra falar a verdade que
23:56existe a desigualdade social no
23:58Brasil. Não. Isso é fato. Agora, eles
24:01utilizam a da manutenção da pobreza no
24:04Brasil, porque o Brasil é riquíssimo.
24:06Isso já poderia estar de outra forma
24:08há muito tempo. Não fosse o aparato da
24:11esquerda no governo. Sim, mas eles usam
24:13isso. O opressor. Eles só tem o
24:14opressor e o pobre. Exatamente. O malvadão
24:17sempre tem. Outra pauta que tem é em
24:19relação às mulheres, porque esse governo
24:21teve uma baixa, uma queda de 14%
24:23segundo o Datafolha. As mulheres não
24:26estão confiando mais no governo de
24:28esquerda. Exato. E tem alguns assuntos
24:30relacionados a isso, que é inflação, que
24:33também abaixa a popularidade desse
24:34governo. O que que você acha que você
24:35que teve se despertar? Por que que as
24:37mulheres também não estão mais aprovando
24:39o governo de esquerda atual? Pra mim, elas
24:42estão acordando pro que tá realmente
24:44acontecendo. Outra coisa que elas e isso
24:48está mais latente agora, principalmente
24:50com esse movimento Ele Não, que é onde
24:52temos um homem biológico que usurpou o
24:55lugar das mulheres numa comissão. Então,
24:57cada vez mais, por mais que, ah, mas
25:00isso é recente, Bárbara. Não, se a gente
25:02for pegar as últimas pesquisas e a de
25:04algumas semanas atrás, você vai ver que
25:06já teve um pico. Por quê? Porque uma
25:08coisa é aquilo que o governo vende pra
25:11população, pra mulher. Uma outra coisa é
25:13aquilo que de fato acontece. Então, quando a
25:16mulher tem o retrato do que o governo
25:20realmente está fazendo com ela, ao
25:22permitir que um homem biológico usurpe o
25:25lugar de uma mulher em uma comissão, ela
25:28tá falando, então, não tem realmente
25:29alguém me protegendo. E aí você pega um
25:31projeto de lei que tava pra ser aprovado
25:34ontem à noite em regime de urgência, que
25:37eles escondem. Gente, eles são mestres
25:40na estratégia de ilusionismo, né? Eu levanto
25:44a mão aqui, mas eu tô fazendo isso daqui.
25:46Então, eles falam, não, é o PL da
25:47misoginia, enquanto aqui eles estão
25:49redefinindo o que que é mulher. Então, eu
25:52acredito de fato que as pessoas estão
25:54começando a entender isso. Eu não sou
25:56uma pessoa que vai falar assim, igual o
25:58PT, ele, né, ele já fala que o, e já
26:01trata o brasileiro como burro. Eu não. Eu
26:02trato o brasileiro de igual pra igual. Eu
26:05acredito que eles são muito inteligentes. Eu
26:07acredito que se nós tivermos a forma de
26:09levar essa comunicação, de utilizar daquele,
26:12dos artifícios que eles conhecem, que
26:15eles conseguem fazer as, né, as
26:18elucubrações mentais deles pra
26:19entender, eles vão ver. E isso tá
26:21ficando cada vez mais nítido pra mim
26:23nesse governo. Então, pra mim, isso vai
26:25se refletir cada vez mais e a próxima
26:27pesquisa vai mostrar uma baixa muito
26:29maior, porque o que eles vendem não se
26:31concretiza. E isso tá ficando claro cada
26:34vez mais nesse governo.
26:35Ô, Satia, você foi, você é um dos mais,
26:37foi um dos mais votados lá no Rio.
26:38Você vai ser pré-candidato?
26:40Bom, vamos lá. É, todo mundo pergunta
26:42isso aí, eu nunca avisei, nunca falei.
26:44Mas já que eu tô no pânico, né, qualquer
26:45hora que a gente vem aqui, né, meu irmão?
26:46É hora de aproveitar.
26:46Porque agora já tem aí os pré-candidatos.
26:48É, agora já tem os pré-candidatos. Vamos
26:50lá. Uma vez eu estava na casa do
26:51Bolsonaro e ele perguntou pra mim, e aí,
26:52negão, e aí, Satia?
26:53E aí, Satia?
26:54É, é, é, é.
26:55Satia?
26:56É, é, é, é, é.
26:57É exatamente isso aí.
26:58E aí, Satia?
26:58Vamos sair aí ou não?
27:00Não, e aí eu fui bem modesto, fui bem
27:01humilde com ele. Falei, ele falou, ei, vai
27:06eu sou soldado, tô à tua disposição.
27:07Ele, meu irmão, que negócio de ser
27:08soldado? Fala o que que cê quer,
27:09estadual ou federal? Eu falei, eu
27:10quero ser federal. Aí eu disse, ó,
27:12Satia aí é federal, como é que ele
27:13falou aí?
27:14Então, aí, ó, põe aí, Satia vai sair
27:16pra federal aí, tá certo?
27:17Ó, então eu anuncio aí, ó.
27:19Pode deixar, posso anunciar?
27:20Anuncia aí, então, pô.
27:21Pré-candidato aí, tenha a minha
27:23benção aí, Satia. Vai ser, viu?
27:25Vai ser bom federal, pré-candidato aí,
27:28tá avisado aí pra todo mundo aí.
27:29Ó, Emílio, ó, Rafael Satia, não
27:32falei pra ninguém até agora, é pré-candidato
27:34a deputado federal pelo Rio de Janeiro.
27:36Exclusivo.
27:37É, a gente tem que ocupar os espaços.
27:38As minhas pautas sempre foram
27:39pautas nacionalizadas.
27:41As eleições municipais de 2024,
27:42eu tive uma grande dificuldade de
27:44municipalizar essas pautas.
27:45Pô, como é que você vai falar, pô,
27:46de Lula numa eleição onde se trata
27:48de Rio de Janeiro?
27:49É óbvio que o Lula é tão ruim que
27:51ele estraga todo o país, então dava
27:52pra falar nesse caso.
27:53Mas eu tive uma dificuldade, mas
27:55mesmo assim, nós conseguimos ganhar,
27:57nós fomos um dos mais votados dentro
27:59do partido, não fui um dos mais votados
28:01da cidade do Rio de Janeiro, o Carlos
28:02Bolsonaro, por exemplo, fez
28:04130 mil votos, mais votados da
28:05história da cidade.
28:06Bom, mas dentro do partido eu fui
28:08sim um dos mais votados.
28:10Hoje a gente tem um trabalho...
28:10E você é um dos mais atuantes lá.
28:12É, as pessoas falam isso, a gente
28:15tem feito um trabalho com muita
28:16intensidade, sim, na Câmara
28:18Municipal, no Rio de Janeiro, e
28:19graças a Deus esse trabalho tem se
28:22reverberado em todo o Brasil.
28:23A Câmara Municipal do Rio,
28:24modéstia à parte, ela já é uma
28:25grande caixa de ressonância, na
28:27minha concepção, a melhor Câmara do
28:28Brasil, tá?
28:29Não porque eu sou carioca, porque eu
28:31tô no Rio de Janeiro, mas porque o
28:32Rio foi capital do Brasil, nem só,
28:33não só do Brasil, mas a capital do
28:34Império.
28:35Então isso permanece.
28:36O Rio de Janeiro, ele ainda é o
28:37centro nervoso político do Brasil.
28:39Brasília é um conjunto de prédios
28:41lá com ministério, mas quem decide
28:43as coisas tá no eixo do Sudeste.
28:44Ainda é Rio de Janeiro, ainda é
28:46São Paulo, Minas Gerais, nada
28:47contra os outros estados, mas ainda
28:49permanecemos na República do Café
28:50com Leite, digamos assim.
28:52Então veja, o Rio de Janeiro tiveram
28:54alguns exemplos ruins, como o
28:56Gabriel Monteiro, que aconteceram
28:57algumas coisas lá, que agora tá
28:58sendo inocentado.
28:59Exemplos ruins, eu não digo da
29:00pessoa do Gabriel, mas do sistema
29:02que aconteceu, do que ocasionou
29:04ali a prisão dele.
29:06Não é o Gabriel, que é o cara ruim,
29:08mas o que aconteceu pra tirar o
29:09mandato dele.
29:10Uma coisa muito ruim que aconteceu
29:11na Câmara Municipal do Rio de
29:12Janeiro, o caso da Marielle Franco
29:15também.
29:15O Rio de Janeiro, ele é a vitrine do
29:18Brasil, é melhor.
29:19Não adianta, irmão.
29:19São Paulo é bacana, o PIB tá aqui,
29:21o papel tá rodando aqui, mas o
29:23Rio de Janeiro é a capital do Brasil,
29:25o Rio de Janeiro é a vitrine do
29:26Brasil.
29:26Então, o Carioca, ele olha pro
29:28mandato de um vereador com projeção
29:30nacional e por essa razão, o nosso
29:32trabalho, ele tem ganhado realmente
29:34uma projeção nacional, para além do
29:36trabalho político, o trabalho na
29:37comunicação também e, evidentemente,
29:39o trabalho cultural que a gente vem
29:41fazendo.
29:41A gente precisa ocupar os espaços,
29:43primeiro no lançamento do livro
29:44Capitalismo é Favela e agora no
29:46lançamento do livro O Mínimo sobre a
29:48Favela, que também é uma forma da
29:49gente ocupar os espaços no campo
29:51cultural.
29:51Por isso que a falsa tia é pré-candidato
29:53deputado federal pelo Rio de Janeiro.
29:54Você e a Bárbara.
29:55E aí, Bárbara, qual vai ser o caminho?
29:57Qual vai ser o caminho?
29:58Porque a gente discute sempre e sabe
30:01que a gente tá numa...
30:02O Brasil tá meio numa draga, né?
30:04A gente tá numa situação meio
30:06complicada e diz que o ano que vem
30:07vai ser um problemaço, economicamente,
30:10né?
30:11A gente vai sofrer.
30:12Tem essa guerra aí que a gente não
30:13sabe pra onde vai, essa guerra...
30:14O tempo vai durar.
30:15O petróleo e tal.
30:17Qual vai ser o caminho?
30:18O que você vai propor aí pra...
30:22pra gente...
30:22Pra melhorar a vida das pessoas?
30:25Ontem a gente tava conversando aqui
30:27com o Fernão, eu achei muito
30:28interessante.
30:29Ele fala que tem que mudar a
30:30política.
30:30Isso.
30:31Tem que ser uma revolução.
30:32Recall, né?
30:33Pra política.
30:33Tem que ser uma revolução.
30:35Faz sentido, né?
30:35Mudar a Constituição.
30:36Faz sentido.
30:37Ou tentar mudar dentro dessa
30:39regra.
30:39Você acha que é possível haver uma
30:41mudança dentro dessa regra?
30:43Porque a gente vê como é que
30:44funcionam as coisas.
30:45Tudo é no gabinete, tudo é no
30:46jantar, tudo é no...
30:48Você acha que dentro dessas
30:50regras, com essa elite que eles
30:52chamam, a gente tem condição de
30:54fazer algo bacana pra população?
30:57Sim, Emílio.
30:58E eu acho que o que mais...
31:00Nós vamos precisar batalhar muito
31:02juntos enquanto pré-candidatos, né?
31:04E depois no andamento, é que a
31:07gente consiga o máximo de senadores
31:10possível esse ano.
31:11Porque essas mudanças que o
31:14Fernando falou ontem dependem
31:15desses fatores.
31:16Então, se a gente não tiver
31:19essa bancada que consiga realmente
31:22fazer essas mudanças que são
31:24estruturais, acaba que a gente
31:26enfrenta mais desafios.
31:27Como que a gente tem enfrentado
31:29já ao longo desses últimos anos e
31:31também, inclusive, no governo do
31:33Bolsonaro.
31:33Então, essa é uma das coisas que a
31:35gente vai ter que batalhar junto,
31:36né?
31:37Com certeza, sim.
31:38Existem mudanças profundas que
31:39precisam ser feitas no sistema
31:42político brasileiro.
31:43São mudanças realmente que mudam
31:45o paradigma da nação.
31:47Por exemplo, a gente precisa
31:47conversar sobre o Pacto Federativo.
31:50É inadmissível que os estados do
31:52Sudeste, como Rio de Janeiro, São
31:54Paulo, Minas Gerais e até do Sul
31:56também, são vilipendiados nos seus
31:58cofres com o sistema de arrecadação
32:00aqui.
32:01Então, a gente sustenta praticamente
32:03os estados do Norte e do Nordeste.
32:05Existem cidades, por exemplo, tem uma
32:06cidade chamada Getúlio Vargas, se não
32:08me falha a memória.
32:09Cara, essa cidade tem 2 mil
32:10habitantes.
32:11A renda dessa cidade, principal, é o
32:14receber o recurso da União.
32:16Não tem, cara, não tem ninguém...
32:18É um absurdo, né?
32:19É um absurdo.
32:19É um absurdo.
32:20E esses assuntos precisam ser
32:21discutidos e eles não são discutidos
32:22em feras municipais, eles são
32:24discutidos em esferas federais.
32:25Mas, olha, a classe política precisa
32:27mudar, precisa se qualificar, a gente
32:29está se qualificando a cada dia.
32:30Mas é importante também falar da
32:32classe, do Poder Judiciário.
32:33Hoje, as pessoas falam muito da
32:35classe política, eu não quero fazer uma
32:36defesa de corporativismo aqui, não.
32:38Detesto corporativismo.
32:39Mas, assim, cara, a classe política,
32:41ela não chega nem aos pés no que
32:45diz respeito à má versação do
32:47recurso público e penduricalhos
32:49financeiros, como a classe do
32:51Poder Judiciário.
32:51Você tem juízes recebendo aí, cara,
32:54500 mil reais num mês, velho.
32:56Sim.
32:56Pô, ninguém...
32:57É óbvio que o político está mais
32:58popularizado, ele passa por um
33:00processo eleitoral e todo mundo vê.
33:02Mas tem gente lá no Poder Judiciário,
33:04cara, e isso precisa ser falado
33:06também.
33:06E dentro da Câmara Federal, seja
33:08no Senado, seja na Câmara dos
33:10Deputados, só ali que podem
33:12viabilizar essas reformas profundas.
33:14O deputado Luiz Felipe de
33:15Orleans Bragança, ele tem um
33:17projeto de reforma constitucional
33:18extremamente pertinente,
33:20importante, relevante.
33:22A gente precisa realmente fazer
33:23política com P maiúsculo e trazer
33:25o Brasil para o eixo, que era o
33:26que o presidente Bolsonaro queria
33:27fazer.
33:27Se não fosse o problema da
33:29pandemia, a guerra na Rússia,
33:31a Ucrânia e a perseguição
33:32midiática e do Poder Judiciário
33:34ao presidente Bolsonaro, eu tenho
33:36total certeza e plena convicção
33:37de que hoje nós estaríamos num
33:39momento bem melhor do que nós
33:40estamos hoje.
33:41Infelizmente, as pessoas acabaram
33:43escolhendo ou, enfim, escolheram
33:46ali o presidente da República e o
33:48resultado é essa catástrofe.
33:49A gasolina está a 10 pratas aí,
33:51R$ 9,99 aditivada e ele está
33:53mandando você ir a pé porque você
33:54precisa andar mais um pouquinho.
33:56Aí, meu irmão.
33:57Aí, é isso aí, motoqueiro.
33:59Pega e sai, entrega e sai e fude
34:00aí, ó.
34:00É, mas faz sentido.
34:02Se tá caro, não compra.
34:03É isso aí.
34:04Se a gasolina é cara, vai a pé.
34:05Vai a pé.
34:06Pelo menos ele é coerente.
34:08Não vai, pelo menos, falar que é
34:09incoerente, né?
34:10Pelo menos ele é coerente.
34:11Se não tiver dinheiro pra comprar
34:13remédio, não toma.
34:14Isso aí.
34:15É, mas ele vendeu, foi a picanha,
34:16né?
34:16Ele faz sentido.
34:18Ele faz sentido.
34:19E o negócio da...
34:21Você que é mulher, e o negócio da...
34:24da Erika, da trans lá.
34:26Com o ratinho.
34:27Olha só.
34:28Que bafafá.
34:29Então, mas...
34:31Você sabe que é engraçado, viu?
34:33Porque é uma coisa que...
34:35É um negócio que também não faz
34:37muito sentido essa discussão que
34:39ficou...
34:40Se tornou uma discussão.
34:42É porque é internet, é bolha,
34:43é engajamento.
34:44Não, se torna uma coisa que é
34:46uma ferramenta.
34:47Sabe a percepção que eu tô tendo?
34:50É o seguinte.
34:51Quando começou-se as pautas, né?
34:54De vamos trabalhar a inclusão da
34:59comunidade LGBT, QI, Joaquim Teixeira,
35:02HDMI, K+.
35:05Vamos lá.
35:06As mulheres também, né?
35:08Empaticamente vamos e acreditamos
35:11realmente que todo ser humano é digno
35:14de respeito.
35:16Isso aí, gente, é tipo assim, não tem...
35:19Isso aí, a gente tá falando da dignidade
35:21humana.
35:22Não tem negociação.
35:24Então vamos lutar por essas pautas,
35:26para as pessoas trans, gays,
35:28les, terem seus lugares, vamos.
35:29Agora, é tipo aquele manipulador,
35:33que ele vai lá, eu uso tudo e de repente
35:35você já não pode mais ser quem você é
35:38e eu ocupo o seu lugar.
35:40Então agora que as mulheres estão acordando
35:42para o que realmente aconteceu.
35:44Então eu chego no seu lugar,
35:45eu dou um pontapé na sua bunda,
35:48você sai daqui e a partir de agora
35:50eu vou determinar o que é e o que não é mulher
35:53e qualquer definição de mulher cabe?
35:55Como assim?
35:56Qualquer definição de mulher cabe?
35:58E aí, teve gente que já me mandou,
36:01falou assim,
36:02nossa, mas não mudou nada,
36:03ela continua lá.
36:04Nosso abaixo-assinado oficial
36:06está com mais de 360 mil assinaturas.
36:09Ele está lá no link da minha bio.
36:12Quem está vendo aí já vai lá e assina.
36:14Mais de 360 mil assinaturas.
36:16Os próximos passos estão sendo dados.
36:19Agora, se vamos aceitar que ela continue lá,
36:23o Felipe, que é um homem biológico,
36:25não, não vamos, não vamos.
36:28E aí você pensa assim,
36:30como, ô Bárbara,
36:31que vocês vão conseguir continuar falando sobre isso?
36:34Meu bem,
36:34quem nunca enfrentou três gestações como eu,
36:38esperando filhos durante nove meses,
36:42mais dias de trabalho de parto,
36:44enfrentando contrações,
36:45todos os meus partos foram naturais,
36:46eu não tive anestesia para nada.
36:49Você acha que eu vou baixar a cabeça para a nego
36:51que fala que vai ocupar o meu lugar?
36:52Não vou.
36:53É o Felipe, cara,
36:55ele é bem agressivo, inclusive, entendeu?
36:58O próprio Demetrio,
37:00de uma emissora de TV,
37:01ele disse isso,
37:02que ele é um cara muito agressivo,
37:05se você discorda da posição política dele...
37:07Não, mas é ela, pô.
37:08Não, ah, eu estou falando do Felipe, pô.
37:12Esse negócio aí é aquela Judith Butler, não é isso?
37:16A Judith Butler é uma filósofa.
37:19E aí ela fala o seguinte,
37:20que o gênero não é fixo,
37:22não tem gênero.
37:23É fluido.
37:24Então, o gênero pode ser qualquer coisa.
37:26Cada coisa você pode acordar do jeito.
37:27Aí tem uma turma que comprou essa ideia,
37:31então ela fala o seguinte,
37:32não é homem e mulher,
37:33quem faz isso é a sociedade,
37:35a sociedade que cria.
37:36Então a gente é o que quiser ser.
37:38E aí surge essa confusão.
37:41Menos de direito.
37:41Só que quando vai,
37:44quando criminaliza,
37:45que dá o problema.
37:46É óbvio.
37:47Aí que está o problema.
37:48É óbvio.
37:49Porque aí a pessoa fala,
37:50não, você me chama de mulher,
37:51que eu quero ser chamada de mulher.
37:53Você fala, beleza, mulher, tal,
37:54ótimo, maravilhoso,
37:55te chamo de mulher.
37:56Agora, quando ela fala,
37:57não, você está errado de me chamar isso,
37:59e eu vou,
37:59e você vai em cana por isso.
38:01Aí que está.
38:02Que é o legislador ruim.
38:03Criminalizar.
38:04Criminalizar.
38:04É o legislador ruim que está fazendo agora com o Felga,
38:07com as mulheres,
38:08com a misoginia,
38:09que é a nossa senadora lá,
38:11que só faz também coisa ruim.
38:13A Damares.
38:14A Damares.
38:15A Damares, porra,
38:16pega, pega,
38:17vê agora o que os caras estão sofrendo aí,
38:20com essa,
38:20porque vai no,
38:22vai no populismo.
38:23É, não pode.
38:24Vai no oba-oba.
38:25Não pode.
38:25Entendeu?
38:26Não pode.
38:27Não pode.
38:28Nesse caso de você querer legislar fazendo populismo,
38:31isso é muito ruim.
38:32O Brasil sofre economicamente hoje,
38:34justamente por causa do populismo.
38:36Vale e gás é populismo.
38:37E uma série de programas sociais,
38:40infelizmente,
38:41são programas oriundos de políticos
38:43que querem se perpetuar no poder
38:44por intermédio do voto da população.
38:46O melhor programa social é o emprego, meu irmão.
38:49Sem sombra de dúvida.
38:49O melhor programa social,
38:51eu não sou seritista,
38:52mas é o povo lá,
38:53o povo quer assinar a carteira,
38:54assina a carteira.
38:55O melhor programa social é o emprego, meu irmão.
38:57E é disso que a gente precisa lidar.
38:58Mas é evidente que essas pautas culturais,
39:00essas pautas identitárias,
39:02elas permeiam o debate público.
39:04O Ratinho,
39:05cara, esse homem,
39:06ele tem um legado na TV,
39:08na comunicação.
39:08Vocês respeitam ele,
39:09ele é um baita comunista.
39:12A minha avó assiste o Ratinho,
39:13meu Deus do céu.
39:14A minha avó assiste o Ratinho.
39:16É um grande comunicador.
39:18Ele está certo de dar a posição dele,
39:19ele não tem que ser criminalizado por isso.
39:21Não mesmo.
39:21Ele é um homem biológico.
39:23Ponto.
39:24Ponto.
39:24E o simpósio,
39:27podemos falar dele?
39:28Opa, fala, lógico que fala.
39:29Quero fazer um convite
39:30para todos vocês
39:31que estamos assistindo aqui agora,
39:32no dia 21,
39:34sábado agora,
39:36o PL Integração
39:37estará realizando
39:39um simpósio
39:40lá na Assembleia,
39:42na Alesp.
39:43Queremos convidar vocês,
39:45eu, o Satie,
39:46e vários outros pretos de direita
39:48estaremos lá trazendo
39:49a pauta para vocês
39:51do que é o preto conservador
39:53e o nosso protagonismo,
39:56a nossa voz
39:57e queremos você
39:58junto com a gente.
39:59Quando é que vai ser?
40:00Sábado.
40:01Sábado agora.
40:02Às duas horas.
40:03Quem que está lá?
40:03Eu não estou vendo,
40:04está muito pequenininho.
40:04Olha lá,
40:05tem o deputado Hélio Lopes,
40:07tem o Fernando Holliday
40:08e o Fernando Senzala também.
40:09A Holliday.
40:09Sim.
40:10O Hélio Negão está lá.
40:11Tem a Vitória.
40:12A Vitória tem a...
40:14Preto de direita.
40:15Preto de direita.
40:16O pai de cinco está ali?
40:17O Gustavo,
40:18o pai de cinco está ali também.
40:20A Preta.
40:21a Paula,
40:22a Paula Custódio.
40:23Pai de cinco,
40:24gostei.
40:25Gustavo,
40:25o pai de cinco.
40:26Isso aí,
40:26isso aí,
40:27isso aí,
40:28cara cabeção.
40:29Isso aí sabe, né?
40:30Dia 21 do 3,
40:32o protagonismo do negro
40:33de direita.
40:34É um convite para você,
40:35é um simpósio que vai ter
40:36aqui na Alesp, né?
40:39Exatamente.
40:40Muito bem.
40:41Olha,
40:41espero que esse ano
40:43a gente vai ter que
40:43falar muito sobre política,
40:46porque é um ano
40:46que a gente vai escolher presidente,
40:48vai ter senador.
40:49Olha,
40:49vocês estão dando...
40:50Vocês deram um show hoje.
40:52É só feio,
40:52a audiência para o Pânio,
40:53que chama a gente mais vezes, amiga.
40:55Anuncia,
40:55anuncia,
40:56amanhã o voto.
40:58Hã?
40:58Do quê?
40:59Ele como Bolsonaro
41:00para anunciar.
41:01Ah, o Bolsonaro?
41:02Eu não conheci o Bolsonaro ainda,
41:03anuncia aí,
41:04pré-candidato.
41:05Eu queria convocar
41:07todo mundo aí,
41:08tá certo?
41:09dizendo que a Bárbara
41:11também é pré-candidato,
41:13tá certo?
41:14É o Bolsonaro tranquilo, né?
41:15É o Calvo.
41:16É o Flávio,
41:17é o Flávio,
41:18é o Flávio.
41:19É,
41:19a gente espera que o Bolsonaro
41:20tenha agora,
41:22se recupere, né?
41:23Sim, sim.
41:24Se recupere,
41:24o Bolsonaro teve várias vezes aqui.
41:26Posso garantir,
41:27a gente conheceu ele pessoalmente,
41:28um cara muito,
41:29um cara muito legal,
41:30muito simples.
41:31Coração bom.
41:31É,
41:32um cara bacana,
41:33o Bolsonaro.
41:34Espero que ele consiga
41:35ter a sua...
41:38Com certeza,
41:38para a residência dele,
41:40né?
41:40Ter um cuidado melhor.
41:41Com certeza.
41:41E parece que a situação dele
41:43não é fácil.
41:45Tá delicada.
41:46É.
41:46É um risco...
41:47É um absurdo, né?
41:48É um absurdo o Bolsonaro,
41:50o Bolsonaro nessa condição,
41:53ele tá num presídio.
41:54É um absurdo.
41:55Mas espero que tenha um bom senso
41:57e coloque o Bolsonaro aí
41:58numa prisão domiciliar.
42:01que possam garantir a saúde.
42:03Com o enfermeiro,
42:04com alguém lá.
42:04Que tem uma estrutura,
42:05claro.
42:05Que tem uma estrutura.
42:07Foi até o editorial do Globo hoje.
42:09Estadão também.
42:10Estadão também.
42:11Estadão também.
42:11Muito bem.
42:12Muito obrigado.
42:13Eu vou passar as redes agora
42:15para você seguir.
42:16Tem o Rafael Satie,
42:17que já nosso conhecido
42:19aqui no Pânico,
42:19Rafael Satie,
42:20e a nossa querida
42:23Mendes Babi.
42:24Tá aí nas redes sociais.
42:26Mendes,
42:27underline,
42:27Babi.
42:28tem o simpósio sábado
42:30e você vai conversar
42:31com eles agora,
42:32nossa querida Bárbara
42:33e o nosso querido
42:34Rafael Satie.
42:35Muito obrigado
42:35pela participação aqui no Pânico.
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