- há 12 horas
Produzido ao longo de seis anos, o longa retrata os efeitos do vento Aracati para comunidades do interior do Ceará. Seguindo a rota, o vento parte do litoral e adentra pelo Vale do Jaguaribe, em uma percepção da relação do homem e a paisagem, as transformações do espaço e os limites entre a natureza e o artifício.
Categoria
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AprendizadoTranscrição
00:00:01E aí
00:00:30E aí
00:01:02E aí
00:01:09E aí
00:01:13E aí
00:01:18E aí
00:01:21E aí
00:01:23E aí
00:01:56E aí
00:01:57E aí
00:01:59E aí
00:02:06E aí
00:02:07E aí
00:02:40E aí
00:03:08E aí
00:03:11E aí
00:03:14E aí
00:03:44E aí
00:04:14E aí
00:04:43E aí
00:05:13E aí
00:05:44E aí
00:05:47E aí
00:05:48E aí
00:05:50E aí
00:06:20E aí
00:06:20E aí
00:06:35E aí
00:06:38E aí
00:06:48E aí
00:06:48E aí
00:07:05E aí
00:07:07E aí
00:07:20E aí
00:07:48E aí
00:07:49E aí
00:07:51E aí
00:08:22E aí
00:08:51E aí
00:08:59E aí
00:09:01E aí
00:09:04E aí
00:09:07E aí
00:09:21E aí
00:09:37E aí
00:09:46E aí
00:09:50E aí
00:09:52E aí
00:09:55E aí
00:09:56E aí
00:10:06E aí
00:10:08E aí
00:10:11E aí
00:10:15E aí
00:10:17E aí
00:10:25E aí
00:10:27E aí
00:10:37E aí
00:10:40E aí
00:10:44E aí
00:11:15E aí
00:11:44E aí
00:11:55E aí
00:11:57E aí
00:12:11E aí
00:12:12Ele gasta três, quatro horas
00:12:16Se ele tem quatro horas e reождem
00:12:22Ele só sobe em agosto setemilmente
00:12:26Se chover em dezembro aí ele para, não cai mais
00:12:32e se declarar seco ele ainda dá um ventinho em janeiro e fevereiro
00:12:47Agora ele está variando, ninguém sabe o porquê, está ventando e quando é 8, 9 horas da noite ele para.
00:13:16Eu sou um observador dos ventos, até que me prove o contrário, quem traz a chuva é o vento.
00:13:33E aí, oito, oito, oito, oito, oito, oito.
00:14:00Mas não aparece o ninho, né?
00:14:03Nem sei o de poupinha com a boquinha, uma rolinha.
00:14:38Olha, o vento parou.
00:14:57Opa, já tem cacho.
00:15:03Tem os cachinhos.
00:15:07Tá botando carnaúba.
00:15:10Parece que é sinal de inverno.
00:15:35Espiral da poupinha do foguete bem.
00:15:38Té cobertura do tempo.
00:15:50Tente cobertura.
00:15:52Tente cobertura do foguete.
00:15:53Tente cobertura.
00:15:59Tente cobertura do foguete.
00:16:23E quem era aquela casa ali, aquela casa?
00:16:28Aqui era uma casa de morada, olha, do Raul.
00:16:33Era um bocado de casa, aquela caiu, olha, tão velha é? Caiu.
00:16:40Essa daqui já está nos pedaços?
00:16:43Aí era a morada, casa de morada.
00:16:47Essa daqui já está nas beiradas, não é, de cair?
00:16:50Pois é, já está caindo, faz até medo de encostar.
00:16:58E aí
00:17:04E aí
00:17:09E aí
00:17:17E aí
00:17:32Sim, o Neo morava aqui, olha.
00:17:36Tanto que ainda tem um pé de cajueiro, mas isso já está uns 20 anos, ou uns 30 anos atrás.
00:17:54Tem muito peixe?
00:17:56Eu não sei se tem.
00:18:00Antigamente tinha muito peixe, não é?
00:18:03Naquela época, não é?
00:18:04É.
00:18:05Olha como tinha aqui, era canto de morador, olha.
00:18:08Canto de uma casa, pra ali, aí...
00:18:16E aí
00:18:16Tem um pé de pau, não é?
00:18:19Tem.
00:18:20Carnaúba.
00:18:36Olha, olha, você não sabe essa estrada aí que o ano passa?
00:18:40Não.
00:18:40Ela era aqui, olha.
00:18:42Aqui?
00:18:43Sim.
00:18:46Quando não existia ainda esse rio?
00:18:49Não, quando tinha essa casa aqui,
00:18:53essa estrada aí,
00:18:55era aqui, olha.
00:18:57Onde os carros passavam, era aqui.
00:19:00Era na frente dessa casa ali, mas aquela casa ali,
00:19:03só existia uma, a estrada era ali.
00:19:07Aí depois fizeram de rio?
00:19:09Então o rio foi quebrando, foi quebrando,
00:19:11mas já está aqui.
00:19:14Daqui uns dias até dali, preciso tirar de estrada.
00:19:19Porque ali já é ruim passar carro por lá.
00:19:37O rio foi para onde?
00:19:40Os donos de quê?
00:19:42Os donos daqui desse rio aqui.
00:19:44Não, o rio não tem dono.
00:19:47O rio é público.
00:19:50Mas todo mundo toma banho, né?
00:19:51É, todo mundo toma banho, pesca.
00:19:53Tema, tema.
00:19:56Tema?
00:20:03Tema.
00:20:07Tema.
00:20:09Tema.
00:20:11Tema.
00:20:14Amém.
00:20:49Amém.
00:21:13Amém.
00:21:43Amém.
00:22:15Amém.
00:22:43Amém.
00:23:12Amém.
00:23:43Amém.
00:24:13Amém.
00:24:45Amém.
00:25:12Amém.
00:25:43Amém.
00:26:12Estão filmando?
00:26:13Não.
00:26:17Vocês estão de onde? De Fortaleza ou de Andres?
00:26:21Fortaleza, Oi e o Caio Rio.
00:26:23E aqui onde?
00:26:24Eu sou daqui mesmo.
00:26:26Nasci, me criei aqui.
00:26:31Como que foi quando o senhor foi sabendo que iam fazer o açude aqui?
00:26:36Rapaz, esse açude...
00:26:39Eu era menino ainda quando,
00:26:43o tranqueiro, né, que assinou esse negócio e nunca saia.
00:26:48Aí quando passou pro outro,
00:26:52e era passando...
00:26:53Um do, um do, um pro outro. Aí quando passou pra Taça.
00:26:56Aí lá... aí foi feito.
00:27:02Mas enquanto não...
00:27:08Marra bruta dessa tem água, os caras vindo de Jaguaribara aqui por dentro, que eu nunca
00:27:13vi não, aqui por dentro, é chão, daqui lá dá 60 léguas, 60 quilômetros, assim 60
00:27:26que não dá quantas léguas, uma léguas 6 quilômetros, uma légua como diabo, e o senhor nem pensou
00:27:42nunca em ir para lá? Para onde? Para Nova? Vou não, vou nem amarrado, não vi nada para
00:27:49estar lá, você sabe o que é que tem lá comadre, bandido, você não pode estar na sua casa
00:27:55que eles vêm botar sua casa abaixo, vão limar demais, eu lembro o que você tem, é só
00:28:00o que tem ali, Jaguaribara, roubo todas na semana tem ali dentro, roubando os bancos, é assim.
00:28:08E a velha, como que era? A velha aqui era cá, ninguém viu isso não, Jaguaribara
00:28:12também está do mesmo jeito, roubo por cima de roubo. Mas na velha o senhor morava nas
00:28:18casas? Não, eu morava nos matos, nunca morei dentro de rua, não dou valor na rua não.
00:28:25Quer negócio com rua?
00:28:34E aí agora o senhor se satisfatiu aqui então? O senhor e sua mulher então ficaram aqui agora?
00:28:42Faz um bocado de anos já que eu estou aqui.
00:28:48Eu acho bom aqui, criando meus bichinhos, não estou rindo, não estou dizendo, é o
00:28:56cabacal tem o seu. Você está no seu contorcegado de quem está perturbado, não tem coisa ruim não.
00:29:04você fica de cabeça quente, você não pode dormir depressa, aí vai adoece, aí acaba morrendo.
00:29:14Você vê o coração do caba não aguenta, aí no instante bate a biela.
00:29:20Mas o senhor não se sente sozinho? Não fica muito sozinho?
00:29:24Eu fico aqui direto.
00:29:27Vou ter acima esse aqui.
00:29:31Um bocado de pescador em pé.
00:29:39Tem uns caba bons aí, graças a Deus.
00:29:44A gente não é uma pessoa não.
00:29:47A gente não é uma pessoa não.
00:29:48Quem fala uma pessoa é a pessoa minha.
00:29:51Não é outra coisa não.
00:29:55Mas mudou alguma coisa depois de acabar essa cidade?
00:29:59Mudou alguma coisa depois de terminar a cidade?
00:30:01Mudou, só foi água. Acabou com tudo.
00:30:05Ficou os tabuleiros aqui.
00:30:10Rapazinho, eu vou cuidar.
00:30:11Ele está caçando uma raquinha por lá e não achei ainda.
00:30:18Será que daqui a pouco tem que juntar a raquinha por lá de novo.
00:30:37Ela lhe tá?
00:30:52Elas asam doas.
00:30:53Meleza.
00:30:54Ele está caçando.
00:30:56Ele vai ficar muito sandoxo.
00:30:57Ele vai ficar muito bem.
00:30:57É isso aí.
00:30:58Vamos fazer isso aí?
00:31:05Vamos pegar o bairro.
00:31:05Vamos lá.
00:31:06Vamos lá.
00:31:15Amém.
00:31:39Amém.
00:31:57Uma mala.
00:32:00Esqueceram a mala aqui.
00:32:14Uma mala.
00:32:32Primeira casa dessa rua.
00:32:34Né?
00:32:45Né?
00:32:47O piso deitado.
00:32:48Era o piso.
00:32:50Não era a parede.
00:32:53Ela era feita sem poucas partes acimentadas.
00:32:58Uma sem a outra não.
00:33:00Entendeu?
00:33:02Fazia esse primeiro piso para depois acimentar.
00:33:05E não chegou a acimentar aqui.
00:33:15Aqui seria uma porta.
00:33:19De um lado e de outro.
00:33:21Para você adentrar na casa.
00:33:22Né?
00:33:23Você percebe que aqui não tem esses tijolos.
00:33:27Né?
00:33:27Essa partezinha assim de cima é a parte que fica em cima da porta para a construção seguir.
00:33:34Aqui a gente percebe que era uma janela, né?
00:33:38Também, ó.
00:33:39Do mesmo jeito, ó.
00:33:41A parede caiu, né?
00:33:44E aqui seria uma janela, ó.
00:33:46Esse tijolo que era feito aqui mesmo na região, ele tá perfeito.
00:33:50Né?
00:33:51Tá perfeito.
00:33:52Se alguém quisesse aproveitar ainda dava.
00:34:01Dava assim.
00:34:08É.
00:34:24Tchau.
00:34:25Tchau, tchau.
00:34:56Tchau, tchau.
00:35:25Tchau, tchau.
00:35:29A minha casa, ela ficava assim numa das partes altas também da cidade.
00:35:34E ela tinha um referencial.
00:35:36Era um pé de algaroba muito grande que talvez ele fosse da mesma altura da torre da igreja.
00:35:44Eu tô percebendo que é mais ou menos aquilo ali.
00:35:47Lá naquela ponta.
00:35:49Ele ainda tá de pé.
00:35:52Eu preciso ter um barco agora pra eu ir lá pra ver realmente de certeza se era.
00:35:56Entendeu?
00:35:57Mas pode ter a certeza que era lá mesmo.
00:36:22Tchau, tchau.
00:36:23Tchau.
00:36:31Tchau.
00:36:33Tchau.
00:36:38Tchau.
00:36:40Tchau.
00:36:48Tchau, tchau.
00:37:14Tchau.
00:37:42Tchau.
00:38:14Tchau.
00:38:41Tchau.
00:39:12Tchau.
00:39:49Tchau.
00:40:11Tchau.
00:40:51Tchau.
00:41:15Tchau.
00:41:50Lembra que eu falei que o vento carrega tudo?
00:41:54Tchau.
00:42:32Tchau.
00:42:40Agora vai.
00:42:54Tchau.
00:43:02Esse vento, ele é pra nós, né?
00:43:05Do nordeste, os nordestinos, os puros.
00:43:07Ceará é nordeste.
00:43:11Ele vem dessa maneira.
00:43:13Vem varrendo tudo.
00:43:15Começa agora e vai até umas horas da tarde.
00:43:19Quando for de tarde, ele para.
00:43:20Todo dia e vai.
00:43:23Ele se dirige a 800 quilômetros daqui pro final lá.
00:43:28750 quilômetros, 800 quilômetros, é o rio Jaguari.
00:43:30E aqui nós estamos próximo ao rio.
00:43:33Enquanto tiver rio, tem o vento ao lado dele.
00:43:41É o vento do Cearense.
00:43:45Cearense precisa de vento que é pra...
00:43:49espalhar as mágoas.
00:43:54O vento, o vento, o vento, o vento vai até as coisas maus.
00:43:58Administrada.
00:44:00Vai varrendo, vai varrendo, vai varrendo.
00:44:04E vocês filmando.
00:44:06E depois, quando tiveram mostrando o filme.
00:44:10Esse velho amarmotado foi fazer o que com vocês?
00:44:14O que foi que ele foi dizer?
00:44:16Foi contar a história fantasma a vocês?
00:44:18O que fez vocês acreditar?
00:44:19É não, velho só serve pra mentir.
00:44:23Vamos acreditar em história de velho?
00:44:26Ela é bem cheia de invenção.
00:44:28E aí por diante.
00:44:40Eu peguei o amparo da donzela.
00:44:46A quarta vez.
00:44:48A quarta vez.
00:44:49A quarta vez.
00:44:50A quarta vez que o vento jogou.
00:44:51E de você nenhum ainda.
00:44:54Todo dia começa.
00:44:56Ninguém sabe como é. Tanto o vento, né?
00:44:58Parece que é um negócio que tem sobrenatural.
00:45:00Só gerando.
00:45:01É sobrenatural, né?
00:45:04Não é desses ventiladorzinhos?
00:45:06Que a gente compra por 35 reais.
00:45:08Quando dá o prego não presta mais.
00:45:11Cavou-se o vento.
00:45:12E aqui não.
00:45:13Aqui tem vento.
00:45:14Tem vento até pra carregar seu sombrinho.
00:45:18Né?
00:45:19Como que você acha que ele se forma?
00:45:24Dessa maneira do ouvir falar, né?
00:45:26Dizem que vem de dentro das ondas do mar.
00:45:28Todo dia tem um negócio lá que gera.
00:45:31Umas ondas que gera esse vento.
00:45:33E ele vem de lá pra cá.
00:45:36Sempre causando isso.
00:45:37Causando admiração ao povo.
00:45:39Se não causasse, você não tava filmando sobre isso, né?
00:45:43É.
00:45:46Dizem que pra filmar tudo é válido.
00:45:49Não tem aquele...
00:45:50Num filme, um pula de um cavalo em cima de um carro.
00:45:53Um carro com 120 quilombros.
00:45:55Um cavalo...
00:45:56Um cavalo igual com um carro e ele pula mesmo em cima.
00:46:00Aquilo ali foi uma trama.
00:46:01Foi muito bem feito.
00:46:03Não aconteceu aquilo ali, não.
00:46:07Agora aqui tá acontecendo de verdade, né?
00:46:10O que você acha?
00:46:13É...
00:46:14Acho isso mesmo nesses desertos aqui, vocês.
00:46:17Com essas engrenais.
00:46:20É como...
00:46:22Essas...
00:46:22Essas pessoas que escrevem cordel.
00:46:26Eles escrevem aqueles cordel.
00:46:27As pessoas lêem pensando que aquilo foi verdade.
00:46:30Ele tirou da imaginação dele.
00:46:32Tem um dia desse um rapaz tava lendo na rádio.
00:46:35A briga do Tejo e da cobra.
00:46:38Uma luta mais medona do mundo na leitura lá.
00:46:41E o povo fica pensando que aquilo ali foi uma realidade.
00:46:44Não.
00:46:45Ele se estranha.
00:46:46O Tejo e a cobra se estranham.
00:46:48Mas não...
00:46:48Não dá pra ser daquele jeito, não.
00:46:50Aí o cara lendo que o Tejo tava preparado e a cobra pulava de um lado e ele se defendia
00:46:56do outro.
00:46:58Fica toda a pessoa pensando que é verdade.
00:47:02Agora a verdade é aqui, né?
00:47:06Vocês tão vendo a verdade.
00:47:12Esse desmatamento aí...
00:47:16Era que era até aqui.
00:47:18Esse mar.
00:47:19Aí pra fazer essa cerca de proteção aqui aos camarão, a máquina fez isso aí tudo em uma máquina.
00:47:25Trabalho que dez homens fazem em um dia ou em dois dias, uma máquina faz em duas horas.
00:47:32Fez isso aqui tudo em uma máquina.
00:47:33Hoje...
00:47:34essa foi a uma máquina...
00:47:36Veja lá...
00:47:41Ela se sentiu embora.
00:47:44Veja lá.
00:47:46Veja lá.
00:47:48Veja lá!
00:47:49Também.
00:47:55Tinta.
00:47:56Veja lá.
00:47:59Veja lá.
00:48:00Veja lá...
00:48:01Veja lá.
00:48:03Amém.
00:48:58Amém.
00:49:12Amém.
00:49:35Amém.
00:50:12Amém.
00:50:40O balanço do tempo.
00:50:46Marcamos com uma medida de tempo o giro do mundo,
00:50:53mas, de repente, começamos a desconfiar
00:50:58que tudo parece se passar mais rápido do que pudermos nos dar conta.
00:51:05Será que foi o jeito como organizamos o mundo,
00:51:09que acelerou o tempo?
00:51:13Dizem que o tempo é um detalhe do espaço,
00:51:17porque o espaço é o lugar do movimento.
00:51:21Sem movimento não se havia que medir
00:51:24a passagem de uma situação para outra.
00:51:28ou de um lugar para outro.
00:51:31Mas nos descobrimos, com as novas tecnologias,
00:51:36uma maneira de estar presente em tudo o que está ocorrendo,
00:51:43e estamos assustados com as nossas próprias imagens.
00:51:59de um lugar para outra.
00:52:03Vamos lá.
00:52:04Vamos lá.
00:52:08Vamos lá.
00:52:11Vamos lá.
00:52:11Vamos lá.
00:52:15Amém.
00:52:43Amém.
00:53:14Amém.
00:53:46Amém.
00:54:15Amém.
00:54:44Amém.
00:55:13Amém.
00:55:43Amém.
00:55:55Eu estou vendo nove estrelas.
00:55:59Estrelas no universo.
00:56:02Que chama constelação, né?
00:56:05Eu vejo nove, mas não é nove.
00:56:08Pode ser bilhões de estrelas.
00:56:12Mas eu aqui, com o dedo, eu conto nove.
00:56:16Conto três pra cá, três mais pra cá e três no centro.
00:56:21Pequenas.
00:56:22Porque o claro da lua...
00:56:24O claro é quem faz ficarem pequenas, que não são pequenas.
00:56:27São grandes.
00:56:28Com o claro, ninguém vê as estrelas.
00:56:30E com o dia, muito menos ninguém vê.
00:56:36Nós passá-se a noite aqui, toda a noite, até pela manhã.
00:56:41Vocês vão ver o quanto é lindo a partir de doze horas da noite.
00:56:45Os planetas que saem, as estrelas.
00:56:48Tem três estrelas que chamam três Marias.
00:56:51Não sei por quê.
00:56:53Desde o menino ouço falar nessa história dessas três estrelas.
00:56:56Elas são todas iguaizinhas.
00:56:59Clarinhas.
00:57:01Sai.
00:57:01Uma da manhã, uma e meia da manhã, ela sai.
00:57:04E o sete estrelas.
00:57:08Forma assim um circo, as sete.
00:57:11Ela faz também esse mesmo trajeto que faz as estrelas.
00:57:17Lindo, lindo, lindo.
00:57:19Aí esse panorama aí fica todo brilhoso de planetas.
00:57:28A gente olhando para o espaço é que sabe o valor da natureza.
00:57:32E ali não tem um mundo quem saiba.
00:57:35Essa história de milhões de anos, dois milhões de anos, três milhões de anos.
00:57:39Quem é que sabe?
00:57:41Outros dizem que vocês não já ouvem falar que a terra foi feita de uma explosão.
00:57:46Quem que sabe como foi isso?
00:57:47Ninguém sabe.
00:57:48Não tem como saber.
00:57:50Tudo isso é, talvez, dúvida.
00:58:13Tchau.
00:58:15Tchau.
00:58:41Tchau.
00:58:43Tchau.
00:59:17Tchau.
00:59:46Tchau.
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