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O bairro de Pinheiros, na zona oeste de São Paulo, liderou o número de roubos e furtos de celulares no primeiro bimestre do ano. Dados da Secretaria de Segurança Pública apontam que mais de 2.300 aparelhos foram levados entre janeiro e fevereiro, uma média de cerca de 39 casos por dia. Comentaristas analisaram o avanço desse tipo de crime na capital paulista.
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NotíciasTranscrição
00:00Eu sigo aqui com as principais notícias do dia, contando com a análise dos nossos comentaristas e quero trazer um
00:07destaque importante, porque tem uma região aqui em São Paulo que é muito conhecida pela badalação, muitos restaurantes, muitos bares,
00:16prédios comerciais, pinheiros, segue sendo o bairro que registrou o maior número de roubos e furtos de celulares em São
00:23Paulo no primeiro bimestre deste ano.
00:26Dados da Secretaria de Segurança Pública, que foram revelados pelo jornal O Globo, mostram que mais de 2.300 aparelhos
00:35foram subtraídos entre janeiro e fevereiro, o que equivale a 39 casos por dia.
00:40No primeiro bimestre de 2025, Pinheiros também ocupou o primeiro lugar desse ranking, registrando pouco mais de 1.560 ocorrências,
00:50número 47% menor do que o deste ano.
00:54Outros bairros que têm sofrido com a ação desses criminosos são Perdizes, que fica na Zona Oeste, Sé e Consolação
01:02e Campos Elíseos, bairros da região central.
01:06Chamar o delegado Palumbo que acompanha essa situação que envolve os bairros de São Paulo, roubo de celular ainda é
01:14um problema, né?
01:15Os vídeos acabam sendo compartilhados nas redes sociais, tem dois grupos principais, né?
01:21Primeiro, aqueles que passam de bicicleta e acabam tomando o celular da pessoa e agora, mais recentemente, alguns bandidos que
01:30usam motocicletas mesmo.
01:32Muitos com aquela mochila que imita de entregador, né?
01:36Não sei se utiliza a marca das empresas de entregas ou não, mas dia desses, o delegado Palumbo tinha um
01:43vídeo no portão 7 do Parque do Ibirapuera.
01:46Acho que era fim de semana, pessoa provavelmente chamando um carro de aplicativo, ali na porta do portão 7, ali
01:52na República do Líbano,
01:54passa um camarada de motocicleta e pega o celular da mão de uma moça, acredito.
01:59Ou seja, isso é muito comum.
02:01E aí o bairro que está no topo desse péssimo ranking é o bairro de Pinheiros, delegado Palumbo.
02:09É, canhado, infelizmente isso é uma realidade do paulistano, não tem local de rico ou pobre, periferia ou área nobre.
02:17Pinheiros é um bairro nobre, perdiz é a mesma coisa e esse problema vai continuar acontecendo se a gente não
02:25voltar o que era antes.
02:27nas delegacias aqui de São Paulo, onde todos ficavam abertas de segunda a segunda, sete dias por semana, trinta dias
02:35por mês,
02:36com pelo menos cinco policiais, era um delegado, dois investigadores, agente, escrivão.
02:43Na época tinha carcereiro que muitas delegacias tinham carceragem.
02:47Mas infelizmente o que acontece?
02:48Agora nesse exato momento, se nós formos aqui na área de perdizes, onde pega o 23DP, a delegacia está fechada.
02:55E nós temos lá um policial servindo de zelador policial.
02:58Ah, vamos dar um pulo aqui na Lapa, do lado, fechada também.
03:02Nós vamos no quad DP, ali perto da rua Augusta, fechada também.
03:06As delegacias ficam fechadas com o policial tomando conta literalmente do prédio.
03:10E não é culpa da Polícia Civil, é porque realmente não tem policiais.
03:15Os delegados que acabam passando no concurso, eles acabam optando por ir para outros estados.
03:20Porque aqui, infelizmente, o salário não é um dos mais atrativos.
03:25E não foi feita a promessa de campanha, prometida pelo então governador, de colocar as polícias no topo salarial.
03:32Aliado a isso, nós temos também a Polícia Militar, que também está com defasagem de gente,
03:37um déficit de mais de 20 mil policiais militares.
03:40A gente pensa, nossa, no bairro populoso, como Perdizes, Lapa, Pinheiros, se juntar todos esses bairros,
03:46vai dar mais de um milhão de pessoas.
03:48E aí a população tem uma falsa sensação de segurança, achando que tem dezenas de viaturas.
03:54Não chega a 10 o número de viaturas, juntando todas.
03:56E a culpa, volta a frisar, não é desses policiais.
04:00Aliado a isso também, nós temos uma legislação extremamente pífia,
04:04onde de cada 10 presos, 7 votos cometeram o mesmo tipo de delito.
04:08Por que eles fazem isso? Porque não fica preso.
04:10Sai na audiência de custódia.
04:12Muitos desses casos de furto, roubo, saem na audiência de custódia.
04:16Quase 50% dos presos acabam saindo na audiência de custódia.
04:21Como é que a gente resolve isso?
04:23Com a aliança dos três poderes.
04:25O poder executivo, fortalecendo as suas polícias com maiores salários,
04:31mais recursos, delegacias abertas, um salário atrativo, um salário digno,
04:36para que o policial não tenha que se matar na ação delegada, que é o bico oficial.
04:40Quando ele chega para o plantão, literalmente ele está moído,
04:43porque está trabalhando de segunda a segunda.
04:46Ah, mas a ação delegada, o bico oficial, ele pode fazer todos os dias.
04:50A gente faz uma escala onde o policial tem que descansar.
04:54Não, ele não descansa, porque ele vai para o bico extra oficial.
04:57Ele acaba trabalhando sete dias por semana.
04:59A polícia civil, a mesma coisa.
05:02E aí nós temos uma insatisfação geral de soldado, cabo, sargento, tenente,
05:08delegado de plantão, escrivão, próprios policiais penais,
05:11que se sentiram extremamente desprestigiados quando deram um aumento de 10%,
05:15esqueceram dessa categoria.
05:17A outro poder que tem que fazer algo é o poder legislativo, com leis mais pesadas.
05:24Mas a gente sabe que boa parte desses deputados e senadores,
05:27eles não querem leis pesadas.
05:29Eles falam uma coisa da rede social e depois votam outra
05:34para acabar com a progressão de regime,
05:36acabar com a saidinha como nós quisemos acabar.
05:38Batalha.
05:39A progressão de regime tem que acabar.
05:41O preso tem que entender, o criminoso tem que entender,
05:43o ladrão tem que entender que se ele pegar 40 anos de cadeia,
05:45ele vai ficar 40 anos.
05:48Tolerância zero.
05:49Ninguém mandou cometer crime.
05:51Você pode dar uma chance para ele,
05:53mas sem progressão de regime.
05:55Ninguém mandou roubar.
05:56Ninguém mandou matar.
05:58Ninguém mandou cometer crime de latrocínio.
06:01Pegou 50 anos, vai ficar 50 anos.
06:03Redução da maioridade penal.
06:05A gente sabe muito bem que um indivíduo de 16, 17 anos
06:09tem plena consciência do que está fazendo,
06:11mas ele sabe que o Estatuto da Criança e do Adolescente
06:13é um verdadeiro salvo conduto para ele cometer crime.
06:16Ele vai para a Fundação Casa,
06:18fica lá no máximo internado,
06:20isso quando é um crime gravíssimo,
06:21três anos, sai com a ficha limpa,
06:23como se não devesse absolutamente nada a caneato.
06:27E o Judiciário, o terceiro órgão,
06:29tem que andar em conjunto com o Legislativo e o Executivo.
06:32O Judiciário não pode servir cafezinho para preso,
06:36não pode colocar casaquinho porque está frio,
06:38a gente não pode ver uma cena deplorável,
06:40como a gente viu na audiência de custódia,
06:42onde um juiz e uma promotora
06:45praticamente colocaram aquele indivíduo feminicida
06:47que arrastou aquela mulher por quilômetros,
06:49que perdeu a vida,
06:51e quase que colocando o policial
06:53como se ele fosse um algoz,
06:55o preso lá falando que a cabeça cabisbaixa,
06:58que atiraram nele,
06:59que ele foi torturado,
07:00que ele foi maltratado,
07:01e o juiz promotor encaminha-se para a corrigedoria.
07:04Mas nada se falou para esse mesmo feminicida
07:07sobre o crime de denunciação caluniosa,
07:09que poderia aumentar a pena,
07:10que deveria pelo menos ter um alerta.
07:12Você quer denunciar o policial?
07:14Você tem certeza do que você está falando?
07:16Então isso tem que ser provado.
07:18Se não, senhor preso, ladrão, vagabundo,
07:22você vai responder pelo crime de denunciação caluniosa.
07:25Pode aumentar ainda mais sua pena.
07:26Mas nenhum juiz, nenhum promotor,
07:28raros são os que fazem isso.
07:30Então se a gente não tiver a junção
07:31do executivo, do legislativo e do judiciário,
07:34a gente vai ver pessoas perdendo a vida
07:37por causa de um celular
07:39ou por causa de um bem muito precioso,
07:41que é a aliança que a gente faz
07:43quando a gente se casa,
07:44o que é uma aliança, acima de tudo,
07:46com Deus, Caniato.
07:47Pois é, muita gente chegando aqui na programação.
07:49Pautas de segurança pública
07:51sempre movimentam a audiência.
07:53Quero agradecer as várias mensagens.
07:55Comandante Pazinato.
07:57Pazinato, hein?
07:58Chama o Bukele.
08:00Várias mensagens aqui.
08:02Uma outra, a Neiva.
08:03Tem que acabar com a audiência de custódia.
08:05A Marlúcia.
08:07Não é só em São Paulo.
08:08Rio de Janeiro também, meu amor.
08:09Querendo dizer que isso acontece também no Rio.
08:13Enfim, uma outra pessoa dizendo
08:14que o atual presidente liberou Saidinha.
08:17Rita Maria disse,
08:18fui assaltada no Rio de Janeiro
08:19e levei um soco no rosto.
08:21Bem, obrigado pelas mensagens.
08:22E eu sinto muito por essa situação
08:23que muitos passaram.
08:25Deixa eu passar para o Roberto Mota,
08:26porque eu acho que há tantos elementos,
08:28quando a gente fala de roubo de celular,
08:30parece que é só um aspecto.
08:33Eu acho que a gente pode elencar várias coisas.
08:35Tem a questão da impunidade,
08:36que talvez seja a principal,
08:37mas também talvez tenha a necessidade
08:40de avançar com o desmantelamento
08:43da rede de compra dos celulares roubados.
08:46Eu acho que tem tantos aspectos, né,
08:48dessa notícia que precisam ser tratados, né, Mota?
08:50É um desafio enorme, né?
08:51Claro.
08:52E você levantou talvez um dos principais, Caniato,
08:54que é o mercado ilícito de telefone celular.
08:58Por que tem tanto roubo de telefone celular assim?
09:01Porque, para o bandido,
09:03o telefone celular é dinheiro na mão.
09:04Ele bota uma arma na sua cabeça,
09:06rouba o seu celular.
09:08Minutos depois, ele está vendendo esse celular
09:11em uma rede de receptadores,
09:14que existe em todas as cidades.
09:16Aí vocês podem perguntar,
09:18mas por que a polícia, então,
09:19não faz alguma coisa contra esses receptadores?
09:23A polícia faz.
09:25A polícia investiga, a polícia prende,
09:27e no dia seguinte,
09:29os receptadores são soltos na audiência de custódia.
09:32Porque a justiça entende que é um crime sem violência,
09:37o crime de receptação.
09:38Mas é evidente que é a receptação
09:42que permite, que viabiliza o roubo,
09:46que é sempre violento,
09:48que sempre usa uma arma
09:50e que acaba com a vida de tanta gente.
09:53Então, a gente precisa, mais uma vez,
09:57perguntar, Caniato.
09:58Outro dia, eu acho que ontem, talvez,
10:01nós falamos aqui sobre a CPI do crime organizado,
10:05que está fazendo uma brava investigação
10:07sobre o Banco Master.
10:09Todo mundo agora está investigando o Banco Master, né?
10:11E eu perguntei,
10:13o que a CPI do crime organizado
10:15fez para combater o crime organizado?
10:18As facções, os mercados ilícitos,
10:22essa loucura de roubo de celular nesse país.
10:26Pois é, deixa eu chamar o Luiz Felipe Dávila também
10:29para analisar essa situação.
10:30O Dávila, infelizmente,
10:32engrossa a estatística daqueles
10:35que moram aqui na cidade de São Paulo
10:36que já tiveram o celular roubado barra furtado.
10:41Pois é, não foi uma situação agradável.
10:43Muito péssimo, né?
10:44Você está no passeio, né, Dávila?
10:46Está na calçada e é surpreendido
10:48com alguém tomando o celular da sua mão.
10:50Só que, assim como você,
10:53centenas de paulistanos passam por isso todos os dias.
10:56E o desafio é,
10:58como acabar com essa situação, hein, Dávila?
11:00Não tem uma bala de prata, né?
11:02Eu acho que é um conjunto de ações, né?
11:05Não tem uma bala de prata.
11:06Primeiro, como cidadão,
11:08você tem que fazer o que o otimista aqui da bancada sempre faz.
11:12Eu vou fazer BO, sim.
11:13Vou queixar porque isso vai ajudar a polícia
11:16a pegar outros criminosos.
11:18Então, nessa história de ser roubado,
11:19falar, ah, não vou perder nem tempo fazendo BO
11:21porque não vai dar em nada.
11:23Mas não é isso.
11:24Isso ajuda a mapear,
11:26a dar informações importantes pra polícia.
11:29Então, vamos fazer a nossa parte.
11:31Não custa nada.
11:32Fazer um BO hoje é rapidinho.
11:33Faz o BO e você está ajudando
11:35a polícia a ter mais informação.
11:38Eu acho que todas as medidas importantes
11:40pra endurecer o crime já foram muito bem comentadas aqui
11:43pelo delegado Palumbo e pelo Mota.
11:46Mas eu gostaria de fazer uma pergunta
11:47ao meu amigo de bancada, delegado Palumbo.
11:50Delegado Palumbo, acabamos de aprovar
11:52duas medidas importantes, né?
11:54A PEC, o PL antifacção e a PEC da segurança.
12:00Essas medidas vão entrar em vigor quando?
12:03E elas vão começar a ajudar
12:06a empoderar mais a polícia e a justiça
12:09a reduzir o número de crimes?
12:11Vai lá, delegado.
12:13Delegado Palumbo, agora.
12:14Dá, dá, dá, é uma pergunta aí recorrente, né?
12:17As pessoas costumam perguntar também,
12:19é, mas não acabou a saidinha?
12:22Por que que a gente vê a continuação das saidinhas?
12:25O preso, o condenado, ele tem um direito constitucional
12:30que a lei não pode retroagir para prejudicá-lo.
12:35A lei só pode retroagir para ajudar o preso,
12:39jamais para prejudicar.
12:40É, infelizmente, eu não concordo com isso,
12:42mas está na nossa Constituição Federal de 1988.
12:46É por isso que muitos presos continuam
12:49tendo esse direito absurdo da saidinha.
12:51A partir do momento que a lei é promulgada,
12:53virou lei, aí os novos detentos,
12:56novos presos condenados que praticarem crime
13:00a partir de hoje, por exemplo,
13:02não terão mais direito a saidinha.
13:04Isso demora há alguns anos.
13:06Toda lei que visa prejudicar o bandido,
13:10ela é muito válida.
13:11Que visa enriquecer as penas é válida.
13:15Que visa fortalecer as forças de segurança é válida.
13:18Mas aqueles presos que estão respondendo processo,
13:23eles vão responder pela lei antiga.
13:26Por exemplo, crime de roubo.
13:28Ele pega lá 10 anos de cadeia.
13:31Sai uma lei nova dizendo que a pena mínima,
13:33é só um exemplo hipotético,
13:36dizendo que a pena mínima é 20 anos.
13:38Este preso que cometeu o crime hoje,
13:41ele não vai poder aí ser, entre aspas,
13:43porque eu não acho que é prejudicado,
13:45seria forma de justiça,
13:46ele não vai poder ter essa pena.
13:48Porque ele cometeu o crime
13:49antes da promulgação dessa lei.
13:51Ou seja, por força de Constituição Federal,
13:54a lei não pode retroagir para prejudicar o réu.
13:58Isso está na Constituição
13:59e a gente só muda isso
14:01através de uma nova Constituinte
14:03ou de uma PEC,
14:04que é muito difícil.
14:06Pois é, deixa eu passar para o Cristiano Beraldo,
14:07só para a gente fechar essa discussão
14:09a respeito desse levantamento,
14:11que indica que quase 40 celulares
14:13são roubados por dia
14:15em um bairro específico aqui de São Paulo,
14:17o bairro de Pinheiros.
14:19Beraldo, nas manifestações aqui do nosso público,
14:21eu vejo que muitos defendem
14:22o endurecimento da legislação,
14:25aumento dos presídios,
14:27até punições mais severas,
14:29algumas coisas que nem estão
14:30no nosso arcabouço legal.
14:32Mas quando a gente trata
14:34de um crime recorrente,
14:36considerado de um crime mais simples,
14:40mais fácil de ser praticado pelos bandidos,
14:42qual é o principal desafio
14:45para as autoridades
14:46para vencer algo
14:48que impacta, por exemplo,
14:49no dia a dia do cidadão,
14:50no turismo.
14:52Você já mencionou tantas vezes
14:54que quando pessoas vão
14:55para uma outra cidade
14:56em um outro país,
14:57é tão bacana,
14:58pega o celular,
14:58faz o registro
14:59das partes históricas,
15:01das partes turísticas.
15:02Não se pode fazer isso
15:03em São Paulo, por exemplo.
15:06Pois é, Caneto,
15:06mas aí a gente olha
15:07para as autoridades,
15:09todas elas,
15:10não individualmente,
15:13mas nas instituições
15:15que representam,
15:16e a gente vê
15:17que a criminalidade
15:19já faz parte
15:20do cenário,
15:21da paisagem.
15:23A gente vê autoridades,
15:25grandes autoridades brasileiras,
15:26condescendendo
15:27com uma série de coisas,
15:29tendo uma série de atitudes
15:30que nos faz perder
15:33a esperança
15:34de que a solução
15:35virá dali.
15:36Nós, por outro lado,
15:39já incorporamos
15:40como povo,
15:41como nação,
15:43incorporamos
15:44esse cotidiano
15:45da violência
15:46como algo
15:46que faz parte
15:47da nossa cultura,
15:49porque no início
15:50nós não nos revoltamos.
15:52A gente foi simplesmente
15:54moldando as nossas vidas
15:56para que pudéssemos viver
15:58apesar dos riscos
16:01que vão crescendo.
16:02Então,
16:03o Dávila chama atenção
16:05para um tipo
16:05de comportamento
16:06que é muito comum.
16:07O Dávila fala
16:08eu fui assaltado,
16:09mas eu fui,
16:10fui até a delegacia,
16:12fiz o BO,
16:13fiz o que tinha que fazer,
16:14mas é verdade,
16:15a maioria das pessoas,
16:17elas nem querem
16:18perder tempo,
16:19porque elas já esperam
16:21esse assalto acontecer.
16:23Agora tem essa história
16:25de quebrar o vidro,
16:26roubar a bolsa,
16:27alguma coisa
16:28que esteja dentro
16:28do carro,
16:30isso é num trânsito parado,
16:33quer dizer,
16:33as pessoas que fazem,
16:35praticam esse tipo
16:36de crime,
16:36estão lá todos os dias,
16:39é o expediente,
16:40a pessoa tem a rotina,
16:42ele é ladrão,
16:43ali naquele cruzamento,
16:46das sete da manhã
16:47até as duas da tarde,
16:49depois ele vai para casa
16:50descansar,
16:52curtir o fruto
16:53do roubo,
16:54da atividade
16:55que ele exerce
16:56como profissional.
16:58Então,
16:59Caniato,
16:59para mudar isso,
17:01só uma atitude
17:02completamente radical,
17:04e que a população
17:05que é a mais afetada,
17:07já deveria levar
17:08em consideração
17:09agora,
17:09em outubro,
17:11procurar saber
17:12quem são os candidatos
17:13à reeleição
17:15que votaram
17:16pela manutenção
17:17da saidinha,
17:19que votaram
17:20pela manutenção
17:21da progressão
17:23de regime
17:26pelo abrandamento
17:27da punição
17:29que aplaudem
17:30o fato
17:31de 50%
17:32dos presos
17:33é em flagrante.
17:34Veja,
17:36preso em flagrante,
17:37o sujeito estava cometendo
17:38um crime
17:38e foi preso,
17:39não há dúvida
17:40de que ele é um criminoso.
17:41Mas aí,
17:42o ex-ministro
17:43do Supremo
17:45e das Justiças
17:45aplaude o fato
17:47de que metade
17:48dos criminosos,
17:49dos marginais
17:50saem
17:51na audiência
17:52de custódia.
17:54Não temos
17:54a menor chance,
17:56a menor perspectiva
17:57de mudar
17:58essa realidade
17:59se pessoas
18:00que ocupam
18:01cargos tão importantes
18:02têm esse tipo
18:04de mentalidade.
18:05Agora,
18:05a mensagem
18:06obrigatoriamente
18:08terá que vir
18:09das urnas.
18:10A população
18:11precisa compreender
18:12que está
18:14nas suas mãos
18:15escolher
18:16representantes
18:17que de fato
18:19estejam
18:20dispostos
18:21a agir
18:22para mudar
18:22essa realidade
18:23custe o que custar.
18:25Porque o delegado
18:26Paulo Lombo
18:26lá na Câmara
18:27tem uma atuação
18:28extremamente
18:29aguerrida
18:30nesse tema,
18:31mas o mandorinha
18:32só não faz verão.
18:34É preciso
18:35que esse número
18:35vá se ampliando,
18:36vá se ampliando,
18:37vá se ampliando
18:38até que o combate
18:39ao crime no Brasil
18:40seja levado a sério.
18:43Que bandido
18:44que enfrentar
18:45a polícia
18:46seja sumariamente
18:47eliminado
18:48para que fique
18:49o recado
18:50não se ataca
18:51a polícia,
18:52a polícia
18:52se respeita,
18:54puxou a arma
18:55para o policial
18:55vai perder a vida
18:56porque é assim
18:57que é na civilização,
18:59as pessoas
18:59não podem achar
19:00que é normal
19:01que é aceitável
19:02desafiar o policial,
19:04desafiar a força
19:06da lei.
19:06O Estado brasileiro
19:08tem que ser
19:08mais forte,
19:10mais bem
19:10preparado,
19:12mais bem equipado,
19:13ter mais armamentos,
19:15ter mais recursos
19:16do que o crime,
19:17mas hoje
19:18é o oposto.
19:19A gente vê as polícias
19:20sendo sucateadas
19:21e o crime
19:21se sofisticando
19:22cada vez mais.
19:24Hoje,
19:25o crime
19:25está usando
19:26drones
19:27à torta
19:28e à direita
19:28e a polícia
19:30está preocupada
19:31se o colete
19:33à prova
19:33de balas
19:34já passou
19:35do prazo
19:36de validade.
19:38Então,
19:38desculpe,
19:39mas nós estamos
19:39vivendo uma loucura,
19:40isso é uma insanidade.
19:42eu não quero
19:43que a violência,
19:45a criminalidade
19:46continue incorporada
19:48à nossa cultura
19:49como está.
19:50Nós precisamos
19:50nos revoltar
19:51contra isso.
19:52Agora,
19:53terá que vir
19:54das urnas
19:55para o sistema,
19:56porque o sistema
19:57sozinho
19:57não vai fazer nada.
19:58Pois é,
19:59é interessante
20:00isso que o Beraldo
20:01traz,
20:02a gente vai virar
20:02o tema,
20:03mas antes
20:03eu quero só
20:04passar para o delegado
20:04Palumbo,
20:05que vai fazer
20:05um complemento.
20:06Agora,
20:07delegado,
20:08o senhor deve ter
20:09alguma coisa
20:09para dizer,
20:10mas quando o Beraldo
20:11está nas mãos
20:12do eleitor,
20:13de fato,
20:13muitos entendem
20:14que uma virada
20:15poderia acontecer
20:16a partir
20:17das eleições
20:18deste ano,
20:19mas também
20:19não acreditaram
20:21ao nosso eleitor
20:22uma mudança
20:23importante
20:23na cara
20:25do Congresso Nacional,
20:26principalmente da Câmara,
20:27quando diziam,
20:28poxa,
20:28a Câmara,
20:29essa é a formação
20:30mais conservadora
20:32da história,
20:32lembra disso?
20:33E pouco se avançou,
20:35ou pelo menos
20:36muitos ficaram frustrados
20:37com os resultados.
20:38Só para a gente fechar,
20:39por favor.
20:40Não,
20:41Caniato,
20:41eu me lembro muito bem,
20:43eu estava saindo
20:44da vereança,
20:44pulei para deputado
20:45federal,
20:46até falei no programa
20:47Pânico,
20:47e a política é o ambiente
20:48mais sujo,
20:49podre e hostil
20:50que existe na face
20:51da terra,
20:51e que a maioria
20:52desses deputados
20:53senadores iriam se vender,
20:55iriam trair,
20:55foi exatamente isso
20:56que aconteceu.
20:57O Congresso
20:59não é a maioria
21:00de conservador,
21:01não,
21:01a maioria de gente
21:02lá que está lá
21:03para interesses próprios,
21:05pensando cargos,
21:05emenda e poder.
21:06E agora falaram também
21:07do quebra-vidro,
21:08a minha assessora ontem,
21:09saindo aqui do nosso
21:11escritório político,
21:12ela foi assaltada,
21:14quebraram o vidro do carro
21:15que ela estava de aplicativo,
21:17machucaram ela,
21:18uma excelente menina,
21:19uma jovem,
21:20a Nayara,
21:20e é isso que a população
21:22passa todos os dias,
21:23você não tem tranquilidade
21:24nem para mexer no celular
21:26dentro de um carro,
21:27inclusive muitos taxistas
21:28e motoristas aplicativos
21:29colocam uma placa
21:31no banco de trás,
21:33não use o celular,
21:34área de risco,
21:34eu já vi inclusive
21:35taxistas com rede,
21:37aquela rede que a gente
21:37coloca em prédios
21:38para as crianças não caírem,
21:39para alguém não cair,
21:40taxistas está colocando
21:41em táxi,
21:43ou seja,
21:44a insegurança está tremendo
21:45e que falta
21:46legislação pesada,
21:47tolerância zero,
21:49mais policiais na rua
21:50e mais policiais investigados.
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