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  • há 4 dias
La Promesa Capitulo 804 ( 24 marzo)

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Transcrição
00:00A vontade de meu marido, né?
00:02Pois terá que ir assumiéndolo, porque eu não penso rendirme.
00:06Promete-me que jamais de los jamases
00:08te vais voltar a aprovechar de ninguém.
00:10E muito menos de Don Manuel.
00:12Mas Maria, que foi ele quem nos ofereceu que...
00:14Que me prometas.
00:16Está bem, está bem.
00:19Antes de que se me olhe, quando veas a Carlos,
00:21dile que tal e como me pediu, já estou buscando casa.
00:25Que uma casa?
00:27A tormenta passou, Teresa.
00:30E agora nós estamos melhor que nunca.
00:36E se...
00:38A tormenta da que falava não faz mais que começar.
00:42Sinto defraudarte,
00:43mas você não tem nada que ver com esse homem.
00:45E então, como me pode explicar
00:47que durante anos seus destinos sejam indo em paralelo?
00:49Porque não entendo.
00:50Pois é que não sei.
00:51Não sei.
00:53Llamavam da casa real, que queriam.
00:55É por a dichosa carta de curro.
00:57Van a enviar a alguém a la promesa.
00:59Te disse que isto iria a ocorrer.
01:01De momento, só querem falar conosco
01:03antes de decidir que fazer
01:05com a baronía de linaja.
01:06E se he metido a pata cambiando o discurso?
01:10E se não, me deveria haber fiado de Jacobo.
01:13Fíate de tu instinto
01:16e faz o que te pida o coração.
01:18Você tem tudo preparado?
01:19Você lembra do que falamos.
01:21Que se cuadra as contas,
01:22te as habrás ganado.
01:23É que, no final,
01:24o único que importa é o dinheiro.
01:25Talvez o que você teme
01:27é que salga mal a apresentação do projeto.
01:29Temo que seja um completo desastre, sim.
01:31E que queres que hagamos?
01:34Vamos...
01:35a apoiarla.
01:36A apoiarla.
01:54Os gastos se centran
01:56em necessidades básicas
01:57como a comida
01:59e a limpeza.
02:00Os gastos se centran
02:01em necessidades básicas
02:02como a comida
02:03e a limpeza.
02:06Sim.
02:16Doña Pilarcita.
02:20Buenas tardes, querida.
02:27La felicito.
02:29Ha creado una gran expectación,
02:31como puede ver.
02:32Sim,
02:32não falta nem uma
02:33de nossas damas.
02:34Que bem.
02:36É...
02:37Lo que não tenho claro
02:38é se han venido
02:39a...
02:39a apoiarme.
02:41Eu la saco de dúdas.
02:43Não.
02:44Não.
02:45Não han venido
02:45a apoiarla.
02:48não tem porquê.
02:50Que sintamos a curiosidade
02:51de saber o que vai dizer
02:52não significa que estemos de acordo com você.
02:55Já sabe que, de haver dependido de mim,
02:57nem sequer se hubiera admitido a trâmite a sua proposta.
03:02já, já, já, já, já, já...
03:03já...
03:03Já, já, já, já.
03:04Já, já, já.
03:07Tinha toda a junta en contra.
03:10Mas, enfim, o patronato não se nega a ouvir a ninguém, não importa o grotesque que seja sua iniciativa.
03:18Somos assim.
03:20E eu o agradeço muito.
03:26É você muito jovem, e eu tenho cumprido com a obrigação de advertir.
03:32Mas supongo que esse afan de descobrir as coisas por si mesma é consustancial a sua juventude.
03:43Só espero que não se lhe ocorra invitar a as demais damas a visitar esse lugar, como fez comigo.
03:48Com respeito a isso, eu queria pedir perdão por ter me precipitado tanto a hora de...
03:52É o momento de falar disso, querida. Cada coisa a seu tempo.
03:57Agora tenho muita gente que saludar.
03:59Desde logo.
04:02E me figuro que você terá que repasar isso que ele disse.
04:07Não lhe parece?
04:11Que...
04:28Não é o que esperabas, hein?
04:34Se te sou sincero, não sei o que era o que esperava.
04:39E, na verdade, não entendo o que vem esse emisário do rei a fazer aqui, na promesa.
04:46Não sei, supongo que será o normal.
04:48Porque o padre estava algo nervioso.
04:51E que digas.
04:53O da carta e o título não lhe levou bem desde o início.
04:58Agora entendo por que não se opusou.
05:01Porque viu meu empenho em recuperar a baronía.
05:32Então...
05:33Curro...
05:33Não sei, porque...
06:05Eu prefiro que me seja sincero a que te las inventes para contentarme.
06:09Eu...
06:11Eu...
06:12Eu...
06:14Que passe o que tenha que passar.
06:16Mas, enquanto tanto, cada um que faça sua vida.
06:22Pois sim.
06:24Bem, isso é o que vou fazer eu.
06:26Eu me marcho a trabalhar.
06:27Ah, espera, espera.
06:28Agora que saco o tema do trabalho.
06:31Queria volver a pedirte perdão.
06:33Sim, por não ter sido capaz de levar a cabo o encargo de ajudá-te com as cuentas de lampes.
06:38Corro, não volvas com isso.
06:39Bom, o que queres que faça. Me sinto culpable.
06:41Pois não deveria.
06:43A culpa foi minha. Não tive que encargar algo com o que todas as luces não ibas a poder.
06:47Depois de tudo o que tenias em cima.
06:48Sim, mas eu não devia comprometerme.
06:51Corro, isso é por sua boa vontade.
06:54Também vai pedir perdão por isso.
06:59Além disso, eu saígo ganando com tudo isso.
07:03E isso?
07:08Mas resulta que...
07:11Julieta é mais guapa que tu.
07:16Bom, nisso não te quito a razão.
07:21Outra coisa mais. É sobre o emisario.
07:25Que fazemos com os que sempre nos ponen palos nas ruedas?
07:32Nada.
07:35Esperemos que o emisario sepa discernir quem miente.
07:38E quem diz a verdade.
07:40E já está.
07:43Bom...
07:44Que vão atrair a um idiota desde a corte.
07:51Esperemos que não.
07:52Esperemos que não.
07:55Música
08:05Que passa?
08:06Que passa, Maria?
08:07Que me pincha a hora de hoje me eche um daño.
08:09Ser estúpida.
08:10Mejor que não é para tanto, se nem sequer tem sangue.
08:14E um descuido tem qualquer um.
08:16Sim, um sim, mas quando te lhe joga uma vez, se lhe joga uma vez,
08:18se lhe joga uma vez, já é uma tonta de baba.
08:22Não falamos da costura, é verdade?
08:24Pois não, não.
08:26Que não todos os rotos têm remendos, doña Pia.
08:29Carlos...
08:30Que é o que fez esta vez?
08:34Fui a falar com ele, porque era o que todo mundo me dizia
08:36que tinha que fazer para solucionar as coisas.
08:38A falar com ele, não?
08:40Pois ele me prometeu, mirando-me aos olhos,
08:42que nunca mais ia aprovechar de ninguém,
08:44nem ia pedir nada a ninguém.
08:46E muito menos a don Manuel.
08:47Então, eu, contenta com isso, me fui falar com o senhor.
08:50E para quê?
08:51Para pedirle desculpas.
08:53E para dizer que Carlos tinha mentido,
08:54que o dinheiro que ele pediu Carlos não era para nós,
08:57mas para a família dele, que seu irmão se pôs mal,
08:59e teve que comprar um medicamento.
09:01Não deixa a camisa, que sigo eu e continuo com a história.
09:04Pois não, que ele seguiu pedindo coisas a don Manuel.
09:08E esta vez, uma casa.
09:09Ni mais, nem menos.
09:10Se dá conta da cara que tem, muito desgraciado,
09:12que me mirou aos olhos e me voltou a mentir.
09:14Não tem vergonza nenhuma.
09:17É natural, natural que estés enfadada.
09:20Mas, não sei, o mesmo tem tudo isso que uma explicação, não?
09:24Outra vez com o da explicação?
09:25Igual ela tem.
09:26Pois sim que ela tem.
09:27Que é um sem vergonza.
09:28Essa é a explicação que eu dou.
09:29Uma diferente a essa.
09:30Maria, fala com ele.
09:32Calmate primeiro e depois fala com ele.
09:34Calmar-me.
09:35Llevo todo o dia tentando calmar-me, doña Pía.
09:37Para não arrancar-le a cabeça do corpo.
09:39Eu digo por ti.
09:40Para que não passe por este apuro.
09:42Fui harta de que todo mundo me diga que a única solução
09:44é falar, falar e falar e falar.
09:46Mas o que há de malo no falar?
09:47Que se diz que falando se entende a gente, ou não é assim?
09:50Essa não é a pergunta.
09:51A pergunta é de que serve falar com uma pessoa
09:53que te diz o que queres ouvir e depois faz o que le saem
09:55das mesmas criadinhas.
09:58Há algo mais que podes fazer, Maria.
09:59Me parece que não.
10:01Pois a mim se me ocorrem umas quantas coisas, doña Pía.
10:24Boa tarde a todas e sejam bem-vindas.
10:27É para mim um honor encargar-me, por minha condição de presidenta do Patronato,
10:32de apresentar-lhes a nossa ponente de hoje.
10:37Vem a apresentar-nos um projeto tão ambicioso como interessante
10:40para que a Junta valore a conveniência de sufragar-lo.
10:45Les ruego, sean condescendentes, este é seu primeiro projeto.
10:50Dispensemos-le todas um aplauso a uma das nossas damas mais jovens e entusiasta.
10:55Martina de Luján.
11:06Su tubo, querida.
11:20Buenas tardes.
11:22Agora se arrepiente com toda a sua alma de haver dado este passo.
11:26A verlo pensado, Andrés.
11:34Quero agradecer a doña Pilarcita as suas amáveis palavras e a vocês, sua assistência.
11:43Se estou aqui é para falar-les de um lugar onde se dan oportunidades a decenas de pessoas que han
11:50quedado desamparadas.
11:54É um edificio modesto, mas onde se faz uma grande labor tenendo em conta os poucos custos em proporção que
12:04supone manter-lo em funcionamento.
12:07Se lhes parece bem, passo a falar-les de cifras mais concretas.
12:15E aí?
12:37E aí?
12:37E aí?
12:38E aí?
12:49E aí?
12:50E aí?
13:00E aí?
13:00E aí?
13:00E aí?
13:01E aí?
13:01E aí?
13:03E aí?
13:03E aí?
13:04E aí?
13:05E aí?
13:05É?
13:06E aí?
13:07Esos números são a prova de que o Refugio pode ser uma inversão sostenível e"...
13:13Para o nosso patronato e, por supuesto, chega aений da Junta para que poder examinar-los,
13:18mas...
13:20Não é de isso de que quero falar-les.
13:25É a que os vistem, bonita.
13:29E não é de isso, de porque não é o que me cautivou do Refugio,
13:34Então, como eu vou cautivar a vocês com números.
13:39Na primeira vez que fui ao refugio não pensei que havia uma inversão razão para o nosso patronato.
13:45Na verdade, não pensei nada.
13:48Iba tão assustada e tão...
13:50tão cheia de prejuíos.
13:55Pensava que ia a um lugar cochambroso, cheio de ladrões, não menos cochambrosos.
14:00Mas...
14:01Estava equivocada.
14:10E agora, o que fazemos para cenar?
14:12O que diga a minuta, não faz falta que não inventemos nada.
14:19Está tudo em ordem para a cena?
14:20Digo, por suposto. Como sempre.
14:23Ou seja, ainda não está nada preparado, mas não estará.
14:25Tu me entende, não, Teresa?
14:26Onde está, doña Simona?
14:29Simona, é que...
14:30O que está, justo neste momento.
14:34Simona, anota.
14:36Isso já o veu, doña Candela.
14:37Precisamente por isso lhe perguntado que é onde está.
14:45Vera.
14:48É...
14:49É...
14:50Vira.
14:53Bueno, doña Simona se ha ido con a senhora Arcos y con el padre Samuel a ver la presentación de
14:57la señorita Martina.
14:57Como para confiar de un secreto, eh?
14:59Como?
15:00É...
15:00Ha sido cosa de don Adriano.
15:02Que queria que fueran con el.
15:03Pero por que nadie me ha informado de ello?
15:05Que fue como un arrebato de don Adriano.
15:07Que con la prisa...
15:08Que con la prisa...
15:21Pues no.
15:22Que yo sepa tampoco.
15:23Puea.
15:24Pues sea.
15:25Vamos a ver.
15:26Doña Candela, por favor.
15:27Pero es que doña Simona no ha dejado la comida preparada antes de irse.
15:30No.
15:30Pero es que teníamos trabajo adelantado, como siempre.
15:33Y me imagino que para la cena también está el trabajo adelantado, no?
15:36A ver, vamos...
15:36Vamos a tenernos una poquita de confianza, eh, chiquilla.
15:40Eh?
15:41Que una aquí servidora, tampoco es que sea novata.
15:43Que yo me conozco los fogones de esta casa como la palma de mi mano.
15:46No se trata de desconfianza, doña Candela.
15:48Pero que pasa si la señora se da cuenta.
15:50Eso no tiene por qué pasar.
15:51A doña Leocadia no se le escapa ni una.
15:53Y tú lo sabes perfectamente, Vera.
15:54¿Eh?
15:55Que pasa si se da cuenta de que hay un cambio en la presentación o en el sabor de los
15:58platos.
15:59Es que eso no va a pasar.
16:00¿A que no?
16:01No.
16:03No.
16:03Está mucho el sello.
16:04Vamos a sacar una cena de resupete y babero.
16:07Eh?
16:08Así que tú no tienes por qué preocuparte.
16:10Confía en nosotras.
16:16Está bien.
16:19Visto lo visto, Vera, olvídate del cuadrante y quédate...
16:22Quédate para ayudar a la señora García.
16:24Y usted...
16:25Quiero que dé a probarme todos los platos antes que al señor Ballesteros.
16:29No quiero que él se entere de...
16:31De este desajuste.
16:32¿De acuerdo?
16:33Lo que tú digas.
16:34Haremos todo lo que haga frente a Teresa.
16:35Aquí lo importante es que a la señorita Martina le salga todo bien.
16:38Claro que sí.
16:39Más vale que todo salga bien.
16:43Ha sido a gusto de una candea.
16:45No sabía yo que tenía tanta confianza en sí misma.
16:47A ver, confianza tampoco tengo tantas, ¿eh?
16:50¿Pero y entonces?
16:51No se lo iba a decir a Teresa con lo nerviosa que estaba.
16:53Y tampoco iba a dejar tirar a Simona que con doña Locadia nunca se sabe.
16:57Bueno, venga.
16:59A lo nuestro.
17:00Que esto lo tenemos que sacar adelante, sea como sea.
17:03A ver, dos minutos.
17:06Cuando yo tenía seis años, seis o siete,
17:10mi padre nos llevó a mis hermanos y a mí a...
17:14a una feria de atracciones.
17:16No sé si han estado alguna vez en una, pero...
17:19una de las atracciones era la de los espejos deformantes.
17:22Pues...
17:23te plantabas delante y en lugar de verte reflejada tal cual,
17:27como en un espejo normal,
17:30te veías muy alta o muy gorda
17:33o con la cabeza muy chiquitita
17:35y lo demás grandísimo.
17:37A mí me encantó.
17:40Pues...
17:42El refugio es como esos espejos,
17:45pero al revés.
17:47A quienes vienen que muchas veces llegan deformados
17:50tanto por fuera como por dentro,
17:53se les devuelve la imagen de quienes eran,
17:56de quienes son en realidad.
17:59Esto puede ser mucho más que una metáfora, se lo aseguro.
18:05Uno de los primeros días que visité el refugio conocí a Ezequiel.
18:09Un muchacho de unos 15 años,
18:12medio tullido,
18:13con una nube en un ojo
18:15y que el padre Samuel había rescatado del taller de un zapatero
18:18donde lo tenían...
18:19poco menos que esclavizado desde que era pequeñito.
18:23El muchacho nunca había ido a la escuela,
18:26pero en el refugio entre unos y otros
18:28enseñaron a Ezequiel a leer,
18:31a escribir y a hacer cuentas.
18:33Hasta el punto de que,
18:35a día de hoy,
18:36es Ezequiel quien hace los cuadrantes de las tareas de todos en el refugio.
18:41Estuve un buen rato charlando con él,
18:43no recuerdo toda nuestra conversación, pero...
18:46Sí que hubo un momento en el que me miró a los ojos y me dijo...
18:52Yo es que tengo mucha suerte, señorita.
18:57Siempre se dice eso de que la esperanza es lo último que se pierde,
19:02pero...
19:03se pierde.
19:05Se acaba perdiendo y...
19:08cuando un ser humano pierde la esperanza no tarda en...
19:12perder el respeto hacia los demás
19:15y después en perder el respeto hacia sí mismo.
19:20Y ahí es cuando llega la desesperación.
19:24La desesperación sí que es lo último que se pierde.
19:29Es dolorosa, es aterradora.
19:33Y la misión del refugio
19:36es la de devolver la esperanza a los desesperados.
19:41Y ahora esa misión
19:43corre el peligro de desaparecer a menos que nosotras
19:47desde el patronato lo evitemos.
19:50Nuestro patronato tiene corazón.
19:53Hace...
19:54mucho tiempo que ayuda a quienes lo precisan con...
19:58con comida, con donaciones económicas,
20:01y eso es encomiable.
20:02Y es digno de admiración.
20:04Pero yo les pido más.
20:06Les pido que lleguemos donde hasta ahora no habíamos llegado,
20:09que es...
20:09al refugio.
20:10Porque el refugio es de los verdaderamente desvalidos,
20:13es de quienes lo han perdido todo
20:16y sienten la vida como una tortura.
20:18Allí encuentran un cobijo donde nadie les juzgue.
20:21Y hay más.
20:22Y es que los que consiguen salir del agujero
20:26tiran del resto para que puedan prosperar también.
20:31Y ahora...
20:34Podría hablarles de otros refugiados,
20:37pero a decir verdad, yo no paso de ser una recién llegada.
20:41Así que creo que lo mejor es que escuchen a quienes
20:44de verdad han estado allí.
20:46A quienes han levantado semejante proyecto con más ilusión
20:51que recursos y ahora viven con angustia la amenaza de la clausura.
20:59Así que...
21:01Padre Samuel...
21:04¿Te importa subir al estrado?
21:07¿Quién mejor que tú conoce el refugio?
21:42No sabemos quién ni cuándo llegará, ni con quién de nosotros va a querer hablar.
21:48Entonces ya sabemos una cosa.
21:50Que vendrá alguien a la promesa de parte de su majestad.
21:54Entonces sabemos dos.
21:56Que va a llegar alguien y que esto no tiene nada de bueno.
22:03No dirás que no te lo advertí, Alonso.
22:06Desoír al rey nos iba a costar caro.
22:09Iba a traer represalias.
22:11Aquí las tienes.
22:13Admito que no es buena señal que nadie venga a la promesa a investigar.
22:17Admite su novedad, Alonso. Por supuesto que no es buena señal.
22:20No lo es.
22:21Pero ya que no podemos hacer nada por evitarlo, lo que tenemos que hacer es ir todos a una.
22:27¿Y eso qué significa?
22:28Que tenemos que mostrarnos unidos y no queremos que esto nos estalle en la cara.
22:31Ya nos ha estallado, Alonso.
22:33Bueno, aunque así fuera.
22:34Está en nuestra mano reducir los daños al mínimo.
22:37Hablas mucho pero concretas muy poco.
22:40¿Eso qué quiere decir dadas las circunstancias?
22:42Yo te lo voy a decir.
22:44Tenemos que ofrecer al emisario un frente único.
22:48Sin fisuras.
22:51¿Tú qué posición vas a tomar con respecto a Curro?
22:54Teniendo en cuenta que va a ser tu yerno. No lo olvides.
22:56No, no. No lo olvido. Lo intento todos los días pero no lo consigo.
23:01¿Qué vas a hacer?
23:05No es fácil, Alonso.
23:08Si apoyo a tu hijo y pierdo, yo quedaré marcada y señalada para siempre por haber apoyado al bastardo
23:16que tuvo la osadía de hacerle frente a nada más y nada menos que al mismísimo rey de España.
23:21¿Sabes que no me gusta que te refieras a él con esa palabra?
23:23Bueno, bien. Donde digo bastardo, digo hijo natural. ¿Cambian las cosas?
23:29Aquí lo importante es que yo no tengo escapatoria, Alonso. Aunque no apoye a tu hijo, también pierdo.
23:35¿Qué pierdes?
23:38A mi hija.
23:40Este será el distanciamiento definitivo con Ángela.
23:44No es fácil.
23:46¿Por qué solo contemplas dos opciones?
23:49¿Apoyar a Curro y perder o no apoyarlo?
23:52¿Es que acaso hay más opciones?
23:53Si las hay.
23:54¿Y si lo apoyas y ganas?
23:57¿Ganar?
23:59Alonso, estoy entre la espada y la pared por culpa de Manuel.
24:02Y esto no se lo voy a perdonar jamás.
24:04Pero es que Curro también está en el ajo.
24:06Fue él quien comenzó con todo este disparate.
24:08Tienes que tranquilizarte y ampliar tus miras.
24:11Teniendo en cuenta que se van a casar a tu hija y a ti, os conviene que recupere el título
24:15de varón.
24:16Como si eso fuese a suceder.
24:17Puede suceder.
24:19Además, sabes muy bien que a mí esa boda no me hará feliz.
24:21Ni siquiera en el supuesto caso de que a Curro le restituyan el título.
24:27Se ve que lo que sientes por Curro es puro amor.
24:31Curro lo que ha conseguido ha sido atraer la atención a esta casa que era lo último que nos convenía,
24:36Alonso.
24:37Y ahora su compromiso con mi hija va a llegar a la casa real.
24:41¡Un desastre! ¡Todo esto es un desastre!
24:43A mí no me parece tan grave ni tan irreparable.
24:47Tú te niegas a verlo, Alonso.
24:49Pero este puede ser el final de la familia Luján y el mío también.
24:53El anuncio del compromiso entre Curro y Ángela ya se está extendiendo por toda la sociedad.
24:58Era cuestión de tiempo que llegara la casa real.
25:02Lo que tenemos que hacer cada uno de nosotros es elegir si luchamos porque esto salga bien o contribuimos a
25:08que salga mal.
25:11Tú verás lo que haces.
25:18Yo empecé esto convencido de que era lo que Cristo hubiese hecho si siguiera entre nosotros.
25:26Ayudar a los más necesitados.
25:29Yo era un cura de tantos.
25:32Y lo sigo siendo.
25:34Que veía que la parroquia no permitía hacer ciertas cosas.
25:41Por eso me decidí seguir las enseñanzas de nuestro Señor Jesucristo y no ser tibio.
25:50Me armé de valor.
25:53Y abrí un refugio para aquellos que no tenían nada.
25:57Y así poder compartir con ellos lo mucho o lo poco que yo consiguiera.
26:06Y hay...
26:09Hay muchos más casos, señoras.
26:13Puedo hablarles, por ejemplo, de Alicia.
26:18Alicia es una muchacha que cuando llegó al refugio no era capaz ni de hablar.
26:25Pero gracias al refugio yo pude ver como...
26:29Esa persona que llegó allí sin luz en la mirada, sin esperanza y...
26:36Y desconfiando de todas las personas se...
26:38Se transformaba.
26:42Y ahora ella es capaz de llevar prácticamente sola y sin ayuda a la panadería de Luján.
26:48Y es amiga de todo el pueblo.
26:52También les puedo hablar de Prudencio.
26:57Un muchacho que perdió a su mujer y a su hijo recién nacido.
27:02El pobre cuando llegó al refugio no era nada.
27:06Miraba sin ver.
27:08Porque era un muerto en vida.
27:12Y ahora, pues...
27:15Él reparte churros y alegría todos los días para ayudar a sus compañeros.
27:23Señora, yo he podido ver como el refugio del padre Samuel
27:27transforma a todas las personas que llegan allí.
27:31Pero lo que nunca pude sospechar es cómo...
27:34Cómo me iba a cambiar a mí.
27:39Porque el amor...
27:42El amor no sólo cambia a quien lo recibe.
27:47Se lo aseguro, señoras.
27:53Me van ustedes a perdonar, pero yo no esperaba esto y estoy muy nerviosa.
28:01Ni siquiera voy vestida para la ocasión.
28:03Yo estaba trabajando y...
28:06Y ahora estoy aquí.
28:09Yo soy cocinera.
28:11Y les puedo decir de carrerilla la receta del marmitaco o de la pipirrana.
28:18Pero...
28:19Esto es otra cosa.
28:23Además, yo apenas he estado en un par de ocasiones en el refugio.
28:29Y ustedes se preguntarán...
28:31¿Qué hace esta mujer aquí?
28:38Pues la razón es...
28:39Mi hijo.
28:42Yo tengo dos hijos.
28:44Un muchacho y una zagalilla.
28:47Mi hijo Toño, cuando se hizo mayor, pues...
28:51Fue por el mal camino y podía haber acabado en la cuneta o en la cárcel.
28:59Yo me avergonzaba mucho de mi hijo, pero...
29:02Ahora estoy orgullosa de él.
29:05Porque entre medias el padre Samuel lo acogió en su refugio.
29:11Y allí...
29:13Él recobró las ganas de vivir.
29:16La confianza.
29:18Y doy gracias a Dios todos los días porque mi hijo llegará al refugio.
29:25Y yo lo único que quiero es que ese refugio no se cierre y esté abierto para que pueda atender
29:32a muchas más personas.
29:41Todo esto está a punto de desaparecer.
29:44A no ser que alguien lo impida.
29:47Y hay alguien que tiene en su mano impedirlo.
29:53Como ha dicho la señora Petra Arcos...
29:56El amor no solo cambia a quien lo recibe.
30:01El amor nos cambia a todos.
30:04Es el motor del mundo, es lo más maravilloso que hay.
30:09Y encima de todo es gratis.
30:10Así que...
30:14Den amor sin medida.
30:16Y les garantizo que lo recibirán de regreso multiplicado.
30:21Y se sentirán muchísimo mejor.
30:27Yo desde esta tribuna les doy el mío.
30:33Y...
30:33Así termino, señoras, con la esperanza de que decidan apoyar el refugio y se suban a este barco conmigo.
30:41Gracias.
30:50Y...
30:51Antes de terminar...
30:53Quiero dar las gracias a una persona muy especial.
30:58Que...
30:59Me ha animado a seguir los dictados de mi corazón.
31:04Y es lo que he intentado hacer.
31:28Vaya, no solo te molestas en visitarnos, sino que también vienes a esperar.
31:34Quería saber cómo va todo.
31:36Pues más o menos como ayer, ¿no?
31:38Cuando bajaste con doña Julieta y os comisteis un bizcocho.
31:42¿A ti te pasa algo?
31:45Pues sí. Estoy preocupado.
31:48¿Preocupado por qué?
31:51Porque va a venir un emisario del rey.
31:54¿Aquí a la promesa?
31:56¿Para qué?
31:57Para informarse.
31:59Para decidir si me devuelven el título de varón que me quitaron.
32:02Bueno, eso no tiene por qué ser malo, ¿no?
32:05Pues no lo sé.
32:06Es que...
32:07Tengo la sensación de que...
32:09De que voy a trompicones.
32:11De que he perdido el control de mi vida.
32:13¿Por qué dices eso ahora?
32:15Doña Pía.
32:15Porque las cosas que más me importan
32:18dependen de lo que otros decidan por mí.
32:20Pues no ocurro, ¿no es así?
32:22A ver, la relación que tienes con Ángela no depende de otros.
32:25Vamos, vuestra historia de amor depende solamente de vosotros, ¿no?
32:28Pues ni siquiera de eso estoy tan seguro.
32:31Ángela está enfadada conmigo.
32:35¿Qué es lo que ha pasado?
32:37Yo quería que se reconciliara con su madre y...
32:41Y le he tendido una trampa para que hablasen.
32:44No, ni siquiera sabía que estaban enfadadas.
32:46¿Y a qué se debe el desencuentro?
32:54Es que...
32:56Ángela...
32:56Tiene motivos para pensar que el señor Ballesteros...
33:01Es su padre.
33:08Gracias.
33:13Gracias.
33:19Una presentación muy emocionante.
33:23Gracias.
33:25Bueno y gracias sobre todo por haberme dejado explicarme.
33:28No me la arrezca.
33:30Las dos sabemos que una vez admitida su solicitud tampoco tenía lección.
33:35En todo caso me alegro de que haya podido exponer su proyecto.
33:40Tendrá noticias de la Junta una vez que se haya tomado una decisión.
33:54Adriano...
33:54Has estado maravillosa.
33:57Pero es que no podría haberlo hecho sin ti.
34:00¿Dónde están los demás?
34:02Bueno, se han ido rápido a palacio. Se han ido corriendo porque Petra y Doña Simona pues tenían faena pendiente.
34:09Bueno pues ya les daré las gracias.
34:12Es que me he quedado de piedra cuando se he visto entrar por la puerta.
34:16Y creo que eso es lo que...
34:18Lo que me ha hecho reaccionar.
34:20¿Cómo se te ha ocurrido venir aquí con ellos?
34:24Tenía el palpito de que al final hicieras la presentación de verdad.
34:28Porque estaba claro que...
34:30La presentación de Don Jacobo no te convencía en absoluto.
34:34Así que quería que si...
34:36Que si te decidías hacerlo pues te viera sus caras.
34:39La de Samuel, Petra, Doña Simona...
34:43Mientras estabas hablando.
34:46Y porque sé que...
34:47Eso te daría más valor.
34:51Y así ha sido.
34:55Lo que nunca me habría imaginado es que le hicieran subir al estrado.
35:00Es que eso no era algo premeditado.
35:02¿Sabes? Me ha salido del corazón.
35:07Empieza a ser costumbre.
35:13Que...
35:14Que me alegro mucho de lo que has hecho.
35:18Que al final las cosas que...
35:21Que salen del corazón...
35:26Bueno...
35:27Son las que mejor salen.
35:44Ángela, se te ocurrió esto un poco sin pensar y sin saber por qué.
35:50Es que después de hablar con el marrón de Bermejo, hemos llegado a la conclusión de que no es una
35:56idea tan descabellada.
35:57Mire, Doña Leocadia y el señor Ballesteros aseguran que no se conocían de nada antes de coincidir aquí.
36:04Y hemos descubierto que eso es como poco dudoso.
36:08Ya. Por eso me hiciste tantas preguntas aquel día sobre qué se decía del señor Ballesteros cuando...
36:14Cuando estuve yo en el Palacio de los Contes y Aranjuez.
36:18Sí.
36:19Ya.
36:19Solo que...
36:20Para aquel entonces no le conté lo que sospechábamos.
36:24Porque apenas tenía fundamento.
36:26Bueno, pues ahora ya me lo has contado.
36:30¿Y qué le parece?
36:33Es que no sé qué decir, Curro.
36:36A ver, es verdad que la señora baja bastante a hablar con el señor Ballesteros y él también sube a
36:41verla a ella, pero...
36:42Ya, ya lo que me estás contando...
36:46Pero bueno, igualmente sea como fuere, Curro...
36:50Ángela merece conocerla, ¿verdad?
37:01Gracias.
37:06Esto me gusta cada día menos.
37:09Podrían dejarnos a solas, por favor.
37:13Curro, no vuelvas con lo mismo. No quiero discutir ahora.
37:17Yo no quiero que Manuel se aproveche de ti haciéndote trabajar a cambio de una miseria.
37:20¿Es eso lo que te preocupa ahora?
37:23Que Manuel me pague poco.
37:25Entre otras cosas.
37:25Curro, ya está bien.
37:29El sueldo que me está ofreciendo Manuel no es una miseria.
37:32Al contrario, es generoso.
37:34Teniendo en cuenta que no es un trabajo que requiera de mucho esfuerzo.
37:41¿Y por eso llegas tan tarde?
37:43¿No es ahora cuando has vuelto tú de tu trabajo?
37:45Además, estoy aprendiendo mucho.
37:48Nunca pensé que el mundo de la aviación sería tan interesante.
37:51Así que déjame en paz.
37:53Espera.
38:00Está bien. No te insistiré más.
38:03Si tan ilusionada estás con esta tontería de trabajo...
38:05Adelante.
38:07Mi tío Alonso me ha pedido que transija contigo en esto.
38:11Y no quiero contrariarlo.
38:14Vaya.
38:16Cómo agradezco que transijas y me permitas trabajar.
38:21Qué pena que no sea por voluntad propia, sino porque un tercero tiene que pedírtelo.
38:25Vaya.
38:28Vaya.
38:31Vaya.
38:36No.
38:42Vaya.
38:49No.
38:51Tenga.
38:52No.
38:52¿Y cuántas cienadas podría haber?
38:53Muchísimas.
38:5450, 100, eu acho que estavam todas as senhoras de Andalucía.
39:01Bendito seja.
39:02Olha agora, hein?
39:04Como foi?
39:06Foi muito bem.
39:07E a minha vida.
39:11A senhora Martina deixou a um lado as contas e os quartos e falou do que realmente importa.
39:17As pessoas.
39:20E, na verdade, tem que dizer que nós também estivemos muito bem.
39:26E com vocês?
39:27Sim.
39:29A senhora Martina nos fez subir ao estrado.
39:32Ao padre Samuel, a doña Pedro e a mim.
39:37E se colocaram lá dentro das senhoras de Costín.
39:43E que lhes contaram.
39:46Bom, eu falo de mi Toño.
39:49E a doña Petra?
39:51Pois eu lhes contei a história da Alicia.
39:55Ah, a da panaderia.
39:57Sim, e também lhes falo de prudência.
39:59E lhe contou que nosotras ensañamos a Júlio.
40:02Não, claro que não.
40:04Eu seguro que isso também nos ajudou na apresentação da senhora Martina, hein?
40:08Cadera, não acho.
40:10O importante é que a senhora Martina lhe contou a todo mundo o bem que funciona no refugio.
40:15Tendría que haberla visto usted allí, senhora Tarre.
40:17Sentando catedralante, todas esas senhoras.
40:20Pero, ¿habían muchas damas?
40:22Oh, muchas.
40:24Pero, ¿y cómo se lo tomaban?
40:26Pues, yo creo que muy bien.
40:29É verdade que não contávamos com que a senhora Martina nos subia ao estrado.
40:33E, no princípio, estábamos muito nerviosos, sobretudo eu.
40:37Bom, eu também, que a mim me temblava todo o corpo.
40:40Mas o pate estaria mais de sua salsa como está.
40:43Mais acostumbrado, não?
40:44Bem.
40:45Mas depois nos fomos calmando e...
40:49Falamos com o coração.
40:51Que era o que queria a senhora Martina.
40:55Lo hicieron muy bien.
40:57La prueba está en que, cuando terminaron de hablar,
40:59las senhoras, que al principio no estaban muy por la labor,
41:02les aplaudieron como si fuesen divas de la opera.
41:05Si há justicia divina,
41:06esas mujeres tienen que decir que sí
41:08al proyecto del refugio.
41:10Bueno, pues...
41:11Fantástico, ¿no?
41:12Sí.
41:12Es una alegría muy grande, señora D'Arne.
41:16Oye, no huele a temado.
41:18Ay, madre, la cena.
41:19¿Candela?
41:19Ay, ya, lo que nos faltaba para que a Teresa le de un patatú
41:22que se nos queme la comida ahora.
41:24Tira para allá, tira para allá.
41:25Quitarse.
41:31¿Puede haber inconveniencia mayor?
41:33No sabemos quién es el emisario del rey.
41:36Ni cuándo vendrá.
41:37Ni siquiera qué es lo que hará exactamente en la promesa.
41:40No sabemos nada.
41:41Pero sabemos lo suficiente como para temernos lo peor.
41:44Exacto.
41:48Y lo que más me revienta
41:49es que esto se veía venir.
41:52Esto o algo parecido, vaya.
41:54Lo que no se puede es tomar a Zacota al rey
41:56y pretender irse de rositas.
41:59¿Me permiten?
42:01¿Cómo no?
42:04Creo que me vendrá bien tomar un licor.
42:07O dos.
42:10¿Y su esposa?
42:12Apenas la he visto en todo el día.
42:15No me sorprende.
42:17Lo ha pasado en el andar.
42:20Qué sorpresa, ¿verdad?
42:23Julieta ha resultado ser una de esas empleadas
42:25que trabajan las horas,
42:27que hagan falta sin perder la sonrisa.
42:29¿Qué lo iba a decir?
42:31Creo que la ironía está de más.
42:33Así que ahorresela, señora.
42:34No, no era una ironía malintencionada,
42:37se lo aseguro.
42:38Lo que pasa es que no puedo entender cómo Julieta
42:40no ha tenido en cuenta su autoridad,
42:42siendo usted su esposo como es,
42:43y ha insistido tanto en trabajar con Manuel.
42:45Eso mismo le dije yo.
42:47Pero no es menos cierto que también le aconsejé
42:51calcular qué batallas deben librarse y cuáles no.
42:55Exacto.
42:56Mi tío también habló conmigo
42:57para que lo dejara correr.
43:00Me hizo entender que me convenía que Julieta
43:04se entretuviera con algo.
43:06Vale, eso es verdad.
43:08Pero hay una muchedumbre de entretenimientos menos enojosos.
43:12Leer, pasear, pintar, hacer puntos de cruz,
43:15jugar al subastado, a la beneficencia...
43:16Ya, ya, ya.
43:17Pero parece que a Julieta no le basta con eso.
43:19Está claro que no.
43:20Lo cierto es que yo acepté quedarme en la promesa
43:23sin contar con ella.
43:24sin ni siquiera decírselo.
43:26Quizás sea justo que ahora
43:29haga esta pequeña concesión.
43:32Quid pro quo.
43:34Así que, que trabaje, si eso es lo que quiere.
43:38Con todo, no puedo entender a esas jovencitas de hoy en día
43:42que te plantan cara a cualquiera que se le pone enfrente
43:44sin importar quién sea.
43:45Dímelo a mí.
43:47Es que, ¿a qué viene esa resistencia a cualquier tipo de autoridad
43:51incluyéndola de su propio esposo?
43:53Me temo que empiece a cundir entre ellas
43:55la disparatada idea de que valen tanto como los hombres.
44:00No, Lorenzo.
44:01Las mujeres no valen tanto como los hombres.
44:04Valemos mucho más que vosotros.
44:07Pero estas jovencitas tienen que entender que no hay que correr.
44:11Que a vosotros os costará asimilarlo y a nosotras nos llevará un tiempo haceros pasar por el aro.
44:16No se puede subvertir un orden tan arraigado desde hace tantos años.
44:22La mujer que quiere imponerse debe saber que existe una regla infalible.
44:27Una regla que ha sido bendecida por los siglos de los siglos.
44:30Y es llevarse a su marido a su terreno,
44:35cuidando muy mucho de que él sienta que es él quien se impone.
44:40La autoestima de los hombres es demasiado débil
44:43como para que nosotras nos comportemos de otra manera.
44:46La historia está llena de necios
44:49que creían cumplir su voluntad
44:52cuando en realidad estaban cumpliendo la de sus esposas.
45:23La historia está llena de necios.
45:33Parece preocupada.
45:40Por nada extraordinario.
45:47He vuelto a discutir con su queridísimo primo.
45:54¿Puedo preguntar el motivo?
45:57Sigue sin gustarle la idea de que trabaje para usted.
46:00Y no pierde ocasión en repetírmelo.
46:05¿Qué cosas?
46:07A mí me encantó la idea desde el principio.
46:15Así que Ciro sigue sin ceder.
46:17No, no.
46:19Ceder ha cedido.
46:21Parece que habló con el marqués
46:23y él me convenció de que me permitiera
46:25trabajar para usted.
46:30Lo siento.
46:32Lamento mucho que Ciro se empeñe en tratarle
46:35como si fuese una niña pequeña.
46:37Más lo lamento yo.
46:39Pero ya está.
46:42Corramos un túpido velo sobre esto
46:44y esperemos que haya terminado.
46:47Bueno, salvo por una excepción.
46:49Yo no quiero ser el responsable
46:52de crear una brecha en su matrimonio.
46:54No se preocupe.
47:00Ya le dije que iba a seguir trabajando para usted.
47:04Y pienso mantenerlo.
47:07Me gusta mi trabajo.
47:10¿Y a mí?
47:16Que me gusta, que le guste.
47:18Claro.
47:19Sí.
47:24Bien, pues todo parece indicar
47:26que vamos a seguir trabajando juntos.
47:28Así que...
47:31No sé qué le parece la idea,
47:32pero tal vez...
47:33Tal vez deberíamos empezar a tutearnos.
47:38Me parece una idea excelente.
47:40¿Sí?
47:44Bien, pues estrenémosla.
47:46Yo...
47:48Julieta...
47:52¿Crees que es momento de bajar a cenar?
47:56Si a ti te lo parece...
47:57Oh, sí.
47:58Tan solo si tienes apetito, claro.
48:00Lo que tengo es un hambre canina.
48:06Bien.
48:09Pues...
48:11Tú primero.
48:21¿No está tardando demasiado?
48:24Pues...
48:24Gracias.
48:26Yo esperaba que estuviese de vuelta para la hora de la cena.
48:28Es que conozco muy bien la presentación,
48:30porque la preparamos juntos y...
48:31Sé perfectamente lo que dura.
48:33Tendría que haber vuelto hace un buen rato, sí.
48:35Que Martina se retrase no tiene por qué ser mala señal.
48:38Tal vez ha conseguido despertar el interés de esas buenas señoras y están debatiendo un rato.
48:44No, no lo creo.
48:47Después de todo lo que han trabajado, ¿cree que no les habrá gustado la presentación?
48:52No, no lo digo por eso.
48:53Es solo que la presentación estaba basada en números.
48:56Y eso al final no da lugar a debate.
49:00En eso tiene razón.
49:03¿Alguien sabe dónde está Adriano?
49:09Buenas noches.
49:10Buenas noches.
49:11Buenas noches.
49:14Cuéntanos, ¿qué ha pasado?
49:16Todo ha ido muy bien.
49:19¿Te han dicho que sí?
49:20No, no hay un dictamen todavía, pero la junta directiva se va a reunir para deliberar.
49:25¿Y por qué volvéis juntos?
49:29Porque Adriano se ha presentado allí con la señora Arcos, con doña Simona y con el padre Samuel.
49:35¿Cómo?
49:38¿Santo de qué?
49:39Bueno, pues para apoyarme.
49:40De hecho, les he hecho subir al estrado para que dieran su punto de vista.
49:44Pero vamos a ver, ¿por qué? Eso no tiene ningún sentido.
49:47Se trataba de una presentación técnica.
49:51Ya.
49:53Al final ha sido la otra presentación.
49:57Es que he empezado a hablar de datos y de resoluciones y me he dado cuenta de que me estaba
50:00traicionando.
50:01De que yo no quería dar ese discurso en realidad.
50:05Así que hemos hablado de personas y de sus historias de superación.
50:14¿Cómo se te ocurre tremenda insensatez?
50:17Presentarte allí y encima con esos tres.
50:20A mí me pareció buena idea.
50:23Y a juzgar por la reacción que tuvieron esa señora fue un acierto.
50:26Al final había más de una llorando.
50:28Pero harían de la risa de ver a una criada y a una cocinera balbuceando estupideces en público.
50:54Tío, diga algo, por favor.
50:58No tengo mucho que decir, pero mi primera impresión es que ha sido demasiado lejos.
51:15Tío, diga algo, por favor.
51:32Pasa.
51:34Querias ver, não?
51:36Sim. Queria falar contigo da casa que pediu a don Manuel.
51:42E queria que fosse aqui, na minha habitação, a solas, porque...
51:45Como não me des uma boa explicação, te juro que não respondo.
51:50Está bem.
51:51Na realidade, eu não pedi nada a don Manuel.
51:54Ah, não?
51:54Não. Simplesmente comentei diante dele o bem que estaria que tu e eu tivéssemos uma casa
51:59e como a don Manuel é tão generoso, seguida se expulsa a ela.
52:01E claro, eu não podido fazer nada para evitar que o faça.
52:04Não podido ou não querido?
52:07Dime outra coisa.
52:08Carlos, isso foi antes ou depois de que eu te pedi que deixara de pedirle coisa a don Manuel?
52:12E tu me juraras, mirando-me aos olhos, que não o iria voltar a fazer?
52:20Não me lembro.
52:22Tuvo que ser depois, porque senão me lhe hubieras dito.
52:26Ou não.
52:28Porque visto o visto, eu não sei o que me pode esperar de ti.
52:31Carlos.
52:35Mas Maria...
52:35Não te põe assim, que não é para tanto.
52:38Que don Manuel nos eche uma mão a ti e a mim a conseguir uma casa a nós nos vem
52:41de pernas.
52:42E é que para don Manuel não significa nada.
52:44Ou praticamente nada.
52:46Você pode deixar de dizer isso, já.
52:49Mas...
52:50Mas...
52:52Por que me miras assim?
52:54Porque eu não me fio de ti.
52:58Eu não me sinto segura contigo.
53:12Eu não me sinto segura contigo.
53:25Eu não me sinto segura contigo.
53:28Eu não me sinto segura contigo.
53:30Eu não me sinto bem.
53:30Você pode ser feliz.
53:31sem superar.
53:32Assim é que as coisas feitas com alegria salem muito melhor.
53:35Agora só falta que a apresentação da Sra. Martina tenha salido tão bem como dizem
53:40e que o patronato asuma a gestão do refugio.
53:44Esperemos que assim seja.
53:50Aqui está a roupa de calle que traía o Sr. Pellicer.
53:52Iba a plancharlo eu, mas não me deu tempo.
53:55Então também pode dar-se a você mesma.
54:01Ai, desculpe a indiscreción doña Pía,
54:04mas é que tenho tantas ganas de que vuelvan a estar juntos
54:06que se me olvida que as coisas entre vocês se han congelado.
54:11Bom, isso os passa a todos.
54:14Mas deveria saber que entre Ricardo e eu...
54:19que já não há nada.
54:22Bom, igual isso serve como excusa para que vuelvan a falar.
54:38Olha só.
54:38E aí
54:39Olha só.
54:40Olha só.
54:42E aí
54:43Olha só.
54:50E aí
54:50E aí
54:54Al parecer, mi madre llevava um tempo trabalhando em um local nas afueras do Puebla de Tera.
55:02Em As de Copas.
55:04Mas, filho, esse lugar é sério.
55:05Já, já, já sei. Que tipo de lugar é, doña Petra?
55:09Está claro que minha mãe teve que cruzar tímites que eu nunca pensei.
55:30Empecé como lo habíamos planificado, de verdade.
55:33E depois o que? Por que cambiaste de ideia?
55:34Não sei. Porque na vez, no estrado, me entraron as dúbas.
55:38E já vi aparecer a Adriano e os demais e...
55:42Mira, Martina, eu me sinto como um imbécil. Eu me sinto como um autêntico imbécil.
55:48Eu só quero o melhor para o nosso filho.
55:50Tu queres o melhor para ti, sem mover ni un dedo.
55:53Vives a uma fantasia, Maria.
55:55E isto te vai terminar explotando na cara.
55:58Más concretamente, quando nasca esse ninho.
56:00Vai vir a promesa um emisario da corona.
56:03Só sabemos que quer entrevistarse com alguns membros da família.
56:06E, possivelmente, também com o serviço.
56:09Isso inclui as cozinhas?
56:10Isso inclui a qualquer que possa servir para avaliar a pretensão do Sr. Espósito
56:15de recuperar seu título de varão de linaja.
56:18Somos um matrimônio.
56:20Se supone que vamos a passar o resto de nossa vida juntos.
56:24Que menos que adornos com respeito.
56:25Não te parece?
56:27Tienes toda a razão.
56:30Aplicate o conto.
56:32Não te dão conta.
56:33Don Cristóbal é um criado.
56:35E isso seria admitir um escândalo maiúsculo.
56:38Sempre que dirão.
56:40Por desgracia, minha mãe é a única que conhece a verdade.
56:42Não teres o padre de Ángela.
56:44Sigo sem creerte, por muito que insistas.
56:46Então, por isso te deixo chamar.
56:49Para que salgas de dúvidas e entendas de uma vez por todas que falava em sério.
56:54A sorte está fechada.
56:56A investigação vai acontecer.
56:57O que irá ou não.
56:58A isto nos levou a tua inacção, Alonso.
57:00Ao borde do abismo.
57:02Tinha notícias do assassinato de Ana.
57:04Este conhecido meu me disse de maneira confidencial que resolver o assassinato vai resultar muito complicado.
57:11Por não dizer impossível.
57:13Tudo saiu de maneira tão fortuita que não tem.
57:15E os de nos que tirar.
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