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O Conselho de Segurança da ONU rejeitou o uso da força militar para a reabertura do Estreito de Ormuz, contrariando o ultimato do presidente Donald Trump. Enquanto Teerã convoca a população para resistir a possíveis ataques, a diplomacia internacional busca evitar um conflito de larga escala.

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Transcrição
00:00Deixa eu chamar o Luca Bassani porque o Conselho de Segurança da ONU rejeitou a proposta de uso da força
00:06militar para a liberação do Estreito de Hormuz.
00:08Além disso, o Irã promete uma reação à altura contra os Estados Unidos.
00:13Luca Bassani chega ao vivo diretamente da Europa, trazendo as últimas informações desse conflito, meu amigo. Seja bem-vindo, uma
00:19boa tarde.
00:21Boa tarde também a você, Cássio, e a todos que nos acompanham aqui no nosso 3 em 1 de todas
00:25as tardes.
00:26O Conselho de Segurança da ONU rejeitou a proposta apresentada pelo Bahrein na semana passada sobre o uso da força
00:33militar para a reabertura do Estreito de Hormuz.
00:37Esse desfecho já era antecipado, já era esperado por conta da posição tanto da Rússia quanto da China de não
00:44se utilizar meios militares para desobstruir o Estreito.
00:48Já que na visão deles, apenas uma reabertura negociada será uma reabertura de longo prazo.
00:54Será algo que pode se manter durante os próximos dias e não repentinamente voltar a ser fechado por conta de
01:02uma guerra ou de novas ameaças.
01:04Isso acaba frustrando a vontade do Bahrein e de outros países do Golfo de ter uma espécie de coalizão de
01:11países da comunidade internacional
01:13para forçar essa reabertura que tem feito o preço do petróleo e de outras commodities subir de forma bastante significativa
01:21e também tem afetado diretamente as suas economias, que são fortemente dependentes do petróleo, da produção e da exportação de
01:29várias dessas commodities energéticas.
01:31Ao mesmo tempo, o Irã dobrou a aposta.
01:34Assim como o Donald Trump utilizou uma das suas linguagens mais ferozes até agora durante este pronunciamento nas suas redes
01:42sociais,
01:43o Irã também utilizou as suas redes sociais, apesar do blackout da internet, para intimidar os norte-americanos,
01:50dizendo, através de uma das suas lideranças militares, separamos até mesmo essas falas,
01:55que estariam dispostos a encontrar o martírio.
01:58Inevitavelmente destruiremos a entidade sionista se referindo a Israel, mesmo que todos morramos como mártires.
02:05O Irã, que tem dentro da sua ideologia do xiísmo, deu desse mano, essa questão da glamorização, do luto, do
02:13martírio.
02:14E também outra fala dessa liderança militar é que, em abro aspas,
02:18nossa resposta não será apenas chocante, mas também decisiva e definitiva, fecha aspas.
02:24Isso vem em meio a outras ameaças de que, se os Estados Unidos ou Israel atacarem as usinas de energia
02:31do Irã,
02:32o Irã fará o mesmo com os países do Golfo, incluindo a Arábia Saudita, o Kuwait, o Bahrein, o Catar,
02:37são países que são fortes, são ricos, mas têm grande parte da sua rede elétrica em alto grau de vulnerabilidade.
02:44Ou seja, não teriam a força suficiente para evitar esses ataques ou proteger essas redes elétricas,
02:51deixando, consequentemente, milhões de pessoas sem acesso à energia.
02:55Outra preocupação dessas nações, Cássios, é em relação às usinas de dessalinização de água,
03:01já que esses países não têm rios, não têm fontes naturais de água e precisam tirar o sal da água
03:07do mar
03:07para o uso industrial, o uso doméstico.
03:09Então, o medo dessas pessoas, desses países tão ricos, é de ficar sem os bens essenciais para a nossa vida
03:15cotidiana.
03:16Seja água, seja energia elétrica, a ver se essas bravatas se concretizarão às 9 horas, horário de Brasília,
03:23ou se apenas ficará no âmbito das ideias e das ameaças, assim como a gente já viu em outras ocasiões.
03:32Exatamente, Luca. Tem essa guerra das narrativas.
03:34Donald Trump não quer perder tanto no campo militar e muito menos também na narrativa.
03:38Isso pode trazer muitas perdas políticas, eleitorais e econômicas, mas ele precisa, sim, botar a mão na consciência.
03:44E, é claro, todos os aliados, quem está próximo dele, tentar demovê-lo dessa ideia de praticar este ataque
03:50a partir das 9 horas da noite.
03:52Meu amigo, claro que, como consequência, o Irã também convocou a população para lutar contra os Estados Unidos.
03:59Traz mais detalhes, era uma espécie de escudo humano, uma corrente humana,
04:02que, para eles, claro que muita gente do Ocidente não entende,
04:05mas, para eles, essa convocação tem um significado extremamente diferente e significativo.
04:11Tem, sim. A gente fala bastante sobre isso.
04:14É bom até trazer a explicação à nossa audiência que os tiítas,
04:17que nascem a partir da Batalha de Karbala, aí, no ano 680, praticamente,
04:21depois de Cristo, eles nascem a partir do martírio do Imã Hussein,
04:26um que era neto do profeta islâmico Maomé.
04:30Então, essa questão do martírio, de se doar para uma causa,
04:33ela é muito significativa para os iranianos.
04:35E, nesse sentido, utilizando mesmo essa narrativa histórica e ideológica,
04:39o governo pediu para que a população, principalmente os jovens,
04:43formem uma espécie de corrente humana, de cordão humano ao entorno das usinas elétricas do país
04:49para proteger essa usina e tentar dissuadir os ataques norte-americanos.
04:54Isso já aconteceu em outras ocasiões no Irã, em torno das usinas nucleares,
04:59mas em um contexto em que não tínhamos guerra.
05:01Agora é a primeira vez que há uma convocação explícita dessa forma
05:05em um período de guerra e que, com certeza, pode acabar derramando o sangue
05:11de muitas pessoas, muitos civis, que se engajam nessa causa.
05:15Óbvio que não sabemos se elas permanecerão lá até às nove da noite.
05:18Assim como o Eliseu trouxe, também não sabemos se, caso o ultimato não seja respeitado,
05:24se Donald Trump vai atacar o Irã imediatamente em seguida, já às nove e um,
05:29ou se vai deixar em aberto esse prazo de resposta.
05:33Mas fato é que há uma mobilização por parte da população.
05:37O próprio presidente Massoud Pazeshkian disse que cerca de 14 milhões de iranianos
05:41se voluntariaram para lutar pelo país, caso haja uma incursão terrestre.
05:46Lembrando que os iranianos também fazem serviço militar obrigatório aos 18 anos.
05:51Apesar de muitas pessoas não serem militarmente ativas,
05:55tem um treinamento militar que poderia ser utilizado durante uma resposta.
05:59Algo para vermos se de fato será utilizado pelas autoridades
06:03ou se ficará mais uma vez no campo das ameaças.
06:06Valeu, Luca. Obrigado pelas informações.
06:09Vamos repercutir também, gente, com o Zé Maria Trindade.
06:11Zé, eu quero te ouvir porque a gente está aí há cerca de cinco horas,
06:14esse prazo final que foi dado pelo Donald Trump,
06:16e num cenário de totalmente incerteza e de imprevisibilidade.
06:21Você acredita numa negociação de última hora?
06:23Você acredita que isso possa ser mais um episódio de bravatas de Donald Trump?
06:27Ou, em relação a esse conflito no ente médio,
06:30a situação se torna cada vez mais complexa e delicada a partir de hoje?
06:35Pois é, olha, eu sempre defendi o presidente Donald Trump.
06:39Eu dizia que a gente tinha e tem que interpretar a gestão dele
06:44como presidente dos Estados Unidos e não como presidente do mundo
06:47ou presidente do Brasil, ou seja, ele defendendo os norte-americanos
06:52e os interesses dos Estados Unidos.
06:54Ele pegou os Estados Unidos numa curva muito perigosa,
06:58com a China crescendo, outros países se armando,
07:00e os Estados Unidos muito passivos ali,
07:04sendo bonzinhos para o mundo,
07:06com vários projetos derramando dinheiro aí
07:08nas organizações internacionais, sem nada em troca.
07:12Então tinha que dar uma sacudida.
07:14E ele deu uma sacudida boa.
07:16Mudou o eixo do mundo.
07:17O eixo político, o eixo econômico,
07:21política migratória e tudo mais.
07:23Só que é o seguinte, basicamente, existe um compêndio, eu diria,
07:30da política, que é a base da política,
07:32que é o livro do Maquiavel, O Príncipe, que diz o seguinte,
07:36o rei deve sempre falar a verdade,
07:39porque um dia ele vai precisar mentir.
07:42E essas falas do presidente Donald Trump
07:45jogam para o presidente dos Estados Unidos,
07:48que sempre foi aquele presidentão do mundo,
07:51onde todos dizem, olha, a nossa vida depende deles,
07:55joga um presidente que fala o que pode não ser cumprido.
07:59Quer dizer, isso é uma desmoralização
08:02à instituição política dos Estados Unidos.
08:06O presidente dos Estados Unidos nunca ameaçou, fez.
08:09sempre foi assim, né?
08:12E agora a gente está discutindo aqui se é bravata ou se é verdade.
08:19Agora, vamos supor que uma coisa dessa seja verdade.
08:22Durante toda a história da humanidade,
08:25toda a história da humanidade, pode ver,
08:28lá de Herodes, que queria matar as crianças,
08:33todas as crianças do mundo,
08:37tentativa de acabar com civilizações,
08:41passando por Hitler.
08:42Ninguém nunca falou que queria, né?
08:45Já tentaram, mas nunca ninguém falou que queria.
08:50E falar que queria talvez seja até mais grave do que tentar,
08:54porque o tentado você pode desconfiar.
08:56Ah, não era bem assim, só queria eliminar alguns que eram maus, né?
09:04Mas prometer, eliminar uma civilização,
09:07e ali sim pode se chamar de civilização,
09:11é dez tons acima do normal.
09:13Isso não pode ser normalizado.
09:15Então, se for bravata, é uma desmoralização.
09:19Um presidente dos Estados Unidos não pode ser pego em bravata,
09:25a não ser para salvar o mundo,
09:27que é o último recurso.
09:28Aquele que diz, olha, precisa falar a verdade
09:31até que um dia ele precisa emitir.
09:33O dia que precisa emitir é para salvar o mundo.
09:35Então, se for bravata, é grave.
09:38Agora, se for verdade, que ele vai tentar,
09:42ninguém consegue dizimar uma população.
09:45É muito mais grave.
09:47Então, é uma situação muito difícil,
09:50e, olha, é uma notícia dessas
09:52que a gente pensa até que é 1º de abril.
09:55E, olha, infelizmente, não é, viu, Zé?
09:57Dia 7 de abril, terça-feira,
09:59faltando um pouco menos de cinco horas
10:01para esse prazo final que Donald Trump deu,
10:03caso o Irã não reabra o Estreito de Hormuz.
10:06Ele prometeu, né,
10:07aí que vai acabar com uma civilização inteira
10:09ainda esta noite.
10:10Quero te ouvir, Fábio Piperno.
10:12Eu, muitas vezes, em relação ao presidente Trump,
10:16eu fico admirado com uma certa lenience
10:22com que algumas ideias dele foram absorvidas
10:27ou, então, foram deixadas de lado.
10:30Veja, hoje a gente discute um ato digno
10:34de um Donald Hitler,
10:36que seria o de provocar o genocídio de um povo.
10:40Então, é óbvio que isso o tornaria incomparável.
10:46Veja, os Estados Unidos já tiveram
10:49mais de 40 presidentes democratas e republicanos,
10:54pessoas com maior ou menor pendura aí
10:59para expansionismo, para intervencionismo.
11:02Com potência hegemônica,
11:04quase todos eles, de alguma forma,
11:06se imaginavam aí os senhores da razão,
11:09os senhores do seu tempo.
11:10Mas, por uma série de fatores,
11:14muitos deles acabaram se contendo.
11:17Donald Trump, um ano atrás,
11:20ele ameaçava países aliados.
11:24Ele ameaçava Groenlandia e ameaçava o Canadá.
11:27E vejam, grande parte da crítica
11:30levou isso na brincadeira e não levou a sério.
11:33e avaliou isso como se fosse,
11:36ah, é um desejo, mas então,
11:38vamos ver, enfim, vamos...
11:39Não!
11:40Só a manifestação daquilo
11:43já era algo extremamente grave.
11:45Meu Deus do céu,
11:46se o presidente do Brasil chegar e falar assim,
11:48poxa vida, olha,
11:49aquela história de anexar a província cisplatina
11:52ficou muito mal resolvida,
11:53então nós vamos agora
11:55tentar de novo anexar o Uruguai.
11:57Nossa, seria um escândalo regional?
12:00Seria um escândalo mundial?
12:01Como é que um presidente da maior potência do mundo
12:04pode chegar e falar,
12:05eu vou anexar a Groenlandia
12:07e se não venderem pra mim,
12:08eu vou tomar de qualquer jeito?
12:10Seria bom, inclusive,
12:11que o Canadá se tornasse
12:12nosso 51º estado
12:14e a Europa não sei o quê.
12:16Quer dizer,
12:17por que que isso foi normalizado
12:18a ponto de um candidato
12:20a presidente da república
12:21chegar na semana passada
12:23lá no texto e falar,
12:24pô, o Trump 2.0 é melhor que o primeiro?
12:28Isso é muita falta de vergonha na cara,
12:31e é um nível inusitado de virar latismo.
12:33Como é que se vai passar a mão na cabeça?
12:37Como é que se vai se curvar
12:39alguém que tenta dominar o mundo?
12:41Alguém que tenta invadir um país
12:43dessa forma como ele tá ameaçando,
12:45jogar bomba em todo mundo?
12:47É normal isso?
12:48É normal se aliar a esse tipo de gente?
12:50Então, sabe,
12:52é isso que eu me pergunto.
12:54A que ponto a humanidade tá chegando?
12:56A que ponto vai a nossa subserviência
12:59de achar que esse tipo de coisa é normal
13:01e que nós estamos lidando
13:03com o presente normal?
13:04Eu já vi George Bush,
13:05eu já vi Ronald Reagan,
13:06eu já vi um monte de presidentes republicanos.
13:09E lá, talvez,
13:11a beleza da democracia americana
13:13seja exatamente isso.
13:15Sai um, entra outro,
13:16os partidos, enfim, predominantes,
13:18eles se alteram no poder
13:20e o país não sai da sua normalidade.
13:23É a primeira vez que a gente vê
13:26esse tal nível de agressão.
13:28Os Estados Unidos já participaram
13:29historicamente de muitas guerras,
13:31mas não a esse ponto de achar
13:34que temos que acabar com o povo.
13:37Sabe, a que ponto a humanidade chegou
13:39com gente como esse cidadão?
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