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O deputado federal Capitão Alden (PL-BA) subiu o tom e cobrou um posicionamento de ACM Neto sobre o apoio a Flávio Bolsonaro para 2026. Em um cenário de alta tensão política, analistas discutem se o ex-prefeito de Salvador repetirá a neutralidade de 2022 ou se abrirá palanque para a direita. Confira os detalhes dessa articulação que promete sacudir o Nordeste.

Confira o Tempo Real na íntegra em: https://youtube.com/live/ABJIPTCATXs

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Transcrição
00:00Porque as articulações em Salvador, na Bahia, estão a todo vapor.
00:05O deputado federal, o capitão Alden, vice-presidente da Comissão de Segurança Pública,
00:10fez uma dura cobrança sobre uma definição do ex-prefeito ACM Neto
00:16em relação ao apoio ao senador Flávio Bolsonaro na Bahia.
00:21Segundo Alden, não é possível que Flávio Bolsonaro, candidato à presidência da República,
00:27não tem um espaço consolidado no Estado.
00:31E fez também uma crítica à indefinição do aliado.
00:34O que chamou a atenção afirmou ainda a falta de um posicionamento,
00:38que pode repetir o cenário de 2022,
00:41quando a ausência de apoio claro a Jair Bolsonaro acabou afetando o desempenho eleitoral de ACM Neto no Estado.
00:50Então, o que Alden está cobrando é o risco de ACM Neto ir com Ronaldo Caia,
00:57fazer alianças locais com, inclusive, o ex-ministro de Jair Bolsonaro, o João Roma,
01:04mas no cenário nacional, não ir com Flávio Bolsonaro.
01:09Quero ouvir aqui a análise novamente de Mano Ferreira sobre ACM Neto.
01:14De novo, no cenário eleitoral, teve algumas complicações,
01:18não quis declarar o apoio ao ex-presidente no primeiro turno,
01:22teve complicação no resultado e agora um apoio tímido.
01:26Ou seja, é importante uma aliança regional,
01:29mas a nível nacional, ACM Neto não declarou,
01:32correndo o risco de Flávio Bolsonaro ficar sem o espaço para fazer campanha,
01:38para fazer um pedido de voto à sua base lá no Estado da Bahia.
01:42Que você me fala qual é a sua análise sobre esse comportamento.
01:46É importante a mim, mas quando interessa a todos, eu fico de fora.
01:50Bruno, em primeiro lugar, a gente precisa lembrar do tamanho do grupo político de ACM Neto.
01:57É um grupo extremamente tradicional na Bahia, é uma oligarquia política,
02:04remonta ao seu avô muito conhecido, Antônio Carlos Magalhães,
02:09que foi uma das grandes lideranças políticas a nível nacional,
02:13mas, sobretudo, na Bahia, é um grupo extremamente tradicional
02:18e que sempre ocupou com muita consistência o campo da direita.
02:23E nesse contexto, há uma aliança e um relacionamento de bastante confiança
02:30e de muitos anos entre ACM Neto e Ronaldo Caiado.
02:35O que indica que, muito provavelmente, veremos sim um palanque com mais entusiasmo para Ronaldo Caiado.
02:45É possível que, por cálculo eleitoral, até mesmo por uma circunstância de composição de base local,
02:54ACM Neto até faça, eventualmente, um palanque duplo,
02:59recebendo Flávio Bolsonaro e Ronaldo Caiado ao mesmo tempo.
03:04Mas, certamente, aquilo que diz respeito à utilização da sua infraestrutura,
03:11do seu capital político de forma mais consistente,
03:15certamente deve estar endereçado a Ronaldo Caiado
03:19em função do nível de confiança entre esses dois atores políticos.
03:24A gente precisa lembrar que boa parte das forças políticas da direita tradicional brasileira
03:29não sente confiança com o bolsonarismo em função de diversos acordos que muitas vezes não foram cumpridos.
03:37Há um nível de imprevisibilidade na família Bolsonaro em função, até mesmo,
03:44de conflitos que eclodem de dentro da casa, de dentro do próprio seio familiar,
03:50que gera uma instabilidade grande para alianças duradouras.
03:54Isso, na minha leitura, provavelmente vai levar ACM Neto a, possivelmente, ter esse palanque duplo,
04:03mas, certamente, com ênfase e apoio real para Ronaldo Caiado.
04:10Eu ouvi também a análise do Renato Dorgan sobre a situação de ACM Neto,
04:15essa cobrança do deputado Capitão Alden,
04:17que é muito ligado ao ex-presidente Jair Messias Bolsonaro
04:21e que está vendo que a articulação regional não tem repetido a conjuntura nacional.
04:27Há um risco, porque é um Estado que tem ali uma ligação muito com a esquerda,
04:31inclusive, o governo Jacques Wagner já comandou o Estado, tá?
04:35Vivendo uma onda de violência, dificuldades na segurança pública,
04:40ou seja, o discurso de Flávio seria importante alinhar para esse Estado.
04:44Mas, se ACM Neto não fazer esse gesto, vai dificultar para a oposição à Lula
04:50conseguir vencer no Estado, não, Renato?
04:53Sem dúvida, sem dúvida nenhuma.
04:55Aí, eu acho que o bolsonarismo, ele está começando a perceber
04:58que não é uma eleição igual a 22, quando Jair Bolsonaro era o presidente, ok?
05:03Ali, você, de cima para baixo, você organizou um palanque único da direita
05:08versus o presidente Lula.
05:10Isso era uma realidade muito diferente dessa eleição.
05:13Essa eleição, o candidato ali do centro, do centrão, da direita em si,
05:18com exceção ali do bolsonarismo mais raiz,
05:20era o governador de São Paulo, o Tarcísio de Freitas.
05:23A partir do momento que o Tarcísio não vai para a disputa
05:27e o Flávio Bolsonaro se impõe ali,
05:31esse centro, esse centro de direitos de centro, ele recua, silencia ali,
05:36cria alternativas via Caiado, ou talvez outros players ali,
05:40na discussão do PSD, e deixa com o resultado da questão nacional.
05:44Flávio vai ter dificuldade, sim, de organizar,
05:47porque ele não vai ter isso que o Mano falou, é real.
05:49Ele não vai ter essa direita, esse centro tão afim ali de fazer essa campanha.
05:55Ademais, o estado da Bahia é um estado que, historicamente,
05:58Lula tem um resultado muito bom.
06:01Se a CM pleiteia o governo do estado, a eleição não pode se reduzir só a Salvador,
06:06onde o PT tem mais problemas eleitorais.
06:09O interior do estado é muito ligado ao presidente Lula,
06:13e Lula acaba sendo ali o gancho desse voto.
06:16Então, também, o posicionamento do Flávio é muito radical ali no anti-Lula.
06:21Não que Caiado não seja.
06:22Caiado também vai afrontar Lula, mas, ao mesmo tempo,
06:24ele se posiciona de uma maneira mais soft, talvez,
06:27até para penetrar nesses votos mais de centro
06:30que o Antônio Carlos Magalhães vai querer ter também para ganhar uma eleição.
06:35Então, o cálculo ali na Bahia é um cálculo muito parecido
06:38de alguns lugares do Nordeste, onde o centro, o centro-direita,
06:41não vai se atirar numa campanha de Flávio Bolsonaro.
06:44O PP, a União Brasil, o próprio PL,
06:46mesmo estando, possivelmente, na coligação do Flávio e o Republicanos,
06:50ele não vai se atirar totalmente.
06:52O Caiado pode ser uma opção, sim, em alguns lugares,
06:55porque se fala muito ali do PSD tendo que fazer Lula
06:59e ou fazer o próprio Flávio em alguns lugares do Brasil.
07:02Mas também tem esse problema dos republicanos, do PL, do PP, do União,
07:08do próprio MDB, de não querer estar ali escancaradamente
07:12de um lado de Lula ou em algumas regiões do lado de Flávio,
07:16porque isso quer dizer que nos majoritários,
07:18no Senado e no governo do Estado, eles podem perder votos.
07:21Então, ali, a eleição de 26 é uma eleição diferente em 22,
07:27mesmo muita gente teimando ali, comentando e teimando,
07:31e fazendo análises muito parecidas com as eleições de 2022.
07:35Ela não é uma eleição de polarização direta entre a direita e a esquerda.
07:39Ela existe a polarização, sem dúvida nenhuma,
07:42mas Flávio não é um candidato natural da polarização.
07:46O centro-direita-direita vai ter um candidato
07:49que ainda está muito longe da eleição,
07:51mas ele pode ter tração, como pode não ter,
07:53ele pode não decolar, que é caiado.
07:55Tem que ver o posicionamento do Zema ainda,
07:57tem que ver o que vai acontecer com o Renan.
07:59Então, ainda é uma eleição muito diferente
08:01e o bolsonarismo vai estranhar,
08:04porque em 22 foi imposto de cima para baixo
08:07uma série de alianças ali,
08:09e agora pode ser bem diferente para ele.
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