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  • há 13 horas
La Promesa Capitulo 808 ( 30 marzo)

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Transcrição
00:00Antes de cruzar o umbral da promessa.
00:03Em ocasiões vi a senhora entrar e sair de as casas em que trabalhava.
00:07Mas nunca houve nada entre nós.
00:10Se don Cristóbal fosse meu pai,
00:14você me ocultaria por vergonha?
00:17O que sim me vergonha é que minha própria filha possa pensar que eu poderia ter caído tão baixo.
00:22Senhora Martina, um prazer ao fim conhecer ela.
00:25Agradeço de veras que me receba.
00:26Lamento muito o malentendido.
00:28De verdade, e lhe agradeço que tenha tenido a deferência de volver esta mañana.
00:33Não vai despedirnos.
00:34Mas o que me deu o que a entender o outro dia também é certo.
00:39A que se refere?
00:40A que estaremos na picota, se não cortamos o nosso.
00:43A entrevista foi muito provechosa.
00:46Vida, por favor, é muito ingenua.
00:48Os periodistas são lobos com piel de cordero.
00:50Para retorcer tudo o que has dito simplesmente por vender exemplares.
00:53Por que não provamos a...
00:54Olvidarmos de tudo?
00:56Não posso deixar correr o do título.
00:58Eu só tento animar.
01:00Quero que seas feliz e quero ser feliz a teu lado.
01:02E eu acho que sabes de sobra que eu nunca he necessitado que tengas um título para estar bem.
01:07Tenho uma reunião com o duque de Caril.
01:09Então iré contigo.
01:12Conmigo?
01:12Se meu marido está tão empenhado em invertir, eu também quero saber onde mete todo esse dinheiro.
01:19Você está bem?
01:21Bom, é que...
01:22Tener que contratar a alguém do serviço não é...
01:26Não é uma coisa menos.
01:27E, ademais, o Sr. Marquês quer que seja alguém do povo.
01:30E eu também o prefiro, a verdade.
01:32Mas tem que ser alguém adequado.
01:35O outro dia comenté delante do Sr.
01:37O bem que estaria que Maria e eu tivéssemos uma casita para quando nascera o bebê.
01:42E como o Sr. se preocupa tanto por ela, se pôs as mãos a obra.
01:47Pois é o que te conto, Maria.
01:49Que Don Manuel se ha ofrecido a pagaros uma casa a ti e a teu novio.
01:53Que não me enteres, é um cara dura.
01:55Para.
01:55E um aprovechado e...
01:58Maria.
02:00X, mírame, mírame.
02:01Onde está o bebê?
02:02O que passa?
02:04O bebê.
02:09Maria, por favor, dime algo.
02:12Ven, ven, siéntate, siéntate.
02:14Siéntate.
02:17Que não me toques.
02:18Maria.
02:18Que não me toques.
02:19Siéntate, por favor, e vou buscar ajuda, que o bebê...
02:21O bebê está perfectamente.
02:22Maria, não é o momento de fazer-se a valente.
02:24Que para cobarde já estás tu, né?
02:26Que dices, a que vem isso?
02:29Que de nada te servirá irte por peteneras.
02:31Te vais ficar aqui e me vais contestar.
02:34Que hacías nesta casa?
02:36Eh?
02:36Maria, de verdade, o niño...
02:38O niño, deixa já o niño.
02:40Respóndeme.
02:42Que hacías nesta casa?
02:44É que não te quedo claro que não quero saber nada de ela.
02:46Bueno, pois precisamente...
02:48Precisamente, que...
02:49Que Don Manuel já havia concertado a cita.
02:51Como lhe ia dizer que não ao homem?
02:52Pois diciéndoselo, alma de cántaro, se o dices.
02:54Bueno, pois não era mais fácil ir a echarle um vistazo, já que estava todo arreglado.
02:58Maria, escúchame.
02:59É uma casa de um sonho.
03:00Para nós e para o nosso filho.
03:04Que não.
03:06É que isso, o dices agora, porque não o has visto.
03:08Mas é que é perfecta, Maria.
03:10Perfecta.
03:10E os dueus, ademais, dizem que te vai ensinar quando quiser.
03:13É que te vai encantar.
03:14Faz-me caso.
03:15Que não, Carlos.
03:16Que não é...
03:17Não!
03:17Mas, mas, Maria...
03:18Mas, eu estou segura de que a casa será preciosa vinendo de Don Manuel.
03:22E te quedas corta.
03:23É que...
03:23Me dá igual.
03:25É que não sei como fazer para que entiendas.
03:27Que não vamos aproveitar de Don Manuel, nem vamos aceitar sua ajuda.
03:30Se você não te dá conta de que essa ferrazão teja não tem sentido.
03:34O sentido de ter a consciência tranquila, Carlos.
03:37Mas, mas, ele mesmo nos a está oferecendo.
03:39Porque alguém falou de mais.
03:40Ah, bom, perdão.
03:41Perdão por pensar em ti e em nosso filho.
03:43Pois deixa de pensar em mim e abre as orejas, que estou harta de gastar saliva.
03:47Pois, talvez não seria necessário se você usar um pouco mais a cesera.
03:50Que está acontecendo aqui?
03:53Miren, na verdade, nem me importa.
03:55Não sei que vocês creem que é isso, mas não é um mercado em que podam vociferar.
04:00O lamentamos, senhor Ballesteros.
04:01Vale.
04:02Vale.
04:03He interrompido a entrevista a uma candidata por seus gritos.
04:06Miren, se o vou dizer por última vez.
04:08Suas cuitas as resolvidas em privado.
04:12Porque não vou tolerar que vuelvan a armar esse jaleiro.
04:15Estamos?
04:17Pois, as suas tareas.
04:19Rápido!
04:27Não sei se te curra abrir a boca.
04:37Não sei se te curra.
04:38Não sei se te curra.
04:38O padre tinha toda a razão.
04:40O duque de carril é um autêntico estirado.
04:42Mas...
04:43Quando fala de negócios, evidentemente sabe o que diz.
04:47Vai, sim que te ha impresionado a esse homem.
04:50Sim, mas que sua persona, o que me ha impresionado é isso.
04:56Julieta, quando os hechos falam, sobran as palavras e na essa carpeta há um verdadeiro tesoro.
05:02Preferimos um pouco na definição de tesoro.
05:05Aí não vai encontrar riqueza, senão colocar a tua em risco.
05:08Bom, o tempo mudará as turnas.
05:10Se Deus quiser.
05:11Que rai, já o verás.
05:13Em essa carpeta há al menos duas ideias que me parecen fantásticas.
05:17E não só por as ganancias.
05:18Já sabes que o que a mim me gusta é poder ajudar a gente que está começando.
05:24Mas, por suposto, vou repasar todas e cada unha das propostas antes de tomar alguma decisão.
05:29E não é isso o que me preocupa.
05:31E então?
05:33Não te gostou nenhuma das empresas?
05:34Muito, muito.
05:36Como tu has dito, há muito boas ideias.
05:38E algumas excelentes.
05:41Mas...
05:41Mas não são para mim, nem para Ciro.
05:46Julieta, o sinto, mas não consigo ver onde está o problema.
05:48Sim, supongo que por esse motivo delegaste em mim a contabilidade.
05:52Sim.
05:53E pronto delegar em ti a capacidade de resolver acertijos, porque...
06:00Julieta, que sucede?
06:02Podes contármelo, seja o que seja.
06:05Manuel, é que para ti todas estas inversiones são um jogo.
06:09E não digo como um reproche.
06:10Mas, se fosse mal, não comprometeria em tua fortuna.
06:15En cambio, meu patrimônio e o de Ciro se reduzem a minha dote e é insuficiente.
06:21Bom, não teria por que ser assim.
06:22Não temos suficiente para diversificar, Manuel.
06:25E isso nos obrigaria a colocar todos os huevos na mesma cesta.
06:29E não podemos arriesgarnos a tanto.
06:36Ves?
06:37Tu tampouco farias o mesmo.
06:40Bom, eu o que iria seria com pies de plomo, pero...
06:43Pero não seria uma negativa definitiva.
06:46Em este caso, não é.
06:50Por que o dices?
06:53Tengo um palpito.
06:55Respecto ao duque de Carril, não me gusta.
06:57Igual que a teu padre.
06:58Porque é um estirado?
06:59Não, não.
07:00É algo mais profundo.
07:02Se o veu em sua mirada, é sucia.
07:05Já.
07:08Julieta, mas isso é porque a maioria dos inversores
07:11han vendido parte de sua alma para obtener suas riquezas.
07:15Eu não le veo a gracia, Manuel.
07:17O que quero dizer é que para muitos deles,
07:20as pessoas não são tão importantes como suas ganancias.
07:23Mas é que tu não é assim.
07:25Tu sim tens coragem.
07:34Está bem.
07:35Te prometo que vou pensar muito bem o dessas inversores.
07:42Será melhor que nos vamos à la faena.
07:46Claro.
07:59E então, a princesa Rafaela conseguiu salvar a todo o povo de aquele dragão.
08:08Mientras que seu irmão Andresito dormia à la siesta.
08:13Cosa que tu vas a fazer agora mesmo.
08:17Vente, cariño.
08:20Muito bem.
08:23Vamos a descansar.
08:25Que tienes que estar molida de todo o dia.
08:28¿Verdad?
08:29Tienes que estar molida.
08:31La he despertado.
08:33Ah, não.
08:34Não, não, não.
08:34É que acabo de terminar de contarle um cuento.
08:37É que sim.
08:38Já não vamos a descansar.
08:40Vem a tirar um besito a Edita Martina.
08:43Adiós.
08:45Adiós.
08:46Vamos.
08:50Bem, bem.
08:56Bueno.
08:57Cuéntame, como te has ido com o periodista?
09:00Se falamos aqui e não se vai dormir nunca.
09:02Não, não.
09:03Se levamos toda a tarde jogando, vai caer rendida.
09:07Que te ha dicho don Gonzalo sobre o refugio?
09:13Lo siento.
09:16Lo siento mucho, Martina.
09:17É que como ese hombre mostraba tanta curiosidade, eu pensei que a lo mejor...
09:50Ya.
09:52De esto e de aquello.
09:53E o padre Samuel e tú, habéis podido apaciguar su curiosidade?
09:57Pois, ha sido melhor que isso.
09:59Porque han sido os habitantes do refugio os que han cogido a don Gonzalo, sem saber quem era.
10:03E não se han callado absolutamente nada.
10:06Vamos, ele encantado o sitio, pero...
10:08Pero ya todas esas historias le han conmovido.
10:12Eso te ha dicho él.
10:14No, no, pero eu he notado como se iba emocionando.
10:17Vamos, que tengo muchísimas ganas de leer la crónica porque estoy convencida de que va a emocionar a más de
10:22uno.
10:25Que lo has conseguido, Martina.
10:27No, lo hemos conseguido.
10:28Porque sin ti esto no habría sido posible.
10:31Anda ya, si todo ha sido cosa tuya, yo con suerte te he escuchado.
10:34Sí, te parece poco eso.
10:36Sí, desde que me he metido en todo este embrollo del refugio he sentido que estaba en una encrucijada.
10:42Bueno, tampoco, no digas eso.
10:43Cállate y escúchame.
10:47Yo necesitaba sentirme apoyada.
10:51Necesitaba que alguien me dijera que estaba transitando el camino correcto y...
10:59Y tú has sabido estar a mi lado desde el principio.
11:05Sin juzgarme.
11:08En cambio Jacobo quiso imponerse y...
11:12Yo quiero que sepas, Martina, que nunca he tratado de...
11:17De ponerte en contra suya.
11:20Debes creerme.
11:21Ya lo sé.
11:24Fui yo la que elegí.
11:28Y lo hice porque siento que...
11:33Que tú sí que me entiendes.
11:38Y quiero que sepas que no me arrepiento de nada.
11:46Ni yo.
11:58¿Y le habló al chupatintas del negocio de los churros?
12:01Candela, otra vez con eso.
12:03Pues ande que no hay cosas que contar.
12:06Le habló de otras historias, de la de mi Toño.
12:09Tu Toño ya no vive allí, Simona.
12:11Visitaron el taller.
12:11Y en lugar de tosigarlo a preguntas, ¿por qué no le dejan que responda alguna?
12:16Pues tiene donde leer.
12:18Tantas que ni la recuerdo, Candela.
12:20Pues entonces déjenle.
12:21Empiezo por el principio.
12:22Y cuéntenos, padre, cómo ha ido.
12:26Bien.
12:28Mire que usted...
12:29De verbo fácil, más segura, ¿eh?
12:33Ha sido una visita breve.
12:35Vio todo lo que tenía que ver.
12:37Habló con algunos.
12:39Bueno, pues con eso ya tiene para hacer una buena crónica.
12:43Sí, eso dice Martina.
12:44Ella ha salido muy contenta de ahí.
12:46¿Cómo va, no?
12:46Con la gana que ha metido esa mujer.
12:48Necesita esa buena prensa como agua de mayo.
12:50Sí, la va a necesitar, sí.
12:55¿Usted no cree que vaya a hablar bien del refugio?
12:57Bueno, desde luego no lo voy a dar por hecho, ¿no?
13:00¿Y eso?
13:01Ya os he dicho que ha sido una visita breve.
13:03Un visto y no visto.
13:05Y no es lo cierto que no hizo ningún comentario elogioso.
13:09Y hacía preguntas afiladas.
13:11Bueno, pero eso no tiene por qué ser malo.
13:14No comentó nada bueno, pero tampoco sacó un renuncio.
13:20He enseñado el refugio a mucha gente y nunca nadie ha quedado indiferente.
13:26Sin embargo, este periodista lo miraba todo desde la distancia.
13:30Como un cirujano a su pacienta antes de abrirlo en canal.
13:33Bueno, pero yo estoy con la señora Martínez.
13:35Sus palabras lo único que indican es que es un profesional.
13:39Pero aquí estamos hablando de conmover.
13:41Eso es lo que ese hombre debe conseguir con su crónica.
13:44¿Entonces está todo perdido?
13:46Eso no lo he dicho porque no lo sé.
13:48Pero desde luego no tengo motivos para albergar mucha esperanza.
13:52Así que estamos igual.
13:54Que a lo mejor escribe una crónica buena y esas señoronas pues amparan el refugio.
14:01O quizá tiran por tierra todo lo bueno deseado de la señorita Martínez.
14:06Hasta que no lo leamos no lo sabremos.
14:10Gracias.
14:14Y sin venir a cuento, me dijo que me olvidara.
14:17Que dejara a un lado todo el tema de la carta al rey y del título.
14:22Bueno, curre, la señorita Ángela es una mujer sensata, ¿no?
14:24Si te lo propone, pues por algo será.
14:28Sí, porque piensa que remover ciertas cosas solo nos está haciendo sufrir.
14:32¿Y es verdad?
14:35No, insiste en que este tema solo ha traído crispación al respecto.
14:41Ya, y razón no le falta.
14:44Sí, pero ¿de quién?
14:45¿De Dolorenzo?
14:47¿De doña Leocadia?
14:48Es que es normal que esos dos se revuelvan porque no nos quieren ningún bien.
14:51No, no, curro.
14:52Tu padre también ha manifestado sus dudas al respecto.
14:54De todas formas.
14:56¿Qué más dará lo que opinen los demás?
14:58Es que ella debería saber lo que es importante para mí.
15:01Estoy segura de que lo tiene en cuenta, curro.
15:04¿Y por qué entonces ahora se manifiesta en contra?
15:07¿Es que acaso no se da cuenta de que todo esto lo hago por los dos?
15:10Apostaría que ella se pregunta exactamente lo mismo.
15:13No, eso no tiene ningún sentido.
15:16Es que ¿cómo va a ser bueno renunciar a algo que nos va a beneficiar?
15:19Que en un futuro, cuando nos casemos, nos dará un estatus.
15:24Curro, vamos a ver.
15:25¿Tú has hecho el esfuerzo de ponerte en sus zapatos?
15:29Continuamente.
15:29¿Estás seguro?
15:31Yo sé que usted tiene sus reticencias a que yo recupere el título de varón de linaja.
15:37No por el hecho en sí, sino porque pertenecía a mi abuelo.
15:45Pues no, curro no.
15:47Te equivocas.
15:49Te equivocas porque esto no tiene nada que ver conmigo.
15:53Tiene que ver contigo y con la señorita Ángela y creo que está siendo muy valiente al adoptar esta postura.
15:58Pues yo creo que se equivoca.
16:00Pero vamos a ver, piénsalo, curro, por favor.
16:02¿Qué os aportaría ese título?
16:04Estatus, lo has dicho antes.
16:05¿Y qué?
16:06Eso no es lo más importante.
16:07Todo suma, ¿no?
16:08Sí, hombre, todo suma, pero no de la misma forma.
16:12Curro, ella te está diciendo que no necesitas ningún título para tener su amor.
16:16Y el amor debería ser lo único importante.
16:23Es que no consigo que le entre en la sesera.
16:25De verdad, es tan difícil de entender que yo le voy a querer igual pase lo que pase con el
16:29dichoso título.
16:30Es que yo dudo mucho que curro quiera enviar esa carta por demostrar su amor únicamente.
16:34Que yo entiendo lo que quiere decir.
16:36No necesita de un reconocimiento social o un dinero.
16:40Eso es.
16:41Exacto, es que me casaría con él mañana mismo, ni me lo pensaría.
16:44No, mañana no, que no me daría tiempo a elegir vestido.
16:46Y además, tu madre se volvería loca con esa decisión.
16:49Pero es que me da igual lo que opine mi madre.
16:52Y me da igual la dichosa varonía de linaja.
16:54Pero parece que para él nada es suficiente.
16:58Ángela, me parece un gesto generoso y maravilloso por tu parte.
17:03Porque todo esto demuestra que lo que sientes por curro está por encima de cualquier otra cosa.
17:07Que es lo que tiene que ser.
17:09Pero bueno, tú no te rindas, amiga.
17:11Si es que en algún momento curro se dará cuenta solito de que está haciendo el tonto obsesionándose con la
17:15dichosa carta.
17:16Y que lo que tenéis que hacer es estar de arrumacos.
17:19Aún así, yo no desestimaría las pretensiones de su prometido.
17:28Creía que estaba de acuerdo conmigo en que lo de la carta carece de importancia al lado del amor.
17:33No, y así es.
17:35Pero también entiendo que quiera darle una buena posición cuando quieran formar una familia.
17:40Sobre todo cuando es algo que le pertenecía y se lo arrebataron injustamente.
17:45Dese cuenta que solo busca lo mejor para usted.
17:49Y eso lo hace precisamente porque la ama.
17:52Por eso pongo tanto empeño en recuperar el título.
17:56No es una obsesión, doña Pía.
17:58Es una cuestión de justicia.
17:59Que yo no te niego el derecho.
18:01Curro, que yo no lo hago.
18:02Ya, ya lo sé.
18:03Pero es que no comprendo por qué una cosa se opone a la otra.
18:05Pero que ella no se opone a que envíes la carta.
18:08Solo que para ella no es tan importante.
18:10Porque ella prioriza vuestro amor.
18:13Ya.
18:16Pero es que usted no se hace una idea de lo que es sentirse inferior.
18:21De que todo el mundo lo menosprecie.
18:23Por ser un bastardo.
18:24Como si yo tuviera culpa alguna.
18:26Curro, ya.
18:26Eso no lo digas ni en broma, por favor.
18:28Es que es la verdad, doña Pía.
18:30Ya nos sucedió en el balneario al que fuimos.
18:32Y volverá a repetirse, estoy seguro.
18:35Pero con un título y sus propiedades, seremos libres.
18:39Bueno, pero es que en realidad ya sois libres.
18:41No.
18:42No en la sociedad en la que vivimos.
18:44Se nos cerrarán las puertas y nos mirarán como parias.
18:47Que no ocurra, no.
18:48Que no estoy de acuerdo.
18:49Ambos sois inteligentes y tenéis buen corazón.
18:52Pues sabréis ganaros el respeto de la gente que os rodea, seguro.
18:57¿Y si no es así?
19:00Usted bien sabe el peso que tiene la nobleza.
19:03Es que quizás esté pensando que soy un egoísta.
19:07Pero es que no lo soy, doña Pía.
19:10Porque yo todo esto lo hago por los dos.
19:12Y porque, si Dios quiere, algún día seremos padres.
19:17Y es que yo no quiero que mis hijos carguen con una cruz que ni siquiera me corresponde a mí.
19:24Claro, eso no sería justo, ¿no?
19:28¿Entonces?
19:29¿Cree que es una buena idea mandar la carta?
19:33Curro, yo no sé lo que tienes que hacer.
19:35Pero hagas lo que hagas, por favor.
19:37No te enfades con la señorita Ángela.
19:43Quizás esta sea la última oportunidad que tenemos.
19:45No, no, pues ya se verá.
19:47Pero piénsalo, ambos queréis lo mismo, Curro.
19:50Quereros de la mejor forma posible.
19:53Solo tenéis que entenderos.
19:56Es que no hay entendimiento posible.
19:58Para mí está bien claro.
19:59Lo que quiere Ángela es que Curro, entre tanta ida y venida, sea consciente de la suerte inmensa que tiene.
20:03Ya, pero ¿y no es justo que quiera corresponder con todo lo que tiene a su alcance?
20:08Pues no, porque ese título precisamente ha sido una fuente de conflicto.
20:12Entre ellos también.
20:12Y por eso digo que tiene que llegar a un entendimiento.
20:16Si el problema no es ser varón, sino cómo se están gestionando las cosas en esta familia.
20:24¿Tiene algo que recriminarnos?
20:26Martina, no se lo lleve a lo personal.
20:29No era mi intención.
20:30Pero es honorable que quiera brindarle un sustento.
20:33Es que no se van a quedar en la calle.
20:35Porque Curro forma parte de esa familia a la que acaba de criticar.
20:39Quizá quiera labrarse un futuro más allá del amparo del marqués.
20:44Puede que para usted no signifique nada y que ha tenido todo lo que ha precisado.
20:49Pero no todo el mundo podría decir lo mismo.
20:56No creo que tenga que pedir perdón por ello.
20:58Y me duele que me lo recrimine porque estoy haciendo absolutamente todo lo que está en mi mano por ayudar
21:03al prójimo.
21:04Martina, su labor en el refugio del sacerdote es... es encomiable.
21:09Una vez más está mal interpretando mis palabras.
21:12Yo lo único que quiero decir es que el anhelo de Curro es algo bueno y que no deberíamos recriminárselo.
21:22Pero es que el problema es que Curro se equivoca si cree que sólo él tiene que cargar con ese
21:27pedo.
21:28Yo también voy a trabajar. Me he formado como letrado para ello.
21:30Pero seamos nos honestas.
21:33¿Cuántas mujeres abogado conoce en este país?
21:39Ahora discuten por un título, Ángela.
21:43Pero cuando falta incluso lo necesario para vivir, ahí es cuando se endurece todo.
21:47Incluso el amor más puro.
22:09¿Cirón?
22:13No quise decirte nada en la cena para darte la oportunidad de explicarte conmigo a solas.
22:21¿Qué quieres que te explique?
22:27Julieta fue a ver contigo al duque de Carril, ¿no?
22:35Si ya lo sabes, poco puedo añadir yo.
22:39No le corresponde a ella ir contigo a ningún lado.
22:42Soy yo quien lleva las cuentas de la familia.
22:44Entonces no te preocupes. Fue una reunión puramente informativa.
22:47Ya te lo dije anoche.
22:49Sí, pero no me dijiste que ella iba a ir también.
22:52Porque fue algo improvisado.
22:55Pues tu deber era impedírselo.
22:56¿Mi deber?
22:59Primo, ¿te das cuenta de lo absurdo que suena eso?
23:03¿Absurdo o no absurdo?
23:05Ella es mi esposa.
23:08Ya lo sé.
23:10Por eso procuro mantenerme al margen, ya lo sabes.
23:14Mejor.
23:16Ciro, antes de que empieces a cargar tintas contra tu esposa, deberías pensar si tienes razón.
23:22A que ahora vas a darme consejos.
23:24Julieta no tiene la culpa de nada.
23:26Ni ha hecho nada malo. Lo mires por donde lo mires.
23:28¿Quieres saber lo que hablamos con el duque de Carril?
23:30Bien.
23:33Aquí lo tienes.
23:35Son las empresas que el duque ampara de cara a una inversión.
23:37No hagas como si nada hubiera pasado.
23:39No soy tonto, Manuel.
23:40Ni yo lo he sugerido.
23:42Pues entonces deja en paz de una vez a mi esposa.
23:44Si ella quiere mover, aunque sea una pestaña,
23:48¿me lo dices?
23:49No. Yo no soy el guardián de nadie.
23:51Y tu esposa es lo suficientemente inteligente y adulta como para tomar sus propias decisiones.
23:56¡No sin mi consentimiento!
24:00Ciro, Julieta es libre.
24:02Y ya te lo he dicho, es muy inteligente.
24:05¿Y sabes?
24:09Si tuvieses un poco más de humildad,
24:12verías que eres tú quien debe pedirle opinión a ella.
24:18Ni en cien años.
24:19Pues tú te lo pierdes.
24:20Porque tiene razón cuando dice que no deberíais jugaros vuestro dinero en inversiones.
24:24Es mi dinero.
24:27Y yo lo gestiono.
24:28Es el dinero que ganaste gracias a su dote.
24:30No lo olvides.
24:35Manuel, no te lo repetiré más.
24:38No te inmiscuyas en mi matrimonio.
24:42Julieta es mía.
24:46Las personas no pertenecen a nadie, Ciro.
24:51Ojalá algún día te des cuenta.
24:56¿A dónde vas?
25:03Algún lugar donde pueda trabajar tranquilo.
25:07Así que si quieres volverme a repetir cualquier clase de prohibición acerca de tu mujer,
25:10no te preocupes.
25:12Me doy por enterado.
25:14No te preocupes.
25:14No te preocupes.
25:27No te preocupes.
25:29No te preocupes.
25:29No te preocupes.
25:30No te preocupes.
25:30No te preocupes.
25:30No te preocupes.
25:31No te preocupes.
25:32No te preocupes.
25:33No te preocupes.
25:33No te preocupes.
25:34No te preocupes.
25:34No te preocupes.
25:35No te preocupes.
25:47O que ocorre, Maria?
25:49Nada, doña Pia, que llevo buscándole todo o dia.
25:52Bueno, todo o dia, não.
25:54Toda a tarde, desde que me sucedeu, o de...
25:56A ver, cálmate, cálmate e dime o que ocorre, por favor.
26:02Mi niña.
26:03Ah, pero ¿qué es lo que ha pasado, Maria?
26:06Ese es por Carlo, ¿no?
26:09Es el bebé.
26:11Lo noto un poco raro.
26:14No me digas que ha sangrado.
26:16No, no, no es eso.
26:19Entonces, ¿qué es, Maria?
26:20Que me tienes en vilo, por Dios.
26:22Es que estaba hablando con Carlo y...
26:25Bueno, no estábamos hablando, estábamos discutiendo sobre la casa de...
26:28Bueno, de don Manuel y...
26:30¿Puedes ir al grano, por favor?
26:31Sí, que me sobrevino un pinchazo.
26:34Un pinchazo que casi me hace tirarme al suelo del dolor.
26:37Y desde entonces noto al niño raro.
26:40Lo raro como tú.
26:41¿Tú lo notas o no lo notas?
26:43¿Tú qué?
26:47¿Qué se supone que tengo que notar?
26:50Porque está más duro que una piedra.
26:54Ay, Maria...
26:55No me gusta ese tono, doña Pía.
26:59Que yo creo que le ha pasado algo a mi bebé.
27:00Claro que le ha pasado, claro que sí.
27:02Que crece fuerte y sano, Maria.
27:04Y que se está empezando a colocar para algún día poder nacer.
27:09¿Y para eso me tiene que torturar?
27:11Bueno, los pinchazos son normales.
27:13¿Cómo va a ser normal si casi pierdo el sentido?
27:15Ay, Maria, pues porque eres una mujer menuda y se ve que el bebé que viene en camino es grande.
27:23No me tranquilice porque sí, doña Pía.
27:26¿No será mejor que me vea un médico?
27:28Haz lo que quieras, pero te va a contar lo mismo que yo.
27:30Maria, si no te duele nada más y notas al bebé, es que todo está bien.
27:35No me tengo que preocupar entonces.
27:36Por supuesto que no.
27:38Ahora, que si quieres ahorrarte algún que otro pinchazo, deberías evitar discutir con el padre de la criatura.
27:45¿Me lo hice en serio?
27:46Sí, Maria.
27:47Que los bebés lo notan todo en el vientre y si no estás bien, también se dan cuenta.
27:52Vamos apañado, porque yo no sé si voy a poder contenerme la gana de estrangular a Carla.
27:57¿Qué es lo que ha hecho esta vez, por Dios?
28:12¡Qué tranquilidad!
28:17Nosotras tendremos el San Benito de chismosas y alborotadoras, pero ¡qué paz!
28:22Sin hombres en la mesa.
28:24Sí, un desayuno sin hablar de guerras.
28:28Ni de los importantísimos avances que ha hecho no sé qué senador.
28:33O peor aún, del círculo de empresarios o de los márgenes de beneficio de la aceituna.
28:40Bueno, a mí tampoco es que me parezcan tan mal esos temas.
28:43Yo lo que no soporto es que nuestra opinión se ignore por completo solo por ser mujeres.
28:48Toda la razón.
28:50No es que usted haga un gran esfuerzo por callársela.
28:53¿Acaso debería?
28:56Cada una debe saber qué lugar le corresponde.
28:58Que, por ejemplo, un hangar coche en broso no me parece el sitio adecuado para una mujer casada.
29:04A mí me parece muy bien que trabaje.
29:08El dinero siempre es bienvenido.
29:10Y más todavía cuando se está formando una familia.
29:13El dinero.
29:14Otro asunto que debería dejarse en manos de los hombres.
29:17Bueno, ¿y por qué?
29:19Si al final es algo de los dos.
29:22Y más todavía cuando hablamos de la dote de la boda.
29:26Que que yo sepa pertenece a la familia de Julieta, ¿no es así?
29:30Todavía sois jóvenes, pero la vida acaba poniendo a cada uno en su lugar.
29:36Yo desde luego no he estudiado Derecho como ornamento, madre.
29:40Algún día ejerceré la abogacía para aportar a mi propia familia.
29:45Y puedo preguntar, hija mía, ¿quién sufragó tus gastos en Suiza?
29:54Se os llena la boca con vuestros grandes logros.
29:58Pero son de prestado.
30:01Tus estudios me los debes a mí.
30:03Y tú, Martina, tus tierras, de las que tanto alardeas, se las debes a tu madre.
30:09Aunque tampoco te duró mucho el capricho porque a los pocos meses de tenerlas ya delegaste su gestión.
30:14¿Y usted que defiende que su patrimonio es fruto del duro trabajo y que no teme que las manos se
30:19le llenen de callos?
30:21Es adote.
30:23Es un regalo de su familia.
30:24¿Me equivoco?
30:30Disculpe la intromisión, señora.
30:33Pero ha llegado una carta para usted, señorita.
30:39¿Quién te escribe?
30:44La duquesa de Alba y Montenegro.
31:05Todavía no han publicado nada del refugio.
31:07En el periódico de esta mañana no venía nada todavía.
31:10Pero debemos ser pacientes.
31:11Todavía es pronto.
31:13Yo he rezado toda la noche para que el señor ilumine a ese periodista.
31:16Bueno, tampoco será necesario molestar a Dios para esas cosas.
31:19Al final el hombre escribirá lo que vea.
31:21Del que tampoco hemos tenido noticias otras veces del emisario del rey.
31:26Y del refuerzo que se supone que iban a contratar.
31:29Tampoco hay prisa, ¿no?
31:30Hasta que no tengamos noticias de la corte.
31:32Y ni con esas.
31:33Seguro que al final lo contratan en el último momento y no hay tiempo ni a formarlo ni nada.
31:37Pues si no fuera de listillo deberías saber que los jefes han estado entrevistando a gente desde ayer.
31:44Pues pueden entrevistar a todas las personas que quieran.
31:46Pero como dice Santos, aquí no ha aparecido nadie.
31:48Bueno, estas cosas van despacio.
31:50Tampoco se pueden arriesgar a comprometer la reputación de la familia.
31:54Claro.
31:55Que sabrán algunos de reputación y de honor.
31:59Aquí tiene, padre.
32:00Le he añadido unas rodajitas de queso.
32:02Para que no sea tan duro tragarlo.
32:03Muchas gracias, Candela.
32:06¿Y bien?
32:07¿De qué hablabais?
32:08Ah, del tiempo.
32:11Y con lo que ha llovido últimamente, el río debe de bajar crecidito.
32:15Y por cierto, don Ricardo, ¿sabe usted dónde está doña Pía?
32:19Yo no, yo no sé dónde está.
32:21¿Por qué me lo pregunta a mí?
32:23Por preguntar.
32:23¿No se vaya usted a imaginar otra cosa?
32:26Quizá está en Luján, viendo casas.
32:27Que aquí es lo que hace la gente en los tiempos muertos.
32:31María, por favor, vamos a dejarlo.
32:32¿Por qué?
32:33¿Me decías que no había nada de malo en eso?
32:35¿Por qué no le cuentas a todos qué tal te fue ayer?
32:41Si Carlos no quiere hablar, es mejor no obligarle, María.
32:45No, si él habla con todo el mundo.
32:47Con todos, menos conmigo.
32:49¿Verdad?
32:49Sí, porque alguien tenía que preocuparse por nuestro hijo.
32:52¿No crees?
32:52Claro.
32:53Y lo mejor es molestar a los señores con tus caprichitos.
32:56Es que no es un caprichito, María.
32:57Es una casa, que es algo muy distinto.
32:59Bueno, está bien.
33:01Vamos a ver qué opinan los demás.
33:03¿Deberíamos vivir a la buena de Dios
33:04o aprovecharnos de la buena voluntad de don Manuel?
33:06María, basta ya.
33:08Dad las gracias a los dos a que no está aquí el señor Ballesteros,
33:10porque tendría más que palabras para vosotros.
33:12Con esta voz solo me hubieras enterado.
33:14Vera, tú no te metas.
33:15Que esto son cosas entre Carlos y yo.
33:17Pues lo solucionáis en privado.
33:18Así solo vais a conseguir que os pongan de patitas en la calle.
33:26Pues sí que venía el río Cresidito, ¿eh?
33:32Que la duquesa de Alba y Montenegro te ha invitado a una fiesta en su palacio.
33:37Y ni más ni menos que en Madrid.
33:40Enhorabuena.
33:42Ese es un honor que está por encima de tus posibilidades, querida.
33:46La duquesa es una de las señoras principales en la corte.
33:49Bueno, si la he invitado será porque ha querido.
33:52Enhorabuena.
33:53Me parece que no sois conscientes de quién estáis hablando.
33:56La duquesa de Alba y Montenegro es amiga personal de la reina Victoria Eugenia.
34:04Bueno, entonces igual no estoy preparada.
34:07Por supuesto que sí.
34:09Martina, no se puede rechazar una invitación así.
34:11En eso tienes razón mi hija.
34:13Ese sería un desaire imperdonable para la familia.
34:16Bueno, y en la carta pone el motivo de la invitación.
34:19Pues sí.
34:20Dice que ha oído hablar de mi proyecto del refugio y que quiere conocerme.
34:28Pero es que no sé cómo se ha enterado.
34:30Pues porque estás haciendo las cosas muy bien, amiga.
34:33Y con su apoyo será mucho más fácil convencer a las mujeres del patronato.
34:38Que al final es lo que buscaba.
34:40Sí, pero es que esto es un proyecto pequeño.
34:42Y de aquí.
34:43No entiendo que haya llegado a la corte.
34:45Bueno, ya sabes que la vida en Madrid puede ser tediosa por demás.
34:49Sugiere que la están invitando por mero entretenimiento.
34:53Lo exótico despierta a Morbo.
34:55Y a esas señoras no hay nada que les guste más que despeñejar al prójimo.
34:59Pues yo creo que habla sin conocer.
35:01De momento es solamente una invitación.
35:03No creo que una mujer con la clase de la duquesa malgaste su honra en una causa perdida.
35:09Claro que si ese gacetillero fallara a tu favor, cambiarían las tornas.
35:13Y lo hará.
35:15Estoy segura.
35:17Don Gonzalo quedó enamorado del refugio.
35:18¿No es así?
35:25Bien, pues.
35:26Eso sería todo por nuestra parte.
35:28A no ser que usted tenga alguna duda.
35:30No.
35:30Está todo muy claro.
35:31Muchas gracias.
35:32Nos pondremos en contacto con usted.
35:45Al menos esta sabe remendar y planchar.
35:48Pero si la vida ha asistido una señora o ha servido una mesa.
35:51Y creía que el protocolo es algo que se come.
35:54Sí, tiene razón.
35:56Tachada de la lista.
35:58Es que ni una sola cumplía los mínimos.
36:01Bueno, tampoco se desespere, señor Ballesteros.
36:04Es la cuarta y todavía tenemos margen para más entrevistas.
36:07El problema es el requerimiento del marqués de encontrarla en Luján.
36:11Para trabajar en una casa como esta hace falta formación.
36:14Y un mínimo de sentido común.
36:16Así que me temo que tendremos que ampliar la búsqueda a otros pueblos.
36:19¿Qué remedio?
36:20Bueno, las cosas en la promesa están yendo bien.
36:24Está entrando dinero de la empresa de Don Manuel, así que nada puede fallar.
36:27Y mucho menos nosotros, equivocándonos con la persona que contratemos.
36:31Desde luego, es importante no equivocarse porque luego es más complicado y doloroso echarse para atrás.
36:42Por otro lado, señor Ballesteros, también he estado pensando en que la persona que contratemos
36:47no creo que deba ser de forma puntual, sino que podría estar un poco más de tiempo con nosotros.
36:53Pero con los que somos, logramos sacar el trabajo adelante.
36:56Pero a veces lo hacemos a duras penas.
36:59Por eso le digo que creo que nos vendría bien que esa persona fuese contratada de forma indefinida.
37:06Sería bien recibido por todo el servicio y sobre todo después del parto de María Fernández.
37:12Así evitaríamos tensar al resto del servicio tal y como pasó con el parto de la señora Darre
37:17o con el tétanos de doña Petra.
37:22Está bien, así lo haremos.
37:25Seguro que todos se alegran mucho, especialmente María.
37:30No lo hago pensando, María Fernández.
37:32No lo merece.
37:33¿Por qué dice que no lo merece?
37:35Ayer tuve que amonestarla de nuevo por sus continuas discursiones con el señor Castejón.
37:40Parece mentira que en un momento como el que están viviendo y que tendrían que estar disfrutando el uno del
37:44otro,
37:45sin embargo, estén todo el día la gresca.
37:47Ni la reprimenda surta en efecto.
37:49Como si fuera de recibo estar todo el día a grito pelado por los pasillos.
37:55¿Quiere que hable yo con ella?
37:59Hágalo.
38:00A usted le guarda cariño.
38:02Quizás así le quede claro que es su puesto de trabajo lo que está en la palestra.
38:07No se preocupe, déjelo en mi mano.
38:09A ver si ponemos fin a esto de una vez por todas.
38:19Que yo ni le quito ni le pongo la razón a María Fernández.
38:22¿Eh? Pero es que está la que salta.
38:24Estuvo fuera de lugar.
38:26Menos mal que Bela cogió el toro por los cuernos.
38:28Ni el mejor matador, ¿eh? Así te lo digo.
38:30Porque es que la cosa está fea, fea, fea.
38:34Y vamos, que tampoco es la única cosa fea que anda por aquí.
38:37¿Qué andas barrontando?
38:39Simona, por Dios.
38:40¿No te acuerdas de la respuesta que me dio don Ricardo cuando le pregunté por doña Pía?
38:44A ver, Candela.
38:46Si no sabía por dónde andaba, ¿qué querías?
38:48Que se lo inventara.
38:48A ver, Simona, por Dios.
38:50Que fue mentazla y pegó un salto como si le hubieran clavado un alfilé, ¿eh?
38:54Las dos sabemos de sobra que las cosas no van bien entre ellos.
38:59Ni bien ni más.
39:00Eso se mueve menos que una serpiente con reuma.
39:02Es que, ven, yo digo, ¿eh?
39:04Que una cosa es que ya esos se hayan enfriado y otra cosa es muy distinta, ¿eh?
39:09Que ahora no lo quiero dejar tan claro.
39:11Tampoco es que tú fueras muy discreta.
39:13A ver, que si yo le he pinchado, ¿por qué? Yo tengo mis sospechas, ¿eh?
39:17¿Cuáles son esas sospechas?
39:19Bueno, realmente no son mías.
39:20Ha sido Vera la que ha levantado la libre.
39:22¿Te vas a dejar de acertijos y me vas a hablar a las clagas?
39:28Vera dice que la única explicación para que esos se hayan enfriado tanto
39:33es porque tiene que haber una tercera persona en medio.
39:36Y no hablo de Ana.
39:40En paz descanse.
39:42¿Pero tienes pruebas de lo que dice?
39:44A ver, si yo tuviera pruebas no te estaría hablando así, ¿eh?
39:47Pero tú te lo imaginas, que tiene todo el sentido del mundo.
39:52Don Ricardo, con una querida, es que no me la habría imaginado en la vida.
39:59Buenos días.
40:02He dicho buenos días.
40:04Ah, no habíamos dado cuenta que estamos aquí.
40:08Buenos días, no sé, Dios.
40:09Me ha ordenado que suba la vajilla a los señores.
40:12¿Finalmente se viene en mi sofá?
40:13Sí, ahí está, haciendo chuchu.
40:16¿Qué, qué, qué?
40:17¿Quieres que le ayudemos en algo?
40:19Ah, es verdad, ¿le podemos ayudar con los platos?
40:21Porque hace ya la tira que usted nos fa en aquí.
40:24Bueno, pues a no ser que los hayan movido de sitio, yo creo que me acuerdo de dónde está.
40:29Con Dios.
40:30¡Pero, espere usted!
40:31Muy pronto me pone en la mesa.
40:36¿Necesita mi ayuda para algo?
40:37No, porque chasleta, eso nunca viene mal.
40:39Justo le estaba yo comentando a Simona ahora mismo...
40:42A ver qué vas a decir, Candela.
40:44Confía, confía, confía.
40:45Estaba hablando de su último trabajo.
40:48Ah, muy bien.
40:49¿Y de qué hablaban exactamente?
40:51Nos estábamos preguntando si esa gente era buena persona.
40:54¿Era buena gente?
40:55Pues sí, si lo eran, sí.
40:58¿A qué viene esa pregunta?
40:59Es que al dejar usted ese trabajo así, a la buena de Dios, sin saber si aquí le iban a
41:04dar faena de nuevo, entonces...
41:06Bueno, no era ese el motivo por el que los dejé, yo no.
41:10Quería estar cerca de Santos.
41:12¿Ves, Candela? Es lo que yo te decía.
41:13Claro, que la misma usted pensó que no iba a tener ningún problema en el contratrabajo,
41:18porque como tampoco tuvo impedimento para faena en otra casa, encontró un trabajo rápido.
41:22Así fue, sí.
41:22La verdad es que haber sido mayordomo de la promesa abre muchas puertas.
41:25Claro, claro que sí. Uno muda de trabajo con muda de camisa.
41:29Casi parece más fácil que encontrar el amor.
41:32Aunque lo mismo usted ya lo ha encontrado, estoy aquí metiendo la pata.
41:38¿Está usted insinuando que he encontrado a otra mujer?
41:44Eso no lo he dicho yo, lo está diciendo usted.
41:49Pues lamento defraudarla, pero no hay nadie más en mi vida.
41:54Y antes de que siga insistiendo, ese no es el motivo que nos separa a la señora Darrey y a
42:00mí.
42:00Bueno, era una posibilidad.
42:03Señora García, la gente cambia. Yo lo he hecho y Pía también.
42:08Y les agradecería que no volvieran a sacar el tema.
42:11Ni a ella ni a mí.
42:14Con Dios.
42:15Con Dios.
42:19Tienes menos tacto que un erizo de amar.
42:22¿Dónde va tú ahora?
42:23A por harina.
42:25Para harinar el pescado.
42:26Por lo que quiere saber.
42:41Lo que me dio usted a entender el otro día también es cierto.
42:47¿A qué se refiere?
42:51¿A qué estaremos en la picota si no cortamos lo nuestro?
42:56Sé que no es un plato de buen gusto para nadie, pero creo que hay motivos de sobra para actuar
43:04en consecuencia.
43:12Buenos días, Teresa.
43:17¿Te pasa algo?
43:19¿No están yendo bien las entrevistas?
43:22Bueno, están siendo más...
43:24Más difíciles de lo que pensábamos.
43:27Yo le he estado dando al caletre de lo que dijiste de si nos acordábamos de alguna muchacha del pueblo,
43:32pero es que no me viene nadie a la cabeza.
43:34No se preocupe.
43:35Le agradezco la intención.
43:37Antes de que te marches, Teresa.
43:41Sin querer ser yo indiscreta.
43:44Solo te preocupa lo de la candidata.
43:46Quiero decir...
43:48¿Estás teniendo algún problema con el mayordomo?
43:53No, de verdad que no, doña Simona.
43:56Pero ya sabe cómo soy.
43:58Me gusta tener las cosas atadas y esto me provoca muchos nervios.
44:02Y no quiero contagiarles mi preocupación.
44:05Anda, muchacha.
44:06Tener nervios no es cuestión de pedir perdón, es natural.
44:10Lo que no es natural es perder el temple.
44:14Seguro que no hay nada más.
44:17Mira que las preocupaciones compartidas lo son menos.
44:20Seguro, doña Simona.
44:22Pero le agradezco el interés.
44:25Es el trabajo lo que me inquieta.
44:27Aunque ya sé que no debería estar preocupada porque antes o después encontraremos a la persona idónea.
44:34Está bien.
44:35No te importo uno más.
44:37Pero si necesitas cualquier cosa, puedes contar conmigo.
45:14Sí.
45:16Eu, do misterio de quem é meu pai e tu, do título.
45:20Sinceramente, acho que só nos está fazendo sufrir
45:22e gerando mais crispación ao nosso redor.
45:24Curro, ela te está dizendo
45:26que não precisas nenhum título para ter seu amor.
45:29E o amor...
45:30Deberia ser o único importante.
45:36Hermana, enfadar-se ao solitario é o mesmo
45:38que enchar uma carreira contra um mesmo
45:40e molestar-se por chegar ao último.
45:43Ni siquera he perdido.
45:49Que te preocupa?
45:52Puedo fazer algo por ti?
45:56É um cúmulo de coisas.
45:58Mas nada grave, não te preocupes.
46:01Mas não tens por que afrontar-las só.
46:06Tinha algo que ver com a certa admissiva
46:07que tu e o padre queres enviar ao rei?
46:11É certo que não ha volto a mencionar o tema.
46:15E também é certo que cada dia que passa é tempo perdido.
46:19Então, se o padre te deu a palavra, vai cumprir com ela.
46:24Talvez ainda não tenha claro como abordar a admissiva.
46:27Já, mas é que a ti não te costou tanto.
46:29E mira como me foi.
46:30E aí, você...
46:32Curro as coisas do palácio.
46:34Vai despacio.
46:36E mais, se ninguém dá o primeiro passo.
46:41Manuel,
46:42é tão difícil de entender que isto é importante para mim.
46:46Porque eu só estou pedindo justicia.
46:48Eu sei.
46:50E o nosso pai também o tem muito presente.
46:53Mas tens que lembrar que ele tem que fazer o melhor para toda a família.
46:59Então será uma questão de insistir.
47:04Sabes?
47:05Salvando as distâncias, claro está.
47:08Isto me lembra quando se viu obrigada a degradarte na rua.
47:14Não.
47:15Isso foi porque se o pedi eu.
47:17Porque era a única solução para quedarme na promesa.
47:21Sim, mas esse movimento lhe pudo costar ao Marquesal.
47:24E, ademais, me consta que verte com o uniforme do serviço o desgarrou por dentro.
47:32Bom, será melhor que não falemos de mim.
47:36Tu...
47:37Como estás?
47:38Como vão esses motores?
47:41Bem.
47:43Muito bem, de fato.
47:45Estou pensando em investir parte das ganancias em outras empresas.
47:48Ah.
47:49E como é isso?
47:51Bom, tive uma reunião com o duque de Carril.
47:55Perdona, não sei se sabe de quem te falo.
48:00Estive falando com ele e...
48:02Sim.
48:03E acho que vou embarcar em inversões para algumas empresas.
48:11E aí?
48:26E aí?
48:30A Quimera.
48:32Não me suena.
48:33É de Emilia Pardo Azán, de minha escritora favorita.
48:38Trata sobre um pintor que tenta buscar o êxito em Madrid,
48:43mas ninguém compreende sua arte.
48:45Mas isso não lhe impede seguir luchando por seu sonho.
48:49Olha, é uma leitura muito apropiada para você, então.
48:53Não como você também está luchando por seu sonho.
48:57E você acha que o refugio é uma quimera?
48:59Eu não. Por suposto que não.
49:01Você terás êxito.
49:02E eu entendo que ayer te foi muito bem no refugio com aquele periodista.
49:07Ou é o que eu tenho ouvido.
49:08Por menos, que tampouco é que você me tenha contado demasiado.
49:12Tampouco me has perguntado.
49:13E cada vez que falamos do refugio, me acabas reprochando algo,
49:16então o único que eu tentava era evitar essa discussão.
49:18Claro, claro. E era melhor contáselo a Adriano, né?
49:22Pois saca as suas próprias conclusões.
49:25Sabes que passa, Martina, que tu nunca discutes com Adriano,
49:28porque ele te diz sempre exatamente o que queres ouvir.
49:31Ou se não, Ángela ou Julieta.
49:33A onde queres chegar com isso?
49:35Pois não sei. Não sei, minha vida.
49:37Mas sempre parece que há alguém mais importante que eu por diante de mim.
49:40Não, outra vez com isso, não. Por favor.
49:43De verdade.
49:44Perdóname, se é que eu venia com boas intenções.
49:46En fin, nada. Disfruta de tu leitura.
49:54Espera, espera.
50:00Mira.
50:00Mira, dois não discuten se um não quer.
50:04E eu sei que isso está sendo difícil para ti e não me gosto de que estemos peleados,
50:08mas é que...
50:09Me sinto muito mal
50:10o que dijiste da apresentação.
50:13Porque não foi algo premeditado.
50:15Não foi um ataque contra ti.
50:19Sim, eu sinto haver permitido que...
50:21que algo tan tonto nos haya separado.
50:27Então já não vamos a volver a falar sobre isso?
50:31Não.
50:35Jacobo, de verdade que...
50:36eu preciso do apoio.
50:40Mas posso equivocarme.
50:42E aprenderé de meus erros e não quero que me juzgues por isso.
50:48A ver, eu não sei se posso envendar-me assim, de noite a amanhã,
50:51mas te prometo que pondrei todo o meu emprego.
50:55E...
50:55A mi tampouco me gusta que estemos peleados.
51:08Matilde.
51:09Has visto a Vera?
51:10Me han dicho que has salido a recoger un servicio.
51:13Gracias.
51:21Ángela.
51:38Ángela.
51:39Eu sei que te molestou muito que te dijera que te olvidaras de recuperar o título de teu abuelo.
51:43Déjame terminar.
51:45Por favor.
51:47Quero decirte que não o fiz para contrariarte.
51:50Te lo juro.
51:51Sei que para ti é muito importante.
51:53Só que eu acho que...
51:54Você e eu somos mais importantes que isso.
51:57Você entende?
51:58E quero deixar muito claro que eu te vou amar igual.
52:01Tenhas o título de varão ou não.
52:02Sim, sim.
52:03Eu entendo.
52:04E de verdade que nunca he dudado de teu amor.
52:05Mas...
52:33Mas...
52:35Eu valoro tudo isso.
52:37Mas é que não é suficiente.
52:39E necessito que tu lo entiendas também.
52:43Podemos adornar como queramos.
52:46Mas é que o amor não é tudo.
52:48É que...
52:48É que ojalá o fora.
52:51Já sei que não é tudo.
52:55Mas eu acho que é suficiente.
52:58Esse amor é o que nos sostén.
53:00Tudo o resto é pura añadidura.
53:02E...
53:02Entendo perfectamente que tengas medo porque...
53:05Eu também me lembro quando penso que vamos saltar ao vazio.
53:09Mas...
53:09Quero saltar.
53:11De verdade quero deixar atrás esses temores e provar a ver o que passa.
53:15E quero casarme contigo.
53:19Assim que casémonos.
53:21Curro, casémonos, já.
53:25Não.
53:30Curro, pero...
53:30Não me vou casar até que tenha meu título, Ángela.
53:33Não sei como tenho que decírtelo.
53:44Não há entrevistas como tal, mas sim que...
53:48Estou perguntando aos habitantes do refugio sobre suas vidas passadas.
53:52E isso foi suficiente para convencer ao gacetillero?
53:54Pois se me hubieras perguntado ayer te habría dicho que sí, sem dudarlo.
53:58Mas agora já não sei.
53:59E isso, a que se deve esse cambio de parecer?
54:02A que me centré no que respondieron.
54:04É que tendrías que haberlos escuchado.
54:06Só uma pessoa com um coração de pedra se habría quedado indemne.
54:09E...
54:12E...
54:12É o caso do periodista?
54:14Não sei.
54:16Porque tampouco fez alusão a o que eu escucho.
54:18Que isso não significa absolutamente nada.
54:20Mas não sei.
54:20Me está comendo a incertidumbre.
54:24Até que leamos a crónica.
54:25De acordo?
54:27Sim, mas até esse momento me tortura a ideia de pensar que me he equivocado.
54:31Que não teria que ter levado a esse periodista ao refugio.
54:33Bom, Martina, tu confia um pouco mais em ti mesma.
54:35No final, no fizeste o melhor que supiste.
54:37E...
54:37Tampouco nos pongamos no peor.
54:39A lo hecho o pecho.
54:40E agora vamos confiar no que tenha escrito esse periodista.
54:43Martina, aqui está.
54:47Ha chegado.
54:48A crónica.
54:49Que dices?
54:49No, no lo he abierto.
54:51Pero en el periódico está la crónica de Don Gonzalo.
54:54Me encargo yo?
54:55Si.
55:03Aqui.
55:10Jacobo, di algo. Por favor, di algo.
55:12Que que dices?
55:30Tu padre ha tenido que ofrecerle un proyecto muy convincente.
55:33Confiamos en el buen tino de Manuel.
55:35No le va a bastar el buen tino, curro.
55:37Vera, te prometo que voy a estar al tanto de los pasos que de Manuel.
55:40Te mantendré informada.
55:42Es que no se como sacárselo de la cabeza.
55:45Aunque no pienso resignarme, eso por descontado.
55:47Es que no se tiene que resignar, porque esto es muy injusto.
55:50Injusto no es, conforme haber hecho.
55:53Nosotros creemos que nuestro debe es abrirle a usted los ojos.
55:55El señor Pellicer y usted no lo pueden dejar.
55:57Todo lo que se han querido.
55:59Y menos ahora, que ya ninguno está.
56:00Basta ya, por favor.
56:02¿Los pueden dejar en paz? ¿Les parece?
56:04No se creo que...
56:07Que me ha dado excusas que ni el mismo se cree.
56:10Y entonces, según tú, ¿cuál sería la verdadera razón por la que ha querido apartarse de ti?
56:16Estoy convencida de que tiene que ver con...
56:20Con las cartas que recibía de aquella mujer.
56:23Yo me he comprometido a tramitar lo del título lo más rápido posible.
56:26Pero ¿y eso se traduce en...?
56:28En la conversación que estoy a punto de tener con mi padre.
56:31Le voy a decir que, aunque preferiría escribir la carta con él,
56:35que la pienso escribir yo solo.
56:37Lo que va a hacer Curro es evidenciarse.
56:39Y, de paso, arrastrar al fango el nombre de mi hija.
56:42Una calamidad.
56:43Ahora entiendo tu preocupación.
56:45Solo un imbécil se insolenta así ante su rey.
56:49Y solo un imbécil se cunda esa insolencia.
56:52Cuando me dijeron que Ana había muerto, quise ir...
56:56Para ver si era capaz de averiguar algo.
57:00Yo necesitaba encontrar una explicación.
57:02Y a mí la guardia civil, la pena, no me contaba nada.
57:04¿Y por qué no lo contó a su llegada, la promesa?
57:10No...
57:11No quería desvelar lo que descubrí.
57:14No.
57:19Legenda Adriana Zanotto
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